Economia

Dólar hoje recua na abertura dos negócios no Brasil

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400

O dólar comercial opera em baixa ante real nesta sexta-feira, enquanto no exterior a divisão oscila em baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) siga cortando juros nos próximos meses, mesmo com a paralisação parcial do governo dos EUA ameaçando atrapalhar a atuação dos agentes, ao congelar a divulgação de dados econômicos.

Qual a cotação do dólar?

Às 9h22, o dólar à vista tinha queda de 0,19%, para R$ 5,330 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,08%, a R$ 5,3835.

No mesmo horário, no exterior o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisões fortes — caiu 0,04%, para 97,783.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,329
  • Venda: R$ 5,330

Dólar Turismo

  • Venda: R$ 5,368
  • Compra: R$ 5,548

FONTE: Reuters e InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Atividade econômica de SC em julho reforça sinais de desaceleração

Depois de três meses de recuo, resultado de julho mostra estabilidade na comparação com junho

A economia catarinense vem desacelerando e em julho a atividade econômica medida pelo IBCR – indicador do Banco Central que é considerada uma prévia do PIB – ficou estável em relação ao  mês anterior. Em queda desde abril, o índice reflete a redução do ritmo de crescimento dos grandes setores da economia, como indústria, comércio e serviços.

Em junho, a economia de SC recuou 0,1% frente ao mês anterior. Em maio o indicador mostrou queda de 0,3% frente a abril e em abril o indicador mostrou retração de 1,3% frente a março. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, a desaceleração era esperada pelo elevado nível da taxa de juros, que deverá permanecer até o final de 2025.

O desempenho se deve, em parte, também aos efeitos do tarifaço norte-americano sobre os produtos brasileiros. “Os Estados Unidos são o principal destino das exportações do estado. As vendas de Santa Catarina para os Estados Unidos recuaram 19,5% em agosto, em relação a igual período do ano passado”, afirmou.

FONTE:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Exportações do Brasil chegam a US$ 255,21 bi até a 4ª semana de setembro

Saldo comercial mantém resultado positivo em 2025

As exportações brasileiras somaram US$ 255,206 bilhões desde janeiro até a quarta semana de setembro de 2025. Já as importações alcançaram US$ 210,234 bilhões no mesmo período, resultando em um superávit de US$ 44,972 bilhões. A corrente de comércio acumulada no ano atingiu US$ 465,44 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Desempenho da 4ª semana de setembro

Na quarta semana de setembro, a balança comercial registrou déficit de US$ 0,157 bilhão. As exportações somaram US$ 7,7 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 7,9 bilhões. A corrente de comércio semanal atingiu US$ 15,6 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações totalizam US$ 27,6 bilhões e as importações, US$ 25,5 bilhões, mantendo um saldo positivo de US$ 2,16 bilhões. A corrente de comércio mensal está em US$ 53 bilhões.

Comparativo com setembro de 2024

A média diária de exportações até a quarta semana de setembro de 2025 foi de US$ 1,381 bilhão, representando crescimento de 1,9% em comparação com setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão).

Nas importações, a média diária chegou a US$ 1,273 bilhão, alta de 14,3% frente à média de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhão).

Com esses resultados, a corrente de comércio diária média foi de US$ 2,654 bilhões, com saldo positivo diário de US$ 107,99 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve avanço de 7,5% no fluxo comercial.

Setores exportadores: agropecuária e indústria extrativa crescem

Entre os setores exportadores, a comparação com setembro de 2024 aponta os seguintes desempenhos na média diária:

  • Agropecuária: aumento de US$ 24,98 milhões (+9,2%)
  • Indústria Extrativa: alta de US$ 18,43 milhões (+6,4%)
  • Indústria de Transformação: queda de US$ 20,82 milhões (-2,6%)

Importações impulsionadas pela indústria de transformação

No mesmo comparativo, as importações por setor apresentaram o seguinte comportamento:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 180,13 milhões (+17,8%)
  • Agropecuária: recuo de US$ 0,59 milhão (-2,7%)
  • Indústria Extrativa: redução de US$ 18,86 milhões (-25,7%)

Cenário reforça atividade econômica

Os resultados da balança comercial mostram avanço da corrente de comércio e desempenho crescente das importações ligadas à indústria, enquanto as exportações seguem sustentadas pela agropecuária e pela indústria extrativa.

FONTE: Secex/MDIC.
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: ARQUIVO/PORTO DE ITAJAÍ

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Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

China cobre seus desertos com painéis solares para alimentar sua economia

Em um deserto no norte da China, um mar de painéis solares azuis cobre a areia e se adapta ao relevo das dunas como se fossem ondas. 

“Antes não havia nada aqui (…), estava completamente deserto”, lembra Chang Yongfei, nativo desta região da Mongólia Interior, que costumava trabalhar no setor do carvão, um pilar histórico da economia local. 

A 700 quilômetros de Pequim, centenas de milhares de painéis representam a acelerada transição energética da China, o maior emissor mundial de gases de efeito estufa. 

O presidente chinês, Xi Jinping, comprometeu-se na quarta-feira, em um discurso por videoconferência durante uma cúpula especial da ONU, a reduzir as emissões globais do país entre 7% e 10% até 2035 em relação ao ano de maiores emissões, que acredita-se será 2025. 

Entre 2022 e 2030, as instalações solares nos desertos e áreas áridas terão produzido o triplo da capacidade elétrica de um país como a França, segundo um documento de planejamento. 

Imagens de satélite analisadas pela AFP confirmam a rápida expansão da energia fotovoltaica nos grandes desertos chineses durante os últimos dez anos. 

Em Ordos, no deserto de Kubuqi, visitado por uma equipe da AFP, mais de 100 km² de areia foram cobertos com painéis solares, o que equivale à superfície de cidades como Lisboa ou Paris. 

No entanto, essa opção apresenta inúmeros desafios: as tempestades de areia podem danificar as instalações, e temperaturas muito altas reduzem sua eficácia. 

Além disso, o acúmulo de areia nos painéis exige uma quantidade considerável de água para limpá-los, em áreas que, no entanto, são secas. 

Para mitigar as dificuldades, os painéis utilizados em Kubuqi são equipados com ventiladores capazes de se limparem automaticamente e usam uma tecnologia de dupla face que permite também captar a luz refletida na areia, segundo a imprensa estatal.

– Atração turística –

A distância entre os desertos e os centros de consumo é outro obstáculo. As centrais solares de Kubuqi têm como objetivo abastecer as longínquas regiões de Pequim, Tianjin ou Hebei. 

Existe um risco de “congestionamento nas linhas de transmissão”, indica David Fishman, sócio da consultoria Lantau Group. 

Por isso, várias províncias agora “restringem a aprovação de novos projetos”, acrescenta. 

Também é preciso lidar com o aumento do turismo, impulsionado por vídeos virais de expedições em quadriciclos ou passeios de camelo. 

Ao volante de seu 4×4, Chang Yongfei, que trabalhava na mineração de carvão, agora se dedica a essa atividade para ganhar a vida. 

Seus chalés com vistas panorâmicas para as dunas, a poucos passos do campo solar, são um grande sucesso nas redes sociais. 

“Essa transição [energética] tem sido muito boa para a região”, destaca o homem de 46 anos, embora admita estar “muito preocupado” com a possibilidade de que o campo solar acabe engolindo o deserto e, com ele, a prosperidade turística.

– Manutenção do carvão –

Outras vozes destacam que a intensa produção de energia solar não levou ao abandono do carvão. 

A China lançou, no primeiro semestre de 2025, novas capacidades de produção de eletricidade a partir de carvão nunca vistas desde 2016, segundo um relatório do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês) e do Global Energy Monitorl (GEM). 

Ao redor de Kubuqi, caminhões manchados pela fuligem, trens intermináveis cheios de carvão e grandes chaminés testemunham o vigor dessa indústria. 

Por fim, a instalação de grandes campos solares nos desertos lança dúvidas sobre seu impacto no clima, indica Zhengyao Lu, pesquisador da Universidade de Lund. 

Segundo ele, a absorção de calor por grandes superfícies escuras pode modificar os fluxos atmosféricos e ter “efeitos colaterais negativos, como uma redução das chuvas” em outras regiões. 

Em vez de cobrir a maior área possível, ele defende um “desenvolvimento mais inteligente, localizado e organizado”. 

No entanto, os riscos da energia solar “ainda são menores em comparação com os perigos de manter as emissões de gases de efeito estufa”, explicou.

Fonte: AFP

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Economia

Santa Catarina lidera crescimento da atividade econômica no país com alta de 5,5%

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 5,5% entre janeiro e julho de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 2,9% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 24.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “O desenvolvimento de Santa Catarina é impulsionado por sua indústria sólida, pelo agronegócio e pelo turismo, mas a verdadeira força do estado é o espírito trabalhador do seu povo. Prova disso é o crescimento na abertura de empresas e a menor taxa de desemprego do mundo”, destaca.

Santa Catarina (5,5%) possui o maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, ao lado do Pará (5,5%). Em terceiro está o Paraná (5%), e na sequência aparecem Goiás (4,7%), Espírito Santo (3,9%) bem como Bahia (3,4%). A média brasileira é de 2,9%, puxada principalmente pela agropecuária.

“A economia de Santa Catarina é muito competitiva e diversificada. Além disso, produzimos com qualidade e inovação. É por isso que o estado é líder no ranking nacional e segue crescendo com ritmo forte. Soma-se também os robustos investimentos que o Governo do Estado tem feito nas áreas de infraestrutura, energia e segurança, que fazem a diferença para este resultado positivo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.   

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 5,3% nos últimos 12 meses, o segundo maior percentual do país e à frente da média nacional de 1,9%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 5,2% no mesmo período, frente a uma média nacional de 2,5%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5,6% em 12 meses, a média brasileira ficou em 2,9%. O mesmo ocorre no setor do turismo, com alta de 8,2% em Santa Catarina e de 6,2% no Brasil. 

:: Ranking das regiões (crescimento da atividade econômica jan-jul)

  • Centro-Oeste: +6,7%
  • Sul: +3,5%
  • Norte: +3,5%
  • Nordeste: +2,1%
  • Sudeste: +1,7%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Agronegócio

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

Valorização do real reduz custos de insumos importados, mas crédito caro exige planejamento e prudência financeira dos produtores

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

“Se o real se mantiver valorizado frente ao dólar, teremos folga para negociar melhores condições na compra de insumos importados, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno. Mas é essencial acompanhar a rentabilidade das exportações; não basta produzir bem, é preciso garantir que o câmbio não absorva os ganhos de produtividade.”

Por fim, no mercado interno, as operações voltadas ao mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, já que os custos podem cair sem grandes alterações nos preços de venda.

“Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

Fonte: Blond Agro

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Economia

Estimam que o crescimento da economia paraguaia fechará o ano em torno de 5%

O presidente da República, Santiago Peña, liderou nesta quarta-feira a reunião da Equipe Econômica Nacional (EEN), em Mburuvicha Róga. Posteriormente, em coletiva de imprensa, o ministro da Economia e Finanças, Carlos Fernández Valdovinos, disse que todos os indicadores de curto prazo estimam que o crescimento econômico fechará este ano em torno de 5%, acima da última estimativa, que estava em 4,4% do Produto Interno Bruto.

Nesse contexto, o presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, destacou a qualidade do crescimento, enfatizando que ele está muito sincronizado, ou seja, todos os setores estão em alta, mas, sobretudo, concentrado nos setores secundário e terciário.

Em relação à produção interna do país dividida por departamento, comentou que se trata de uma ferramenta que será lançada em breve pelo BCP, com o objetivo de conhecer com precisão quais regiões do país estão apresentando maior dinamismo e, com base nisso, direcionar as políticas públicas.

Durante a reunião da EEN, também foram discutidos temas relacionados à criação de empregos formais e à produção interna do país dividida por departamento, indicadores indiretos do bom momento que a economia paraguaia está atravessando.

A esse respeito, o ministro Fernández Valdovinos destacou que estão observando um crescimento bem diversificado, sem concentração em nenhum setor em particular, abrangendo todos de maneira geral.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (Mtess), entre julho de 2023 e agosto de 2025, o número de trabalhadores contribuintes no regime geral do IPS passou de 707.638 para 810.689, o que representa um aumento absoluto de mais de 103.000 pessoas.

A variação interanual acompanhou esse crescimento, acelerando de 3,3% em julho de 2023 para 8,1% em agosto de 2025. Esse comportamento reflete um processo de formalização laboral cada vez mais intenso e contínuo, afirmaram do Ministério do Trabalho.

Fonte: Hoy

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Economia

Projeção da Selic acumulada 2025 passa de 14,25% para 14,30%

A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda aumentaram a projeção para a taxa Selic acumulada em 2025, de 14,25% para 14,30%. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

Na sua mais recente reunião, da última quarta-feira, 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15,0% ao ano, e afirmou que avalia se a manutenção da Selic neste nível por período “bastante prolongado” é suficiente para levar o IPCA à meta.

A projeção para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,70 para R$ 5,63. A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 12,08% para 12,11%. Já a estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 68,38 para US$ 69,58.

No último dia 11, a Fazenda diminuiu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,5% para 2,3%. A previsão para o IPCA passou de 4,9% para 4,8%, ainda acima do teto da meta, de 4,5%. A estimativa para a inflação medida pelo INPC, que é usado para corrigir o salário mínimo, permaneceu em 4,7%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Economia

Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano

A manutenção da Selic é por causa da incerteza do ambiente externo

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. O anúncio foi feito no início da noite da quarta-feira (17), depois de uma reunião de dois dias entre o presidente do Banco Central (BC) e seus diretores.

No comunicado oficial, o Copom justifica a manutenção da Selic pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.

O que, segundo o comitê, exige cautela “por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”.

Também é citado o cenário doméstico. Para o Copom, os indicadores de atividade econômica apresentam “moderação no crescimento”, apesar do “dinamismo” do mercado de trabalho, e a inflação permanece acima da meta.

“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência”, diz a nota do Copom.

Cenário inalterado

Na reunião anterior, nos dias 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta da taxa de juros, mantendo a Selic em 15% ao ano, sob a justificativa de que o ambiente externo está mais adverso, por conta das políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos (EUA).

As decisões são tomadas levando em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo – tudo tendo como base a avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados.

As atas do Copom são publicadas no prazo de até quatro dias úteis. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê. A taxa básica de juros da economia (Selic) vale para os próximos 45 dias, quando o Copom volta a se reunir.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores, entre eles risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil

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