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Tarifaço: enquanto Trump consegue tarifas, americanos recebem aumento de preços

Nos últimos meses, grandes varejistas e fabricantes de bens de consumo alertaram que teriam que reduzir lucros ou repassar os custos aos clientes. Algumas empresas já fazem os dois.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está aplicando suas tarifas a uma porção de países, e as empresas americanas já indicam como pretendem reagir: repassando os custos aos consumidores.

Nos últimos meses, grandes varejistas e fabricantes de bens de consumo alertaram que as tarifas sobre produtos importados pressionariam suas operações, obrigando-os a optar entre reduzir lucros ou repassar os custos aos clientes.

No caso da Procter & Gamble e de outras empresas, ambas as medidas estão sendo adotadas.

Na terça-feira, a gigante do setor de bens de consumo, que fabrica itens domésticos como papel toalha e detergente, divulgou uma projeção negativa para 2025 e comunicou a grandes varejistas, como o Walmart, que aumentará os preços de alguns produtos nos EUA a partir da próxima semana.

Esse desafio enfrentado pelas empresas nos próximos trimestres deve ser repassado aos consumidores. A P&G informou que aumentará os preços de cerca de 25% de seus produtos nos EUA para compensar os custos das novas tarifas.

Segundo um porta-voz da empresa, os reajustes ficarão na faixa de um dígito médio em todas as categorias.

Apesar de os índices acionários terem alcançado recordes neste ano, impulsionados por fortes investimentos em ações de tecnologia, muitas empresas do setor de consumo enfrentaram dificuldades.

Desde o anúncio das tarifas no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril:

  • As ações da P&G caíram 19%.
  • As da Nestlé, 20%.
  • A Kimberly-Clark perdeu 11%; e
  • A PepsiCo recuou quase 7%.

No mesmo período, o índice S&P 500 subiu mais de 13%.

Empresas dos setores de bens de consumo, alimentos e bebidas vêm enfrentando vendas fracas desde a pandemia, já que os consumidores resistem aos preços elevados de marcas tradicionais.

Na semana passada, a Nestlé afirmou que os consumidores na América do Norte continuam cautelosos em pagar mais no caixa.

Novos aumentos de preços devem intensificar as preocupações dos investidores sobre a capacidade das grandes marcas de lidar com o duplo desafio: consumidores mais cautelosos e custos elevados decorrentes da guerra comercial promovida por Trump.

“Você verá empresas como Walmart, Amazon e Best Buy sendo obrigadas a repassar aumentos de preços aos consumidores”, afirmou Bill George, ex-presidente e CEO da Medtronic e pesquisador em educação executiva na Harvard Business School.

“A Main Street ainda não viu as consequências do aumento das tarifas — e elas vão aumentar.”

Entre 16 e 25 de julho, empresas monitoradas pelo rastreador de tarifas globais da Reuters estimaram perdas entre US$ 7,1 bilhões e US$ 8,3 bilhões ao longo do ano.

GM, Ford e outras montadoras têm absorvido os custos das tarifas até agora — somando bilhões de dólares. Outras empresas, como a EssilorLuxottica, fabricante dos óculos Ray-Ban, já reajustaram seus preços.

A Swatch, fabricante suíça de relógios e joias, elevou seus preços em cerca de 5% após o anúncio das tarifas por Trump, em abril, sem impacto nas vendas, segundo o CEO Nick Hayek, em entrevista recente à Reuters.

Marcas premium, como os relógios Tissot, são menos afetadas por aumentos de preços. Segundo Hayek, clientes que desejam adquirir modelos mais caros costumam comprar no exterior, onde os impostos são menores.

“Não se pode fazer isso com carros. Não é possível fazer isso com máquinas. Mas você pode fazer isso com relógios. Portanto, não é tão problemático para nós”, disse ele.

Muitas empresas anteciparam o envio de mercadorias e matérias-primas aos EUA antes da entrada em vigor das tarifas. Economistas e analistas acreditam que esse estoque ajudou a adiar os aumentos de preços e explica por que os efeitos das tarifas ainda não se refletem nos dados de inflação do país.

Andrew Wilson, vice-secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, estima que os efeitos inflacionários serão percebidos quando os estoques forem esgotados — o que pode ocorrer apenas no quarto trimestre deste ano ou no primeiro do próximo.

Fonte: G1

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Líderes europeus se queixam de acordo fechado com os EUA

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões.

O acordo comercial com os EUA anunciado no domingo, 27, gerou críticas de líderes de países-membros da União Europeia (UE) nesta segunda, 28. Carros, vinhos e itens de luxo são alguns dos setores-chave da economia europeia afetados pelas tarifas de 15%.

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões. Pelo pacto anunciado anteontem, as tarifas para produtos exportados do bloco para os Estados Unidos vão ficar em 15%.

O governo da França foi o mais estridente e disse ser contra o acordo. Para os líderes franceses, o bloco europeu deveria retaliar as taxas do presidente americano, Donald Trump, alertando que a Europa saiu da mesa de negociações politicamente enfraquecida.

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter (aos EUA)”, escreveu o primeiro-ministro François Bayrou em redes sociais.

As constantes ameaças de Trump encontravam a maior rejeição no presidente francês, Emmanuel Macron, que defendia que a única saída para o bloco era impor tarifas aos EUA como forma de demonstrar força.

Benjamin Haddad, ministro francês responsável por assuntos europeus, sugeriu que o acordo comercial de Trump constituía uma “tática predatória”. “O livre-comércio que trouxe prosperidade compartilhada a ambos os lados do Atlântico desde o fim da 2.ª Guerra está agora sendo rejeitado pelos Estados Unidos, que optaram pela coerção econômica e pelo completo desrespeito às regras da OMC”, escreveu em rede sociais.

Mercosul

Em entrevista coletiva ontem, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que valoriza os esforços feitos pela Comissão Europeia e apoia o acordo tarifário, mas “sem nenhum entusiasmo”. Ele defendeu que os europeus “precisam agir em conjunto” e devem diversificar suas relações comerciais e citou o Mercosul.

“Na semana passada, estive em dois países que fazem parte do Mercosul. Eu acredito que esse é o caminho, temos de diversificar nossas relações comerciais, fazer isso com regiões e blocos.”

Já a associação da indústria alemã VDMA, que representa mais de 3,6 mil empresas, instou a UE e os EUA a lidarem com o acordo firmado ontem “não como um ‘novo normal’”. “A UE deve agora fortalecer consistentemente sua competitividade, expandir o mercado interno, aumentar sua independência em defesa e matérias-primas, se afirmar como um espaço econômico aberto e concluir acordos comerciais com novos parceiros”, escreveu o presidente da associação, Bertram Kawlath, em comunicado divulgado ontem.

Para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o acordo foi “positivo”, pois avalia que “uma escalada comercial teria consequências imprevisíveis e potencialmente devastadoras”. Falando a jornalistas em um evento na Etiópia, a líder italiana disse que “ainda há uma luta a ser travada”, pois é preciso garantir que setores mais sensíveis sejam preservados. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Fonte: Estadão de São Paulo

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Trump fecha acordos favoráveis aos EUA e evita retaliação por tarifaço

Europa, Japão, Indonésia e Vietnã fecharam pacto com Trump

Os acordos firmados desde o início da guerra comercial, iniciada em abril, abrem ainda mais os mercados para os produtos estadunidenses. Os países também se comprometeram a aumentar os investimentos e as compras dos EUA na casa das dezenas de bilhões de dólares.  

O professor de economia e de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques, afirmou à Agência Brasil que esses acordos, em especial, com a Europa e o Japão, são importantes vitórias do presidente dos EUA, Donald Trump.

Para Ouriques, que é presidente do Instituto de Estudos Latino-americanos (IELA) da UFSC, os acordos demonstram que são falsas as teses de que Trump seria “louco” devido a sua política tarifária e a de que os EUA seriam uma potência decadente.

“Tudo isso é consequência da concorrência entre EUA e China e o imperialismo estadunidense tem mecanismos de pressão que não deixa de lançar mão. Há uma luta pelo excedente econômico. Essas tarifas permitem que os EUA, que não conseguem competir no chão da fábrica com a China, coloquem barreira para as próprias multinacionais voltarem a operar dentro dos EUA”, comentou Nildo.

União Europeia

Anunciado nesse domingo (27), o acordo fechado pelos EUA com a UE eleva as tarifas de importações dos países europeus para 15% na maioria dos produtos – valor inferior aos 30% inicialmente anunciados por Trump. A tarifa será zero apenas para alguns produtos considerados estratégicos, como aeronaves e peças de aeronaves, certos produtos químicos, semicondutores e alguns medicamentos genéricos.

Em contrapartida, a Europa não aplicará o princípio da reciprocidade. Ao contrário, deve zerar tarifas para produtos estadunidenses. Além disso, a UE se comprometeu a investir US$ 600 bilhões nos EUA, incluindo compra de equipamentos militares, e a comprar energia dos EUA no montante de US$ 750 bilhões. Nenhum recurso dos EUA para União Europeia foi anunciado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou o resultado, alegando que o acordo evita escalar a guerra comercial e traz previsibilidade para empresas europeias.

Por outro lado, o acordo foi criticado, principalmente, pela França. O primeiro-ministro francês, François Bayrou, disse que o acordo marca um “dia sombrio” para Europa.  

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter”, disse o líder francês em uma rede social. 

Especialistas têm apontado que a Europa cedeu às pressões dos EUA. O analista de geopolítica Arnaud Bertrand destacou que, “nem remotamente”, o acordo se assemelha a algo firmado entre potências soberanas equivalentes.

“Parece, sim, o tipo de tratado desigual que as potências coloniais costumavam impor no século 19 — só que, desta vez, a Europa é a vítima”, disse em rede social.

O professor Nildo Ouriques destacou, por sua vez, que a Europa se submete as políticas dos EUA há décadas, não sendo isso uma novidade. “A Europa jamais se comportou como um contrapoder. A Europa é vassala [dos EUA] há muito tempo”, completou.

Ainda segundo Ouriques, as tarifas de Trump tendem ainda a reforçar a concentração de capital ao eliminar empresas que não poderão pagar os aumentos de custos.

“Trump está favorecendo a concentração e centralização de capital. Vão aumentar os monopólios dentro da Europa e dos EUA. Os capitais pequenos não sobrevivem se tiverem que pagar 15% a mais”, avalia.

China

Por outro lado, o especialista Nildo Ouriques comentou que a China tem margem de manobra para resistir ao cerco comercial estadunidense. “Esse movimento não afeta a China porque ela tem uma coisa fundamental, que é um chão de fábrica mais produtivo que os EUA”, finalizou.

Após elevar as tarifas contra a China a 145%, Trump recuou e fechou acordo temporário com o país, mantendo as tarifas em 30% enquanto negocia os termos de novo acordo. Pequim, que havia retaliado os EUA elevando as tarifas para 125%, aceitou reduzir as taxas para 10%. 

Na semana passada, os EUA afirmaram que a pausa nas tarifas pode se estender por mais 90 dias no caso da China para dar tempo das negociações avançarem.

No caso do Brasil, as tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos devem entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º) e o governo brasileiro tenta, ainda sem resposta, costurar um acordo com a Casa Branca.

Japão

Na semana passada, foi fechado o acordo com o Japão de tarifas em 15% – inferior ao anunciado inicialmente, de 24%. A potência asiática não aplicará tarifas reciprocas e ainda abrirá seu mercado para carros e arroz estadunidenses. Trump disse ainda que o Japão investirá US$ 550 bilhões nos EUA. 

Como parte do acordo, o Japão deve ainda comprar 100 aviões da Boeing e aumentar os gastos em defesa com empresas dos EUA de US$ 14 bilhões para 17 bilhões anuais. A taxação do setor automotivo japonês, que representa mais de um quarto das exportações para os EUA, também ficará em 15%. Inicialmente, o setor seria taxado em 27,5%.

Indonésia e Filipinas

Junto com o acordo com o Japão, os EUA anunciaram ainda acordos comerciais com a Indonésia, uma das principais economias da Ásia, e as Filipinas. 

Em 22 de julho, Trump fechou acordo para tarifas de importação de 19% para Indonésia, abaixo dos 32% inicialmente anunciados. Além disso, a Indonésia se comprometeu a comprar aeronaves, produtos alimentícios e energéticos dos EUA estimados em US$ 22,7 bilhões.

Em troca, o país do sudeste Asiático se comprometeu a eliminar “aproximadamente 99% das barreiras tarifárias para uma gama completa de produtos industriais, alimentícios e agrícolas dos EUA”, informaram, em declaração conjunta, a Casa Branca e o governo indonésio. 

No caso das Filipinas, o acordo com os EUA também estabeleceu tarifa de importação de 19%, pouco abaixo dos 20% anunciados por Trump, mas acima dos 17% estabelecida em abril. Em contrapartida, o acordo estabeleceu tarifas zero para produtos estadunidenses entrarem nas Filipinas, segundo informou a Reuters.

Vietnã e Reino Unido

No caso do Vietnã, o acordo com os EUA estabeleceu as tarifas de exportação em 20% – menor que os 40% anunciados inicialmente – ao mesmo tempo que abriu o mercado do Vietnã com tarifas zero para produtos estadunidenses.

O primeiro acordo fechado pelos EUA em meio a guerra tarifária foi com o aliado Reino Unido ainda no dia 8 de maio. O acordo elevou as tarifas de importação em 10% para os produtos do país europeu.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: EUA preparam nova base legal para justificar tarifas de 50% ao Brasil, diz agência

Presidente norte-americano prepara uma nova declaração de emergência para servir como base para as taxas sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela Bloomberg News.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando uma nova declaração de emergência para servir como base para as tarifas de 50% impostas sobre o Brasil, informou a Bloomberg News.

Segundo a agência, a medida ainda não é definitiva, mas seria necessária para justificar as altas taxas impostas sobre produtos brasileiros — principalmente porque a situação comercial do Brasil com os EUA foge do padrão visto nos demais países atingidos pelas tarifas recíprocas.

Isso porque enquanto as outras nações que foram alvos do tarifaço mantêm superávits comerciais com os EUA — ou seja, vendem mais produtos para o país do que compram dos norte-americanos —, o Brasil registra déficit desde 2009.

Segundo a agência de notícias, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA admitiu durante reuniões com membros do Congresso norte-americano nesta semana que haveria um plano para anunciar uma declaração de emergência separada.

O Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inlês) e a Casa Branca não responderam ao pedido de posicionamento feito pela Bloomberg.

De acordo com a agência, as preparações são um sinal de como o governo norte-americano busca uma autoridade legal para impor as ameaças tarifárias cada vez mais abrangentes de Trump — principalmente no que diz respeito ao Brasil.

No início deste mês, o republicano anunciou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida veio como uma forma de apoio a Jair Bolsonaro (PL): Trump chegou a afirmar que o julgamento do ex-presidente era uma “caça às bruxas”.

Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe, passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida foi determinada após a fase inicial do processo, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente e apontou novas evidências de tentativa de atrapalhar o andamento da ação.

O presidente Lula (PT), por sua vez, não deu indícios de ceder às exigências dos Estados Unidos, tendo mais de uma vez reforçado a independência do Judiciário brasileiro e a soberania do país sobre seus assuntos internos.

Desde então, o governo indicou que mesmo após tentativas de conversas com os norte-americanos, as negociações do Brasil com Trump não tem tido sucesso. Nesta sexta-feira (25), uma comissão de senadores embarcou rumo aos EUA, em busca de abrir um canal de negociações por lá.

A ida da comissão, no entanto, é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e, segundo o blog do Valdo Cruz, está sendo boicotada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo blogueiro Paulo Figueiredo.

Interlocutores do presidente Lula que estão em Nova York contaram ao blog que Trump não autorizou sua equipe abrir diálogo com o Brasil.

Além disso, Trump também pediu que o USTR iniciasse uma investigação contra o Brasil, com base na Seção 301, sobre supostos ataques contra empresas norte-americanas e mídia social.

Em documento oficial divulgado no início do mês, o representante do órgão chegou a afirmar que “tem documentado as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas”, mas não apresenta evidências para sustentar as alegações.

A postura mais rígida de Trump com o Brasil tem gerado preocupações. Na quinta-feira (24), senadores democratas chegaram a enviar uma carta a Trump, contestando as tarifas impostas ao Brasil e acusando o republicano de “claro abuso de poder”.

Segundo os parlamentares, o republicano está usando “a economia norte-americana para interferir em favor de um amigo”.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.

Trump, no entanto, segue firme em sua decisão. Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, comentou com amigos que teve várias conversas nos EUA, onde está em missão na ONU, e ouviu que realmente Trump não está permitindo reabertura de negociações com o Brasil.

Segundo Vital do Rêgo comentou com interlocutores, há um clima de medo e apreensão nos EUA. Tudo estaria centralizado em Trump e ninguém tem coragem de desafiá-lo.

Fonte: G1


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Internacional, Mercado Internacional

A Nvidia está enfrentando tanto Trump quanto a China

O crescimento explosivo da receita pode durar?

Uma honrosa exceção entre os bilionários da tecnologia que apoiaram Donald Trump na sua posse presidencial em 20 de janeiro foi Jensen Huang, o CEO da Nvidia. Ele adotou uma abordagem mais discreta, encontrando-se com Trump na Casa Branca pouco mais de dez dias depois. No início daquela mesma semana, sua empresa — a principal fornecedora de chips de inteligência artificial (IA) — havia perdido US$ 600 bilhões em valor de mercado durante uma onda de vendas causada pelo lançamento dos modelos de IA mais recentes da DeepSeek, uma empresa chinesa. Os planos de Trump para responder à fabricante emergente de modelos podem ter estado tão presentes na mente de Huang quanto a própria DeepSeek.

As ações da Nvidia posteriormente recuperaram boa parte do valor perdido, após a abordagem econômica da DeepSeek na construção de modelos levantar dúvidas sobre a demanda pelos avançados chips gráficos (GPUs) da Nvidia. Em 26 de fevereiro, a empresa divulgou resultados fortes para o trimestre encerrado em janeiro. Suas vendas cresceram impressionantes 78% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 39 bilhões. Os lucros também superaram as expectativas, embora as margens brutas tenham caído.

A resposta do governo americano à DeepSeek é o próximo passo esperado. A administração Biden tentou desacelerar os avanços da China em inteligência artificial (IA) restringindo a exportação dos chips e ferramentas de fabricação mais avançados, além de limitar os investimentos americanos em empresas chinesas de IA. Circulam relatos de que a administração Trump está considerando reforçar esses controles de exportação. Durante sua sabatina no Senado, Howard Lutnick — agora secretário de Comércio — ameaçou adotar uma postura rigorosa em relação às vendas de tecnologia para a China, destacando que os chips da Nvidia foram usados pela DeepSeek. “Isso tem que acabar”, declarou em tom enérgico. As vendas para a China representam cerca de 15% do total da Nvidia. A empresa não comentou sobre a possibilidade de novas restrições, mas elas são esperadas. “Achamos que haverá algum controle adicional de exportações após o caso da DeepSeek”, afirma Joseph Moore, do banco de investimentos Morgan Stanley.

Há dois instrumentos que o governo americano pode usar para dificultar ainda mais o comércio com a China, o que afetaria a Nvidia. O primeiro é limitar ainda mais a venda de GPUs diretamente para o país. Quando os controles anteriores entraram em vigor, a Nvidia desenvolveu um chip de GPU mais simples para o mercado chinês, chamado H20. A administração Trump agora estaria considerando restringir também a venda desse modelo. Dylan Patel, da consultoria SemiAnalysis, acredita que a Nvidia está suspendendo a produção do H20 em resposta a essa ameaça (ele afirma que mais de 1 milhão de unidades foram produzidas nos nove meses até o final de janeiro). A fabricante de chips tem argumentado discretamente ao governo americano que o H20 não oferece mais poder de processamento para os objetivos de IA da China do que chips comuns de videogames vendidos no país. Ainda assim, o uso do H20 para aplicações de IA na China está crescendo rapidamente, segundo relatos.

O segundo instrumento do governo americano visa impedir que empresas chinesas acessem GPUs por meio de terceiros países — objetivo da chamada “Estrutura para Difusão de IA” (Framework for AI Diffusion), uma norma provisória apresentada poucos dias antes da saída de Joe Biden do cargo. A intenção é barrar o contrabando ilegal de GPUs para a China e impedir que firmas chinesas acessem infraestrutura americana de IA por meio de data centers localizados em outros países. A medida entrará em vigor em meados de maio, a menos que seja revogada antes disso.

Como está, a nova regra limitaria o acesso de muitos países às GPUs mais avançadas, submetendo-os à supervisão regulatória americana e incentivando-os a se aliar a gigantes americanas de computação em nuvem, como Alphabet, Amazon e Microsoft. A Nvidia detesta essa medida. Criticou publicamente a administração Biden quando a regra foi anunciada, chamando-a de um emaranhado “equivocado” de excesso de regulação que enfraqueceria a competitividade dos EUA e prejudicaria o crescimento. Nos bastidores, a empresa argumenta que restringir o acesso à tecnologia americana de IA para mais de 150 países pode alienar aliados e empurrá-los para os braços da Huawei — uma gigante chinesa da tecnologia que está desenvolvendo seus próprios chips de IA. Ainda assim, Gregory Allen, do CSIS (um centro de estudos em Washington), acredita que a administração Trump apoiará a “estrutura básica” da regra, embora deva colocar sua própria marca sobre ela.

Jensen Huang ainda pode esperar mudar a opinião do presidente. Embora ele não faça parte da “broligarquia” da tecnologia que cerca Trump, tem boas conexões. Durante o período pré-eleitoral, o chefe da Nvidia elogiou generosamente Elon Musk — amigo do presidente — pela velocidade com que o empreendedor, agora agitador político, construiu um enorme data center em Memphis para a xAI, sua startup faminta por GPUs. Mesmo que os falcões da administração Trump queiram restringir com força as vendas de chips de IA para a China, Huang pode esperar que Musk use sua influência na Casa Branca para suavizar o impacto.

A geopolítica já tornou a vida difícil para a Nvidia na China. As sanções americanas contra a Huawei prejudicaram o maior concorrente da Nvidia no país, mas as restrições comerciais também afetaram a própria empresa americana. A participação das vendas para a China no total da Nvidia já caiu, passando de mais de 20% dois anos atrás para cerca de 15% hoje. Os esforços do governo chinês para estimular a demanda por chips nacionais também não ajudaram.

De modo geral, a Nvidia tem tentado manter-se em bons termos com a China — o que pode explicar por que ela critica abertamente os controles de exportação americanos. Isso, no entanto, não a poupou de virar peça no jogo geopolítico. Em dezembro, o governo chinês anunciou uma investigação sobre a Nvidia por supostas violações da lei antimonopólio do país, amplamente interpretada como retaliação às restrições impostas aos chips americanos.

A incerteza sobre os negócios da Nvidia na China torna seu crescimento futuro ainda mais dependente de vendas em outras regiões. A empresa continua dominante no restante do mundo e segue superando seus concorrentes por meio de atualizações frequentes de hardware e software. As vendas de sua nova arquitetura de IA, chamada Blackwell, dispararam no último trimestre.

A recuperação recente das ações da Nvidia sugere que investidores confiam em Huang e em outros que argumentam que os avanços da DeepSeek — ao baratear os modelos — acabarão gerando mais demanda por hardware de IA, e não menos, ao estimular a adoção da tecnologia. Desde a queda causada pela DeepSeek, as gigantes americanas de computação em nuvem indicaram que pretendem continuar aumentando os investimentos em data centers. Ainda assim, uma nota publicada por analistas do banco de investimentos TD Cowen, em 21 de fevereiro, afirma que a Microsoft cancelou recentemente alguns contratos de locação de data centers nos EUA (a empresa garante que ainda está comprometida em investir US$ 80 bilhões em infraestrutura neste ano). Apesar de todas as suas fortalezas, Jensen Huang ainda enfrenta turbulências tanto no cenário doméstico quanto no exterior.

Fonte: The Economist

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

EUA se preparam para permitir operações limitadas de petróleo na Venezuela, começando pela Chevron, dizem fontes

O governo Trump está se preparando para conceder novas autorizações aos principais parceiros da estatal venezuelana PDVSA, começando pela Chevron, o que lhes permitiria operar com limitações no país sancionado e trocar petróleo, disseram cinco fontes próximas ao assunto na quinta-feira.

Se concedidas, as autorizações para a grande petrolífera dos EUA, e possivelmente também para os parceiros europeus da PDVSA, marcariam uma mudança de política em relação a uma estratégia de pressão que Washington adotou no início deste ano sobre o setor de energia da Venezuela, que está sob sanções dos EUA desde 2019.

Os EUA podem agora permitir que as empresas de energia paguem aos empreiteiros de campos petrolíferos e façam as importações necessárias para garantir a continuidade operacional. Algumas importações poderiam ser trocadas por petróleo venezuelano, conforme autorizado em licenças anteriores, disseram três das fontes.

Uma autoridade do Departamento de Estado disse em um comunicado que não poderia falar sobre nenhuma licença específica para os parceiros da PDVSA, mas acrescentou que os EUA não permitiriam que o governo do presidente Nicolás Maduro lucrasse com a venda de petróleo.

“A Chevron conduz seus negócios globalmente em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis a seus negócios, bem como com as estruturas de sanções previstas pelo governo dos EUA, inclusive na Venezuela”, disse um porta-voz da empresa.

As ações da Chevron atingiram US$155,93 na quinta-feira, seu nível mais alto desde 3 de abril, de acordo com dados da LSEG.

Embora a Venezuela e os EUA tenham realizado uma troca de prisioneiros este mês, as relações entre os dois países têm sido tensas há anos, e o governo Trump tem apoiado publicamente os líderes da oposição que dizem que seu candidato venceu a eleição do ano passado, e não Maduro.

Em fevereiro, Trump anunciou o cancelamento de um punhado de licenças de energia na Venezuela, incluindo a da Chevron, e deu prazo até o final de maio para encerrar todas as transações.

A medida deixou todas as operações em joint ventures de petróleo e gás com a Chevron e outros parceiros nas mãos da PDVSA, mas as empresas foram autorizadas a preservar suas participações e a produção permaneceu praticamente inalterada.

O Departamento de Estado dos EUA, que em maio bloqueou uma ação do enviado presidencial especial Richard Grenell para prorrogar as licenças, desta vez está impondo condições a qualquer modificação na autorização, para que nenhum dinheiro chegue aos cofres de Maduro, disseram as três fontes.

O secretário de Estado Marco Rubio não deve, desta vez, proibir as autorizações, mas está negociando seu escopo, acrescentaram.

Não ficou imediatamente claro se os termos da licença que poderia ser concedida à Chevron seriam reproduzidos por outras empresas estrangeiras na Venezuela, incluindo a italiana Eni e a espanhola Repsol, que vêm solicitando aos EUA permissão para trocar suprimentos de combustível por petróleo venezuelano.

As autorizações podem permanecer privadas, disse uma das fontes.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA e a PDVSA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Acordos avançam no mundo, e Brasil se isola a oito dias do tarifaço dos EUA

Governo tem adotado uma postura combativa diante do que considera uma medida protecionista injustificada

A oito dias do início da taxação de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o governo busca soluções para impedir o avanço da medida. Além do Brasil, outros países como Indonésia, integrantes da União Europeia, Canadá e Japão também sofreram com a imposição de tarifas.

Entretanto, muitos deles, conseguiram acordos que podem diminuir o impacto nas respectivas economias, apesar de criar uma maior dependência com os EUA.

Em meio à crise entre os EUA e o Brasil, o governo brasileiro tem adotado uma postura combativa diante do que considera uma medida protecionista injustificada e prejudicial para a economia.

Apesar de representantes tentarem diálogo com os norte-americanos, o Brasil não descarta a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade— regulamentada na semana passada —, o que desagrada o setor empresarial.

Nesta quarta-feira (23), o presidente Donald Trump afirmou que só concordará em abaixar as tarifas caso o país que esteja em negociação abra o mercado para os Estados Unidos.

“Se não, tarifas muito mais altas! Os mercados japoneses já estão abertos (pela primeira vez!). Os negócios nos EUA vão crescer!”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social.

Segundo o chefe do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo, Rodrigo Medina, esses acordos feitos com demais nações servem como uma garantia de vantagens concorrenciais em relações bilaterais.

O problema em não negociar

Segundo o coordenador do curso de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, Gustavo Menon, existem riscos para o Brasil, em termos econômicos e diplomáticos, caso opte por não negociar diretamente com os Estados Unidos diante da ameaça tarifária.

O Brasil se expõe a uma série de riscos significativos. Em relação aos impactos econômicos e comerciais, a perda nas exportações será sintomática. Tarifas de 50% sobre produtos brasileiros podem afetar setores estratégicos, como agronegócio, indústria de transformação e aviões, tornando os produtos brasileiros menos competitivos no mercado americano”, acredita.

Para o especialista, isso torna a situação ainda mais crítica considerando o déficit comercial brasileiro com os EUA, reforçando o diálogo como a melhor iniciativa para um acordo.

A recusa em negociar pode ser vista como hostilidade, fragilizando décadas de uma parceria de mais de 200 anos. O desafio é seguir, diante da nossa melhor tradição diplomática, com os diálogos universalistas. Dessa forma, não negociar de maneira construtiva tende a aprofundar impactos negativos sobre a economia e a reputação internacional do Brasil, como revelam os inúmeros precedentes de outros países que já enfrentaram a mesma encruzilhada diplomática.”

Faltam ‘avanços significativos’

Para o especialista em negócios internacionais Augusto Fernandes, faltam avanços significativos por parte do governo brasileiro.

“Se concretizando, isso é uma bomba atômica na economia brasileira. Você viu aí nas últimas 24 horas, a Indonésia negociou isenção total, pagando 19% dos produtos que exportam para lá, o Japão negociou investimento de 500 milhões lá e isenção de tarifa, você viu a Europa toda negociando. Mas, até agora, nós estamos imobilizados, não vemos avanço nenhuma parte”, comentou.

Apesar disso, Rodrigo Medina sinaliza que também falta diálogo por parte do governo americano. “O diálogo envolve ao menos dois interlocutores. Não é o que se trata, não tem um canal de diálogo aberto”, comentou.

Na reunião com o Itamaraty, o chanceler Mauro Vieira afirmou que há esforço do governo para avançar negociações com o setor privado dos Estados Unidos e com autoridades políticas.

Um embaixador presente relatou que contatos foram reiterados em abril, antes do anúncio das novas tarifas por parte do presidente Donald Trump, mas que não houve retorno.

Acordos com outros países

Nesta terça-feira (22), a Casa Branca confirmou a conclusão do acordo com a Indonésia, que concordou em eliminar aproximadamente 99% das barreiras tarifárias aos EUA para produtos industriais, alimentícios e agrícolas.

Enquanto isso, os norte-americanos concordaram em reduzir para 19% as tarifas recíprocas.

Em outro exemplo, o acordo com o Japão prevê que o país deve investir US$ 500 bilhões nos EUA, além de estarem sujeitos a uma tarifa de 15%, o que representa uma diminuição frente aos 25% iniciais.

Fonte: R7

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Internacional, Mercado Internacional

Na OMC, Brasil critica tarifas sem citar Trump e recebe apoio de cerca de 40 países

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough.

O Brasil fez críticas diretas na Organização Mundial do Comércio nesta quarta-feira (23) sobre as tarifas como forma de ameaça e coerção, além de movimentos que atentam contra a soberania nacional. Com as falas, sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o país recebeu apoio de outros 40, entre eles do Brics, UE e Canadá.

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough. Ele afirmou que as negociações como ‘jogos de poder são um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra’.

‘Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas em forma de caos estão desestruturando as cadeias globais de valor e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação’, comentou o embaixador.

O Brasil defende que essas medidas são uma ‘violação flagrante dos princípios fundamentais da OMC’

Gough também criticou que, além das questões comerciais, outra preocupação é do uso de tarifas para interferência nos assuntos internos

‘Como uma democracia estável, o Brasil tem firmemente enraizados em nossa sociedade princípios como o Estado de Direito, a separação de poderes, o respeito às normas internacionais e crença na solução pacífica de controvérsias’, disse.

Mesmo sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, a delegação americana presente rebateu. A diplomacia dos EUA não citou também o Brasil ou a briga direta com o STF, mas afirmou que estava preocupada com ‘os trabalhadores e as empresas norte-americanas serem forçados a competir em condições desiguais com os países que não estão seguindo as regras e as disciplinas com as quais concordaram ao se tornarem membros dessa instituição’.

Países assinam acordo com EUA

Em meio a indefinição sobre a taxa de 50% sobre produtos brasileiros, esperada para iniciar a partir do dia 1º de agosto, diversos outros países já realizaram acordos comerciais com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que serão implementadas.

Os casos mais recentes, anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nessa terça-feira (22) estão o Japão, que viu as taxas ficarem em 15% (10 pontos percentuais menor do que o número inicialmente proposto), e Filipinas, na qual teve a taxa estabelecida em 19% (1% menor do que a primeira).

A Casa Branca afirma que já fechou acordos comerciais com outros países para as tarifas. Veja quais são e qual o valor:

  • Reino Unido – 10%, além da redução da cobrança de taxas em produtos como aço e carne;
  • Vietnã – 20%;
  • Indonésia – 19%, além da isenção de tarifas sobre bens dos EUA;
  • China (preliminar) – 30%, mas novas rodadas de negociação ainda são esperadas;
  • Japão – 15%;
  • Filipinas – 19%.

Desses todos, a China é a única que chegou a apresentar uma retaliação direta, algo que foi negociado posteriormente. Todos os outros tiveram conversas diretas.

O país chegou a ter até 145% de tarifas em um determinado momento e contra-atacou com tarifas cada vez maiores contra os EUA. Houve uma negociação, no entanto, e as tarifas abaixaram de ambos os lados, sem, por enquanto, abertura para um novo aumento.

Entre outros países que ameaçaram retaliação caso as taxas entrem em vigor em agosto estão todo o bloco da União Europeia e o Canadá, além do Brasil, que já admitiu o estabelecimento de tarifas recíprocas de 50%.

Fonte: CBN

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Internacional, Mercado Internacional

Trump anuncia acordo comercial com Indonésia, membro pleno do Brics

Segundo ele, produtos dos EUA serão vendidos ao país com tarifa zero

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na tarde desta terça-feira (22) que os Estados Unidos fizeram um acordo comercial com a Indonésia, país membro pleno do Brics. O conjunto de países conta também com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

“Ficou acordado que a Indonésia abrirá seu mercado para produtos industriais, tecnológicos e agrícolas dos Estados Unidos, eliminando 99% de suas barreiras tarifárias. Os Estados Unidos da América passarão a vender produtos fabricados em solo americano para a Indonésia com tarifa ZERO, enquanto a Indonésia pagará 19% de tarifa sobre todos os seus produtos que entrarem nos EUA — o melhor mercado do mundo!”.

O comunicado, feito pela rede Truth Social, ainda diz que a Indonésia fornecerá aos Estados Unidos “preciosos minerais críticos” e irá assinar “grandes acordos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas americanos e energia dos EUA”.

Trump acrescentou que o acordo beneficiará os fabricantes estadunidenses de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e indústrias em geral.

Trump x Brics

Na última sexta-feira (18), Trump voltou a ameaçar impor tarifas contra os membros do Brics ou quaisquer países que se alinhem com o que ele chamou de “políticas antiamericanas”. O presidente estadunidense tem afirmado, sem provas, que o grupo de países foi criado para prejudicar os EUA e o dólar como moeda de reserva mundial. Os líderes do Brics rejeitam as alegações de Trump e defendem que o grupo é guiado pelo multilateralismo.

Fonte: Agência Brasil

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