Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia cria zona de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas

A União Europeia aprovou um amplo acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação de uma das maiores zonas comerciais do mundo, que conecta mercados de Europa e América do Sul com mais de 700 milhões de consumidores. O pacto envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e encerra negociações que se arrastavam há cerca de 25 anos.

UE aposta em cooperação enquanto EUA endurecem postura externa

A decisão europeia ocorre em contraste com a postura mais confrontacional adotada recentemente pelos Estados Unidos. Enquanto o bloco europeu revisava regras e construía consensos internos para viabilizar o acordo, o governo americano intensificava ações militares e ameaças diplomáticas na América Latina, incluindo medidas contra a Venezuela, Colômbia, Cuba e até a Groenlândia.

Analistas avaliam que o ambiente de guerra comercial e a política externa mais agressiva de Washington acabaram estimulando outros países a acelerar acordos comerciais sem a participação dos EUA.

Isolamento americano impulsiona novos pactos globais

Segundo o professor de comércio internacional de Harvard, Robert Z. Lawrence, as políticas adotadas por Donald Trump contribuem para a formação de um cenário global menos dependente dos Estados Unidos. Na avaliação do especialista, essa tendência vai além do comércio e se reflete também em fóruns multilaterais, como encontros do G20, cúpulas de saúde e debates climáticos, realizados sem a presença americana.

Resistências internas marcam debate na Europa

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul enfrentou forte oposição de setores agrícolas e ambientalistas europeus. Críticos alegam que produtores sul-americanos não seguem os mesmos padrões exigidos na Europa em temas como uso de pesticidas, desmatamento, bem-estar animal e direitos trabalhistas.

Em Paris, agricultores franceses chegaram a bloquear vias próximas à Torre Eiffel e ao Arco do Triunfo em protesto contra o pacto, temendo concorrência de importações agrícolas mais baratas, especialmente de carnes.

Indústria europeia vê oportunidades no mercado sul-americano

Apesar das resistências, setores industriais da Europa, como montadoras e farmacêuticas, defendem o acordo por enxergarem grande potencial no mercado do Mercosul. Países como Alemanha e Espanha pressionaram pela aprovação. A Bolívia, recém-integrada ao bloco sul-americano, poderá aderir ao tratado futuramente.

Para garantir apoio político, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ofereceu concessões de última hora, incluindo acesso antecipado a 45 bilhões de euros em subsídios agrícolas.

Aprovação política abre caminho para assinatura oficial

Mesmo com a oposição reiterada de França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, a adesão da Itália garantiu a maioria necessária para o aval político. A Bélgica optou pela abstenção. Com isso, Ursula von der Leyen deve viajar ao Paraguai para a assinatura formal do acordo, que ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

Em nota, von der Leyen afirmou que o pacto envia uma mensagem clara ao mundo de que parcerias promovem prosperidade e que a Europa se posiciona como um parceiro confiável no comércio global.

Brasil celebra avanço do multilateralismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o anúncio como um “dia histórico para o multilateralismo”. O acordo prevê a redução de tarifas tanto para produtos europeus exportados à América do Sul quanto para bens sul-americanos vendidos à Europa, além de ampliar o acesso europeu a matérias-primas estratégicas, reduzindo a dependência da China.

América do Sul no centro da disputa geopolítica

O pacto envolve governos ideologicamente distintos, como o do presidente argentino Javier Milei, aliado de Trump, e o de Lula, frequentemente crítico da política externa americana. Para Washington, a América Latina segue sendo tratada como área de influência estratégica, agora sob uma diretriz chamada de “Doutrina Donroe”, atualização da histórica Doutrina Monroe.

Especialistas avaliam que a postura americana busca conter a influência de potências externas, especialmente a China, hoje o maior parceiro comercial da América do Sul e grande investidora em infraestrutura, energia e logística na região.

Europa surge como alternativa para acordos baseados em regras

Embora a China amplie sua presença econômica no continente, analistas apontam que Pequim também adota políticas industriais agressivas e subsídios que desafiam normas do livre comércio internacional. Para países como o Brasil, que defendem acordos baseados em regras claras e previsibilidade jurídica, a União Europeia desponta como a principal alternativa viável.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yves Herman

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Comércio, Logística

Hainan: o novo hub global do livre comércio

O projeto não iniciou agora. Em 2020, o governo chinês anunciou um plano de grande escala para transformar toda a província insular no Porto de Livre Comércio de Hainan, com o objetivo de torná-lo o maior porto de livre comércio do mundo até 2035. O plano envolve a construção de um centro para financiamento offshore e  compras isentas de impostos, bem como a utilização de impostos mais baixos e requisitos de visto reduzidos para atrair empresas e turistas estrangeiros. Além disso, todas as mercadorias vendidas de Hainan para outras partes da China seriam tratadas como importações a partir de 2025. O Porto de Livre Comércio de Hainan lançou operações alfandegárias independentes em toda a ilha em 2025.
Hainan está se tornando uma zona econômica especial de alta abertura, com um modelo inovador que combina tarifas baixas/zero, sistema tributário simplificado e fluxos facilitados para impulsionar o comércio e a economia, atuando como um hub estratégico entre os oceanos Pacífico e Índico, diz XINHUA Português.

  • 74% dos produtos que entram em Hainan agora são isentos de tarifas, IVA e Impostos de Consumo. 
  • Imagina um fornecedor operando em zona onde quase não paga impostos?!! Isso hoje na China já é realidade.


Impactos do Projeto

E os impactos do projeto já começaram a aparecer: 


1) Introdução de tarifa zero para muitas mercadorias e um controle alfandegário mais flexível, reduzindo custos logísticos em cerca de 30% para empresas;

 
2) Aumento de 65% no tráfego de contêineres no porto de Yangpu em 2025, e crescimento no investimento estrangeiro e comércio de bens e serviços;


3) Políticas preferenciais, incluindo isenção de imposto de renda para talentos de alto nível acima de 15%;


4) O Comércio Exterior de Hainan triplicou desde 2020 (de US 12,6 bi para US 39 bi); 


5) Mais de 74.000 empresas de comércio exterior já estão em operação na região, um crescimento de 20x nos últimos 5 anos; 

6) Em 2024, 2072 novas empresas estrangeiras já se instalaram na ilha. 


Oportunidades de Negócio

Hainan é um laboratório para a abertura econômica da China e visa atrair investimentos estrangeiros em diversos setores, incluindo: 

  • Serviços Modernos: Turismo, saúde, educação e serviços financeiros, permitindo investimentos estrangeiros em produtos financeiros.
  • Indústrias de Alta Tecnologia: Desenvolvimento de tecnologia inovadora, como a captura e armazenamento de carbono.
  • Logística e Transporte: O porto de Yangpu, o maior porto de carga de Hainan, registrou um aumento de mais de 65% no tráfego de contêineres em 2025, expandindo as rotas marítimas que conectam mercados globais. 

O Porto de Livre Comércio de Hainan oferece um ambiente de negócios altamente liberalizado e previsível, com o objetivo de se tornar um porto de livre comércio de alto nível e com forte influência global até 2035. 

A boa notícia é que essa nova zona aduaneira em Hainan pode beneficiar diretamente importadores brasileiros, 

Com fornecedores operando em regiões de baixo custo e logística otimizada na Ásia, os preços tendem a ficar ainda mais competitivos.


Isso só mostra que importar na China não é apenas um diferencial, é questão de sobrevivência das empresa em um mercado tão competitivo. 


Importância de estar CONECTADO a bons fornecedores na China, que possam te dar suporte completo, acesso a fabricas, acompanhamento aduaneiro e estratégia para personalizar suas mercadoria, pode ser um diferencial para esse ano de 2026, que será extremamente competitivo e desafiador.

TEXTO: RENATA PALMEIRA
IMAGEM: INTERNET

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 15 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Comércio

Petróleo pressiona exportações de commodities do Brasil enquanto minério de ferro e celulose seguem trajetórias distintas

As principais commodities exportadas pelo Brasilpetróleo, minério de ferro e celulose — encerraram 2025 em ritmos diferentes, cenário que deve se estender ao longo de 2026. Enquanto o petróleo acumulou forte queda de preços e pesou sobre a balança comercial, o minério manteve relativa estabilidade e a celulose entrou em um ciclo de recuperação moderada.

Petróleo perde força e limita desempenho das exportações

O petróleo, que até novembro ocupava a segunda posição entre os itens mais exportados pelo Brasil, atrás apenas da soja, fechou 2025 com desvalorização expressiva. O barril do Brent, referência internacional, encerrou o ano cotado a US$ 60,49, queda de 18,52% em relação ao fim de 2024.

A média anual do Brent em 2025 foi de US$ 67,54 por barril, recuo de 14,78% frente ao valor médio de 2024. Para 2026, bancos e analistas projetam preços entre US$ 59 e US$ 62, com algumas estimativas mais pessimistas apontando cotações próximas de US$ 55.

Entre os fatores que explicam esse cenário estão as incertezas geopolíticas — como a guerra entre Rússia e Ucrânia, a pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela e as decisões da Opep — além da desaceleração da economia global.

Minério de ferro mantém estabilidade sustentada pela China

Diferentemente do petróleo, o minério de ferro teve um desempenho mais equilibrado em 2025 e deve repetir esse comportamento em 2026. O preço do minério com teor de 62% de ferro, principal referência do mercado, permaneceu próximo de US$ 100 por tonelada ao longo do ano.

Em 30 de dezembro de 2025, a commodity era negociada a US$ 107,13 por tonelada, alta anual de 3,4%. Ainda assim, o preço médio do ano ficou em US$ 101,97, queda de 7,57% frente à média de 2024.

Especialistas atribuem essa estabilidade às condições do mercado chinês. A redução dos estoques nos portos da China ao longo de 2025, segundo a UBS, ajudou a sustentar os preços. Além disso, a produção de aço chinesa, que demanda grandes volumes de minério, segue como um dos principais vetores de sustentação da commodity.

Celulose se recupera após ajustes de oferta e tarifas

A celulose de fibra curta iniciou 2025 acima das expectativas, mas perdeu força ao longo do ano com a entrada de nova oferta no mercado global e o impacto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A partir de agosto, no entanto, os preços passaram a se recuperar.

A tendência é que esse movimento continue em 2026, embora com revisões para baixo nas projeções. A estimativa inicial, no primeiro semestre de 2025, era de preço médio de US$ 620 por tonelada. Após ajustes, a previsão foi reduzida para cerca de US$ 570 por tonelada em 2026, ante US$ 540 no fim de 2025.

Mesmo sem novos grandes projetos na América Latina, o aumento da produção de celulose no Brasil e na China deve continuar exercendo pressão sobre os preços.

Crescimento global mais fraco influencia commodities

Outro fator relevante para o desempenho das commodities é o enfraquecimento da economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente abaixo dos 3,2% estimados para 2025.

Para a China, maior produtora e consumidora de commodities, a expectativa é de desaceleração mais acentuada: crescimento de 4,2% em 2026, após 4,8% em 2025. Já para o Brasil, o FMI estima redução do ritmo econômico de 2,4% para 1,9%, o que pode afetar investimentos e produção.

Peso das commodities na pauta exportadora

Até novembro de 2025, o petróleo respondeu por 12,9% da receita de exportações brasileiras, enquanto o minério de ferro representou 8,2% e a celulose, cerca de 3%. A combinação de petróleo mais fraco, minério estável e celulose em recuperação deve seguir moldando o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2026.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Comércio

Superávit da balança comercial pode chegar a US$ 67 bilhões em 2026, apontam projeções

A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de US$ 67 bilhões em 2026, segundo a mediana de 46 projeções reunidas por consultorias, entidades e instituições financeiras. O número representa leve avanço em relação aos US$ 63,6 bilhões estimados para 2025, indicando manutenção de um resultado robusto, porém com crescimento mais contido.

A expectativa é de que o setor externo continue sustentando a economia, mesmo diante de preços de commodities mais estáveis e de importações ainda elevadas. Após o recorde histórico de US$ 98,9 bilhões em 2023, o comércio exterior brasileiro entrou em um processo de normalização.

Exportações seguem fortes, mas longe dos picos recentes

Depois do saldo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024, economistas avaliam que o desempenho tende a se acomodar em níveis mais próximos da média histórica. O resultado oficial de 2025 será divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 6 de janeiro, servindo de base para ajustes nas projeções de 2026.

O cenário desenhado combina exportações com preços mais moderados e importações ainda resilientes, refletindo uma economia que cresce, porém em ritmo mais lento.

Commodities seguem centrais, mas preços preocupam

Entre as projeções mais otimistas está a da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que estima um superávit de US$ 77,4 bilhões em 2026, acima dos US$ 63,8 bilhões previstos para 2025.

Segundo o presidente da entidade, José Augusto de Castro, o desempenho não deve vir de um salto nos preços, mas de volumes exportados relativamente elevados. A atenção recai principalmente sobre petróleo, soja e minério de ferro, responsáveis por cerca de 34% da receita das exportações brasileiras.

Castro avalia que não há sinais de um novo ciclo de alta das commodities. A produção de petróleo tende a crescer, mas os preços permanecem pressionados, assim como os da soja, que deve manter relevância, porém abaixo do pico esperado para 2025.

Comércio global mais fraco limita avanços

A perspectiva de desaceleração do comércio internacional também pesa sobre as projeções. A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou recentemente a expectativa de crescimento do comércio global para 2025, para 2,4%, mas prevê desaceleração acentuada em 2026, com avanço de apenas 0,5%.

Esse cenário reduz o impulso externo e aumenta a dependência do Brasil em relação ao comportamento das grandes economias, especialmente a China.

China, soja e efeitos da guerra comercial

Para o economista André Valério, do Inter, as exportações brasileiras de soja foram impulsionadas no fim de 2025 por compras atípicas da China, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

Segundo ele, parte desse movimento tende a se dissipar, já que Pequim tem sinalizado retomada das compras junto aos norte-americanos. Isso deve limitar novos recordes em 2026, mesmo com ganho pontual de mercado pelo Brasil.

Além disso, Valério destaca que não há sinais claros de recuperação forte da demanda chinesa, o que dificulta um novo ciclo de valorização das commodities.

Preços mistos e atenção às exportações para os EUA

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, avalia que 2026 será marcado por um ambiente de preços mistos, em que o desempenho dependerá mais dos volumes exportados do que de ganhos de preço.

Ela observa que as exportações brasileiras para os Estados Unidos foram prejudicadas em 2025 pelas tarifas adotadas pelo governo Donald Trump, e que uma eventual reaproximação comercial pode favorecer os resultados em 2026 e 2027.

Segundo suas projeções, o superávit deve alcançar US$ 65 bilhões em 2025, US$ 68,4 bilhões em 2026 e US$ 76,4 bilhões em 2027, mantendo o setor externo como pilar de estabilidade macroeconômica.

Tarifas do México elevam risco para exportações

Outro fator de atenção é a decisão do México de elevar tarifas de importação para produtos do Brasil e de outros países sem acordo comercial. A medida, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, afeta segmentos como automóveis, autopeças, têxteis, calçados, eletrodomésticos, siderurgia, plásticos e móveis.

O movimento adiciona risco especialmente às exportações de aço e amplia a pressão sobre o saldo comercial brasileiro.

Acordo UE-Mercosul pode ajudar, mas sem efeito imediato

O acordo entre União Europeia e Mercosul, com expectativa de assinatura em janeiro, é visto como positivo, mas com impacto gradual. Analistas avaliam que seus efeitos não devem alterar de forma relevante o desempenho da balança já em 2026.

Ao mesmo tempo, cresce o número de medidas protecionistas no mundo, o que reforça a importância da diplomacia comercial brasileira.

Importações devem perder fôlego, mas seguir elevadas

Do lado das importações, a AEB projeta queda de 2,7% em 2026 frente a 2025, após três anos de crescimento contínuo. A avaliação é que o impulso começa a se esgotar.

Ainda assim, parte das compras externas permanece ligada a bens de capital, insumos e equipamentos. Caso haja queda de juros e manutenção do investimento estrangeiro direto, as importações devem continuar em patamar elevado.

Superávit segue forte, porém sem grandes saltos

As projeções para 2026 variam entre US$ 43,5 bilhões e US$ 85 bilhões, mas a mediana aponta para um resultado sólido e estável. O Brasil deve manter um superávit relevante, sustentado por exportações consistentes e importações moderadas, embora sem o fôlego observado nos anos anteriores.

O desempenho final dependerá principalmente do comportamento das commodities, da demanda chinesa e do avanço — ou recuo — das políticas protecionistas globais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio

Brasil se consolida como principal socio comercial e investidor do Paraguai, com US$ 1,5 bilhão acumulado

O Brasil reafirma sua posição como principal parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Paraguai, com um estoque acumulado de US$ 1,517 bilhão em investimentos. Os dados do terceiro trimestre de 2025 mostram uma relação econômica cada vez mais integrada, marcada por crescimento industrial, geração de empregos e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

Déficit comercial reflete maior atividade produtiva no Paraguai

O comércio bilateral entre Paraguai e Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2025 com déficit de US$ 590,9 milhões para o lado paraguaio, revertendo o superávit observado no mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório Update Comex Paraguay Brasil, elaborado pela Mentu Asociados para a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), o resultado não indica fragilidade econômica.

O desempenho é explicado pelo aumento das importações de bens de capital e insumos industriais, utilizados na expansão da produção local. Esse movimento sinaliza maior dinamismo da indústria paraguaia e fortalecimento da demanda interna.

No cenário regional, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 46 bilhões, 21,3% inferior ao do ano anterior, refletindo margens mais apertadas, porém com elevado nível de atividade comercial.

Investimentos brasileiros somam US$ 110,2 milhões em 2024

O Brasil lidera com folga os investimentos estrangeiros diretos no Paraguai. Apenas em 2024, os aportes brasileiros chegaram a US$ 110,2 milhões, elevando o estoque acumulado para US$ 1,517 bilhão, o equivalente a 14,6% de todo o IED recebido pelo país.

Os recursos se concentram em setores estratégicos como autopartes, alimentos, energia, confecções e celulose, áreas com alto potencial de encadeamento produtivo. Segundo a CCPB, essa diversificação reforça uma integração econômica de longo prazo entre os dois países.

Indústria e demanda brasileira impulsionam comércio bilateral

A evolução do intercâmbio comercial até o terceiro trimestre de 2025 reflete dois fatores principais: a expansão da indústria paraguaia e o aumento da demanda brasileira por produtos manufaturados e alimentos.

De acordo com o presidente da CCPB, “o movimento comercial com o Brasil cresce porque o Paraguai produz mais. Isso significa investimento, emprego e expansão industrial”. A estabilidade macroeconômica do país, com inflação controlada e previsibilidade financeira, fortalece esse ambiente favorável aos negócios.

Regime de maquila ultrapassa US$ 1 bilhão em exportações

O regime de maquila segue como um dos pilares da indústria exportadora paraguaia. Até outubro de 2025, as exportações alcançaram US$ 1,052 bilhão, sendo US$ 131 milhões apenas no mês de outubro, conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Os setores de autopartes, confecções, alumínio e alimentos concentram 76% das exportações. O Mercosul absorve 81% dos embarques, com o Brasil respondendo por 64% do total, seguido pela Argentina. Também há vendas para Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai.

Em 2024, as exportações maquiladoras representaram 66% das vendas industriais do país, consolidando o papel estrutural do regime na economia nacional.

Setor maquilador gera mais de 35 mil empregos diretos

O impacto social do setor é expressivo. A maquila emprega 35.447 trabalhadores, com crescimento anual de 6.676 novos postos. Apenas em outubro, foram criadas 383 vagas.

Os maiores empregadores são os segmentos de confecções (8.076 trabalhadores), autopartes (7.963), serviços intangíveis (3.959) e plásticos e químicos (2.742). Outros setores, como madeira, alimentos para pets e metalurgia, também superam mil empregos cada.

Um dado relevante é a participação feminina: 45% da força de trabalho é composta por mulheres, reforçando a inclusão no mercado formal.

Superávit da maquila contrasta com déficit comercial geral

Mesmo com o aumento de 18% nas importações do regime, que somaram US$ 563 milhões até outubro, a balança comercial da maquila permanece positiva. As exportações superam as importações em 87%, evidenciando elevado valor agregado na produção local.

Esse desempenho contrasta com o déficit comercial geral com o Brasil, mostrando duas dinâmicas distintas: maior importação de insumos para sustentar o crescimento industrial e, ao mesmo tempo, um setor exportador competitivo e gerador de divisas.

Integração produtiva vai além do comércio tradicional

Para a CCPB, a relação bilateral evoluiu para um novo patamar. “Hoje não falamos apenas de comércio, mas de integração produtiva, cadeias de valor e desenvolvimento regional compartilhado”, destacou o presidente da entidade.

Com o Brasil mantendo crescimento moderado e o Paraguai avançando na industrialização, a tendência é de fortalecimento dessa parceria. A expectativa é de que o país encerre 2025 com cenário econômico positivo, impulsionado pelo comércio bilateral e pelo avanço dos investimentos brasileiros.

FONTE: Economía
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economía

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Comércio

Brasil lidera o mercado mundial de café enquanto Índia avança no segmento premium

O café brasileiro segue como pilar do mercado global e sustenta uma liderança construída ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da indústria cafeeira da Índia começa a atrair a atenção de analistas e investidores, especialmente por estratégias focadas no mercado premium. Apesar do movimento indiano, o Brasil mantém ampla vantagem em volume, estrutura produtiva e influência sobre os preços internacionais.

Avanço da indústria cafeeira da Índia chama atenção

Nos últimos anos, a produção de café na Índia registrou expansão relevante, impulsionada por variedades específicas de grãos e por um reposicionamento estratégico no comércio internacional. Projeções setoriais divulgadas até 2024 indicam que o mercado indiano deve crescer 8,9% até 2028.

Como reflexo direto, o mercado de café da Índia pode alcançar cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 16 bilhões. Em horizontes mais longos, estimativas apontam que a produção indiana pode chegar a 9 milhões de toneladas até 2047, reforçando o planejamento de expansão do país.

Ainda assim, especialistas destacam que esse avanço ocorre a partir de uma base produtiva menor, o que reduz impactos imediatos sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Brasil mantém domínio histórico no mercado de café

Enquanto a Índia cresce, o Brasil segue como maior produtor e exportador de café do mundo. O país lidera o setor há décadas, apoiado em uma cadeia produtiva robusta, infraestrutura consolidada e presença estratégica nos principais mercados consumidores.

Dados amplamente utilizados pelo mercado internacional mostram que a produção brasileira de café gira em torno de 69,9 milhões de sacas por ano. Cada saca corresponde a 60 quilos, padrão internacional que evidencia a escala e a regularidade da oferta nacional.

Além do volume, o Brasil exerce papel central na formação dos preços globais do café, combinando diversidade de grãos, previsibilidade de produção e capacidade logística.

Ranking global evidencia vantagem brasileira

O cenário internacional reforça a distância entre o Brasil e seus concorrentes. De acordo com dados consolidados entre 2020 e 2024, os maiores produtores e exportadores de café são:

Brasil: cerca de 69,9 milhões de sacas
Vietnã: aproximadamente 31,3 milhões de sacas
Colômbia: cerca de 11,6 milhões de sacas
Indonésia: em torno de 11,0 milhões de sacas
Etiópia: aproximadamente 8,5 milhões de sacas
Índia: entre 6 e 7 milhões de sacas
Honduras: cerca de 5 milhões de sacas
Peru: aproximadamente 4 milhões de sacas
México: em torno de 3,8 milhões de sacas

Os números, recorrentes em relatórios e análises do mercado cafeeiro internacional, confirmam a liderança isolada do Brasil.

Crescimento da Índia não ameaça hegemonia brasileira

Apesar do avanço indiano no médio e longo prazo, o Brasil permanece em patamar superior em volume, influência e estabilidade produtiva. As projeções até 2028 e 2047 indicam expansão da Índia, mas sem força suficiente para alterar, no curto ou médio prazo, a hegemonia brasileira no mercado mundial de café.

Dessa forma, o setor acompanha com atenção a evolução da produção indiana, enquanto o café do Brasil continua como principal referência global e base para o equilíbrio do mercado internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio

Ponte da Integração fortalece fronteira Brasil–Paraguai e amplia controle aduaneiro

A Ponte da Integração Brasil–Paraguai, inaugurada na última sexta-feira (19/12), inaugura uma nova fase na dinâmica da fronteira em Foz do Iguaçu. A obra amplia a capacidade logística da região, melhora a fluidez do tráfego internacional e cria condições mais eficientes para o desenvolvimento econômico e o fortalecimento do comércio exterior.

Desde a liberação para o tráfego, a Receita Federal atua de forma estratégica no controle aduaneiro, com planejamento antecipado, reforço gradual de equipes, incorporação de novas tecnologias e ampliação da capacidade operacional, assegurando segurança, organização e eficiência.

Aduana moderna e alinhada a padrões internacionais

A estrutura da aduana brasileira instalada na Ponte da Integração conta com infraestrutura moderna e completa. Entre os recursos disponíveis estão escâneres para veículos, pista adicional para inspeções, salas de conferência, depósitos e áreas administrativas.

Esse conjunto permite uma atuação mais eficiente da fiscalização, alinhada às melhores práticas internacionais de controle aduaneiro, além de preparar a fronteira para o aumento progressivo do fluxo de cargas e passageiros.

O efetivo da Receita Federal será ampliado de forma gradual, com previsão de cerca de 50 servidores, acompanhando o crescimento da movimentação ao longo do tempo.

Operação inicial terá crescimento gradual

Na fase inicial de funcionamento, definida após negociações diplomáticas, a ponte operará no período noturno, das 22h às 5h, com circulação restrita a caminhões vazios, por um prazo de 30 dias.

Na etapa seguinte, o horário será estendido, passando a funcionar das 19h às 7h, com autorização para o tráfego de ônibus de turismo fretados. A expectativa inicial é de cerca de 300 caminhões vazios por noite, com aumento gradual e monitorado conforme a demanda.

Tecnologia reduz filas e aumenta a segurança

A modernização dos controles aduaneiros traz benefícios diretos para moradores e usuários da fronteira. A adoção de leitores automáticos de placas (OCR), identificação biométrica e reconhecimento facial contribui para a redução de filas, maior agilidade na travessia e reforço da segurança pública.

O sistema de fiscalização também passou a contar com gestão de riscos automatizada e uso de inteligência artificial, permitindo a análise de grandes volumes de dados, identificação de padrões suspeitos e priorização de inspeções.

Combate a ilícitos e estímulo à competitividade

Com essas ferramentas, a Receita Federal garante mais eficiência para quem atua dentro da legalidade e maior rigor no combate ao contrabando e a outros crimes transfronteiriços. A atuação integrada fortalece a segurança das fronteiras, amplia a competitividade logística e contribui diretamente para o crescimento econômico da região e do país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Cultura Foz

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Comércio

CNI defende acordo de livre comércio mais amplo entre Brasil e México

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o Brasil precisa avançar na negociação de um acordo de livre comércio mais abrangente com o México, considerado um mercado prioritário na agenda internacional da indústria brasileira. Para a entidade, o fortalecimento do diálogo bilateral é essencial para preservar e ampliar a relação comercial entre os dois países, especialmente no atual cenário econômico.

Possíveis medidas mexicanas preocupam exportadores brasileiros

A CNI aguarda a confirmação de eventuais mudanças no escopo das medidas anunciadas pelo governo mexicano para calcular com maior precisão os impactos sobre as exportações brasileiras. Ainda assim, estimativas preliminares feitas com base na proposta inicial indicam que as medidas podem afetar cerca de US$ 1,7 bilhão, o equivalente a 14,7% do total exportado pelo Brasil ao México em 2024.

Acordos atuais são considerados insuficientes

Na avaliação da entidade, os acordos bilaterais em vigor não são suficientes para garantir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado mexicano. Em um contexto de mudanças nas regras comerciais, a CNI alerta para o risco de perda de espaço da indústria nacional caso não haja avanços na modernização do marco regulatório entre os países.

Diálogo bilateral é visto como caminho para evitar tarifas

A CNI defende que os governos do Brasil e do México intensifiquem as negociações para buscar isenções ou tratamentos diferenciados aos produtos brasileiros diante das tarifas de importação anunciadas pelo México. Segundo a entidade, essas medidas vão na contramão das negociações em curso e podem comprometer o equilíbrio comercial.

Modernização dos acordos é prioridade

Para a indústria, a manutenção do compromisso bilateral passa pelo cumprimento ágil do plano de trabalho para atualização dos acordos comerciais, com foco em regras mais modernas e compatíveis com o comércio internacional. Um acordo mais amplo, avalia a CNI, traria maior previsibilidade, segurança jurídica e oportunidades de crescimento para as exportações brasileiras.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Comércio

Panetone de luxo: Maestra per La Pastina transforma produto natalino em símbolo de alta gastronomia

Lançamento reposiciona o panetone no mercado premium
A Maestra per La Pastina, marca criada em 2025 como a linha premium do Grupo La Pastina, estreia sua primeira campanha de fim de ano com a ambição de transformar o panetone de luxo em um verdadeiro objeto de desejo da alta gastronomia. A estratégia, assinada pela OMD (Omnicom Media Group), consumiu 20% do orçamento anual de marketing do grupo e posiciona a Maestra como um novo protagonista no segmento gastronômico AAA.

Com o conceito “Incomparável por essência”, a campanha vai além das vendas de Natal e inaugura um storytelling que seguirá até 2026. Os filmes A Espera, A Essência e A Dança exaltam a estética mediterrânea, a sensorialidade e o valor do artesanal — pilares que sustentam a proposta da marca.

Campanha busca elevar o panetone a um presente simbólico
Para a CEO Juliana La Pastina, a marca nasce para ser mais do que um portfólio de produtos: “Maestra per La Pastina é uma narrativa de legado e excelência, algo que não se consome apenas, mas se aprecia”, afirma.

O início da campanha, previsto para o fim de novembro, adota o tema “Presenteie com o incomparável”, reforçando o panetone como um presente sofisticado e atemporal. A segunda fase, que será veiculada entre fevereiro e março, se afasta do imaginário natalino e destaca encontros familiares, além da forte herança italiana da La Pastina.

Lifestyle e gastronomia unem tradição e contemporaneidade
A partir de abril, o filme A Dança expande o território da marca para o lifestyle, explorando leveza, movimento e o prazer de cozinhar e receber. A mensagem é clara: luxo é também uma atitude cotidiana, e não apenas um item exclusivo.

Segundo a equipe criativa, a campanha parte da ideia de que a gastronomia de excelência exige sensibilidade semelhante à que se tem diante da arte. Assim, o panetone é reposicionado como um presente que carrega significado e identidade, indo além de seu valor gastronômico.

Produção compacta e sofisticada mantém presença anual
Os três filmes foram gravados em um único dia, em uma produção enxuta, porém sofisticada, garantindo entregas consistentes ao longo do ano. As peças terão versões para mídias digitais, redes sociais, pontos de venda e conteúdos de bastidores.

A estratégia prevê fluxo mensal de publicações, mantendo a Maestra em evidência antes, durante e depois das festas. Para Juliana, o foco está em consolidar a marca como referência de excelência e impulsionar a performance da nova linha de panetones no período mais estratégico do ano.

Portfólio reforça vocação para a alta gastronomia
Lançada em abril de 2025, a Maestra per La Pastina é a primeira marca própria do grupo dedicada exclusivamente à gastronomia premium. O catálogo inclui produtos de denominação de origem, massas artesanais de Campofilone e Gragnano, azeites extravirgens italianos e conservas de alto padrão.

Com a chegada dos panetones, a marca consolida sua proposta de transformar o ato de presentear e celebrar em um gesto de contemplação — um luxo que vai além do material e alcança o emocional.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Comércio

Santa Catarina amplia laços comerciais com a Argentina com crescimento de 25% nas exportações

O faturamento das exportações de Santa Catarina com destino à Argentina saltou 25% entre janeiro e outubro de 2025, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O aquecimento das vendas para os argentinos é resultado principalmente da elevação do envio de produtos industrializados de diferentes setores econômicos. 

O percentual de 25% corresponde ao salto de US$ 595 milhões exportados entre janeiro e outubro de 2024 para US$ US$ 746 milhões exportados em 2025. A ampliação expressiva ajudou o estado a bater recorde de exportações em 2025 e compensar a queda nos envios para outros países. O bom resultado também demonstra, portanto, o aumento das relações comerciais entre Santa Catarina e a Argentina. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora catarinense destaca-se a venda de papel e cartão. O faturamento chegou a US$ 67 milhões no período, ante US$ 57 milhões de 2024. Já a exportação de refrigeradores de uso doméstico saltou de US$ 13 milhões para US$ 45 milhões. Outros itens, como carne suína, tijolos cerâmicos, peças para motores e tecidos, por exemplo, também registraram elevação.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, os dados demonstram sobretudo a diversidade econômica de Santa Catarina. “O aumento de 25% nas exportações para a Argentina reflete o bom desempenho de diversos setores, desde o agro, metalmecânico, têxtil, bem como construção civil. Santa Catarina produz com excelência em diversos setores e isso impulsiona o estado”, destaca.

Missão internacional consolidou aproximação entre SC e Argentina 

Em novembro, o governador Jorginho Mello esteve na Argentina durante uma missão internacional. A organização da agenda contou com apoio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e da Secretaria de Estado de Articulação Internacional (SAI). O encontro serviu para posicionar o estado sobretudo como um polo logístico e turístico no Mercosul.

“O governador Jorginho Mello colocou Santa Catarina no centro das discussões bilaterais. Saímos daqui com a certeza de que a relação entre SC e Argentina vive um de seus melhores momentos, tanto na afinidade política quanto nas oportunidades reais de negócios”, destacou o secretário da SAI, Paulo Bornhausen.

No Encontro de Negócios Santa Catarina-Argentina, realizado na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, o governador destacou o compromisso do Estado em ampliar as exportações de produtos de alto valor agregado, com foco especial no setor moveleiro, bem como na abertura de novos mercados. 

Além das relações comerciais, Santa Catarina espera o aquecimento da economia também em relação ao turismo. Conforme a Secretaria de Estado do Turismo, o Estado estima a chegada de 1,5 milhão de argentinos durante a temporada de verão 2026.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Arquivo/SAR

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