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Santos Brasil amplia rotas internacionais com novo serviço Ásia–América do Sul no Tecon Santos

A Santos Brasil iniciou uma nova operação regular de longo curso no Tecon Santos, em parceria com a sul-coreana HMM. A escala inaugural do serviço FIL2 foi realizada nesta segunda-feira (23), com a atracação do navio Privilege.

O serviço conecta portos da Ásia à Costa Leste da América do Sul, ampliando a oferta de transporte marítimo entre os continentes. A operação será compartilhada entre a HMM e a Ocean Network Express (ONE).

Capacidade e frequência do novo serviço

O FIL2 contará com 11 navios, cada um com capacidade para até 6 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A rotação completa da linha terá duração de 77 dias.

A expectativa é movimentar até 2.700 TEUs por escala semanal, alcançando aproximadamente 140 mil TEUs ao ano. O novo serviço reforça a presença da companhia no comércio marítimo internacional e amplia a previsibilidade logística para exportadores e importadores.

Com essa inclusão, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais no Tecon Santos, localizado na margem esquerda do Porto de Santos — o maior complexo portuário da América do Sul.

Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da empresa, a entrada da HMM consolida mais uma rota estratégica na malha do terminal, ampliando a capacidade ofertada e garantindo maior eficiência nas operações logísticas.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

O avanço operacional é acompanhado por um amplo programa de modernização. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito RTGs elétricos (guindastes de pátio), totalizando agora 16 unidades desse modelo.

Os equipamentos são de última geração e operados remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela companhia no Brasil no fim de 2024. O investimento nos dez novos guindastes soma R$ 300 milhões.

Nos próximos anos, a empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos, substituindo gradualmente os modelos movidos a diesel. Cada equipamento convencional trocado por um elétrico reduz cerca de 20 toneladas de emissão de CO2 por mês, reforçando o compromisso com a descarbonização e a logística sustentável.

Expansão bilionária até 2031

O projeto de ampliação do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões até 2031. Desse total, cerca de R$ 2 bilhões já foram investidos.

A meta é elevar a capacidade operacional para 3 milhões de TEUs até o fim deste ano. O plano de crescimento está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece a meta de neutralidade de carbono (net zero) nos próximos anos.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Portos

Sul-coreana HMM declara interesse em leilão de megaterminal no porto de Santos

Lista de interessados tem também a filipina ICTSI, que apresentou estudo ao Ministério da Fazenda

Em reunião na última quarta-feira (9) com Caio Farias, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), executivos da armadora sul-coreana HMM (Hyundai Merchant Marine) informaram que vão participar do leilão do megaterminal Tecon 10, no porto de Santos.

A multinacional, que opera no Brasil desde 2006, é a última empresa do setor a sinalizar a disposição em participar do certame que, na teoria, deve acontecer até o final deste ano.

A Antaq recomendou ao TCU (Tribunal de Contas da União), que o leilão seja feito em duas fases. Na primeira, armadores (os donos dos navios) que já possuam terminais em Santos estariam proibidos de fazer ofertas. Estariam liberados apenas em uma eventual segunda rodada.

A restrição atinge os três maiores nomes do mundo no setor: MSC e Maersk são sócias na BTP, um terminal que está dentro do porto organizado, e a CMA CGM, que no ano passado adquiriu a Santos Brasil, o maior espaço de movimentação de contêineres da região.

Se a decisão do TCU seguir a recomendação da Antaq, Maersk e MSC deverão tentar barrar o leilão na Justiça. Este é o temor das demais participantes, segundo relatos ouvidos pela reportagem. Uma briga judicial pode atrasar ainda mais a concessão que deveria ter acontecido há dois anos. Ao mesmo tempo, conta com uma eventual pressão em favor do leilão pelo governo federal.

“A HMM tem como objetivo não somente aumentar seus serviços regulares de contêineres para o Brasil, mas principalmente suas atividades como operadora de terminais de contêineres no país. Assim como já atuamos em outros países, como Holanda, Estados Unidos, Cingapura e Coreia do Sul, entre outros. Desejamos ampliar nossa presença no mercado brasileiro”, disse à Folha, o CEO da Hyundai Brasil, Shangdai Lim.

Em capacidade de transporte de TEUs (sigla para o contêiner de 20 pés), é a oitava maior empresa do mundo no setor.

Outro armador que está interessado no processo é o filipino ICTSI, que tem terminais no Rio de Janeiro e no porto de Suape, em Pernambuco.

Na semana passada, a empresa apresentou à Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação do Ministério da Fazenda estudo encomendado à LCA Consultoria Econômica. O documento apresenta números e dados para corroborar a tese da Antaq de que o melhor modelo para o Tecon 10 é o leilão em duas fases.

“A realização do certame em duas etapas, conforma recomendação unânime da diretoria colegiada da Antaq e de seu corpo técnico, com respaldo do Ministério dos Portos e Aeroportos, é pró-competitiva e resta não apenas alinhada, mas essencial à consecução da política pública de fomento à maior concorrência e eficiência no mercado de contêineres no porto de Santos”, diz o documento.

“Quando a gente olha operações desse tipo, uma das primeiras coisas é perguntar: haveria algum incentivo para elas [Maersk, MSC e CMA CGM] restringirem o mercado? Sim. Elas teriam estímulos econômicos”, afirma Bernardo Gouthier, sócio-diretor da LCA.

O principal argumento da Antaq pela restrição é a questão concorrencial, de evitar que exista concentração de mercado no porto de Santos nas mãos de apenas uma companhia.

Outras empresas nacionais e estrangeiras se movimentam para apresentar lances no leilão. Isso confirma os temores dos armadores barrados da primeira fase de que eles estarão, de fato, alijados da disputa. Não haverá segunda rodada.

DPW, que tem terminal em Santos, mas não é armador, a chinesa Cosco e a JBS Terminais também estão interessadas, segundo apurou a Folha. Se a restrição cair, a CMA CGM não descarta participação.
Há a possibilidade de que se apresentem sozinhos ou em consórcios com outros operadores portuários.

Maersk e MSC, atingidos pelo modelo da Antaq, argumentam que a restrição não faz nenhum sentido porque diminui a disputa e o valor de outorga a ser recebido pelo governo federal. Apontam que, na prática, a concentração de mercado não existe, já que seus navios continuam levando cargas para outros terminais em Santos que não a BTP. A Maersk é, por exemplo, a maior cliente da Santos Brasil.

O governo do estado de São Paulo enviou correspondência ao Ministério dos Portos e Aeroportos condenando a restrição e o leilão em duas fases. Pediu a livre concorrência. O presidente da Autoridade Portuária em Santos, Anderson Pomini, também é a favor de que todos os interessados participem já na primeira rodada.

A dinamarquesa Maersk e a suíça MSC buscam pressionar também o governo federal, principalmente o Ministério dos Portos e Aeroportos. Menos de 60 minutos antes do horário marcado para conversa, em 25 de junho, com embaixadores de Dinamarca, Suíça e Holanda, representando a União Europeia, o ministro Silvio Costa cancelou sua presença.

A explicação oficial do ministério foi que ele havia sido convocado pelo presidente Lula para uma reunião institucional com o presidente do Benin.

Um representante da Maersk achou a explicação curiosa, já que o Brasil não tem interesse em portos ou aeroportos no país africano.

Silvio Costa também foi chamado para prestar esclarecimentos à Comissão Nacional de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso sobre impactos diplomáticos e econômicos no processo de licitação do Tecon 10. O ministro voltou a defender o modelo.

O Tecon 10 será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.
A capacidade vai chegar a 3,5 milhões de TEUs por ano (cada TEU representa um contêiner de 20 pés, ou cerca de 6 metros). Será o maior terminal do tipo no país.

Serão quatro berços (local de atracação do navio para embarque e desembarque). A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo

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HMM detalha planos de expansão de US$ 17,5 bilhões

A HMM, empresa de transporte marítimo da Coreia do Sul, revelou, nesta terça-feira, 10 de setembro, seus planos de expansão até o final da década, alocando um enorme montante de KRW 23,5 trilhões (US$ 17,48 bilhões). Esses investimentos vão fazer com que a frota de contêineres da empresa quase dobre, enquanto suas frotas de petroleiros e de grãos secos triplicarão até 2030.

Entre os investimentos da companhia estatal, a HMM gastará KRW 11 trilhões para aumentar sua frota de navios porta-contêineres para 130 embarcações com 1,55 milhões de slots. Dados da Alphaliner mostram que, atualmente, a linha coreana possui uma frota de 868.227 slots, posicionando-a como a oitava maior empresa de transporte marítimo do mundo. Também é considerável o investimento de KRW 5,6 trilhões destinados à expansão dos negócios de grãos secos e petroleiros da empresa, aumentando a frota de 36 navios para 110 embarcações com 12,56 milhões de DWT.

Entre outros compromissos, a HMM declarou hoje que pretende ser neutra em carbono até 2045, além de investir em muitos outros terminais.

Kim Kyung Bae, presidente e CEO da HMM, comentou: “Continuamos comprometidos em desenvolver um portfólio de negócios resiliente e em nos posicionar como líderes globais em transporte marítimo ecológico para o futuro.”

A HMM viu suas receitas intermediárias aumentarem 18,6% para KRW 4,99 bilhões, com um lucro líquido crescendo 88% para KRW 1,15 bilhões, e uma margem operacional de 21,1% no primeiro semestre, uma das mais altas entre todos os transportadores globais.

A empresa revelou, na última segunda-feira, que, com seus parceiros asiáticos Ocean Network Express (ONE) e Yang Ming, formará uma nova aliança de contêineres a partir de fevereiro próximo, chamada Premier Alliance.

Os planos de privatização de longa data para a transportadora flagship da Coreia do Sul foram frustrados em fevereiro deste ano. O Harim Group, cuja proposta com uma empresa local de private equity havia sido a escolhida pelos bancos estatais, desistiu do acordo.

A HMM foi colocada sob controle estatal em 2016, durante um período de grave crise financeira para muitas empresas de transporte marítimo coreanas, o que levou à liquidação de sua rival local, a Hanjin Shipping, poucos meses depois.

Fonte: Splash 247
HMM detalha planos de expansão de US$ 17,5 bilhões – Splash247

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