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Receita Federal moderniza Pedido de Ressarcimento de IPI com sistema online

A partir de 6 de fevereiro de 2026, os contribuintes já podem realizar o Pedido de Ressarcimento de IPI diretamente pelo sistema PER/DCOMP Web, sem necessidade de utilizar o antigo programa PGD PER/DCOMP.

A atualização permite ainda que pedidos retificadores sejam enviados pelo PER/DCOMP Web, mesmo quando o pedido original foi feito pelo PGD, tornando o processo mais simples, rápido e prático.

Vantagens do PER/DCOMP Web

Embora o PGD PER/DCOMP continue disponível, a Receita Federal recomenda o uso do sistema online, que oferece melhorias significativas:

  • Interface moderna e intuitiva, facilitando o preenchimento dos formulários;
  • Recuperação automática de dados da própria Receita Federal;
  • Consulta simplificada e geração de PDF dos documentos enviados;
  • Dispensa de instalação de programas no computador;
  • Maior agilidade, segurança e precisão no envio das informações.

Transformação digital na Receita Federal

A modernização do Pedido de Ressarcimento de IPI reforça o compromisso da Receita Federal com a transformação digital, proporcionando serviços mais eficientes e simplificando a vida dos contribuintes em todo o Brasil.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Invasão ao Terminal de Santarém e protestos contra hidrovias geram tensão; ATP emite nota de repúdio

A ocupação do Terminal Portuário de Santarém (PA) e os atos registrados também contra a Cargill, em São Paulo, intensificaram a tensão em torno do debate sobre a desestatização de hidrovias na região Norte. As ações ocorreram entre os dias 20 e 21 de fevereiro de 2026 e fazem parte de uma mobilização indígena contra o Decreto nº 12.600/2025.

Ocupação do terminal e bloqueios

Na madrugada de sábado (21), indígenas ocuparam o escritório da Cargill no porto de Santarém. De acordo com o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), o movimento integra uma série de protestos iniciados há mais de 30 dias contra a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Além da ocupação, houve bloqueio do acesso de caminhões ao terminal portuário. Segundo a empresa, a Justiça já havia determinado a desocupação da área. Diante da entrada dos manifestantes, funcionários buscaram abrigo em local fechado e foram retirados em segurança. Até o momento, não há registro de feridos.

Paralelamente, em São Paulo, ambientalistas e integrantes de movimentos sociais realizaram ato em frente ao escritório central da Cargill, na zona sul da capital, com bloqueio parcial de vias.

Reivindicações e posicionamentos

O Cita afirma que a mobilização é motivada pela não revogação integral do decreto que prevê a concessão das hidrovias à iniciativa privada. Segundo a entidade, a medida pode afetar a qualidade da água, a pesca, a soberania alimentar e a integridade ambiental da região.

Os indígenas defendem a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, conforme normas internacionais. O governo federal informou que acompanha a situação e reiterou o compromisso com o diálogo, além de ter anunciado anteriormente a suspensão do processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós como gesto de negociação.

Em nota, a Cargill classificou as ações como violentas e afirmou estar em contato com as autoridades para garantir o cumprimento da decisão judicial e a segurança das operações.

ATP repudia invasão e cobra providências

Diante dos acontecimentos, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) divulgou nota de repúdio à invasão do terminal e aos atos registrados. A entidade declarou reconhecer o direito à manifestação, mas ressaltou que invasões, depredações, intimidação de trabalhadores e paralisação de atividades essenciais não podem ser justificadas.

A ATP manifestou solidariedade à Cargill e solicitou medidas imediatas das autoridades para restabelecer a segurança, assegurar a integridade física das pessoas envolvidas e garantir o pleno funcionamento das operações portuárias.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Coletivo Apoena Audiovisual/Divulgação

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Itajaí está entre as dez cidades do Brasil que mais arrecadam tributos

Os 100 municípios que mais recolhem tributos no Brasil respondem por 77,6% de toda a arrecadação nacional, embora concentrem apenas 36,4% da população do país. Entre eles, destaca-se Itajaí, que aparece entre os dez maiores arrecadadores, com R$ 27,1 bilhões em tributos, impulsionada principalmente pela atividade portuária, industrial e logística.

Os dados têm como base informações da Receita Federal referentes a 2024 e consideram os valores atribuídos a cada município. O levantamento ressalta que esses montantes não representam necessariamente os recursos efetivamente recebidos nos cofres públicos locais.

Juntas, essas cidades somaram mais de R$ 1,9 trilhão em impostos no ano.

Os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024

  1. São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
  3. Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
  4. Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
  5. Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
  6. Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
  7. Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
  8. Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
  9. Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
  10. Campinas (SP): R$ 26 bilhões

Indústria e comércio explicam força do Sul e Sudeste

Segundo o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike, a predominância das regiões Sul e Sudeste está associada à forte presença de polos industriais, comerciais e de serviços.

De acordo com o executivo, há municípios com população relativamente menor que registram elevada arrecadação tributária justamente pela concentração de empresas e atividades econômicas. Ele destaca ainda que regiões com forte atuação no turismo, por exemplo, ainda não alcançam o mesmo patamar de recolhimento observado no eixo Sul-Sudeste.

Entre os municípios com destaque industrial e comercial estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas.

Arrecadação per capita: Barueri lidera

No critério de arrecadação per capita, o primeiro lugar ficou com Barueri (SP), que registrou R$ 110,4 mil por habitante em 2024.

Apesar de liderar o ranking geral, São Paulo aparece apenas na 12ª colocação nesse indicador, com R$ 48.854,61 por pessoa — atrás de municípios como Itajaí, Osasco e Brasília.

Reforma tributária pode alterar o ranking

A implementação da reforma tributária deve provocar mudanças no mapa da arrecadação municipal.

Atualmente, o modelo brasileiro prioriza a cobrança de impostos na origem, ou seja, no local onde os bens são produzidos — o que beneficia cidades com grande parque industrial e comercial.

Com as novas regras, a tributação passará gradualmente a ocorrer no destino, onde o consumo acontece. A expectativa é que municípios mais populosos ganhem espaço no ranking ao longo dos próximos anos.

Segundo Olenike, regiões do Norte e do Nordeste podem ser beneficiadas, já que hoje compram mais produtos de outras regiões do que vendem.

Distribuição regional dos 100 maiores arrecadadores

A concentração também é evidente na divisão regional:

Sudeste (53 municípios)
São Paulo: 36
Minas Gerais: 9
Espírito Santo: 4
Rio de Janeiro: 4

Sul (26 municípios)
Santa Catarina: 12
Rio Grande do Sul: 7
Paraná: 7

Nordeste (12 municípios)
Bahia: 3
Pernambuco: 2
Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí: 1 cada

Centro-Oeste (6 municípios)
Goiás: 3
Distrito Federal: 1
Mato Grosso: 1
Mato Grosso do Sul: 1

Brasília se destaca na região Centro-Oeste pela concentração de tributos, impulsionada pela estrutura administrativa federal.

Norte (3 municípios)
Amazonas: 1
Pará: 1
Rondônia: 1

O levantamento evidencia como a distribuição da arrecadação de impostos no Brasil permanece altamente concentrada em grandes centros econômicos.

30 municípios com maior arrecadação

30 municípios com maior arrecadação per capita

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Índia acelera etanol automotivo e coloca Brasil como parceiro estratégico

A Índia praticamente antecipou sua meta de 20% de mistura de etanol na gasolina (E20) e transformou o programa em um eixo central de sua política energética e agrícola. O avanço redesenha a matriz de combustíveis do país e reposiciona o setor sucroenergético, com reflexos que ultrapassam fronteiras e abrem espaço para cooperação com o Brasil.

O que começou como iniciativa de diversificação energética evoluiu para uma estratégia de substituição de importações, redução da vulnerabilidade cambial e fortalecimento da renda no campo.

Meta E20 muda lógica do setor energético

O programa Ethanol Blended Petrol (EBP), acelerado a partir de 2020, elevou a mistura média de etanol de menos de 5% para cerca de 20% em poucos anos.

Para um país que importa mais de 80% do petróleo que consome, cada ponto percentual adicional de etanol na gasolina reduz a exposição a oscilações externas, melhora o déficit energético e cria demanda interna previsível para o agronegócio.

A política deixou de ser apenas ambiental e passou a integrar a estratégia macroeconômica do governo indiano.

Cana lidera, mas milho ganha espaço

A base da produção de etanol indiano continua sendo a cana-de-açúcar. No entanto, eventos recentes de restrição hídrica e preocupações com a oferta de açúcar levaram o governo a incentivar também o etanol produzido a partir de grãos, especialmente o milho.

A diversificação funciona como mecanismo de equilíbrio: reduz a dependência exclusiva da cana e oferece flexibilidade em anos de safra menor ou quando os preços internacionais do açúcar sobem.

Atualmente, a capacidade instalada de produção se aproxima de 20 bilhões de litros por ano, impulsionada por investimentos em destilarias anexas a usinas e em plantas dedicadas ao processamento de grãos.

Política industrial com preços administrados

Diferentemente de modelos baseados em livre mercado, o sistema indiano opera com forte coordenação estatal. O governo define preços diferenciados de compra do etanol conforme a matéria-prima utilizada — melaço, caldo de cana ou milho.

Essa política garante margem mínima aos produtores e previsibilidade às distribuidoras, consolidando o programa como instrumento de política industrial.

Os impactos macroeconômicos são claros: menor gasto com importação de combustíveis fósseis, melhora no balanço externo e redução da exposição a choques geopolíticos. Ao mesmo tempo, há transferência de renda para regiões agrícolas e maior estabilidade financeira no setor sucroenergético.

Brasil entra como parceiro tecnológico

É nesse cenário que o Brasil surge como parceiro estratégico. A Índia não pretende depender estruturalmente de importações de etanol, mas pode aproveitar a experiência brasileira acumulada em décadas de mistura elevada e motores flex.

O país domina tecnologias de produção integrada de etanol de cana, cogeração de bioeletricidade e desenvolvimento de etanol de segunda geração. Essa expertise pode ser compartilhada por meio de engenharia industrial, fornecimento de equipamentos, certificações de sustentabilidade e apoio regulatório.

Desafios estruturais e equilíbrio alimentar

O avanço do E20, contudo, não está livre de tensões. Monções irregulares e ondas de calor têm afetado a produtividade da cana, elevando custos. Em períodos de preços elevados do açúcar no mercado internacional, cresce o incentivo às exportações, o que pode reduzir a oferta para produção de etanol.

Há também questionamentos de parte dos consumidores sobre eficiência e autonomia dos veículos adaptados ao E20, apesar da adequação promovida pelas montadoras.

Além disso, permanece o debate clássico dos biocombustíveis: como equilibrar segurança energética e segurança alimentar.

Consolidação como padrão estrutural

A tendência é de consolidação do E20 como novo padrão estrutural do mercado indiano, com ajustes graduais na participação do milho e aprimoramentos no sistema de preços administrados.

A Índia constrói um modelo próprio, distinto dos sistemas brasileiro e americano, com forte coordenação estatal e foco na redução de vulnerabilidades externas. Nesse contexto, o papel do Brasil não é substituir a produção local, mas agregar eficiência e tecnologia ao sistema.

O etanol na Índia deixou de ser apenas política ambiental. Tornou-se ferramenta de gestão macroeconômica e oportunidade estratégica para um Brasil que detém uma das tecnologias mais maduras do mundo em biocombustíveis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Alíquota da CBS será de 8,8%: veja como funciona a transição da Reforma Tributária

A alíquota da CBS foi definida em 8,8% como referência para a fase definitiva do novo tributo criado pela Reforma Tributária sobre o consumo. A Contribuição sobre Bens e Serviços substituirá o PIS e a Cofins, mas antes da cobrança integral haverá um período de testes a partir de 2026.

A implementação será gradual e seguirá até 2033, dentro do cronograma de transição aprovado, com a promessa de manter a neutralidade da carga tributária.

Fase de testes da CBS começa em 2026

O novo modelo entra em vigor de forma experimental em 2026. Nesse primeiro momento, a CBS será aplicada com alíquota reduzida de 0,9%. Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terá percentual inicial de 0,1%.

Na prática, a tributação conjunta será de 1% sobre as operações.

A etapa foi estruturada para validar sistemas de apuração, recolhimento e creditamento, sem provocar impacto relevante na arrecadação. O objetivo é realizar ajustes técnicos antes da implementação plena.

Alíquota definitiva da CBS a partir de 2027

A cobrança integral da CBS está prevista para começar em 2027. A alíquota de referência de 8,8% foi projetada para manter o nível de arrecadação atualmente obtido com PIS e Cofins.

Embora o percentual esteja definido como base, ele poderá passar por revisões durante o período de transição, caso seja necessário para garantir que não haja aumento ou redução global da carga tributária.

CBS será tributo não cumulativo

Um dos principais pilares do novo modelo é a não cumulatividade. A CBS incidirá sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia produtiva.

Isso significa que empresas poderão descontar créditos relativos ao imposto pago anteriormente, evitando a tributação em cascata que ocorre em determinados casos no sistema atual.

A mudança busca ampliar a transparência, simplificar o cálculo dos tributos e reduzir distorções no sistema de tributação sobre o consumo.

Regimes diferenciados para setores específicos

A legislação prevê a possibilidade de aplicação de regimes diferenciados e redução de alíquotas para determinadas atividades.

Setores como educação e saúde poderão receber tratamento tributário específico, conforme regulamentação complementar. A intenção é reduzir impactos econômicos em áreas consideradas essenciais ou mais sensíveis à carga tributária.

Transição será concluída até 2033

A substituição completa do modelo atual ocorrerá de forma escalonada até 2033. Durante esse período, a CBS e o IBS conviverão com tributos ainda vigentes.

As alíquotas poderão ser ajustadas ao longo da transição, sempre com foco na neutralidade da arrecadação e no equilíbrio entre União, estados e municípios.

FONTE: Portal Contábeis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Reforma Tributária: Receita Federal divulga manuais e leiautes da nova Declaração de Regimes Específicos (DeRE)

A Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou para consulta e download os manuais, leiautes técnicos e uma nova seção de Perguntas Frequentes da Declaração de Regimes Específicos (DeRE). A iniciativa integra o processo de implantação da Reforma Tributária do Consumo, criada pela Emenda Constitucional nº 132/2023.

A liberação antecipada do material técnico tem como objetivo dar mais previsibilidade e segurança à transição para o novo modelo tributário brasileiro.

DeRE é obrigação acessória ligada à CBS

A DeRE passa a ser uma obrigação acessória essencial para a correta apuração da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em operações enquadradas em regimes tributários específicos. A declaração assegura a aplicação adequada das novas regras fiscais previstas na reforma.

Segundo a Receita Federal, o acesso prévio à documentação permite que contribuintes, profissionais da contabilidade e desenvolvedores de sistemas se antecipem às exigências e realizem as adaptações necessárias.

Manuais, leiautes e arquivos técnicos já estão disponíveis

Entre os materiais já publicados pela Receita Federal estão:
Manual do Usuário da DeRE (versão 1.0.00)
Leiautes da DeRE (versão 1.0.0)
Arquivos XSD (versão 1.0.0)
Seção de Perguntas Frequentes, com esclarecimentos sobre o preenchimento e envio da declaração

Caso as informações não sejam suficientes, os contribuintes podem utilizar o canal “Fale Conosco”, disponível dentro da própria área de Perguntas Frequentes.

Onde acessar a documentação da DeRE

A documentação da primeira fase da Declaração de Regimes Específicos pode ser consultada em dois ambientes oficiais.

No site da Receita Federal, o acesso ocorre pela página da Reforma Tributária do Consumo, localizada no menu Acesso à Informação, seguindo para a área de Documentos Fiscais e, em seguida, para a seção da DeRE.

Outra opção é o Portal Sped, onde há uma área específica dedicada à nova declaração dentro do Sistema Público de Escrituração Digital.

Quem está obrigado a entregar a DeRE

Devem apresentar a Declaração de Regimes Específicos os prestadores de serviços financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde — incluindo planos funerários e de saúde animal — e as entidades que exploram concursos de prognósticos, conforme definido na documentação técnica.

A Receita Federal reforça que seguirá disponibilizando orientações e ferramentas para apoiar cidadãos e empresas na adaptação ao novo sistema tributário nacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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O que significam os códigos e siglas nos contêineres?

Os códigos e siglas estampados nos contêineres são fundamentais para a logística global. Padronizados internacionalmente, eles permitem a identificação, o rastreamento e a segurança das cargas que circulam diariamente entre portos, terminais e modais de transporte em todo o mundo.

Mas, afinal, o que significam esses códigos nos contêineres e por que eles são tão importantes para o comércio exterior?

O que é o código de identificação do contêiner?

O principal código presente nos contêineres segue a norma ISO 6346, padrão internacional criado para garantir a identificação única de cada unidade de carga.

Esse código funciona como um registro global do contêiner e é composto por 11 caracteres alfanuméricos, divididos em partes específicas.

Estrutura do código ISO 6346

  • Código do proprietário (3 letras)
    Identifica a empresa proprietária do contêiner. Exemplo: MSK (Maersk), CMA (CMA CGM).
  • Identificador da categoria (1 letra)
    Normalmente a letra U, que indica contêiner de carga.
  • Número de série (6 números)
    Sequência exclusiva que individualiza cada contêiner.
  • Dígito verificador (1 número)
    Gerado por cálculo matemático para evitar erros de leitura ou digitação.

Esse sistema permite que o contêiner seja reconhecido em qualquer país, porto ou terminal.

O que indicam os códigos de tamanho e tipo do contêiner?

Além do código principal, os contêineres exibem um código de tamanho e tipo, geralmente com quatro caracteres, que informa as características físicas e operacionais da unidade.

Esses códigos indicam:

  • Comprimento (20 pés, 40 pés)
  • Altura padrão ou High Cube
  • Tipo de contêiner

Principais tipos de contêineres identificados

  • Dry Container – carga seca
  • Reefer Container – carga refrigerada
  • Open Top – carga com excesso de altura
  • Flat Rack – cargas superdimensionadas
  • Tank Container – líquidos e gases

Essas informações são essenciais para o planejamento do transporte e da estufagem da carga.

Siglas e símbolos de segurança nos contêineres

Os contêineres também exibem informações obrigatórias relacionadas à segurança e à capacidade de carga.

CSC Plate: o que é?

A CSC Plate (Container Safety Convention) é uma placa metálica fixada no contêiner que comprova que a unidade atende às normas internacionais de segurança estrutural, conforme exigido pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Informações de peso e capacidade

Nos contêineres, também aparecem dados como:

  • Tare – peso do contêiner vazio
  • Payload – carga máxima permitida
  • Gross Weight – peso bruto máximo autorizado

Esses dados evitam sobrecargas, acidentes e penalidades operacionais.

Símbolos de cargas perigosas

Quando o contêiner transporta carga perigosa, são aplicadas etiquetas padronizadas conforme normas da ONU, indicando riscos como inflamabilidade, toxicidade ou corrosão.

Por que os códigos dos contêineres são tão importantes?

A padronização dos códigos e siglas nos contêineres garante:

  • Rastreabilidade internacional da carga
  • Segurança no transporte multimodal
  • Conformidade com normas aduaneiras e marítimas
  • Integração entre portos, navios, caminhões e ferrovias
  • Redução de erros logísticos e operacionais

Sem esses códigos, o comércio exterior em larga escala seria inviável.

Códigos de contêiner: muito além da identificação

Embora pareçam apenas números e letras, os códigos dos contêineres são peças-chave da engrenagem logística global. Eles conectam exportadores, importadores, transportadoras, operadores portuários e autoridades aduaneiras, garantindo eficiência, segurança e controle no transporte internacional de mercadorias.

Fontes

  • ISO – International Organization for Standardization
    Norma ISO 6346 – Freight containers – Coding, identification and marking
  • BIC – Bureau International des Containers
    Registro internacional de códigos de proprietários de contêineres
  • IMO – International Maritime Organization
    Convenção Internacional para Contêineres Seguros (CSC)
  • World Shipping Council (WSC)
    Publicações técnicas sobre transporte marítimo e contêineres

TEXTO E IMAGEM: Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial, sob curadoria, revisão e validação editorial da equipe do ReConecta News, com base em fontes públicas, dados oficiais e práticas jornalísticas.

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Comércio Exterior, Informação

Atualização da NCM e Tarifa Externa Comum: Gecex publica a Resolução 852/2026

Gecex altera Anexo VI da NCM e TEC

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou a Resolução Gecex nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, que insere novos produtos no Anexo VI da Resolução nº 272/2021, impactando a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e a Tarifa Externa Comum (TEC). A medida ajusta as classificações e alíquotas de itens de importação e exportação conforme atualizações do Sistema Harmonizado de 2022, promovendo alinhamento técnico e tarifário às novas diretrizes internacionais.

Vigência imediata e implicações para o comércio

A norma já tem efeito a partir da publicação no Diário Oficial da União e passa a incluir centenas de códigos de produto no marco regulatório aduaneiro nacional. Com as atualizações, importadores, profissionais de comércio exterior e setores de compliance tributário devem revisar a classificação fiscal das mercadorias e as alíquotas aplicáveis para garantir conformidade e evitar riscos de autuações ou custos inesperados nas operações internacionais.

FONTE: Diário Oficial da União
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Excesso de umidade eleva risco de fungos no algodão em Mato Grosso

O aumento expressivo das chuvas no final de janeiro colocou os produtores de algodão em Mato Grosso em estado de atenção redobrada. Um levantamento da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) indica que a umidade excessiva criou condições favoráveis ao avanço de doenças fúngicas, com destaque para a mela, enfermidade que atinge a cultura ainda no início do desenvolvimento e pode levar à morte rápida das plântulas.

Risco de tombamento e pressão de pragas no início do ciclo

Diante do cenário climático, a recomendação é de ação imediata no campo para conter o chamado damping-off, caracterizado pelo tombamento das plantas e associado ao fungo Rhizoctonia solani. O boletim técnico também aponta que o calor aliado à umidade estimulou a ocorrência de mosca-branca e pulgões. Apesar disso, o bicudo-do-algodoeiro segue como a principal ameaça à produtividade da safra.

Avanço do plantio varia entre as regiões do estado

Até 30 de janeiro, o plantio do algodão em Mato Grosso havia alcançado 67,75% da área prevista. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram diferenças regionais: o Nordeste apresentava o ritmo mais lento, com 59,79% da área semeada, enquanto o Sudeste liderava os trabalhos, atingindo 73,15%.

Segundo a Ampa, a germinação das sementes tem sido avaliada como satisfatória na maior parte do estado, mesmo com registros pontuais de atraso no calendário de semeadura na última semana.

Prevenção é chave para preservar o potencial produtivo

A orientação técnica reforça a importância do manejo integrado de pragas e doenças, com foco em ações preventivas para impedir a disseminação de focos iniciais no estande. A estratégia busca proteger as lavouras recém-emergidas e assegurar a qualidade da fibra do algodão mato-grossense.

Manejo integrado e expectativa para a safra

Para representantes do setor, o desafio está em equilibrar o aproveitamento da umidade, essencial ao desenvolvimento da cultura, com o controle dos impactos negativos do clima. A eficiência nas ações iniciais deve ser decisiva para o desempenho da colheita nos próximos meses.

“A última semana de janeiro pode ser considerada positiva para o algodão, mas é fundamental manter estratégias integradas de controle para reduzir focos iniciais de infestação e preservar o potencial produtivo da safra”, afirma o presidente da Ampa, Orcival Guimarães.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Fiscalização em postos de combustíveis identifica 362 irregularidades em dois dias de operação

A Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro já identificou 362 irregularidades em postos de combustíveis após dois dias de fiscalização em oito estados e no Distrito Federal. A ação é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e conta com atuação conjunta do Inmetro e da ANP.

Segundo dia registra novas infrações em postos fiscalizados

No segundo dia da operação, encerrado na quarta-feira (4), foram constatadas 148 irregularidades em 51 postos de combustíveis fiscalizados. O balanço considera ações realizadas no Distrito Federal e nos estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Inmetro reprova bicos e determina interdições

Durante as fiscalizações, o Inmetro analisou 804 bicos de abastecimento em 44 postos, verificando se o volume entregue ao consumidor correspondia ao indicado na bomba, além das condições de segurança dos equipamentos.

Como resultado, 129 bicos foram reprovados, levando a 15 interdições e seis autuações apenas no segundo dia.

No acumulado da operação, o órgão já fiscalizou 1.713 bicos abastecedores em 97 postos. As inspeções resultaram na reprovação de 324 bicos, com 61 interdições, 40 autuações e 16 apreensões.

ANP encontra combustível fora dos padrões legais

A ANP realizou, na quarta-feira, 255 testes de qualidade de combustível em 51 postos, identificando irregularidades que resultaram na emissão de 19 autos de infração e na interdição de um bico abastecedor.

Considerando os dois dias de operação, a agência efetuou 498 testes de qualidade em 94 postos fiscalizados, com a emissão de 38 autos de infração, além de duas interdições cautelares e uma apreensão.

Operação integrada reforça defesa do consumidor

A Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro ocorre de forma simultânea em diferentes regiões do país e tem como objetivo combater fraudes na quantidade e na qualidade dos combustíveis. A iniciativa busca ampliar a vigilância de mercado, por meio da atuação integrada de órgãos reguladores, fiscalizadores e de defesa do consumidor.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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