Economia, Industria

Indústria manufatureira desacelera mais do que o PIB

Enquanto o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, indústria da transformação registrou queda de 0,5%, refletindo aumento do custo do crédito e da inadimplência

A política monetária mais contracionista vem surtindo efeito na atividade econômica, tanto que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou desaceleração para 0,4% em relação à alta de 1,4% nos três meses anteriores;

Entre os setores mais afetados pelos impactos dos juros mais elevados está a indústria da transformação, que registrou queda pelo segundo trimestre seguido e ainda teve uma contração mais profunda do que a do PIB, de 0,5%.

Enquanto isso, na média, o setor industrial apresentou variação positiva de 0,5% de abril a junho, na comparação com os três meses anteriores. Especialistas destacam os juros altos e o aumento do endividamento das famílias como fatores para que o consumo de bens duráveis encolha, afetando os dados da indústria da transformação.

Conforme dados do Banco Central, divulgados na semana passada, as novas concessões de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) recuaram 2% nas operações de empréstimos para as famílias, somando R$ 644,1 bilhões. No acumulado do ano até julho, as novas contratações nominais avançaram 12,3% no volume total, mas com as concessões às famílias crescendo em ritmo menor, de 9,5%. Os dados do BC ainda mostram que a inadimplência vem crescendo de forma expressiva. Em julho, chegou a 5,2%, patamar mais elevado desde novembro de 2017.

No primeiro trimestre, a indústria de transformação recuou 1% em relação aos três meses anteriores, enquanto o PIB avançou 1,4% na mesma base de comparação. De acordo com analistas, no segundo trimestre, a indústria seguirá em queda, puxada por esse ramo de atividade. Os setores mais sensíveis à política monetária vêm enfraquecendo, com destaque aos bens de capital e bens de consumo duráveis.

Entidades do setor produtivo, como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e coligadas, seguem criticando o atual patamar da taxa básica da economia (Selic), de 15% ao ano, e defendem que o Banco Central já deveria ter iniciado o ciclo de cortes de juros. Analistas, no entanto, estimam que a Selic só deverá começar a cair no início de 2026, em grande parte, devido ao desarranjo das contas públicas que tende a limitar o impacto da política monetária.

Perspectivas

Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento prevê recuo de 1% a 2% na produção do setor neste ano por conta dos juros mais altos. A maioria das vendas de eletrodomésticos da linha branca e da linha marrom e bens duráveis em geral, depende do crédito, porque é feita de forma parcelada. Além disso, ele ressaltou que, neste ano, não há os mesmos estímulos do governo de 2024, como o Desenrola (programa de renegociação de dívidas). “O setor teve uma boa performance em 2024, mas, neste ano, com os juros mais elevados e o endividamento das famílias está aumentando e a inadimplência também, estamos prevendo queda”, disse.

De acordo com Nascimento, o impacto do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 50% sobre os produtos brasileiros nas indústrias do setor de eletroeletrônico no país é pequeno, porque as vendas para o mercado norte-americano “não chegam a 1% da produção nacional”.

E analistas alertam que a inadimplência já está nos maiores patamares do atual governo, dando sinais de que não deve parar de subir, mesmo com os estímulos para o crédito consignado para o trabalhador privado podem não garantir um avanço maior para a indústria. “De fato, já vemos taxas atualizadas negativas no volume de concessões de crédito de recursos livres também em julho, na recente nota de crédito divulgada nesta semana pelo Banco Central”, destacou Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos.

 “As nossas exportações para os EUA são muito pequenas, e o tarifaço não impacta o nosso negócio. Mas, se houver reciprocidade do governo brasileiro, aí, sim, nossos insumos, como semicondutores e compressores, terão os preços elevados”, afirmou. Contudo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou recentemente ao governo norte-americano que começou os estudos para adotar medidas de reciprocidade.

O presidente da Eletros ainda demonstrou otimismo de que as conversas do setor com o governo para a adoção de políticas públicas visando estimular a troca de eletrodomésticos mais eficientes, tanto no consumo de energia, quanto no consumo de água na produção, além do estímulo fiscal para as famílias de baixa renda mobiliarem as residências adquiridas por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), devem ser retomadas no fim deste ano ou no início do ano que vem. “Estamos tentando retomar as conversas com o governo para essas políticas e buscamos também ampliar os estímulos para a logística reversa, dando destinação mais adequada aos aparelhos antigos na hora da troca”, destacou. 

Fonte: Correio Braziliense


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Industria

IPP: inflação da indústria caiu 0,30% em julho, segundo dados do IBGE

Com 6º resultado negativo seguido, índice acumula queda de 3,42%

O IPP, Índice de Preços ao Produtor, conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes, caiu 0,30% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE.

É o sexto resultado mensal negativo seguido, que faz com que o índice acumule uma queda de 3,42% em 2025. Já no resultado dos últimos 12 meses até julho, o índice tem alta de 1,36%.

Analisando as atividades pesquisadas, houve um equilíbrio entre resultados positivos e negativos, segundo o gerente da pesquisa, Murilo Alvim:

“Com 12 delas apresentando menores preços em julho, na comparação com o mês anterior, assim como também 12 atividades atividades apresentaram maiores preços, mas as duas principais influências tiveram variações negativas, o que ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Pelo terceiro mês seguido, o setor de alimentos foi o que mais influenciou o resultado do IPP no mês. A atividade foi puxada pelos menores preços de diversos produtos, com destaque para o açúcar e o café. O recuo observado nos açúcares está em linha com a queda dos preços internacionais.”

Já o café tem seus menores preços explicados pelos custos de produção mais baixos. Por outro lado, a alta dos minérios de ferro, um movimento que acompanhou a cotação no mercado internacional, foi a principal responsável pelo resultado do setor extrativo, que seguiu na direção contrária da média da indústria e apresentou alta de 2,42% no mês, sendo a principal influência positiva no resultado geral do IPP.

Fonte: Agência Brasil

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Industria

Missão da indústria aos EUA abre oportunidades para acordos futuros, avalia Fiesc

Representante de SC na comitiva da CNI, o 1º vice-presidente da Fiesc, André Odebrecht, avalia que a série de reuniões permitiram maior entendimento sobre o mercado dos EUA

Apesar da questão política ainda impedir um acordo entre Brasil e Estados Unidos para reduzir a tarifa de 50%, a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a Washington quarta e quinta-feira (03 e 04) desta semana teve resultados positivos na avaliação do 1º Vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), André Odebrecht. Ele destaca que o grupo de industriais do Brasil participou de reuniões com diversas lideranças americanas representantes do Congresso, Câmaras de Comércio, órgãos do governo, associações setoriais e clientes de empresas brasileiras.

– Todos estes protagonistas estão mais bem informados sobre o ambiente de negócios brasileiro, a qualidade dos produtos e a capacidade de inovação e competitividade de nossas indústrias. Além disso, estão cientes do risco que a ausência de produtos brasileiros em algumas cadeias produtivas ou mercados consumidores pode provocar tanto do ponto de vista de perda de qualidade como da diminuição da concorrência e seus potenciais efeitos negativos sobre a economia norte-americana – destacou Odebrecht.

De acordo com o industrial catarinense, integrantes da missão concluíram que falta muita informação sobre a realidade brasileira em Washington. Além disso, o setor industrial do Brasil precisa acompanhar as investigações que o governo americano está realizando nas seções 232 e 301.

O grupo pôde acompanhar, na quarta-feira (03), uma defesa oral em favor do Brasil, feita pelo embaixador Roberto Azevêdo. Foi no escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação aberta na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Para Odebrecht, a série de contatos feitos pelos industriais durante essas visitas abre caminhos para futuras negociações, “quando o ambiente político estiver mais favorável”.

Os empresários da missão aproveitaram esses contatos para mostrar o quanto boa parte das empresas brasileiras exportadoras são inovadoras e estratégicas ao mercado americano.

Odebrecht destacou também o fato de empresários dos EUA serem os que mais investem no Brasil e, também, o aumento de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, em especial indústrias.

Os Estados Unidos são o país com o maior montante de investimentos privados no Brasil, mas os investimentos diretos de empresas brasileiras também cresceram no mercado americano. Desde 2019, o país ocupa a 5ª posição entre os principais destinos de investimento do Brasil.

Presidente da CNI avalia missão

Líder da missão empresarial aos EUA, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ao jornal O Globo, que os presidentes dos dois países – Brasil e EUA – precisam conversar para buscar uma redução de tarifas. Segundo ele, isso deve ser encaminhado após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

A missão empresarial da CNI foi integrada por 130 empresários e líderes de associações setoriais e incluiu agendas nesta quarta e quinta-feira (03 e 04 de setembro). O objetivo foi abrir caminhos para reverter a taxa de 50% a produtos brasileiros nos EUA.

Empenho frente ao tarifaço

O forte empenho da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina na busca de solução para o tarifaço tem mais de uma razão. A primeira é porque os EUA são o maior mercado exportador da indústria catarinense e diversas empresas estão sem poder vender para aquele mercado deste a entrada em vigor da taxação de 50%.

Outra razão é que, tanto o presidente da entidade, Gilberto Seleme, quanto o 1º vice-presidente, André Odebrecht, são acionistas e líderes de empresas que exportam para os Estados Unidos. Por isso, conhecem praticamente todos os desafios do tarifaço.

Fonte: NSC Total

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Industria

Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto

Setor chega a quatro meses sem crescimento

A produção da indústria no país recuou 0,2% na passagem de junho para julho. Com esse resultado, o setor chega a quatro meses seguidos sem crescimento, o que é explicado pelo ambiente de juro alto.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (3) pela Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De abril a julho, a indústria acumula perda de 1,5%, sendo quedas em abril (-0,7%) e maio (-0,6%) e estabilidade em junho (0%). A última vez que o parque industrial brasileiro somou quatro meses sem expansão foi entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023.

Em relação a julho de 2024, a produção da indústria nacional mostra avanço de 0,2%. Nos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,9%.

O resultado de julho deixa o setor 1,7% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15,3% abaixo do nível recorde já alcançado, de maio de 2011.

Em relação ao patamar final de 2024, o setor teve expansão de 0,3%.

Efeito do juro alto
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o cenário predominante negativo desde abril é explicado pela política monetária restritiva, ou seja, os juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para tentar conter a inflação.

“Em termos conjunturais, destacam-se os efeitos de uma política monetária mais restritiva – que encarece o crédito, eleva a inadimplência e afeta negativamente as decisões de consumo e investimentos. Esses fatores contribuíram para limitar o ritmo de crescimento da produção industrial no período, refletindo-se em resultados mais moderados frente aos meses anteriores”, analisa Macedo.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006. Os juros altos têm o efeito de desestimular o consumo e o investimento para esfriar a economia e diminuir a procura por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.

Em julho, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou acúmulo de 5,23% em 12 meses, fora da meta do governo 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%.

A taxa está acima do teto desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril, chegou a 5,53%, o ponto mais alto desde então. 

Setore
Na passagem de junho para julho, o IBGE identificou queda em 13 das 25 atividades industriais. Os destaques negativos foram:

  • metalurgia (- 2,3%)
  • outros equipamentos de transporte (-5,3%)
  • impressão e reprodução de gravações (-11,3%)
  • bebidas (-2,2%)
  • manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,7%)
  • equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2%)
  • produtos diversos (-3,5%)
  • produtos de borracha e de material plástico (-1%)

Entre as atividades com alta na produção, os principais impactos positivos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%), indústrias extrativas (0,8%) e produtos químicos (1,8%).

Em relação às grandes categorias, bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%) registraram altas na passagem de junho para julho. Bens de capital são máquinas e equipamentos.

Por outro lado, bens intermediários, ou seja, que serão transformados em outros produtos, cresceram 0,5% e bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 0,1%.

Tarifaço
De acordo com André Macedo, o resultado de julho teve reflexos também do tarifaço americano, que só começou na primeira semana de agosto. Isso se explica pelo fato de que a ameaça de taxação das exportações brasileiras para os Estados Unidos mexeu com expectativas e decisões futuras de empresários, principalmente os que têm atividades voltadas para o mercado externo.

Macedo ressalta que a predominância negativa desde abril é fundamentada pela política de juros.

“Dentro do resultado geral, [o tarifaço] não tem muita importância no momento”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Exportação, Industria

FIESC apresenta pacote de apoio a grandes indústrias exportadoras

Executivos e empresários conheceram medidas de suporte da Federação a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) apresentou nesta segunda-feira (1) a empresários e executivos de grandes indústrias exportadoras catarinenses, os detalhes do programa desTarifaço. O pacote de medidas da Federação e suas entidades (SESI, SENAI e IEL) busca amenizar os impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Participaram da reunião representantes de indústrias como Fey, Portobello, Rohden, Bovenau, WEG, Altona, ArcelorMittal, Bouton, Tecnofibras e Duas Rodas.

Durante o encontro, as indústrias destacaram o empenho e a contribuição da FIESC na formulação de políticas públicas, como o pacote de apoio do governo do estado. Entre as sugestões para os próximos passos estão a defesa de uma regulamentação rápida do programa Reintegra, do governo federal, e também da desburocratização do acesso ao crédito, para dar mais celeridade ao processo de liberação dos recursos.

Os executivos participantes também salientaram as iniciativas que estão promovendo nos Estados Unidos com seus clientes, num esforço para incluir mais produtos na lista de isenção. Também explicaram estratégias para ampliar mercados no exterior.

Confira detalhes sobre o programa desTarifaço.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria

Tarifaço azeda de vez o humor da indústria brasileira, mostra CNI

Entre junho e agosto o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das empresas exportadoras caiu

O mau humor entre os exportadores  supera o pessimismo que já domina a indústria. Os exportadores brasileiros registraram índice de confiança inferior ao das indústrias que dependem apenas do mercado interno. O dado foi divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 1º.

Entre junho e agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das empresas exportadoras caiu de 50,2 para 45,6 pontos, ficando  abaixo da linha de 50 que separa confiança de falta de confiança. Desde o dia 6 de agosto metade de tudo que o país exporta para os Estados Unidos está pagando nova tarifa de 50% O cenário de incerteza se amplia com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, previsto para esta semana, já que o tarifaço imposto ao Brasil tem forte motivação política.

Inversão

A queda ocorreu em duas etapas. Em julho, o ICEI recuou 1,7 ponto. Com a entrada em vigor do tarifaço americano sobre parte dos produtos brasileiros, em agosto, houve nova redução de 2,9 pontos, segundo a CNI.

O  movimento, segundo o gerente da pesquisa, altera o padrão em que exportadores costumavam apresentar indicadores acima da média. “As taxas de juros elevadas penalizam o consumo dentro do país. Mas as empresas exportadoras, com a opção de vender para o exterior, contornavam a queda da demanda no mercado doméstico e, por isso, mostravam confiança superior à média da indústria”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Agora o ICEI dos exportadores (45,6) ficou abaixo do ICEI geral (46,1), que  está em nível de falta de confiança há oito meses.

O resultado pesa no Índice de Expectativas, que mede a confiança em relação ao futuro da economia e dos próprios negócios, que recuou 5 pontos no período, de 52,2 para 47,2 pontos.

Fonte: Veja

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Industria

Indústria pede prudência e insistência no processo de negociações com os EUA

FIESC integra comitiva da CNI a Washington na semana que vem para reuniões bilaterais e preparação da defesa do setor produtivo brasileiro na investigação nos termos da Seção 301

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias de SC (FIESC) defendem a persistência no uso de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos nocivos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige cautela e discussões técnicas. Neste sentido, uma comitiva liderada pela CNI com líderes de associações e empresários industriais desembarcará no começo da semana que vem em Washington, para uma série de compromissos com empresários e representantes do poder público dos EUA.

Entre os participantes da missão aos EUA estará o primeiro vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, que representará os interesses do setor exportador catarinense. Segundo Gilberto Seleme, presidente da FIESC, o objetivo será a busca de abertura de exceções nas tarifas para os principais produtos da pauta exportadora de SC.

Alban destaca também que é importante observar que as economias brasileira e americana são complementares. Na corrente de comércio, os bens intermediários (insumos produtivos) representaram 58% do que foi comercializado entre os dois países na última década.

A agenda em Washington contempla encontros bilaterais entre instituições empresariais brasileiras e suas contrapartes e parceiros nos EUA, e reunião plenária para discutir os impactos comerciais e estratégias para aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

A CNI também vai promover encontros estratégicos preparatórios para a defesa do setor industrial na audiência pública, marcada para o dia 3 de setembro, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Como representante do setor industrial brasileiro, a CNI formalizou uma manifestação em defesa do Brasil, argumentando que o país não adota práticas injustificáveis, discriminatórias ou restritivas ao comércio bilateral.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria

Indústria de SC é destaque no Prêmio Valor de Inovação

WEG integra lista das top 10 mais inovadoras e lidera categoria eletroeletrônicos; projeto da Tupy em parceria com SENAI é destaque

As empresas mais inovadoras do país foram homenageadas na 11ª edição do anuário “Valor Inovação Brasil”, principal premiação nacional no campo de pesquisa, desenvolvimento e inovação do país. Empresas de SC, ou com atuação relevante no estado, foram classificadas entre as mais inovadoras no ranking das 150 identificadas em pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Strategy&, da PwC, com destaque para a WEG, a única indústria catarinense entre as top 10 do país.

Na 10ª posição no anuário, a empresa teve 55% do faturamento do ano passado originado de produtos novos, lançados nos últimos cinco anos. Para manter o ritmo, investiu R$ 1,1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2024, o equivalente a aproximadamente 2,8% da receita operacional líquida.

Com 66 fábricas e 144 laboratórios de testes em 13 países, a empresa atua em duas grandes frentes de inovação. A primeira segue uma das principais tendências do setor: a busca de mais sustentabilidade, com redução nas emissões de carbono. O segundo eixo tem foco na inteligência artificial (IA) e digitalização de processos industriais, com criação de sistemas e software usados internamente e vendidos a terceiros. A WEG também é a primeira na categoria eletroeletrônicos, seguida pela Whirlpool.

A fabricante de eletrodomésticos de Joinville abriga o maior centro global de pesquisa e desenvolvimento em refrigeração da vice-campeã da categoria eletroeletrônicos. “Desenvolvemos aqui tecnologias que depois são adotadas em países como Estados Unidos, Índia e México”, afirmou ao Valor Eduardo Vasconcelos, diretor jurídico e de relações governamentais da Whirlpool. A companhia investe de 3% a 4% do faturamento em inovação.

Alimentos e Bebidas
Na categoria Alimentos e Bebidas, a Duas Rodas ficou na 5ª colocação. A posição leva em conta os investimentos de 5% a 6% de sua receita em inovação. “Nosso foco atual são os bioativos, que é tudo o que conseguimos concentrar dentro de uma planta, vegetal, fruta, e que tenha relevância para ser inserida em um alimento”, explicou Rosemeri Francener, CEO da Duas Rodas. Um exemplo de inovação da empresa de Jaraguá do Sul é a vitamina C que é extraída da acerola. “Estávamos querendo substituir completamente a vitamina sintética. Começamos com 5%, 10% e hoje estamos com 40% — o restante é um veículo natural, à base de mandioca. É única no mundo”.

Bens de Capital
A categoria bens de capital tem três empresas com atuação em SC. A Tupy, segunda colocada, destinou R$ 58,5 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, dos quais 74% foram aplicados em projetos relacionados à sustentabilidade. A solução, já disponível no mercado, mantém até 85% dos componentes originais dos motores, reduz custos operacionais, com uma economia de até 40% nos gastos com combustível, e permite uma queda de até 60% nas emissões de CO2. Neste ano a Tupy também lançou seu motor a etanol para tratores.

A companhia também desenvolveu uma plataforma própria de inteligência artificial (IA) estruturada em três frentes: IA clássica, para prever falhas ainda na etapa inicial da produção; IA embarcada, com reconhecimento de imagem para controle de montagem de moldes; e IA generativa, que atua como assistente interativo para os operadores e técnicos. O sistema foi desenvolvido em parceria com o SENAI/SC e empresas apoiadas pela ShiftT, a aceleradora de startups da companhia.

A Nidec, terceira colocada em bens de capital, que investe entre 3% e 4% de seu faturamento em desenvolvimento tecnológico, registrou entre 2023 e 2024 mais de 40 patentes desenvolvidas por suas equipes no Brasil. Uma das inovações da Nidec é um novo compressor para refrigeradores e freezers de uso doméstico, da linha VES. Os compressores tradicionais trabalham a uma velocidade fixa e desligam quando o refrigerador atinge a temperatura programada, enquanto nos equipamentos da linha VES a velocidade e a capacidade de refrigeração variam de acordo com a demanda, reduzindo o consumo de energia.

Na quarta posição, a Thyssenkrupp se destaca pelo projeto das Fragatas Tamandaré que envolve a construção simultânea de três embarcações em um único estaleiro, o que é inédito no país. Elas estão sendo construídas na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, estaleiro que pertence ao grupo alemão, em parceria com a Marinha do Brasil. Entre as inovações do projeto está a solução StandPipe Vision AI, um sistema baseado em IA que realiza inspeções automatizadas em fornos de coque de usinas siderúrgicas.

A empresa usa uma metodologia construtiva totalmente digitalizada e acessível em totens e tablets e que elimina o uso de uma grande quantidade de documentos impressos que precisam ser constantemente atualizados, além de uma ferramenta de realidade aumentada na montagem das fragatas, que permite validações em tempo real de cada etapa.

Materiais de construção
A primeira posição na categoria materiais de construção é da Dexco, detentora de marcas como Deca, Portinari e Hydra. Dos R$ 2,5 bilhões aprovados para o crescimento da empresa entre 2021 e 2026, 10% são voltados à inovação disruptiva. Só o programa Open Dexco alocou, nos últimos três anos, R$ 2,7 milhões em 35 projetos-piloto para resolver “dores” de qualquer natureza do negócio.

Segunda empresa do setor de materiais de construção mais inovadora do Brasil, a Ciser, fabricante de fixadores, aposta no hub Colmeia, que engloba as áreas de P&D avançada, inovação aberta e gestão de projetos. Além disso, desenvolve programas como o HackaCiser (hackaton voltado para solucionar problemas internos) e o Desafix (busca startups para solução de problemas operacionais, de custo etc.) Com investimento entre 1% e 5% da receita operacional líquida em inovação, a empresa desenvolveu uma série de novos produtos, como o Nanotec 45K (revestimento para aplicação em fixadores instalados em ambientes altamente corrosivos por chuva ácida).

Quarta colocada no ranking da categoria, a Tigre, líder em tubos e conexões de PVC, investe cerca de 1% do seu faturamento anual em inovação. A decisão tem mostrado resultados: entre 6% e 7% da receita da indústria de SC vem de produtos lançados nos últimos cinco anos. “Isso demonstra que a inovação não só abre portas em novos mercados, como também gera fidelização de clientes ao entregar soluções mais eficazes, sustentáveis e adaptadas às demandas atuais”, disse ao Valor o head de inovação, Guilherme Lutti. Um exemplo é a Multifam, estação de tratamento com capacidade para atender até duas mil residências e que, segundo a empresa, mantém a eficiência com menor impacto ambiental — consome 45% menos energia e ocupa área 40% menor.

Outros setores
A ArcelorMittal, com atuação em São Francisco do Sul, foi a 3ª colocada na categoria mineração, metalurgia e siderurgia. 
Na categoria papel e celulose, três empresas com atuação em SC foram classificadas entre as cinco primeiras: Klabin (2ª), Irani (3ª) e Smurfit Westrock (5ª)

O processo de apuração teve o apoio de três professores especializados: Dora Kaufman, professora do programa Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP; Hugo Tadeu, professor e diretor do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral; e Luiz Serafim, professor na FIA, FGV, Inov, Esalq/USP e O Novo Mercado.

Com informações do Valor Econômico e das assessorias de imprensa das empresas

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação, Industria

Indústria prevê queda nas exportações pela primeira vez desde 2023 com impacto do tarifaço

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros começa a impactar as expectativas da indústria. O índice que mede a projeção de exportações para os próximos seis meses caiu 5,1 pontos em agosto, recuando para 46,6 pontos. A expectativa de queda nas vendas externas não ocorria há 21 meses, desde novembro de 2023, segundo a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira.

A própria CNI reduziu de 2% para 1,7% a estimativa de crescimento da indústria em 2025, em meio aos efeitos dos juros altos e ao agravamento do cenário externo. A confederação calcula que a medida deve reduzir em mais de US$ 5 bilhões o valor exportado neste ano, levanto a uma queda da projeção para US$ 341,9 bilhões. Com isso, o superávit comercial deve cair 14% em relação a 2024, para US$ 56,6 bilhões.

– A piora das expectativas de exportações da indústria está muito relacionada às incertezas do cenário externo, principalmente em função da nova política comercial americana – afirma Isabella Bianchi, analista de Políticas e Indústria da CNI, em nota.

Desde 6 de agosto, quase metade da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos está sujeita à tarifa combinada de 50% imposta pelos americanos. Segundo levantamento da CNI, em 2024, a exportação desses bens alcançou US$ 17,5 bilhões, segundo levantamento da CNI.

Os efeitos do tarifaço também se refletem nas expectativas de emprego. O índice que mede a projeção de postos de trabalho caiu para 49,3 pontos em agosto, indicando que os empresários não esperam mais crescimento na contratação nos próximos meses.

Além disso, a pesquisa mostra ainda retração nos índices de expectativa de demanda (53,1 pontos) e de compras de insumos e matérias-primas (52,1 pontos). Embora ambos ainda estejam acima da linha de 50 pontos (o que indica crescimento), o ritmo projetado é menor que em julho.

O índice de intenção de investimento também recuou, para 54,6 pontos, menor patamar desde outubro de 2023, embora ainda acima da média histórica.

Fonte: O Globo

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Industria

Expectativa de crescimento da indústria em 2025 cai para 1,7%, diz CNI

Projeção de crescimento econômico continua em 2,3%. Agro e mercado de trabalho devem sustentar PIB em meio ao tarifaço

Pressionada pelos juros altos e o cenário externo turbulento, a indústria deve crescer menos em 2025. O Informe Conjuntural do 2º trimestre, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (19), reduz de 2% para 1,7% a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Por outro lado, a projeção para a agropecuária é de alta significativa, passando de 5,5% para 7,9%. O setor, somado a um mercado de trabalho aquecido, deve sustentar o crescimento de 2,3% do PIB mesmo em meio ao aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras. 

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, ressalta que a composição do crescimento da economia para 2025 não deve ser tão positiva como no ano passado. 


“Quando abrimos os números, identificamos um problema: os setores mais próximos do ciclo econômico, como a indústria e os serviços, têm apresentado um dinamismo cada vez menor. Nesse cenário, a projeção para o PIB não mudou porque a safra agrícola foi maior do que imaginávamos e o mercado de trabalho continua bastante aquecido, mas a composição do crescimento não é tão positiva”, avalia. 


Confira o comentário completo do diretor:

Exportações devem cair mais de US$ 5 bi 

Embora o volume de exportações tenha crescido 2%, os preços das exportações caíram 2% entre janeiro e julho de 2025. Nesse cenário, as exportações totalizaram US$ 198 bilhões no período, ante US$ 197,8 bilhões entre janeiro e julho de 2024. 

Além disso, a imposição de uma tarifa de 50% para parte das exportações brasileiras pode desacelerar o fluxo de vendas da indústria de transformação para os Estados Unidos. Nos sete primeiros meses do ano, o setor exportou US$ 19 bilhões para os EUA, 7% a mais do que no mesmo recorte do ano passado. Parte do resultado positivo se deve à antecipação de importações pelas empresas americanas como resposta à nova política comercial dos EUA. 

Em meio ao cenário externo incerto, a CNI diminuiu de US$ 347,3 bilhões para US$ 341,9 bilhões o valor previsto para as exportações brasileiras, uma queda de US$ 5,4 bilhões em relação ao Informe Conjuntural do 1º trimestre. 

“Grande parte da redução nas exportações se deve ao aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. É importante que essas taxas adicionais sejam reduzidas, pois as medidas compensatórias anunciadas pelo governo são positivas, mas não são capazes de substituir o mercado americano para um número grande de empresas e setores”, explica Mário Sérgio Telles.

Apesar dos riscos de desvio de comércio e do crescimento da compra de bens intermediários e de bens de capital no 1º semestre, as importações devem perder ritmo no restante do ano por causa da desaceleração da atividade industrial. Projeta-se que as importações atinjam US$ 285,2 bilhões e não mais US$ 283,3 bilhões, como previsto. 

Com isso, a balança comercial brasileira deve ser superavitária em US$ 56,6 bilhões em 2025, valor 14% menor do que no passado. 

Indústria de transformação vai crescer menos que o previsto

A indústria de transformação registrou resultados negativos no 1º semestre de 2025, depois de crescer 3,8% em 2024. A demanda por bens industriais não apresenta o mesmo ritmo do ano passado, o que impactou a produção e o faturamento do setor nos últimos meses. A CNI avalia que os juros altos, o ritmo aquecido das importações e a provável queda das exportações – por causa da nova política comercial dos EUA – vão restringir a atividade industrial. Por isso, projeta-se que o PIB da indústria de transformação deve subir 1,5% em 2025. Vale lembrar que a CNI previa crescimento de 1,9% para o setor. 

Para o diretor de Economia da CNI, a perda de ritmo da indústria de transformação é preocupante. “Mesmo com várias medidas acertadas, como a Nova Indústria Brasil e o Programa de Depreciação Acelerada, o crescimento da indústria de transformação deve cair muito em comparação ao ano passado. Isso se deve, principalmente, à taxa de juros elevadíssima e ao aumento das importações, em parte por causa da política comercial americana”, destaca Mário Sérgio Telles. 

Embora também sinta os efeitos da desaceleração econômica, a indústria da construção seguirá aquecida graças à continuidade dos projetos iniciados em 2024 e ao bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, cujos lançamentos cresceram 31,7% no 1º trimestre. Por isso, a CNI mantém em 2,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor. 

A indústria extrativa também será um dos destaques positivos do crescimento econômico de 2025. Não à toa, a CNI dobrou de 1% para 2% a expectativa de alta do setor, principalmente pelo aumento da produção de petróleo. Já o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos teve sua previsão de alta mantida em 2,5%. 

As condições climáticas favoráveis, a produção animal e a safra recordes impulsionam a agropecuária, que deve liderar o crescimento da economia em 2025, com alta de 7,9%. Além disso, o setor é menos sensível ao ciclo econômico e, por ser voltado principalmente à demanda externa, seu mercado consumidor é bem menos afetado pelos juros elevados. 

O setor de serviços deve continuar apresentando ritmo de crescimento modesto ao longo do ano, e o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de crescimento robusto do rendimento médio dos trabalhadores devem impedir uma retração do setor, cujo PIB deve subir 1,8% em 2025.

Mercado de trabalho vai crescer acima das expectativas 

A criação de empregos e a massa de rendimento dos trabalhadores cresceram acima das expectativas da CNI nos primeiros meses do ano. Para a segunda metade de 2025, o mercado de trabalho deve apresentar relativa estabilidade, uma vez que a economia deve crescer menos. O número de pessoas ocupadas deve aumentar 1,5% em 2025, 0,6 ponto percentual acima da projeção anterior.

Já a massa de rendimento real deve subir 5,5%, 0,7 ponto percentual a mais do que estimava o 1º Informe Conjuntural.  Com isso, a taxa de desocupação média deverá registrar o menor patamar da história pelo segundo ano consecutivo, ficando em 6%. 

Selic vai continuar igual e inflação cairá para 5%

Até julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 5,2% em 12 meses, situando-se acima da meta de 3%. No entanto, a inflação deve começar a ceder no 2º semestre, fechando o ano em 5%, acima do resultado de 2024, quando subiu 4,8%. 

A inflação atual, as expectativas para o IPCA e as incertezas do cenário externo devem contribuir para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano até o fim de 2025. A política monetária contracionista deve limitar a 5,8% o crescimento real das concessões de crédito, abaixo dos 10,6% de 2024. 

Governo deve cumprir meta de resultado primário

As despesas primárias do governo federal devem crescer 3,3% em 2025, ante uma elevação de 2,2% da receita líquida, já considerando a arrecadação extra por causa do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e pela antecipação dos leilões de áreas não contratadas do pré-sal. Com isso, o governo deve encerrar o ano com déficit primário de R$ 22,9 bilhões, o equivalente a 0,2% do PIB, respeitando o limite inferior da meta de resultado primário, que é de déficit de R$ 31 bilhões (0,25% do PIB). 

A dívida bruta deve subir de 76,5% do PIB, em 2025, para 79% do PIB, em 2025. Para a CNI, sem um controle mais rígido das despesas obrigatórias, não será possível reverter a trajetória de crescimento da dívida pública.

Fonte: Portal da Indústria

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