Internacional

Israel realiza ataque aéreo em Teerã e líder do Hezbollah é morto no Líbano

As Forças Armadas de Israel realizaram, nesta quinta-feira (5), um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já chega ao sexto dia. Paralelamente, o governo israelense anunciou a morte de um dos líderes do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação contra a capital iraniana mobilizou cerca de 90 caças da Força Aérea de Israel, que teriam atingido estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano. A ofensiva também teria resultado em avanços militares israelenses em território libanês.

Irã acusa Israel de atacar civis

Autoridades da República Islâmica do Irã afirmaram que Israel tem realizado ataques deliberados contra alvos civis, em um momento em que o governo israelense não demonstra intenção de suspender as operações militares.

Segundo comunicado divulgado por Teerã, o bombardeio desta quinta-feira representou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana desde o início da escalada militar.

Cerca de 40 alvos foram atingidos

O relatório militar iraniano indica que aproximadamente 40 alvos estratégicos foram atingidos durante a ofensiva, incluindo o quartel-general de uma unidade especial responsável pela coordenação das forças de segurança interna do regime.

Ainda conforme o comunicado, cerca de 200 munições foram lançadas durante a operação.

O quartel-general atacado teria a função de coordenar unidades especiais ligadas ao aparato militar do país na província de Teerã, além de atuar na direção das Forças Armadas iranianas. Entre os alvos também estariam estruturas associadas à Guarda Revolucionária do Irã e à Basij, milícia ligada ao regime conhecida por atuar na repressão a opositores e dissidentes.

Israel e EUA reforçam discurso de continuidade da guerra

A intensificação das ações militares ocorre em um cenário de coordenação estratégica entre Israel e Estados Unidos. Autoridades dos dois países vêm aumentando o tom das declarações sobre o andamento da guerra.

Após conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado americano a recomendação de manter as operações militares “até o fim ”.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Contributor/Getty Images

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Portos

EUA avaliam sanções contra a Espanha por suposta restrição de acesso a portos

Os Estados Unidos avaliam a adoção de medidas de retaliação contra a Espanha após o avanço de uma investigação sobre supostas restrições de acesso a portos espanhóis. Um ano depois do início do processo, a Federal Maritime Commission (FMC) considera aplicar sanções que podem incluir multas milionárias, limitações de carga e até a proibição de entrada de navios com bandeira espanhola em portos norte-americanos.

Navios dos EUA estariam entre os afetados

De acordo com a FMC, a apuração envolve normas e práticas adotadas pelo governo espanhol que, direta ou indiretamente, estariam impedindo o acesso de determinadas embarcações aos seus portos. Entre os casos já identificados, estariam navios de bandeira dos Estados Unidos, inclusive embarcações operadas dentro do U.S. Maritime Security Program.

Em atualização divulgada recentemente, a Comissão informou que dados coletados junto a diversas fontes confirmam que ao menos três navios norte-americanos tiveram a entrada negada em portos da Espanha em novembro de 2024. Segundo o órgão, a política que motivou essas recusas continua em vigor.

Relação com cargas ligadas a Israel amplia debate

A investigação agora busca aprofundar informações sobre a política espanhola de recusar acesso portuário a navios que transportam cargas com destino ou origem em Israel. A FMC solicitou contribuições de armadores, embarcadores e demais partes interessadas, com o objetivo de avaliar tanto as ações de fiscalização adotadas pela Espanha quanto os impactos sobre o comércio exterior dos EUA.

Para a Comissão, os indícios reunidos até o momento sugerem que as leis ou regulações espanholas podem estar criando condições desfavoráveis ao transporte marítimo internacional, afetando diretamente a navegação ligada ao comércio externo norte-americano.

Multas e restrições estão entre as possíveis respostas

Com base nesse cenário, a FMC informou que estuda quais medidas corretivas seriam adequadas para neutralizar os efeitos dessas práticas. Entre as opções consideradas estão restrições ao transporte de cargas, a recusa de entrada de navios com bandeira da Espanha e a aplicação de multas que podem chegar a US$ 2,3 milhões por viagem, valor já ajustado pela inflação.

Apesar da gravidade do tema, o órgão reforçou que nenhuma decisão final foi tomada. Segundo a FMC, todas as ações futuras dependerão da análise detalhada das provas reunidas e seguirão estritamente o marco legal que rege a atuação da Comissão.

FONTE: Shipping Telegraph
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shipping Telegraph

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Internacional

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil


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Logística

Maersk suspende operações no porto de Haifa com aumento de tensões entre Israel e Irã

A Maersk disse nesta sexta-feira (20) que suspendeu temporariamente as escalas de navios no porto de Haifa, em Israel, em meio à escalada do conflito do país com o Irã.

A empresa dinamarquesa afirmou não ter sofrido outras interrupções em suas operações programadas na região.

O porto de Haifa, que foi privatizado em 2022, tem 70% de sua propriedade pertencente à indiana Adani Ports, enquanto os 30% restantes são detidos pelo Grupo Gadot, de Israel.

A Adani Ports é o braço operacional de portos do Grupo Adani, liderado pelo bilionário Gautam Adani. Incluindo o porto de Haifa, a empresa opera quatro portos fora das águas indianas.

Um porta-voz do Grupo Adani não respondeu imediatamente aos e-mails e mensagens de texto da Reuters solicitando comentários.

Israel tem atacado o Irã por via aérea desde a última sexta-feira (13), no que descreve como um esforço para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. O Irã negou ter planos de desenvolver tais armas e retaliou lançando contra-ataques a Israel.

Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter lançado ataques combinados de mísseis e drones contra locais militares e industriais ligados à indústria de defesa de Israel em Haifa e Tel Aviv.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior, Internacional

Conflito entre Irã e Israel: impacto nas cadeias de suprimento globais

O conflito armado entre Irã e Israel, que se intensificou em junho de 2025, está gerando uma série de riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. As tensões provocaram interrupções em rotas marítimas estratégicas, aumentos nos custos de energia e uma crescente incerteza nos mercados internacionais.

Interrupções em rotas marítimas estratégicas

O estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — tem sido palco de incidentes recentes, como a colisão de dois petroleiros perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Esse tipo de evento evidencia a vulnerabilidade das rotas marítimas da região, que são essenciais para o comércio global.

Além disso, o conflito reacendeu temores sobre um possível fechamento do estreito por parte do Irã, o que poderia disparar os preços do petróleo e causar uma crise energética global.

Aumento de custos e volatilidade nos mercados de energia

Os preços do petróleo subiram significativamente devido à instabilidade na região. Por exemplo, o petróleo Brent chegou a US$ 76,45 por barril — o nível mais alto desde o início de 2025. Esse aumento impacta diretamente os custos de transporte e produção no mundo todo.

Desvios e atrasos nas cadeias de suprimento

Empresas estão reavaliando suas rotas logísticas, optando por alternativas mais seguras — porém mais caras. Por exemplo, algumas cargas que tradicionalmente passariam pelo Mar Vermelho estão sendo desviadas para contornar o Cabo da Boa Esperança, o que implica maiores tempos de trânsito e custos extras.

Recomendações para mitigar os riscos

Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas:

  • Diversifiquem suas rotas logísticas: Evitar a dependência de uma única rota pode reduzir a exposição a riscos.
  • Revisem seus contratos de transporte: Incluir cláusulas que contemplem situações de força maior e ajustes de custos.
  • Fortaleçam relações com fornecedores alternativos: Isso pode garantir o fornecimento em caso de interrupções nas cadeias existentes.
  • Acompanhem de perto a situação geopolítica: Estar bem informado permite tomar decisões proativas e se adaptar rapidamente às mudanças.

O conflito entre Irã e Israel está impondo sérios riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. É essencial que as empresas adotem estratégias de mitigação para se adaptarem a esse ambiente volátil e garantir a continuidade de suas operações.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Internacional

Conflito entre Irã e Israel deixa mercado de fertilizantes do Brasil em alerta

Cerca de 17% das importações brasileiras de ureia vêm dos iranianos e a ofensiva no Oriente Médio gera risco para os custos de produção

O conflito que se desenrola no Oriente Médio, com ataques entre Irã e Israel, ligou um alerta para o mercado de fertilizantes e, principalmente, os produtores rurais do Brasil. Isso porque cerca de 17% das importações brasileiras de ureia vêm dos iranianos.

Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest, ressalta que o Irã produz cerca de 9 milhões de toneladas e chega a exportar entre 4,5 milhões e 5,5 milhões de toneladas de ureia por ano. Ou seja, é considerado um gigante da região nas exportações.

“Para o Brasil, conflitos dessa natureza, que envolvem países tão importantes como o mencionado, sempre trazem algumas preocupações — sobretudo para o produtor rural”, afirmou o especialista em análise sobre o tema.

Em geral, os agricultores brasileiros dependem do mercado internacional para suprir mais de 80% de suas necessidades de fertilizantes. No caso da ureia, a dependência é ainda maior. No ano passado, 100% da ureia consumida internamente foi importada, segundo Souza.

“Portanto, qualquer desdobramento como esse (no Oriente Médio) pode impactar diretamente os custos de produção do produtor rural”, alertou.

Este é um período do ano em que os agricultores estão atentos às compras de insumos que serão utilizados no plantio da próxima safra de verão, que será plantada a partir de setembro, e em alguns casos há até quem antecipe as aquisições de adubos, defensivos e sementes para a safrinha de 2026.

Além disso, a recente disparada nos preços internacionais dos fertilizantes, sem reação correspondente nas cotações das commodities agrícolas, voltou a pressionar as margens dos produtores rurais brasileiros.

Segundo relatório mensal da consultoria agronegócios do Itaú BBA, a relação de troca — indicador que mede quantas sacas de grãos são necessárias para comprar uma tonelada de fertilizante — atingiu níveis próximos aos observados durante o auge da crise provocada pela guerra na Ucrânia, em 2022.

Fonte: Globo Rural

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Internacional

Após ataque de Israel, Trump dá ultimato a Irã por acordo nuclear com os EUA e ameaça: ‘Antes que não sobre mais nada’

Presidente americano volta a pressionar Teerã a entrar em acordo para reduzir enriquecimento de urânio. Israel atacou infraestruturas nucleares do Irã na madrugada de sexta (13) para impedir o avanço do programa nuclear do rival.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã nesta sexta-feira (13) para chegar a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, e fez ameaças ao dizer que o regime iraniano “tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada”.

A declaração foi feita horas depois de Israel bombardear infraestruturas nucleares iranianas e matar lideranças militares e cientistas.

“O Irã precisa fazer um acordo, antes que não sobre nada, e salvar o que um dia foi conhecido como o Império Persa. Chega de mortes, chega de destruição, apenas façam isso antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em seu perfil na rede Truth Social.

Segundo Trump, ele disse que deu ao Irã várias oportunidades para fazer um acordo.

“Eu avisei que seria muito pior do que qualquer coisa que conhecessem, esperassem ou tivessem sido informados, que os Estados Unidos fabricam os melhores e mais letais equipamentos militares do mundo — de longe — e que Israel possui muitos deles, com muito mais a caminho — e eles sabem como usá-los”, escreveu.

“Alguns linhas-duras iranianos falaram com bravura, mas não sabiam o que estava prestes a acontecer. Agora estão todos mortos, e a situação só vai piorar”, continuou Trump.

Trump disse ainda que deu ao Irã, há dois meses, um ultimato de 60 dias para o acordo, e que esta sexta-feira “é o dia 61”. O governo iraniano tem criticado as ameaças do governo americano e afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.

O Exército israelense atingiu dezenas de alvos no território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país. Os militares afirmaram que o objetivo da operação é impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

O bombardeio da madrugada desta sexta, no horário local, matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram mortos.

“Já houve grande morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, pois os próximos ataques já planejados serão ainda mais brutais”, concluiu Trump.

O Irã afirmou que o ataque foi uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que “trate imediatamente dessa questão”.

➡️ Trump pressiona o Irã a fazer um acordo sobre seu programa nuclear desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro. Cinco rodadas de negociações diretas ocorreram desde abril.

A fala de Trump desta sexta é mais um passo das pressões que faz sobre o regime do Irã. Um sexto encontro entre as delegações dos dois países estava marcado para domingo (15), mas não se sabe se de fato acontecerá, dado o contexto.

Fonte: G1

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Inovação, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

Israel se destaca como um polo de inovação tecnológica, especialmente no setor de startups

Israel tem se destacado como um polo de inovação tecnológica, especialmente no setor de startups. Um exemplo notável é a Heven Drones, uma empresa israelense que desenvolveu drones movidos a hidrogênio, prometendo transformar operações militares e comerciais.

A Revolução dos Drones a Hidrogênio
Os drones tradicionais enfrentam limitações significativas em termos de tempo de voo e capacidade de carga. A Heven Drones superou esses desafios ao utilizar células de combustível de hidrogênio, permitindo voos mais longos e eficientes. Segundo Bentzion Levinson, fundador da empresa, essa tecnologia é capaz de redefinir as operações militares modernas, reduzindo riscos para os soldados e aumentando a eficácia das missões.

Parcerias Estratégicas e Independência Tecnológica
Além das inovações tecnológicas, a Heven Drones firmou parcerias estratégicas para reduzir a dependência de componentes estrangeiros, especialmente chineses. Essa iniciativa visa fortalecer a autonomia tecnológica de Israel e garantir a segurança nas operações militares e civis que utilizam esses drones avançados.

Aplicações Militares e Comerciais
Os drones movidos a hidrogênio da Heven Drones têm potencial para diversas aplicações. No âmbito militar, podem ser empregados em missões de reconhecimento, transporte de suprimentos e operações de busca e resgate, minimizando a exposição de soldados a situações de risco. No setor comercial, esses drones oferecem soluções eficientes para logística, agricultura de precisão e monitoramento de infraestruturas críticas.

Desafios e Perspectivas Futuras
Apesar das promissoras vantagens, a adoção de drones a hidrogênio enfrenta desafios, como a infraestrutura necessária para produção e armazenamento do combustível. No entanto, com investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, espera-se que essas barreiras sejam superadas, consolidando a posição de Israel como líder em tecnologia de drones sustentáveis.

Conclusão: O Impacto da Heven Drones no Ecossistema de Startups Israelenses
A trajetória da Heven Drones exemplifica a capacidade das startups israelenses em transformar desafios em oportunidades, impulsionando inovações que têm o potencial de redefinir setores inteiros. Para empreendedores, a história da empresa serve como inspiração sobre como a combinação de visão estratégica, inovação tecnológica e parcerias sólidas pode resultar em soluções disruptivas com impacto global.

Autor: Ric Scheinkman – Presidente CNBI https://www.cnbi.com.br/
FONTE: Diário Brasil noticias
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Aeroportos, Mercado Internacional, Notícias

A greve geral em Israel paralisa os voos no país, enquanto manifestantes exigem o retorno dos reféns de Gaza

O principal aeroporto internacional de Israel suspendeu os voos nesta segunda-feira (02) como parte de uma greve nacional motivada pela grande mobilização pública após a morte de seis prisioneiros nos túneis do Hamas na Faixa de Gaza, enquanto crescem os apelos para que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assegure um acordo de cessar-fogo.

O maior sindicato do país, Histadrut, ameaçou paralisar toda a economia, com seu presidente, Arnon Bar-David, alertando no domingo que Israel está em uma “espiral descendente” e que o país não para de receber “sacos para cadáveres.
O Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, confirmou que interrompeu as partidas e chegadas de voos por duas horas a partir das 8h (2h no horário de Brasília).
A greve geral, que teve início na manhã desta segunda, reflete a crescente insatisfação contra Netanyahu, acusado por críticos de atrasar os esforços para um acordo por parte de algumas famílias de reféns e seus apoiadores.
O objetivo é pressionar o Governo Netanyahu a garantir um acordo para o retorno de mais de 100 reféns, incluindo 35 que se acredita estarem mortos, mantidos em Gaza.

A maioria desses reféns foi capturada durante o ataque terrorista do Hamas a Israel em 7 de outubro, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas e mais de 200 feitas prisioneiras. No domingo, dezenas de milhares de israelenses foram às ruas em várias cidades, em um dos maiores protestos nacionais desde o início da guerra de Israel contra o Hamas.
Alguns manifestantes voltaram a bloquear uma avenida principal em Tel Aviv na manhã desta segunda-feira.
Entre os seis reféns encontrados mortos, estava o israelense-americano Hersh Goldberg-Polin, que era esperado para ser solto em um eventual cessar-fogo, conforme informaram autoridades israelenses.

As autópsias revelaram que os reféns foram baleados a curta distância na quinta ou sexta de manhã. As forças israelenses recuperaram os corpos em um túnel subterrâneo em Rafah no sábado.
A descoberta dos seis corpos de reféns complicou as negociações para um cessar-fogo e um acordo sobre reféns.
Em Jerusalém, manifestantes pediram a renúncia de Netanyahu, enquanto, durante uma reunião de gabinete no domingo, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, criticou duramente o governo israelense por priorizar o controle de uma importante área de fronteira conhecida como corredor de Filadélfia, em detrimento de um acordo para libertar reféns, qualificando isso como uma “vergonha moral”.
As divisões dentro do gabinete sobre a condução da guerra têm se tornado cada vez mais públicas e rancorosas, refletindo profundas fissuras no topo do governo israelense.
Autoridades americanas expressaram nova urgência em alcançar um acordo de cessar-fogo para liberar os reféns.
O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, ao se reunir com as famílias dos americanos mantidos reféns, afirmou que “os próximos dias serão críticos” no esforço para libertar os que ainda estão em poder do Hamas.

Além do impacto nos voos, alguns municípios israelenses, incluindo Tel Aviv e Haifa, aderiram à greve, de acordo com uma lista divulgada pela Histadrut, assim como partes do Gabinete do Primeiro-Ministro, o Ministério do Interior e outros serviços públicos.
Hospitais e unidades de saúde também foram afetados, operando em horários de fim de semana e em caráter emergencial, conforme o comunicado.
O sindicato dos professores informou que não participará da greve, mas os funcionários de apoio das escolas aderirão, o que poderá impactar as instituições de ensino. No entanto, as maiores universidades de Israel, como a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade de Tel Aviv, confirmaram participação na greve.
Um porta-voz da Universidade Hebraica de Jerusalém afirmou que o fechamento seria mais extenso do que as medidas anteriores tomadas desde o início da guerra, incluindo todas as atividades, exceto exames.
Antes da greve, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, solicitou ao procurador-geral que pedisse liminares urgentes para impedir a ação planejada, argumentando que uma greve prejudicaria a economia durante a guerra e estabeleceria um precedente perigoso. Uma audiência estava marcada para esta segunda de manhã.

FONTE: A greve geral em Israel paralisa os voos no país, enquanto manifestantes exigem o retorno dos reféns de Gaza (diariodobrasilnoticias.com.br)

 

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