Economia

Economia da China no Ano do Cavalo: crescimento sustenta ritmo ou pressiona o Brasil?

Enquanto o Brasil celebra o Carnaval, a China inicia o Ano do Cavalo de Fogo, reacendendo debates sobre os rumos da economia da China em 2026 e seus reflexos no cenário global. Analistas avaliam se a segunda maior economia do planeta terá força para acelerar ou se continuará enfrentando obstáculos estruturais — com impactos diretos sobre o Brasil.

Crescimento chinês esbarra em desequilíbrio estrutural

Apesar de ter registrado expansão de 5% no último ano, dentro da meta oficial, o país asiático convive com um problema persistente: o descompasso entre oferta e demanda.

O índice de preços ao produtor acumula 40 meses consecutivos de queda, sinalizando excesso de capacidade industrial. Já o índice de preços ao consumidor avançou apenas 0,2% em janeiro na comparação anual. Paralelamente, as vendas no varejo seguem no ritmo mais fraco desde a crise provocada pela pandemia em 2020.

O diagnóstico é claro: a demanda interna chinesa permanece enfraquecida.

Estímulos evitam crise maior no setor imobiliário

Para conter riscos sistêmicos, o governo adotou pacotes robustos de incentivo. Segundo Lucas Sigu Souza, da Ciano Investimentos, as medidas praticamente eliminaram a chance de um colapso em cadeia no setor imobiliário chinês, que atravessa forte retração.

Ainda assim, estabilização não significa retomada. Marianna Costa, da Mirae Asset, avalia que o modelo baseado na expansão imobiliária perdeu força. Há sinais de acomodação, mas não de um novo ciclo consistente de crescimento.

Os números reforçam o cenário desafiador:

  • Investimento imobiliário caiu 17,2%;
  • Cerca de 80 milhões de imóveis permanecem encalhados;
  • Vendas de novas propriedades atingiram o menor nível em mais de 15 anos;
  • Preços de imóveis usados registraram forte queda.

Com famílias impactadas pela desvalorização patrimonial e governos locais pressionados por perda de arrecadação, o setor continua sendo um dos principais focos de atenção.

Exportação de deflação e impactos globais

Com o consumo doméstico cerca de 20 pontos percentuais abaixo da média mundial — e investimentos financiados por dívida acima desse patamar — a alternativa tem sido direcionar o excedente produtivo ao exterior.

Esse movimento caracteriza a chamada exportação de deflação: ao ampliar as vendas externas com preços mais baixos, a China pressiona o valor de bens industriais no mercado internacional.

Como a economia da China afeta o Brasil

Os efeitos sobre o Brasil são ambíguos.

Indústria brasileira sob pressão

Segmentos como siderurgia e metalurgia tendem a enfrentar maior concorrência com produtos chineses mais baratos. Por outro lado, a importação de insumos a preços reduzidos pode gerar efeito desinflacionário em diversos setores.

Commodities: cautela no radar

No setor mineral, a fraqueza da construção civil chinesa limita a demanda por aço e minério de ferro, mantendo preços pressionados.

Entretanto, há um contraponto relevante: a transição energética e o avanço da indústria de veículos elétricos podem sustentar a procura por minério e aço. Nesse contexto, empresas como a Vale podem não registrar forte expansão de receitas vindas da China, mas também não necessariamente enfrentar uma retração abrupta, caso o PIB chinês se mantenha estável.

Agronegócio e frigoríficos

No agronegócio brasileiro, o cenário tende a ficar mais competitivo. A China, como compradora dominante de diversas commodities agrícolas, pode intensificar a pressão por preços mais baixos.

Além disso, o avanço da produção interna chinesa de aves e suínos pode afetar exportadores de carne bovina. Empresas como JBS, BRF e Minerva podem enfrentar maior competição, especialmente se a oferta doméstica chinesa crescer.

Investir na China: oportunidade ou armadilha?

Para investidores brasileiros interessados em exposição à Ásia por meio de ETFs ou BDRs, especialistas recomendam seletividade.

Os ativos chineses apresentam valuations descontados, mas carregam riscos estruturais e geopolíticos. A possibilidade de novas tarifas comerciais e incertezas políticas adiciona volatilidade ao cenário.

A preferência, segundo analistas, deve recair sobre setores como tecnologia e financeiro, evitando exposição relevante ao mercado imobiliário. Há ainda o risco de “value trap”, caso a transição para um modelo baseado em consumo demore mais que o esperado.

Perspectiva para 2026

O consenso entre especialistas aponta que a China conseguiu evitar um choque sistêmico, mas ainda está distante de resolver seu desequilíbrio estrutural.

Se a economia chinesa mantiver crescimento moderado, os impactos sobre o Brasil serão mais graduais. Contudo, a combinação de demanda interna fraca, excesso de capacidade industrial e tensões comerciais exige cautela tanto de empresas exportadoras quanto de investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Negócios

Fusão entre Marfrig e BRF dá origem à MBRF: rei saudita vira sócio do colosso brasileiro com faturamento de R$ 150 bilhões e coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no setor

O setor de alimentos brasileiro ganhou um novo capítulo histórico. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a fusão entre Marfrig e BRF. O resultado é a criação da MBRF, um conglomerado com faturamento estimado em R$ 150 bilhões por ano.

O movimento coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no mercado global de proteínas, porque reúne duas das maiores companhias do setor.

Além disso, traz um detalhe inédito: a entrada direta do rei da Arábia Saudita como sócio relevante, por meio do fundo soberano do país.

Participação saudita e influência internacional

A presença do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) foi decisiva. O fundo já possuía participação significativa na BRF e, com a união, passa a deter espaço ainda maior dentro da nova companhia.

Considerado um dos maiores fundos soberanos do mundo, o PIF tem histórico de investimentos em áreas estratégicas como energia, logística, tecnologia e alimentos.

Portanto, a entrada saudita não é apenas financeira, mas também política, já que amplia a projeção da MBRF em mercados do Oriente Médio e da Ásia.

Essa ligação é vista como estratégica porque a Arábia Saudita exerce forte influência comercial na região e garante credibilidade na exportação de carnes halal, requisito essencial para consumidores muçulmanos.

Duas forças que se completam

A união envolve empresas de perfis distintos, mas complementares. Marfrig é reconhecida como a maior produtora de hambúrgueres do mundo e uma das líderes em carne bovina.

Já a BRF controla marcas históricas como Sadia e Perdigão, com amplo portfólio de processados, aves e suínos.

Com a fusão, a MBRF passa a operar de ponta a ponta, do abate ao fornecimento de produtos industrializados.

Essa amplitude oferece escala global, maior solidez financeira e diversidade de portfólio, fatores que fortalecem sua posição frente a concorrentes como JBS e Minerva.

Decisão do Cade e impacto na concorrência

O aval do Cade foi concedido com algumas condicionantes para preservar a competição. Mesmo assim, não impediu a formação do grupo.

As autoridades entenderam que, embora concentrada, a nova estrutura ainda convive com outros grandes players nacionais e internacionais.

Especialistas destacam que a medida deve ampliar o peso do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, porque aumenta a capacidade de fechar contratos internacionais bilionários e fortalece o país como protagonista na segurança alimentar global.

A fusão é vista como mais do que um negócio empresarial. Representa também um alinhamento entre Brasil e Arábia Saudita em torno de interesses comuns no agronegócio.

A presença do rei saudita como sócio direto é simbólica porque transmite confiança ao mercado internacional.

Mas é prática ao abrir portas para novos investimentos, acordos comerciais preferenciais e ampliação das exportações de proteína brasileira.

Portanto, a MBRF nasce não apenas como gigante da carne, mas como peça estratégica no cenário mundial.

Sua criação marca um ponto de virada para o agronegócio brasileiro, que reforça sua posição como um dos pilares da alimentação global.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Tecnologia

Volume de aves e suínos produzidos com energia solar pela BRF ultrapassa 60% em um ano

Apenas na produção de frangos, o índice subiu de 58% para 68% entre 2023 e 2024; além da vantagem ambiental, a migração tem gerado uma economia média de 95% no custo de energia elétrica aos produtores integrados

Como parte de uma estratégia estruturada para promover a transição para uma agropecuária de baixo carbono, a BRF, uma das maiores produtoras de aves e suínos do Brasil, aderiu à energia renovável tanto em suas unidades fabris como nas granjas de seus produtores integrados.

A implementação de painéis solares fotovoltaicos teve início em 2023, por meio de fornecedores estrangeiros, e desde então os resultados têm sido promissores tanto para a BRF, quanto aos quatro mil produtores integrados, distribuídos por sete estados brasileiros (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e na Turquia.

“Houve toda uma preparação para que a gente pudesse levar a esse integrado, mostrando para ele que aquilo, efetivamente, era benéfico, tanto do nosso ponto de vista, como um propósito de fazer uma produção que seja mais sustentável, mas também do ponto de vista da rentabilidade do negócio dele”, afirma Paulo Pianez, diretor global de sustentabilidade da BRF.

Entre 2023 e 2024, o volume de aves e suínos produzidos com energia solar pelos produtores integrados da BRF passou de 49% para 61%, um avanço de 24,5%. Considerando apenas a produção de frangos, o índice subiu de 58% para 68%.

Na produção de perus, o salto foi de 64% para 73%. Já na suinocultura, o avanço foi ainda mais expressivo: de 28% em 2023 para 51% em 2024. Segundo Pianez, os números equivalentes a 2025 serão fechados no fim do ano, mas a expectativa é de ganhos ainda mais expressivos.

Para se ter noção, o volume de energia solar gerado pelas granjas parceiras até agora tem capacidade para abastecer uma cidade com aproximadamente 230 mil habitantes – Hortolândia, no interior de São Paulo, por exemplo.

A adoção crescente da energia solar entre os integrados da BRF conta com apoio do convênio firmado com o Banco do Brasil, que oferece R$ 200 milhões em crédito com taxas reduzidas para financiamento de sistemas de energia solar. Além da vantagem ambiental, a migração tem gerado benefícios econômicos significativos, com uma economia média de 95% no custo de energia elétrica.

Metas de descarbonização

Em 2025, a BRF teve suas metas de descarbonização validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi), tornando-se a primeira empresa do setor de alimentos no Brasil a ter metas aprovadas com base na nova metodologia FLAG, sigla em inglês para florestas, uso da terra e agricultura.

O compromisso da companhia é reduzir, até 2032, 51% das emissões diretas, que incluem fábricas, centros de distribuição e consumo de energia nas operações próprias, além de cortar em 35,7% as emissões indiretas, que representam cerca de 98% do total e abrangem toda a cadeia de valor.

Para além da energia solar, um outro campo que a BRF tem explorado e estudado sua viabilidade tem a ver com o uso de tecnologia para a transformação de dejetos suínos em biometano. “O gás biometano produzido pode se converter tanto em combustível para nossa frota, como também como combustível para mover geradores de energia”, exemplifica Pianez.

Fonte: Época Negócios

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Negócios

Aprovação de fusão entre BRF e Marfrig cria gigante mundial de alimentos

Operação de compra foi aprovada pelo Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, aprovou na sexta, sem restrições, a fusão entre a BRF e a multinacional Marfrig. O processo cria uma gigante mundial de alimentos.

Segundo o Cade, a operação resultará na incorporação, pela Marfrig, de todas as ações da BRF que ainda não estavam sob seu controle. Em contrapartida, os acionistas da BRF receberão papéis da Marfrig. Conforme a decisão do conselho, o negócio não traz preocupações à livre concorrência. “A participação conjunta das empresas nos mercados com sobreposição horizontal, em que ambas ofertam produtos semelhantes e concorrentes, é inferior a 20%, percentual abaixo do patamar presumido como posição dominante”, informou, em nota.

O Cade também verificou que, nos mercados verticalmente integrados, quando uma empresa atua em uma etapa da cadeia produtiva e a outra em etapa anterior ou posterior, a fatia de cada parte fica abaixo de 30%, “reduzindo a possibilidade de fechamento de mercado”.

A Marfrig é uma multinacional brasileira que produz alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, sobretudo bovina, como hambúrgueres e outros produtos prontos pra consumo. A empresa está presente em mais de 100 países, com atuação de destaque nos EUA, onde é dona das marcas Montana e Steakhouse.

Já a BRF, que passará a integrar o grupo, atua na criação, produção e abate de aves e suínos, além da industrialização, venda e distribuição de carnes in natura, produtos processados, massas e margarinas, entre outros. Ela é reconhecida pelas marcas Sadia, Perdigão e Qualy.

fusão das duas empresas foi anunciada em maio, criando a MBRF. Juntas as companhias somam receita de R$ 152 bilhões em 12 meses, entre 2024 e 2025 e respondem por 38% do mercado de produtos processados. Com a operação entre as empresas, o grupo reforça a concorrência com a JBS, líder do setor de proteína animal e alimentos processados.

Fonte: Diarinho

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Negócios

BRF e Marfrig pedem para o Cade manter tramitação mais rápida em fusão

Em ofício, as duas empresas defenderam o uso do chamado rito sumário, apesar da manifestação da MInerva Foods, de riscos à concorrência

A Marfrig e a BRF enviaram ofício nesta segunda-feira (4/8) solicitando para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) manter o procedimento ordinário e adotar rito sumário no processo de fusão. Nesse formato, a tramitação é mais rápida. As duas empresas pedem, no documento, que o presidente do órgão, Gustavo Augusto, reconsidere sua posição.

Em despacho, o presidente do Cade leva em conta a manifestação da Minerva apontando risco concorrencial diante da fusão de BRF e Marfrig e pede esclarecimentos adicionais referentes à participação dos fundos SALIC International Investment Company (“SIIC”) e em particular a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (“SALIC”).

A SALIC já detém 24,5% do capital da própria Minerva e, com a incorporação, passará a ter participação também na Marfrig, o que, segundo a empresa, pode levar a um alinhamento indevido de interesses entre concorrentes. A Minerva teme, ainda, que conselheiros indicados pela Salic nas duas companhias favoreçam a troca de informações estratégicas, prejudicando a rivalidade no setor.

Eu seu ofício, assinado pelo escritório Mudrovitsch Advogados, a Marfrig e a BRF argumentam, entre outras coisas, que há regras estatutárias que impedem a SALIC de interferir na independência das empresas e de influenciar a condução de seus negócios.

Fonte: Globo Rural

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Negócios

Cade aprova incorporação das ações da BRF pela Marfrig

Operação dará origem à MBRF, uma companhia com receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, sem restrições, a incorporação das ações da BRF pela Marfrig. Anunciada em meados do mês passado, a operação dará origem à MBRF Global Foods Company, uma companhia com vendas em 117 países, forte presença nos Estados Unidos e no Oriente Médio e receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano.

Com a complementaridade de portfólios de Marfrig e BRF, a nova MBRF nascerá com participações expressivas nos mercados de proteínas animais in natura (frango, suínos, peru e bovinos), alimentos processados (refeições prontas, salsichas, embutidos, frios, patês, hambúrgueres, enlatados, pré-cozidos e charque), pet (rações e petiscos) e ingredientes (farinha de vísceras, gorduras e hidrolisados).

Com as sinergias que deverão ser geradas nas áreas de suprimentos, vendas, logística e administrativa, o impacto esperado no resultado da MBRF após juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) supera R$ 800 milhões por ano. Já com a aceleração do aproveitamento de créditos fiscais e a amortização do step-up dos ativos da BRF para otimização da carga tributária, o impacto fiscal previsto chega a R$ 3 bilhões

Uma vez aprovada pelo Cade, a fusão agora será avaliada em assembleias gerais extraordinárias das duas companhias. A expectativa é que o fechamento da transação aconteça no fim do mês que vem. Vale lembrar que, no processo de combinação dos negócios, cada ação da BRF dará direito ao recebimento de 0,8521 ação da Marfrig. A empresa de Marcos Molina detém, atualmente, 50,49% da dona das marcas Sadia e Perdigão.

Fonte: NP Agro

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Comércio, Negócios

Marfrig e BRF anunciam fusão e criam gigante com receita de R$ 152 bi

Transação prevê a incorporação das ações da BRF pela Marfrig em uma relação de troca de 0,8521 ação da Marfrig por cada ação da BRF

As gigantes de alimentos Marfrig e BRF anunciaram nesta quinta-feira (15/5) a fusão de seus negócios e a criação da MBRF Global Foods Company, empresa que nasce com uma receita líquida consolidada de R$ 152 bilhões nos últimos 12 meses.

“A fusão destrava valor, abre caminho e materialidade para redomicílio da empresa no exterior”, disse Marcos Molina, controlador e presidente dos conselhos de administração de Marfrig e BRF, ao Valor.

Como parte da negociação, a operação prevê que os acionistas da BRF e da Marfrig sejam beneficiados com um pagamento de proventos considerado expressivo pelo grupo. A BRF distribuirá até R$3,52 bilhões em proventos e a Marfrig, por sua vez, distribuirá R$2,5 bilhões. 

Segundo o empresário, a vertente de crescimento da nova empresa — formada por Marfrig, BRF e a americana National Beef — está nos Estados Unidos, Oriente Médio e China. Do faturamento total da MBRF, 43% virão do mercado americano.

Nesse cenário, uma possibilidade de redomicílio considerada pela companhia é a América do Norte. “Isso traz vantagens significativas, como alta liquidez no mercado norte-americano, acesso a custos de capital mais atrativos e um potencial reavaliação dos múltiplos das empresas”, disse.

Molina afirmou que a administração vem preparando a BRF para este momento há três anos, desde que a Marfrig assumiu o controle da companhia de aves e suínos. Após a virada nos resultados da BRF para o azul, as duas já vinham trabalhando com sinergias comerciais, por exemplo.

Na visão de Molina, as empresas extraíram o máximo de sinergias possíveis até o momento, então, para uma próxima etapa de capturas adicionais, a combinação de negócios é essencial.

As sinergias comerciais e logísticas já mapeadas somam um total de R$ 805 milhões por ano, sendo entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões previstos para os primeiros 12 meses e o restante no médio e longo prazo.

Custos e receitas

Na frente de receitas e custos, a expectativa é atingir R$ 485 milhões por ano em sinergias. Estima-se uma redução de despesas na ordem de R$ 320 milhões anuais, com iniciativas como a unificação de estrutura comercial e logística, consolidação de um sistema operacional único e otimização da estrutura corporativa.

Seguindo as regras tributárias vigentes, a companhia também poderá se beneficiar de otimização fiscal, como por exemplo, a aceleração da monetização de créditos tributários nas esferas federal e estadual. Com base nessas estimativas atuais, essa frente deve gerar R$ 3 bilhões em economias a valor presente.

Agora, as empresas irão convocar assembleia de acionistas para deliberar sobre a fusão. A data prevista é 18 de junho, e a expectativa é que a transação seja fechada em 28 de julho.

Do volume de vendas da nova empresa, uma fatia de 38% é de processados, 34% de aves e suínos e 29% de bovinos.

A MBRF nasce como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, presente em 117 países com marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi e um portfólio multiproteínas, com carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food.

Fonte: Globo Rural


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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

BRF investe US$ 160 milhões para triplicar a produção de frango na Arábia Saudita

Empresa está construindo uma nova planta planta localizada em Jeddah com capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados por ano

BRF, uma das maiores exportadoras brasileiras de carne de frango, está construindo uma terceira unidade na Arábia Saudita que deve permitir à companhia triplicar sua produção de frango local, num momento em que o reino aumenta esforços para garantir o fornecimento de alimentos.

A BRF Arabia, joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Saudi Public Investment Fund, está investindo US$ 160 milhões na planta localizada em Jeddah. Programada para começar a operar no primeiro semestre do próximo ano, ela terá capacidade para produzir 40.000 toneladas de alimentos processados anualmente, somando-se às cerca de 15.000 toneladas da já existente planta da empresa em Dammam.

O investimento da BRF é o mais recente na corrida das fornecedoras brasileiras de carne para expandir sua presença no Oriente Médio. A Arábia Saudita é o quinto maior importador de frango do mundo e o principal consumidor no Oriente Médio. A BRF é líder no mercado halal — de alimentos que seguem a lei islâmica — no Oriente Médio, enquanto a rival JBS também tem investido na região.

A nova planta ressalta a confiança da Arábia Saudita na indústria brasileira de alimentos para ajudar a atingir sua meta de ter 80% da carne de frango produzida localmente até 2030, contra cerca de 70% atualmente. O reino vem se esforçando para garantir suprimento de alimentos após a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia terem interrompido cadeias de suprimentos e elevado os preços a níveis recordes.

“Esse investimento faz sentido para o governo saudita, pois dentro do plano 2030 há três grandes vetores que coincidem com a nossa indústria: segurança alimentar, transferência de tecnologia para dentro do reino e criação de empregos, exportações”, disse Igor Marti, vice-presidente para o Mercado Halal da BRF, em uma entrevista.

A BRF anunciou sua joint venture com o fundo saudita em 2022. No final do ano passado, a empresa adquiriu uma participação de 26% na Addoha Poultry, uma das dez maiores fornecedoras de frango do país.

Fonte: Bloomberg Línea

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Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com as ações da Embraer renovando máxima histórica com alta de cerca de 8%, enquanto os papéis da Petrobras eram destaque negativo em meio ao tombo do petróleo no exterior.

Às 14h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 123.107,9 pontos. Com o pregão abrindo apenas às 13h, após ficar fechado nos últimos dois dias, o volume financeiro somava R$1,4 bilhão.

Analistas do BB Investimentos afirmaram, em sua carteira de ações recomendadas para o mês corrente, esperar “um quadro de acentuada volatilidade” em março.

“O sentimento misto dos investidores encontra respaldo no nível de incertezas advindas do mercado externo, bem como do quadro interno que tem imposto pressão adicional às companhias, especialmente pela perda de dinamismo da atividade no contexto de juros mais elevados”, citaram Victor Penna e Wesley Bernabé.

– EMBRAER ON disparava 7,57%, tendo renovado máxima histórica intradia a R$75,09 no melhor momento, conforme permanece a visão de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 33%, mesmo após salto de 150% em 2024.

– MARFRIG ON avançava 8,29%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. BRF ON subia 5,74%, MINERVA ON mostrava acréscimo de 4,07% e JBS ON tinha elevação de 0,71%.

– PETROBRAS PN caía 3,01%, contaminada pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, usado como referência pela estatal, recuava 3,27%, no terceiro dia seguido de queda, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril.

– BRASKEM PNA recuava 3,1%, engatando o décimo pregão seguido de queda, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações.

– VALE ON subia 1,07%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.

– ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,55%, em dia positivo para bancos, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,1%, BRADESCO PN registrando alta de 1,51% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,07%.

– RD SAÚDE ON valorizava-se 3,68%, também se recuperando da queda de quase 6% no fechamento da sexta-feira. Na semana passada, após a divulgação do balanço, executivos da rede de varejo farmacêutico afirmaram que esperam um primeiro semestre mais difícil com recuperação na segunda metade do ano.

FONTE: Terra
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BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO

Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 em relação a 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração

A companhia de alimentos BRF, uma das maiores processadoras de frango e suínos, trabalha com projeções de safra de soja do Brasil em 2025 de 174 milhões de toneladas, que superam estimativas do mercado, disse o diretor financeiro da empresa nesta quinta-feira (27). Fábio Mariano também afirmou que a empresa “está bastante positiva” em relação ao tamanho da safra de milho do Brasil, concentrada na segunda safra, conhecida como “safrinha”, mas que representa por volta de 75% da produção brasileira do cereal.

Em teleconferência, ele não citou um número para a segunda safra, que está em processo de plantio e só será colhida em meados do ano. Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 versus 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração.

Ele disse que a estratégia da companhia será parecida com a de anos anteriores, “de se posicionar nos período de colheita”.

Mariano comentou que a BRF está otimista também com as safras na Argentina e nos Estados Unidos, com efeitos positivos para as compras de insumos da companhia.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que agricultores dos Estados Unidos plantarão mais acres de milho e menos de soja em 2025.

O USDA previu o plantio de milho dos EUA em 94,0 milhões de acres, acima dos 90,6 milhões em 2024, e apontou o plantio de soja em 84,0 milhões de acres, abaixo dos 87,1 milhões do ano passado. Os EUA são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo, enquanto o Brasil é líder na produção e exportação de soja.

FONTE: CNN Brasil
BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO | CNN Brasil

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