Logística

ANTAQ aprova entendimento regulatório acerca da cobrança de sobrestadia de contêiner

A medida representa um marco importante no aprimoramento da regulação do transporte marítimo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou, nesta quinta-feira (31), entendimento regulatório acerca da cobrança de sobrestadia de contêineres com base em diagnóstico sobre o cenário da cadeia logística e dos impactos desse tipo de carga na atividade do setor.

Foram determinadas premissas em que poderá haver incidência da sobrestadia de contêineres, a elaboração de relatórios trimestrais contendo o andamento das denúncias instruídas na ANTAQ sobre o tema, entre outros encaminhamentos.

A diretora Flávia Takafashi, que relatou a matéria, explicou que os itens votados não alteram nenhuma resolução da Agência e que os pontos que necessitam de mudanças normativas serão tratados na Agenda Regulatória 2025-2028.

Além do entendimento regulatório firmado, a ANTAQ vai promover ações de aperfeiçoamentos internos para melhorar o fluxo de informações entre as áreas responsáveis pelo assunto, de modo a garantir mais celeridade nas análise envolvendo denúncias relativas à cobrança da sobrestadia.

A diretora destacou que “as medidas deliberadas representam um marco importante no aprimoramento da regulação do transporte marítimo, reforçando o compromisso institucional da ANTAQ com uma atuação técnica, eficiente e alinhada às necessidades do setor. 

Aumento da demanda

O levantamento, realizado pela área técnica da Agência, se deu a partir do monitoramento do tema e de denúncias apontando irregularidades nas cobranças, além do aumento expressivo da movimentação de contêineres – no ano passado, a movimentação desse tipo de carga registrou recorde, com crescimento de 20%. 

“Ressalto que essa agência tem acompanhado de perto a evolução do cenário do transporte marítimo internacional, especialmente no que tange a logística de carga unitizada, e se debruça sobre os desafios e complexidades deste setor, que desempenha um papel fundamental na economia brasileira, sendo responsável pela movimentação de 95% do comércio exterior do país”, declarou a relatora.

A diretora completou explicando que a Agência sempre preza por “promover uma atuação regulatória assertiva, capaz de assegurar a transparência e o equilíbrio nas relações entre os agentes do setor, bem como a previsibilidade e a qualidade do serviço de transporte de infraestrutura portuária.” 

A logística de contêineres é debatida no âmbito da Agência desde a pandemia, porém, recentemente foi encontrada a necessidade de aperfeiçoar os instrumentos regulatórios da ANTAQ para se adaptar ao novo cenário de crescimento da demanda de movimentação de contêineres.

Em março de 2024, a Agência aprovou uma matriz de responsabilidade para identificar em quais situações deve ser feita a cobrança pela armazenagem adicional de carga nas instalações portuárias. A deliberação resultou na Resolução ANTAQ 112/2024.

Mudanças 

No voto, foram definidas premissas que vão orientar quando deve ser feita a cobrança de sobrestadia. Isso deve coibir cobranças abusivas e promover mais eficiência para o setor portuário.

Nesse sentido, a diretora Flávia Takafashi, pontuou que “não se está afastando a cobrança de sobrestadia, porque ela é legítima. O que se está afastando é a cobrança abusiva nessas situações específicas.”

Confira os pontos que serão considerados para definir uma cobrança como adequada:

  • Somente deve incidir cobrança quando a utilização dos contêineres por prazo superior a livre estadia ocorrer: no interesse, por opção ou por culpa dos usuários, ou quando o evento causador estiver sobre o risco do negócio dos usuários; 
  • A cobrança só se justifica nos casos em que a permanência, além do período de estadia gratuita (free time) decorra do interesse, da escolha voluntária ou da responsabilidade dos usuários, ou ainda quando a causa da demora estiver relacionada a riscos assumidos por eles em razão do seu próprio negócio;
  • Não poderá haver incidência quando a paralisação dos contêineres for relacionada a: ato ou omissão do transportador ou daqueles a seu serviço, a logística mobilizada pelo transportador marítimo para oferta do serviço, ou quando o evento causador estiver sobre o risco do negócio do transportador, do depósito de vazios ou do terminal portuário; 
  • Não é admissível a cobrança nos casos em que o não retorno dos contêineres a logística decorra de ações ou omissões atribuíveis ao transportador ou a seus prepostos, a estrutura logística adotada pelo próprio transportador marítimo pela prestação do serviço, ou quando o evento que motivou a paralisação se insira nos riscos operacionais do transportador, do terminal portuário ou do depósito de contêineres vazios.  

Fonte: Assessoria de Comunicação e Cerimonial

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Logística

Como a BR-277 se tornará o corredor logístico da fronteira com o Paraguai até o porto de Paranaguá

Pelo retrovisor do caminhão carregado de grãos, o caminhoneiro olha para a cidade de Foz do Iguaçu, na fronteira do Paraná com o Paraguai, antes de acessar a rodovia BR-277. Enquanto o dia nasce no horizonte, o motorista se prepara para mais uma saga logística até o porto de Paranaguá, no outro extremo do estado. A aventura diária que movimenta a indústria e a agricultura da quarta economia do país tem aproximadamente 740 quilômetros, de oeste a leste em terras paranaenses, e os desafios de uma rodovia que não conseguiu acompanhar a força do setor produtivo paranaense.

Há dois anos, o projeto do corredor logístico da BR-277 teve início dentro do novo programa de concessões rodoviárias do governo do Paraná, que corre atrás de décadas perdidas sem investimentos na principal ligação entre a tríplice fronteira e o maior porto graneleiro do Brasil. O atraso nas obras de infraestrutura da BR-277 também é resultado dos contratos firmados no antigo Anel de Integração do Paraná, encerrado em 2021 após mais de 20 anos de concessão e que foram marcados por casos de corrupção, falta de obras e preços elevados nas praças de pedágio.

No segundo semestre de 2023, o grupo Pátria e a EPR arremataram os lotes 1 e 2 das novas concessões, respectivamente, que englobam trechos da BR-277 entre Prudentópolis e Curitiba e na descida pela Serra da Mar até o porto de Paranaguá, considerado o trajeto mais importante para o escoamento da produção do estado. Em resposta às reivindicações do agro e da indústria paranaense, a gestão Ratinho Junior (PSD) antecipou o leilão do lote 6 pela relevância estratégica da BR-277 e pela urgência das obras na rodovia, que pode impulsionar o setor produtivo ou frear o desenvolvimento do estado.

Com a revolução logística prevista até 2034 e a promessa das primeiras obras concluídas a partir de fevereiro de 2027, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) afirma que vai acompanhar cada quilômetro das novas concessões para que o hub rodoviário se torne uma realidade. No último mês de junho, a Fiep lançou o “Observatório dos Pedágios”, plataforma digital para que a sociedade e o setor produtivo acompanhem o andamento das obras nos seis lotes de concessões.

Projeto de corredor logístico na BR-277 tem 484 quilômetros de duplicações

Segundo dados da Fiep, os contratos de concessões dos lotes 1, 2 e 6 exigem a duplicação de 484 quilômetros do trajeto da BR-277 entre Foz do Iguaçu e Paranaguá. Ou seja, para que a rodovia se torne um dos principais corredores logísticos do Sul do país, a BR-277 ainda deve ser duplicada em 65% na ligação oeste-leste.

BR-277

O corredor logístico do oeste até o litoral do Paraná.

Percurso de aproximadamente 740 km entre Foz do Iguaçu e Paranaguá

Fonte: Fiep, ANTT e concessionárias Via Araucária e EPR.

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Comércio, Logística

TESC cresce 20% em movimentação de cargas no 1º semestre de 2025

Terminal Portuário SC registrou aumento em diversos segmentos de cargas, com destaque para a operação de grãos na exportação, consolidando sua vocação para alavancar o agronegócio brasileiro, com crescimento de 30% no período

No 1º semestre de 2025, o TESC (Terminal Portuário Santa Catarina) movimentou 3,3 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 20% em relação ao volume de 2024. Este aumento foi registrado em todos os segmentos de cargas – soja e milho em grãos, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, produtos florestais renováveis e cargas gerais – com destaque para produtos de origem vegetal, que cresceu 30%.  

O TESC iniciou a operação dos silos e berço dedicado de grãos para exportação em 2023, depois de realizar investimentos superiores a R$ 250 milhões com a implantação do projeto para atender às necessidades específicas do setor agrícola. Deste então, já registrou em dois anos de operações da planta de grãos, cerca de 5 milhões de toneladas embarcadas e existe espaço para crescer ainda mais, com uma capacidade instalada para operar 4 milhões de toneladas de grãos ao ano na maturação do projeto, afirma o diretor de operações e comercial do terminal, o COO Randal Couceiro.

Mesmo atuando em uma área compacta, de 68 mil m², localizada no Complexo Portuário de São Francisco do Sul, o TESC tem demonstrado capacidade técnica e planejamento estratégico para sustentar um modelo operacional de alta performance. O terminal portuário, cuja missão é fornecer serviços e infraestrutura portuária eficientes e sustentáveis para a promoção do comércio marítimo do Brasil, movimenta cargas vindas de 3 regiões do país, com uma área de influência de superior a mil quilômetros.

De acordo com o CEO Fabio Mota, o TESC tem se consolidado como uma das operações portuárias mais eficientes do Brasil. “Nosso diferencial multipropósito, alinhado aos excelentes indicadores de desempenho, tem despertado o interesse de outros terminais portuários em conhecer de perto o uso inteligente da infraestrutura para o atendimento a diferentes segmentos de cargas e segmentos econômicos, com qualidade, competitividade e segurança”, destaca Mota.

Sobre o TESC

Com 29 anos de atuação, o TESC é um terminal portuário multipropósito estrategicamente localizado no complexo portuário de São Francisco do Sul (SC), em uma área de 68 mil m2.

A proximidade das rodovias BR-280 e BR-101 permite rápido acesso aos grandes centros industriais e econômicos das regiões Sul e Sudeste, conferindo agilidade no fluxo de cargas de importação e exportação.

Com mais de 58 milhões de toneladas movimentadas ao longo de sua história, o Terminal é reconhecido pela versatilidade e eficiência em embarque de grãos vegetais, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, carga geral e carga de projeto, por esta razão é um terminal multipropósito. 

Com informações da assessoria de imprensa do TESC.

Fonte: FIESC

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Comércio, Logística

Movimento aéreo internacional de passageiros e cargas em SC cresce acima de 62% no primeiro semestre de 2025

O movimento aéreo internacional de passageiros e cargas segue crescendo em Santa Catarina. O primeiro semestre de 2025 registrou alta de 66,9% nas cargas e 62,3% de passageiros, em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos primeiros seis meses de 2025 passaram pelo Aeroporto de Florianópolis 733,3 mil passageiros internacionais, que já correspondem a 82,4% de todo o movimento registrado no ano de 2024. Esta movimentação mantém Santa Catarina com o terceiro maior movimento aéreo internacional do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Nossas projeções é de que vamos superar a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. Mas o movimento registrado até agora aumenta as expectativas. Temos confiança de que essa meta será alcançada e ultrapassada antes das nossas previsões, com o incremento de voos para Lima e principais cidades do Mercosul”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

“Os números do movimento internacional registrados em Santa Catarina são extremamente animadores e refletem o trabalho contínuo que o Governo do Estado vem realizando para posicionar Santa Catarina como um destino de relevância global. Um crescimento de mais de 62% no fluxo de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2025 demonstra claramente que nossas ações de promoção turística e atração de novas rotas estão surtindo efeito”, acrescenta a secretária de Turismo (Setur), Catiane Seif.

Pelo Aeroporto de Florianópolis também foram movimentadas 3,3 mil toneladas de cargas. Estes números posicionam o aeroporto catarinense como o terceiro que mais cresce na América Latina e o número 1 no Brasil, segundo a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico

A movimentação doméstica de passageiros nos aeroportos catarinenses no primeiro semestre cresceu 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 3,5 milhões de passageiros. O maior movimento foi no Aeroporto de Florianópolis com 1,8 milhão de passageiros, seguido por Navegantes com 1,1 milhão de passageiros, Chapecó com 295,1 mil passageiros, Joinville (que teve a maior alta, 12,8%) com 268,9 mil passageiros, Jaguaruna com 47,8 mil passageiros e Correia Pinto com 3,6 mil passageiros.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Logística

Logística moderna é chave para a competitividade

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos

Apesar de investir R$ 538 bilhões por ano em logística, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta gargalos que comprometem sua eficiência e competitividade. Segundo Joelma Vieira, Head de Logística na Senior Sistemas, a falta de armazenagem adequada e a dependência do transporte rodoviário elevam os custos logísticos para até 40% do valor final dos produtos.

O país consegue armazenar apenas entre 60% e 70% da produção agrícola, sendo que só 20% dessa capacidade está nas fazendas. Isso obriga os produtores a escoar as safras simultaneamente, gerando congestionamentos e perdas comerciais. Além disso, o excesso de burocracia e a falta de rastreabilidade agravam os atrasos, especialmente nos picos de safra.

A adoção de tecnologias logísticas, como sistemas TMS e WMS, tem mudado esse cenário. Empresas que investem em digitalização já alcançam reduções de até 85% no tempo de liberação de veículos e de 30% nas perdas por vencimento de produtos. “No setor de defensivos agrícolas, químicos, sementes e fertilizantes, um dos clientes da multinacional de tecnologia que utiliza sistemas integrados já gerencia mais de 47 centros de distribuição, processando 36 mil notas fiscais de entrada e 126 mil de saída, com rastreabilidade total. No setor de biodiesel, sistemas de gestão de pátio administram 14 mil agendamentos mensais, chegando a 30 mil durante a safra”, comenta.

Estudos apontam que a logística estratégica pode reduzir os custos em até 15% e melhorar o nível de serviço em até 30%. Com isso, fica claro que a transformação digital deixou de ser uma escolha e passou a ser um passo essencial para o futuro do agro.

Fonte: AgroLink

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio Exterior, Evento, Inovação, Logística

COMÉRCIO EXTERIOR – Logistique 2025 aposta em expansão e estratégia

Evento em Balneário Camboriú busca reunir 150 marcas de peso, 15 mil visitantes e discute o papel do Brasil no novo tabuleiro global

Falta menos de um mês para a edição 2025 da feira Logistique e do Logistique Summit, eventos que se consolidaram como os mais relevantes do Brasil nas áreas de logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. A feira e o congresso técnico serão realizados entre os dias 12 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), com uma estrutura ainda mais robusta e uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta diante do novo contexto econômico global.

A expectativa para esta edição é ambiciosa: as estimativas de visitantes e expositores representa um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A projeção de 150 marcas expositoras e 15 mil visitantes, acompanham o momento favorável da cadeia logística brasileira, impulsionada por investimentos em infraestrutura, digitalização e acordos comerciais estratégicos.

A programação do Logistique Summit – parte técnica do evento – vai reunir autoridades, executivos e especialistas para debater temas de alta relevância, como macroeconomia, geopolítica, integração regional, transição energética, sustentabilidade e inovação nos processos logísticos.

Logistique Summit: debate sobre protagonismo do setor

De acordo com Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique 2025, a proposta deste ano é mais do que reunir empresas e apresentar soluções: é provocar o setor a refletir sobre o protagonismo do Brasil em uma nova configuração geoeconômica. “Enquanto o mundo navega por águas turbulentas, o Brasil pode se posicionar como um player estratégico em um tabuleiro econômico em constante transformação. O Logistique Summit surge como um fomentador de diálogos que apontem caminhos sólidos e sustentáveis para o mercado brasileiro”, afirma.

A lista de palestrantes já confirmados reforça o peso e a diversidade temática do evento. Estarão presentes o estrategista e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), de Washington, Thiago de Aragão; o comentarista político e econômico da CNN Brasil, Caio Coppolla; o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto; o fundador da StartSe e Junior Borneli, entre outros nomes de destaque da economia, da tecnologia e da política nacional. Serão três palestras, painéis e apresentações que pretendem conectar experiências práticas com análises de tendências, políticas públicas e projeções globais.

Balneário Camboriú é oficializada como sede da feira

A escolha de Balneário Camboriú como sede, oficializada no ano passado após a mudança de Joinville, também contribui para o posicionamento estratégico da feira. Situada no coração da Região Sul, a cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos do estado e ao Porto de Itajaí, além de estar próxima de um dos maiores entroncamentos logísticos do país. A infraestrutura da cidade e sua capacidade hoteleira complementam as vantagens para quem participa da feira.

Além disso, a região sul do Brasil tem se destacado nos indicadores econômicos, que reforçam o ambiente propício à realização de um evento de grande porte voltado à logística e ao comércio exterior.

Para Leonardo Rinaldi, o momento é oportuno para que o Brasil consolide sua presença em mercados estratégicos e lidere iniciativas de integração comercial mais ambiciosas. “Com um crescimento expressivo previsto para 2025 e uma nova sede já consolidada junto ao setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para empresários, investidores e profissionais que buscam competitividade em um cenário em rápida transformação”, conclui.

Mais do que uma feira de negócios, a Logistique 2025 se firma como uma plataforma de conteúdo, conexão e posicionamento internacional. Ao reunir os principais atores da cadeia logística e fomentar discussões de alto nível, o evento contribui diretamente para elevar o padrão de gestão, planejamento e inovação das empresas brasileiras em um mundo cada vez mais interdependente — e desafiador.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Internacional, Logística

Primeiro passo para constituir um corredor fluviomarítimo entre Punta Quilla e La Plata

Representantes de entidades públicas e empresas privadas confirmaram seu interesse em desenvolver um serviço quinzenal

Ontem, com a coordenação da Associação Intermodal da América do Sul (AIMAS), foi dado um passo decisivo rumo à criação de um corredor logístico entre o Porto Punta Quilla (Santa Cruz) e o Porto La Plata (Buenos Aires), integrando caminhão, porto, navio, porto e caminhão em uma operação intermodal de cabotagem.

Nesse contexto, foi realizado um encontro virtual com a participação do presidente do Consórcio de Gestão do Porto La Plata, José María Lojo; do coordenador da Unidade Executora Portuária de Santa Cruz (UNEPOSC), Walter Uribe; do administrador do Porto Punta Quilla, Ricardo Rodríguez; dos diretores da TECNOMyL S.A., Aníbal e Pablo Mocchi; e do importador Paulino Rossi.

Também participaram Harry Woodley, idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa; o consultor e capitão marítimo Gustavo Deleersnyder; Milton Cogut, da MissionLine Logistics; o presidente da Cooperativa de Transporte de Puerto Santa Cruz, Cristian Saldivia; o gerente Operacional Comercial da DEFILAP (Depósito Fiscal La Plata), Martín Giménez; o gerente da Transportes Petrel de Río Grande, Mario Baldini; e o empresário Iván Vertki, da Serviços Integrados Patagônicos.

Os protagonistas da cadeia logística, que representam entidades públicas e empresas privadas, participaram ativamente de uma mesa de videoconferência convocada e organizada pela AIMAS. Em suas intervenções, confirmaram o interesse em desenvolver um serviço com frequência quinzenal.

De acordo com os depoimentos fornecidos, estimou-se que, ao coordenar de forma intermodal as ações de todos os envolvidos — incluindo os clientes — será possível movimentar no mínimo 6.000 pallets por vez e por sentido, por meio de operações coordenadas entre caminhões, contêineres e navios.

O interesse da fabricante de produtos fitossanitários TECNOMyL S.A. em aprimorar sua gestão logística — entre sua planta em Río Grande e a zona agrícola desde Patagones até o Norte —, somado ao fluxo de importação de insumos para a mesma planta, impulsionou a exploração técnica de um “atalho” que combine caminhão com navio em Punta Quilla.

Sincronização intermodal

Para o avanço do projeto, foi fundamental a análise técnica sob uma perspectiva intermodal, além do comprometimento do idealizador do projeto de transporte marítimo La Mimosa e do interesse dos responsáveis pelos Portos de La Plata e Punta Quilla.

Esses fatores facilitaram que a AIMAS, junto com seus parceiros e aliados, convocasse cada um dos protagonistas dos elos da cadeia logística entre Río Grande, sul de Santa Cruz e La Plata.

Durante a reunião virtual, todos os participantes — transportadoras, operadores portuários, gerentes de depósitos fiscais, empresários do setor naval, de contêineres e clientes embarcadores — manifestaram interesse direto na operação do corredor intermodal.

As vozes dos dois portos e de suas comunidades portuárias concordaram em “começar com o que temos e com as normas disponíveis”. Essa postura indica que, nos próximos dias, terão início reuniões parciais e coletivas para definir questões técnicas e operacionais que possibilitem a formalização de acordos institucionais e comerciais.

Cabe destacar que Jorge de Mendonça e Antonio Martino, diretores da AIMAS, junto com um painel de associados, participaram do diálogo com os protagonistas do encontro, que foi moderado pelo jornalista Darío Ríos, diretor do portal serindustria.com.ar.

Fonte: Ser Industria

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

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