Comércio Exterior

Brasil registra superávit comercial de US$ 7 bilhões em outubro, impulsionado pelo agronegócio e mineração

A balança comercial brasileira encerrou outubro de 2025 com superávit de US$ 7 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado representa um avanço de 70,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 4,1 bilhões.

O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 25 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 57 bilhões — crescimento de 4,5% em comparação com outubro de 2024.

Agropecuária e indústria extrativa puxam exportações

As exportações brasileiras tiveram alta de 9,1% no mês, impulsionadas principalmente pelos setores agropecuário e extrativo mineral. Entre os destaques, as vendas de carne bovina subiram 40,9%, enquanto as exportações de soja cresceram 42,7%. Já o minério de ferro registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses segmentos seguem como pilares do comércio exterior do país, sustentando o crescimento das exportações do agronegócio e da mineração, que continuam sendo os principais motores do superávit brasileiro.

Queda nas importações e destaque negativo para petróleo

Do lado das importações, houve uma leve queda de 0,8% em relação a outubro de 2024. Os principais recuos foram observados nas compras de petróleo, com redução de 28,2%, e de acessórios de veículos, que caíram 14,7%.

A diminuição nas importações contribuiu para ampliar o saldo positivo da balança comercial, compensando parcialmente o aumento dos custos de alguns produtos industrializados no mercado internacional.

Superávit acumulado no ano

Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil acumulou exportações de US$ 289,7 bilhões, uma leve alta de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 7,1%, somando US$ 237 bilhões.

Com isso, o superávit comercial acumulado no ano registrou queda de 16,6% em relação aos dez primeiros meses do ano passado, refletindo o aumento das compras externas e a desaceleração em alguns setores exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações do Brasil sobem apesar de queda de 38% nas vendas aos EUA

As exportações brasileiras cresceram mais do que o esperado em outubro, mesmo com uma queda de 37,8% nos embarques para os Estados Unidos, levando alguns economistas a considerarem revisar para cima suas projeções de superávit comercial para 2025.

Os embarques para a China têm sustentado o desempenho das exportações nos últimos meses, embora as perspectivas para 2026 permaneçam incertas devido às negociações tarifárias em andamento entre China e EUA.

O superávit comercial do Brasil atingiu US$ 7 bilhões em outubro, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações somaram US$ 32 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações caíram 0,8%, para US$ 25 bilhões.

No acumulado do ano, o superávit comercial está em US$ 52,4 bilhões. As exportações entre janeiro e outubro chegaram a US$ 289,7 bilhões, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024. As importações totalizaram US$ 237,3 bilhões, alta de 7,1%. O volume total de comércio atingiu US$ 527,7 bilhões.

“Surpresa positiva”

“Prevíamos um superávit de US$ 6,1 bilhões em outubro, então o resultado foi uma surpresa positiva”, disse André Valério, economista do Banco Inter. Ele observou que esse desempenho pode levar a uma revisão da estimativa de superávit comercial do banco para 2025, atualmente em US$ 61 bilhões. Agora, um superávit mais próximo de US$ 63 bilhões é possível.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destacou o forte volume exportado. Dados da Secex mostram que o volume das exportações subiu 3,4% em relação ao mês anterior. “Isso levou o volume dessazonalizado ao nível mais alto da série histórica desde janeiro de 2006. É um recorde, apesar das barreiras comerciais globais deste ano, incluindo restrições sanitárias às aves, problemas na safra de café e tarifas dos EUA”, afirmou.

Valério classificou o cenário de exportações em 2025 como “um pouco atípico” devido às tarifas americanas e seus efeitos. “Houve outra queda acentuada nas exportações para os EUA, enquanto a China continua comprando fortemente, absorvendo boa parte da oferta excedente atual”, disse. O açúcar é um exemplo: os embarques para os EUA diminuíram, enquanto a China absorveu a maior parte da produção.

Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a surpresa nas exportações de outubro veio principalmente da China. As exportações para o país cresceram 33,4% em relação a outubro de 2024, impulsionadas por soja (+74,9%), minério de ferro (+27,7%), petróleo bruto (+46,9%) e carne bovina (+43,6%). A participação da China nas exportações totais do Brasil passou de 23,6% em outubro de 2024 para 28,8% em outubro de 2025.

Castro observou que a carne bovina é um dos produtos afetados pelas tarifas dos EUA, mas tem sido redirecionada para a China e novos mercados.

Comércio EUA-China

Valério disse que a frágil trégua comercial entre EUA e China é motivo de preocupação. “A China está se comprometendo a comprar mais soja dos EUA, o que pode afetar nosso desempenho. As exportações de soja neste ano estão excepcionalmente altas”, afirmou.

Ele lembrou, contudo, que uma situação semelhante em 2018 ajudou o Brasil a ganhar participação no mercado chinês, mesmo após a normalização das relações. “Podemos ver outro ganho de mercado, mesmo que a China retome as compras dos EUA”, acrescentou.

Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio do MDIC, apontou que as exportações para os EUA têm caído em ritmo acelerado: queda de 16,5% em agosto, 20,3% em setembro e 37,9% em outubro, na comparação anual.

Brandão ressaltou que essa queda não se deve apenas às tarifas. Mesmo produtos que ainda têm tarifa zero registraram retração nas exportações, o que pode indicar uma demanda mais fraca dos EUA. Ele citou como exemplos combustíveis, celulose e ferro-gusa.

Ele afirmou que ainda é cedo para confirmar uma ampla reorientação das exportações brasileiras, embora algumas commodities possam encontrar novos compradores com mais facilidade. Já os bens industriais, como máquinas e equipamentos, enfrentariam maiores dificuldades.

Apoio da Argentina

Valério também destacou o papel da Argentina no comércio brasileiro. As exportações para o país vizinho desaceleraram em outubro, mas continuam fortes, principalmente devido aos embarques de veículos. Ele alertou que 2026 traz novas incertezas. “Há pouco otimismo por causa dos desafios estruturais da Argentina. Grande parte do comércio atual é sustentada pelo peso artificialmente valorizado mantido pelas bandas cambiais do presidente Javier Milei”, disse.

Castro compartilha dessa preocupação, projetando um superávit comercial do Brasil com a Argentina de cerca de US$ 4 bilhões em 2025, mas espera que ele caia para perto de zero em 2026.

Dados da Secex mostram que as exportações para a Argentina subiram 5,8% em outubro e acumulam alta de 41,4% no ano.

Quanto às importações, Valério observou que, excluindo plataformas de petróleo, os números apontam desaceleração. “O crescimento das importações está diminuindo, especialmente do setor industrial, que nos últimos anos impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital. Ainda assim, as importações permanecem robustas, em US$ 25 bilhões por mês, um nível elevado.”

Ele também destacou uma queda de 43% nas importações da Rússia em outubro, devido à redução nos embarques de diesel e fertilizantes. No acumulado do ano, as importações da Rússia caíram 13,1%.

Barbosa, da AZ Quest, afirmou que, com a recente melhora nos preços das commodities, o Brasil poderá manter ou aumentar ligeiramente seus níveis de exportação no próximo ano. “Se a atividade econômica interna desacelerar e reduzir a demanda por importações, o saldo comercial poderá melhorar entre 2025 e 2026.”

A AZ Quest projeta um superávit comercial de US$ 60 bilhões a US$ 65 bilhões em 2025, embora Barbosa observe que as fortes importações no início do ano limitaram o saldo. Para 2026, ele espera que o superávit suba para cerca de US$ 70 bilhões, impulsionado por uma esperada desaceleração das importações e pela continuidade da força nas exportações.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% em outubro e atingem recorde histórico

As exportações de Santa Catarina registraram um crescimento de 5,2% em outubro, alcançando US$ 1,1 bilhão — o maior valor já obtido pelo estado nesse mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 1,04 bilhão, o resultado confirma a expansão consistente das vendas externas catarinenses tanto na análise mensal quanto anual.

Agronegócio lidera exportações catarinenses

Mais uma vez, o agronegócio foi o principal motor do desempenho positivo. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) lideraram a pauta exportadora, seguidas pela soja (US$ 87,9 milhões). Entre os produtos industriais, destacam-se os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 das exportações do estado.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o reconhecimento internacional da qualidade da produção catarinense. “Santa Catarina leva produtos competitivos e certificados para mais de 200 destinos no mundo. Nossa força produtiva e excelência abrem novos mercados e consolidam a presença do estado no comércio global”, afirmou.

Estado mantém alta de 5,1% no acumulado do ano

O bom desempenho de outubro ajudou a manter o ritmo de crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, um avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 9,6 bilhões. O aumento representa US$ 492 milhões a mais em receitas para o estado.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado é reflexo de um ambiente de negócios favorável. “Santa Catarina vive um momento econômico forte, sustentado por um povo trabalhador e por um governo que simplifica processos e estimula quem produz”, destacou.

As carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e a carne suína (US$ 1,46 bilhão) continuam liderando as vendas no acumulado, representando quase 30% das exportações totais. Na sequência aparecem os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

Exportações alcançam mais de 200 destinos globais

Segundo o MDIC, os produtos de Santa Catarina chegam atualmente a mais de 200 mercados internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com US$ 1,28 bilhão em compras, embora o valor represente uma queda de 9,3% em relação a 2024. Em segundo lugar aparece a China, com US$ 1 bilhão, também com variação negativa de 8,4%.

Por outro lado, as vendas para outros países da América Latina cresceram e compensaram as retrações nos dois maiores parceiros. A Argentina registrou alta de 25%, com US$ 746 milhões em importações, seguida por México (US$ 654,5 milhões, +0,46%), Japão (US$ 579 milhões, +10%), Chile (US$ 525,2 milhões, +36,2%) e Paraguai (US$ 368,3 milhões, +3%).

O desempenho reforça a diversificação dos mercados catarinenses e consolida o estado como um dos principais exportadores do país, com forte presença no agronegócio e na indústria de transformação.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: SCPAR/Divulgação

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Comércio Exterior

Brasil bate recorde de exportações e importações em 2025, aponta MDIC

O Brasil registrou um desempenho histórico em sua balança comercial em 2025, com recordes nas exportações, importações e corrente de comércio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mês de outubro, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 25,01 bilhões, resultando em um superávit de US$ 6,96 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 56,98 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações chegaram a US$ 289,73 bilhões e as importações a US$ 237,33 bilhões, com saldo positivo de US$ 52,4 bilhões e corrente de comércio total de US$ 527,07 bilhões — o maior volume já registrado para o período.

Exportações crescem, importações recuam levemente

As exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro de 2025 em comparação com o mesmo mês de 2024, quando totalizaram US$ 29,3 bilhões. Já as importações caíram 0,8%, passando de US$ 25,21 bilhões em outubro de 2024 para US$ 25 bilhões neste ano.

Com isso, a corrente de comércio de outubro atingiu US$ 56,99 bilhões, um avanço de 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Desempenho por setor exportador

Todos os setores exportadores apresentaram crescimento em outubro. A indústria extrativa liderou o avanço, com alta de US$ 1,39 bilhão (22%). Em seguida vieram a agropecuária, que subiu US$ 1,18 bilhão (21%), e a indústria de transformação, com aumento de US$ 130 milhões (0,7%).

No acumulado do ano, a agropecuária cresceu 3,6% (US$ 2,33 bilhões), a indústria de transformação teve alta de 3,2% (US$ 4,89 bilhões), enquanto a indústria extrativa recuou 2,9% (US$ 1,97 bilhão) em relação a 2024.

Importações também crescem no ano

Nas importações, o desempenho de outubro mostrou alta de 3,5% na agropecuária e 1% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa teve queda de 30,1%.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação avançaram 9,3% (US$ 18,73 bilhões), as da agropecuária aumentaram 8,1% (US$ 390 milhões), e as da indústria extrativa caíram 23% (US$ 3,28 bilhões).

Comércio exterior em alta

O MDIC destaca que os números reforçam a força do comércio exterior brasileiro e indicam uma tendência de diversificação da pauta exportadora, com maior presença de produtos industrializados e commodities agrícolas. O resultado também reflete o bom momento das relações comerciais com a Ásia, Europa e Mercosul.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Pacheco/VEJA

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Comércio Exterior

Exportações para os EUA caem 38% em outubro após tarifaço, mas saldo comercial do Brasil segue positivo

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 38% em outubro, totalizando US$ 2,21 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, as importações de produtos norte-americanos cresceram 9,6%, alcançando US$ 3,97 bilhões.

Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 1,76 bilhão com os EUA, o décimo mês consecutivo em que o país compra mais do que vende para o parceiro americano. O último superávit ocorreu em dezembro do ano passado, no valor de US$ 468 milhões.

Déficit acumulado supera US$ 7 bilhões no ano

Entre janeiro e outubro, o déficit comercial com os Estados Unidos ultrapassou US$ 7 bilhões, o que representa alta superior a 400% em relação ao mesmo período de 2024, quando somava US$ 1,38 bilhão.

Os dados do MDIC mostram ainda que, nos últimos 16 anos, o Brasil acumula déficits sucessivos com os EUA, totalizando US$ 88,6 bilhões desde 2009.

Superávit com outros parceiros mantém balança positiva

Apesar da queda nas exportações para os Estados Unidos, o Brasil ampliou as vendas para outros mercados importantes, como:

  • China (+33,4%)
  • União Europeia (+7,6%)
  • Mercosul (+14,3%)

Esses resultados garantiram um superávit de US$ 6,96 bilhões na balança comercial de outubro, crescimento de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho foi o melhor para o período desde 2023, quando o saldo foi de US$ 9,18 bilhões.

As exportações totais atingiram US$ 31,97 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%, somando US$ 25 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial brasileiro chega a US$ 52,4 bilhões, embora ainda 16,6% abaixo do resultado de 2024.

Tarifaço de Trump pressiona comércio bilateral

A queda nas exportações ocorre após o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevou as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, afetando cerca de 36% das vendas externas ao país.

O aumento das tarifas, implementado de forma gradual desde agosto, foi justificado por motivos econômicos e políticos, incluindo alegações de “déficit comercial com o Brasil” e críticas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para reduzir os impactos, o governo brasileiro lançou um pacote de apoio às empresas afetadas, com linha de crédito de R$ 30 bilhões condicionada à manutenção de empregos.

Negociações entre Lula e Trump seguem em curso

No fim de outubro, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram para discutir o tema. Apesar do diálogo, as sobretaxas americanas continuam em vigor, e ainda não há previsão de revisão das medidas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sandro Menezes/Governo do RN

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Internacional

Brasil e Paraguai iniciam projeto-piloto de certificado de origem digital no setor automotivo

A partir desta segunda-feira (3 de novembro), Brasil e Paraguai darão início ao projeto-piloto do Certificado de Origem Digital (COD) no setor automotivo, dentro do Acordo de Complementação Econômica nº 74 (ACE-74). A iniciativa representa um marco na modernização e integração comercial entre os dois países.

O certificado de origem, emitido pelas 47 entidades habilitadas pelo governo brasileiro, é essencial para garantir os benefícios tarifários previstos no acordo e assegurar a competitividade da indústria automotiva. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a adoção do documento digital amplia o uso da certificação eletrônica já consolidada no ACE-18 (Mercosul), trazendo mais agilidade, segurança e rastreabilidade às operações de exportação e importação.

Digitalização promete mais eficiência e redução de custos

De acordo com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o projeto reforça o compromisso do Brasil com a facilitação do comércio exterior, a transformação digital e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Com a digitalização, o tempo de emissão do certificado deve cair de 48 horas para apenas 2 horas, e o custo do processo deve ser reduzido em até 95%.

“O certificado é uma ferramenta que simplifica o dia a dia de quem exporta e importa. A digitalização reduz etapas, amplia a transparência e aumenta a previsibilidade nas transações comerciais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

O Certificado de Origem Digital substituirá totalmente o formato em papel, gerando ganhos de eficiência, sustentabilidade e controle aduaneiro. O piloto será conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com implementação definitiva prevista para 1º de dezembro.

Comércio bilateral em alta entre Brasil e Paraguai

O comércio entre Brasil e Paraguai movimentou US$ 7,2 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de US$ 273 milhões, segundo dados da Secex. De janeiro a setembro de 2025, as exportações brasileiras para o Paraguai somaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 6,15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações ficaram em US$ 2,5 bilhões, uma queda de 3,32%.

A indústria de transformação responde por 96% das exportações do Brasil e 48% das importações vindas do país vizinho. Entre os principais produtos exportados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, bebidas alcoólicas e automóveis, enquanto o Brasil importa energia elétrica, arroz, soja e equipamentos elétricos. Em 2024, o comércio de veículos automotores, tratores, ciclos e peças — foco do ACE-74 — movimentou US$ 374,5 milhões em exportações brasileiras para o Paraguai.

Integração regional e inovação digital

Com a implementação do Certificado de Origem Digital, Brasil e Paraguai reafirmam o compromisso com a integração econômica regional e com o uso de soluções digitais para aprimorar o comércio exterior. O projeto fortalece o Mercosul, aumenta a competitividade das empresas e impulsiona a eficiência nas trocas bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diplomacia Business

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Tecnologia

Crise global de chips pode paralisar montadoras no Brasil nas próximas semanas, alerta MDIC

A escassez de chips volta a preocupar a indústria automotiva brasileira. O secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, alertou nesta terça-feira (29) que algumas montadoras de automóveis podem ser obrigadas a suspender a produção nas próximas duas a três semanas, caso a crise internacional de fornecimento de semicondutores não seja solucionada.

“Se não houver uma solução nesse curto espaço de tempo, pode haver um processo de paralisação em algumas montadoras”, afirmou Moreira.

Impasse entre China e Holanda agrava crise

O problema decorre de uma disputa entre China e Holanda pelo controle da fabricante de microprocessadores Nexperia, responsável por cerca de 40% do mercado global de semicondutores básicos. A tensão se intensificou após o governo holandês assumir o controle da empresa, alegando preocupações de propriedade intelectual e segurança nacional, já que a controladora chinesa Wingtech está sob sanções dos Estados Unidos.

As restrições impostas por Pequim impactaram diretamente o fornecimento global. Embora os chips da Nexperia não sejam considerados de alta complexidade, eles são essenciais para o setor automotivo, utilizado em larga escala na fabricação de veículos e produtos eletrônicos.

Governo busca diálogo com a China

Segundo o MDIC, o ministro Geraldo Alckmin e o secretário Moreira se reuniram com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, para discutir soluções. O governo brasileiro tenta abrir canal diplomático com a China, buscando garantir que o país não sofra os efeitos colaterais da disputa geopolítica.

“Nosso objetivo é deixar claro que o Brasil está fora desse conflito e não pode ser penalizado por ele”, destacou Moreira.

O ministro Alckmin já entrou em contato com o embaixador brasileiro em Pequim e com o embaixador chinês em Brasília, solicitando o início de negociações bilaterais. O representante chinês teria se comprometido a dialogar com autoridades locais, enquanto o diplomata brasileiro fará a mediação com a Nexperia.

Indústria em alerta com possível paralisação

A Anfavea reforçou a preocupação com a escassez de chips, lembrando que situação semelhante durante a pandemia provocou paralisações e queda na produção. Estimativas da entidade indicam que um carro moderno utiliza entre 1.000 e 3.000 chips, o que torna qualquer interrupção no fornecimento um risco imediato.

Apesar de fontes do setor apontarem possíveis substitutos — como Infineon, NXP e Texas Instruments —, a troca de fornecedores exige tempo, já que os componentes precisam passar por processos rigorosos de aprovação técnica antes de serem usados nas linhas de montagem.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Volkswagen do Brasil

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Comércio Exterior

Reunião sem Rubio indica que negociações se restringem a tarifas

A primeira rodada de negociações entre Brasil e Estados Unidos, realizada na segunda-feira (26) na Malásia, deixou claro para o governo brasileiro que a Casa Branca, por enquanto, mantém o acordo de limitar as discussões à questão tarifária. Segundo fontes diplomáticas, o principal indicativo disso foi a ausência do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na reunião.

Rubio, diretamente responsável pelo anúncio de várias sanções políticas impostas ao Brasil e a autoridades brasileiras, não participou da mesa de negociação. Em seu lugar, enviou o Representante Comercial dos EUA (USTR) Jamieson Greer e o Secretário do Tesouro Scott Bessent, ambos conhecidos por sua atuação econômica.

Do ponto de vista de Brasília, isso significa que, pelo menos por enquanto, questões políticas, como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, permanecerão fora da pauta, exatamente como acordado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Esse sinal foi considerado crucial, já que o Palácio do Planalto temia que os EUA incluíssem questões políticas nas discussões iniciais, o que poderia atrasar o pedido do Brasil para que Trump suspendesse a taxa de 40% sobre produtos brasileiros.

Rubio tem sido a figura mais vocal no governo americano ao vincular repetidamente a condenação de Bolsonaro às sanções políticas de Washington contra o Brasil. Em redes sociais, ele chegou a mencionar nominalmente o Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, integrantes do governo brasileiro acreditam que a ideia de retaliar o Brasil pela cooperação com Cuba — especificamente a parceria que permite que médicos cubanos atuem no programa Mais Médicos — se originou no Departamento de Estado de Rubio. Essa medida levou os EUA a revogar vistos de diversos brasileiros, incluindo familiares do Ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP).

Na ocasião, os EUA também cancelaram os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, dois servidores federais envolvidos no desenvolvimento do programa de saúde pública.

Apesar das tensões, Lula afirmou que ele e Trump concordaram, durante reunião no último domingo (26), que disputas políticas seriam tratadas apenas entre os chefes de Estado, ou seja, seus assessores não estão autorizados a abordar tais assuntos.

Na reunião de segunda-feira, a delegação brasileira foi composta pelo Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, pelo Secretário-Executivo do MDIC Márcio Rosa e pelo Embaixador Audo Faleiro, da Assessoria Especial da Presidência.

Durante as negociações, o Brasil reiterou o pedido de suspensão das tarifas americanas sobre seus produtos. As próximas rodadas devem ocorrer em Washington, D.C., com sinais crescentes de que o Ministro da Fazenda Fernando Haddad pode participar pessoalmente das futuras discussões.

FONTE: Valor International
IMAGEM: Umit Bektas/REUTERS

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Tecnologia

Lina, assistente virtual da Secex, já está disponível para orientar sobre exportação e importação

A Lina, nova assistente virtual da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), já está em funcionamento no site do Siscomex. A ferramenta foi criada para auxiliar empresas e cidadãos com dúvidas sobre exportação e importação, oferecendo um atendimento ágil, acessível e seguro.

Com tecnologia baseada em inteligência artificial, a Chatbot Comex representa mais um avanço na modernização do atendimento público e na digitalização dos serviços de comércio exterior, aproximando o governo dos usuários e facilitando o acesso às informações oficiais.

Atendimento 24 horas e linguagem acessível

Disponível 24 horas por dia e sem necessidade de login, a Lina responde perguntas com base em legislação, portais e manuais oficiais do governo federal. Quando identifica a necessidade de suporte humano, o sistema direciona automaticamente o usuário ao Comex Responde, canal especializado da Secex.

Entre as principais funcionalidades da assistente estão:

  • Atendimento por texto, com respostas rápidas e fundamentadas em fontes oficiais;
  • Linguagem simples e empática, sem o uso de jargões técnicos;
  • Integração com outros serviços, garantindo continuidade no suporte;
  • Acesso contínuo, disponível no Siscomex a qualquer hora.

Empatia, identidade e inovação no atendimento público

Mais do que um sistema automatizado, a Lina foi desenvolvida com uma personalidade própria. O avatar da assistente possui traços modernos e acolhedores, transmitindo proximidade e confiança. A comunicação foi pensada para atender desde novos empreendedores no comércio exterior até profissionais experientes do setor.

A base de conhecimento da Lina reúne normas, manuais e sistemas oficiais utilizados pelos especialistas em comércio exterior, garantindo respostas atualizadas, seguras e confiáveis.

Com essa iniciativa, a Secex reforça seu compromisso com a inovação, a transparência e a inclusão digital, além de contribuir para a facilitação do comércio internacional e o fortalecimento do ambiente de negócios brasileiro.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Informação

MDIC estende consulta pública sobre equipamentos de Data Centers elegíveis ao Redata

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou até o dia 29 de outubro o prazo da tomada de subsídios que vai definir quais equipamentos de Data Centers poderão receber isenção tributária dentro do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

A consulta, aberta a empresas, associações e à sociedade civil, está disponível na plataforma Brasil Participativo e também vai contribuir para a formulação dos critérios de sustentabilidade ambiental do programa.

Consulta busca definir critérios técnicos e sustentáveis

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, a participação do setor é essencial para o sucesso do programa.

“O sucesso e a efetividade do Redata dependem da precisão técnica dessa tomada de subsídios. Precisamos da contribuição detalhada do ecossistema para refinar a lista de equipamentos elegíveis e estabelecer critérios que incentivem investimentos em Data Centers sustentáveis e fortaleçam a cadeia digital brasileira”, destacou.

A iniciativa tem como objetivo estimular a instalação, expansão e modernização de Data Centers no país, por meio de duas diretrizes principais:

  • Tecnologia e Tributação: detalhar os equipamentos de hardware, software e infraestrutura que devem integrar a lista de isenção tributária do Redata;
  • Sustentabilidade como Requisito: sugerir parâmetros de eficiência energética e hídrica, uso de energias renováveis e boas práticas ambientais que se tornarão obrigatórios para adesão ao regime.

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário disponível no portal Brasil Participativo.

Redata: incentivo à transformação digital e à Indústria 4.0

Criado pela Medida Provisória assinada em 17 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Redata integra a Política Nacional de Data Centers (PNDC), vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), dentro da Missão 4 – Transformação Digital.

O programa busca fortalecer a infraestrutura digital nacional e impulsionar setores estratégicos da Indústria 4.0, como computação em nuvem, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e fábricas inteligentes (smart factories).

Além dos incentivos fiscais, o Redata estabelece contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, incentiva a produção local de tecnologia e promove a desconcentração regional ao reduzir exigências para investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O que é uma tomada de subsídios

A tomada de subsídios é um instrumento de participação social que permite ao governo coletar dados técnicos e sugestões antes da regulamentação de uma medida. O processo busca transparência e colaboração entre poder público, empresas, especialistas e academia.

No caso do Redata, esse mecanismo garante que a lista de equipamentos e os critérios de sustentabilidade reflitam as necessidades reais do setor tecnológico, direcionando os benefícios fiscais de forma estratégica para o fortalecimento da infraestrutura de dados no Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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