Logística

Apagão logístico no Brasil: escassez de caminhoneiros ameaça abastecimento e eleva custo do frete

O Brasil pode enfrentar um apagão logístico nos próximos anos diante da redução expressiva no número de caminhoneiros em atividade. A queda na quantidade de motoristas habilitados para veículos pesados, aliada à baixa atratividade da profissão, acende um alerta no setor de transporte de cargas e coloca em risco o abastecimento nacional.

Dados da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) indicam que o número de condutores caiu mais de 60% na última década, evidenciando um problema estrutural que impacta diretamente a economia.

Número de caminhoneiros cai mais de 60% em dez anos

Em 2014, o país registrava cerca de 3,5 milhões de motoristas profissionais. Atualmente, esse contingente é de aproximadamente 1,3 milhão. A redução drástica revela a dificuldade de renovação da categoria.

Outro fator preocupante é o envelhecimento dos profissionais. A média de idade dos caminhoneiros ativos gira em torno de 46 anos, enquanto a entrada de jovens no setor é cada vez menor. Transportadoras relatam que processos seletivos, que antes eram concluídos em até dois meses, agora podem levar até seis meses para serem finalizados.

A escassez de mão de obra já impacta a dinâmica operacional das empresas e pode comprometer a fluidez do transporte rodoviário de cargas.

Baixa remuneração e insegurança afastam novos profissionais

Entre os principais motivos para o desinteresse pela carreira estão a baixa remuneração, o aumento dos custos de manutenção dos veículos e a insegurança nas estradas. O roubo de cargas e a falta de infraestrutura adequada nas rodovias brasileiras figuram entre as maiores queixas da categoria.

Profissionais do setor apontam que, ao longo dos anos, a atividade perdeu valorização, apesar de ser essencial para o funcionamento da cadeia de suprimentos no país. Sem melhorias nas condições de trabalho e na remuneração, a tendência é de agravamento da crise de mão de obra.

Dependência do transporte rodoviário amplia risco econômico

O cenário se torna ainda mais delicado diante da forte dependência do Brasil do modal rodoviário. Atualmente, cerca de dois terços de toda a carga transportada no país circula por estradas.

Com menos caminhoneiros disponíveis, o custo do frete tende a subir, refletindo diretamente nos preços dos produtos nos supermercados e no abastecimento da indústria. A falta de profissionais pode comprometer o escoamento da produção agrícola e industrial, afetando o crescimento econômico.

Especialistas defendem que, além da valorização do motorista, o país precisa investir na diversificação da matriz de transportes. A ampliação do modal ferroviário surge como alternativa estratégica para reduzir a pressão sobre as rodovias, permitindo o transporte de grandes volumes a longas distâncias com menor custo e maior segurança. Nesse modelo, o caminhão manteria papel fundamental na distribuição regional e na chamada “última milha”.

Sem medidas estruturais e políticas de incentivo à profissão, o Brasil corre o risco de enfrentar um gargalo logístico capaz de impactar toda a cadeia produtiva.

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Fonte: segundo reportagem exibida pela BAND TV.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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Transporte

ICMS dos combustíveis sobe em 2026 e amplia pressão sobre custos da logística

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) confirmou um novo aumento do ICMS sobre combustíveis a partir de janeiro de 2026. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, eleva o imposto em R$ 0,10 por litro da gasolina, que passa a R$ 1,57; R$ 0,05 por litro do diesel, chegando a R$ 1,17; e R$ 1,05 por botijão de gás de cozinha.

Mudança na cobrança elevou o peso do imposto

Levantamento da Gasola by nstech aponta que a alteração na metodologia de cobrança adotada em 2022 — quando o ICMS passou a ter valor fixo por litro e alíquota unificada — resultou em um aumento acumulado de cerca de R$ 0,22 por litro no diesel. Esse avanço representa aproximadamente 23% de alta dentro do próprio imposto estadual, ampliando gradualmente o peso do tributo na estrutura de custos do transporte rodoviário.

Impacto direto no transporte de cargas

Segundo a Gasola, o atual patamar do ICMS afeta diretamente a operação das transportadoras. Como o diesel é o principal insumo do transporte de cargas no Brasil, qualquer reajuste é rapidamente incorporado às planilhas de custos das empresas que consomem grandes volumes de combustível. O reflexo inicial ocorre no valor do frete e, em seguida, se espalha para os preços de alimentos, produtos industriais e bens destinados ao consumidor final.

Com o reajuste já definido para 2026, a expectativa do setor é de aumento estrutural dos custos logísticos. Mesmo variações aparentemente pequenas por litro, quando aplicadas ao consumo nacional de combustíveis, geram impactos relevantes sobre toda a cadeia de transporte, influenciando negociações entre embarcadores e transportadoras e pressionando o preço final das mercadorias.

Previsibilidade tributária entra no centro do debate

Especialistas avaliam que o principal desafio passa a ser a previsibilidade do tributo. Revisões frequentes do ICMS dificultam o planejamento financeiro das operações de transporte. A Gasola destaca que, embora o modelo de valor fixo tenha reduzido diferenças entre estados, a dependência de reajustes periódicos mantém o setor em constante estado de alerta.

Para o setor logístico, a estabilidade tributária é fundamental para o planejamento do frete e para o funcionamento eficiente das cadeias de suprimentos. A discussão sobre reajustes anuais do ICMS sobre o diesel tende a ganhar ainda mais relevância, diante do impacto direto sobre operações intensivas em combustível e da influência desse custo na formação dos preços ao consumidor.

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Fonte: Modais em Foco

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MODAIS EM FOCO

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Transporte

Transporte de Cargas Cresce 40% Pós-Pandemia e Aumenta Pressão na Logística Brasileira

O transporte rodoviário de cargas mantém um ritmo acelerado no Brasil e opera quase 40% acima dos níveis registrados antes da pandemia, aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada em outubro. Esse avanço amplia o fluxo de mercadorias e impulsiona a demanda por manutenção de frotas, peças de reposição e pneus, mas não se reflete na mesma proporção no valor do frete, que segue praticamente estável. O desequilíbrio pressiona os custos operacionais e obriga empresas de logística a reorganizar processos.

Crescimento constante e margens apertadas

O IBGE registra expansão contínua desde 2022, com patamar recorde em 2023. A FETCESP avalia que o setor cresce mesmo em meio a margens estreitas, forte competição e necessidade permanente de revisão de custos. Transportadoras têm reforçado o controle de despesas, ajustado operações e aprimorado a gestão para manter a saúde financeira.

E-commerce, indústria e agronegócio impulsionam o setor

Empresas atribuem o aumento do volume transportado ao avanço do comércio eletrônico, à retomada industrial, ao dinamismo do agronegócio e ao crescimento das exportações. A expansão de investimentos em tecnologia, rastreamento, automação, frota própria e sistemas de gestão logística também sustenta o patamar atual. O modal rodoviário segue como peça-chave na conexão entre indústrias, centros de distribuição e consumidores.

Modernização acelera após impacto da pandemia

A recuperação do setor ganhou força após o período crítico da pandemia. Com cadeias produtivas mais dependentes de eficiência logística, empresas intensificaram o uso de digitalização, sistemas de gestão e métodos para aumentar disponibilidade de veículos e previsibilidade das entregas. No agronegócio, cargas como grãos, carnes, alimentos e bebidas seguem liderando o volume, especialmente no último trimestre — período de alta demanda. Houve ainda maior movimentação de níquel e de terras raras.

Frete estável e custos pressionados

Mesmo com mais cargas na estrada, o frete não avança no mesmo ritmo. Entre os fatores que travam a valorização estão o preço do combustível, pedágios, manutenção e aquisição de pneus. Para muitas empresas, o aumento da receita depende do volume transportado, da fidelização de clientes e da adoção de veículos com maior capacidade.

Frota mais exigida demanda manutenção reforçada

O crescimento da movimentação intensifica o desgaste dos veículos e eleva a necessidade de manutenção preventiva. Estimativas apontam que cada 10% de aumento no volume transportado gera acréscimo de 6% a 8% no consumo de peças e pneus, sobretudo entre companhias com frota própria. O uso de dados, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise se torna essencial para reduzir paradas inesperadas e controlar custos.

Falta de motoristas segue como desafio central

A escassez de motoristas permanece um dos principais entraves do setor. Entidades como SEST SENAT e sindicatos regionais têm promovido programas de qualificação e requalificação. Transportadoras também avançam em iniciativas internas de capacitação, melhoria das condições de trabalho e planos de carreira para atrair e reter profissionais.

Expectativas do setor até 2026

Para 2026, empresas projetam um período de ajustes operacionais e adaptação aos efeitos da Reforma Tributária. O setor prevê maior rigor técnico na gestão, monitoramento contínuo de custos e participação ativa em debates conduzidos por federações e sindicatos. A aposta segue em tecnologia, qualificação de motoristas e ampliação de estruturas de armazenagem para manter competitividade em um cenário de transformação logística.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Tecnologia

Mercado Livre usará 125 robôs para separar pedidos no Brasil, após novo frete grátis impulsionar vendas

Mudança ocorre após redução do valor mínimo para frete grátis elevar vendas. Equipamentos manuseiam até 105 mil itens por dia, diminuindo em 25% o ciclo de processamento de pedidos com múltiplos itens

O Mercado Livre anunciou o lançamento de uma nova geração com 125 robôs de separação de produtos para acelerar as operações logísticas e otimizar as entregas. Eles são capazes de manusear até 105 mil itens por dia, diminuindo em 25% o ciclo de processamento de pedidos com múltiplos itens. Na prática, isso vai significar uma hora a menos no ciclo total de preparo de uma encomenda, o que possibilita um avanço no prazo de entrega ao cliente.

A empresa já tem quase 500 robôs em operação no país, contando também com um modelo chinês que carrega as estantes até os operadores, economizando quilômetros de caminhada dos trabalhadores de centros de distribuição.

Indagada se a inovação significaria perda de postos de trabalho, a cúpula da empresa afirmou que busca otimizar o trabalho humano, realocando funcionários em funções de maior valor agregado. Fernando Yunes, vice-presidente sênior da plataforma, afirmou que a implementação dos robôs não elimina a necessidade de mão de obra e que a empresa planeja contratar mais de 12 mil pessoas este ano.

O reforço da automação ocorre pouco depois de a empresa reduzir o valor mínimo para frete grátis de R$ 79 para R$ 19, o que levou a um crescimento de 34% no volume comercializado em julho na comparação com o mês anterior.

A aposta no frete mais acessível pressiona a rentabilidade no curto prazo, mas visa o crescimento sustentável a longo prazo ao expandir a base de clientes, afirmou Yunes. A estratégia de frete grátis para pedidos de menor valor, com prazo de entrega mais longo, permite que a empresa use melhor sua malha logística.

— Temos que mandar o caminhão de todo jeito, então ocupamos espaços sobrando com esses pacotes que não têm urgência — completa Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística.

Segundo a empresa, a otimização de rotas e espaços vazios gerou ganho de eficiência crucial para a operação.

IA busca produto proibido

O Brasil é o maior mercado da empresa na América Latina. Segundo a plataforma, 5,8 milhões de empreendedores e pequenas e médias empresas usaram o ecossistema da companhia no ano passado e movimentaram R$ 381 bilhões.

De acordo com a empresa, 56% das entregas são feitas em até 24 horas nas capitais, índice que chega a 73% no estado de São Paulo.

Com a recente resolução da Anatel que responsabiliza marketplaces pela venda de produtos irregulares, o Mercado Livre afirmou que reforçou sua postura de não permitir a venda de itens não homologados. A plataforma exige que os vendedores preencham um campo com o código de homologação da Anatel ao anunciar produtos eletrônicos.

A empresa usa ferramentas de inteligência artificial (IA) para monitorar e derrubar anúncios que violam as regras. No ano passado, mais de 10 milhões de anúncios foram removidos automaticamente por meio desses algoritmos.

Além do uso da IA, a empresa mantém um programa de colaboração com as próprias marcas. Equipes das grandes marcas parceiras do Mercado Livre navegam pela plataforma buscando produtos que possam ser irregulares. Ao identificar um anúncio que a IA não detectou, elas podem denunciá-lo.

A partir da denúncia, o Mercado Livre inicia investigação do vendedor e do produto, aplicando penalidades que variam desde a remoção do anúncio até o banimento definitivo da plataforma em casos de reincidência.

Fonte: O Globo

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio, Internacional, Mercado Internacional

FT: Queda em demanda provocada por tarifas de Trump afeta portos nos EUA e frete aéreo

A guerra comercial de Trump contra Pequim começa a afetar a impactar a economia dos EUA de forma mais ampla, com operadores de portos e gestores de fretes aéreos relatando fortes quedas nos volumes de mercadorias provenientes da China.

Empresas de logística dizem que as reservas de contêineres para os EUA tiveram forte queda desde a imposição de tarifas de 145% sobre as importações chinesas pelos EUA.

O porto de Los Angeles, principal rota de entrada de mercadorias chinesas, estima que as remessas com chegada programada na semana iniciada em 4 de maio serão cerca de 35% menores do que há 12 meses, enquanto gestores de fretes aéreos também relatam fortes declínios nas reservas.

Na comparação anual, houve queda de 45% nas reservas do contêiner padrão, de 20 pés, da China para os EUA em meados de abril, de acordo com os dados mais recentes disponíveis da Vizion, um serviço que acompanha o transporte de contêineres.

De acordo com o secretário-geral da Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês), John Denton, a redução nos fluxos comerciais entre China e EUA reflete o movimento de traders “empurrando a tomada de decisões mais para a frente”,enquanto aguardam para ver com que rapidez Washington e Pequim conseguem chegar a algum acordo para reduzir as tarifas.

De acordo com pesquisa com membros da ICC, realizada em mais de 60 países após o anúncio das tarifas de Trump em 2 de abril, o “dia da libertação”, a expectativa é que, não importa qual seja o resultado das negociações, o comércio será impactado de forma permanente.

Denton disse que o custo de acesso ao mercado americano será o mais alto desde a década de 1930. Referindo-se à tarifa-base para todos os países, ele disse que “há quase uma aceitação de que 10% será a cobrança mínima para acessar o mercado dos EUA, independentemente de outras incertezas”.

Washington e Pequim começam a demonstrar sinais de que estão sentindo os impactos. Na semana passada, ambos anunciaram algumas isenções tarifárias para produtos importantes para suas respectivas economias, enquanto Trump previu que a tarifa de 145% “cairá substancialmente”. Na sexta-feira, no entanto, a China destacou não estar em negociações com os EUA.

Com a chegada aos EUA das primeiras remessas de contêineres da China que serão alvo das novas tarifas estando prevista para a próxima semana, operadores de frete destacam que as cadeias de suprimentos estão mudando.

O diretor de frete marítimo da firma de logística americana Flexport, Nathan Strang, disse que as empresas estão esperando para embarcar mercadorias, na expectativa de que Washington e Pequim cheguem a um acordo para abrandar as tarifas.

Segundo executivos da área de logística, importadoras americanas estão tentando acabar com os estoques acumulados antes de importar novos produtos da China. Elas também estão armazenando mercadorias em armazéns nos quais os produtos podem ficar isentos de impostos até a retirada, ou desviando-as para países vizinhos como o Canadá.

“Eles estão sentando sobre as mercadorias na origem, sentando sobre mercadorias no destino”, disse Strang, advertindo que, se um acordo para reduzir tarifas for alcançado, as tarifas de frete terão forte alta.

A Hapag-Lloyd, uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo, informou que clientes chineses cancelaram cerca de 30% de suas reservas saindo da China.

A empresa taiwanesa TS Lines, que tem ações negociadas em Hong Kong, suspendeu recentemente um de seus serviços entre a Ásia e a Costa Oeste dos EUA.“A demanda não está lá”, disse uma fonte da empresa.

As quedas nos volumes de encomendas impactaram diretamente os desembarques em Los Angeles, segundo analistas de dados marítimos da Sea-Intelligence, que relataram um aumento no número de “viagens em branco”, quando viagens programadas são canceladas.

Quase 400 mil contêineres a menos foram reservados em rotas da Ásia para a América do Norte para as quatro semanas a partir de 5 de maio — um declínio de 25% em relação ao que estava planejado para quatro semanas a partir do início de março, antes da imposição das tarifas.

Somente o Porto de Los Angeles prevê que haverá 20 viagens “em branco” (canceladas ou com mudança na data de chegada) em maio, que teriam trazido mais de 250 mil contêineres — um aumento em relação às 6 viagens em branco em abril.

Por sua vez, isso representa uma forte queda em relação a esta semana, quando as chegadas aumentaram 56% na comparação anual — sinal de que os importadores anteciparam entregas de outros polos industriais do Sudeste Asiático, como Camboja e Vietnã, que ganharam uma “pausa” de 90 dias nas tarifas.

Os preços dos contêineres refletiram essa mudança nas cadeias de suprimentos, segundo dados da plataforma logística Freightos. Houve um aumento de 15% no preço dos contêineres de 40 pés vindos do Vietnã, enquanto nas principais rotas entre China e EUA houve uma queda de 27%.

“Os preços [dos contêineres] de outros países asiáticos para os EUA podem continuar a subir, antes da data das novas tarifas em julho”, disse Judah Levine, chefe de análises da Freightos.

Os volumes de carga aérea também tiveram forte queda, segundo a Associação de Transportadores Aéreos dos EUA (AfA), com as reservas provenientes da China dos membros do grupo caindo cerca de 30%.

“Muitos membros simplesmente pararam de receber encomendas da China”, disse Brandon Fried, diretor-executivo da associação setorial. “Isso também está criando um efeito sanfona nos preços e nos números de reservas, à medida que os traders reagem a cada nova notícia vinda da Casa Branca.”

O setor deverá ser ainda mais afetado pela decisão dos EUA de encerrar seu programa conhecido como “de minimis”, que permitia a importação isenta de tarifas de produtos com valor inferior a US$ 800 — um canal importante para varejistas de comércio eletrônico como Shein e Temu. Os produtos chineses perderão essa isenção a partir de 2 de maio.

Lavinia Lau, diretora comercial da Cathay Pacific, de Hong Kong, cuja divisão de carga aérea representa cerca de 25% da receita da empresa, prevê uma “suavização” da demanda entre China e EUA em razão das tarifas e às mudanças na regra “de minimis”.

A Easyway Air Freight, uma firma de fretes aéreos de Hong Kong, informou que seus negócios da China para os EUA tiveram queda de cerca de 50% após o aumento das tarifas.

Executivos de comércio eletrônico também observam um declínio na demanda por fretes. “Estamos vendo notavelmente menos solicitações de cotação de preços para embarques de carga aérea”, disse Wang Xin, chefe da Associação de Comércio Eletrônico Internacional de Shenzhen (SZCBEA).

Embora o acúmulo de estoques e a reorientação das cadeias de suprimentos tenham ajudado a amortecer o impacto para os consumidores, transportadoras e varejistas já começam a sentir os efeitos da desaceleração nas importações.

A Knight-Swift Transportation, uma das maiores empresas de transporte rodoviário dos EUA, com sede no Arizona, advertiu que o volume deverá cair, citando a incerteza causada pela ameaça de tarifas.

O executivo-chefe da empresa, Adam Miller, disse que alguns de seus maiores clientes estão “expressando preocupação” de que o custo das tarifas resultaria em volumes menores em maio.

“Alguns nos disseram que, sim, cancelaram encomendas ou pararam de encomendar, em especial da China, e estão tentando ajustar sua cadeia de suprimentos para evitar o custo”, disse.

Segundo consultores do setor de varejo, os padrões de compra refletem três meses consecutivos de queda nos índices de confiança do consumidor.

John Shea, executivo-chefe da Momentum Commerce, que ajuda empresas de bens de consumo a vender cerca de US$ 7 bilhões por ano na Amazon, alertou para o risco de um “duplo impacto”, de aumento de preços e queda no consumo.

“Estamos vendo evidências de que os consumidores começam a optar por produtos mais baratos […] ao mesmo tempo em que os preços continuam subindo”, disse Shea.

Fonte: Valor Econômico


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Alta de 250%: Quanto custa o frete de um contêiner da China?

Até março, o frete de um contêiner de 40 pés custava cerca de 3 mil dólares, mas agora atinge 7.500 dólares, representando uma alta de 250% em menos de um ano.

A crescente demanda por veículos elétricos chineses e a antecipação de importações em razão do reajuste nas alíquotas, assim como a sobrecarga dos portos são alguns dos principais fatores para a escalada dos preços, segundo o especialista em comércio exterior entre Brasil e China e consultor de importação, Rodrigo Giraldelli.

“Para o importador brasileiro, a adaptação é fundamental. O aumento dos custos e a superlotação dos portos exigem uma gestão mais estratégica, desde a escolha do produto até a negociação com fornecedores”, diz.

Estimativas do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave) indicam que o gargalo logístico no Brasil seja responsável por perda anual superior a 21 bilhões de dólares com o comércio exterior, em especial por exportações não efetivadas. O cálculo leva em conta uma capacidade adicional de 500 mil contêineres/ano que deixa de ser ofertada aos exportadores brasileiros e considera a infraestrutura instalada atual.

Fonte: Veja
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Frete permanecerá alto no próximo ano – sem alívio para os embarcadores, prevê Drewry

A previsão é de que cerca de três milhões de TEUs de nova tonelagem que chegarão no próximo ano serão “mais do que compensados” por novas interrupções no mercado, garantindo que os embarcadores em dificuldades não terão alívio, segundo a Drewry.

Com a incerteza sobre novas greves nos portos da costa leste dos EUA, a consultoria marítima elaborou dois cenários: um que considera uma greve em janeiro e outro cenário sem greve, e concluiu que, em ambos os casos, as tarifas de frete continuarão a subir.

“As greves portuárias terão um impacto inflacionário significativo nas tarifas spot, não apenas no comércio conectado aos EUA, mas também afetando outras rotas”, afirmou Philip Damas, da Drewry.

“Se não houver greve portuária, algumas tarifas spot poderão cair, mas, de modo geral, acreditamos que outros fatores, como o aumento das taxas de carbono do sistema de comércio de emissões, que subirão 75% em janeiro, garantirão que as tarifas permaneçam elevadas.” Ele acrescentou: “Assim, teremos um retorno gradual aos aumentos nas tarifas. É importante destacar que as tarifas de frete globais aumentaram 87% entre 2019, antes da pandemia, e este ano, com um aumento médio de 87%.”

“Mesmo que o Canal de Suez reabra, não esperamos que as tarifas de frete de contêineres voltem aos níveis pré-pandemia.”

Damas reconheceu que a reabertura do Mar Vermelho aumentaria a capacidade de transporte em cerca de 25%. No entanto, a Drewry não acredita que isso ocorra, prevendo que a interrupção e as rotas pelo Cabo da Boa Esperança continuarão até pelo menos 2026.

“Estendemos a previsão para a retomada das travessias em larga escala pelo Canal de Suez até 2026”, confirmou Damas.

“Antes, esperávamos que isso fosse resolvido até a primeira metade de 2025… Estamos vendo tensões crescentes no Oriente Médio e não vemos motivo para otimismo nesse aspecto.”

Além da pressão do Mar Vermelho e das possíveis greves na costa leste dos EUA, a reconfiguração das alianças de transporte no próximo ano deverá causar novos retrocessos, com Damas descrevendo a MSC como “uma espécie de aliança de rede de transportadora quase única”.

“Fiquem atentos à integridade da programação da Gemini, que será dependente do consumidor”, aconselhou. “Com base em nossa experiência, sabemos que as operações de transbordo de contêineres podem rapidamente ser impactadas por atrasos e conexões perdidas.”

Fonte: The LoadStar
https://theloadstar.com/freight-rates-will-stay-high-next-year-no-respite-for-shippers-predicts-drewry/

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Taxas da CNTR agora quatro vezes maiores do que pré-pandemia

As taxas de frete de contêineres continuam a tendência de alta, com o 3º trimestre parecendo que será um dos trimestres mais lucrativos da história do liner, com aumentos de taxas de julho parecendo estar se consolidando.

O índice global composto de Drewry subiu 10% ontem, para US$ 5.868 por teu. O último índice à vista está 43% abaixo do pico anterior da pandemia, de US$ 10.377 em setembro de 2021, mas é 313% maior do que a taxa média de 2019, pré-pandemia, de US$ 1.420.

Os quatro principais comércios leste-oeste, conforme rastreado por Drewry, mais do que dobraram seus níveis de taxa desde a primeira semana de maio, de acordo com Lars Jensen, fundador da consultoria Vespucci Maritime, com o transpacífico para as costas leste e oeste parecendo especialmente quente.

O índice de frete conteinerizado de Xangai, divulgado hoje, subiu 19,48 pontos, para 3733,8 pontos, maior nível desde agosto de 2022.

“As rotas Ásia-EUA estão se aproximando das máximas vistas durante o auge do último pico de 2021/2022, enquanto outros mercados permanecem um pouco distantes desses níveis elevados anteriores”, afirmou um relatório recente do banco de investimento Jefferies.

“Se o início antecipado da alta temporada em maio se provar suficiente para significar um fim antecipado também, então podemos esperar que os níveis de congestionamento e taxas atinjam seu nível mais alto em julho e agosto, permitindo algum alívio até outubro até que a pressão seja retomada no período que antecede o Ano Novo Lunar”, previu Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos. uma plataforma de reserva de caixas.

Levine destacou como o custo para enviar um contêiner de churrasqueiras a gás Weber da China para os EUA disparou, e agora é cinco vezes maior, de US$ 30 por grelha, em comparação com US$ 5,60 no ano passado e menos de US$ 5,30 em junho de 2019. Normalmente, os custos de frete marítimo representam cerca de 1% do preço de uma churrasqueira, mas agora representam cerca de 6%, de acordo com Levine.

“Esse aumento pode forçar os importadores a escolher entre absorver esses custos ou repassá-los aos consumidores”, sugeriu Levine.

Nas últimas semanas, espelhando a era da pandemia, houve muitos alertas de lucro de varejistas em todo o mundo citando altos custos de envio.

Taxas de caixa agora quatro vezes maiores do que pré-pandemia – Splash247

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Índice Mundial de Contêineres – 30 de maio O World Container Index da Drewry aumentou 4% para US$ 4.226 por contêiner de 40 pés esta semana.

Nossa avaliação detalhada para quinta-feira, 30 de maio de 2024

  • O índice composto aumentou 4% para US$ 4.226 por contêiner de 40 pés esta semana e aumentou 151% quando comparado com a mesma semana do ano passado.
  • O último índice composto Drewry WCI de US$ 4.226 por contêiner de 40 pés é 198% maior do que as taxas médias de 2019 (pré-pandemia) de US$ 1.420.
  • O índice composto médio para o acumulado do ano é de US$ 3.323 por contêiner de 40 pés, o que é US$ 598 maior do que a taxa média de 10 anos de US$ 2.725 (que foi inflada pelo excepcional período de Covid de 2020-22).
  • As taxas de frete de Xangai para Nova York aumentaram 6% ou US$ 372 para US$ 6.835 por contêiner de 40 pés. Da mesma forma, as taxas de Xangai a Roterdã subiram 5% ou US$ 271 para US$ 5.270 por feu. Da mesma forma, as taxas de Xangai para Gênova subiram 4% ou US$ 199 para US$ 5.693 por caixa de 40 pés. Além disso, as taxas de Xangai para Los Angeles aumentaram 2% ou US $ 113 para US $ 5.390 por feu. Além disso, as taxas de Roterdã a Xangai subiram 1% ou US$ 4 para US$ 677 por caixa de 40 pés. Por outro lado, as taxas de Roterdã a Nova York diminuíram 1% ou US$ 19 para US$ 2.222 por contêiner de 40 pés. Enquanto isso, as taxas de Los Angeles a Xangai e de Nova York a Roterdã permanecem estáveis. Drewry espera que as taxas de frete ex-China continuem subindo na próxima semana devido ao início da alta temporada.

Taxas de frete spot por rota principal

Nossa avaliação em oito grandes comércios Leste-Oeste:

Índice Mundial de Contêineres – 30 de maio

O World Container Index da Drewry aumentou 4% para US$ 4.226 por contêiner de 40 pés esta semana.


Fonte: Drewry World Container Index, Drewry Supply Chain Advisors

Nossa avaliação detalhada para quinta-feira, 30 de maio de 2024

  • O índice composto aumentou 4% para US$ 4.226 por contêiner de 40 pés esta semana e aumentou 151% quando comparado com a mesma semana do ano passado.
  • O último índice composto Drewry WCI de US$ 4.226 por contêiner de 40 pés é 198% maior do que as taxas médias de 2019 (pré-pandemia) de US$ 1.420.
  • O índice composto médio para o acumulado do ano é de US$ 3.323 por contêiner de 40 pés, o que é US$ 598 maior do que a taxa média de 10 anos de US$ 2.725 (que foi inflada pelo excepcional período de Covid de 2020-22).
  • As taxas de frete de Xangai para Nova York aumentaram 6% ou US$ 372 para US$ 6.835 por contêiner de 40 pés. Da mesma forma, as taxas de Xangai a Roterdã subiram 5% ou US$ 271 para US$ 5.270 por feu. Da mesma forma, as taxas de Xangai para Gênova subiram 4% ou US$ 199 para US$ 5.693 por caixa de 40 pés. Além disso, as taxas de Xangai para Los Angeles aumentaram 2% ou US $ 113 para US $ 5.390 por feu. Além disso, as taxas de Roterdã a Xangai subiram 1% ou US$ 4 para US$ 677 por caixa de 40 pés. Por outro lado, as taxas de Roterdã a Nova York diminuíram 1% ou US$ 19 para US$ 2.222 por contêiner de 40 pés. Enquanto isso, as taxas de Los Angeles a Xangai e de Nova York a Roterdã permanecem estáveis. Drewry espera que as taxas de frete ex-China continuem subindo na próxima semana devido ao início da alta temporada.

Taxas de frete spot por rota principal

Nossa avaliação em oito grandes comércios Leste-Oeste:

Freight Loop 29 de maio: “Por que as taxas spot estão subindo?”

Taxas de frete do mercado Ocean spot em relação a 790 pares de portos globais

Se você precisar de informações sobre a taxa de frete de contêineres do mercado spot em outras rotas para as acima, saiba mais sobre nosso serviço on-line Container Freight Rate Insight (CFRI), que abrange mais de 790 pares de portos globais (atualizados mensalmente).

Saiba mais em DREWRY
Drewry – Briefing Executivo de Logística – World Container Index: Correlações e metodologia

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