Economia

Ibovespa fecha aos 181 mil pontos e registra melhor desempenho em 16 anos

O Ibovespa encerrou a terça-feira, 27, aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%, renovando recordes históricos. O índice da B3 retomou a força após um pregão de acomodação na segunda-feira e chegou a tocar, pela primeira vez na história, o patamar dos 183 mil pontos, marcando também um recorde intradiário.

Janeiro de 2026 entre os melhores meses da bolsa

Com o desempenho de hoje, o Ibovespa superou o fechamento de sexta-feira, 23, quando atingiu 178.858 pontos. Apenas no início de 2026, o índice já acumulou dez máximas históricas, praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

Segundo a consultoria Elos Ayta, desde 2010 apenas 13 meses tiveram altas superiores a dois dígitos, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Esses dados consolidam janeiro de 2026 como um dos períodos de maior valorização da bolsa brasileira em mais de uma década.

Fatores que impulsionaram o Ibovespa

O avanço do índice foi sustentado pela divulgação do IPCA-15 de janeiro, que registrou alta de 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou a percepção de inflação controlada, estimulando a tomada de risco e o fluxo de capital estrangeiro para a B3.

Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirma que o IPCA-15 mostra inflação sob controle no curto prazo, mas destaca pressões nos núcleos, especialmente em serviços e bens industrializados, recomendando cautela em relação à política monetária do Banco Central. Rodrigo Marques, economista-chefe da Nest Asset Management, reforça que a trajetória de desinflação permanece, mantendo a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março, com redução de 25 pontos-base.

Setor financeiro lidera ganhos do pregão

O rali foi puxado pelo setor financeiro, que contribuiu de forma decisiva para o recorde do índice. Entre os destaques:

  • Itaú (ITUB4): +2,65%
  • Santander (SANB11): +3,18%
  • Bradesco (BBDC4): +2,63%
  • Banco do Brasil (BBAS3): +1,19%
  • BTG Pactual (BPAC11): +2,44%

No âmbito individual, os maiores ganhos vieram de:

  • Raízen (RAIZ4): +8,43%
  • CSN (CSNA3): +7,13%
  • Yduqs (YDUQ3): +6,96%
  • Cyrela (CYRE3): +6,17%
  • Assaí (ASAI3): +5,47%

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, atribui o movimento à entrada de capital estrangeiro. “Com a saída de notícias negativas nos Estados Unidos, especialmente ligadas ao presidente Donald Trump, investidores têm direcionado recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil”, explicou.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

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Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

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Portos

MPF defende exclusividade de trabalhadores avulsos nos portos em ação no STF

Parecer afirma que regra garante segurança e qualificação profissional, enquanto setor privado alega afronta à liberdade de contratação

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.591, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona a exigência de contratação exclusiva de trabalhadores avulsos registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) para trabalho nos portos.

A ação foi movida pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) e pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop).

As entidades pedem a retirada da palavra “exclusivamente” do Parágrafo 2º do Artigo 40 da Lei dos Portos (12.815/2013). Para os autores da ação, a norma fere princípios constitucionais como a liberdade profissional, a igualdade de direitos entre empregados fixos e avulsos, e a livre iniciativa. O processo está sob relatoria do ministro Edson Fachin, sem data prevista para decisão.

O que diz a lei

Segundo a legislação vigente, a contratação por prazo indeterminado de trabalhadores para funções como capatazia, estiva e vigilância de embarcações deve ser feita exclusivamente entre trabalhadores avulsos registrados no Ogmo.

O setor privado defende que a interpretação literal do termo “exclusivamente” prejudica a livre iniciativa, viola os direitos à liberdade de ofício ou de profissão e à igualdade entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o avulso.

Partes envolvidas

O advogado Orlando Maia Neto, do escritório Ayres Britto Consultoria Jurídica e Advocacia, que representa as três entidades, informou que a ABTP, a Abratec e a Fenop continuam confiantes na solidez da tese que apresentaram ao STF. “Pela qual demonstraram que o modelo de exclusividade para o trabalho com vínculo empregatício é desproporcional, atentatório a diversos preceitos constitucionais e contrário ao regime de prioridade, adotado como paradigma internacional. Não por outras razões, aliás, foi que o TCU (Tribunal de Contas da União) já se manifestou pelo fim da regra da exclusividade.”

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), Bruno José dos Santos, ressalta que todos os pareceres são a favor da exclusividade.

“São opiniões técnicas de órgãos governamentais de suma importância. Não é reserva de mercado e, sim, segurança nacional. Não podemos abrir os portos para qualquer um. Vamos lutar até o fim para manter nossa exclusividade”, diz Bruno. No parecer do MPF, juntado aos autos no mês passado, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho, sustenta que a norma atual respeita a liberdade de conformação legislativa e não representa violação à Constituição. O procurador afirma que o dispositivo visa garantir a qualificação profissional e a segurança nas operações portuárias, “atividades de alto risco e importância estratégica nacional”.

O documento lembra que a Constituição delega à União a responsabilidade pela regulação da atividade portuária e que cabe ao legislador federal escolher a forma mais adequada para organizar o setor. “Não há inconstitucionalidade em se exigir o cadastro prévio no Ogmo, que atesta a qualificação dos trabalhadores”, destaca o parecer.

Ainda segundo o parecer, a existência de regras claras e centralizadas para a contratação desses profissionais aumenta a eficiência das operações portuárias, além de assegurar maior proteção jurídica e previdenciária aos trabalhadores.

O Senado, a Câmara dos Deputados, a Presidência da República e a Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestaram contra a ação. As instituições afirmam que a norma foi aprovada dentro dos trâmites legais e está alinhada à Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante prioridade aos portuários matriculados.

O parecer ainda refuta a alegação de que a exclusividade de contratação causaria desemprego no setor. Segundo estudos citados pelo MPF, a redução na demanda por mão de obra portuária decorre de avanços tecnológicos, e não da norma legal.

Fonte: A Tribuna

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Negócios

CNDI: GT apresenta balanço com a conclusão de 11 ações para melhorar competitividade das empresas

Medidas buscam desonerar, desburocratizar e dar mais segurança, transparência e previsibilidade ao ambiente regulatório

O Grupo de Trabalho do Custo Brasil, constituído no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), apresentou nesta quarta-feira (11) um balanço com a conclusão de 11 das 44 de ações destinadas a aumentar a produtividade e competitividade da economia brasileira a longo prazo.

Durante a reunião, a Secretaria de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SCPR/MDIC) anunciou a inclusão de três projetos sobre Propriedade Intelectual e Melhoria Regulatória entre as entregas.

“A Agenda de Redução do Custo Brasil parte de instrumentos regulatórios, legais ou infralegais, com o intuito de evitar recorrência excessiva de gastos fiscais ou subsídios”, explicou a secretária da SCPR, Andrea Macera. “São atos normativos sem custos para o Estado, mas que podem modernizar, desburocratizar e dar maior segurança jurídica ao ambiente regulatório”, detalhou.

Para a secretária, a execução dessa agenda garantirá a competitividade do setor produtivo no longo prazo. “Trata-se de uma política de estado que busca reduzir custos sistêmicos, promover previsibilidade regulatória e aumentar a segurança jurídica, de modo a garantir transparência, escuta ativa e acompanhamento da nossa carteira de projetos”, ressaltou.

Confira as ações já realizadas para auxiliar a redução do Custo Brasil:

1)       Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD): instrumento de captação mais eficiente e menos oneroso para os bancos de desenvolvimento, permitindo uma ampliação da oferta de crédito em condições mais atrativas.

2)      Projeto de Lei nº 2.925: trata da transparência em processos arbitrais e do fortalecimento do sistema de tutela privada dos direitos de investidores no mercado de valores imobiliários.

3)      Reforma Tributária sobre consumo: disciplina os principais tributos do novo modelo, com destaque para o Imposto sobre Valor Adicionado – IVA Dual, composto por Imposto sobre Bens e Serviços (substitui ICMS e ISS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (substitui PIS e Cofins).

4)      Projeto de Lei nº 3.278/2021: novo Marco Legal do Transporte Coletivo Urbano; busca garantir maior aderência às demandas atuais do setor e às diretrizes de uma política pública moderna de mobilidade.

5)      Debêntures de infraestrutura: Busca ampliar fontes de financiamento para projetos de infraestrutura e inovação tecnológica no país, complementando o modelo já existente de debêntures incentivadas.

6)      Programa Navegue Simples: estabelece conjunto de diretrizes voltadas à modernização do sistema de outorgas do setor portuário brasileiro.

7)      Programa de Financiamento à Exportação (PROEX): aprimoração das condições do programa, com realização de melhorias regulatórias, revisão do prazo máximo de financiamentos nas operações e permissão de desembolso prévio à exportação.

8)      Transição energética: Mapeamento de políticas internacionais à transição energética, com elaboração de relatório técnico do Ministério de Relações Exteriores com informações estratégicas sobre estratégias adotadas por 26 países.

9)      Decreto nº 12.153/2024: Remoção de barreiras à entrada de novos investidores no mercado de gás natural.

10) Projeto de Lei nº 5.719/2023: Busca viabilizar a retomada das operações de apoio às exportações de serviços, interrompidas desde 2017.

11) Projeto de Lei nº 04/2025: busca aprimorar o sistema geral de garantias da economia brasileira.

Monitoramento

A reunião também contou com a apresentação do Observatório do Custo Brasil, uma plataforma desenvolvida pelo MDIC, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza o acompanhamento e avaliação de políticas estratégicas com potencial de reduzir entraves estruturais à competitividade da economia brasileira. O chamado Custo Brasil representa um ônus estimado de R$ 1,7 trilhão por ano, de acordo com estudo realizado pelo MBC em parceria com o MDIC.

Conheça a plataforma neste link

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


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Internacional, Negócios

Ações da Tesla despencam 14% com crescente disputa entre Trump e Musk

Papéis da montadora caíam 17% no pior momento do pregão desta quinta (5) após Musk intensificar suas críticas ao projeto de lei sobre impostos do presidente

Rachaduras na relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, seu autoproclamado “primeiro amigo”, estão assustando acionistas da Tesla, enquanto os dois trocam farpas com uma retórica cada vez mais acalorada nesta quinta-feira (5).

Os papéis da montadora desabaram 14,27% no pregão (perda de US$ 47,37), fechando em US$ 284,68 num dia sem outras grandes notícias para a montadora de carros elétricos, com traders se desfazendo dos papéis após Musk intensificar suas críticas ao projeto de lei sobre impostos do presidente.

No pior momento do pregão, as ações caíam em torno de 17%.

Trump respondeu, alegando que Musk estava chateado porque o projeto elimina benefícios fiscais para a compra de veículos elétricos, enquanto investidores temem que o desgaste na relação entre os dois possa prejudicar o império empresarial de Musk.

“Veja, Elon e eu tínhamos um ótimo relacionamento. Não sei se teremos mais”, disse Trump. “Ele disse as coisas mais bonitas a meu respeito. E não falou mal de mim pessoalmente. Isso será o próximo. Mas estou muito desapontado.”

Musk, uma figura central no plano de corte de custos do Departamento de Eficiência Governamental, o Doge, tem criticado o projeto de lei há meses, após decidir passar menos tempo na Casa Branca e se concentrar mais em suas empresas.

Na sua própria plataforma de mídia social, o X, Musk pediu aos membros do Congresso que derrubassem o projeto de lei, chamando-o de “abominação nojenta”.

“Isso mais do que anula todas as economias conquistadas pela equipe do Doge com grande custo e risco pessoal”, escreveu Musk na rede social na terça-feira. O bilionário foi o maior doador republicano na campanha eleitoral de 2024.

A liderança de Musk no Doge e seu alinhamento com o governo Trump afastaram alguns clientes da Tesla. As vendas de veículos elétricos da empresa caíram na Europa, na China e nos principais mercados dos EUA, como a Califórnia, mesmo com o crescimento geral nas compras de veículos elétricos.

Nas últimas semanas, Musk passou lentamente a se distanciar da Casa Branca, em parte afetado pela onda de protestos contra a Tesla.

“As posições políticas de Elon continuam prejudicando as ações. Primeiro, ele se alinhou com Trump, o que incomodou muitos potenciais compradores democratas. Agora, ele se voltou contra o governo Trump”, disse Dennis Dick, acionista da Tesla e estrategista-chefe da Stock Trader Network.

A SpaceX e a Starlink, outras empresas de Musk, dominam seus respectivos mercados, mas também estão sob intenso escrutínio por causa da relação de Musk com Trump.

As ações da Tesla caíram 12% desde 27 de maio, praticamente coincidindo com sua decisão de se afastar das atividades em Washington. As perdas se aceleraram nesta quinta-feira, quando 100 milhões de ações mudaram de mãos, quase o volume diário dos últimos 100 dias.

Os papéis têm vivido uma montanha-russa desde que Musk declarou apoio a Trump, em meados de julho de 2024, em sua campanha de reeleição – subindo 169% daquele ponto até meados de dezembro. Depois disso, houve uma queda de 54% até o início de abril, com o acirramento do movimento “Tesla Takedown”.

O projeto de lei orçamentária propõe, em grande parte, o fim do popular subsídio de US$ 7.500 para veículos elétricos até o final de 2025. A Tesla e outras montadoras têm contado há anos com esses incentivos para estimular a demanda, mas Trump prometeu, durante a transição, acabar com o subsídio.

“O projeto de lei orçamentária traz elementos negativos para a Tesla com o fim dos créditos para veículos elétricos e, de modo geral, o desentendimento com Trump traz riscos para a Tesla e para as outras empresas de Elon”, disse Jed Ellerbroek, gerente de portfólio da Argent Capital Management.

Incluindo as perdas desta quinta-feira, as ações da Tesla acumulam queda de 25% este ano. Ainda assim, a empresa continua sendo, de longe, a montadora mais valiosa do mundo – com um valor de mercado de quase US$ 1 trilhão, bem acima dos cerca de US$ 290 bilhões da Toyota.

Fonte: CNN Brasil


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Negócios

Cade aprova incorporação das ações da BRF pela Marfrig

Operação dará origem à MBRF, uma companhia com receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, sem restrições, a incorporação das ações da BRF pela Marfrig. Anunciada em meados do mês passado, a operação dará origem à MBRF Global Foods Company, uma companhia com vendas em 117 países, forte presença nos Estados Unidos e no Oriente Médio e receita líquida superior a R$ 150 bilhões por ano.

Com a complementaridade de portfólios de Marfrig e BRF, a nova MBRF nascerá com participações expressivas nos mercados de proteínas animais in natura (frango, suínos, peru e bovinos), alimentos processados (refeições prontas, salsichas, embutidos, frios, patês, hambúrgueres, enlatados, pré-cozidos e charque), pet (rações e petiscos) e ingredientes (farinha de vísceras, gorduras e hidrolisados).

Com as sinergias que deverão ser geradas nas áreas de suprimentos, vendas, logística e administrativa, o impacto esperado no resultado da MBRF após juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) supera R$ 800 milhões por ano. Já com a aceleração do aproveitamento de créditos fiscais e a amortização do step-up dos ativos da BRF para otimização da carga tributária, o impacto fiscal previsto chega a R$ 3 bilhões

Uma vez aprovada pelo Cade, a fusão agora será avaliada em assembleias gerais extraordinárias das duas companhias. A expectativa é que o fechamento da transação aconteça no fim do mês que vem. Vale lembrar que, no processo de combinação dos negócios, cada ação da BRF dará direito ao recebimento de 0,8521 ação da Marfrig. A empresa de Marcos Molina detém, atualmente, 50,49% da dona das marcas Sadia e Perdigão.

Fonte: NP Agro

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Economia, Negócios

Ações europeias ficam estáveis em meio a dados de inflação e nervosismo comercial

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, com investidores cedendo terreno sob a dupla pressão de indicadores econômicos mais fracos e persistentes preocupações com o comércio global.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com variação positiva de 0,09%, a 548,44 pontos.

Na frente macroeconômica, o arrefecimento da inflação em todo o bloco — agora confortavelmente abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE) — aumentou as expectativas de uma guinada agressiva em direção à flexibilização monetária.

O BCE já cortou as taxas de juros sete vezes desde junho passado, e os mercados monetários já estão quase totalmente convencidos de que haverá uma redução de 25 pontos-base na quinta-feira, se encaminhando para reduzir a taxa de juros da região para 2%.

Operadores estão prevendo reduções de pelo menos 55 pontos-base, ou mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, incluindo o de quinta-feira, até o final do ano.

“Isso (os dados) indica que o aumento dos preços em maio retira alguma pressão do BCE em seu mandato duplo, e isso reforçou para os mercados que eles estão corretos ao precificar mais cortes”, disse Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com.

O nervosismo provocado pelas tensões comerciais globais continuou a se mostrar presente, exacerbado pela persistente disputa jurídica em torno das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Reforçando esses temores, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua perspectiva de crescimento global, destacando especificamente a escalada e o impacto econômico desproporcional exercido pela guerra comercial de Trump sobre a economia dos EUA.

O setor de mídia caiu 1,1%, ampliando sua baixa em relação à sessão anterior, já o de recursos básicos perdeu 0,8%, seguindo os preços do cobre. [MET/L]

Enquanto isso, o setor de energia subiu 1% — o melhor desempenho entre os demais, com os preços do petróleo em alta de quase 1%. [O/R]

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,15%, a 8.787,02 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,67%, a 24.091,62 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,34%, a 7.763,84 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,23%, a 40.074,47 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,52%, a 14.128,40 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,41%, a 7.456,30 pontos.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Navegação, Notícias

Maersk faz oferta de US$ 1,3 bilhão pela Svitzer

O principal acionista da Maersk fez uma oferta de US$ 1,3 bilhão para adquirir a operadora de rebocadores Svitzer, informou o The Wall Street Journal na quarta-feira.

A AP Moller Holding, que detém 41,51% do capital da Maersk e atualmente possui 47% da Svitzer por meio de sua subsidiária APMH Invest, está oferecendo a aquisição do restante das ações.

A Svitzer opera uma frota de rebocadores que auxiliam na manobra de navios dentro e fora de portos e terminais. A empresa também presta serviços adicionais, como manuseio de cabos e transporte de pessoal. No ano passado, a empresa se separou do gigante do transporte marítimo AP Moller-Maersk e foi posteriormente listada na Nasdaq Copenhagen. A oferta atual avalia a Svitzer em aproximadamente 9 bilhões de coroas (cerca de US$ 1,3 bilhão).

Fonte: Breaking News
Maersk’s APMH makes $1.3B bid for Svitzer – Breaking The News

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Economia, Finanças, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios

Embraer (EMBR3) triplica lucro em 2024 e ações disparam 150%. Vale investir?

Os resultados da fabricante de aviões foram impulsionados pela desvalorização do real frente ao dólar e também pelo aumento do número de entregas de aeronaves

Protagonista do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa do Brasil, no último ano, a Embraer (EMBR3) encerrou 2024 com chave de ouro. A companhia viu seu lucro líquido ajustado triplicar em um ano, de R$ 350,6 milhões para R$ 1,093 bilhão – uma expressiva alta de 211,8%.

No último ano, os papéis da fabricante de aviões decolaram nada menos que 150% – a maior alta do Ibovespa no período. Em 2025, a empresa já acumula ganhos de dois dígitos, na casa dos 12%.

Vale a pena investir nas ações da Embraer?

Conforme dados compilados pelo Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, quatro instituições entre bancos e corretoras têm recomendação de compra para os papéis da companhia, contra duas posições neutras.

Felipe Papini, sócio da One Investimentos, destaca o lucro líquido ajustado e a receita recorde reportados pela Embraer no quarto trimestre.

“O lucro ajustado teve uma alta de 211,8% na comparação com um ano antes, enquanto a receita totalizou R$ 13,7 bilhões no trimestre e R$ 35,4 bilhões em 2024, o nível mais alto de todos os tempos e perto do limite superior das estimativas anuais”, destaca.

Papini explica que o resultado da fabricante de aviões foi impulsionado pela desvalorização do real frente ao dólar e também pelo aumento do número de entregas de aeronaves, que estimulou o segmento de aviação comercial, com aumento de 58% das receitas dessa divisão, representando o maior avanço percentual da Embraer no período.

“Em geral, a empresa reportou um balanço muito forte e que animou o mercado, com as ações reagindo de forma positiva aos números reportados pela fabricante”, diz. Os papéis da Embraer abriram os negócios de hoje em forte alta.

O especialista afirma, ainda, que o BTG Pactual, corretora no qual o escritório da One é vinculado, tem uma visão otimista para os papéis da Embraer pelo momento positivo devido ao forte crescimento, desalavancagem e carteira de pedidos robusta. “Além disso, o ativo é atrativo pela sua exposição ao dólar”, lembra Papini.

Danielle Lopes, sócia e analista de ações da Nord Investimentos, comenta que os resultados da Embraer ficaram acima do consenso do mercado, com crescimento de receita e lucro, e chama atenção para a trajetória de expansão da companhia nos últimos anos.

“A empresa entrou numa maré de crescimento desde 2023 por causa de alguns fatores, como a recuperação da demanda global no pós-pandemia. A aviação começou a entrar com uma carteira de pedidos muito forte, então teve companhia aérea renovando e expandindo suas frotas, tanto no segmento de jatos regionais, que é onde a Embraer já é muito forte, e também no aumento do tráfego aéreo, que melhorou os contratos de manutenção e de suporte da companhia”, explica.

Segundo o J.P. Morgan, os resultados da Embraer são um gatilho positivo para os papéis da companhia. “As ações da empresa são negociadas a múltiplos mais baixos que os de seus pares, como Boeing e Airbus, o que cria um potencial de valorização considerável”, destacam os analistas Marcelo Motta, Jonathan e Seth Seifman. O banco americano tem recomendação de compra para a Embraer, com preço-alvo de R$ 78.

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Trump escolhe ex-procurador-geral Matthew Whitaker como próximo embaixador na Otan

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira a nomeação do ex-procurador-geral interino Matthew Whitaker como próximo embaixador americano na Otan. Whitaker, um advogado e lobista de 55 anos, atuou como procurador-geral interino dos Estados Unidos entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, durante o primeiro mandato de Trump, depois que Jeff Sessions renunciou ao cargo.

Matt fortalecerá as relações com os nossos aliados da Otan e permanecerá firme perante as ameaças à paz e à estabilidade”, disse o político republicano em um comunicado.

Além disso, declarou que o novo embaixador irá “colocar os Estados Unidos em primeiro lugar”, lema que Trump usa para promover uma política externa mais isolacionista.

Segundo o presidente eleito, Whitaker é “um guerreiro forte e um patriota leal, que garantirá o avanço e a defesa dos interesses dos Estados Unidos”.

Whitaker se formou na Universidade de Iowa, onde também jogou no time de futebol americano, destacou o próximo presidente.

Trump, que já governou o país entre 2017 e 2021, foi muito crítico à Otan durante seu primeiro mandato e atacou seus parceiros da Aliança Atlântica que não atribuíam dinheiro suficiente à defesa coletiva.

Durante a última campanha eleitoral, o republicano chegou a sugerir que encorajaria a Rússia a fazer o que quisesse com os países europeus que não aumentassem seus gastos com defesa e, além disso, questionou o envio de ajuda militar dos EUA à Ucrânia.

FONTE: Exame
Trump escolhe ex-procurador-geral Matthew Whitaker como próximo embaixador na Otan | Exame

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