Aeroportos

Fechamento de aeroportos no Oriente Médio provoca cancelamento de mais de 3,4 mil voos

O fechamento de aeroportos no Oriente Médio após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desencadeou uma das maiores crises recentes na aviação internacional. Mais de 3,4 mil voos foram cancelados nos últimos dias, afetando conexões entre Europa, Ásia e África.

As informações foram divulgadas pela CNN, que aponta o bloqueio de terminais estratégicos e a restrição de amplas áreas do espaço aéreo da região.

Aeroportos estratégicos suspendem operações

Entre os principais terminais afetados estão:

  • Aeroporto Internacional de Dubai
  • Aeroporto Internacional de Abu Dhabi
  • Aeroporto Internacional de Hamad

Considerados hubs fundamentais do tráfego aéreo internacional, esses aeroportos concentram voos de conexão entre continentes. Ao menos seis grandes terminais da região foram totalmente fechados, enquanto outros operam sob restrições severas.

No domingo (1º), novos ataques ampliaram a instabilidade. O aeroporto de Dubai — apontado como o mais movimentado do mundo em passageiros internacionais — e o principal terminal do Kuwait foram atingidos em meio à troca de ofensivas.

Espaço aéreo bloqueado em vários países

Além do fechamento físico dos aeroportos, diversos países anunciaram a suspensão total ou parcial de seus espaços aéreos, interrompendo rotas comerciais em um dos corredores mais estratégicos do planeta.

Irã, Iraque, Israel, Síria, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos adotaram medidas emergenciais, impactando diretamente o fluxo global de aeronaves.

A decisão gerou um efeito dominó na malha aérea internacional, obrigando companhias a cancelar voos ou redesenhar trajetos para evitar a zona de conflito.

Impacto imediato nas companhias aéreas

Com aeroportos fechados e o espaço aéreo restrito, empresas como Emirates, Etihad Airways, Air France, British Airways e Lufthansa confirmaram cancelamentos.

Os bloqueios elevaram custos operacionais, aumentaram o tempo de viagem e provocaram desorganização em cadeias logísticas internacionais.

Especialistas apontam que a interrupção já é considerada a mais significativa desde a pandemia de Covid-19, evidenciando a importância estratégica dos aeroportos do Oriente Médio para a aviação global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Mohammad Ponir Hossain

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Incidente grave em Guarulhos: avião da Gol e cargueiro da Atlas Air pousam quase ao mesmo tempo

Um incidente grave em Guarulhos envolvendo duas aeronaves de grande porte acendeu alerta no Aeroporto Internacional de São Paulo. A ocorrência envolveu um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas e um cargueiro Boeing 747-8F da Atlas Air, que realizaram pousos praticamente simultâneos em pistas paralelas.

Vídeos publicados por um canal especializado em aviação mostram as duas aeronaves lado a lado na fase de aproximação final, momento considerado crítico do voo. As imagens indicam que os aviões estavam muito próximos enquanto se preparavam para tocar o solo nas pistas 10R e 10L.

Aproximação final expôs perda de separação

Registros de plataformas de rastreamento de voos apontam que a separação mínima entre aeronaves — requisito essencial da segurança operacional na aviação civil — pode não ter sido mantida durante a aproximação.

A chamada separação regulamentar estabelece distâncias mínimas obrigatórias, sobretudo em etapas sensíveis como decolagem e pouso. A perda desse parâmetro eleva o nível de risco, ainda que não resulte em colisão ou danos materiais.

Por que Guarulhos não permite pousos simultâneos

O episódio ganhou maior repercussão porque o aeroporto de Guarulhos não possui homologação para pousos simultâneos em pistas paralelas.

Diferentemente de alguns terminais internacionais com maior espaçamento entre pistas, Guarulhos enfrenta limitações estruturais e operacionais. Entre os fatores estão:

  • Distância reduzida entre as pistas;
  • Rotas potencialmente conflitantes em caso de arremetida;
  • Relevo da região;
  • Intenso tráfego aéreo no principal hub do país.

Para que operações simultâneas sejam autorizadas, é necessária certificação técnica específica, além de condições operacionais compatíveis com os padrões internacionais de segurança — requisitos que não se aplicam ao aeroporto paulista.

Cenipa investiga incidente classificado como grave

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos abriu investigação para apurar as circunstâncias da ocorrência. O caso foi oficialmente enquadrado como incidente grave, classificação utilizada quando há risco significativo à segurança, mesmo sem registro de acidente.

As apurações devem avaliar pontos como:

  • Atuação do controle de tráfego aéreo;
  • Procedimentos operacionais adotados;
  • Comunicação entre pilotos e controladores;
  • Condições do fluxo aéreo no momento do fato.

A investigação segue em andamento e será concluída com a identificação das causas e, se necessário, a emissão de recomendações para reforço da segurança operacional.

CONFIRA O VÍDEO

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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Drones no Aeroporto de Guarulhos provocam suspensão de voos e atrasos

A presença de drones no Aeroporto de Guarulhos interrompeu completamente as operações do terminal na tarde deste domingo (15). O espaço aéreo foi fechado duas vezes após a identificação de equipamentos não autorizados sobrevoando a área do aeroporto.

A paralisação começou por volta das 16h e se estendeu por aproximadamente duas horas, afetando voos comerciais e privados até a retomada total das atividades, às 18h.

Espaço aéreo fechado por segurança

A concessionária GRU Airport informou que acionou imediatamente os órgãos de segurança assim que detectou os dispositivos no entorno do Aeroporto Internacional de São Paulo.

Como medida preventiva, pousos e decolagens foram suspensos. Até o momento, a administração não divulgou o número exato de aeronaves impactadas pela interrupção.

Operação de drones é ilegal em áreas aeroportuárias

Em comunicado oficial, a concessionária ressaltou que o fechamento das pistas ocorreu exclusivamente por medida de segurança operacional. A empresa também reforçou que a utilização de drones em áreas próximas a aeroportos é proibida por lei e representa risco significativo à segurança da aviação.

Segundo especialistas do setor, a presença desses equipamentos pode comprometer a integridade de passageiros e tripulações, especialmente em caso de colisão com aeronaves durante pousos ou decolagens.

Operações retomadas, mas impactos continuam

Após a atuação das autoridades e a confirmação de que o espaço aéreo estava livre de interferências, o aeroporto retomou as atividades normais no início da noite.

Apesar disso, o bloqueio temporário provocou reflexos na malha aérea, com registros de atrasos ao longo da noite.

Até a última atualização, os responsáveis pelos drones não haviam sido identificados. As autoridades seguem monitorando a região para evitar novas ocorrências.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Aeroporto de Guarulhos

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Aeroportos

Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Galeão vai a leilão por quase R$ 1 bilhão e mira retomada como principal aeroporto do Rio

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terceiro maior do Brasil em volume de passageiros, será leiloado no dia 30 de março. O certame terá lance mínimo de R$ 932 milhões e integra o plano do Governo Federal para ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura aeroportuária do país.

Segundo informações oficiais, ao menos seis empresas já sinalizaram interesse na concessão, vista pelo mercado como estratégica para reposicionar o terminal no cenário nacional e internacional.

Leilão do Galeão busca modernização e eficiência

Com foco em atrair investidores, o governo promoveu um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e os detalhes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Também está prevista uma audiência pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, etapa essencial para sanar dúvidas técnicas, regulatórias e jurídicas das empresas interessadas na disputa pelo leilão do Galeão.

Fim do modelo atual de gestão

Atualmente, a administração do aeroporto é compartilhada entre um consórcio formado por investidores da Singapura e da França, que detém 51% da operação, e a Infraero, com 49%. Com a nova concessão, esse formato será encerrado.

A vencedora do leilão assumirá 100% da gestão do aeroporto, o que é apontado como um dos principais atrativos do projeto. A mudança garante maior autonomia decisória e liberdade para execução de investimentos em infraestrutura, serviços e ampliação de rotas.

Fluxo de passageiros volta a crescer

Após anos de retração, o movimento de passageiros no Galeão voltou a apresentar crescimento. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,5 milhões de usuários, número considerado positivo pelo setor.

A projeção é que o aeroporto supere a marca de 20 milhões de passageiros nos próximos anos, especialmente com a expansão de destinos e melhorias operacionais previstas no novo contrato.

Contrato vai até 2039 e prevê receita variável

A concessão terá vigência até 2039 e estabelece, além do valor pago no leilão, uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da operação.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas do setor avaliam que o sucesso do projeto dependerá diretamente da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. Uma gestão experiente será determinante para evitar gargalos operacionais e consolidar o Galeão como o principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RIOGaleão

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Mega-aeroporto na Etiópia promete ser o maior da África e reforçar conexões globais

A Etiópia deu início, em janeiro, à construção de um empreendimento que pode redefinir o mapa da aviação africana. Localizado a cerca de 40 quilômetros de Adis Abeba, o Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA) foi projetado para se tornar o maior aeroporto da África, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões — o equivalente a mais de R$ 65 bilhões.

As obras serão executadas em etapas, com previsão de entrega da primeira fase em 2030. O projeto busca consolidar o país como um importante hub aéreo entre a África, a Ásia e o Oriente Médio, além de fortalecer a conectividade regional no próprio continente.

Capacidade inicial para 60 milhões de passageiros

Na fase inicial, o novo terminal contará com duas pistas e um edifício de 660 mil metros quadrados, dimensionado para receber até 60 milhões de passageiros por ano. As etapas seguintes preveem a ampliação para quatro pistas, estacionamento para 270 aeronaves e capacidade total de 110 milhões de passageiros anuais.

Durante a cerimônia de lançamento das obras, em 10 de janeiro, o primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali destacou a dimensão do empreendimento. Segundo ele, o aeroporto será o maior projeto de infraestrutura aeroportuária já realizado na África, superando em mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto etíope, que deve atingir seu limite operacional nos próximos dois a três anos.

Arquitetura assinada por Zaha Hadid Architects

O desenho do Aeroporto Internacional de Bishoftu é assinado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, com sede em Londres. A empresa acumula mais de 950 projetos em 44 países e é responsável por obras emblemáticas, como o Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing e a Casa de Ópera de Guangzhou, na China.

De acordo com os arquitetos, o aeroporto foi concebido para atender majoritariamente passageiros em trânsito, funcionando como principal base da Ethiopian Airlines, maior e uma das mais antigas companhias aéreas do continente. A empresa, controlada pelo governo etíope, opera atualmente voos para cerca de 150 destinos em cinco continentes.

Hub internacional com foco em passageiros em conexão

A expectativa é que até 80% dos usuários do novo aeroporto sejam passageiros em conexão internacional, que não precisarão deixar o terminal. Para atender esse público, o projeto inclui um hotel com 350 quartos, além de áreas voltadas à gastronomia, entretenimento e serviços.

Essa configuração reforça o papel do Bishoftu como um dos principais centros de conexão aérea da África, voltado ao fluxo global de passageiros.

Sustentabilidade e integração urbana no projeto

O plano paisagístico prevê o uso de plantas nativas resistentes à seca, com reaproveitamento de árvores replantadas. O projeto também contempla a integração de parques públicos destinados à população local, além de jardins e pátios externos para os viajantes.

No interior, o terminal será estruturado em um eixo central único, com ventilação natural, facilitando a circulação de passageiros entre o edifício principal e os píeres de embarque. O conceito é inspirado no Vale do Rift, formação geológica que atravessa a Etiópia e outros países da região.

Energia limpa e ligação ferroviária de alta velocidade

A infraestrutura inclui sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva, coletada das pistas, pátios e coberturas. A geração de energia contará com painéis fotovoltaicos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Segundo o escritório responsável pelo projeto, o aeroporto será conectado ao centro de Adis Abeba e ao atual Aeroporto de Bole por meio de uma linha ferroviária de alta velocidade, ampliando a integração entre os dois polos aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/X-Universe

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Transporte aéreo no Nordeste lidera crescimento no Brasil na última década

O Nordeste consolidou-se como a região brasileira com o maior crescimento proporcional no transporte aéreo doméstico nos últimos dez anos. Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a partir de dados da Anac, aponta que mais de 39 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos nordestinos em 2025.

O número representa um avanço de 11,2% em comparação com 2015, o que equivale a cerca de 4 milhões de novos viajantes incorporados à malha aérea regional ao longo da década.

Recife assume liderança entre os aeroportos do Nordeste

O principal destaque do período foi o Aeroporto do Recife (PE). O terminal apresentou crescimento de 42% no fluxo de passageiros e passou a liderar o ranking regional. Em 2025, foram 9,2 milhões de embarques e desembarques, superando o Aeroporto de Salvador (BA), que havia ocupado a primeira posição em 2015 e registrou 7,3 milhões no último ano.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a expansão da infraestrutura aérea segue como prioridade do governo federal, citando o programa AmpliAR, lançado para ampliar concessões e estimular investimentos em aeroportos regionais, especialmente no interior do país.

Conectividade aérea impulsionada pelo turismo

Entre os aeroportos com mais de 1 milhão de passageiros por ano, o maior crescimento percentual foi registrado em Porto Seguro (BA), com alta de 73% na última década. O desempenho reflete a força do turismo no Nordeste, fator decisivo para a ampliação da malha aérea.

No mesmo período, o número de cidades nordestinas atendidas por voos comerciais regulares passou de 26 para 41, ampliando a conectividade regional. Um dos exemplos é o aeroporto de Cruz (CE), que atende a região de Jericoacoara. Inexistente na malha comercial em 2015, o terminal somou mais de 260 mil passageiros em 2025.

Participação do Nordeste cresce no mercado nacional

Além do avanço nordestino, o transporte aéreo doméstico também cresceu no Sudeste (10,7%) e no Sul (1%). Em contrapartida, as regiões Centro-Oeste e Norte registraram retrações de 11% e 7%, respectivamente.

Com esse desempenho, a participação do Nordeste no mercado aéreo brasileiro subiu de 18% em 2015 para 19% em 2025. As cinco cidades com maior movimentação de passageiros na região foram Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió e Porto Seguro.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos para aeroportos nordestinos

Para sustentar a expansão da demanda e ampliar a capilaridade da malha aérea, o Nordeste deverá receber mais de R$ 950 milhões em investimentos públicos e privados nos próximos anos.

O principal impulso vem do Programa AmpliAR, cujo primeiro leilão, realizado em novembro de 2025, garantiu R$ 526,4 milhões em aportes para nove aeroportos nordestinos. O modelo permite que grandes operadores assumam terminais de menor porte, elevando o padrão de qualidade e eficiência operacional.

Paralelamente, o Governo Federal, por meio do MPor, anunciou uma carteira de R$ 424,2 milhões destinada exclusivamente à infraestrutura aeroportuária do Nordeste no ciclo 2026/2027.

Os recursos incluem projetos para novos terminais em Conde (BA) e Iguatu (CE), melhorias em Feira de Santana (BA) e obras em aeroportos de cidades como Barra do Corda, Bacabal e Santa Inês (MA), além de Picos (PI) e Ilhéus (BA). Também estão previstas estações meteorológicas em municípios como Patos (PB) e Sobral (CE), fundamentais para a segurança das operações aéreas.

Um dos diferenciais dessa nova etapa é a adoção da Metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) em cerca de 65% dos projetos públicos, o que deve garantir mais transparência, controle de custos e cumprimento de prazos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secretaria de Turismo de Pernambuco

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Aeroportos

Voo Recife–Cabo Verde é retomado e consolida capital pernambucana como hub internacional do Nordeste

O voo direto entre Recife e Cabo Verde será retomado a partir de 6 de maio, com duas frequências semanais, reforçando a estratégia de ampliação da conectividade aérea internacional da capital pernambucana. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A reativação da rota é resultado de uma articulação entre a Prefeitura do Recife, por meio das secretarias de Turismo e Lazer, Relações Institucionais e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Governo Federal e autoridades de Cabo Verde.

Negociações começaram em 2025

As tratativas tiveram início em outubro de 2025, durante uma agenda institucional que reuniu representantes do município, do Ministério de Portos e Aeroportos e da Embaixada de Cabo Verde no Brasil. Na ocasião, o Recife formalizou o interesse na retomada da ligação aérea e se colocou à disposição para colaborar na viabilização do voo.

O histórico da rota também pesou na decisão. A ligação entre Recife e Cabo Verde operou regularmente entre 2015 e 2020, sendo suspensa durante a pandemia da Covid-19, o que reforçou a avaliação positiva sobre a viabilidade operacional e a demanda existente.

Recife como ponte entre Brasil e África

Para o secretário de Turismo e Lazer do Recife, Thiago Angelus, a retomada da rota reforça a vocação internacional da cidade. Segundo ele, Recife tem papel estratégico como ligação entre o Brasil e a África Ocidental, ampliando oportunidades no turismo, nos negócios e no intercâmbio cultural.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Andrade Lima, destacou que o aeroporto da capital pernambucana já é o mais movimentado do Norte e Nordeste, tanto em cargas quanto em passageiros. Com a nova rota, o Recife passa a contar com conexões diretas para a América do Norte, América do Sul, Europa e agora também para a África.

Impactos regionais e geração de negócios

Na avaliação do secretário de Relações Institucionais, Raul Henry, o novo voo internacional fortalece o Recife como um hub aéreo regional, beneficiando não apenas a capital, mas também Pernambuco e todo o Nordeste. A expectativa é de estímulo ao turismo, aumento da movimentação aeroportuária e ampliação das oportunidades de negócios.

Durante as negociações, foi ressaltada a localização geográfica privilegiada do Recife, aliada à infraestrutura do aeroporto e à capacidade de conexão com outros destinos nacionais e internacionais. A rota atende a uma demanda diversificada, que inclui turismo, diáspora cabo-verdiana, comércio exterior, negócios e conexões com voos operados por companhias europeias e africanas.

Fortalecimento das relações Brasil–África

A operação regular pela Cabo Verde Airlines deve impulsionar a economia local, o fluxo turístico internacional e o intercâmbio cultural, além de contribuir para a retomada do comércio exterior e o fortalecimento das relações entre Brasil e África. A nova ligação aérea também evidencia a atuação integrada entre o Governo Federal e o Município do Recife na expansão da malha aérea internacional.

FONTE: Secretaria de Turismo e Lazer do Recife
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal NE9

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Florianópolis ganha nova frequência direta para Lisboa e amplia conexão com a Europa

Nova frequência fortalece ligação internacional
Santa Catarina avança no processo de internacionalização com a ampliação da rota direta entre Florianópolis e Lisboa. A ligação aérea passará a contar com uma quarta frequência semanal, reforçando a conectividade entre o Sul do Brasil e a Europa. A confirmação ocorreu durante reunião em Florianópolis com representantes do Floripa Airport, da TAP Air Portugal e do Governo de Santa Catarina.

Voos começam em julho e miram alta temporada europeia
A nova frequência entra em operação no dia 5 de julho, com voos programados aos domingos. A estratégia acompanha o verão europeu, período marcado pelo aumento da demanda turística, além do fortalecimento das relações comerciais e culturais entre Brasil e Portugal.

Florianópolis se consolida como porta de entrada internacional
Com a ampliação da rota, Florianópolis reforça sua posição como hub internacional no Sul do país. O movimento atende ao crescimento do turismo europeu em Santa Catarina, impulsionado por atributos como natureza, gastronomia, inovação e qualidade de vida, que têm projetado o estado no exterior.

Impactos econômicos e estratégicos para Santa Catarina
O governador Jorginho Mello destacou o caráter estratégico da ampliação. Segundo ele, a iniciativa amplia oportunidades de negócios, fomenta o turismo internacional e fortalece a integração global do estado.
Além do setor turístico, a nova frequência favorece o intercâmbio empresarial, acadêmico e tecnológico, áreas em que Santa Catarina tem ampliado sua relevância. A expectativa é de impacto positivo direto na economia, com aumento de investimentos, circulação de pessoas e visibilidade internacional do destino.

FONTE: Life & Fashion Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Life & Fashion Magazine

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DHL reposiciona operação e transforma Brasil em hub logístico da América Latina

A DHL Global Forwarding redefiniu sua estratégia logística na América Latina e colocou o Brasil como eixo central da distribuição de cargas na região. A companhia passou a priorizar os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP), em São Paulo, como hubs regionais, reduzindo a dependência histórica de Miami, nos Estados Unidos.

Com o novo modelo, a multinacional projeta um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o fim de 2026, impulsionado principalmente por segmentos de alta complexidade, como tecnologia, indústria automotiva e óleo e gás.

Nova malha logística aposta na posição estratégica do Brasil

Na prática, a DHL está substituindo o fluxo tradicional de redistribuição via América do Norte por uma estrutura centrada no território brasileiro. A decisão leva em conta fatores como a localização geográfica privilegiada, a infraestrutura aeroportuária robusta e a conectividade aérea elevada, que soma mais de 600 voos internacionais por mês.

“O Brasil reúne hoje as condições para assumir o protagonismo logístico da região”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no país. Segundo ele, o objetivo é criar rotas mais eficientes, rápidas e competitivas, reduzindo custos e gargalos operacionais.

Menos etapas, mais segurança e eficiência

Historicamente, cargas vindas da Ásia e da Europa com destino ao Cone Sul passavam por Miami antes de seguir para outros países latino-americanos. A nova estratégia inverte esse caminho, utilizando o Brasil como ponto de triagem e redistribuição.

O modelo reduz etapas de manuseio, mantém mercadorias em zona alfandegária e diminui riscos para produtos de alto valor agregado, como componentes industriais e eletrônicos. A operação também conta com investimentos em digitalização, padronização de processos e maior controle logístico.

“A proposta é aproveitar a malha aérea existente para otimizar rotas e reduzir custos”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da DHL. Ele destaca ainda que o superávit da balança comercial brasileira, com exportações acima das importações em valor, favorece ganhos de escala.

GRU e Viracopos terão papéis complementares

No desenho operacional, os dois principais aeroportos paulistas terão funções distintas. Guarulhos se destaca pela alta frequência de voos internacionais, ideal para conexões rápidas e cargas menores. Viracopos, por sua vez, absorve volumes maiores, mantendo agilidade nas conexões e eficiência operacional.

Ambos serão base para atender setores que exigem prazo curto, precisão logística e alto nível técnico. A expectativa da empresa é alcançar ganhos de 10% a 30% em eficiência logística, consolidando o Brasil como hub para o envio de cargas da Ásia e Europa a mercados como Chile, Argentina, Colômbia e Peru.

Com a ampliação dessa estratégia, a DHL aposta que o Brasil deixará de ocupar uma posição periférica na cadeia global para se firmar como um centro logístico latino-americano de referência.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerard Bottino/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

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