Comércio, Comércio Exterior, Informação, Logística, Oportunidade de Mercado, Portos

Fractal apresenta tecnologia de lacres eletrônicos no PortoTechBR e projeta quebra de paradigma para a logística portuária

O futuro dos portos passa por Navegantes. Nos dias 02 e 03 de setembro, o Teatro Municipal da cidade recebeu a 2ª edição do PortoTechBR, evento que reúne profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Organizado pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACIN (Associação Empresarial de Navegantes), em parceria com a Prefeitura, o encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de debate sobre soluções aplicadas ao setor portuário.

De acordo com Jardel Fischer, coordenador do Núcleo e gerente de TI da Portonave, a proposta é aproximar tecnologia e operação. “É um evento técnico, nasceu pra atender os profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Temos representantes de portos de todo o país, discutindo assuntos de interesse comum. No ano passado mapeamos dores críticas dos terminais e, nesta edição, estamos compartilhando soluções que melhoram eficiência, segurança e produtividade”, destaca.

Entre as 19 empresas participantes, a Fractal Securitychamou atenção ao apresentar seus lacres eletrônicos de uso único — uma inovação 100% brasileira que promete revolucionar a logística portuária e a gestão da cadeia de custódia. Segundo Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Security, o produto foi pensado para unir viabilidade econômica, segurança e eficiência logística. “O nosso desafio era criar um lacre que fizesse sentido economicamente para o cliente, de uso único, e que proporcionasse uma gestão protagonista da cadeia de custódia. Hoje não existe concorrência direta para o que desenvolvemos. Estar no PortoTechBR é importante para mostrar que há um caminho possível, que beneficia não só o cliente ou o armador, mas também o porto, que ganha em eficiência e integração”, explica.

Para Fischer, coordenador do PortoTechBR, tecnologias como essa mostram o quanto a inovação já é uma realidade indispensável nos portos brasileiros. “A inteligência artificial não é mais moda, é realidade. E o desafio é justamente aplicar essas soluções ao nosso dia a dia de operação, de forma aderente, para garantir segurança e eficiência.”

Com debates, networking e exposição de soluções de ponta, o PortoTechBR reforça seu papel como ponto de encontro onde o futuro dos portos começa a ser construído.

Como funciona o lacre eletrônico

A tecnologia da Fractal combina NFC (Near Field Communication) e RFID (Radio-FrequencyIdentification), permitindo monitoramento em curta e longa distância sem necessidade de bateria, o que elimina custos com logística reversa. Integrados a um sistema central de gestão de dados, os lacres permitem que cada etapa da operação seja acompanhada de forma segura e centralizada. A plataforma emite alertas proativos em caso de violações ou inconsistências, reduzindo riscos de perdas e atrasos, além de otimizar a tomada de decisão. 

Ainda segundo Mary Anne, outro diferencial é a interoperabilidade, que possibilita a integração dos lacres com sistemas de logística e compliance já existentes, simplificando a adoção da tecnologia. A gestão da cadeia de custódia também ganha robustez, com registros precisos em cada ponto de contato e maior transparência em todo o processo.

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

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Evento, Logística

Setor portuário e logístico terá programação especial no Comex Tech Forum 2025


Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento terá quatro palcos simultâneos, cada um com trilhas específicas sobre os principais desafios e transformações do setor.

A movimentação de cargas e o cenário global de fretes atravessam um dos momentos mais críticos e estratégicos dos últimos anos — e esse será um dos focos centrais do Comex Tech Forum 2025, que acontece no dia 17 de setembro, no São Paulo Expo, com expectativa de reunir mais de 3 mil profissionais de comércio exterior. Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento terá quatro palcos simultâneos, cada um com trilhas específicas sobre os principais desafios e transformações do setor.

Um deles, o Palco Movement, terá uma curadoria voltada à logística internacional e ao setor portuário, com temas como inovação em terminais, geopolítica e negociações de frete. Entre os destaques da programação está o painel “Negociação de fretes: a tecnologia no centro das decisões”, com a participação de David Pinheiro, CEO da Cargo Sapiens. O executivo apresentará um case sobre como a transformação digital vem revolucionando as negociações de frete, além de traçar um panorama do mercado antes e depois da adoção da tecnologia nas cotações.

“O cenário atual exige decisões cada vez mais ágeis e baseadas em dados. A negociação de fretes já não pode mais ser feita com base apenas em feeling ou histórico. É preciso tecnologia para lidar com a imprevisibilidade e com a pressão por eficiência”, destaca David Pinheiro.

Já o painel “O mundo em ruptura e o frete em reação: panorama e tendências” reunirá Leandro Barreto (Solve Shipping), Gabriel Carvalho (Scan Global Logistics) e Lucas Ferraz (FGV) para discutir como conflitos geopolíticos, mudanças climáticas, disputas comerciais e gargalos logísticos têm moldado o cenário global e impactado diretamente a precificação e as estratégias de fretes internacionais. Para Leandro Barreto, o momento exige uma visão mais ampla e conectada: “A discussão sobre fretes não pode ser isolada das movimentações globais. Entender o contexto internacional é essencial para tomar boas decisões no nível local.”

Outros temas em destaque no Palco Movement incluem inovação em terminais portuários, com apresentação de projetos como o Connect Sys e Connect Hub, e gestão de riscos logísticos, abordando ameaças invisíveis da cadeia global e o uso de tecnologia preditiva.

Além do Movement, o evento contará com outros três palcos simultâneos — Innovation, Compass e Insights — que abordarão temas como inteligência artificial, liderança, compliance, câmbio, blockchain e reforma tributária. 

Ao longo do dia, o Comex Tech Forum também oferecerá ativações especiais, networking qualificado e palestras com nomes de grande relevância, como Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Arthur Igreja, futurista e especialista em inovação; Marcelo Toledo, especialista em comércio exterior e logística; além de Carol Paiffer (Shark Tank Brasil), Prof. HOC, Carlos Busch e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

A participação é aberta a profissionais do comércio exterior, logística, portos, tecnologia e áreas relacionadas. A inscrição pode ser feita pelo site oficial do evento.

Inscrições: https://evento.logcomex.com/comex-tech-forum-2025

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Comércio Exterior, Logística

Brasil e Panamá firmam memorando de cooperação em logística e comércio exterior

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta quinta-feira (28) da visita oficial do presidente da República do Panamá, José Raúl Mulino, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Autoridade do Canal do Panamá, marco inicial de uma parceria voltada a fortalecer a cooperação internacional em infraestrutura logística, transporte marítimo e comércio exterior. O Panamá é hoje o maior parceiro comercial do Brasil na América Central, com fluxo de US$ 934,1 milhões em 2024.

Durante a cerimônia, Lula afirmou que a presença do presidente panamenho em Brasília marca “o recomeço de uma nova relação entre Brasil e Panamá, após 17 anos sem visita oficial de um chefe de Estado do país”. Destacou ainda que “a aproximação deve gerar avanços no comércio, na ciência e na tecnologia e que a relação precisa ser uma via de duas mãos, em que todos ganham”.

O memorando terá duração de dois anos, podendo ser renovado. O documento prevê iniciativas conjuntas, como o intercâmbio de informações sobre portos e transporte marítimo, o desenvolvimento de novas rotas para as exportações brasileiras via Canal do Panamá e estudos sobre descarbonização e seus impactos econômicos. Também estão previstas ações de capacitação em gestão portuária e logística, troca de tecnologias para modernização do setor e iniciativas ambientais, incluindo redução de emissões e gestão de águas de lastro.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a parceria amplia as condições para que o Brasil ganhe competitividade no comércio exterior e fortalece o setor de transportes. “Ao lado do Panamá, vamos desenvolver rotas mais eficientes e sustentáveis, ao mesmo tempo em que modernizamos os nossos portos. O memorando abre caminho para novas oportunidades de investimento e cooperação, que vão gerar resultados para a economia brasileira e para a integração regional”, afirmou.

O presidente do Panamá destacou que “não existe um país autossuficiente” e defendeu a integração regional e o fortalecimento do multilateralismo como resposta aos desafios atuais. Ele ressaltou ainda a importância do Canal do Panamá, “governado por um tratado multilateral de neutralidade”, como ativo estratégico para o comércio internacional, e afirmou que “é preciso unir esforços contra as mudanças climáticas, preservando as florestas tropicais e avançando em rotas mais sustentáveis”.

Setor portuário e agenda sustentável

O Brasil vem registrando recordes na movimentação portuária: em 2024 a movimentação foi de 1,3 bilhão de toneladas e, apenas no primeiro semestre de 2025, já foram 653 milhões de toneladas, o melhor resultado da história. No segmento de contêineres, foram 78,1 milhões de toneladas no semestre, alta de 6,17% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esses resultados somam-se aos esforços do MPor para alinhar o setor de transportes às metas ambientais globais. Entre as iniciativas em curso estão o Diagnóstico de Sustentabilidade, o Pacto de Sustentabilidade, que prevê a entrega do Selo de Sustentabilidade na COP30, e o avanço do programa de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), além da criação dos Corredores Marítimos Verdes em parceria com a França.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Logística, Sustentabilidade

Logística verde no Brasil deve movimentar US$ 61 bilhões até 2030 e ditar tendências em 2025

logística verde, voltada para reduzir os impactos ambientais do setor, deve movimentar US$ 61 bilhões no Brasil até 2030, segundo a consultoria Grand View Research. Hoje, o mercado nacional já representa US$ 41 bilhões e cresce em média 7,2% ao ano.

A demanda por práticas mais sustentáveis entre empresas e consumidores, a aprovação de normas ambientais mais rigorosas e a chegada de inovações tecnológicas impulsionam a evolução da logística com foco em sustentabilidade. No cenário global, o segmento é avaliado em US$ 1,5 trilhão e pode atingir US$ 2,3 trilhões até 2030, com expansão anual de 8,1% a partir de 2025.

A armazenagem lidera a adoção de soluções sustentáveis, respondendo por 37% do valor do setor. No transporte, veículos rodoviários representam 40% das receitas. Entre os exemplos de destaque mundial estão o Acordo Verde da União Europeia, o plano energético dos Estados Unidos e os compromissos da China em reduzir emissões.

As empresas vêm incorporando práticas como rotas otimizadas, logística reversa, uso de frotas sustentáveis, embalagens ecológicas e seleção de parceiros com critérios ambientais. Essas ações contribuem para reduzir emissões e promover eficiência operacional nas empresas, otimizando desperdícios.

De acordo com a pesquisa, o setor deve avançar em soluções alinhadas à sustentabilidade global. Entre as tendências para 2025 estão combustíveis alternativos e veículos elétricos, centros de armazenagem neutros em carbono, uso de inteligência artificial para otimizar rotas, expansão da logística reversa e maior integração de cadeias de suprimentos verdes.

Fonte: Tecnologística

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Logística

Gargalos de logística desafiam safra recorde brasileira

Depois de percorrer por cinco dias a BR-163, a reportagem mostra os problemas da principal rota de escoamento da produção de Mato Grosso

A fila de caminhões bitrem descarregando milho impressiona. Com as carretas cheias, os veículos congestionam o entorno do terminal da Rumo, em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, à espera da transposição do grão para os trens. A cena resume a supersafra: colheita recorde, gargalos logísticos e o desafio do escoamento.

Dos 345 milhões de toneladas de grãos produzidos na safra 2024/25, o País só pode armazenar 63%. Os outros 37% não têm onde ser guardados, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Só de Mato Grosso saíram 105,6 milhões de toneladas de milho e soja – cerca de 60% vai seguir pelas rodovias.

Mato Grosso é distante dos principais portos. Parte da produção segue por rodovia e hidrovia aos portos do Norte, e outra vai de carreta até o trem em Rondonópolis.

Durante cinco dias, a reportagem percorreu a BR-163, principal rota de escoamento do Estado. Dos 655 km entre Sinop, no centro-oeste, e o terminal da Rumo, no sul, 380 km estão em duplicação. Com tráfego diário de 79 mil veículos – 60% caminhões –, conforme a concessionária Nova Rota do Oeste, os congestionamentos são quilométricos.

Construída nos anos 1970, a estrada ainda tem longos trechos em pista simples. De Diamantino a Lucas do Rio Verde já está duplicada, e a segunda pista deve chegar a 444 km até 2031.

O paranaense Paulo Vattos, caminhoneiro há 25 anos, levou oito horas para percorrer 400 km entre Diamantino e Rondonópolis com 38 toneladas de milho. No trajeto, deixou R$ 210 nos pedágios. “Já cheguei a demorar quatro dias para descarregar.”

Como alternativa, a Rumo e o governo estadual constroem a Ferrovia Estadual de Mato Grosso, entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios e com ramal até Cuiabá.

O projeto prevê 740 km de trilhos, já recebeu R$ 4 bilhões desde 2023 e deve ganhar mais R$ 1 bilhão. O trecho entre Rondonópolis e o primeiro terminal ferroviário, próximo à BR-070, deve operar em 2026 com capacidade para 10 milhões de toneladas por ano.

Aprosoja e CNA defendem a Ferrogrão, que ligaria Sinop (MT) a Miritituba (PA), com 933 km e três terminais, reduzindo em 20% o custo logístico — R$ 8 bilhões por ano — e atendendo à futura produção de 144 milhões de toneladas em 2034.

O Ministério dos Transportes enviou os estudos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que depois seguirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao leilão. A pasta também aponta o Corredor Fico-Fiol, de 1.708 km, em ajustes finais para análise, mas sem prazo para funcionamento.

Fonte: Estadão

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Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior, Logística

CMA CGM estende modificações ao serviço ‘Safran’

O serviço conecta a Europa com a costa leste da América do Sul

A CMA CGM anunciou que manterá as modificações em seu serviço Safran, que conecta a Europa à costa leste da América do Sul. Desde junho de 2025, o porto de London Gateway (GBLGP) foi temporariamente substituído por Southampton (GBSOU) devido ao congestionamento no terminal. Após uma reavaliação, decidiu-se manter a escala em Southampton para quatro rotas adicionais em setembro.

Os navios e rotas afetados são:

  • M/V “Maersk Laguna”; 0EWL8N1MA (sentido norte) / 0EWLPS1MA (sentido sul) – chegada estimada (ETA) em Southampton: 4 de setembro.  
  • M/V “San Marco Maersk”; 0EWLAN1MA (norte) / 0EWLRS1MA (sul) – ETA Southampton: 11 de setembro.
  • M/V “Maersk Londrina”; 0EWLCN1MA (norte) / 0EWLTS1MA (sul) – ETA Southampton: 18/09/25: 11 de setembro.
  • M/V “Maersk Lins”; 0EWUGN1MA (NB) / 0EWLVS1MA (SB) – ETA Southampton: 25 de setembro.

A carga originalmente destinada ao London Gateway será descarregada em Southampton com seu respectivo BL.

Mantida a mudança, o itinerário do serviço ‘Safran’ será o seguinte: Southampton – Roterdã – Hamburgo – Antuérpia – Tânger – Santos – Paranaguá – Buenos Aires – Montevidéu – Rio Grande – Paranaguá – Santos – Tânger.

Fonte: Mundo Marítimo

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Logística

FIESC lança pesquisa para embasar estudo sobre custos logísticos na indústria

Trabalho, em parceria com a UFSC, identifica gargalos e subsidia argumentos para cobrar investimentos em infraestrutura; indústrias participantes recebem diagnóstico individual

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acaba de lançar mais uma edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais, em parceria com a UFSC. O objetivo é identificar o impacto dos custos da logística nas indústrias de Santa Catarina, tanto a parcela de custos internos como da porta para fora, como o custo de transportes.  

Os dados subsidiam análises e diagnósticos setoriais e regionais, e identificam oportunidades de melhoria e de incremento da competitividade. Além disso, embasam argumentos da Federação em prol de obras, ampliações e manutenções de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias e cobrar das autoridades melhorias na  infraestrutura de transportes.

A FIESC iniciou uma nova edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais e solicita às empresas que participem do levantamento respondendo ao questionário. Cada indústria que responder receberá um diagnóstico individual dos seus custos logísticos e indicativos de melhorias.

A Federação garante a confidencialidade dos dados dos participantes, como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados. Para responder à pesquisa, preencha o cadastro para informar seu interesse e receber um link personalizado, que garante o sigilo absoluto dos dados informados.

Quero participar!

Fontes:

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio, Exportação, Logística

RO TERÁ UMA: Amazônia deve receber 13 corredores de ferrovias para encurtar as exportações

O Brasil abriu novos mercados para os produtos nacionais e o desafio urgente é chegar nos destinos com maior competitividade

Para ganhar agilidade na logística e reduzir o custo final, os investimentos em estradas de ferro devem aumentar para garantir que os produtos cheguem nos destinos em menor tempo e com preços mais competitivos.  

A expansão ferroviária avança rapidamente na Amazônia com quatro rotas ferroviárias em processo ou estudo de concessão; outras duas rotas ferroviárias em construção; e mais 13 ferrovias autorizadas, instrumento criado para ferrovias que permite a construção delas com orçamento privado sem necessidade de concessão.
 
Rondônia será beneficiada com a grande ferrovia transoceânica que ligará o Atlântico ao Pacífico com base logística em Porto Velho, antes de seguir para o Acre e Peru. O vizinho estado do Mato Grosso está mais avançado, pois além dos investimentos em rodovias, o governo daquele estado vem construindo ferrovias estaduais para integrar às grandes linhas férreas. 
 
Esse planejamento mato-grossense seria um ótimo modelo para Rondônia que tem grande produção agropecuária e o transporte é totalmente feito pelo modal rodoviário, considerado o mais caro e que afeta a competitividade dos produtos nas exportações.
 
 
As principais rotas ferroviárias da Amazônia
 
No PPI, as concessões previstas incluem: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol), ligação de Mato Grosso à Bahia, passando por Goiás; Ferrogrão (Sinop/Miritituba), eixo logístico no Mato Grosso até o Pará; Extensão da Ferrovia Norte-Sul (Açailândia/Barcarena), entre Maranhão e Pará. As concessões do Corredor Leste-Oeste e a Ferrogrão também aparecem no PAC (Plano de aceleração do crescimento).
 
No PPA, está prevista a construção de duas grandes rotas ferroviárias: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol); Transnordestina, interligando a Ferrovia Norte-Sul, Pernambuco, Ceará e Piauí. O orçamento público, nesses casos, está aquém do valor total dessas obras, indicando que é usado principalmente para ações complementares como planejamento, estudos, supervisão e desapropriações. Os trechos Salgueiro-Pecém (PE) e Eliseu Martins (PI)-Porto Franco (MA) da Transnordestina também aparecem como estudo para concessão no PAC.
 
O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) realizou um levantamento inédito a partir de dados do Mapa Interativo das Infraestruturas de Transporte, que reúne informações sobre obras em andamento (em construção) no Brasil e projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e Plano Plurianual 2024–2027 (PPA), com foco na Amazônia Legal. Os dados evidenciam a dimensão da expansão de rodovias, hidrovias e ferrovias na região.

Fonte: Rondônia Ao Vivo

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Evento, Inovação, Logística

Programa Rotas para a Inovação conecta startups e setor logístico em Itajaí

O Programa Rotas para a Inovação – Programa de Inovação Aberta do Complexo Portuário, foi oficialmente lançado nesta terça-feira (26) durante evento no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí. A iniciativa é do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação. O objetivo é buscar soluções inovadoras para desafios diários da cadeia logística e produtiva, e estimular o crescimento. 

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o programa representa um marco para o complexo portuário, pois tem como propósito aproximar startups, empreendedores e centros de pesquisa. “A ideia é transformar o Porto de Itajaí em um Porto Inteligente. Juntos, vamos impulsionar novos negócios, gerar empregos, aumentar a renda e fortalecer a economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil”, explica. 

Segundo a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’antonia, a entidade irá atuar como parceira estratégica para dar suporte ao empreendedorismo. A proposta é estimular novos negócios, fortalecer micro e pequenas empresas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região da Foz do Rio Itajaí. “Nossa função é disponibilizar ferramentas que incentivem a adoção de soluções criativas e transformadoras para os negócios”, destacou.

O Programa teve como inspiração projetos desenvolvidos em outros portos do mundo, com foco na inovação e no crescimento. Conforme o diretor financeiro da Invest Itajaí e do Elume, Claudiomir Pedroni, uma dos diferenciais é o caráter colaborativo da ação. “O Programa cria uma ponte: de um lado, as empresas estratégicas e o setor portuário; do outro, um ecossistema de inovação vibrante, formado por startups, empreendedores e pesquisadores”, disse.

O programa na prática

O Rotas para a Inovação prevê quatro encontros, com workshops dedicados à identificação de desafios, aproximação de empresas e startups e desenvolvimento de projetos inovadores. Durante o lançamento, também foi disponibilizado um formulário digital para cadastrar empresas e empreendedores interessados. Todas as etapas serão divulgadas nos sites oficiais dos envolvidos para que empresas e empreendedores interessados possam participar. 

A programação foi encerrada com uma visita técnica ao complexo portuário, onde empresários, representantes do poder público, instituições de ensino e entidades do setor puderam conhecer de perto a infraestrutura e as oportunidades para inovação.

Parceiros

Além do Sebrae/SC, Porto de Itajaí e Elume, o Programa conta com o apoio de instituições como IFSC (Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: DAIANA BROCARDO

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