Portos

Porto de Itajaí amplia exportações do agronegócio em missão oficial na Coreia do Sul

O Porto de Itajaí integra a comitiva brasileira que cumpre agenda oficial na Coreia do Sul com foco na ampliação das exportações do agronegócio. Representado pelo superintendente João Paulo Tavares Bastos, o terminal participa das articulações lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países.

A iniciativa busca consolidar a presença de produtos brasileiros no mercado asiático, considerado um dos mais relevantes destinos comerciais do Brasil.

Coreia do Sul é mercado estratégico para o Brasil

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com um fluxo bilateral que se aproxima de 11 bilhões de dólares.

Durante a missão, o superintendente participou do Fórum Empresarial realizado em Seul, que reuniu autoridades e empresários dos dois países. O encontro debateu investimentos, inovação, comércio bilateral e oportunidades para ampliar as relações econômicas, criando um ambiente favorável para novos acordos.

Santa Catarina pode ampliar exportações de proteína animal

Os anúncios feitos pelo governo federal durante a visita oficial indicam avanços importantes para o setor agropecuário, com reflexos diretos em Santa Catarina. Reconhecido como referência nacional na produção e exportação de proteína animal, o estado pode ampliar sua participação no mercado sul-coreano.

Entre os segmentos com potencial de crescimento estão:

  • Carne suína
  • Carne bovina
  • Ovos
  • Uva brasileira
  • Produtos agroindustriais

A abertura e ampliação desses mercados reforçam a competitividade do agronegócio catarinense no cenário internacional.

Impacto logístico e fortalecimento das rotas internacionais

Para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações representa aumento na movimentação de contêineres, expansão das rotas internacionais e fortalecimento da infraestrutura logística.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a ampliação da presença comercial brasileira no exterior posiciona os portos como protagonistas do crescimento econômico. Ele destacou ainda que a diplomacia comercial, a sanidade agropecuária e a eficiência logística são pilares essenciais para sustentar a expansão do setor.

Novas aberturas comerciais confirmadas

Entre os principais avanços anunciados na missão estão:

  • Recebimento da documentação para abertura do mercado de ovos brasileiros, agora na fase de emissão de certificado;
  • Confirmação de auditoria para habilitação da uva brasileira;
  • Ampliação dos estados autorizados a exportar carne suína;
  • Progresso nas negociações para abertura do mercado de carne bovina, com previsão de auditoria em frigoríficos nacionais.

As medidas sinalizam uma nova etapa nas relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, com expectativa de incremento nas exportações do agronegócio e impacto direto na economia catarinense.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Comércio Internacional

Brasil e Rússia fortalecem cooperação industrial e atração de investimentos

O Brasil e a Rússia deram um passo importante na ampliação da cooperação industrial em encontro realizado nesta quarta-feira (4/2) entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a delegação russa. A reunião antecedeu a agenda de alto nível prevista para quinta-feira (5/2) no Palácio Itamaraty.

O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, conduziu o encontro, acompanhado de secretários e subsecretários, incluindo Tatiana Prazeres (Comércio Exterior), Uallace Moreira Lima (Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços) e Guilherme Rosa (Camex). O diálogo abordou parcerias produtivas, intercâmbio tecnológico, atração de investimentos, ampliação do comércio bilateral e aproximação institucional entre setores industriais dos dois países.

Estratégia para fortalecer a indústria brasileira

Segundo Márcio Elias, a cooperação com a Rússia pode ajudar o Brasil a superar gargalos estruturais e reduzir a dependência de insumos estratégicos. “Estamos atraindo investimentos, ampliando a capacidade industrial e gerando emprego e renda. A inovação tecnológica, a agregação de valor e a sustentabilidade são vetores fundamentais para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou.

O secretário destacou setores prioritários, como fertilizantes, agroindústria, máquinas e equipamentos, energia limpa, logística e digitalização industrial, áreas em que a parceria pode gerar tecnologia e valor agregado.

Compromisso russo com projetos conjuntos

A delegação russa foi liderada pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Alexei Gruzdev, e pelo representante comercial Viktor Sheremetker. Gruzdev afirmou que Brasil e Rússia são parceiros estratégicos e reforçou o interesse em ampliar investimentos e projetos industriais conjuntos.

Sheremetker acrescentou que a Rússia está disponível para compartilhar experiências em tecnologia, infraestrutura e segurança produtiva, contribuindo para a modernização da indústria brasileira.

Próximos passos e diálogo estratégico

A cooperação será aprofundada na VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil–Rússia (CAN), nesta quinta-feira (5/2), com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fortalecendo o diálogo estratégico entre os governos.

O encontro faz parte da estratégia do MDIC de diversificar parcerias internacionais, ampliar mercados e fortalecer a inserção global da indústria brasileira por meio de cooperação técnica, promoção de negócios e atração de investimentos produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Déficit comercial da Argentina com o Brasil atinge maior nível em oito anos

O déficit comercial da Argentina com o Brasil alcançou US$ 5,2 bilhões no fechamento de 2025, o maior patamar registrado em oito anos na relação bilateral. Os dados são do INDEC, o instituto oficial de estatísticas argentino, e evidenciam um desequilíbrio crescente no fluxo de comércio entre os dois países.

Importações brasileiras avançam com reabertura do mercado argentino

A retomada gradual da economia argentina e a flexibilização das importações após anos de restrições impulsionaram fortemente a entrada de produtos brasileiros. Ao longo de 2025, as importações da Argentina provenientes do Brasil cresceram cerca de 31%, refletindo uma demanda reprimida por bens industriais e de consumo.

Exportações argentinas perdem fôlego

No sentido oposto, as exportações argentinas para o Brasil recuaram aproximadamente 5%, tanto em volume quanto em valor. A queda nas vendas agravou o desequilíbrio da balança comercial e ampliou o saldo negativo para Buenos Aires.

Setor automotivo concentra o desequilíbrio

O setor automotivo teve papel central no aumento do déficit. Responsável pela maior parte das compras argentinas de produtos brasileiros, o segmento registrou forte alta nas importações, enquanto a indústria local enfrentou dificuldades para competir e manter o ritmo de exportações ao mercado brasileiro.

A pressão vem, sobretudo, da demanda interna por bens duráveis e de capital, que a produção doméstica argentina não consegue atender integralmente, elevando as compras de veículos, autopeças e máquinas do Brasil.

Brasil segue como principal parceiro comercial

Apesar da relação política distante entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, o Brasil permanece como o principal parceiro comercial da Argentina e um dos principais destinos de suas exportações. Ainda assim, os números recentes revelam um descompasso crescente entre o que cada país vende e compra nessa parceria.

Câmbio e política comercial influenciam o resultado

Mudanças nas políticas cambiais e comerciais também contribuíram para o cenário atual. A valorização relativa do real frente ao peso, maior previsibilidade nos custos de importação e acesso facilitado a divisas estimularam as compras de produtos brasileiros por empresas argentinas.

Perspectivas para 2026

Para 2026, projeções iniciais apontam para a manutenção do déficit comercial argentino com o Brasil em patamares elevados, embora com possibilidade de moderação caso haja ajustes nas expectativas de mercado e maior equilíbrio entre oferta e demanda.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Ricardo Stuckert/PR

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Exportação

Brasil reage às cotas chinesas sobre carne bovina e tenta conter perdas bilionárias

O Brasil reagiu às cotas impostas pela China à carne bovina e iniciou uma ofensiva diplomática e comercial para reduzir os impactos da medida sobre o setor exportador. As restrições chinesas colocam em risco um dos principais eixos do comércio bilateral e podem gerar perdas bilionárias já a partir de 2026.

Em nota divulgada na quarta-feira (31), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) informaram que acompanham a decisão “com atenção” e que atuarão de forma integrada com o setor privado para defender os interesses da cadeia produtiva da carne bovina brasileira.

Diálogo bilateral e possível atuação na OMC

Segundo o governo, o tema será tratado tanto no diálogo bilateral com Pequim quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora as salvaguardas não tenham sido justificadas por práticas desleais, como dumping ou subsídios ilegais, autoridades brasileiras avaliam que a iniciativa gera distorções relevantes em um mercado no qual o Brasil se consolidou como fornecedor estratégico.

O comunicado oficial ressalta que as medidas chinesas são aplicáveis a importações de todas as origens, mas o impacto sobre o Brasil tende a ser mais expressivo devido ao elevado volume exportado ao país asiático.

Cotas e sobretaxa afetam volumes e preços

As restrições chinesas à carne bovina entraram em vigor no dia 1º e terão validade inicial de três anos. As novas regras fixam uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para as importações do produto brasileiro. O volume que ultrapassar esse limite será taxado com uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12% já existente.

A combinação de cotas e tarifas deve afetar diretamente os volumes embarcados e a formação de preços, reduzindo a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

China é principal destino da carne brasileira

A China ocupa atualmente a posição de maior importador mundial e segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos anos, tornou-se o principal destino das exportações brasileiras, com influência decisiva sobre os preços internacionais do produto.

Em 2024, mais de um terço da carne bovina exportada pelo Brasil teve como destino o mercado chinês, evidenciando o grau de dependência comercial do setor em relação ao país asiático.

Setor estima perdas de até US$ 3 bilhões

Para a indústria brasileira, o impacto financeiro pode ser expressivo. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que as salvaguardas impostas pela China possam resultar em uma perda de até US$ 3 bilhões em receita em 2026, caso não haja flexibilização das regras ou redirecionamento relevante das exportações.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Ladeira/Folhapress

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Comércio

Brasil se consolida como principal socio comercial e investidor do Paraguai, com US$ 1,5 bilhão acumulado

O Brasil reafirma sua posição como principal parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Paraguai, com um estoque acumulado de US$ 1,517 bilhão em investimentos. Os dados do terceiro trimestre de 2025 mostram uma relação econômica cada vez mais integrada, marcada por crescimento industrial, geração de empregos e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

Déficit comercial reflete maior atividade produtiva no Paraguai

O comércio bilateral entre Paraguai e Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2025 com déficit de US$ 590,9 milhões para o lado paraguaio, revertendo o superávit observado no mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório Update Comex Paraguay Brasil, elaborado pela Mentu Asociados para a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), o resultado não indica fragilidade econômica.

O desempenho é explicado pelo aumento das importações de bens de capital e insumos industriais, utilizados na expansão da produção local. Esse movimento sinaliza maior dinamismo da indústria paraguaia e fortalecimento da demanda interna.

No cenário regional, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 46 bilhões, 21,3% inferior ao do ano anterior, refletindo margens mais apertadas, porém com elevado nível de atividade comercial.

Investimentos brasileiros somam US$ 110,2 milhões em 2024

O Brasil lidera com folga os investimentos estrangeiros diretos no Paraguai. Apenas em 2024, os aportes brasileiros chegaram a US$ 110,2 milhões, elevando o estoque acumulado para US$ 1,517 bilhão, o equivalente a 14,6% de todo o IED recebido pelo país.

Os recursos se concentram em setores estratégicos como autopartes, alimentos, energia, confecções e celulose, áreas com alto potencial de encadeamento produtivo. Segundo a CCPB, essa diversificação reforça uma integração econômica de longo prazo entre os dois países.

Indústria e demanda brasileira impulsionam comércio bilateral

A evolução do intercâmbio comercial até o terceiro trimestre de 2025 reflete dois fatores principais: a expansão da indústria paraguaia e o aumento da demanda brasileira por produtos manufaturados e alimentos.

De acordo com o presidente da CCPB, “o movimento comercial com o Brasil cresce porque o Paraguai produz mais. Isso significa investimento, emprego e expansão industrial”. A estabilidade macroeconômica do país, com inflação controlada e previsibilidade financeira, fortalece esse ambiente favorável aos negócios.

Regime de maquila ultrapassa US$ 1 bilhão em exportações

O regime de maquila segue como um dos pilares da indústria exportadora paraguaia. Até outubro de 2025, as exportações alcançaram US$ 1,052 bilhão, sendo US$ 131 milhões apenas no mês de outubro, conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Os setores de autopartes, confecções, alumínio e alimentos concentram 76% das exportações. O Mercosul absorve 81% dos embarques, com o Brasil respondendo por 64% do total, seguido pela Argentina. Também há vendas para Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai.

Em 2024, as exportações maquiladoras representaram 66% das vendas industriais do país, consolidando o papel estrutural do regime na economia nacional.

Setor maquilador gera mais de 35 mil empregos diretos

O impacto social do setor é expressivo. A maquila emprega 35.447 trabalhadores, com crescimento anual de 6.676 novos postos. Apenas em outubro, foram criadas 383 vagas.

Os maiores empregadores são os segmentos de confecções (8.076 trabalhadores), autopartes (7.963), serviços intangíveis (3.959) e plásticos e químicos (2.742). Outros setores, como madeira, alimentos para pets e metalurgia, também superam mil empregos cada.

Um dado relevante é a participação feminina: 45% da força de trabalho é composta por mulheres, reforçando a inclusão no mercado formal.

Superávit da maquila contrasta com déficit comercial geral

Mesmo com o aumento de 18% nas importações do regime, que somaram US$ 563 milhões até outubro, a balança comercial da maquila permanece positiva. As exportações superam as importações em 87%, evidenciando elevado valor agregado na produção local.

Esse desempenho contrasta com o déficit comercial geral com o Brasil, mostrando duas dinâmicas distintas: maior importação de insumos para sustentar o crescimento industrial e, ao mesmo tempo, um setor exportador competitivo e gerador de divisas.

Integração produtiva vai além do comércio tradicional

Para a CCPB, a relação bilateral evoluiu para um novo patamar. “Hoje não falamos apenas de comércio, mas de integração produtiva, cadeias de valor e desenvolvimento regional compartilhado”, destacou o presidente da entidade.

Com o Brasil mantendo crescimento moderado e o Paraguai avançando na industrialização, a tendência é de fortalecimento dessa parceria. A expectativa é de que o país encerre 2025 com cenário econômico positivo, impulsionado pelo comércio bilateral e pelo avanço dos investimentos brasileiros.

FONTE: Economía
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economía

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Comércio Internacional

Argentina e Estados Unidos anunciam acordo-quadro para ampliar comércio e investimentos

A Argentina e os Estados Unidos anunciaram, em 13 de novembro de 2025, um acordo-quadro de comércio e investimentos, formalizado por meio de uma declaração conjunta. O entendimento estabelece as bases para a negociação de um acordo definitivo mais amplo, com foco na ampliação do acesso a mercados, redução de barreiras comerciais e maior segurança jurídica para investidores.

Acordo ainda é preliminar

Por se tratar de um acordo-quadro, o texto final e sua implementação ainda dependem de negociações futuras. Mesmo assim, o documento divulgado pelos dois países antecipa os principais pontos que devem integrar o acordo definitivo entre Argentina e EUA.

Acesso preferencial ao mercado americano

Entre os destaques está a previsão de acesso preferencial a produtos dos Estados Unidos, incluindo produtos farmacêuticos, químicos, máquinas, bens de tecnologia da informação e comunicação (TIC), dispositivos médicos, veículos automotores e produtos agrícolas.

Além disso, os EUA sinalizaram a eliminação de tarifas sobre determinados recursos naturais e sobre insumos não patenteados utilizados na indústria farmacêutica.

Redução de barreiras e estímulo ao comércio bilateral

O acordo também prevê a remoção de barreiras não tarifárias e da chamada taxa estatística aplicada a produtos americanos. Outro ponto relevante é a melhoria das condições para o comércio bilateral de carnes, com destaque para carne bovina, aves e carne suína.

Propriedade intelectual e combate à ilegalidade

No campo regulatório, a Argentina se compromete a promover reformas no regime de Propriedade Intelectual, além de adotar medidas mais rigorosas contra falsificação e pirataria, alinhando-se a padrões internacionais.

Compromissos assumidos pela Argentina

De acordo com a declaração conjunta, a Argentina também assumirá compromissos específicos, entre eles:

  • Proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado
  • Adoção de políticas para combater o desmatamento ilegal e incentivar a sustentabilidade
  • Enfrentamento de práticas potencialmente distorcivas de empresas estatais e de subsídios industriais
  • Facilitação do comércio digital com os Estados Unidos

Cooperação contra distorções de mercado

Outro eixo do acordo-quadro envolve a cooperação bilateral para combater práticas que distorcem o mercado, reforçando a transparência e a previsibilidade nas relações econômicas entre os dois países.

Impactos estratégicos e oportunidades

Nesse contexto, o acordo entre Argentina e Estados Unidos representa um passo estratégico rumo a uma relação bilateral mais profunda. A iniciativa abre espaço para maior integração econômica, com impactos diretos para empresas, exportadores e investidores interessados nos dois mercados.

FONTE: Marval O’Farrel Mairal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Comércio Exterior

Governo autoriza JBS a importar tilápia do Vietnã para o Brasil

O governo Lula autorizou a JBS a retomar a importação de tilápia do Vietnã, com a chegada de 700 toneladas do peixe ao Brasil. Ao todo, serão 32 contêineres, sendo o primeiro despachado em 6 de novembro e com desembarque previsto no Porto de Santos em 17 de dezembro.

A liberação foi formalizada pelo Ministério da Agricultura, por meio do Despacho Decisório nº 379, em abril. O fluxo de importações estava suspenso desde 2024 e agora integra os compromissos comerciais firmados entre o presidente Lula e o primeiro-ministro vietnamita Pham Minh Chinh, durante a Cúpula Ampliada do Brics, incluindo tilápia, tra e basa vietnamitas e a expansão da compra de carne bovina brasileira pelo Vietnã.

Cooperação econômica entre Brasil e Vietnã

O embaixador vietnamita Bui Van Nghi destacou que a operação reforça a cooperação econômica bilateral e consolida o Vietnã como fornecedor de produtos agrícolas e aquícolas para a América Latina. A embaixada informou ainda que continuará apoiando empresas interessadas em expandir o comércio entre os dois países e inserir novos produtos sul-americanos no mercado vietnamita.

Preocupações do setor de aquicultura

Ao mesmo tempo, a tilápia foi incluída na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, provocando apreensão entre produtores nacionais. Representantes da aquicultura local temem insegurança jurídica e dificuldades no licenciamento. O Ministério do Meio Ambiente reforçou que a classificação é de caráter técnico e não interfere na produção comercial do peixe no país.

A operação evidencia a busca do governo por equilibrar segurança ambiental e expansão do comércio internacional, especialmente em setores estratégicos como a aquicultura.

FONTE: Pleno News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Internacional

Estados Unidos e Argentina anunciaram o acordo comercial e de investimento: os detalhes

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, anunciaram a criação de um Marco para um Acordo sobre Comércio e Investimento Recíprocos, com o objetivo de fortalecer a relação econômica bilateral, estimular a abertura de mercados e promover a cooperação em áreas estratégicas.

O acordo busca estabelecer condições claras, estáveis e baseadas em regras para o comércio e os investimentos entre os dois países, apoiando-se nas reformas que a Argentina já colocou em prática para modernizar sua economia. A iniciativa inclui benefícios tarifários, abertura de mercados agrícolas e industriais, padrões regulatórios comuns, proteção da propriedade intelectual e cooperação em áreas como trabalho, meio ambiente e comércio digital.

Entre os principais pontos, destaca-se que a Argentina oferecerá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, máquinas, tecnologias da informação e produtos agrícolas. Por sua vez, os Estados Unidos eliminarão tarifas para certos recursos naturais argentinos e para medicamentos não patenteados, e levarão em conta o impacto do acordo ao aplicar medidas comerciais relacionadas à segurança nacional.

No setor agrícola, ambos os países se comprometeram a melhorar as condições de acesso aos mercados de carne bovina e de aves, além de facilitar o comércio de produtos como miudezas, carne suína e laticínios. Também foi acordado não restringir o uso de determinados termos relacionados a carne e produtos lácteos.

Eliminação de barreiras

O documento destaca que a Argentina eliminará barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e se comprometeu a desmantelar gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Além disso, passará a se alinhar a padrões internacionais em vários setores e reconhecerá certificações de órgãos norte-americanos como a FDA.

Em relação à propriedade intelectual, a Argentina avançará no combate à falsificação e à pirataria e trabalhará para alinhar sua legislação a padrões internacionais, atendendo observações feitas no Relatório Especial 301 do governo dos EUA.

O acordo também inclui compromissos para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado, combater o desmatamento ilegal, promover o uso eficiente de recursos e aplicar normas internacionais sobre subsídios à pesca.

Os dois países concordaram em cooperar em segurança econômica para enfrentar práticas comerciais distorcivas de terceiros países, alinhar políticas de controle de exportações, investimentos e evasão tarifária, e fortalecer o comércio de minerais críticos. Além disso, a Argentina revisará o papel de suas empresas estatais e os subsídios industriais.

No que diz respeito ao comércio digital, será criado um marco legal que facilite a transferência transfronteiriça de dados pessoais com os EUA, evitando discriminações contra serviços digitais norte-americanos e reconhecendo a validade de assinaturas eletrônicas emitidas sob a legislação dos EUA.

Estados Unidos e Argentina trabalharão para concluir o texto final do acordo e cumprir os procedimentos internos necessários para sua entrada em vigor. Também se comprometeram a supervisionar sua implementação por meio do marco do Acordo TIFA e do Fórum de Inovação e Criatividade para o Desenvolvimento Econômico.

FONTE: Comercio y Justicia
IMAGEM: Reprodução/Comercio y Justicia

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Informação

OMC lança nova ferramenta interativa de Estatísticas Mensais do Comércio de Mercadorias

A nova ferramenta interativa Monthly Merchandise Trade Statistics da Organização Mundial do Comércio (OMC) oferece acesso a dados de comércio bilateral de mais de 120 economias e 200 parceiros comerciais, abrangendo 72 categorias de produtos.
Integrada ao portal de Tarifas e Dados Comerciais da OMC, a plataforma é atualizada semanalmente e utiliza estatísticas fornecidas pela Trade Data Monitor (TDM), que coleta informações de escritórios e agências governamentais em todo o mundo.

A ferramenta conta com três painéis interativos criados para facilitar a exploração e análise de tendências comerciais:

  • Short-Term Insights (Análises de Curto Prazo): apresenta valores totais de comércio e taxas de crescimento por produto para uma economia selecionada, oferecendo uma visão rápida do desempenho recente.
  • Bilateral Trade (Comércio Bilateral): mostra valores comerciais e participações bilaterais entre dois países escolhidos, permitindo entender as principais relações comerciais e dinâmicas por produto.
  • All Partners (Todos os Parceiros): exibe valores, taxas de crescimento e participação de parceiros para uma economia selecionada, destacando os principais mercados e mudanças nos padrões de comércio.

Cobrindo estatísticas de 2018 até o mês mais recente disponível para cada economia, os painéis permitem agrupar os fluxos comerciais em visões mensais, trimestrais e acumuladas no ano (YTD). Isso possibilita uma análise detalhada e comparativa do desempenho comercial ao longo do tempo.

A ferramenta foi desenvolvida para apoiar formuladores de políticas públicas, pesquisadores e empresas na compreensão das dinâmicas do comércio internacional.

FONTE: World Trade Organization
IMAGENS: Reprodução/World Trade Organization

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Economia, Exportação, Informação, Negócios, Tributação

Brasil responde Justiça dos EUA e nega práticas que prejudiquem comércio bilateral

Investigação começou em julho, Escritório do Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O governo do Brasil enviou, nesta segunda-feira (18), respostas aos questionamentos do governo dos Estados Unidos sobre uma investigação aberta pelo Escritório do Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas que possam prejudicar o comércio internacional dos Estados Unidos e até impor sanções a práticas consideradas discriminatórias contra empresas americanas.

O Brasil alega no documento que não adota políticas discriminatórias, injustificáveis ou restritivas ao comércio com os EUA. Ainda, afirma não existir base jurídica ou factual para a imposição de sanções.

A investigação foi aberta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Em julho, quando os questionamentos foram feitos, o embaixador Jamieson Greer afirmou que a investigação foi iniciada sob orientação de Trump “sobre os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos”.

Na resposta, na qual lista uma explicação para cada tópico da acusação dos Estados Unidos, o Brasil também pede um “diálogo construtivo”.

“O Brasil insta o USTR a reconsiderar o início desta investigação e a iniciar um diálogo construtivo. Medidas unilaterais previstas na Seção 301 podem comprometer o sistema multilateral de comércio e ter consequências adversas para as relações bilaterais”, escreveu o governo brasileiro.

Alguns dos alvos da investigação são o Pix, tarifas chamadas de injustas e preferenciais, a aplicação de medidas anticorrupção, a proteção da propriedade intelectual e a comercialização do etanol brasileiro, além do desmatamento ilegal.

As respostas foram dadas pelo Itamaraty, com auxílio de setores importantes, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que enviou um ofício abordando cada um dos tópicos. Sobre o comércio digital e serviços eletrônicos de pagamento, como o Pix, os industriais afirmam que “não há evidência de que a introdução do Pix reduziu o uso de outras formas de pagamento, exceto por cheques e pagamentos em dinheiro”.

Além disso, outro argumento usado foi de que o Pix ajudou a facilitar transações comerciais, incluindo importações dos Estados Unidos, gerando “mais benefício do que dano à competitividade e ganhos das companhias americanas”.

“Ao oferecer transações rápidas, seguras e de baixo custo, o Pix ampliou a inclusão financeira, reduziu a dependência do dinheiro em espécie e aumentou a eficiência no varejo e no comércio eletrônico, beneficiando as empresas dos EUA”, afirmou, em resposta.

Tarifas preferenciais

A confederação argumentou que as tarifas preferenciais foram aplicadas com acordos internacionais dos quais os Estados Unidos também fazem parte, com a aplicação de uma tarifa média de 2,7% sobre produtos americanos.

Combate à corrupção

Sobre o chamado enfraquecimento do combate à corrupção, a CNI respondeu que “o Brasil mantém uma estrutura legal e institucional abrangente para o combate à corrupção” e citou, ainda, a anulação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de condenações que foram consideradas violadoras de direitos constitucionais, considerando as críticas a decisões judiciais isoladas como não indicadoras de “fragilidades sistêmicas”.

“A melhoria contínua das políticas anticorrupção no Brasil promove um ambiente econômico estável, no qual as empresas competem com base no mérito”.

Proteção da propriedade intelectual

Segundo a CNI, o Brasil demonstra um compromisso de longa data com a proteção de direitos de propriedade intelectual, com aplicação de políticas públicas para “fortalecer o ecossistema de propriedade industrial e combater crimes como a pirataria e a falsificação”.

“Além disso, o Brasil conseguiu alcançar melhorias significativas no exame de patentes por meio de uma série de medidas institucionais e tecnológicas voltadas a aumentar a eficiência e a qualidade dos serviços de propriedade industrial”, afirmou.

Etanol

Outro ponto enfático da confederação foi em relação ao Etanol, onde a CNI disse que o Brasil não utiliza “atos discriminatórios” que prejudiquem o comércio americano, e defendeu que os países trabalhem juntos “para abrir mercados estrangeiros para seus etanol e biocombustíveis”.

A CNI afirmou, ainda, que “os interesses de ambos os países em relação ao etanol concentram-se na promoção da expansão de seu uso, que é obrigatoriamente misturado à gasolina em seus respectivos territórios”.

Desmatamento ilegal

O último ponto considerado foi o desmatamento ilegal, onde a confederação diz que não foram adotadas políticas ou práticas que “prejudiquem a competitividade dos produtores norte-americanos de madeira e produtos agrícolas, ou que sejam irrazoáveis ou discriminatórios e onerem ou restrinjam o comércio dos EUA”.

“O Brasil fortaleceu suas leis ambientais, bem como sua aplicação, o que contribuiu para a redução das taxas de desmatamento”.

Com informações da CNN e g1

Fonte: NSC Total.

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