Economia, Industria, Inovação, Sustentabilidade, Tecnologia

Brasil e Japão celebram cooperação na área de transição energética e integração industrial

Secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, participou da cerimônia de anúncio de memorandos que visam fortalecer a parceria entre os dois países

Na Missão presidencial do Brasil ao Japão, os dois países anunciaram, entre vários acordos, o fortalecimento da cooperação técnica e política na área de transição energética e de integração industrial. Em cerimônia realizada em Tóquio, nesta quarta-feira (26/3), o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, acompanhou o anúncio da assinatura de dois memorandos que estabelecem a Iniciativa para Combustíveis Sustentáveis e Mobilidade (ISFM) e a expansão da colaboração industrial entre os dois países.

Representando o vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, Márcio Elias Rosa destacou as oportunidades a serem criadas diante do potencial da parceria para intensificar iniciativas relacionadas a economia verde e tecnologias sustentáveis. “Além de se destacar na expansão de sua matriz energética renovável, o Brasil conta com uma política industrial que fomenta a sustentabilidade com foco em bioeconomia, descarbonização e segurança energética”, disse, referindo-se à Nova Indústria Brasil (NIB). “O Japão, por sua vez, é referência mundial em inovação e tecnologia, especialmente em setores como robótica, automação industrial e inteligência artificial”, afirmou, destacando a força da atuação conjunta dos dois países mencionada no memorando da ISFM.

Integrante da delegação brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário se referiu à Iniciativa para Combustíveis Sustentáveis e Mobilidade que conta com um plano de ação para fomentar o uso global e integrado de combustíveis renováveis – como biocombustíveis, biogás, hidrogênio verde e seus derivados – em equipamentos de mobilidade e alto desempenho – como motores híbridos e flex. O avanço nas negociações dessa parceria contou com o envolvimento do MDIC, além dos Ministérios de Portos e Aeroportos (Mpor), de Minas e Energia (MME), das Relações Exteriores (MRE), além do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI).

Em relação ao memorando sobre a Iniciativa de Integração Industrial Brasil-Japão, Márcio Elias Rosa destacou a importância da cooperação industrial em áreas estratégicas como descarbonização e transição energética, economia circular, economia digital, cadeias globais de valor, mobilidade verde, bioeconomia, manufatura avançada, negócios de conteúdo e saúde. “Além de fortalecer os laços de amizade, confiança e respeito mútuo, hoje demos mais um passo rumo ao entendimento mútuo por meio da cooperação no comércio, investimento e fortalecimento da capacidade industrial e integração”, afirmou.

Essa iniciativa, cujas negociações contaram com esforços do MDIC e METI, também possui plano de ação no qual estão previstas atividades destinadas, por exemplo, ao compartilhamento de informações, à capacitação e ao diálogo regulatório. 

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias, Sustentabilidade

Abiove Prevê Que Brasil Vai Exportar Mais Biodiesel em 2025

O Brasil vai colher 0,5% menos soja em 2025 do que o esperado até o mês passado, mas a safra ainda será recorde em 170,9 milhões de toneladas, estimou nesta quarta-feira (19) a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) em sua revisão mensal.

Isso representa um crescimento de 16,5 milhões de toneladas na comparação com o ciclo anterior, principalmente com a recuperação das produtividades na maioria das regiões após uma safra frustrada no ano passado.

A Abiove, por sua vez, elevou em 0,6% sua estimativa para a safra 2024 do Brasil para 154,39 milhões de toneladas, após uma consolidação dos números do ano passado, marcado por um recorde na exportação de farelo de soja.

Apesar de uma reavaliação no processamento de soja em 2024, ainda sobrou mais soja do que o previsto, o que resultou em aumento de 1 milhão de toneladas nos estoques iniciais do grão em 2025, para 4,14 milhões de toneladas.

Os estoques finais de 2025 também foram ampliados em 1,6% ante o levantamento do mês passado, para 9,1 milhões de toneladas, após a Abiove manter as estimativas de exportação e processamento de soja do Brasil em patamares recordes, de 106,1 milhões e 57,5 milhões de toneladas, respectivamente.

Fator biodiesel
As estimativas de produção, o consumo interno e a exportação de farelo de soja também não foram alteradas em relação ao mês passado.

Mas a Abiove elevou a previsão de exportação de óleo de soja em 27,3% em relação à estimativa de fevereiro, para 1,4 milhão de toneladas, após o governo brasileiro decidir pela manutenção da mistura de biodiesel no diesel em 14%.

A expectativa era de um aumento na mistura para 15% a partir de março, algo que não aconteceu com o governo citando preocupações inflacionárias relativas aos preços dos alimentos — o óleo de soja é a principal matéria-prima do biodiesel, respondendo por cerca de 74% do total em 2024.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ao fazer o anúncio em fevereiro que a mistura será mantida em 14% até o governo ver resultados nos preços dos alimentos, tema que tem afetado a popularidade do presidente Lula.

Se elevou a previsão de exportação, a Abiove cortou em 3,8% a estimativa de consumo de óleo de soja no Brasil em 2025, para 10,1 milhões de toneladas.

Em 2024, segundo dados da agência reguladora ANP, mais de 7 bilhões de litros de óleo de soja foram destinados à produção de biodiesel.

Fonte: Forbes
Abiove Prevê Que Brasil Vai Exportar Mais Biodiesel em 2025

Ler Mais
Industria, Informação, Notícias, Sustentabilidade

Congresso recebe prioridades para a indústria na terça-feira

Senadores e deputados se reúnem em sessão solene do Congresso Nacional na terça-feira (25), às 10h, para o lançamento da Agenda Legislativa da Indústria para 2025, documento elaborado por representantes da indústria que lista os projetos de lei prioritários para o setor. 

A sessão foi requerida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) e outros três deputados (REQ 12/2024 – Mesa). Segundo ela, a publicação, que está em sua 30ª edição, reflete o diálogo entre os parlamentares e a indústria brasileira.

“[A Agenda fortalece] a percepção da real sinergia que existe entre as atividades do Parlamento e as demandas do setor produtivo. O documento tem como propósito manter o diálogo qualificado e uma comunicação fluida com o Poder Legislativo, fundamentada nas experiências e necessidades do setor, além de incentivar o crescimento econômico, social e sustentável do país”, diz Tereza Cristina na justificativa do requerimento.

Histórico

A Agenda Legislativa da Indústria é coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as federações estaduais, associações setoriais e sindicatos nacionais desde 1995. A CNI trabalha na consolidação do novo documento desde novembro de 2024.

Marcos legais como a Reforma Tributária iniciada em 2023, o Marco Legal do Saneamento Básico de 2020 e a Reforma Trabalhista de 2017, entre outros, são apontados pela CNI como demandas exitosas dos últimos anos.

Fonte: Agência Senado
Congresso recebe prioridades para a indústria na terça-feira — Senado Notícias

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Inovação, Notícias, Sustentabilidade

Lançado Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores com foco em quem busca internacionalizar suas atividades

Lançamento ocorreu durante o Fórum de Propriedade Intelectual: Impulsionando a inovação e a sustentabilidade em uma economia circular

Com vistas a auxiliar empresários e empreendedores interessados em acessar o mercado exterior foi lançado nesta quinta-feira (20) o Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores, elaborado pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

A intenção do novo material é ajudar exportadores brasileiros a protegerem seus ativos de PI, nos países para os quais desejam exportar e mostrar a importância da Propriedade Intelectual (PI) no processo de internacionalização de suas atividades e diversificação de mercados.

É importante destacar que cada país possui regras próprias relativas ao sistema de PI, que abordam vários temas como marcas, patentes, desenhos industriais indicações geográficas, novas variedades vegetais e direitos de autor.

Tendo isso em mente, até o momento foram elaborados guias com orientações para exportadores que desejem acessar os mercados dos seguintes países: Argentina, Coreia do Sul, China, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Índia, Portugal e Singapura.

O guia pode ser baixado por meio do seguinte link.

O lançamento ocorreu durante o Fórum de Propriedade Intelectual: Impulsionando a inovação e a sustentabilidade em uma economia circular, nesta quinta-feira (20), realizado na sede do INPI no Rio de Janeiro, e contou com a participação da Diretora de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade do MDIC. O evento teve como objetivo debater o papel da PI na para inovação e a sustentabilidade no Brasil e no mundo.

FONTE: MDIC.gov
Lançado Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores com foco em quem busca internacionalizar suas atividades — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Industria, Informação, Internacional, Sustentabilidade

Brasil reforça cooperação agropecuária com a África e amplia sua influência internacional

Pesquisa, tecnologia e comércio fortalecem o papel do Brasil na segurança alimentar global

 

Nesta quarta-feira (19), aconteceu, em Brasília, o evento “Diálogo África-Brasil em PD&I na Agropecuária – Levando a Cooperação Internacional ao Próximo Nível”, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o encontro reuniu embaixadores, especialistas e autoridades para debater estratégias de fortalecimento da cooperação e relações agropecuárias entre o Brasil e os países africanos.B

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, em sua fala destacou a importância do Brasil na geopolítica da paz e a relevância da troca de conhecimento com o continente africano. Segundo ele, a África é um parceiro estratégico para o Brasil, tanto no comércio quanto na cooperação agropecuária. A inovação e a adoção de práticas eficientes são fundamentais para aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar.

O Mapa tem desempenhado um papel crucial na formulação de políticas para impulsionar o crescimento sustentável do setor. Em parceria com a Embrapa, o Ministério investe continuamente em pesquisas e novas tecnologias para otimizar o uso de recursos naturais, melhorar a fertilidade do solo e desenvolver cultivares adaptadas a diferentes biomas. A Embrapa, reconhecida mundialmente, revolucionou a agropecuária brasileira ao transformar o Cerrado em uma potência produtiva e ao desenvolver soluções sustentáveis para o setor. Hoje, suas pesquisas não apenas impulsionam o Brasil, mas também ajudam países em todo o mundo com desafios semelhantes a aumentar sua produtividade de forma sustentável.

Além do compartilhamento de conhecimento, o comércio agropecuário entre Brasil e África tem se fortalecido. Nos últimos três anos, a África importou mais de US$ 33,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar. Em 2024, as exportações brasileiras para a região cresceu 25%, consolidando o Brasil como um parceiro estratégico na segurança alimentar do continente africano.

Em maio deste ano, ministros da Agricultura dos países africanos virão ao Brasil em mais uma oportunidade para fortalecer laços. A iniciativa reforça o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e a construção de soluções inovadoras para o futuro da agropecuária global, fortalecendo ainda mais sua posição como um dos protagonistas no cenário da segurança alimentar mundial.

FONTE: MAPA.gov
Brasil reforça cooperação agropecuária com a África e amplia sua influência internacional — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Investimento, Portos, Sustentabilidade

Obra de dragagem em porto de Aracruz terá investimento de R$ 30 milhões

As obras de dragagem no porto da Barra do Riacho, em Aracruz, terão investimento de cerca de R$ 30 milhões. A previsão é que o trabalho tenha duração de 30 dias, mas o cronograma pode sofrer adequações conforme as condições climáticas e operacionais.

Os trabalhos, que começaram nesta segunda-feira (17), também serão realizados no Porto de Vitória, após o término das obras em Aracruz.

Serão dragados aproximadamente 600 mil metros cúbicos de sedimentos nos dois portos. O calado em Barra do Riacho passará de 8,6 m para 11m e de Vitória manterá os mesmos 12,5m.

De acordo com a VPorts, concessionária responsável pelo complexo portuário de Vitória, Capuaba e Barra do Riacho, o intuito do investimento é aprimorar e modernizar a infraestrutura dos portos, além de promover maior segurança e eficiência às operações.

“Será a primeira campanha de dragagem realizada em Barra do Riacho, garantindo os requisitos de qualidade do porto. Já em Vitória, a dragagem vai possibilitar que o porto trabalhe sem qualquer tipo de restrição operacional”, destacou o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão.

O trabalho será coordenado pelas equipes de Engenharia e Meio Ambiente da Vports, em parceria com empresas especializadas em gestão ambiental e gestão operacional de dragagem. O material retirado será destinado a um polígono de descarte oceânico licenciado.

Durante as obras, previstas para durar cerca de 60 dias, os portos continuarão funcionando e as intervenções serão previamente comunicadas e planejadas junto à comunidade portuária.

Fonte: Folha Vitória
Obra de dragagem em porto de Aracruz terá investimento de R$ 30 milhões

Ler Mais
Comércio Exterior, Importação, Portos, Sustentabilidade, Tecnologia

Navio-plataforma Alexandre de Gusmão chega ao Brasil e consolida atuação da SBM Offshore no país

A SBM Offshore anunciou a chegada do navio-plataforma (FPSO na sigla em inglês) Alexandre de Gusmão ao Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A embarcação, que saiu do cais do estaleiro COSCO Shipping (Qidong) Offshore, na China, será a nona da SBM a operar no Brasil. O primeiro óleo do FPSO, localizado a uma distância de aproximadamente 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, está previsto para ainda este ano.

O navio-plataforma tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo por dia (bpd) e compressão de 12 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O Campo de Mero é operado pela Petrobras (38,6%), em parceria com a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e PPSA (3,5%), como representante da União na área não contratada.

Em outubro passado, a SBM também anunciou a chegada do FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Almirante Tamandaré, que tem capacidade de produção de 225 mil barris de petróleo por dia (bpd) e 12 milhões de metros cúbicos de gás, sendo o primeiro a operar no país com a notação Sustainability-1 emitida pela Bureau Veritas, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Com tecnologias de ponta, o Almirante Tamandaré opera no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro. No último dia 15 de fevereiro, o navio plataforma entrou em produção.

Juntos, os dois FPSOs, afretados pela Petrobras, marcam nova etapa na história da exploração e produção de petróleo, aumentando a produção de petróleo nacional e representando um novo capítulo na atuação a SBM Offshore no país.

  • “Estamos comprometidos em investir no Brasil, o principal mercado da companhia no mundo, e contribuir com o desenvolvimento do setor de O&G. Atualmente, as unidades projetadas e/ou de propriedade da SBM Offshore são responsáveis por cerca de 17% da produção nacional de petróleo, e esse número chegará a 30% com as novas unidades em operação”, diz Jonas Lobo, gerente-geral da SBM no Brasil.

Fonte: SBM Offshore
SBM Offshore: Leading Offshore Energy Solutions in Floating Production Systems

Ler Mais
Comércio Exterior, Gestão, Investimento, Notícias, Portos, Sustentabilidade

Megaterminal bilionário no Porto de Santos pode receber os maiores navios do mundo

A proposta para o Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, que ficará na área STS10, a ser arrendada no cais do Saboó, ao lado do Parque Valongo, no Porto de Santos, prevê que a empresa vencedora construa no local a infraestrutura necessária para receber os maiores navios do mundo.

São embarcações da classe Triple E, com 400 metros de comprimento, por 59 de largura, 73 de altura, com capacidade para transportar até 18 mil TEU.

Conforme consta na minuta do contrato, entre os investimentos obrigatórios do concessionário está a construção de um cais de atracação compatível com esses navios gigantes, ainda inéditos em Santos. Atualmente o cais santista já recebe os da classe New Panamax (366 metros e 14 mil TEU), mas não com capacidade total devido à falta de estrutura e profundidade necessárias. No Tecon Santos 10, haverá exigência de extensão de cais suficiente para atracação simultânea de três navios da classe New Panamax e um da classe Panamax (294 metros e 5 mil TEU). A profundidade dragagem precisará ser de 17 metros.

Ainda conforme os documentos liberados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o cais do Tecon Santos 10 deverá ter dois berços de 823 metros até o quarto ano de contrato, um terceiro berço de 1,2 km até o sexto ano e o quarto berço, de 1,5 km, até o oitavo ano de arrendamento. O investimento estimado é no terminal é de R$ 5,6 bilhões para um contrato de 25 anos, que pode ser prorrogado.

O gráfico a seguir coloca em perspectiva as exportações e importações de contêineres entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024 no Porto de Santos. Essas informações vêm do DataLiner, um produto de inteligência da Datamar.

Exportações e Importações de Contêineres | Porto de Santos | Jan 2022 – Jan 2024 | TEUs

Mais infraestrutura

O arrendatário também terá que investir, até o final do oitavo ano de contrato, em um pátio de contêine-res e carga geral e vias de circulação para 3,5 milhões TEU/ano, além de novos pátios (retroárea) de, no mínimo, 130 mil metros quadrados (m²), drenagem, pavimentação, rede elétrica, iluminação e combate a incêndio. Também estão previstas vigas de rolamento para atender ao trânsito de transtêineres (guindastes para cargas).

A empresa que assumir o terminal terá, ainda, que construir um pátio regulador de tráfego, de 87,8 mil m2, a 50 km de distância do terminal, até o sexto ano de contrato e investir em área de recepção e expedição de caminhões até o oitavo ano. Essa área deverá conter gates automatizados e sistema de agendamento para evitar filas nas vias externas de acesso ao Porto.

Ramal ferroviário

A minuta de contrato do Tecon Santos 10, divulgada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), também prevê a implantação de um ramal ferroviário de conexão com o Porto, obra que poderá ser substituída pelo pagamento de outorga adicional de R$ 24,5 milhões à Autoridade Portuária de Santos (APS). O prazo para construir o ramal ou pagar o valor termina no oitavo ano de arrendamento.

Além disso, o arrendatário terá que, até o quarto ano de contrato, instalar um sistema de tratamento de água e outro sistema de subestação de energia, com fácil acesso para a Autoridade Portuária. A nova infraestrutura deverá suprir a demanda de iluminação pública no trecho da Avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecida como Retão, no bairro da Alemoa.

Audiência pública virtual

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realiza nesta terça (18), às 14h30, a audiência pública virtual sobre o arrendamento do Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, na área do STS10, no Porto de Santos. A transmissão ao vivo será pelo canal da agência no YouTube.

Conceituado como um megaterminal, o ativo deverá ampliar a movimentação de contêineres do Porto de Santos em 50%. O leilão está previsto para acontecer entre outubro e dezembro deste ano.

A licitação será presencial e o maior valor de outorga será o critério de escolha da proposta mais vantajosa para o arrendamento da área de 621,9 mil metros quadrados (m2) no cais do Saboó, na Margem Direita do complexo portuário. O contrato estabelece investimentos obrigatórios e uma movimentação anual de 3,5 milhões de TEU (unidade de medida de um contêiner padrão).

“O empreendimento foi reestruturado recentemente pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Antaq e está desenhado para ser o maior terminal do Porto de Santos, consolidando-se como essencial para atender à demanda de movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral no complexo portuário”, afirma o MPor, em nota.

Ajustes

O diretor da Graf Infra Consulting e professor de MBA de Gestão Portuária da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Rodrigo Paiva afirma que são importantes alguns ajustes na modelagem disponibilizada para garantir a capacidade desejada e atendimento rápido aos navios.

“Um estudo de manobras será essencial para viabilizar a implantação do terminal versus expansões programadas de outros players. Será necessário garantir também um giro eficiente do pátio para se atingir a capacidade projetada”.

Consulta

O período de consulta pública continua aberto e se estenderá até as 23h59 do dia 24 de março exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no site da Antaq.

As minutas jurídicas e documentos técnicos do Tecon Santos 10 estão disponíveis no link bit.ly/3ReoYvx.
Será permitido anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas e fotos exclusivamente pelo e-mail anexo_audiencia022025@antaq.gov.br mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado.

Terminal de cruzeiros

O futuro concessionário do Tecon Santos 10 terá que arcar com um valor de outorga inicial de R$ 1,19 bilhão destinado a subsidiar a transferência do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, administrado pelo Concais, de Outeirinhos para o Valongo. O equipamento turístico para cruzeiros será instalado ao lado do STS10, na água, em frente ao Parque Valongo.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) retomou em outubro esse projeto na água, que era a proposta inicial, apresentada em 2022, porque o Governo Federal decidiu fazer o leilão de todo o STS10 para contêineres, não sobrando espaço para o Concais em terra.

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Informação, Investimento, Logística, Notícias, Sustentabilidade

Brazil economizaria ao modernizar sua logística

Segundo projeção do Observatório do Custo Brasil, o Brasil poderia reduzir os custos de produção em até 224,76 bilhões de realidades anuais com a modernização de sua matriz logística.

Esta estimativa baseia-se na necessidade de expansão da utilização das ferrovias e da cabotagem; ou que aliviaria os gargalos não transporte de cargas.

Atualmente, 71% do transporte de cargas no Brasil é devido às rodovias. O estudo sugere a redistribuição do sistema de transportes, atingindo 54,93% do transporte rodoviário, 33,59% do transporte ferroviário e 11,47% da cabotagem; redução de 12,9% por tonelada transportada. Essa reconfiguração melhoraria a competitividade do setor produtivo, além de gerar benefícios ambientais pela redução das emissões de gases de efeito estufa, já que o transporte ferroviário e costeiro são mais sustentáveis que o rodoviário.

O relatório destaca que a diversificação da matriz logística é a estratégia com maior potencial para a redução de custos operacionais no Brasil. Pelo contrário, dois países membros da OCDE, que equilibraram melhor seus sistemas de transporte; Ou o Brasil continua altamente dependente de estradas, ou limita sua competitividade no não-mercado global.

Para implementar essas mudanças, é necessária uma aceleração das reformas. Na última década, o investimento em infraestrutura logística no Brasil foi inferior a 2% do PIB; enquanto em países com economias com economias ultrapassa 3,5%. O sucesso dessa transformação dependerá de políticas públicas fundamentais, como a consolidação do Marco Legal das Ferrovias e da Cabotagem; e a racionalização das taxas portuárias.

FONTE: Todo dia Logistica News
Brasil pode economizar modernizando sua matriz logística – TodoLOGISTICA NEWS

Ler Mais
Inovação, Logística, Mulheres, Negócios, Notícias, Sustentabilidade

Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, diretora de ESG da Reiter Log

Na 3ª entrevista da série, a executiva contou como venceu desafios no setor e revelou os caminhos que a levaram ao protagonismo em sustentabilidade na logística

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Vanessa Reiter Pilz encontrou seu espaço desbravando caminhos pouco convencionais. Diretora de ESG da Reiter Log, uma das empresas pioneiras em frota sustentável no Brasil, Vanessa começou a trajetória profissional bem longe do ambiente corporativo, atuando ainda adolescente no restaurante da família.

Esse primeiro passo não só formou sua base para compreender o funcionamento de negócios, como também despertou sua curiosidade para transformar desafios em oportunidades. Aos 22 anos, deu uma guinada em sua trajetória ao ingressar na Reiter Log e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores, incluindo Qualidade, Atendimento ao Cliente e Comercial, até assumir posições de liderança e se tornar uma referência feminina no setor logístico.

Na Reiter Log desde 2007, Vanessa acumulou experiência suficiente para liderar iniciativas inovadoras, especialmente na área de ESG, implantada em 2021 sob sua gestão direta.

Nesta terceira entrevista da série “Elas na Logística”, a executiva compartilhou como o olhar feminino tem ampliado horizontes no mercado. “Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo.”

Leia na íntegra!

MUNDOLOGÍSTICA: Hoje, você está numa posição de destaque em uma empresa muito disruptiva em relação à frota verde. Como foi o início da sua carreira, ou seja, os seus primeiros passos no mundo corporativo?

VANESSA REITER PILZ: Na verdade, comecei de uma forma bem diferente. Comecei a trabalhar com 16 anos em um restaurante da família. Saía da escola e ia para lá. Durante a faculdade, permaneci nesse restaurante e fiquei por sete anos. Na hora de fazer o TCC, pensei: “Vou fazer sobre o negócio da Reiter Log”. Sempre tive curiosidade, mas, ao mesmo tempo, havia aquele preconceito de ser um mundo muito masculino, uma questão que ainda é “normal” quando se pensa nesse setor. Então, acabei vindo para a Reiter Log aos 22 anos e passei por diversas áreas. Comecei na área de Qualidade, passando por todos os setores para entender bem o negócio. Depois, fui para o Atendimento ao Cliente, entendendo as entregas e as exigências de cada um deles. Como tenho um perfil comercial e gosto desse relacionamento com o cliente, acabei migrando para o Comercial, onde me desenvolvi até assumir a diretoria. Em paralelo, começamos a investir em sustentabilidade e percebemos a necessidade de ter uma diretoria específica para ESG, o que ocorreu em 2021.

Você mencionou a questão de o setor ser majoritariamente masculino, algo que ainda é uma realidade na logística. E você tem essa característica interessante de trabalhar em um negócio familiar, o que pode parecer benéfico, mas também traz desafios. Como foi construir sua carreira considerando esses elementos?

Acho que tem seus ônus e bônus, como todo negócio. Ser da família ou ser uma executiva, independentemente do tipo de negócio, traz vantagens e desafios. Precisamos conciliar a vida familiar com a gestão, separando bem as áreas para que cada um tenha suas responsabilidades. Hoje temos executivos de mercado, como nosso CFO, para dar maior governança. Assumo a área Comercial, enquanto o Vinícius, nosso CEO, foca nas operações. Nossa liderança é diversa, com muitas mulheres na equipe, estimulando a diversidade de pensamentos e formas de gestão. Inclusive, tivemos uma situação em que um cliente, por questões culturais, não queria receber uma mulher da equipe comercial. Independentemente de ser homem ou mulher, aqui buscamos promover oportunidades. Recentemente, criamos uma escola para motoristas mulheres, formando 12 profissionais que foram admitidas pela empresa ou seguiram outros caminhos. Então, sim, a questão familiar tem seus ônus e bônus, mas é importante saber como lidar com isso diariamente e separar bem as responsabilidades.

Como mencionado, a área de ESG foi criada em 2021. Você acredita que ser mulher em uma área relativamente nova dá espaço para mais ousadia em relação à diversidade, como no projeto de formação de mulheres caminhoneiras?

Sim, especialmente por ocupar um cargo de liderança. Ainda existem mais homens nessas posições e ser mulher em um cargo de liderança acaba inspirando muitas outras mulheres que estão iniciando ou buscando uma oportunidade. Hoje, a logística é uma área com muitas oportunidades, seja nas transportadoras ou nos próprios embarcadores. Então, é necessário termos mulheres nesses cargos, inclusive como motoristas. A mulher é uma nova fonte de contratação para o setor. Dependendo do segmento, já encontramos muitas mulheres na área, mas ainda existem conversas que ocorrem predominantemente com homens. Por isso, estar nessa posição ajuda muito.

Trabalhando na área comercial, você tem contato com diferentes empresas e pessoas, ampliando sua visão do mercado. Como seu olhar sobre a logística mudou ao longo dos anos?

Acredito que nos últimos anos, especialmente após eventos como a pandemia, as pessoas começaram a perceber a importância do transporte. Absolutamente tudo que consumimos passa por um caminhão. Então, as empresas começaram a enxergar a logística como essencial e como parte do seu negócio. Ainda temos um longo caminho para construir parcerias sustentáveis, mas vejo um reconhecimento cada vez maior do setor logístico como estratégico para o país.

Falando de transporte e ESG, é impossível não mencionar tecnologia. Você acha que a tecnologia também impulsiona a entrada de mais mulheres na logística?

Sim. Hoje, o acesso à informação é muito fácil e dinâmico, o que permite aprender muito mais rapidamente. A tecnologia ajuda a diminuir barreiras, especialmente a do conhecimento, que é fundamental para qualquer área.

O público feminino da MundoLogística cresceu muito nos últimos anos. Qual conselho você daria às mulheres que estão iniciando ou construindo suas carreiras agora?

Acho que o principal é acreditar em si mesma. Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo. Quanto mais mulheres houver no ambiente de trabalho, mais podemos fortalecer umas às outras. Meu principal conselho é esse: acreditar realmente em si mesma e no seu valor.

FONTE: Mundo Logistica
Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, da Reiter Log

 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook