Agricultura, Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Notícias

Frigorífico de Itajaí é um dos 14 de SC suspensos pela China

A unidade itajaiense está entre os frigoríficos que perderam habilitação para exportar frango

Itajaí entrou na lista dos municípios com frigoríficos suspensos pela China após a confirmação de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul. A planta itajaiense está entre as 14 unidades catarinenses que perderam a habilitação para exportar carne de frango e derivados ao país asiático.

A decisão foi registrada na plataforma oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) e é válida desde sábado passado, dia 17. A suspensão segue o protocolo sanitário firmado entre Brasil e China, que determina a paralisação imediata das exportações em casos de doenças de notificação obrigatória.

Cidades afetadas

Além de Itajaí, foram suspensas unidades em Concórdia, Nova Veneza, Quilombo, Forquilhinha, Maravilha, São José, Seara, Itapiranga, Xaxim, Videira, Guatambú e Chapecó.

A medida acompanha a suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango para a China após a confirmação do vírus em uma granja de Montenegro, no RS, no dia 15. A planta de Itajaí, que até então estava habilitada, entrou na nova rodada de restrições.

Para tentar conter o avanço do vírus e diminuir os prejuízos, o governo de Santa Catarina adotou medidas emergenciais. Na sexta-feira, a Secretaria da Agricultura e a Cidasc publicaram a Nota Técnica n.º 002/2025, proibindo a entrada de aves vivas e ovos férteis vindos de 13 cidades da zona de contenção do RS, incluindo Montenegro, Canoas e Sapucaia do Sul.

Cargas de outras regiões do estado vizinho só podem entrar em SC após desinfecção obrigatória nos postos de fiscalização. Os postos da divisa sul estão sob inspeção reforçada, com controle físico e documental das cargas.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença no estado. Precisamos que cada um faça a sua parte”, afirmou o secretário da Agricultura, Carlos Chiodini.

Impacto bilionário 

A China é o principal destino do frango brasileiro, responsável por 13% de todo o volume exportado. Em 2024, o Brasil vendeu 561 mil toneladas para o mercado chinês, movimentando US$ 1,288 bilhão.

O governo federal notificou a China sobre a suspensão dos embarques no dia 15 de maio, como determina o protocolo sanitário. Agora, o Brasil tenta negociar uma flexibilização para restringir a suspensão apenas ao estado ou ao município afetado. A liberação pode acontecer 28 dias após a desinfecção do foco.

FONTE: Diarinho

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Agronegócio, Saúde

Como é a estrutura de SC para evitar casos de gripe aviária em granjas comerciais 

Estado tem um caso suspeito de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial

Considerada referência na produção e exportação de frangos, Santa Catarina também é destaque na biosseguridade, ou seja, na adoção de medidas e procedimentos que visam prevenir, controlar e limitar a exposição de animais a agentes causadores de doenças, como a gripe aviária. É o que disse Celles Regina de Matos, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em entrevista à NSC TV nesta terça-feira (20).

— Santa Catarina realmente alcançou um nível de excelência em biosseguridade. Isso é muito apoiado pelo trabalho em conjunto que temos. O governo do Estado, junto com as associações, as cooperativas, os sindicatos, produtores rurais, a gente faz todo um trabalho conjunto. A biosseguridade nesse momento, junto com as notificações, são as palavras-chave para que a gente mantenha o controle — diz. 

A fala da presidente da Cidasc faz referência a um caso suspeito de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial de Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina. A situação é investigada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o resultado do laudo deve sair ainda nesta terça-feira (20). 

Após a suspeita de gripe aviária, os médicos veterinários da Cidasc foram até a cidade do Oeste catarinense para fazer avaliação clínica. 

— Eles entenderam que era o caso de fazer a coleta dos órgãos. Foram feitas as coletas, enviadas ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura. Estamos aguardando o laudo oficial com o resultado. Não temos resultado ainda daquela investigação e assim que tivermos informaremos — declara. 

A suspeita em Santa Catarina surgiu após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (15). Esta é a primeira vez que o Brasil confirma um caso do tipo.  

SC proíbe entrada de aves e ovos do RS

Em uma nota técnica publicada no sábado (17) pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina, em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o Estado proibiu a entrada de aves e ovos de 12 municípios do Rio Grande do Sul. 

O veto se aplica às cidades gaúchas de Cachoeirinha, Canoas, Capela Santana, Esteio, Gravataí, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Triunfo. 

De acordo com Celles, os produtos dos municípios poderão voltar a circular em Santa Catarina quando a biosseguridade for confirmada. A presidente também declara que o Estado está alinhado com o Ministério da Agricultura:

 — Todas as propriedades no raio de 10 quilômetros do entorno desses focos estão sendo visitados, analisando clinicamente os animais, para ver se não há mais casos. É feita a orientação também de biosseguridade, não havendo mais nada, a gente aqui, como Estado, pode ir flexibilizando. Perceba a responsabilidade de Santa Catarina, pelo nosso próprio movimento econômico nessa área e por ser a passagem para o resto do país. 

Casos de gripe aviária no Brasil

O país investigou 2.883 casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves desde que o vírus chegou ao Brasil, em 15 de maio de 2023. Ao todo, foram confirmados 166 casos de gripe aviária, equivalente a cerca de 5% das suspeitas.

Entre os casos confirmados, somente um foco da doença foi registrado em granja comercial, três atingiram aves de subsistência (criação doméstica) e 164 em aves silvestres. O ministério reforça que não existe risco no consumo da carne ou de ovos.

Suspeitas de gripe aviária em análise no Brasil

  • Salitre (Ceará) – região de produção familiar para subsistência;
  • Ipumirim (SC) – granja comercial;
  • Aguiarnópolis (TO) – granja comercial.

Fonte: NSC

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Agronegócio, Internacional

China não é dependente do agronegócio brasileiro, diz especialista

Larissa Wachholz, coordenadora do núcleo de Ásia do Cebri, destaca que o país asiático é grande produtor de culturas estratégicas como arroz e trigo

A China, frequentemente vista como um comprador totalmente dependente do agronegócio brasileiro, na realidade possui uma relação mais complexa com as importações agrícolas do Brasil.

Para a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, sócia da Vallya Participações — assessoria financeira com atuação no mercado chinês —, embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China e responsável por aproximadamente 25% de todas as importações agrícolas chinesas, o gigante asiático mantém uma significativa produção própria de alimentos essenciais.

Autossuficiência em culturas estratégicas

A especialista ressalta que a China é capaz de se manter em termos de necessidades básicas da sua população, especialmente em cenários extremos. “A China consegue mais ou menos se manter ali em termos de necessidades básicas da sua população”, afirma Wachholz.

Ela destaca que o país asiático é particularmente forte na produção de culturas consideradas estratégicas, como arroz, trigo e milho. Essa capacidade de produção interna garante à China uma certa independência em relação a importações de alimentos básicos.

Diversificação e valor agregado

As importações chinesas de produtos agrícolas brasileiros, portanto, focam-se mais na diversificação da dieta e em alimentos de maior valor agregado. Wachholz menciona que a China importa “diversificação de alimentos, são alimentos de maior valor agregado, carnes inclusive”.

A especialista observa que, embora o consumo de proteína animal seja desejável para o bem-estar da população, não é considerado essencial do ponto de vista estratégico chinês. Isso sugere que, em situações de crise, a China poderia priorizar sua produção interna de grãos básicos.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Negócios

Ministro Fávaro recebe autoridades nigerianas para discutir cooperação agropecuária

Ministros dos dois países se reuniram no Mapa para ampliar parcerias técnicas e alinhar ações conjuntas no combate à fome e na promoção da segurança alimentar

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta segunda-feira (19) os ministros nigerianos da Agricultura e Segurança Alimentar, Abubakar Kyari, e do Desenvolvimento da Pecuária, Idi Mukhtar Maiha, para discutir o fortalecimento das relações bilaterais e a ampliação da cooperação técnica entre os dois países. O encontro, realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), antecede o II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que ocorre nesta semana no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Durante a reunião, foram abordadas oportunidades de cooperação voltadas ao melhoramento genético do rebanho bovino nigeriano, por meio de tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Nigéria, maior economia do continente africano, busca aprimorar sua produção pecuária diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, como secas extremas e enchentes.

Segundo o ministro Fávaro, o estreitamento dos laços com países africanos é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele destacou que a Embrapa está à disposição para ajudar a Nigéria a aprimorar seu rebanho bovino, por meio da transferência de tecnologias de melhoramento genético. “Temos similaridades de clima e solo que facilitam o intercâmbio de tecnologias. A Embrapa, com sua expertise em pesquisa agropecuária, está à disposição para cooperar com a Nigéria nesse processo”, afirmou.

O ministro da Agricultura nigeriano comentou sobre os desafios agropecuários enfrentados pela Nigéria, que sofre com secas extremas e enchentes, dificultando o plantio e a colheita, além dos impactos das mudanças climáticas. Ele reconheceu o expressivo desenvolvimento da agropecuária brasileira nas últimas três décadas e afirmou que a ampliação da parceria e da cooperação técnica entre os países pode beneficiar a Nigéria, especialmente no enfrentamento da insegurança alimentar.

Já o ministro nigeriano do Desenvolvimento da Pecuária ressaltou o papel estratégico da pecuária no crescimento econômico, geração de empregos e combate à fome. Segundo ele, a visita do presidente da Nigéria ao Brasil despertou grande interesse na experiência brasileira, especialmente no uso do melhoramento genético para aprimorar a qualidade dos rebanhos. “Assim como o Brasil, também temos uma predominância de zebuínos. Queremos seguir esse caminho de progresso com o apoio da Embrapa”, declarou.

O ministro Fávaro compartilhou a experiência brasileira no desenvolvimento do rebanho bovino e lembrou que, há 70 anos, o Brasil importava zebuínos da Índia. Com o avanço do melhoramento genético e da ciência aplicada pela Embrapa, o país passou a exportar para outros países — inclusive de volta para a Índia.

“Há mais ou menos 70 anos, o Brasil fez a primeira importação de material genético de zebuíno. Há 20 anos, quando o presidente Lula assumiu o seu primeiro mandato, ele conseguiu destravar a segunda leva de importação de material genético da Índia, para que a gente pudesse fazer o choque de sangue do rebanho brasileiro. Com esse material genético e a ciência acessada na Embrapa, nós conseguimos, nesses últimos anos, nos tornar exportadores de volta para a Índia do zebuíno melhorado. Quando a Nigéria passar a importar material genético brasileiro, tenham a certeza de que estarão importando o que há de melhor do zebuíno mundial. Tenho convicção de que isso vai representar um salto de qualidade na criação de zebu da Nigéria”, afirmou Fávaro.

Além do gado bovino, o Brasil manifestou interesse em exportar para a Nigéria material genético avícola e carne processada. A delegação nigeriana reforçou o desejo de formalizar a cooperação com a Embrapa para o desenvolvimento de sua pecuária.

Participaram também do encontro o embaixador da Nigéria no Brasil, Christopher John Nonyelum Okeke, o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira, o coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação, André Okubo, e o adido agrícola Frederique Abreu.

II Diálogo Brasil-África reúne lideranças para discutir segurança alimentar

O II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural acontece entre os dias 19 e 22 de maio de 2025, em Brasília. A programação inclui visitas técnicas a áreas de produção agrícola de interesse das delegações africanas.

A iniciativa reflete o compromisso da política externa brasileira em fortalecer os vínculos com os países do continente africano, com base na solidariedade, no respeito mútuo e na cooperação para o desenvolvimento sustentável.

Estão previstas as participações de ministros da Agricultura de diversos países africanos, além de representantes de organizações internacionais, bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições de pesquisa, entidades da agricultura familiar e do setor privado.

Entre os principais temas em debate estão: produção agropecuária e aquícola, políticas públicas eficazes, inovação tecnológica, valorização da agricultura familiar, sustentabilidade, financiamento e investimentos, além da apresentação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio

Santa Catarina proíbe entrada de aves vivas e ovos férteis de cidades do RS

Restrição dos produtos vindos do estado vizinho foi confirmada por uma nota técnica do governo estadual. Estado catarinense tem um caso suspeito de gripe aviária em investigação.

Santa Catarina proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo de Santa Catarina no domingo (18). Na segunda-feira (19), foi confirmada a suspeita de um caso da doença em uma granja comercial em Ipumirim, no Oeste.

A informação consta no mapa do Ministério da Agricultura e Pecuária, atualizado diariamente, e também foi confirmada pelo município. Em todo o país, são dois casos confirmados, quatro sob investigação e outros três foram descartados no início da noite. Veja abaixo:

2 casos confirmados

  • Montenegro (RS) granja comercial
  • Sapucaia do Sul (RS) zoológico, cisnes morreram

4 casos suspeitos (em investigação, amostras coletadas em análise)

  • Ipumirim (SC) – granja comercial
  • Aguiarnópolis (TO) – granja comercial
  • Salitre (CE) – produção familiar para subsistência
  • Estância Velha (RS) – produção familiar para subsistência

3 casos descartados nesta segunda-feira

  • Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência
  • Graccho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência
  • Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência

A proibição cita ainda a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

Santa Catarina é o único estado do Brasil que faz divisa com o Rio Grande do Sul. Veja as cidades onde há veto para a entrada dos ovos e aves, conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc):

  • Cachoeirinha
  • Canoas
  • Capela Santana
  • Esteio
  • Gravataí
  • Montenegro
  • Nova Santa Rita
  • Novo Hamburgo
  • Portão
  • São Leopoldo
  • Sapucaia do Sul
  • Triunfo

“Está autorizado o ingresso em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves, oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados anteriormente, que compõem a zona de contenção do foco”, cita o governo catarinense em nota.

Desde que a H5N1 chegou ao Brasil, em 15 de maio de 2023, o país investigou 2.883 casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves. Desses, 166 foram confirmados como sendo casos de gripe aviária, o que representa cerca de 5% das suspeitas.

Das 166 confirmações, o Brasil tem 1 foco de gripe aviária em granja comercial, 3 que atingiram aves de subsistência (criação doméstica) e 164 em aves silvestres.

O que disse o governo de SC

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita no sábado (17), fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado.

A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado, previsto para terça-feira (20).

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

Sem transmissão pelo consumo de carne e ovos

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Outras orientações em SC

A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).

Os produtores devem reforçar as medidas de biosseguridade e proibir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção;

Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas;

A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).

Fonte: G1

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Agronegócio, Comércio

Cidasc investiga suspeita de gripe aviária em granja no Oeste de SC

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul

A gripe aviária que o Ministério da Agricultura identificou no Rio Grande do Sul na semana passada pode ter contaminado criações também em Santa Catarina. O Governo do Estado confirmou na manhã desta segunda-feira (19) o surgimento de um caso suspeito que já está sob investigação na cidade de Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina.

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul, respectivamente numa granja comercial e num zoológico. Além de Ipumirim, outros cinco casos estão sendo investigados em Triunfo (RS), Aguiarnópolis (TO), Gracho Cardoso (SE), Salitre (CE) e Nova Brasilândia (MT).

Santa Catarina também proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo catarinense no domingo (18).

Comunicado sobre a gripe aviária

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita no sábado (17), fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado.

A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado, previsto para terça-feira (20).

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

Medidas previstas

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Fonte: Guararema News

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Agronegócio, Comércio

Brasil investiga mais duas suspeitas de gripe aviária em granjas comerciais

Casos em análise são de Tocantins e Santa Catarina; há ainda quatro possíveis ocorrências em criações de subsistência

As autoridades sanitárias investigam mais dois casos suspeitos de gripe aviária, identificados em Tocantins e Santa Catarina. O informe sobre as investigações ocorreu após a confirmação de um foco da doença em Montenegro (RS), o primeiro em uma criação comercial registrado até hoje no Brasil.

Um dos casos suspeitos é o de uma granja comercial de Aguiarnópolis, em Tocantins, que está sob investigação do Serviço Veterinário Oficial do Estado. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adapec) informou, em nota, que identificou aves com sinais de enfermidade em um frigorífico de frango de corte do município durante inspeção que ocorreu na manhã de sexta-feira (16/5).

O abatedouro é fiscalizado pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE). O órgão disse que essa é uma investigação de rotina, conduzida de acordo com os protocolos sanitários vigentes. O resultado do exame laboratorial deve ser divulgado na segunda-feira (19/5).

O caso sob suspeita aparece na lista de investigações em andamento do Ministério da Agricultura.

“As amostras foram coletadas no mesmo dia e enviadas em 16 de maio ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP), unidade oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para análise específica de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves”, informou a Adapec, em nota.

Após a identificação dos sinais clínicos suspeitos nas aves, o órgão interditou a propriedade imediatamente. A ficha sanitária do frigorífico foi bloqueada, o que a impede de fazer abates e comercialização até a fim da investigação.

Suspeita de gripe aviária em Santa Catarina

Há outro caso suspeito em criação comercial sob investigação, segundo revelou na noite deste domingo (18/5) o painel do Ministério da Agricultura de acompanhamento dos casos de síndromes respiratórias em aves. A suspeita em análise é de uma criação de Ipumirim (SC).

O painel do Ministério da Agricultura mostrava na noite deste domingo (18/5) quatro outros focos em investigação, em aves de subsistência. Um deles é em Triunfo (RS), município vizinho a Montenegro, em galinha de criação de subsistência.

Os outros casos deaves de subsistência com investigação em andamento são em Brasilândia (MT), Graciosa Cardoso (SE) e Salitre (CE). Se confirmados, esses casos não geram impactos comerciais ao Brasil.

O foco de Montenegro é o único de influenza aviária de alta patogenicidade que já se confirmou em ave de criação comercial no país. O Brasil já identificou 164 focos em animais silvestres e três em aves de subsistência.

Fonte: Globo Rural


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Agronegócio, Comércio, Exportação

Suspensão das exportações por gripe aviária poderá custar US$ 1 bi ao setor

A estimativa é do economista Fábio Silveira para um período de 12 meses

A suspensão temporária de exportações brasileiras de carne de frango por importantes parceiros comerciais do Brasil, em meio à identificação de um foco de gripe aviária no país, poderá custar caro ao setor. A estimativa é de uma perda entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no prazo de até 12 meses, segundo o economista Fábio Silveira, sócio-diretor da consultoria MacroSector. No ano passado, o Brasil exportou US$ 9,9 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“É um cenário bastante desagradável. O presidente tinha acabado de voltar da China, e a notícia veio como uma coincidência infeliz. Era algo que poderia ter sido tratado com mais transparência e, quem sabe, até abordado diplomaticamente”, diz Silveira.

Segundo ele, embora o episódio não envolva risco sanitário direto aos países importadores — a contaminação está restrita e não afeta a carne — a repercussão internacional é negativa. “Isso acaba afetando a imagem do maior exportador mundial. Denuncia uma suposta falta de controle. O setor é altamente privatizado, e a contaminação ocorreu sob os olhos da iniciativa privada. Foi um tiro no pé”, afirma.

Falha na comunicação

Para Silveira, o setor falhou na percepção de risco e na comunicação. “Morreram 17 mil aves. O presidente estava na China, e o episódio precisava ter sido informado de forma mais ágil. Se isso tivesse ocorrido, não pareceria uma tentativa de esconder o problema”, diz. A demora, segundo ele, amplia os danos reputacionais e abre espaço para os concorrentes pressionarem os compradores internacionais.

A tendência, agora, é de uma queda nas exportações, o que deve provocar uma forte pressão baixista nos preços do frango no mercado doméstico. “A exportação vai ser redirecionada para dentro. Com isso, o preço vai cair, o que reduz a rentabilidade do produtor justamente num ano em que o milho — principal insumo — deve subir 22% ou 23%, diante da escassez global”, afirma.

Apesar de uma leve queda nas cotações recentes, o preço médio anual do milho será mais alto, e a nova safra só deve aliviar os custos no fim do ano. “A pressão sobre a rentabilidade vai ser intensa. O produtor vai ter que continuar produzindo para honrar compromissos assumidos — com fornecedores de milho, soja, com a mão-de-obra. Mas vai vender mais barato e com custo mais alto.”

Além disso, o ambiente macroeconômico pesa. “O capital de giro está caro. Os juros seguem altos, com taxa básica perto de 15%. Vai ser um ano para esquecer”, resume.

Na avaliação do economista, 2025 será um ano perdido para o setor. “O ciclo da avicultura é curto, mas será necessário ajustar a oferta. Ainda assim, será preciso investir na reconstrução da imagem do setor, enquanto o governo e a indústria precisam agir rapidamente para reverter os embargos e retomar os mercados”, diz.

Fonte: Globo Rural

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Agronegócio, Comércio, Sustentabilidade

Mapa participa do 3º Congresso da Abramilho e discute cenário internacional e a sustentabilidade no setor do milho

Abertura do mercado chinês para DDG marca semana de debates sobre comércio, inovação e sustentabilidade no setor de milho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente, na última quarta-feira (14), no 3º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília. Cerca de 400 pessoas participaram do evento, entre autoridades, especialistas e produtores.

Durante o congresso, o Mapa integrou o painel “Sustentabilidade e os desafios da geopolítica atual”, com a participação dos adidos agrícolas Glauco Bertoldo (União Europeia), Ana Lucia Viana (Estados Unidos) e Luis Claudio Caruso (Singapura). O debate abordou os efeitos das questões geopolíticas sobre a segurança alimentar, as cadeias globais de suprimento e as exigências internacionais de sustentabilidade.

Representaram o Ministério o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Junior; o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira Pinto; e o coordenador de Ações no Mercado Externo, Péricles Mendes da Silva.

Entre os temas debatidos estiveram a adoção de novas tecnologias, a sustentabilidade da produção e o papel do Brasil no mercado global de milho. As discussões ocorreram na mesma semana em que o governo anunciou a abertura do mercado chinês para o DDG – farelo oriundo da produção de etanol de milho – no contexto da missão presidencial à China.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio Exterior, Importação

Veja países que suspenderam importação de frango do Brasil após caso de gripe aviária

Medidas foram adotadas após caso registrado em granja na cidade de Montenegro (RS)

Depois da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma série de países tomaram medidas em relação as importações do frango brasileiro. A China, um dos principais compradores de frango produzido no país, foi o primeiro a anunciar a medida.

Em seguida, a União Europeia e a Argentina adotaram restrições semelhantes. Outros países como Uruguai, Chile e México deixaram de comprar a produção brasileira por precaução.

Neste domingo, a Coreia do Sul se juntou a essa lista. Com isso, chega a 32 o número de países que anunciaram o bloqueio da compra de frango produzido no Brasil.

Confira a lista completa de países

  • China
  • União Europeia
  • Argentina
  • Uruguai
  • Chile
  • México
  • Arábia Saudita
  • Japão, apenas para aves de Montenegro (RS)
  • África do Sul
  • Canadá
  • Coreia do Sul
  • Emirados Árabes Unidos, apenas aves provenientes da área afetada
  • Filipinas, apenas aves provenientes da área afetada

Frango ou ovos não transmitem gripe aviária, afirma ministério

O Ministério da Agricultura afirma que o consumo da carne de frango ou dos ovos não traz risco ao consumidor.

— Não é o consumo humano que está em risco, e sim a contaminação sanitária dos plantéis comerciais. Você exportar uma carne contaminada com aquele vírus e ele contaminar os plantéis comerciais — disse o ministro Carlos Fávaro.

O Brasil é o maior exportador de frango no mundo e o terceiro maior produtor. A China é a maior compradora, seguida dos Emirados Árabes e do Japão, segundo a associação de produtores, a ABPA.

Como funciona a suspensão por conta da gripe aviária

Segundo o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, as exportações de todos os estados do Brasil estão suspensas para a China e União Europeia.

Esses países possuem acordos que preveem bloqueios automáticos em caso de doenças em granjas, suspensões que são feitas pelo próprio Brasil. Já os demais compradores, como Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Filipinas, Arábia Saudita, Japão e África do Sul, possuem acordos regionalizados.

Em alguns casos, são suspensas as vendas somente do que é produzido no local de foco da doença. Em outros, ela se estende ao município ou ao estado afetado.

Próximos passos após caso de gripe aviária

Depois de 28 dias após a desinfecção da granja de Montenegro (RS), o país poderá se autodeclarar livre de gripe aviária em granjas comerciais, se não houver nenhum outro foco, conforme regra da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Caso o Brasil não tenha novos focos depois desse períodos, reaberturas de mercado para o frango nacional poderão ser negociadas.

De acordo com o governo federal, o foco em Montenegro é o primeiro de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) detectado na avicultura comercial do país.

As cerca de 17 mil aves da granja morreram em decorrência da doença. No sábado (17), foram instaladas barreiras de contenção para a doença em um raio de 10 km da granja afetada.

Anteriormente, o Brasil registrou casos de gripe aviária em aves silvestres, ou seja, que vivem soltas na natureza, e em criações para subsistência, que não são comerciais.

O Ministério da Agricultura chegou a declarar emergência zoossanitária no país em 2023 por conta desses focos. Desde 2006, o vírus da gripe aviária, H5N1, circula especialmente na Ásia, na África e no Norte da Europa

Fonte: NSC

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