Economia

Economia da China no Ano do Cavalo: crescimento sustenta ritmo ou pressiona o Brasil?

Enquanto o Brasil celebra o Carnaval, a China inicia o Ano do Cavalo de Fogo, reacendendo debates sobre os rumos da economia da China em 2026 e seus reflexos no cenário global. Analistas avaliam se a segunda maior economia do planeta terá força para acelerar ou se continuará enfrentando obstáculos estruturais — com impactos diretos sobre o Brasil.

Crescimento chinês esbarra em desequilíbrio estrutural

Apesar de ter registrado expansão de 5% no último ano, dentro da meta oficial, o país asiático convive com um problema persistente: o descompasso entre oferta e demanda.

O índice de preços ao produtor acumula 40 meses consecutivos de queda, sinalizando excesso de capacidade industrial. Já o índice de preços ao consumidor avançou apenas 0,2% em janeiro na comparação anual. Paralelamente, as vendas no varejo seguem no ritmo mais fraco desde a crise provocada pela pandemia em 2020.

O diagnóstico é claro: a demanda interna chinesa permanece enfraquecida.

Estímulos evitam crise maior no setor imobiliário

Para conter riscos sistêmicos, o governo adotou pacotes robustos de incentivo. Segundo Lucas Sigu Souza, da Ciano Investimentos, as medidas praticamente eliminaram a chance de um colapso em cadeia no setor imobiliário chinês, que atravessa forte retração.

Ainda assim, estabilização não significa retomada. Marianna Costa, da Mirae Asset, avalia que o modelo baseado na expansão imobiliária perdeu força. Há sinais de acomodação, mas não de um novo ciclo consistente de crescimento.

Os números reforçam o cenário desafiador:

  • Investimento imobiliário caiu 17,2%;
  • Cerca de 80 milhões de imóveis permanecem encalhados;
  • Vendas de novas propriedades atingiram o menor nível em mais de 15 anos;
  • Preços de imóveis usados registraram forte queda.

Com famílias impactadas pela desvalorização patrimonial e governos locais pressionados por perda de arrecadação, o setor continua sendo um dos principais focos de atenção.

Exportação de deflação e impactos globais

Com o consumo doméstico cerca de 20 pontos percentuais abaixo da média mundial — e investimentos financiados por dívida acima desse patamar — a alternativa tem sido direcionar o excedente produtivo ao exterior.

Esse movimento caracteriza a chamada exportação de deflação: ao ampliar as vendas externas com preços mais baixos, a China pressiona o valor de bens industriais no mercado internacional.

Como a economia da China afeta o Brasil

Os efeitos sobre o Brasil são ambíguos.

Indústria brasileira sob pressão

Segmentos como siderurgia e metalurgia tendem a enfrentar maior concorrência com produtos chineses mais baratos. Por outro lado, a importação de insumos a preços reduzidos pode gerar efeito desinflacionário em diversos setores.

Commodities: cautela no radar

No setor mineral, a fraqueza da construção civil chinesa limita a demanda por aço e minério de ferro, mantendo preços pressionados.

Entretanto, há um contraponto relevante: a transição energética e o avanço da indústria de veículos elétricos podem sustentar a procura por minério e aço. Nesse contexto, empresas como a Vale podem não registrar forte expansão de receitas vindas da China, mas também não necessariamente enfrentar uma retração abrupta, caso o PIB chinês se mantenha estável.

Agronegócio e frigoríficos

No agronegócio brasileiro, o cenário tende a ficar mais competitivo. A China, como compradora dominante de diversas commodities agrícolas, pode intensificar a pressão por preços mais baixos.

Além disso, o avanço da produção interna chinesa de aves e suínos pode afetar exportadores de carne bovina. Empresas como JBS, BRF e Minerva podem enfrentar maior competição, especialmente se a oferta doméstica chinesa crescer.

Investir na China: oportunidade ou armadilha?

Para investidores brasileiros interessados em exposição à Ásia por meio de ETFs ou BDRs, especialistas recomendam seletividade.

Os ativos chineses apresentam valuations descontados, mas carregam riscos estruturais e geopolíticos. A possibilidade de novas tarifas comerciais e incertezas políticas adiciona volatilidade ao cenário.

A preferência, segundo analistas, deve recair sobre setores como tecnologia e financeiro, evitando exposição relevante ao mercado imobiliário. Há ainda o risco de “value trap”, caso a transição para um modelo baseado em consumo demore mais que o esperado.

Perspectiva para 2026

O consenso entre especialistas aponta que a China conseguiu evitar um choque sistêmico, mas ainda está distante de resolver seu desequilíbrio estrutural.

Se a economia chinesa mantiver crescimento moderado, os impactos sobre o Brasil serão mais graduais. Contudo, a combinação de demanda interna fraca, excesso de capacidade industrial e tensões comerciais exige cautela tanto de empresas exportadoras quanto de investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Economia

Brasilização da economia preocupa países ricos, alerta The Economist

A revista britânica The Economist publicou um alerta direcionado às economias avançadas: o risco de uma “brasilização da economia” global. O termo é usado para descrever um cenário em que juros elevados, crescimento da dívida pública e dificuldades políticas para promover ajustes fiscais tornam as contas do governo cada vez mais difíceis de administrar.

Segundo a análise, o Brasil funciona como um exemplo antecipado do que pode ocorrer em países ricos caso não enfrentem seus próprios desafios fiscais.

Paradoxo brasileiro: crescimento com dívida explosiva

A publicação destaca o contraste entre indicadores considerados positivos — como crescimento econômico, Banco Central independente e orçamento primário próximo do equilíbrio — e uma trajetória de endividamento vista como preocupante.

Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o governo brasileiro deverá tomar emprestado cerca de 8% do PIB anualmente apenas para arcar com despesas de juros, mesmo mantendo as contas primárias praticamente equilibradas.

Projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que a dívida bruta do Brasil pode atingir 99% do PIB até 2030. Em 2010, esse percentual era de 62%.

Para a revista, o país enfrenta uma escolha difícil: adotar uma austeridade fiscal profunda ou correr o risco de entrar em uma espiral de juros altos e crescimento acelerado da dívida.

Ajuste fiscal enfrenta barreiras políticas

A análise aponta que a adoção de medidas severas de contenção de gastos parece politicamente improvável no curto prazo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, teria ampliado despesas, o que reduz as chances de um ajuste estrutural imediato.

Além disso, fatores institucionais ajudam a explicar por que o Brasil paga juros superiores aos de economias desenvolvidas. A revista menciona fragilidades institucionais expostas durante os episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Outro elemento citado é a sensibilidade maior à inflação, influenciada pelo histórico de hiperinflação nas décadas de 1980 e 1990 e pela recessão recente.

Peso das aposentadorias pressiona orçamento

A rigidez dos gastos públicos é apontada como um dos principais entraves ao equilíbrio fiscal. O Brasil destina cerca de 10% do PIB ao pagamento de aposentadorias.

Como os benefícios previdenciários são protegidos pela Constituição — inclusive com reajustes atrelados ao salário mínimo —, o espaço para cortes é limitado. Sem novas reformas, o país poderá gastar, em 2050, mais com pensões do que nações mais ricas e com população ainda mais envelhecida.

Esse cenário, segundo a publicação, reduz a margem para investimentos em áreas consideradas estratégicas e compromete o crescimento de longo prazo.

Estados Unidos apresentam sinais semelhantes

A The Economist também relaciona o fenômeno ao contexto internacional, afirmando que os Estados Unidos já exibem sinais iniciais de “brasilização”.

Entre os fatores mencionados estão instituições sob pressão e maior dificuldade de controle da inflação após a pandemia. O presidente Donald Trump é citado no texto por iniciativas que teriam politizado órgãos públicos e tensionado a relação com o Federal Reserve.

A revista observa ainda que, assim como no Brasil, o avanço dos gastos com previdência e saúde tende a pressionar os orçamentos das economias desenvolvidas nos próximos anos.

Sistema tributário e confiança do mercado

Em análise complementar, a publicação classifica a trajetória da dívida brasileira como insustentável e argumenta que o problema vai além das decisões recentes do governo.

O sistema tributário é descrito como complexo e ineficiente, com impactos negativos sobre o crescimento econômico. A falta de credibilidade fiscal pode custar ao país até um ponto percentual de expansão do PIB por ano.

Apesar das críticas, a revista reconhece avanços como a limitação de isenções e a criação de um modelo de IVA dual, que pode elevar o PIB em até 4,5% até 2033. Ainda assim, avalia que, sem reformas estruturais adicionais, o Brasil continuará enfrentando desafios fiscais relevantes.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Economia

Dívida pública mundial atinge recorde histórico e pressiona economias em 2025

A dívida pública mundial alcançou um novo patamar em 2025, registrando o maior nível desde a Segunda Guerra Mundial. O montante global ultrapassou US$ 338 trilhões, segundo dados do Monitor Fiscal 2024-2025 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

O avanço do endividamento global reflete anos de déficits fiscais elevados, aumento dos gastos públicos e instabilidade geopolítica no cenário internacional.

Endividamento mundial cresce ano após ano

Relatório “A World of Debt 2025”, divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mostra que a dívida já havia saltado de US$ 97 trilhões, em 2023, para US$ 102 trilhões em 2024.

No acumulado mais recente, o estoque total chegou a US$ 251 trilhões, equivalente a quase 230% do PIB mundial. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos déficits públicos, tensões econômicas e medidas protecionistas adotadas por governos, incluindo tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump.

O que é dívida pública e como ela é medida

A dívida pública representa os valores que governos captam por meio da emissão de títulos para financiar despesas superiores à arrecadação de impostos. Esses papéis são negociados no mercado financeiro e pagos futuramente aos investidores.

Para comparar países, o indicador mais utilizado é a relação dívida/PIB, que demonstra o tamanho do endividamento em relação à capacidade de geração de riqueza da economia.

Países com as maiores dívidas do mundo

Quando considerada a proporção da dívida em relação ao PIB, algumas economias lideram o ranking global. Já em termos nominais — ou seja, pelo valor absoluto — os países mais ricos e com maior capacidade de financiamento ocupam as primeiras posições.

Estados Unidos lideram em valores absolutos

Os Estados Unidos seguem como o país mais endividado do planeta em números nominais, com dívida bruta estimada em cerca de US$ 35 trilhões — o maior valor já registrado.

O alto nível de endividamento americano está associado à ampliação de gastos militares, programas sociais e estímulos econômicos no período pós-pandemia. Além disso, o país conta com a vantagem de emitir o dólar, principal moeda de reserva global, o que amplia sua capacidade de financiamento.

Projeções do relatório World Economic Outlook 2025, do FMI, indicam que a dívida dos EUA pode subir de 122% do PIB em 2024 para 143% até 2030, mesmo com compensações parciais de receita via tarifas comerciais.

Japão enfrenta pressão demográfica

O Japão aparece na sequência entre as maiores economias endividadas. Em 2025, o déficit público japonês se aproxima de US$ 10 trilhões.

A crise demográfica — marcada pelo envelhecimento acelerado da população — pressiona o sistema previdenciário e reduz a força de trabalho ativa, impactando as contas públicas.

China concentra dívida em infraestrutura

A China ocupa a terceira posição em valores nominais, com dívida estimada em aproximadamente US$ 6 trilhões. Parte significativa do endividamento está ligada a investimentos em infraestrutura, além das obrigações assumidas por governos locais.

Economias emergentes também enfrentam alta da dívida

Segundo o FMI, países emergentes e em desenvolvimento devem registrar crescimento moderado — de 4,2% em 2025 para 4,0% em 2026 —, mas a dívida pública continuará avançando.

A estimativa é que o endividamento médio dessas economias alcance cerca de 82% do PIB até 2030, refletindo crescimento mais lento e manutenção de gastos elevados.

Juros elevados pressionam países em desenvolvimento

Metade das nações em desenvolvimento destina pelo menos 6,5% das receitas de exportação ao pagamento da dívida externa, de acordo com a UNCTAD.

O Banco Mundial aponta que, em 2024, as taxas médias de juros sobre novos empréstimos atingiram o maior nível em mais de duas décadas para credores oficiais e o maior patamar em 17 anos para credores privados.

Os juros para emissão de títulos ficaram em torno de 10% ao longo de 2024 — praticamente o dobro do período pré-pandemia.

Desde 2020, países em desenvolvimento têm tomado empréstimos a taxas entre duas e quatro vezes superiores às dos Estados Unidos, dificultando investimentos em áreas essenciais.

Impacto social e desigualdade regional

Em 2024, nações em desenvolvimento desembolsaram até US$ 921 bilhões em juros líquidos da dívida pública. Em muitos casos, os recursos destinados ao serviço da dívida superaram os investimentos em saúde e educação.

Atualmente, cerca de 3,4 bilhões de pessoas vivem em países que gastam mais com pagamento de juros do que com políticas sociais básicas.

Há ainda forte disparidade regional: Ásia e Oceania concentram 24% da dívida pública global, enquanto América Latina e Caribe respondem por cerca de 5%, e a África, apenas 2%. A ONU atribui parte desse desequilíbrio à estrutura desigual do sistema financeiro internacional.

FONTE: Revista Fórum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Economia

Crescimento econômico na América Latina: as 10 economias que mais devem avançar em 2026, segundo a Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) projeta um 2026 de crescimento moderado para a região. De acordo com as estimativas divulgadas no fim de 2025, a América do Sul deve desacelerar de 2,9% para 2,4%, enquanto o conjunto de América Latina e Caribe deve registrar expansão de 2,3%.

O cenário não indica retração econômica, mas reforça a tendência de baixo crescimento estrutural, que há anos limita o avanço mais consistente das economias latino-americanas.

Média regional esconde diferenças relevantes

Apesar do desempenho agregado modesto, os números revelam contrastes importantes entre os países. Parte significativa da expansão regional vem de casos específicos, que elevam a média.

O principal exemplo é a Guiana, que deve crescer 24% em 2026, impulsionada pela produção de petróleo. O ritmo acelerado, no entanto, não reflete a realidade da maior parte dos vizinhos.

A própria Cepal destaca que o Caribe apresenta taxas elevadas de crescimento, mas o resultado perde força quando a Guiana é retirada do cálculo — evidenciando o chamado “efeito lupa” nas estatísticas regionais.

Argentina aparece entre os destaques, mas com desafios

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, surge entre as economias com maior expansão prevista, com alta estimada em 3,8% para 2026.

Apesar da projeção positiva, os dados do fim de 2025 indicavam um percurso irregular. O PIB argentino avançou 0,3% no terceiro trimestre, abaixo das expectativas, com as exportações sustentando o resultado em meio a um ambiente econômico ainda desafiador.

As 10 economias da América Latina que mais devem crescer em 2026

Segundo as projeções da Cepal, os países com maior crescimento econômico esperado para 2026 são:

  1. Guiana – 24,0%
  2. República Dominicana – 4,3%
  3. Panamá – 4,2%
  4. Guatemala – 4,0%
  5. Honduras – 4,0%
  6. Paraguai – 4,0%
  7. Argentina – 3,8%
  8. Costa Rica – 3,8%
  9. **Nicarágua – 3,4%
  10. Suriname – 3,4%

O levantamento reforça que, embora haja focos de dinamismo, o cenário regional segue marcado por crescimento desigual, dependência de fatores externos e desafios estruturais que limitam uma expansão mais robusta.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: – Wikipédia/Reprodução

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Economia

Setor de serviços de Santa Catarina cresce 3,2% em 2025 e supera média nacional no período

Serviços profissionais lideram entre os segmentos

O setor de serviços de Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 3,2%, conforme dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira, 12. O desempenho é resultado do aumento da renda e, consequentemente, do consumo das famílias e empresas. O percentual catarinense ficou acima da média nacional do período, que foi de alta de 2,8%.

O governador Jorginho Mello destacou a simplificação dos negócios como fator fundamental para o crescimento. “O Governo do Estado está facilitando a vida do empreendedor, desburocratizando a abertura de empresas, não aumentando impostos e garantindo crédito por meio de programas como o Pronampe SC. Eu não tenho dúvidas de que isso estimula a criação e o crescimento de novos negócios, especialmente no setor de serviços, que compõe grande fatia da economia catarinense”, analisou.

Com a elevação de 3,2%, Santa Catarina obteve o melhor resultado do Sul do Brasil, à frente de Paraná (3%) e Rio Grande do Sul (-4,4%). O estado também superou o Rio de Janeiro (1,7%), Espírito Santo (1,2%) e Minas Gerais (0,2%).

Serviços profissionais e de informação em alta

O crescimento de Santa Catarina foi puxado pelos segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 5,8% entre janeiro e dezembro, e de serviços de informação e comunicação, com 5,1%. Outros segmentos, como serviços prestados às famílias (2,9%) e transportes (1,9%) também cresceram. O segmento de outros serviços oscilou negativamente em 1,3%.

“Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e está recebendo muitos investimentos privados devido à sua forte competitividade. Isso impulsiona sobretudo o consumo de serviços. Além disso, os números mostram que Santa Catarina é um estado diferenciado que está sempre acima da média nacional. Pelo trabalho bem como pela cultura empreendedora somos um exemplo para o Brasil e para o mundo”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Thiago Kaue/SecomGOVSC

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Economia

Dólar em queda reacende debate sobre controles de capital na China

A recente desvalorização do dólar voltou a impulsionar, na China, o debate sobre a flexibilização dos controles de capital. Economistas influentes defendem que o momento é favorável para ampliar a conversibilidade do yuan e aumentar sua presença nas finanças internacionais, aproveitando um ambiente externo mais propício e menor risco de fuga de recursos.

Para esses analistas, a fraqueza da moeda americana abre uma janela histórica para tornar o yuan mais atrativo globalmente, desde que a abertura da conta de capital seja conduzida de forma gradual e estratégica.

Abertura da conta de capital ganha apoio no mercado

Em artigo recente, Miao Yanliang, estrategista-chefe da China International Capital Corp., avaliou que as condições atuais permitem avançar na liberalização dos fluxos financeiros sem provocar saídas expressivas de capital. Segundo ele, maior flexibilidade cambial tende a atrair investimentos estrangeiros, especialmente em um ciclo de valorização do yuan combinado à perda de força do dólar.

Na mesma direção, Ju Jiandong, professor de finanças da Universidade Tsinghua, classificou este ano e o próximo como uma “janela estratégica” para ampliar a abertura da conta de capital chinesa, diante da valorização da moeda local e do aumento das tensões geopolíticas globais.

Internacionalização do yuan volta ao centro da estratégia

As manifestações de economistas reforçam sinais emitidos pelo presidente Xi Jinping desde 2024, quando defendeu a meta de tornar o yuan amplamente utilizado no comércio e nas finanças internacionais, com ambição de transformá-lo em moeda de reserva.

Nas últimas semanas, discursos e publicações intensificaram as especulações de que Pequim pode recolocar a liberalização dos fluxos de capital como eixo central da estratégia de internacionalização da moeda. O processo havia perdido força após a crise cambial de 2015, quando uma tentativa de maior liberalização resultou em forte instabilidade.

Queda do dólar muda o cálculo das autoridades chinesas

O contexto atual é distinto daquele observado há uma década. Em 2025, o dólar registrou a maior queda anual em oito anos, refletindo incertezas geradas pela política econômica dos Estados Unidos. No mesmo período, o yuan teve seu melhor desempenho desde 2020 em termos nominais.

Esse cenário fortaleceu o argumento de que a China precisa reduzir o descompasso entre seu peso como potência manufatureira global e o alcance limitado de sua moeda. Hoje, o país mantém um regime de câmbio flutuante administrado, com restrições significativas a investimentos e remessas internacionais.

Planos oficiais indicam maior ambição até 2030

Sinais de mudança também aparecem nos documentos oficiais. A proposta apresentada pelo Partido Comunista para o plano econômico até 2030 inclui o compromisso de avançar na internacionalização do yuan e ampliar a abertura da conta de capital, em termos mais assertivos do que os adotados no plano anterior.

Apesar dos avanços no uso do yuan em liquidações comerciais e financiamentos internacionais, sua participação nas reservas globais ainda é inferior a 2%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional, mantendo a moeda distante do protagonismo do dólar.

Risco de fuga de capitais segue como principal obstáculo

A principal preocupação das autoridades continua sendo o risco de saídas abruptas de capital, capazes de desestabilizar mercados e a economia doméstica. Em 2015, uma tentativa malsucedida de flexibilização cambial provocou pânico entre investidores e levou à perda de cerca de US$ 1 trilhão em reservas internacionais em dois anos.

Para Miao Yanliang, no entanto, o ambiente mudou. Ele avalia que investidores estrangeiros demonstram maior interesse em ativos chineses, enquanto empresas e famílias locais já diversificaram parte de seus investimentos no exterior por canais regulados, reduzindo pressões por novas saídas.

Abertura gradual deve marcar próximos passos

Apesar do novo impulso, especialistas acreditam que Pequim manterá uma abordagem cautelosa. Para Gary Ng, economista do Natixis, pode haver espaço para testes pontuais, como o uso do yuan na negociação de commodities, no financiamento e na liquidação de projetos internacionais.

Autoridades regulatórias também sinalizam avanços graduais. Xiao Sheng, da Administração Estatal de Câmbio, afirmou recentemente que o foco será a otimização dos canais existentes de investimento transfronteiriço, com simplificação de programas voltados a investidores estrangeiros e estímulo ao financiamento internacional.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Economia

Queda do dólar reflete desconfiança global, movimento da China e maior fluxo de capital para o Brasil

A recente queda do dólar é resultado de uma combinação de fatores externos e internos, que incluem a desconfiança dos investidores globais em relação aos Estados Unidos, decisões estratégicas da China e o aumento do fluxo de capitais para o Brasil. O movimento tem fortalecido o real e impulsionado os mercados financeiros domésticos.

Incertezas nos EUA pressionam a moeda americana

No cenário internacional, o dólar perdeu força diante dos riscos associados à condução econômica do presidente Donald Trump e das dúvidas sobre a disciplina fiscal de Washington. Esse ambiente de incerteza foi intensificado após a informação de que autoridades chinesas recomendaram que bancos do país reduzam a exposição a títulos do Tesouro americano (Treasuries).

A orientação gerou impacto imediato: a moeda dos EUA caiu quase 1% frente a divisas como euro, libra e iene, reforçando o movimento de enfraquecimento global do dólar.

China orienta bancos a reduzir exposição aos Treasuries

Reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a limitar a compra de títulos do governo americano e a diminuir posições já elevadas, citando riscos de concentração e volatilidade. A recomendação não se aplica às reservas internacionais oficiais da China.

Embora bancos chineses detivessem cerca de US$ 300 bilhões em ativos denominados em dólar até setembro do ano passado, não há dados precisos sobre quanto desse montante estava alocado em Treasuries. Segundo autoridades chinesas, a medida busca diversificação de risco, e não representa uma ação geopolítica contra os Estados Unidos.

Brasil se beneficia da rotação global de investimentos

No mercado doméstico, o real se fortaleceu ainda mais. O dólar caiu para R$ 5,18, o menor patamar em quase 21 meses. O movimento reflete a intensificação da chamada rotação de carteiras, na qual investidores globais redirecionam recursos antes concentrados nos EUA para mercados emergentes, como o Brasil.

As taxas de juros elevadas no país têm sido um atrativo adicional, ampliando a entrada de capital estrangeiro.

Tesouro Nacional e o impacto no câmbio

O cenário favorável foi reforçado pela captação externa do Tesouro Nacional, que levantou US$ 4,5 bilhões na primeira emissão de títulos brasileiros no mercado internacional em 2026. A operação incluiu:

  • US$ 3,5 bilhões em um título com vencimento em 2036, com taxa de 6,4% ao ano
  • US$ 1 bilhão em um papel com vencimento em 2056, com juros de 7,3% ao ano

As taxas ficaram abaixo das indicações iniciais, e a demanda alcançou US$ 12 bilhões, sinalizando forte apetite dos investidores. Esse tipo de operação tende a facilitar futuras captações externas de empresas privadas brasileiras, ampliando ainda mais o fluxo cambial para o país.

Bolsa brasileira em alta e recordes sucessivos

O aumento do interesse estrangeiro também impulsionou a B3. O Ibovespa subiu 1,8%, alcançando 186.241 pontos, o décimo recorde do índice no ano.

Até a última quinta-feira, investidores internacionais já haviam aportado R$ 29,2 bilhões na Bolsa brasileira, valor superior a todo o montante investido ao longo de 2025, que somou R$ 25,5 bilhões.

Segundo analistas, parte desse movimento está ligada à saída de recursos de setores como tecnologia e criptomoedas no exterior, considerados caros e mais arriscados no atual contexto.

Política monetária e juros no radar

No Brasil, o mercado também repercutiu declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que o momento é de “calibragem” da política monetária e que a autoridade ainda não declarou vitória sobre a inflação.

A expectativa de flexibilização da taxa Selic contribui para o bom desempenho das ações. Relatório do Bank of America aponta que o mercado brasileiro apresenta a maior correlação entre valorização das ações e queda dos juros entre os países emergentes.

Ações brasileiras seguem atrativas

Apesar da valorização recente, analistas avaliam que os papéis nacionais continuam negociados a preços atrativos. Para o Santander, o mercado brasileiro ainda opera com desconto em relação a pares relevantes como Índia, Taiwan e México, mesmo após a reprecificação observada em 2026.

Perspectivas para o Ibovespa

O JPMorgan mantém uma visão positiva para o ingresso de capital internacional em mercados emergentes. Em relatório, o banco projeta que o pico do Ibovespa deve ocorrer entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo.

A instituição destaca que o enfraquecimento do dólar e um possível novo ciclo de commodities, após o auge dos investimentos em inteligência artificial, tendem a favorecer a América Latina, embora o período eleitoral possa trazer volatilidade mais adiante.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Macron critica acordo UE-Mercosul e defende empréstimos conjuntos para desafiar o dólar

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a defender mudanças estruturais na União Europeia (UE) para fortalecer a economia do bloco e reduzir a dependência do dólar americano. Em entrevistas publicadas nesta terça-feira (10) por jornais franceses, o líder classificou o acordo entre a UE e o Mercosul como um “mau negócio” e propôs a criação de mecanismos de empréstimos conjuntos, como os eurobônus, para ampliar a capacidade de investimento europeu.

As declarações foram concedidas a veículos como Le Monde e repercutidas pela agência Reuters.

Empréstimos conjuntos e soberania econômica

Macron argumentou que a União Europeia tem margem para ampliar seu endividamento de forma estratégica, especialmente diante da corrida global por investimentos tecnológicos.

Segundo ele, o bloco está menos endividado do que Estados Unidos e China, o que representa uma oportunidade desperdiçada. “Não utilizar essa capacidade de endividamento em um momento de forte competição tecnológica é um erro grave”, afirmou o presidente francês.

Para Macron, instrumentos financeiros comuns permitiriam investimentos em larga escala e ajudariam a desafiar a hegemonia do dólar, fortalecendo a autonomia econômica europeia.

Críticas ao acordo com o Mercosul

O chefe de Estado francês reforçou sua oposição ao acordo comercial UE-Mercosul, afirmando que o tratado não protege adequadamente as indústrias europeias. Para ele, a Europa precisa adotar uma postura mais firme na defesa de seus setores produtivos estratégicos.

Macron também destacou a necessidade de simplificar e aprofundar o mercado interno europeu, avaliando que os planos para tornar o continente mais soberano “não estão avançando rápido o suficiente”.

Relação com os Estados Unidos e tensões políticas

Ao comentar o cenário internacional, Macron alertou que a redução recente de tensões com Washington não deve ser interpretada como uma mudança estrutural na relação transatlântica. Ele citou disputas envolvendo comércio, tecnologia e a Groenlândia como exemplos de conflitos que podem ressurgir.

O presidente francês afirmou ainda que o governo do ex-presidente Donald Trump adotava uma postura “abertamente antieuropeia” e buscava o “desmembramento” da UE. Segundo Macron, os Estados Unidos podem retaliar países como França e Espanha, que discutem a proibição do uso de redes sociais por crianças.

As declarações ocorrem às vésperas da reunião dos chefes de Estado e de governo da União Europeia, marcada para quinta-feira (12), em Bruxelas, com foco na competitividade do bloco.

Futuro do avião de combate europeu

Macron também comentou o andamento do Sistema de Combate Aéreo do Futuro (SCAF/FCAS), projeto conjunto entre França, Alemanha e Espanha para desenvolver um novo caça de combate.

Apesar das tensões entre as indústrias francesa e alemã, o presidente classificou o programa como “um bom projeto” e disse que espera avanços. Segundo ele, eventuais divergências entre empresas não devem comprometer decisões políticas.

“Quando os industriais tentam criar dissensões, isso é uma coisa. Não cabe a nós endossá-las”, afirmou, acrescentando que voltará a tratar do tema com o chanceler alemão Friedrich Merz.

Questionado sobre a possibilidade de o projeto estar encerrado, Macron foi direto: “Não”.

Em dezembro, fontes ouvidas pela Reuters relataram que uma reunião entre os ministros da Defesa dos três países não conseguiu chegar a um consenso para destravar o programa, que prevê a substituição dos Rafale, da França, e dos Eurofighter, da Alemanha e da Espanha. Ainda assim, Macron disse esperar que o FCAS siga adiante.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/ Eduardo Munoz

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Economia

Galípolo afirma que melhora da inflação não indica “volta da vitória”, diz presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que a recente melhora nos indicadores de inflação no Brasil não deve ser interpretada como um sinal definitivo de vitória no combate aos preços. Em encontro com banqueiros, em São Paulo, o dirigente destacou que o momento exige cautela e foco na calibragem da política monetária.

Inflação mostra alívio, mas atividade segue resiliente

Segundo Galípolo, houve uma surpresa positiva no comportamento da inflação, mas a atividade econômica continua demonstrando resiliência, o que demanda prudência nas decisões do BC.

“Há um reconhecimento de que o cenário inflacionário está diferente, mas isso não significa uma volta da vitória. Estamos em um momento de ajuste fino”, afirmou durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Cenário é melhor do que no início de 2025

O presidente do BC ressaltou que o ambiente inflacionário atual é mais favorável do que o observado no começo de 2025, quando as projeções do mercado para o IPCA se aproximavam de 6%, bem acima da meta de inflação.

“Tivemos um processo inflacionário que se acelerou, e agora chegamos a uma fase em que a palavra-chave é calibragem”, explicou.

Expectativas seguem desancoradas, alerta BC

Apesar da melhora nos indicadores, Galípolo destacou que a desancoragem das expectativas de inflação continua sendo um ponto de atenção para o Copom (Comitê de Política Monetária).

“Isso ainda incomoda bastante o Comitê. A ancoragem das expectativas é fundamental para a condução da política monetária”, afirmou.

Mercado aposta em início do corte da Selic

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, e tanto o mercado quanto o próprio Banco Central indicam a possibilidade de início do ciclo de cortes de juros já na próxima reunião do Copom, prevista para março.

A sinalização, no entanto, reforça que eventuais ajustes dependerão da evolução da inflação, das expectativas e do comportamento da atividade econômica nos próximos meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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