Mercado Internacional

Produtores americanos dizem que China trocou soja dos EUA pela do Brasil e pedem ajuda a Trump

Grupo pede a remoção das tarifas chinesas sobre o grão americano e compromissos de compras futuras

A maior entidade de agricultores de soja dos EUA, a American Soybean Association (ASA), enviou uma carta ao presidente americano, Donald Trump, solicitando que o governo do país dê prioridade à soja nas negociações com a China. Os EUA têm perdido participação no comércio do grão para o Brasil nos últimos anos.

No texto, o grupo pede a remoção das tarifas chinesas sobre a soja americana e compromissos de compras futuras. A ASA afirma que a China, historicamente, importa mais de 60% do suprimento mundial de soja, com os EUA sendo a principal fonte. No entanto, as tarifas retaliatórias fizeram a soja americana ficar 20% mais cara que a sul-americana. Por isso, ‘a China recorreu ao Brasil, que expandiu a produção para atender à demanda’.

“Os produtores de soja dos EUA estão à beira de um precipício comercial e financeiro”, disse o presidente da ASA, Caleb Ragland, produtor de soja do Kentucky, na carta. “Os produtores de soja estão sob extremo estresse financeiro. Os preços continuam caindo e, ao mesmo tempo, nossos produtores estão pagando significativamente mais por insumos e equipamentos. Os produtores de soja dos EUA não podem sobreviver a uma disputa comercial prolongada com nosso maior cliente”, diz o texto.

“Cada dia sem um acordo corrói ainda mais a participação de mercado dos agricultores americanos na China”, disse Ragland. “Instamos veementemente o governo a garantir um acordo que reabra este mercado vital para a soja americana.”

De acordo com a agência de notícias Reuters, que cita informações da alfândega chinesa, 10 milhões de toneladas de soja foram importadas do Brasil em julho, 13,9% mais que no mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, a compra dos produtos americanos caiu 11,5%.

A vendas para a China em julho fizeram as exportações brasileiras de soja alcançarem um recorde histórico para o mês, somando 12,25 milhões de toneladas embarcadas, conforme levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil já exportou 77,2 milhões de toneladas da oleaginosa, marca inédita para o período e que consolida o país como principal fornecedor global. Desse total, 57,9 milhões de toneladas foram embarcadas para a China.

Fonte: Globo Rural

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Mercado Internacional

Rússia e Índia falam em “parceria estratégica” após aumento de tarifas de Trump

Rússia e Índia enfatizaram seu compromisso com uma “parceria estratégica” em conversas bilaterais de segurança em Moscou nesta quinta-feira, um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas mais altas sobre as importações da Índia por causa de suas compras de petróleo russo.

De acordo com a agência de notícias Interfax, o assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, disse que Nova Délhi espera por uma visita do presidente Vladimir Putin até o final do ano.

Na reunião de Doval com Sergei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, ambos os lados enfatizaram a importância das relações entre os países.

A imposição de Trump de uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, que entrará em vigor em 28 de agosto, sinaliza a mais séria queda nas relações EUA-Índia desde o retorno dele ao cargo em janeiro, ameaçando interromper o acesso da Índia ao seu maior mercado de exportação.

“Estamos comprometidos com uma cooperação ainda mais ativa para formar uma nova, mais justa e sustentável ordem mundial, garantir a supremacia do direito internacional e combater conjuntamente os desafios e ameaças modernos”, disse Shoigu a Doval em comentários televisionados.

Segundo a Interfax, Doval afirmou: “Estabelecemos agora relações muito boas, que valorizamos muito, uma parceria estratégica entre nossos países”.

Índia e China se tornaram os principais compradores de petróleo russo desde que Moscou lançou sua invasão em grande escala na Ucrânia em fevereiro de 2022, precipitando os esforços ocidentais para sufocar a economia russa.

Trump ameaçou tomar medidas contra os países que compram petróleo russo antes de anunciar a nova tarifa sobre os produtos indianos, que elevou o imposto total para 50%.

Na terça-feira, o Kremlin acusou os Estados Unidos de exercerem pressão comercial ilegal sobre Nova Délhi, dizendo que a Índia tem o direito de negociar com quem quiser.

As refinarias estatais da Índia interromperam as compras de petróleo russo à medida que os descontos diminuíram e Trump alertou os países a não comprarem o petróleo de Moscou, disseram fontes do setor. As refinarias privadas Reliance Industries e Nayara são os principais clientes de petróleo da Rússia na Índia, segundo dados comerciais.

Uma autoridade indiana familiarizada com o assunto disse que Doval discutiria as compras de petróleo russo pela Índia durante sua visita a Moscou. Ele também deve discutir a colaboração em defesa da Índia com a Rússia, segundo a autoridade.

A Índia assinou um acordo de US$5,5 bilhões com a Rússia em 2018 para cinco sistemas de mísseis terra-ar de longo alcance S-400 Triumf, que Nova Délhi diz precisar para combater uma ameaça da China.

Mas as entregas dos sistemas foram atrasadas várias vezes. Espera-se que Moscou entregue unidades dos dois últimos sistemas S-400 à Índia em 2026 e 2027.

Fonte: Reuters

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Mercado Internacional

Articulação de Lula com China e Índia ganha destaque no Global Times

A articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma resposta coordenada dos BRICS às tarifas impostas pelos Estados Unidos ganhou destaque nesta quinta-feira (7) no Global Times. A matéria repercute entrevista concedida por Lula à Reuters, na qual ele afirmou que pretende conversar com os líderes da China e da Índia para discutir os impactos das novas tarifas norte-americanas e possíveis medidas conjuntas.

Segundo a Reuters, Lula declarou que não vê espaço para um diálogo direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste momento. “O dia em que minha intuição disser que Trump está disposto a conversar, não hesitarei em ligar para ele. Mas hoje minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, afirmou o presidente, durante a entrevista concedida em sua residência oficial, em Brasília.

O chefe de Estado brasileiro classificou a decisão de Trump como parte de uma estratégia para enfraquecer o multilateralismo. “O que o presidente Trump está fazendo é tácito — ele quer desmontar o multilateralismo, onde os acordos são feitos coletivamente dentro de instituições, e substituí-lo por um unilateralismo, no qual ele negocia um a um com os países”, disse Lula.

Na conversa com a Reuters, o presidente indicou que buscará construir uma reação coletiva com os BRICS — grupo que atualmente reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros membros recém-incorporados. “Vou tentar discutir com eles sobre como cada um está lidando com essa situação, quais são as implicações para cada país, para que possamos tomar uma decisão”, afirmou. “É importante lembrar que os BRICS têm dez países no G20”, completou, ressaltando o peso geopolítico do grupo.

Ainda segundo a Reuters e a agência Xinhua, Lula abordou o tema durante uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, na terça-feira (5), em Brasília. Ele classificou a atitude dos EUA como “injusta” e defendeu que o Brasil responderá com um plano de contingência e medidas legais junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro estima que cerca de 35,9% dos bens exportados ao mercado norte-americano foram atingidos, o que representa aproximadamente 4% do total das exportações do país.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, segundo a Associated Press, afirmou que os EUA “violaram flagrantemente compromissos-chave assumidos na OMC”, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários acordados. Por isso, o país formalizou um pedido de consultas na OMC, como primeiro passo para contestar legalmente as tarifas impostas por Washington.

O aumento para até 50% das tarifas foi anunciado por Trump em carta enviada a Lula no dia 9 de julho, segundo reportou a Al Jazeera. Diferente de comunicados anteriores sobre tarifas, o documento incluiu críticas ao governo brasileiro por conta do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

A movimentação diplomática de Lula em busca de aliados como China e Índia indica a disposição do Brasil em se posicionar firmemente no cenário internacional e reafirmar a importância da atuação multilateral frente ao avanço do isolacionismo norte-americano.

Fonte: Brasil 247

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Mercado Internacional

China: Superávit comercial atinge US$ 98,2 bilhões em julho/2025

O superávit comercial da China caiu para US$ 98,2 bilhões em julho, ante US$ 114,8 bilhões em junho, abaixo do esperado, informou a Administração Geral de Alfândegas do país em seu relatório publicado na quinta-feira.

As exportações aumentaram 7,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, em dólares, acima do esperado. Já as importações aumentaram 4,1% na comparação anual.

Em moeda local, o superávit comercial foi de 705,1 bilhões de yuans. As exportações registraram um aumento anual de 8%, enquanto as importações subiram 4,8%.

Fonte: ADVFN Brasil

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Mercado Internacional

Apex mapeia estados dos EUA que dependem de produtos brasileiros por maior pressão contra tarifaço

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) está preparando um mapeamento dos estados americanos que dependem de produtos brasileiros. A ideia, segundo o presidente do órgão, Jorge Viana, é sensibilizar os atores locais para agirem contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

A sobretaxa de 50% aplicada pelos EUA a produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (6). Ela atinge cerca de 36% dos itens exportados pelo Brasil aos EUA, segundo cálculo do governo brasileiro, incluindo produtos importantes na relação comercial entre os dois países, como máquinas agrícolas, carnes e café.

“Quando você põe uma tarifa para o que entra nos Estados Unidos, você está criando um problema interno. Um estado que tem uma atividade industrial que depende de um produto que vem do Brasil, e agora o produto ficou 50% mais caro, é um problema para eles também”, disse Viana. “É nesse sentido que a gente está trabalhando.”

De acordo com levantamento da Apex, no caso dos minerais críticos, por exemplo, o Brasil exporta para a Flórida cerca de US$ 5,3 milhões e tem 82% de participação na importação deles no setor. Mais especificamente no caso do vanádio, o Brasil tem 100% de participação no mercado da Pensilvânia, em torno de US$ 20 milhões.

No início da semana, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou ver possibilidade de Brasil e Estados Unidos chegarem a um acordo relacionado à mineração nessa nova fase das tratativas entre os dois governos.

Segundo Viana, a agência trabalha em conjunto com seus escritórios nos EUA, com a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) e com representantes dos setores atingidos pelo tarifaço.

O presidente da Apex considera que uma pressão interna de governos locais pode ajudar no avanço das tratativas. “Os governos locais, seja a Califórnia, vão ter que ir lá na Casa Branca dizendo: ‘Olha, está prejudicando o meu estado”, afirmou.

Como exemplo, ele citou a Embraer -beneficiada na lista inicial de exceções estabelecida pelos EUA, que possui componentes usados na aviação civil. “Ela tem uma base industrial na Flórida. Vai dizer [para as autoridades americanas]: ‘Como é que vai ficar? Vai parar a produção? Vai demitir funcionários?'”, disse.

De acordo com Viana, o Brasil atua em três frentes contra o tarifaço de Trump. Além dos esforços de negociação com os americanos, há uma busca por diversificação de mercado para escoamento dos produtos que vão perder espaço nos EUA.

Em paralelo, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgará um plano de contingência para mitigar os efeitos sobre as empresas exportadoras.

O presidente disse que a Apex também está preparando um plano próprio de socorro às suas empresas parceiras, a exemplo do que ocorreu após as enchentes que atingiram o Rio Grande Sul no ano passado. Segundo ele, a proposta estará conectada ao desenho criado pelo governo federal.

Segundo Haddad, o governo deve editar uma MP (medida provisória) com o plano de contingência, que prevê liberação de crédito e aumento de compras governamentais, entre outras medidas, e deve priorizar os pequenos produtores.

O mel é citado por Viana como um dos setores que precisa de uma política “rápida e urgente”, considerando que 78% do que o Brasil exporta de mel tem os Estados Unidos como destino e que o ramo é formado por pequenos produtores.

“Existe mercado para o mel no Reino Unido, na Bélgica, na própria China, que é o grande produtor de mel do mundo. Nós vamos trabalhar nisso”, acrescentou.

Fonte: Folha de São Paulo

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Mercado Internacional

Índia se prepara para impacto sobre US$ 64 bi em exportações aos EUA

A Índia prevê que perderá uma vantagem competitiva em cerca de US$ 64 bilhões em produtos exportados para os Estados Unidos devido à tarifa de 25% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump e a uma suposta penalidade de 10% pela compra de petróleo russo, disseram quatro fontes à Reuters citando um relatório de avaliação interna do governo.

A Índia enfrenta sua mais séria crise diplomática com os Estados Unidos em anos depois que Trump impôs sobre produtos importados da Índia as tarifas mais altas entre os pares asiáticos, mesmo antes de qualquer penalidade. A participação relativamente baixa das exportações na economia de US$ 4 trilhões da Índia deve limitar o impacto direto sobre o crescimento a 40 pontos-base.

O banco central da Índia deixou inalterada sua previsão de expansão do PIB para o atual ano financeiro de abril-março em 6,5% e manteve os juros nesta quarta-feira, apesar da incerteza criada pelos aumentos de tarifas. As estimativas do impacto comercial foram preparadas pelo governo indiano depois que Trump anunciou a tarifa para os produtos indianos, juntamente com a penalidade não especificada.

O governo indiano, em seu relatório de avaliação, assumiu uma penalidade de 10% devido à compra de petróleo russo, elevando a tarifa para 35%, disseram as quatro fontes do governo indiano à Reuters. Elas não quiseram ser identificadas porque não estavam autorizadas a falar com a mídia. O Ministério do Comércio da Índia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump disse que seu governo decidirá sobre a penalidade para a compra de petróleo russo após o resultado dos esforços dos EUA para buscar um avanço de última hora na guerra da Ucrânia.

O enviado dos EUA, Steve Witkoff, está em Moscou, dois dias antes do fim do prazo estabelecido por Trump para que a Rússia concorde com a paz ou enfrente novas sanções. O impacto da tarifa e da possível penalidade será sobre quase US$ 64 bilhões em exportações da Índia para os EUA, que representam cerca de 80% do total de exportações para o país, e levará a “potenciais perdas de exportação” devido a desvantagens de preço, disseram as quatro fontes.

O relatório de avaliação interna é a estimativa inicial do governo e mudará à medida que o tamanho da tarifa de Trump se tornar clara, disseram as quatro fontes. A Índia exportou mercadorias estimadas em cerca de US$ 81 bilhões em 2024 para os EUA, incluindo vestuário, produtos farmacêuticos, gemas e joias e produtos petroquímicos, de acordo com dados do governo. As exportações de mercadorias para os EUA constituíram 2% do PIB em 2024.

As exportações totais de mercadorias globalmente foram de US$ 443 bilhões em 2024. As tarifas propostas sobre as exportações de alto valor da Índia enfrentam “a erosão da competitividade de preços, deparando-se com uma rivalidade intensificada de países sujeitos a tarifas mais baixas”, disseram duas fontes citando a avaliação interna.

O assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, está na Rússia em uma visita programada e deve discutir as compras de petróleo russo pela Índia após a pressão de Trump para que o país pare de comprar petróleo bruto russo, de acordo com uma fonte do governo.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

Com queda acentuada nas importações, déficit comercial dos EUA cai a US$ 60,2 bi em junho

déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em junho devido a uma queda acentuada nas importações de bens de consumo, na mais recente evidência das marcas que o presidente Donald Trump está causando no comércio global com a imposição de tarifas sobre produtos importados.

O déficit comercial geral diminuiu 16,0% em junho, para US$60,2 bilhões, informou o Departamento de Comércio nesta terça-feira. Dias depois de informar que o déficit comercial de mercadorias caiu 10,8%, atingindo o valor mais baixo desde setembro de 2023, o governo disse que o déficit total, incluindo serviços, também foi o mais baixo desde setembro de 2023.

As exportações de bens e serviços totalizaram US$277,3 bilhões, abaixo dos mais de US$278 bilhões em maio, enquanto as importações totais foram de US$337,5 bilhões, contra US$ 350,3 bilhões em maio.

A diminuição do déficit comercial contribuiu fortemente para a recuperação do Produto Interno Bruto dos EUA durante o segundo trimestre, relatado na semana passada, revertendo as perdas do primeiro trimestre, quando as importações aumentaram à medida que os consumidores e as empresas anteciparam as compras para superar a imposição das tarifas por Trump.

A economia expandiu no segundo trimestre a uma taxa anualizada de 3,0% depois de contrair 0,5% nos primeiros três meses do ano, mas o número mascarou indicações subjacentes de que a atividade está enfraquecendo.

Trump emitiu na semana passada, antes do prazo autoimposto de 1º de agosto, uma enxurrada de avisos informando dezenas de parceiros comerciais sobre os impostos de importação mais altos a serem adotados sobre suas exportações de mercadorias para os EUA.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Mercado Internacional

China amplia habilitações e Brasil avança como fornecedor global de gergelim

Produção cresce quase 10% no país e Mato Grosso lidera com mais de 276 mil toneladas na safra 2024/25

O número de estabelecimentos brasileiros habilitados a exportar gergelim para a China praticamente dobrou, passando de 31 para 61 unidades. A nova lista, divulgada pela Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), representa um avanço significativo na consolidação do Brasil como fornecedor estratégico da oleaginosa para o maior mercado consumidor do mundo.

A informação é do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com 38,4% do consumo global, a China lidera as importações de gergelim. A ampliação do número de plantas brasileiras habilitadas reforça a presença nacional em um mercado com alto potencial de crescimento e oportunidades para agregação de valor.

Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição entre os maiores exportadores mundiais de gergelim, com 5,31% de participação no comércio global. O aumento da capacidade exportadora pode impulsionar ainda mais esse desempenho e beneficiar diretamente regiões produtoras.

Na lavoura, os números também apontam para uma trajetória de expansão. A produção nacional de gergelim deve alcançar 396,7 mil toneladas na safra 2024/25, conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 9,8% em relação à safra anterior.

Mato Grosso lidera a produção nacional, sendo responsável por 276,3 mil toneladas. No estado, a produção deve crescer 12,3% em comparação com o ciclo anterior. Goiás, Pará e Tocantins também se destacam entre os maiores produtores, enquanto Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia apresentam forte potencial de expansão.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Mercado Internacional

China desafia a geologia: fabrica em uma semana o que a Terra leva bilhões de anos para fazer

Durante séculos, os diamantes foram sinônimo de luxo, escassez e tempo geológico: uma joia que a natureza esculpe ao longo de bilhões de anos no subsolo. Agora, a China encontrou uma maneira de reduzir o tempo e criar o diamante perfeito. 70% dos diamantes sintéticos usados em joias no mundo já são fabricados na China, especialmente na província de Henan. Uma reportagem do Financial Times explica que empresas como a Jiaruifu, liderada por Feng Canjun, conseguiram produzir um diamante de três quilates (tamanho típico de um anel de noivado) em apenas uma semana.

O surgimento dessa versão sintética do diamante causou uma ruptura sem precedentes no mercado de pedras preciosas. Como Marty Hurwitz, diretor da Grown Diamond Trade Organization, explicou à mídia britânica, este é “o primeiro produto verdadeiramente competitivo que os diamantes naturais enfrentaram”. E teve consequências devastadoras: os preços dos menores diamantes naturais caíram para o nível mais baixo em uma década. Segundo dados da consultoria Tenoris, os diamantes sintéticos já representam 17% do volume do mercado varejista nos EUA, e mais da metade disso está em anéis de noivado, uma categoria-chave.

Após a ruptura com a URSS na década de 1960, Pequim foi forçada a desenvolver sua própria capacidade de produção. Como noticiou o New York Times, os soviéticos utilizavam os diamantes não apenas como matéria-prima, mas também como arma diplomática e econômica. Diante dessa pressão e sem reservas naturais significativas, a China optou pelo caminho tecnológico e de longo prazo: produzir seus próprios diamantes em laboratório. O que começou como uma estratégia de sobrevivência geopolítica tornou-se uma indústria globalmente dominante.

Conforme detalhado no Financial Times, empresas como a Jiaruifu empregam principalmente dois métodos: alta pressão e alta temperatura (HPHT) e deposição química de vapor (CVD), sendo este último mais recente e eficaz para gemas grandes. Além disso, a eficiência não é apenas técnica. O processo de escultura é terceirizado para a Índia, onde os custos de mão de obra são menores, e o transporte é feito por meio de centros como Dubai (Emirados Árabes) e Antuérpia (Bélgica), embora o rótulo do produto final não contenha nenhum vestígio de sua origem chinesa.

Diferencial e mudança drástica

A China não fica de braços cruzados quando tem uma meta definida. Já vimos que seus planos nunca são de curto prazo, como podemos observar em seus projetos petrolíferos. Como a Huanghe Whirlwind detalhou, eles também estão implementando melhorias no processo de fabricação de diamantes, mas optaram por um modelo mais sustentável. Neste projeto, conseguiram integrar energia solar ao seu processo de fabricação. Essa inovação não apenas reduz drasticamente a pegada de carbono por quilate, como também posiciona a China como pioneira em diamantes sintéticos “verdes”.

A indústria tradicional de diamantes naturais está em perigo. Em 2024, a De Beers (gigante histórica do setor) tinha um estoque de diamantes não vendidos avaliado em US$ 2 bilhões. Sua divisão de diamantes sintéticos, a Lightbox, fechou recentemente após perder competitividade em relação às marcas chinesas. Soma-se a isso uma mudança cultural: consumidores mais jovens não exigem mais diamantes naturais e muitos priorizam preço e sustentabilidade. Como o designer britânico Fei Liu contou ao FT, ele inicialmente relutou em usar pedras sintéticas, mas o preço o surpreendeu.

Mais um setor conquistado

Além do sucesso tecnológico e comercial, os diamantes sintéticos estão se tornando uma nova frente estratégica para a China. O governo não permitiu que o mercado operasse livremente: em Henan, a administração provincial promoveu a criação de uma associação de diamantes com o objetivo de estabilizar os preços e evitar uma corrida destrutiva para o fundo do poço. Como Feng explicou ao FT, foi estabelecido um preço mínimo de US$ 15 por quilate para pedras entre um e dez quilates. Se uma empresa vender abaixo desse limite, seus concorrentes podem denunciar o caso às autoridades, que intervirão.

Essa política lembra a estratégia adotada no setor de carros elétricos, outro setor em que a China liderou tecnologicamente, mas onde o excesso de oferta e a concorrência acirrada também levaram a guerras de preços. Em ambos os casos, Pequim buscou impor ordem em setores considerados essenciais para a soberania industrial e o posicionamento geopolítico do país. No processo do diamante, o gigante asiático desafiou uma indústria centenária, democratizou o luxo e traçou um novo rumo para o comércio global de diamantes.

O que antes era um símbolo de raridade e eternidade agora pode ser produzido em massa, vendido a baixo custo e com uma pegada ecológica mínima. Os diamantes não são mais o que costumavam ser. E é bem possível que, para a maioria dos consumidores, isso não seja necessariamente algo ruim.

Fonte: IGN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Paraguai voltam a se encontrar para abrir Ponte da Integração este ano

Liberação para veículos leves e caminhões vazios depende das obras nas aduanas e de mais conversas entre os dois países.

A tão esperada abertura da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai, deu mais um passo importante nesta segunda-feira (29). Durante nova reunião da Comissão Mista Brasil/Paraguai, realizada no Recanto Cataratas, foi discutida a possibilidade de liberar o tráfego na nova ponte a partir de dezembro — mas de forma parcial.

Se tudo der certo, a ponte será aberta primeiro para veículos pequenos, carros de passeio, vans de turismo e caminhões vazios (sem carga). Mas isso só vai acontecer se as obras das aduanas nos dois lados da fronteira estiverem prontas até lá.

Uma nova reunião entre representantes dos dois países já está marcada para o dia 18 de agosto, também em Foz do Iguaçu. Nessa data, a proposta de abertura parcial será apresentada oficialmente pelas chancelarias do Brasil e do Paraguai.

Movimentação política dos dois lados

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Debrito, destacou que liberar a nova ponte vai ajudar a diminuir os atrasos e o sufoco de quem cruza todos os dias pela Ponte da Amizade.

O prefeito general Silva e Luna, reforçou que os dois governos sabem da importância da ponte e que, com as aduanas prontas, a liberação parcial em dezembro é viável.

Já o vereador de Presidente Franco, Lúcio Vera, disse que a decisão final depende dos governos federais, mas que vai pressionar para que a liberação ocorra ainda este ano.

A expectativa é grande. A Ponte da Integração deve desafogar o trânsito na região e facilitar muito a vida de quem trabalha, faz compras ou cruza a fronteira com frequência.

Fonte: Portal da Cidade

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