Economia

Dívida pública mundial atinge recorde histórico e pressiona economias em 2025

A dívida pública mundial alcançou um novo patamar em 2025, registrando o maior nível desde a Segunda Guerra Mundial. O montante global ultrapassou US$ 338 trilhões, segundo dados do Monitor Fiscal 2024-2025 do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

O avanço do endividamento global reflete anos de déficits fiscais elevados, aumento dos gastos públicos e instabilidade geopolítica no cenário internacional.

Endividamento mundial cresce ano após ano

Relatório “A World of Debt 2025”, divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mostra que a dívida já havia saltado de US$ 97 trilhões, em 2023, para US$ 102 trilhões em 2024.

No acumulado mais recente, o estoque total chegou a US$ 251 trilhões, equivalente a quase 230% do PIB mundial. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos déficits públicos, tensões econômicas e medidas protecionistas adotadas por governos, incluindo tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump.

O que é dívida pública e como ela é medida

A dívida pública representa os valores que governos captam por meio da emissão de títulos para financiar despesas superiores à arrecadação de impostos. Esses papéis são negociados no mercado financeiro e pagos futuramente aos investidores.

Para comparar países, o indicador mais utilizado é a relação dívida/PIB, que demonstra o tamanho do endividamento em relação à capacidade de geração de riqueza da economia.

Países com as maiores dívidas do mundo

Quando considerada a proporção da dívida em relação ao PIB, algumas economias lideram o ranking global. Já em termos nominais — ou seja, pelo valor absoluto — os países mais ricos e com maior capacidade de financiamento ocupam as primeiras posições.

Estados Unidos lideram em valores absolutos

Os Estados Unidos seguem como o país mais endividado do planeta em números nominais, com dívida bruta estimada em cerca de US$ 35 trilhões — o maior valor já registrado.

O alto nível de endividamento americano está associado à ampliação de gastos militares, programas sociais e estímulos econômicos no período pós-pandemia. Além disso, o país conta com a vantagem de emitir o dólar, principal moeda de reserva global, o que amplia sua capacidade de financiamento.

Projeções do relatório World Economic Outlook 2025, do FMI, indicam que a dívida dos EUA pode subir de 122% do PIB em 2024 para 143% até 2030, mesmo com compensações parciais de receita via tarifas comerciais.

Japão enfrenta pressão demográfica

O Japão aparece na sequência entre as maiores economias endividadas. Em 2025, o déficit público japonês se aproxima de US$ 10 trilhões.

A crise demográfica — marcada pelo envelhecimento acelerado da população — pressiona o sistema previdenciário e reduz a força de trabalho ativa, impactando as contas públicas.

China concentra dívida em infraestrutura

A China ocupa a terceira posição em valores nominais, com dívida estimada em aproximadamente US$ 6 trilhões. Parte significativa do endividamento está ligada a investimentos em infraestrutura, além das obrigações assumidas por governos locais.

Economias emergentes também enfrentam alta da dívida

Segundo o FMI, países emergentes e em desenvolvimento devem registrar crescimento moderado — de 4,2% em 2025 para 4,0% em 2026 —, mas a dívida pública continuará avançando.

A estimativa é que o endividamento médio dessas economias alcance cerca de 82% do PIB até 2030, refletindo crescimento mais lento e manutenção de gastos elevados.

Juros elevados pressionam países em desenvolvimento

Metade das nações em desenvolvimento destina pelo menos 6,5% das receitas de exportação ao pagamento da dívida externa, de acordo com a UNCTAD.

O Banco Mundial aponta que, em 2024, as taxas médias de juros sobre novos empréstimos atingiram o maior nível em mais de duas décadas para credores oficiais e o maior patamar em 17 anos para credores privados.

Os juros para emissão de títulos ficaram em torno de 10% ao longo de 2024 — praticamente o dobro do período pré-pandemia.

Desde 2020, países em desenvolvimento têm tomado empréstimos a taxas entre duas e quatro vezes superiores às dos Estados Unidos, dificultando investimentos em áreas essenciais.

Impacto social e desigualdade regional

Em 2024, nações em desenvolvimento desembolsaram até US$ 921 bilhões em juros líquidos da dívida pública. Em muitos casos, os recursos destinados ao serviço da dívida superaram os investimentos em saúde e educação.

Atualmente, cerca de 3,4 bilhões de pessoas vivem em países que gastam mais com pagamento de juros do que com políticas sociais básicas.

Há ainda forte disparidade regional: Ásia e Oceania concentram 24% da dívida pública global, enquanto América Latina e Caribe respondem por cerca de 5%, e a África, apenas 2%. A ONU atribui parte desse desequilíbrio à estrutura desigual do sistema financeiro internacional.

FONTE: Revista Fórum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Economia

Brasil perde participação no PIB global em meio a entraves fiscais e baixa produtividade

O Brasil vem perdendo relevância no Produto Interno Bruto (PIB) global ao longo das últimas décadas. Especialistas ouvidos pelo mercado financeiro apontam que desequilíbrios fiscais, baixa produtividade e o alto custo do Estado estão entre os principais fatores que explicam a redução da fatia brasileira na economia mundial.

Queda gradual da participação brasileira no PIB mundial

Dados do Banco Mundial mostram que, entre os anos 1980 e 1990, o Brasil ampliou sua participação no PIB global de 2,96% para mais de 3,5%. Nos anos seguintes, o avanço perdeu força, com o índice oscilando entre 3,2% e 3,4%.

No início da década de 2010, houve uma recuperação pontual, levando novamente o país ao patamar de 3,5%. No entanto, esse movimento não se sustentou. Em 2023, a participação brasileira no PIB mundial recuou para 2,08%, evidenciando a perda de protagonismo econômico.

Baixa produtividade e fim do bônus demográfico acendem alerta

A produtividade do trabalho é apontada como um dos principais gargalos do crescimento econômico. Analistas destacam que o fim do bônus demográfico torna o cenário ainda mais desafiador.

Segundo Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior, sem ganhos de produtividade, o Brasil corre o risco de estagnar — ou até reduzir — sua renda per capita. “O bônus demográfico está acabando. Se o país não conseguir produzir mais com a mesma força de trabalho, isso pode resultar em queda da renda per capita”, afirma.

A tendência de envelhecimento da população reforça o problema. De acordo com Cornelius Fleischhaker, economista sênior do Banco Mundial para o Brasil, o crescimento da força de trabalho desacelerou de forma significativa. “Há 20 anos, a força de trabalho crescia cerca de 2% ao ano. Hoje, está abaixo de 0,5% e, em breve, deve se tornar negativa”, avalia.

Tamanho do Estado e distorções tributárias limitam crescimento

Especialistas também questionam o modelo econômico adotado nos últimos anos. Para Fabio Kanczuk, diretor de Macroeconomia do ASA e ex-diretor do Banco Central, o peso do Estado representa um entrave relevante à expansão da economia.

“O Estado é muito grande e gera distorções tributárias expressivas. Empresas que tentam crescer enfrentam uma carga de impostos elevada, o que dificulta a incorporação de tecnologia e ganhos de eficiência”, explica.

Pressão fiscal e juros elevados afetam competitividade

A agenda fiscal é outro fator que compromete o desempenho econômico. A ampliação de programas sociais, os custos da Previdência e o impacto dos juros sobre a dívida pública pressionam os gastos federais, elevam o endividamento e mantêm as taxas de juros em níveis altos.

Esse ambiente desestimula investimentos, reduz a competitividade e ajuda a explicar por que outras economias emergentes avançaram com mais rapidez nas últimas décadas.

Economias emergentes crescem mais rápido que o Brasil

Nos últimos 25 anos, a China registrou um crescimento de 518% em seu PIB. Países como Vietnã, Índia e Bangladesh apresentaram expansões superiores a 200% no mesmo período. Mesmo economias menos centrais no cenário global, como o Cazaquistão, cresceram cerca de 183%.

Para especialistas, ampliar a abertura comercial é essencial para destravar ganhos de produtividade. O Brasil mantém tarifas elevadas em comparação com outros países, o que reduz a concorrência externa e desestimula a adoção de novas tecnologias. “O Brasil cobra tarifas muito altas, o que favorece um ambiente fechado, com pouca absorção de boas práticas e inovação”, afirma Kanczuk.

Fleischhaker acrescenta que acordos comerciais, como o tratado entre Mercosul e União Europeia, podem contribuir para melhorar o cenário, embora os efeitos práticos devam levar tempo para se concretizar.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

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Transporte

Túnel Itajaí–Navegantes avança para fase decisiva com financiamento internacional

O projeto do túnel subaquático Itajaí–Navegantes entrou em uma etapa decisiva e deve ganhar novo ritmo nos próximos dias. A expectativa é de que o contrato de financiamento com o Banco Mundial seja formalizado até o fim do próximo mês, consolidando uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral norte de Santa Catarina.

A assinatura ficará a cargo do prefeito de Itajaí, Robison Coelho, que preside o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). O acordo integra o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que prevê US$ 90 milhões em recursos internacionais, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo de Santa Catarina.

Projeto desperta interesse de grupos internacionais
O avanço técnico e financeiro do túnel Itajaí–Navegantes tem atraído a atenção de empresas estrangeiras especializadas em grandes obras. Na segunda-feira (19), um grupo empresarial da Holanda esteve em Itajaí para conhecer os detalhes do empreendimento e avaliar uma possível participação no futuro processo licitatório.

A agenda ocorreu no Centro de Inovação, com a presença do prefeito Robison Coelho e de representantes da Invest Itajaí. O encontro teve como foco a apresentação do projeto de engenharia do túnel e sua aderência ao portfólio de obras já executadas pelo grupo internacional.

Execução da obra será por Parceria Público-Privada
A etapa diretamente ligada à construção do túnel ficará sob responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina, que conduzirá a licitação. A previsão é que o empreendimento seja viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo recursos estaduais e o financiamento do Banco Mundial.

Com o avanço da modelagem técnica e institucional, o projeto passa a atrair empresas com experiência internacional em obras complexas, sobretudo na fase de desenvolvimento e detalhamento técnico.

Invest Itajaí atua na articulação com investidores
A Invest Itajaí vem desempenhando papel estratégico ao aproximar o poder público de investidores nacionais e internacionais, promovendo o potencial do município e facilitando agendas institucionais. Para o diretor-presidente da entidade, Nikolas Reis, essa articulação é essencial para ampliar a visibilidade do projeto.

Segundo ele, o interesse de grupos estrangeiros reforça a credibilidade do planejamento e evidencia o potencial econômico e logístico da região.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional
A expectativa é que o túnel subaquático represente um salto na mobilidade urbana entre Itajaí e Navegantes, criando uma nova opção de travessia, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a integração regional. O projeto também é visto como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o litoral norte catarinense.

De acordo com Robison Coelho, o momento atual é dedicado ao alinhamento técnico e à troca de experiências com empresas especializadas. A contratação do projeto executivo é apontada como o próximo passo, abrindo caminho para a futura execução da obra e sua entrega à população.

FONTE: SCTD
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/PMI

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia pode elevar PIB do Brasil em 1,5%, aponta Banco Mundial

O acordo entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB do Brasil) em 1,5% até 2035, segundo estudo do Banco Mundial que está em fase final de elaboração. Além de impulsionar a atividade econômica e o comércio exterior, o tratado tende a fortalecer a competitividade das empresas brasileiras, especialmente no setor industrial.

O acordo foi assinado no sábado (17), mas ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos legislativos dos países do Mercosul para entrar em vigor.

Impacto no PIB pode chegar a R$ 400 bilhões

Para mensurar os efeitos do tratado, os autores utilizaram projeções do Ministério da Fazenda que ainda não consideram o acordo. Nesse cenário-base, o PIB brasileiro passaria de R$ 12,7 trilhões em 2025 para R$ 25,2 trilhões em 2035. Com a implementação do acordo, o PIB poderia atingir R$ 25,6 trilhões no mesmo período — um acréscimo de R$ 400 bilhões em relação ao cenário sem o tratado.

Mesmo após 2035, o ritmo de crescimento da economia brasileira continuaria superior ao cenário sem o acordo, ainda que o ganho total de 1,5% não seja imediatamente alcançado.

Segundo José Signoret, economista sênior do Banco Mundial e um dos autores do estudo, deixar de implementar o acordo tem custo direto para o país. De acordo com ele, cada ano sem o tratado representa uma perda equivalente a 1,5% do PIB, efeito que se acumula ao longo do tempo.

Exportações e importações devem crescer de forma significativa

As estimativas indicam que, até 2040, as exportações brasileiras para a União Europeia serão 31% maiores do que seriam sem o acordo. Já as importações provenientes do bloco europeu devem crescer 33% no mesmo horizonte.

Apesar do impacto positivo sobre o comércio, os economistas ressaltam que o aumento do PIB não virá apenas do maior volume exportado. A abertura comercial também deve gerar ganhos internos, ao reduzir tarifas e barreiras não tarifárias que hoje encarecem a produção no Brasil.

Redução de distorções fortalece a indústria

Entre os entraves citados estão barreiras sanitárias, exigências de licenças, autorizações administrativas e medidas antidumping. Esses fatores, segundo o Banco Mundial, dificultam o acesso da indústria brasileira a insumos mais baratos e competitivos, como componentes e bens intermediários.

Com isso, muitas empresas acabam dependendo de fornecedores locais mais caros ou optam pela integração vertical, produzindo internamente insumos que poderiam ser adquiridos a custos menores no mercado internacional.

Mais concorrência pode gerar ganhos de eficiência

De acordo com o estudo, o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada, o que limita a exposição das empresas nacionais à concorrência global. Com o acordo, alguns setores industriais podem perder participação no mercado interno para empresas europeias, mas essa competição tende a estimular ganhos de eficiência e produtividade.

Os autores avaliam que, por esse motivo, os impactos negativos sobre segmentos específicos da indústria devem ser menores do que se imaginava anteriormente.

Efeitos indiretos sobre sustentabilidade ambiental

O estudo também aponta possíveis efeitos positivos indiretos na área ambiental. Ganhos de produtividade em setores menos intensivos em uso da terra, como a indústria, podem contribuir para reduzir a pressão sobre o desmatamento, conforme já indicado em pesquisas anteriores do Banco Mundial.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Saenz/AP

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Sustentabilidade

Brasil lança Aliança pelo Transporte Sustentável na Amazônia durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, durante a COP30, a criação da Aliança pelo Transporte Sustentável, Resiliente e Integrado na Amazônia. A iniciativa inédita reúne países amazônicos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial em uma ação conjunta voltada a descarbonizar o transporte, fortalecer a integração regional e alinhar a infraestrutura amazônica à agenda climática global.

Além do Brasil, participam da Aliança Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. O país será representado pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, reafirmando o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e a integração da região amazônica.

“A iniciativa coloca o bioma amazônico no centro da ação climática global, unindo eficiência, sustentabilidade e resiliência”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Transporte fluvial como eixo de integração

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, destacou o papel estratégico da nova Aliança. Segundo ele, o projeto fortalece o transporte fluvial como principal eixo de integração regional e instrumento de inclusão social.

“Ao lado do BID, do Banco Mundial e dos países amazônicos, o Brasil reafirma seu compromisso com um modelo de transporte mais eficiente e alinhado aos compromissos climáticos”, ressaltou.

A proposta responde a desafios históricos da Amazônia, como baixa conectividade, infraestrutura precária, eventos climáticos extremos e altos custos logísticos. A meta é transformar o transporte regional em vetor de desenvolvimento sustentável, combinando inovação tecnológica, eficiência logística e preservação ambiental.

Quatro eixos estratégicos para o futuro da Amazônia

A atuação da Aliança será orientada por quatro eixos estratégicos. O primeiro visa ampliar a conectividade e o acesso a serviços básicos em comunidades isoladas, promovendo inclusão e mobilidade para populações que dependem do transporte fluvial.

O segundo eixo trata da logística multimodal sustentável, fortalecendo corredores e cadeias logísticas e estimulando a bioeconomia e o transporte hidroviário.

O terceiro prevê a implementação de infraestrutura verde, baseada em soluções inspiradas na natureza para reduzir impactos socioambientais e aumentar a resiliência às mudanças climáticas.

Por fim, o quarto eixo foca na modernização do transporte fluvial, com ações voltadas à melhoria dos serviços de passageiros e cargas em áreas urbanas e ribeirinhas, garantindo segurança, eficiência e inclusão social.

Plano de Ação Regional 2026–2030

Como desdobramento do acordo, os países e instituições parceiras irão elaborar o Plano de Ação Regional 2026–2030, que definirá metas e investimentos para transformar o transporte na Amazônia em um modelo sustentável e multimodal. O plano será articulado com programas internacionais já existentes, como o Amazônia Sempre e o Conexión Sur, do BID, e o Amazônia Viva, do Banco Mundial.

Também está prevista a criação de um Comitê Regional para a Transformação da Infraestrutura de Transporte Amazônica, responsável por coordenar e acompanhar a execução das ações, garantindo o alinhamento com os compromissos climáticos globais e a agenda de descarbonização do setor.

Amazônia como referência global em transporte sustentável

O lançamento da Aliança durante a COP30 reforça o protagonismo da Amazônia na agenda climática internacional, posicionando a região como referência em soluções logísticas de baixo carbono e integração regional. A iniciativa destaca o papel do Brasil como articulador de políticas públicas que unem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Transporte

Túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes deve reduzir trajeto de 40 para 2 minutos em Santa Catarina

A travessia entre Itajaí e Navegantes deverá ser reduzida de cerca de 40 minutos para apenas dois minutos com a construção do novo túnel subaquático que ligará as duas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. O sistema de cobrança de pedágio será feito por free flow, tecnologia que permite o pagamento automático, sem necessidade de parada, agilizando ainda mais o trajeto.

Atualmente, o deslocamento entre os municípios é feito pelo ferry boat ou pela BR-101, com grande lentidão nos horários de pico, segundo estimativas do Google Maps.

Túnel submerso integra o programa Promobis

O túnel submerso entre Itajaí e Navegantes é uma das principais obras previstas pelo Promobis, programa de mobilidade urbana da região. O projeto adotará uma tecnologia de ponta, semelhante à usada no túnel Santos-Guarujá, no Brasil, e em estruturas internacionais como a que liga a Dinamarca à Alemanha.

De acordo com Rafael Albuquerque, coordenador do UCP/Promobis, a escolha pelo túnel submerso foi estratégica. Alternativas como pontes foram descartadas, pois exigiriam estruturas muito altas e interfeririam nas operações do Aeroporto Internacional de Navegantes.

A construção será feita sobre o leito do rio Itajaí-Açu, com a instalação de peças pré-moldadas de concreto que serão unidas e vedadas de forma submersa — uma técnica moderna que reduz impactos ambientais e agiliza o processo de execução.

Estrutura abrigará veículos, BRT, pedestres e ciclistas

Internamente, o túnel será dividido em três células: uma exclusiva para o sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) e duas destinadas ao tráfego de veículos leves. O projeto também prevê uma passagem inferior voltada a pedestres e ciclistas, garantindo mobilidade sustentável e integração urbana entre as cidades.

Investimento e cronograma da obra

O empreendimento contará com US$ 90 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida dos municípios de Itajaí. Segundo o governo, este é o primeiro empréstimo do Banco Mundial destinado a um consórcio municipal no mundo, o que reforça a importância internacional da iniciativa.

A construção e operação do túnel ocorrerão por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). As obras estão previstas para começar em 2028, com entrega estimada até 2032, transformando o transporte entre Itajaí e Navegantes e impulsionando o desenvolvimento regional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Economia

Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 2026, mas alerta para desafios estruturais

Região segue com o ritmo mais lento de expansão global.

O Banco Mundial revisou para cima sua projeção de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026. Apesar da leve melhora nas estimativas, a região continua sendo a de menor expansão no mundo, impactada por fatores como inflação persistente, altos níveis de endividamento e incertezas ligadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Segundo o novo relatório, a economia latino-americana deve crescer 2,5% em 2026, acima da previsão anterior de 2,4%, divulgada em junho. Para 2025, a expectativa de avanço permanece em 2,3%, representando uma leve recuperação frente aos 2,2% registrados em 2024.

Projeções para Brasil e México se mantêm estáveis

O Banco Mundial manteve sua projeção de crescimento para o Brasil em 2,4% em 2025, com desaceleração prevista para 2,2% em 2026. Já o México deve registrar expansão de 0,5% este ano, acima da estimativa anterior de 0,2%, acelerando para 1,4% no próximo ano.

De acordo com Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, os governos da região têm conseguido preservar a estabilidade econômica, mesmo diante de sucessivos choques. “Agora é o momento de avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios, ampliem os investimentos em infraestrutura e mobilizem o capital privado”, afirmou.

Argentina e Bolívia enfrentam cenários distintos

A Argentina continua sendo uma das economias com maior ritmo de crescimento entre as grandes da região. No entanto, o Banco Mundial reduziu sua projeção para 2025, de 5,5% para 4,6%, e prevê desaceleração para 4% em 2026.

Já a Bolívia deve enfrentar retração neste e no próximo ano, o que representa um desafio adicional para o governo que será eleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de outubro.

Entraves estruturais limitam o desenvolvimento

O relatório do Banco Mundial aponta que, embora os preços devam se manter estáveis, as metas de inflação tornaram-se mais difíceis de alcançar e a queda das taxas de juros ocorre de forma lenta. Além disso, as incertezas sobre o comércio global, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm inibido investimentos em diversos setores.

Outros fatores históricos também continuam limitando o crescimento: infraestrutura precária, sistemas educacionais deficientes e um ambiente de negócios que favorece empresas já consolidadas. “As empresas querem contratar, mas não encontram trabalhadores qualificados”, explicou William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “O problema está tanto na formação escolar quanto no sistema de capacitação profissional.”

Fonte: Reuters / Infomoney
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Economia, Exportação, Informação, Internacional, Logística, Negócios, Tributação

Crescimento econômico do Brasil deve desacelerar para 2,2%

Segundo o Banco Mundial, o crescimento econômico do Brasil deve desacelerar de 3,2% em 2024 para 2,2% em 2025, principalmente devido a uma política monetária ainda restritiva. A inflação deverá permanecer próxima ao limite superior da meta do Banco Central em 2025.

O Banco Mundial destaca que o consumo privado e um mercado de trabalho forte continuarão sendo os principais motores do crescimento brasileiro. No entanto, de acordo com o recém-divulgado relatório Global Economic Prospects, a política fiscal provavelmente terá uma capacidade limitada de estimular a atividade econômica, já que o governo prioriza a resolução de questões urgentes de sustentabilidade fiscal.

O relatório também alerta para potenciais ameaças ao crescimento do Brasil, incluindo instabilidade fiscal, inflação persistente, políticas monetárias restritivas e os impactos das mudanças climáticas, como secas causadas pelo fenômeno La Niña. No cenário externo, o crescimento econômico lento da China gera preocupações sobre sua capacidade de reduzir a demanda global por commodities, afetando o setor exportador brasileiro.

Para a América Latina e o Caribe, o Banco Mundial prevê taxas de crescimento modestas de 2,2% em 2024 e 2,5% em 2025, uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao relatório de junho, devido ao declínio nos níveis de consumo.

“A América Latina e o Caribe devem se recuperar em 2025 e 2026, apoiadas pela queda da inflação e por políticas monetárias mais acomodativas. Fatores internos e externos, incluindo os preços das commodities e o aumento da demanda global, terão um papel significativo”, afirma o relatório.

Fonte: Valor International
Brazil’s economic growth projected to decelerate to 2.2% | Economy | valorinternational

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Economia, Gestão, Informação, Inovação, Negócios, Sustentabilidade

Enterprise Surveys: Estudo do Banco Mundial sobre o Ambiente de Negócios no Brasil (2024)

O Banco Mundial está atualmente implementando um estudo sobre o ambiente de negócios no Brasil e que faz parte do projeto global “Enterprise Surveys”, que já foi implementado em mais de 180 países.

O objetivo deste estudo é coletar informações que ajudarão a criar indicadores sobre a qualidade do ambiente de negócios no Brasil e melhorar o desenho das políticas públicas focadas em promover o setor privado, tanto no Brasil quanto globalmente.

A pesquisa está sendo implementada pelas instituições Oppen Social (https://oppen.social/) e Kampo Brasil (https://www.kampobrasil.com/). 1800 estabelecimentos com representatividade de todos os tamanhos, setores e Estados do país foram selecionados aleatoriamente e estão sendo entrevistados em todo o país.

O estudo é realizado por videoconferência, ou presencialmente, e cada entrevista dura aproximadamente 60 minutos. Todas as respostas fornecidas são anônimas e as identidades dos entrevistados são confidenciais.

Convidamos a sua empresa a participar e contribuir para entendermos como as condições do ambiente de negócios afetam as operações cotidiadas do setor privado brasileiro.

FONTE: Enterprise Surveys

World Bank Enterprise Survey for Brazil, 2024

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