Mercado Internacional

Abertura de mercado para produtos agropecuários do Brasil na Indonésia

O governo brasileiro recebeu das autoridades sanitárias da Indonésia o aceite para os modelos de Certificado Zoossanitário Internacional que irão amparar as exportações de sêmen e de embriões bovinos do Brasil para o país.

A abertura representa importante oportunidade para a pecuária brasileira, que se destaca pela excelência genética, pela qualidade sanitária e pelo uso de biotecnologias avançadas em reprodução animal. O envio de material genético permite à Indonésia fortalecer o seu rebanho, aumentar a produtividade local e reduzir custos de importação de animais vivos, ao mesmo tempo que abre novas frentes de negócios para empresas brasileiras do setor.

A Indonésia, quarto país mais populoso do mundo, com mais de 270 milhões de habitantes, vem ampliando sua demanda por proteínas animais e investindo em melhoramento genético para atender à crescente necessidade de abastecimento interno. Nesse contexto, o Brasil se posiciona como parceiro confiável, oferecendo tecnologia de ponta e de qualidade.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 428 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais avanços são resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: MAPA

Ler Mais
Exportação

Brasil se torna o quinto maior exportador mundial de limão

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) destaca que o Brasil tem se tornado cada vez mais relevante no comércio internacional de limão e, agora, figura entre os cinco maiores. No primeiro semestre deste ano, o país exportou 106,7 mil toneladas da fruta, um recorde e um aumento de 18,17% em relação ao mesmo período no ano passado.

Confira a seguir um histórico da exportação brasileira de limão de janeiro a julho de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner.

Exportação Brasileira de Limão | Jan a Julho de 2022 a 2025 | WTMT

O principal exportador mundial é o México, seguido da Turquia e, depois, África do Sul e Egito. “No Reino Unido, o limão brasileiro se tornou referência em qualidade, tamanho e sabor, segundo o setor. A Holanda tem sido consistentemente o maior importador da fruta brasileiro, com ampla margem”, cita do USDA, em relatório.

A produção brasileira é dominada pela variedade Tahiti, com 97% do total. Essa produção é amplamente impulsionada por pequenos e médios agricultores, que têm menos de 25 hectares.

O limão Tahiti é uma fruta híbrida criada pela enxertia de limão persa com limão amargo (Citrus limon), o que explica sua natureza sem sementes. Como híbrido, o limão Tahiti é classificado como “limão azedo” em vez de limões verdadeiros.

Caracteriza-se por seu tamanho grande, casca verde espessa e composição sem sementes. Uma de suas características mais marcantes é a capacidade de manter uma casca verde vibrante ao longo de sua vida útil – uma qualidade altamente valorizada nos mercados globais, visto que qualquer amarelamento reduz significativamente o apelo ao consumidor.

“Comparada à indústria brasileira da laranja, a indústria do limão é significativamente menos desenvolvida, resultando em um apelo limitado para processamento em larga escala”, diz o texto.

A produção brasileira da fruta cresceu 47% nos últimos dez anos, para 1,72 milhão de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Globo Rural

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil tem 13 vezes mais empresas que importam do que exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos — soja, minério de ferro e petróleo — representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil. As vendas para a China são mais concentradas em commodities do que para qualquer outro parceiro comercial .

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China — 40.059, em número preciso de 2024 — é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

O estudo mostra que, embora em menor ritmo, também houve um avanço no número de empresas que vendem à China: quadruplicou de 2000 para cá, incluindo microempresas que passaram a fornecer ao país.

A urbanização acelerada, a ascensão da classe média e o crescimento da indústria puxaram nas últimas décadas a demanda chinesa por produtos que o Brasil tem condições de fornecer. Nos últimos dez anos, a China respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira, sendo, em 2024, o destino de 28% das exportações do Brasil.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Comércio Exterior

Marco legal para comércio exterior segue ao Plenário

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que estabelece o marco legal para o comércio exterior. A matéria segue para o Plenário.

O PL 4.423/2024 foi apresentado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e recebeu um substitutivo do senador Fernando Farias (MDB-AL). Entre outras medidas, a matéria busca:

  • reforçar a proteção à indústria nacional contra práticas desleais e ilegais;
  • garantir a isonomia de tratamento entre produtos importados e nacionais; e
  • aumentar o controle sobre importações e exportações.

O PL 4.423/2024 substitui itens defasados da legislação e incorpora compromissos assumidos pelo Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), como o Acordo sobre Facilitação do Comércio. O texto estabelece, por exemplo, o uso obrigatório do Portal Único de Comércio Exterior para o pagamento de impostos, taxas e encargos. Ficam proibidos a exigência de documentos em papel ou o preenchimento de formulários eletrônicos em outras plataformas.

O relatório mantém a estrutura do projeto original, que consolida a legislação sobre comércio exterior em quatro livros: disposições gerais; controle e fiscalização; regimes aduaneiros; e disposições finais. Mas Farias incluiu alterações voltadas à defesa da economia brasileira. A primeira delas é o uso de medidas de proteção ao produtor nacional contra concorrência desleal e barreiras comerciais impostas por outros países ou blocos econômicos, desde que compatíveis com acordos internacionais.

Outra mudança é que produtos importados cumpram requisitos semelhantes aos exigidos das mercadorias produzidas pela indústria nacional. Segundo o senador, o objetivo é assegurar isonomia regulatória, proteger empregos, preservar a competitividade das empresas instaladas no Brasil e valorizar o cumprimento da legislação nacional.

Regras justas

O projeto veda a chamada “discriminação arbitrária”, ou seja: o tratamento diferente para produtos ou países sem uma justificativa clara. É o caso da aplicação, sem motivo técnico, de exigências mais duras para produtos de um país, enquanto mercadorias semelhantes de outros países obedecem a regras mais amenas.

O parecer também proíbe a aplicação de regras comerciais “injustificadas”. Todas as medidas devem atender a uma razão legítima, um motivo legal ou técnico, como risco sanitário, segurança nacional ou proteção ambiental.

O PL 4.423/2024 exige que regras de controle do comércio exterior sejam aplicadas de forma justa, transparente e com base técnica, para que o Brasil cumpra os compromissos que assumiu na OMC e em outros acordos internacionais. De acordo com o relator, não deverá haver “restrição disfarçada ao comércio”. Na prática, o texto proíbe a criação barreiras com aparência de norma técnica para dificultar importações ou exportações.

Aduana

Fernando Farias ampliou o controle aduaneiro e administrativo (regulação, fiscalização e controle sobre o comércio exterior de mercadorias). Segundo o relator, o controle pode ser feito com o objetivo prevenir fraudes e proteger:

  • a saúde humana, animal e vegetal;
  • o meio ambiente;
  • os direitos de propriedade intelectual; e
  • a segurança dos consumidores e do país

Para o relator, o projeto fortalece as relações comerciais do Brasil com outros países. “Um comércio exterior bem desenvolvido possibilita uma pauta diversificada de exportações, o que gera empregos, aumenta a arrecadação tributária, fortalece a balança comercial, contribui para a entrada de divisas estrangeiras e, em última instância, reduz a vulnerabilidade de uma nação às crises econômicas internacionais”, argumentou Fernando Farias no relatório.

Marco Legal do Comércio Exterior

Definições e diretrizes

Controle e fiscalização

Regimes aduaneiros

Defesa da economia nacional

Fonte: Agência Senado

Ler Mais
Comércio Exterior

Maior receio dos EUA é Brasil vender miúdos para Ásia, diz Abiec

Presidente da associação de exportadores de carnes destaca que há momento diplomático para Japão habilitar frigoríficos brasileiros ainda este ano

Com o crescimento populacional e a elevação da renda, a Ásia se consolidou como a prioridade do setor de carne bovina brasileiro.

O mercado asiático é visto como “a menina dos olhos” dos exportadores nacionais, que buscam expandir as vendas não apenas de cortes tradicionais, mas principalmente de miúdos — produtos de alto valor agregado que têm forte aceitação cultural e religiosa em países da região.

Para se ter uma noção, o mercado de língua bovina no Japão chega a pagar entre US$ 10 e US$ 12 o quilo, enquanto o Brasil exporta o mesmo produto a cerca de US$ 2, segundo o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Perosa.

De acordo com o executivo, essa diferença de até seis vezes mostra o potencial de agregação de valor que os miúdos representam para a indústria nacional.

“Quem já foi no Japão sabe: numa churrascaria, em vez de servir a picanha fatiada como aqui [no Brasil], servem a língua fatiada, e é considerada um churrasco gourmet. Então, é costume. Se servir a língua aqui, poucas pessoas vão comer, mas lá é um produto valorizado. É essa a estratégia da indústria bovina brasileira”, explicou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).

Para Perosa, o maior medo dos americanos é o Brasil ampliar o acesso ao mercado asiático, justamente pela dimensão da demanda.

“Os Estados Unidos têm receio de perder espaço na Ásia porque sabem que não conseguem competir em escala com o Brasil. Eles têm teto de produção, e a Austrália também”, afirmou.

“Então, quando a gente abre espaço na Ásia, é um caminho sem volta. Esse é o grande ponto: a carne magra produzida pelo Brasil é necessária no mundo todo, mas é na Ásia que está o futuro do consumo”, pontuou.

Desta forma, uma das estratégias para ampliar a presença no mercado japonês é aproveitar o ambiente diplomático criado pelas recentes agendas entre os dois países e a COP30, conferência do clima que acontecerá em novembro em Belém (PA).

Mas tudo começou a avançar em março deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve no Japão após seis anos sem o país lançar um convite para visita de Estado para qualquer nação. Na ocasião, foram assinados tratados de cooperação em diversas áreas, inclusive a agropecuária.

Após o encontro, uma comitiva japonesa esteve no Brasil para averiguar os frigoríficos do país. O Japão é um dos países mais rigorosos em critérios sanitários sobre carne bovina do mundo.

Segundo Roberto Perosa, os movimentos mostram avanços concretos para a abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

“É claro que isso está tudo em negociação ainda com o Ministério da Agricultura brasileira, que é o ministério e o órgão responsável por negociar com o governo japonês a abertura do mercado”, ponderou.

“A gente costuma dizer que existe um momento diplomático para haver esse anúncio. O momento diplomático está dado, e eu acho que é na COP, com a visita do primeiro-ministro japonês”, frisou.

Para além das tratativas com o mercado nipônico, nesta segunda-feira (8), a Indonésia anunciou a habilitação de 17 novas plantas brasileiras, elevando para 38 o número de frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao país.

O governo indonésio também autorizou a entrada de carne com osso, miúdos e produtos preparados, ampliando o portfólio brasileiro no mercado local.

Em 2025, as exportações para a Indonésia já somam 15,4 mil toneladas, gerando US$ 71,6 milhões, um salto de 258,9% em valor e 253% em volume em relação ao mesmo período de 2024.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 2 milhões de toneladas de carne bovina, alta de 20% frente a 2024, com faturamento de US$ 10,7 bilhões, avanço de 33%.

A China segue como principal destino, com 1 milhão de toneladas (US$ 5,4 bilhões), consolidando a liderança asiática no consumo da proteína brasileira.

Nos próximos meses, Perosa e sua equipe devem viajar para a China a fim de ampliar o diálogo para avançar com as negociações.

Perspectivas para 2025 e 2026

No balanço da Abiec, para as exportações em geral, a expectativa calculada em dezembro passado era de crescimento de 12% no volume e 14% no faturamento das exportações brasileiras de carne bovina em 2025.

O resultado parcial do ano já superou a previsão, com avanço de 16% em valor e de 12% em volume.

“Fizemos um compilado no fim do ano passado e projetamos 12% de incremento no volume de exportação, fazendo com que a gente passe de 13 milhões de toneladas de carne exportada e 14% em faturamento no incremento também do setor em 2025”, disse Perosa.

“E, para minha surpresa, isso está mantido, e está dando acima. Está dando 12% no volume, e no faturamento está dando um pouquinho mais, está dando 16%, mas muito em linha com o estudo que nós fizemos em dezembro.”

O dirigente ressaltou que, mesmo diante do impacto do tarifaço dos Estados Unidos, a diversificação geográfica tem sustentado os embarques.

“Claro que tem país a mais [recebendo exportações], tem país que diminuiu [a compra], mas no conjunto das exportações a gente está mantendo esse equilíbrio”, completou.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Logística

Brasil deve realizar 1ª concessão de hidrovia no começo de 2026

O projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União

O Brasil tem potencial para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias e deve realizar no começo de 2026 a primeira concessão de uma delas ao setor privado, informou o diretor do Ministério de Portos e Aeroportos Otto Burlier.

“Temos um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos”, avaliou.

Burlier afirmou que o projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital para o leilão.

A Hidrovia do Paraguai, que vai de Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na foz do rio Apa, fronteira com Paraguai, tem 600 quilômetros de extensão e fica numa área estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste, importante região produtora de grãos do Brasil.

“Haverá uma cobrança módica, mas o custo do frete vai cair e vai ser bom para todos”, disse o diretor do ministério de Portos e Aeroportos. “O Brasil precisa explorar mais esse potencial”, adicionou citando que o leilão poderia ocorrer em 2026, ante expectativas anteriores do governo do certame ocorrer no final deste ano.

Dentro desse potencial a ser concessionado pelo governo nos próximos anos, seis hidrovias são apontadas como as mais promissoras: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério. A maior parte é movimentada via rodoviária.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Internacional

Xi apresenta 3 propostas na Cúpula do Brics

Multilateralismo, globalização econômica e cooperação: as propostas de Xi na cúpula virtual do Brics convocada por Lula.

O presidente chinês, Xi Jinping, conclamou os países do Brics a avançarem em solidariedade e cooperação. A declaração foi feita na cúpula virtual do bloco, convocada pelo Brasil.

Em sua declaração intitulada “Avançando em Solidariedade e Cooperação”, Xi observou que uma transformação sem precedentes em um século está se acelerando em todo o mundo, e o hegemonismo, o unilateralismo e o protecionismo estão se tornando cada vez mais desenfreados.

“Os países do Brics, na vanguarda do Sul Global, devem agir com base no Espírito do Brics de abertura, inclusão e cooperação mutuamente benéfica, defender conjuntamente o multilateralismo e o sistema de comércio multilateral, promover uma maior cooperação entre os países do Brics e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, disse Xi.

Presidente chinês apresentou três propostas

Em primeiro lugar, ele apelou aos países do Brics para que defendam o multilateralismo e a equidade e a justiça internacionais, que fornece uma base importante para a paz e o desenvolvimento mundiais.

Xi afirmou que a Iniciativa de Governança Global que ele propôs recentemente visa galvanizar a ação global conjunta para um sistema de governança global mais justo e equitativo.

O presidente da China afirmou que esforços ativos devem ser feitos para promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países do Sul Global, acrescentando que o sistema de governança global deve ser aprimorado por meio de reformas.

Sua segunda proposta foi a manutenção da abertura e da cooperação mutuamente benéfica para salvaguardar a ordem econômica e comercial internacional. Observando que a globalização econômica é uma tendência irresistível da história, Xi afirmou que os países não podem prosperar sem um ambiente internacional de cooperação aberta e que nenhum país pode se dar ao luxo de recuar para um isolamento autoimposto.

Ele afirmou que os países do Brics devem permanecer comprometidos com a construção de uma economia global aberta, de modo a compartilhar oportunidades e alcançar resultados mutuamente benéficos em termos de abertura, acrescentando que o sistema multilateral de comércio, com a Organização Mundial do Comércio em seu núcleo, deve ser mantido e todas as formas de protecionismo devem ser combatidas.

Em terceiro lugar, os países do Brics devem manter a solidariedade e a cooperação para promover a sinergia em prol do desenvolvimento comum, afirmou Xi.

“A China está pronta para trabalhar com os demais países do Brics para implementar a Iniciativa de Desenvolvimento Global, promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão e Rota, alavancar seus respectivos pontos fortes, aprofundar a cooperação prática e tornar a cooperação empresarial, financeira, científica e tecnológica mais produtiva, de modo a fortalecer a base, o impulso e o impacto de uma maior cooperação entre os Brics e proporcionar mais benefícios práticos aos povos”, afirmou.

Analista defende comércio do Brics em moedas locais

Luis Marchan, analista equatoriano de política internacional, declarou à Sputnik que as decisões da cúpula do Brics, realizada nesta segunda-feira, devem se concentrar na nova proposta de governança global apresentada pela China.

“Com a multipolaridade como princípio fundamental, todas as instituições criadas para garantir o cumprimento do direito internacional — como a ONU, a OEA, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e outros órgãos da própria ONU — devem ser substituídas ou atualizadas”, segundo o especialista.

Segundo Marchan, os países do Brics devem buscar renovar todos os acordos — incluindo os de comércio, questões sociais e segurança — para refletir a nova compreensão de um mundo multipolar.

“Creio que é necessário um novo modelo de comércio para atingir a ampla população dos países do Brics, com o uso de moedas nacionais e mecanismos alternativos de apoio — atuando como um contrapeso ao dólar”, observa o analista.

Fonte: Monitor Mercantil

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

Ler Mais
Exportação

Exportações internacionais do Brasil só crescem, mais três novos mercados oficializados, que foram na Argentina, Paraguai e Indonésia

O Brasil conquistou avanços importantes na abertura de mercado internacional. O anúncio envolve três frentes estratégicas: o Paraguai autorizou a entrada de produtos agrícolas brasileiros, a Indonésia ampliou em 80% o número de frigoríficos habilitados para exportar carne bovina e a Argentina abriu espaço para novos produtos nacionais.

As medidas foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo.

Indonésia amplia em 80% número de frigoríficos habilitados

Outro avanço expressivo veio da Indonésia, que autorizou a habilitação de 11 novos frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina.

Com isso, o número de estabelecimentos credenciados passou de 14 para 25, representando um crescimento de 80%.

A medida foi comemorada pelo Mapa, que destacou o esforço do governo em ampliar a abertura de mercado para o Brasil em regiões estratégicas da Ásia.

A Indonésia, que possui população de mais de 270 milhões de pessoas, é vista como um dos destinos mais promissores para a carne bovina brasileira.

Argentina abre vagas para ovos em pó e produtos suínos

abertura de mercado para o Brasil na Argentina incluiu o aceite a ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas suínas e miúdos suínos in natura.

O anúncio fortalece a integração comercial entre os dois países e amplia oportunidades de exportação agropecuária.

Paraguai autoriza sementes de chia

No Paraguai, a conquista foi a aprovação para a exportação de sementes de chia produzidas no Brasil.

Essa abertura de mercado para o Brasil fortalece a diversificação das exportações agrícolas, ampliando a presença de produtos nacionais no país vizinho e gerando novas oportunidades para pequenos e médios produtores.

Impacto para o agronegócio brasileiro

Segundo o Ministério da Agricultura, essas novas autorizações somam-se às conquistas recentes e contribuem para fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável no comércio internacional.

Desde 2023, já foram registradas mais de 425 aberturas de mercado, impulsionando o crescimento do setor agroexportador.

Os resultados obtidos junto ao Paraguai, Indonésia e Argentina são mais do que vitórias comerciais: representam um marco no fortalecimento da diplomacia agrícola brasileira.

A cada novo acordo, o país se projeta como potência global no setor e abre caminho para que produtores, cooperativas e exportadores alcancem novas oportunidades de crescimento sustentável.

Com a abertura de mercado para o Brasil em expansão, o futuro do agronegócio nacional se mostra ainda mais promissor no cenário internacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

Ler Mais
Exportação

Exportações de veículos automotores tem alta em agosto

Volume representa alta de 19,3% sobre julho

Balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado na manhã desta terça-feira (9), mostrou que houve exportação de 57,1 mil unidades em agosto deste ano. O volume representa uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

acumulado de janeiro a agosto somou 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024.

“O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, disse, em nota, Igor Calvet, presidente da Anfavea. 

Em agosto, as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, o que significa um aumento de 3% em relação ao mês anterior e uma queda de 4,8% ante agosto do ano passado. No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024.

Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. O acumulado de emplacamentos deste ano é 1,668 milhão de autoveículos, 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024.

As vendas de modelos nacionais no varejo caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros.

Houve crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano.

Segundo a Anfavea, entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024.

“O recuo é apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano”, informou a entidade.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook