Aeroportos

EUA anunciam cancelamento de voos em 40 aeroportos para conter impacto do shutdown

Governo dos EUA reduz operações aéreas diante do impasse orçamentário

O governo dos Estados Unidos comunicou nesta quarta-feira (5) que irá solicitar às companhias aéreas o cancelamento de voos em 40 grandes aeroportos do país a partir desta sexta-feira (7). A medida tem como objetivo aliviar a pressão sobre o controle aéreo, setor fortemente afetado pelo shutdown — a paralisação parcial das atividades do governo.

Segundo as autoridades, a decisão deve impactar milhares de voos em todo o território norte-americano.

Redução de 10% na capacidade dos aeroportos

De acordo com o secretário de Transportes, Sean Duffy, haverá uma redução de 10% na capacidade operacional dos aeroportos incluídos na medida, entre eles alguns dos mais movimentados dos Estados Unidos.

Em entrevista coletiva, Duffy explicou que a ação busca garantir a segurança e estabilidade do sistema aéreo durante o período de restrição orçamentária.

Lista de aeroportos afetados será divulgada

O secretário informou ainda que a lista dos mercados impactados será anunciada nesta quinta-feira (6). Antes da definição, Duffy e o administrador da Administração Federal de Aviação (FAA), Bryan Bedford, se reuniram com executivos de companhias aéreas para discutir os impactos e estratégias de mitigação.

A expectativa é de que as principais rotas domésticas sofram ajustes temporários até que a situação do shutdown seja resolvida pelo Congresso americano.

Fonte: Com informações de agências internacionais.
Texto: Redação

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Internacional

China promete comprar 12 MMT de soja dos EUA, mas volume levanta dúvidas no mercado

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que a China se comprometeu a comprar 12 MMT de soja dos EUA ainda neste ano, além de firmar um acordo mínimo de 25 MMT anuais pelos próximos três anos. A fala, porém, desses 12 MMT, não deixa claro quando os embarques ocorrerão. O anúncio de compra não significa embarque imediato: normalmente, o que a China compra entre outubro e novembro, ela vai receber somente entre janeiro e fevereiro, se for embarque imediato.

Hoje a China tem pouca necessidade de soja adicional, já que acumulou estoques elevados com embarques recordes, sobretudo entre Brasil, Argentina e outros fornecedores.

Sobre o acordo de 25 MMT mínima, este volume na verdade é bem menor do costume de compra da China dos EUA. A quantidade anunciada representa uma redução considerável em relação aos últimos anos, tanto para o lado chinês quanto para as exportações americanas:

*China (importações dos EUA)* | 🇺🇸 *Exportações totais dos EUA*
2024: 22,13 MMT | 25,97 MMT
2023: 23,45 MMT | 26,42 MMT
2022: 28,74 MMT | 30,03 MMT
2021: 31,62 MMT | 27,71 MMT

Para Ronaldo Fernandes, as falas de Bessent representam “mais do mesmo”:
Sinceramente, mais do mesmo. Agora só depois de algo concreto, assinado, ou só se a China disser. Tudo que os EUA falarem agora vai provocar uma reação do mercado, mas pontual, não firma a tendência. O mercado percebeu que os EUA são quem precisam mais do acordo, são os mais prejudicados politicamente. A China não.

O analista lembra que, na primeira guerra comercial, que começou em 2018, o acordo só saiu em janeiro de 2020, num contexto de seca no Brasil e risco de quebra de safra. “Agora o cenário é outro. A China não depende da soja americana como dependia lá atrás”, explica.

Em janeiro e fevereiro de 2025, a China desembarcou 13 MMT, sendo 9 MMT dos EUA e 5 MMT do Brasil (porque ainda aguardava a colheita brasileira). Se ela recebeu esses volumes em janeiro e fevereiro, foram compras feitas, pelo menos, em novembro e dezembro. E vale lembrar que o costume é os recebimentos da China caírem de outubro em diante e só retomarem a partir de abril. Recebimento não é compra  se a China recebeu, o embarque ou a compra foi feito pelo menos dois meses antes. Então, o mais lógico é analisar os volumes recebidos em janeiro e fevereiro para entender o que ainda precisa ser comprado em novembro e dezembro.

Por mais que o mercado reaja bem agora pela retomada das compras da China, se o acordo for oficializado com 25 MMT mínima, é sim uma garantia das compras chinesas, mas o valor mínimo representa menos do que a China já comprava dos EUA. Tudo bem, é um valor de referência, ela pode comprar mais, mas só se o preço valer a pena. A longo prazo, esse volume no acordo não é positivo para Chicago, porque sinaliza menor dependência da soja americana.

Mesmo assim, o anúncio trouxe reação imediata nos preços. A soja brasileira subiu para R$ 145 por saca, ante R$ 140 no dia anterior, como mencionado pelo Ronaldo na madrugada de hoje a falta o acordo é vitória para o brasil ” essa indecisão abre espaço pra soja brasileira, que pode ganhar fôlego nesse intervalo, mas o *relógio já tá correndo, e ninguém sabe quando vem a próxima novidade.

FONTE: Royal Rural
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Comércio

Tarifa de 50% sobre café brasileiro pressiona torrefadores dos EUA e eleva preços ao consumidor

Os torrefadores norte-americanos estão consumindo seus estoques de café à espera de uma definição nas negociações comerciais entre EUA e Brasil, que podem determinar se o setor precisará pagar ainda mais por grãos de outras origens.

O café brasileiro, responsável por cerca de um terço do consumo nos Estados Unidos, praticamente desapareceu do mercado americano desde agosto, após o governo de Donald Trump impor uma tarifa de 50% sobre as importações. A medida, que mistura política e comércio, foi interpretada como retaliação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, após críticas envolvendo o tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.

Impactos da tarifa: preços altos e estoques em queda

O imposto de importação gerou grandes prejuízos para um setor que movimenta cerca de US$ 340 bilhões por ano nos EUA. Importadores enfrentam dificuldades para liberar cargas brasileiras retidas, torrefadores pagam multas por cancelamento de contratos e consumidores já chegam a pagar até 40% mais caro pelo café.

A expectativa é que os estoques norte-americanos atinjam níveis críticos em dezembro, pressionando torrefadores e redes varejistas a buscarem alternativas para manter suas margens de lucro.

Estratégias logísticas: redirecionamento para o Canadá

Algumas empresas adotaram soluções logísticas para minimizar perdas. A importadora Lucatelli Coffee, por exemplo, recebeu US$ 720 mil em café brasileiro após a entrada em vigor da tarifa, armazenando parte em depósitos alfandegados na Flórida para postergar o pagamento do imposto.

Para evitar a taxa de 50%, parte do café tem sido redirecionada para o Canadá, aumentando o custo de transporte, mas evitando perdas maiores.

“O problema não é comércio, é política — é pessoal entre Trump e Lula”, afirmou Steven Walter Thomas, proprietário da Lucatelli Coffee.

Cancelamentos e substituições elevam custos

Diante do cenário indefinido, várias torrefadoras norte-americanas optaram por cancelar pedidos de café brasileiro, pagando taxas de US$ 20 a US$ 25 por saca de 60 kg (aproximadamente US$ 515 sem tarifas).

A Downeast Coffee Roasters, em Rhode Island, cancelou parte dos contratos e busca alternativas mais caras, como cafés colombianos, mexicanos e centro-americanos, cujos preços subiram até 10% desde o anúncio das tarifas, enquanto o café brasileiro caiu cerca de 5%.

“Temos estoques, mas eles estão se esgotando rapidamente”, alertou Michael Kapos, executivo da Downeast Coffee Roasters.

Alta do café contribui para inflação nos EUA

A tarifa também impacta diretamente o consumidor. Segundo o Bureau of Labor Statistics, o preço médio do café torrado e moído nos supermercados norte-americanos subiu 41% em setembro na comparação anual, alcançando US$ 9,14 por libra-peso.

A combinação de tarifas e escassez global por fatores climáticos tem pressionado a inflação de alimentos nos Estados Unidos.

“Costumava pagar US$ 6 ou US$ 7, agora está US$ 11 — e o pacote parece menor”, comentou Yasmin Vazquez, consumidora de Nova Jersey.

Estoques em níveis críticos e expectativa por acordo

Atualmente, os estoques de café nos EUA estão em 4 milhões de sacas, podendo cair para 2,5 a 3 milhões até dezembro, próximo do limite mínimo de segurança, considerando que o país consome cerca de 25 milhões de sacas por ano, das quais 8 milhões vêm do Brasil.

Enquanto isso, o presidente Lula se mostrou otimista com a possibilidade de um acordo comercial em breve, enquanto Trump afirmou: “Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver”. Até lá, os consumidores americanos devem continuar pagando caro pelo café diário.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Fernando Ogura

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Internacional

Trump faz concessões a Xi Jinping e analistas apontam vitória diplomática da China

O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, resultou em uma série de concessões concretas de Washington, incluindo redução de tarifas e suspensão de novas sanções comerciais. Já as promessas de Pequim foram descritas como vagas e temporárias, levando analistas a concluir que a China saiu fortalecida nas negociações.

Segundo o Ministério do Comércio da China, os EUA concordaram em diminuir em 10% a tarifa aplicada como punição pelo tráfico de fentanil e suspender uma nova tarifa de 100%, que começaria em 1º de novembro. Além disso, a trégua tarifária entre os países foi prorrogada por mais um ano — uma das maiores desescaladas desde o início da guerra comercial entre EUA e China.

Em contrapartida, Pequim aceitou manter temporariamente a suspensão dos controles de exportação de terras raras, insumos essenciais para a indústria tecnológica e militar. Trump, no entanto, reconheceu que o acordo precisará ser renegociado ao final do prazo.

China explora vantagem em terras raras

Para especialistas, a China soube usar seu domínio sobre as terras raras como instrumento de pressão. O pesquisador Jonathan Czin, do Brookings Institution, afirmou ao The New York Times que Pequim “orquestrou com sucesso um jogo de ‘whack-a-mole’ com a administração Trump”, reagindo estrategicamente a cada movimento americano.

O colunista Nicholas Kristof, também do New York Times, observou que o resultado da reunião “parece um retorno ao status quo, mas na prática representa uma rendição americana”, já que as tarifas impostas por Trump acabaram fortalecendo a posição chinesa no mercado global.

De forma semelhante, Joe Mazur, analista da Trivium China, disse à Reuters que o encontro confirmou a estratégia de Pequim de “nunca atacar primeiro, mas sempre contra-atacar”, classificando o controle chinês sobre as terras raras como “o maior trunfo da China”, diante da falta de alavancagem dos EUA.

Analistas veem pausa, não avanço

Outros especialistas consideram que o acordo adiou uma nova crise comercial, mas sem representar um avanço real. “Foi menos um progresso do que uma pausa para respirar”, avaliou Craig Singleton, da Foundation for Defense of Democracies, em entrevista ao Politico. Já a revista The Economist descreveu o encontro como “mais um grande bazar do que um grande acordo”.

Conversas continuam em clima cauteloso

Apesar de Trump ter classificado a reunião como “incrível” e nota “12 em uma escala de 1 a 10”, o tom do comunicado chinês foi mais diplomático. Pequim destacou que as equipes “devem continuar o diálogo com igualdade, respeito e benefício mútuo”.

Entre os temas paralelos discutidos, estão o aumento das importações chinesas de soja, petróleo e gás, a possível venda da TikTok e restrições à exportação de chips semicondutores americanos. Trump comentou sobre a venda de chips: “isso cabe a vocês e à Nvidia — somos apenas árbitros”.

Em postagem posterior, o republicano afirmou que a China comprará “quantidades enormes” de soja e pode realizar uma “grande compra” de petróleo e gás do Alasca. O governo chinês, por sua vez, declarou que pretende expandir o comércio agrícola e resolver adequadamente as questões envolvendo o TikTok.

Trump também suavizou sua exigência para que Pequim reduzisse as compras de petróleo russo, admitindo que “não há muito mais que eles possam fazer” sobre a relação com Moscou.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: XINHUA NEWS AGENCY via GETTY IMAGES

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Comércio Exterior

Senado dos EUA aprova projeto de lei para encerrar tarifas de Trump contra o Brasil

Apesar do aval, o texto deve ser barrado na Câmara. Na prática, a proposta tem caráter simbólico e busca expor a insatisfação com a política tarifária do republicano.

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta terça-feira (28) um projeto de lei que prevê a anulação das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ao Brasil, incluindo produtos como petróleo, café e suco de laranja.

Apesar do aval do Senado, a proposta — apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia — tem poucas chances de avançar.

O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara, controlada pelos republicanos. Recentemente, a Casa implementou novas regras que permitem à liderança barrar o avanço de projetos relacionados a tarifas. Além disso, Trump poderia vetar a proposta.

Para o senador Kaine, as votações são uma maneira de forçar o Senado a debater “a destruição econômica causada pelas tarifas”. Na prática, portanto, a medida tem principalmente caráter simbólico e busca expor a insatisfação com a política tarifária do governo Trump.

Além disso, o projeto é visto como um teste da adesão dos senadores republicanos à política comercial de Trump. O texto propõe revogar o estado de emergência nacional, mecanismo usado pelo presidente para impor tarifas de importação de até 50% sobre produtos brasileiros desde agosto.

Nesse sentido, a votação no Senado, que terminou com placar de 52 a 48 pela aprovação, evidenciou uma resistência dentro do Partido Republicano às tarifas impostas por Trump.

Cinco senadores republicanos votaram a favor da resolução, ao lado de todos os democratas. Foram eles: Susan Collins (Maine), Mitch McConnell (Kentucky), Lisa Murkowski (Alasca), Rand Paul (Kentucky) e Thom Tillis (Carolina do Norte).

Aliados de Trump têm demonstrado desconforto com a política comercial do presidente, especialmente em um momento de instabilidade econômica.

O Escritório de Orçamento do Congresso, órgão apartidário, afirmou no mês passado que as tarifas estão entre os fatores que devem elevar o desemprego e a inflação, além de reduzir o crescimento econômico neste ano.

Segundo a agência de notícias Associated Press, o senador democrata Tim Kaine, autor da proposta, pretende apresentar novas resoluções para suspender tarifas impostas a outros países, como o Canadá, ainda nesta semana.

Brasil-EUA: o que esperar das negociações?

A aprovação do projeto ocorre em um momento de progresso nas negociações entre Brasil e Estados Unidos.

No domingo (26), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram por aproximadamente 45 minutos, o que elevou a expectativa de exportadores quanto a uma possível redução das tarifas.

“O que importa em uma negociação é olhar para o futuro. A gente não quer confusão, quer resultado”, afirmou Lula.

Trump, por sua vez, disse que, apesar de o encontro ter sido “muito bom”, isso não garante um acordo imediato. “Eles gostariam de fazer um acordo. Vamos ver, agora mesmo estão pagando cerca de 50% de tarifa.”

No encontro, os líderes decidiram iniciar um processo de negociação bilateral. Já na segunda-feira (27), representantes comerciais dos dois países realizaram a primeira reunião.

Participaram das conversas o chanceler Mauro Vieira, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, e o embaixador Audo Faleiro. O grupo definiu um calendário de reuniões focado nos setores mais afetados pelas tarifas.

Segundo o ministro do Desenvolvimento e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ainda não há data marcada para uma nova reunião.

Na segunda-feira, Lula afirmou que “não existem temas proibidos” para negociação, demonstrando abertura para discutir desde minerais estratégicos até açúcar e etanol. O presidente também propôs a suspensão temporária das tarifas durante o período de negociações, como ocorreu nos acordos com México e Canadá.

O governo brasileiro também contestou a justificativa apresentada pelos EUA para a imposição das tarifas. Lula entregou a Trump um documento que aponta um superávit de US$ 410 bilhões acumulado pelos EUA na balança comercial com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos.

“No G20, só três países têm superávit com os EUA: Brasil, Reino Unido e Austrália”, destacou o presidente.

O encontro foi descrito como cordial. Trump disse ter sido “uma grande honra” conversar com Lula, e os dois chegaram a cogitar visitas recíprocas, ainda sem data definida.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Amcham e outros setores empresariais consideraram o diálogo “um avanço concreto” e esperam que um acordo seja fechado nas próximas semanas.

“Esperamos concluir em pouco tempo uma negociação bilateral que trate dos setores afetados”, afirmou Vieira.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Exterior, Economia

Senado americano tenta anular tarifas de Trump contra o Brasil

Senado dos EUA aprova projeto para revogar tarifas de Trump sobre produtos do Brasil

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de terça-feira (28) um projeto de lei que busca revogar as tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros como petróleo, café e suco de laranja. A medida, que entrou em vigor em agosto, havia sido justificada pelo ex-presidente com base em um estado de emergência nacional declarado em julho.


Proposta busca encerrar estado de emergência e reavaliar política tarifári

A iniciativa foi apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, com o objetivo de anular o estado de emergência utilizado por Trump para sustentar o aumento das tarifas. Segundo Kaine, a aprovação simboliza um posicionamento contrário à política comercial adotada e um alerta sobre os impactos econômicos dessas medidas.

O parlamentar também pretende estender a revisão das tarifas a outros países afetados, como o Canadá, reforçando a necessidade de repensar as relações comerciais internacionais dos Estados Unidos.


Chances de avanço são consideradas baixas na Câmara

Apesar da aprovação no Senado, as chances de o projeto prosperar são consideradas reduzidas. Agora, o texto segue para a Câmara dos Representantes, onde a maioria republicana pode bloquear a tramitação com base nas novas regras internas.

Kaine reconheceu o caráter simbólico da votação, destacando que ela representa “a insatisfação com a política tarifária do governo federal” e busca chamar atenção para “a destruição econômica causada por essas tarifas”.

FONTE: g1
TEXTO: Redação

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Internacional

Colômbia fortalece liderança cafeeira nos EUA

As exportações de café colombiano vivem um momento histórico, impulsionado pela guerra tarifária entre o Brasil e os Estados Unidos, o que permitiu ao país ganhar participação no mercado norte-americano.

Em 2024, a Colômbia ocupou a segunda posição com 19% de participação, atrás do Brasil, com 32%. No entanto, as medidas tarifárias de 2025 podem reduzir essa diferença.

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações de café colombiano para os Estados Unidos cresceram 14,7%, alcançando 3,3 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Dian analisados pela Analdex e Asoexport. Em contraste, o Brasil registrou uma queda de 20,7% no mesmo período, reflexo do impacto comercial entre os dois países.

📈 Recorde histórico de exportações
A Colômbia pode ultrapassar os US$ 5 bilhões em exportações de café em 2025 — o maior valor de sua história. Até agosto, o acumulado foi estimado em US$ 4,1 bilhões, um aumento de 76% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho se explica pelo preço internacional, que se mantém acima de US$ 3 por libra, com uma média de 354,31 centavos — muito superior à do ano anterior.

Segundo Gustavo Gómez, presidente da Asoexport, o país pode se tornar o principal fornecedor de café para os Estados Unidos, fortalecendo a renda de milhares de famílias produtoras.

🌍 Europa aumenta as compras
A Alemanha se consolidou como o segundo destino, com 8% de participação e crescimento de 30% em relação a 2024. Em seguida vêm Canadá, Bélgica e Japão, além de novos mercados como França, Países Baixos e Egito, que apresentaram aumentos significativos.

Cúpula Cafeeira 89
O tema será central na Cúpula Cafeeira 89, organizada pela Analdex e Asoexport, que será realizada nos dias 6 e 7 de novembro em Cartagena. No evento, serão debatidos o futuro do setor, a sustentabilidade e a logística das exportações de café colombiano.

FONTE: Todo Logística News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior

Colômbia pode se tornar principal fornecedora de café dos EUA graças à guerra tarifária

A Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos, após a guerra tarifária impulsionada pelo presidente Donald Trump abrir espaço para o produto colombiano, aumentando suas exportações, principalmente para o mercado norte-americano.

De acordo com dados respaldados por análises da Associação Nacional de Comércio Exterior (Analdex) e da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), entre janeiro e agosto de 2025, as vendas para os EUA cresceram 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 3,3 milhões de sacas de 60 quilos.

Em 2024, a Colômbia ocupou a segunda posição com 19% de participação, atrás do Brasil, que detinha 32%; no entanto, a situação em 2025 pode reduzir essa diferença entre os dois países. Entre janeiro e agosto deste ano, os embarques brasileiros de café para os EUA caíram 20,7% em comparação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Cecafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil). As exportações passaram de 5 milhões para 4 milhões de sacas de 60 kg, confirmando o impacto das medidas tarifárias e a tensão política entre Brasil e EUA no comércio de café.

“Os fluxos de exportação de café no mundo estão mudando por causa das tarifas. Nesse sentido, a Colômbia pode se tornar o principal fornecedor de café dos Estados Unidos. Esta é uma ótima notícia para o país, pois o aumento do interesse pelo café colombiano no mercado global pode gerar mais renda para as famílias cafeeiras na Colômbia”, explicou Gustavo Gómez, presidente da Asoexport.

“A boa produção de café, juntamente com os preços internacionais, tem feito do café colombiano um produto líder nas exportações do país. Devemos aproveitar essa janela tarifária favorável para consolidar nossa posição nos Estados Unidos”, afirmou Javier Díaz Molina, presidente da Analdex.

FONTE: Portal Portuário
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Comércio Exterior

Exportações de carne bovina da Argentina sobem 20% em 2025 e somam US$ 2,25 bilhões

As exportações de carne bovina da Argentina registraram um aumento expressivo de 20% entre janeiro e agosto de 2025, alcançando US$ 2,256 bilhões, segundo dados da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). O resultado representa ainda um avanço de 24% em relação a 2014 e reflete a força da demanda global pela proteína argentina.

De acordo com a BCR, o preço médio da carne bovina argentina subiu cerca de 40% em comparação com 2024, impulsionado principalmente pelo aumento da procura dos Estados Unidos, país que enfrenta escassez na produção interna após uma forte redução do rebanho provocada por seca prolongada e alta nos custos de alimentação animal.

Redução no volume exportado, mas alta no valor

Embora o faturamento tenha crescido, o volume exportado de carne bovina caiu 12% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 539 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2025. O número também representa uma queda de 3% na média dos últimos cinco anos.

Produção argentina se mantém estável

A produção de carne bovina na Argentina somou 2,1 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, o segundo maior volume desde 2010, ficando atrás apenas do recorde de 2023. Apesar do bom desempenho, o resultado está 0,5% acima da média de cinco anos, o que indica estabilidade produtiva no setor.

Maior produtividade nos frigoríficos

Os frigoríficos argentinos abateram 9 milhões de cabeças de gado no período, com peso médio de 231 kg por animal, superior à média de 228 kg registrada nos últimos cinco anos. Em agosto de 2025, o peso médio subiu para 234 kg, o maior patamar desde setembro de 2022, evidenciando ganhos de produtividade.

Menor rebanho bovino em 15 anos

Dados da campanha de vacinação contra a febre aftosa apontam que o rebanho bovino argentino soma 49,4 milhões de cabeças, o menor número desde 2010, quando o total era de 48,8 milhões.

Consumo interno mostra sinais de recuperação

O consumo per capita de carne na Argentina também apresenta recuperação. A projeção da BCR indica 49,6 kg de carne bovina, 45,5 kg de frango e 17,7 kg de carne suína por habitante em 2025. No total, o consumo de carnes deve atingir 113 kg per capita, uma alta de 3% em relação ao ano anterior e dentro da média histórica do país.

FONTE: Portal DBO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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