Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

China anuncia ação judicial para recuperar controle de portos no Canal do Panamá

O governo da China informou que adotará medidas legais para defender os interesses de sua empresa de Hong Kong que administrava os portos de Balboa e Cristóbal, no Canal do Panamá, após a revogação da concessão pelas autoridades panamenhas.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, declarou em Pequim que o país atuará para proteger os direitos legítimos de suas companhias e assegurar segurança jurídica aos investimentos em infraestrutura estratégica.

Disputa envolve concessão bilionária

Os terminais de Balboa e Cristóbal eram operados há mais de 25 anos pela empresa CK Hutchison Holdings, por meio da subsidiária Panama Ports Company.

Ao longo desse período, foram investidos mais de US$ 1,8 bilhão em infraestrutura portuária, modernização de guindastes e sistemas de movimentação de carga. Os dois terminais estão posicionados em áreas estratégicas nas entradas do canal, considerado uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta.

Após decisão da Suprema Corte do Panamá apontar supostas irregularidades contratuais, o governo local assumiu temporariamente o controle das operações e transferiu a concessão para operadores europeus.

Portos passam a operadores europeus

O terminal de Balboa passou à gestão da APM Terminals, ligada ao grupo dinamarquês Maersk. Já o porto de Cristóbal foi concedido à Terminal Investment Limited, empresa associada à suíça MSC.

A mudança administrativa coloca em risco os investimentos chineses acumulados ao longo de décadas e amplia a tensão diplomática em torno do controle de ativos estratégicos no comércio marítimo internacional.

Canal do Panamá no centro da geopolítica

O episódio reforça a crescente disputa geopolítica em torno do Canal do Panamá, responsável por cerca de 5% a 6% do comércio marítimo global. A via é essencial para as rotas entre Ásia, América e Europa.

A China figura entre os principais usuários do canal, respondendo por aproximadamente 21% do volume de cargas transportadas. O governo chinês sustenta que a ação judicial não busca apenas proteger uma empresa específica, mas garantir previsibilidade jurídica para investimentos internacionais em infraestrutura crítica.

Analistas avaliam que pressões ligadas a interesses dos Estados Unidos podem ter influenciado a decisão panamenha, refletindo a tradicional influência de Washington sobre projetos estratégicos na América Latina.

Crescente presença chinesa na América Latina

A disputa ocorre em um contexto de expansão da presença econômica chinesa na região. Entre 2003 e 2022, os investimentos da China na América Latina superaram US$ 187 bilhões, abrangendo portos, energia, telecomunicações e obras de infraestrutura.

O intercâmbio comercial entre a China e os países latino-americanos ultrapassa US$ 500 bilhões, consolidando o país asiático como parceiro estratégico. Atualmente, Pequim representa cerca de 16,9% do comércio total da região com o mundo, superando a União Europeia e aproximando-se da participação norte-americana.

O caso dos portos panamenhos evidencia que a disputa vai além do campo empresarial, envolvendo interesses geopolíticos, influência estratégica e controle de rotas fundamentais para o comércio global.

FONTE: Brasil de Fato
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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Negócios

Licitação da Hidrovía tem três empresas interessadas na concessão por 25 anos

O governo argentino confirmou a participação de três companhias na licitação da Hidrovía, processo que definirá a concessão das obras de dragagem e balizamento da Vía Navegable Troncal, considerada o principal corredor fluvial da região.

As empresas habilitadas para disputar a administração da hidrovia pelos próximos 25 anos são a belga Jan De Nul, a também belga DEME (Dredging, Environmental & Marine Engineering) e a brasileira DTA Engenharia. Todas possuem capital privado e atuação internacional no setor de infraestrutura portuária.

Ausência de empresas dos Estados Unidos

Apesar da expectativa inicial, não houve participação de empresas norte-americanas na disputa. O possível interesse de dragadoras dos Estados Unidos chegou a ser mencionado nos bastidores, mas não se concretizou na fase de apresentação de propostas.

A definição dos concorrentes encerra uma etapa estratégica do processo de concessão da Hidrovía Paraná-Paraguai, rota fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial argentina.

Investimento estimado em US$ 10 bilhões

De acordo com o ministro da Economia, Luis Caputo, as empresas participantes assumiram o compromisso de investir cerca de US$ 10 bilhões ao longo dos 25 anos de contrato.

O ministro afirmou que o processo foi estruturado para garantir ampla participação e transparência. Segundo ele, a licitação contou com apoio de entidades representativas do setor produtivo, como a Sociedade Rural, a Bolsa de Comércio de Rosário, a União Industrial Argentina, a Câmara de Portos Privados, além de agroexportadores e governos provinciais.

Caputo também destacou que o processo recebeu auditoria das Nações Unidas, assegurando conformidade com padrões internacionais.

Participação considerada expressiva

O diretor executivo da Agencia Nacional de Puertos y Navegación, Iñaki Arreseygor, avaliou positivamente o número de interessados. Segundo ele, a expectativa mínima era contar com dois concorrentes, e a confirmação de três empresas fortalece a competitividade da disputa.

A concessão da Hidrovía é considerada estratégica para a logística e o comércio exterior argentino, já que a via concentra grande parte das exportações do país.

A próxima etapa do processo envolve a análise técnica e econômica das propostas apresentadas.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

Governo Federal realiza 1º bloco de leilões portuários de 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizará na próxima quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. O certame envolve quatro terminais localizados em Natal, Macapá, Porto Alegre e Recife, com investimentos previstos de R$ 229 milhões e foco na movimentação de cereais, granéis, minerais e passageiros.

Recife: terminal de passageiros fortalece turismo regional

O terminal de passageiros do Recife (PE) terá investimentos de R$ 2,3 milhões e concessão de 25 anos. Junto com os portos de Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), o terminal vai integrar o circuito de cruzeiros nordestinos, consolidando a vocação da região para o turismo.

Porto de Santana (Amapá) impulsiona escoamento de grãos

O Porto de Santana, no Amapá, será destinado ao escoamento de grãos e cavaco de madeira, com previsão de investimentos de R$ 150,2 milhões e concessão de 25 anos. O terminal é estratégico para a região Norte, reforçando a infraestrutura portuária local.

Porto Alegre: foco em granéis sólidos

O POA26, localizado na poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), terá arrendamento de R$ 21,13 milhões e concessão de 10 anos, voltado à movimentação e armazenagem de granel sólido. O leilão contribui para a modernização dos portos na região Sul do País.

Natal: minério de ferro e granéis minerais

O terminal de Natal (RN) será destinado ao escoamento de granéis minerais, especialmente minério de ferro, com investimentos de R$ 55,17 milhões e concessão de 15 anos. O empreendimento reforça a importância do Nordeste na movimentação portuária nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 5,1 bilhões para modernização de portos brasileiros

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 5,1 bilhões para nove projetos de infraestrutura portuária, voltados à ampliação e modernização de terminais em diferentes regiões do país. A decisão foi tomada durante a 12ª Reunião Extraordinária do Conselho Diretor do fundo, coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Os empreendimentos têm potencial para gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros, fortalecendo a logística nacional e a competitividade no comércio exterior.

Projetos estratégicos em portos de grande porte

Entre os destaques está a modernização dos Terminais 16 e 17 no Porto de Santos, vinculados ao contrato da Operadora CLI Sul, com investimento previsto de R$ 678,2 milhões.

No Porto do Pecém, foi aprovada a implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP), com aporte de R$ 795,1 milhões.

Segundo o secretário executivo da pasta e presidente do Conselho Diretor do FMM, Tomé Franca, a medida impulsiona geração de renda e desenvolvimento regional ao fortalecer a capacidade logística do país.

Impacto regional e geração de empregos

Os investimentos contemplam ainda outras regiões estratégicas:

  • No Porto de Paranaguá, a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
  • No Porto de Santana, serão destinados R$ 127,8 milhões para implantação de sistema de armazenagem e expedição.
  • No Porto de Aratu, os recursos contemplam novos silos e melhorias estruturais e operacionais.

De acordo com representantes da área técnica, os aportes devem tornar as operações portuárias mais ágeis, reduzir atrasos e ampliar a eficiência no atendimento de cargas.

Modernização e competitividade internacional

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou o caráter estruturante da decisão, destacando que os R$ 5,1 bilhões aprovados representam um avanço concreto na modernização da infraestrutura portuária brasileira.

Na avaliação da pasta, os investimentos contribuem para elevar a competitividade do Brasil no comércio internacional, além de estimular a economia nas regiões atendidas.

Como funciona o financiamento

O Fundo da Marinha Mercante apoia projetos de infraestrutura naval e portuária e é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. As operações financeiras são realizadas por instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Após a aprovação, os empreendimentos têm prazo de até 450 dias para formalizar os contratos de financiamento, com possibilidade de prorrogação conforme as normas vigentes. O fundo pode cobrir até 90% do valor total dos projetos, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Tecon Santos entra no radar da United Ports LLC e pode ganhar novo impulso em investimentos

O Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, passa a integrar o portfólio estratégico da recém-criada United Ports LLC, joint venture formada pela armadora francesa CMA CGM e pela gestora global de infraestrutura Stonepeak.

Operado pela Santos Brasil no Porto de Santos, o terminal é considerado um dos principais ativos da nova aliança empresarial, anunciada ao mercado há pouco mais de uma semana.

Aporte bilionário e presença global

Pelo acordo, a Stonepeak investirá cerca de R$ 12 bilhões para adquirir 25% de participação na United Ports LLC. A joint venture reúne dez terminais operados pela CMA CGM em seis países: Brasil, Estados Unidos, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã.

O CEO do Grupo CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a parceria com um investidor especializado em infraestrutura amplia a capacidade de aportes nos terminais portuários sob gestão da companhia.

Já o diretor-executivo da Stonepeak, James Wyper, destacou que terminais de contêineres são ativos estratégicos e de difícil substituição no comércio global, o que torna o investimento diferenciado e alinhado a um portfólio de infraestrutura de transporte de alta qualidade.

Santos Brasil não integra operação diretamente

Em comunicado, a Santos Brasil informou que não participa diretamente da transação. Segundo a companhia, não haverá mudança no controle da Santos Brasil Participações S.A., nem impactos imediatos nas operações, na governança ou nos contratos vigentes.

A empresa acrescentou que eventuais desdobramentos da constituição da joint venture e da aquisição de participação nos ativos portuários dependerão de aprovações regulatórias aplicáveis. O mercado será informado sobre fatos relevantes relacionados ao tema.

Impactos potenciais para o Tecon Santos

Para o consultor portuário Ivam Jardim, a movimentação tende a ser positiva para o Tecon Santos sob o ponto de vista financeiro. Ele avalia que a entrada de um investidor global com foco em infraestrutura pode garantir capital de longo prazo à CMA CGM, que recentemente ampliou sua presença no Brasil e em outros mercados.

Na prática, isso pode acelerar investimentos já previstos e até viabilizar novos projetos de expansão de capacidade. Com mais recursos disponíveis, o terminal teria condições de ganhar escala operacional e aumentar sua competitividade no comércio exterior brasileiro.

O consultor Luis Claudio Montenegro vê a joint venture como parte de um movimento estrutural no setor portuário mundial. Segundo ele, grandes armadores têm avançado na integração vertical, combinando operação portuária e capital financeiro de longo prazo para buscar mais eficiência, escala e previsibilidade logística.

Relevância estratégica para o Brasil

No contexto nacional, a operação ganha peso por envolver o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior do País. Para Montenegro, em condições regulatórias adequadas, o modelo pode estimular investimentos em infraestrutura portuária, tecnologia e produtividade, com reflexos positivos sobre custos logísticos e competitividade.

Ele pondera que o maior risco não está na integração entre operadores e investidores, mas na eventual criação de barreiras regulatórias que dificultem aportes e reduzam a competição. Em um cenário de disputa global por eficiência logística, o Brasil precisaria, segundo ele, de mais escala e maior inserção nas cadeias internacionais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Portos

Codeba contrata dragagem emergencial para manter canal do Porto de Itajaí

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) oficializou a contratação emergencial de empresa para realizar a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto de Itajaí. O aviso de Dispensa de Licitação nº 19/2026 foi publicado no Diário Oficial da União.

A vencedora foi a DTA Engenharia Ltda., contratada por até 180 dias, com valor estimado em R$ 44,7 milhões. O critério adotado para escolha foi o de menor preço.

Mudança ocorre após fim de contrato com empresa holandesa

A atual responsável pelo serviço, a holandesa Van Oord, encerra o contrato neste domingo (15 de fevereiro). No acordo vigente, o custo mensal da dragagem girava em torno de R$ 4 milhões.

Pelo novo contrato emergencial, o valor mensal estimado praticamente dobra em relação ao anterior, conforme os dados publicados no edital.

Serviços abrangem canal interno, externo e berços de atracação

A DTA Engenharia ficará encarregada da dragagem do canal de acesso aquaviário, incluindo:

  • Canal externo;
  • Canal interno;
  • Berços de atracação;
  • Bacias de evolução.

O objetivo é garantir as profundidades mínimas de projeto, assegurando a navegação segura e a regularidade das operações portuárias.

As medições atuais do canal, homologadas pela Marinha do Brasil, são válidas até 22 de março.

Primeira licitação após nova gestão

Esta é a primeira contratação realizada pela Codeba desde que assumiu a gestão do Porto de Itajaí. O contrato foi assinado pelo diretor-presidente da estatal, Antonio Gobbo.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, a continuidade do serviço é estratégica. “A dragagem é essencial para manter a profundidade do canal, garantir a segurança da navegação e assegurar previsibilidade logística e competitividade ao complexo portuário”, afirmou.

Experiência da empresa contratada

Com sede em São Paulo e 27 anos de atuação no mercado, a DTA Engenharia possui experiência em engenharia portuária, dragagem de manutenção, aprofundamento de canais e obras de implantação em portos públicos e terminais privados.

Entre os trabalhos já executados estão:

  • Alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú;
  • Dragagem de manutenção nos portos de Paranaguá e Antonina;
  • Aprofundamento do canal do Porto de Santos.

Até o momento, a superintendência do Porto de Itajaí não informou a data de início dos trabalhos nem se haverá alterações técnicas em relação aos serviços executados anteriormente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo João Batista

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

JBS Terminais investe R$ 220 milhões e consolida Porto de Itajaí como hub logístico no Sul

Com um investimento de R$ 220 milhões, a JBS Terminais promoveu uma virada operacional no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, reposicionando o terminal como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. Desde que assumiu a gestão da área arrendada, em outubro de 2024, a companhia acelerou ganhos de eficiência e devolveu protagonismo ao complexo portuário.

Movimentação de contêineres supera níveis pré-paralisação

O primeiro ano completo sob a nova administração, em 2025, marcou a retomada consistente das operações. O terminal movimentou quase 390 mil TEUs, volume 11% superior ao registrado em 2022, antes da paralisação das atividades. Considerando os primeiros 15 meses de gestão, a movimentação já ultrapassa 430 mil TEUs, com atendimento a cerca de três mil clientes de diferentes segmentos.

Investimentos em tecnologia e infraestrutura ampliam competitividade

Para sustentar o crescimento e reforçar a conectividade internacional, a JBS Terminais direcionou os recursos para modernização tecnológica e expansão da infraestrutura. Entre os destaques estão dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade de até 125 toneladas e alcance para 20 fileiras de contêineres.

O terminal também ampliou sua atuação em cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers, além da implantação de oito gates reversíveis, medida que otimiza o fluxo de caminhões e melhora a logística terrestre.

Estratégia busca recuperar protagonismo regional

Segundo o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, o plano de investimentos foi estruturado para recolocar o Porto de Itajaí no centro da logística regional. Para o executivo, a retomada de volumes acima dos patamares anteriores à paralisação confirma a consistência da estratégia adotada desde o início da gestão e a robustez do ativo portuário.

Infraestrutura robusta garante conexões globais

Atualmente, o terminal conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais e quatro berços com profundidade de 14 metros. Essa estrutura viabiliza a operação de 10 linhas regulares de navegação e sete escalas semanais, conectando Santa Catarina a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.

Ao longo de 2025, o terminal recebeu 384 embarcações e ampliou o portfólio de serviços, com destaque para o serviço LUX, que conecta o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.

Perfil das cargas reflete a força econômica catarinense

A diversidade das cargas movimentadas acompanha o perfil produtivo de Santa Catarina. As exportações de carnes lideram a pauta, seguidas por madeira, enquanto plásticos, alimentos para animais e máquinas de alto valor agregado se destacam nas operações de importação e exportação. Para a empresa, o terminal é um facilitador do desenvolvimento econômico regional, ao garantir previsibilidade e agilidade logística às indústrias locais.

Geração de empregos e impacto social

Além dos resultados operacionais, a atuação da JBS Terminais também gera impacto social relevante. Atualmente, a operação mantém 345 colaboradores diretos e mobiliza cerca de 600 Trabalhadores Portuários Avulsos diariamente, consolidando o Porto de Itajaí como um importante polo de emprego e renda. A companhia afirma que a gestão busca se tornar referência em excelência portuária, combinando conectividade global e desenvolvimento local sustentável.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Porto de Santos amplia poligonal em 17,2 milhões de m² após revisão assinada pelo Ministério

O Porto de Santos, maior complexo portuário do país, teve sua poligonal ampliada após a assinatura da Portaria GM–MPor nº 5 pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na segunda-feira (9). A medida redefine os limites físicos e administrativos do porto organizado e acrescenta 17,2 milhões de metros quadrados à área sob jurisdição portuária.

Do total incorporado, 4,8 milhões de m² correspondem a áreas terrestres e 12,4 milhões de m² a áreas aquáticas, fortalecendo o planejamento estratégico, a integração porto-cidade e a capacidade de expansão do terminal.

Revisão da poligonal reforça planejamento e segurança jurídica

A poligonal portuária delimita oficialmente as áreas administradas pelo porto organizado. A atualização do seu traçado, solicitada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e aprovada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), busca tornar o planejamento mais eficiente, alinhado às diretrizes de eficiência operacional, ordenamento territorial e crescimento sustentável da atividade portuária.

A ampliação incorpora áreas consideradas estratégicas para o futuro do porto, garantindo maior segurança jurídica, melhor organização do território e condições adequadas para absorver o aumento da demanda logística.

Expansão abre caminho para novos investimentos

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a revisão da poligonal representa um avanço decisivo para o desenvolvimento do Porto de Santos. A avaliação é compartilhada pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que destacou o impacto positivo da medida no médio e longo prazos.

De acordo com ele, ao ampliar o perímetro do porto organizado, o poder público cria condições concretas para a implantação de novos projetos, concessões e arrendamentos, ampliando a capacidade operacional do complexo portuário.

“Estamos sinalizando ao mercado e à comunidade portuária que o Porto de Santos tem espaço para crescer. A ampliação da poligonal permite novos investimentos, expansão da infraestrutura e aumento de capacidade para atender à demanda futura”, afirmou o secretário.

Benefícios logísticos e industriais para a região

A ampliação da área traz uma série de benefícios diretos, entre eles a possibilidade de implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e o desenvolvimento de novas infraestruturas em áreas livres (greenfield), voltadas a atividades retroportuárias, de apoio portuário e logística integrada.

A medida também favorece a expansão das operações da APS no segmento de granéis líquidos e assegura espaço navegável em frente ao berço AL05, permitindo a realização de dragagem de manutenção sob responsabilidade da Autoridade Portuária.

Novas revisões podem ocorrer

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que os trechos solicitados pela APS que não foram incluídos nesta etapa ainda seguem em análise. As discussões técnicas e jurídicas continuam, e uma nova revisão da poligonal poderá ser realizada após a conclusão desses estudos.

Principais áreas incorporadas ao Porto de Santos

Entre os trechos incluídos na nova poligonal estão:

  • Região do Caneu (margem esquerda), com 6,84 milhões de m², destinados à implantação de ZPE;
  • Monte Cabrão (margem esquerda), com 184,5 mil m², voltados à instalação de novas infraestruturas e atividades retroportuárias;
  • Alemoa, à montante da área SSZ 49 (margem direita), com 114 mil m² de áreas terrestres, para expansão das operações de granéis líquidos;
  • Área adjacente ao terminal STS08A (margem direita), com 95,3 mil m² de áreas aquáticas, destinadas à viabilização dos futuros berços AL05 e AL06 e à manutenção da navegabilidade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Santos – Vosmar Rosa

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