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Fazenda e Banco Central apresentam prioridades para Trilha de Finanças do Brics em 2025

Temas como facilitação do comércio e financiamento ao combate às mudanças climáticas constam na agenda proposta

A presidência brasileira do Brics organizou reunião com os membros do grupo para apresentar as prioridades para a Trilha de Finanças em 2025.O encontro aconteceu nesta quarta-feira (26), às margens da reunião de vice-ministros de finanças do G20, na Cidade do Cabo, África do Sul.

A reunião de vice-ministros dos Brics foi co-presidida pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central brasileiros. O país estava representado pela embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais da Fazenda, e por Paulo Pichetti, diretor do BC.

“Na Trilha de Finanças dos Brics, demos desdobramento às prioridades gerais estabelecidas pela presidência brasileira do grupo. Algum dos temas, inclusive, eleitos como prioritários pelo Brasil, são diretamente parte das discussões em nossa Trilha. Entendemos que a agenda proposta aos outros países manifesta a relevância que damos ao grupo, cuja importância para o multilateralismo deve ser ressaltada”, explica Rosito.

Foram seis os temas prioritários apresentados: facilitação do comércio e investimentos entre países dos Brics, incluindo meios de pagamento; coordenação da atuação em organismos financeiros internacionais; promoção do financiamento e de novos instrumentos para o enfrentamento da mudança climática e diálogo sobre COP 30; avanços no diálogo e cooperação em PPPs, tributação e questões alfandegárias; promoção de melhorias na regulação e supervisão da IA; e promoção do debate com think thanks e a sociedade civil, incluindo o Brics Think Tank Finance Network.

“Fomos bem-sucedidos na escolha, que reflete o direcionamento brasileiro a partir das discussões já ocorridas no interior do grupo. Houve boa aceitação das delegações e o Brasil valoriza as contribuições dos membros. Além disso, enquanto coordenação brasileira, apresentaremos estes temas à sociedade civil em encontros que serão realizados em março”, complementou a embaixadora.

No último dia 24, o Rio de Janeiro foi confirmado como sede do encontro de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do Brics, que ocorrerá no dia 5 de julho. A reunião deverá ser precedida pela reunião do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento.

FONTE: MF
Fazenda e Banco Central apresentam prioridades para Trilha de Finanças do Brics em 2025 — Ministério da Fazenda

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Menos obstáculos à importação, mas nenhuma política de exportação

Verónica De Marco alertou que, sem medidas para promover as exportações, o superávit comercial pode ser revertido em breve.

O Instituto Nacional de Estatística e Censo (INDEC) informou que, em janeiro, as exportações argentinas atingiram um total de US$ 5.890 milhões, 9,1% a mais em relação ao ano anterior e 1,5% a menos em relação ao mês anterior. Enquanto as importações somaram US$ 5.748 milhões, o que significou um aumento de 24,6% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 3,3% a mais em relação a dezembro.

Essa troca comercial representou um crescimento de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo um volume total de US$ 11.638 milhões. Com isso, a balança comercial registrou superávit de US$ 142 milhões, marcando o décimo quarto mês consecutivo com saldo positivo, embora em tendência decrescente.

Em diálogo com a Rádio Ser Industria, Verónica De Marco, diretora da VDM Logistics, analisou esses números com um olhar crítico. “É preocupante porque há uma diferença de 1% entre importações e exportações e o cenário atual é totalmente diferente do de alguns meses atrás. As projeções para este ano dependem de decisões importantes que podem ser tomadas no curto prazo, como a recuperação econômica do Brasil, as políticas do presidente Donald Trump nos Estados Unidos e a evolução da guerra comercial com a China.

Verónica De Marco disse que o país deve definir estratégias para promover a sua capacidade exportadora.

Nesse contexto, a América Latina se torna um mercado atraente para a China, “o que coloca o desafio de como manter o nível de importações sem afetar a indústria nacional e, ao mesmo tempo, fortalecer o setor exportador. Claramente, o país terá que se reinventar para ampliar a lacuna em favor das exportações.”

Questionada sobre a possibilidade de um aumento das importações da China em decorrência do conflito com os Estados Unidos, De Marco expressou sua preocupação. “Sim, e é o que mais preocupa os exportadores. Um exemplo recente é o aumento da tarifa de 25% sobre a indústria siderúrgica e de alumínio. O que é mais preocupante é que há uma enxurrada de importações chinesas para a Argentina. Uma das ferramentas implementadas e que será prorrogada até 30 de junho é a redução e eliminação de taxas de exportação. Talvez essa medida possa ser estendida a setores-chave para melhorar sua competitividade internacional.”

Desregulamentação e taxa de câmbio

Em relação à política de desregulamentação implementada pelo governo de Javier Milei, De Marco destacou tanto os aspectos positivos quanto os desafios pendentes. “Para mim, as desregulamentações são necessárias e positivas, pois facilitam a abertura das importações, o que é crucial porque sem importações não há exportação. Muitos insumos e bens de capital são importados para a produção e esse é um dos itens que mais cresceu nas importações recentes.”

No entanto, considerou que é fundamental que, juntamente com a abertura, “se desenvolva uma política de incentivo às exportações. Não devemos nos preocupar tanto com as importações, mas em encontrar mecanismos para tornar nossas exportações mais competitivas.” Ele também destacou que é fundamental reduzir os custos logísticos e tributários para impulsionar o setor de exportação. “É muito importante que o governo tome medidas para poder aliviar a carga tributária a fim de aumentar as exportações”, disse De Marco.

Sobre o impacto da redução de procedimentos nos custos do negócio, o especialista ressaltou a importância da agilização dos processos. “Além de ser mais barato, o essencial é a rapidez dos procedimentos de importação. Um empreendedor pode pagar um custo, mas se tiver que esperar seis ou nove meses para receber um insumo, o negócio se torna inviável. A flexibilidade de custos e tempos é sempre um benefício para a produção.”

De Marco descreveu a desregulamentação do comércio exterior como positiva.

Sobre o impacto da taxa de câmbio na competitividade das exportações, De Marco considerou que o dólar baixo favorece as importações, mas gera dificuldades para as exportações. “Portanto, a redução ou eliminação dos direitos de exportação aliviaria a situação das empresas, permitindo-lhes ser mais competitivas.” Ele disse que seria necessário um programa que fornecesse mais ferramentas às empresas exportadoras, já que “os dólares que vêm das exportações são fundamentais para o governo”.

Quando perguntado se é mais conveniente reduzir os custos tributários do que recorrer a uma desvalorização, De Marco foi contundente ao contemplar que melhorar a infraestrutura e reduzir a carga tributária são “medidas mais eficazes para aumentar a competitividade das exportações. Recentemente, o projeto da hidrovia foi discutido, mas no final não se concretizou. Essas iniciativas podem reduzir significativamente os custos logísticos, mas devem ser executadas dentro de prazos razoáveis e não adiadas por décadas.”

Mercado externo

Sobre a falta de cultura exportadora na Argentina, De Marco destacou que a incerteza econômica e política são fatores determinantes. A instabilidade impede o pensamento a longo prazo. Para promover as exportações, “é preciso primeiro gerar confiança e atrair investimento. Sem previsibilidade, é difícil para uma empresa arriscar abrir um mercado internacional.”

Ao longo de sua carreira, a especialista acompanhou diversas empresas no processo de exportação, embora tenha ressaltado que muitas priorizam as importações. O setor de exportação está abalado e os constantes aumentos de custos reduzem as margens de lucro. “Manter um relacionamento comercial com clientes no exterior é complexo devido a mudanças políticas internas”, disse ele.

O especialista pediu que sejam tomadas medidas para que a indústria local possa aumentar suas exportações.

Além disso, ele observou que sua preocupação porque “a Argentina é extremamente vulnerável a variações externas de seus principais parceiros comerciais“, como Brasil, China, União Europeia e Estados Unidos.

Em relação a um possível acordo de livre comércio com os Estados Unidos, ele foi cauteloso. “Seria o ideal, mas não sei se é viável. Os Estados Unidos são um dos principais investidores na Argentina e já têm uma forte participação em nossa economia. Em última análise, dependerá de sua decisão de aceitar ou não um acordo de livre comércio.”

Da mesma forma, De Marco observou que a importação de bens de consumo e produtos adquiridos pelo comércio eletrônico está aumentando. “Espera-se que no segundo semestre do ano haja um crescimento significativo nas importações via courier. Em Ezeiza, um terminal exclusivo já está sendo desenvolvido para esse tipo de operação.”

Por fim, questionado se algumas empresas optaram por deixar de produzir para importar diretamente, De Marco esclareceu que “não, as empresas que importam o fazem porque os produtos não são fabricados localmente e são necessários para a produção”. Por enquanto, não haveria uma substituição da produção doméstica por importações, mas uma necessidade de fornecer insumos essenciais.

FONTE: Serindustria
Menos obstáculos à importação, mas nenhuma política para exportar – Ser Indústria

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Seleme apresenta força da indústria de SC a membros da maçonaria

1º vice-presidente da FIESC participou do evento que marca a abertura do ano maçônico e também destacou o papel das entidades da Federação para o setor

O 1º vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, participou nesta segunda, dia 24, da sessão solene que marca a abertura do ano maçônico. O evento foi realizado na sede da Grande Loja Santa Catarina, em Florianópolis, e contou com a participação de 700 pessoas.

Durante o encontro, Seleme apresentou um panorama econômico detalhado, destacando os principais desafios e oportunidades para o setor industrial do estado. O evento reforça a relevância do diálogo entre lideranças empresariais e instituições que desempenham papel estratégico no desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

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Evento marca o início do ano maçônico e reúne autoridades de todo o estado. Foto: Fernando Costa

“A indústria catarinense tem grande diversidade produtiva regional. Também temos um relevante complexo portuário, que em 2024 movimentou mais de 56,5 milhões de toneladas de cargas. São dados que mostram a solidez da nossa indústria, que é um dos motores da economia do estado”, frisou.

Em 2024, Santa Catarina registrou um crescimento expressivo da produção industrial, alavancado pela diversificação produtiva e pela capacidade de exportação. O estado se destaca em setores como metalmecânico, têxtil, alimentício e tecnologia e de base florestal, mantendo uma taxa de desemprego abaixo da média nacional e garantindo um ambiente propício para novos investimentos.

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Seleme apresentou um panorama econômico detalhado, destacando os principais desafios e oportunidades para o setor industrial

Além do desempenho econômico, Seleme também apresentou desafios que estado tem pela frente, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura e capacitação profissional para sustentar o crescimento industrial. “Santa Catarina é destaque no envio de recursos a Brasília, mas os valores não voltam na mesma proporção da nossa contribuição. É uma responsabilidade da sociedade mudar essa realidade”, defendeu, ressaltando as grandes demandas por investimentos do estado, essenciais para a competitividade.

FONTE: FIESC
Seleme apresenta força da indústria de SC a membros da maçonaria | FIESC

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Apple anuncia investimento de US$ 500 bi nos EUA em 4 anos

Presidente-executivo da companhia, Tim Cook, se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada

A Apple anunciou nesta segunda-feira (24) que planeja investir US$ 500 bilhões nos Estados Unidos nos próximos quatro anos, incluindo as operações de conteúdo para seu serviço de streaming.

A companhia anunciou que planeja participar da construção de uma fábrica de 23 mil metros quadrados no estado norte-americano do Texas até 2026 que será dedicada a servidores de inteligência artificial e que adicionará cerca de 20 mil empregos de pesquisa e desenvolvimento nos EUA.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada.

Muitos dos produtos da companhia que são montados na China poderão enfrentar tarifas de 10% impostas pelo governo dos EUA no início deste mês, embora a Apple tenha garantido anteriormente algumas isenções das tarifas da China durante o primeiro mandato de Trump.

A Apple fez um anúncio semelhante sobre seus planos de investimento nos EUA durante o primeiro governo Trump, dizendo na época que planejava desembolsar US$ 350 bilhões em cinco anos.

A maioria dos produtos da Apple é fabricada fora dos EUA por empresas terceirizadas, embora muitos dos componentes usados nos aparelhos da empresa ainda sejam fabricados em território norte-americano, incluindo chips de fornecedores como Broadcom, SkyWorks Solutions e Qorovo.

A Apple anunciou no mês passado que iniciou a produção em massa de chips de seu próprio projeto em uma fábrica no Arizona controlada pela taiuanesa TSMC.

A Apple afirmou nesta segunda-feira que trabalhará com a chinesa Foxconn para construir uma fábrica em Houston, onde montará servidores que serão usados em centrais de processamento de dados do “Apple Intelligence”, um conjunto de serviços de inteligência artificial.

Esses servidores são atualmente fabricados fora dos Estados Unidos, disse a Apple.

A companhia também anunciou que planeja aumentar o Fundo de Manufatura Avançada de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões, com parte de “compromisso multibilionário da Apple para produzir chips avançados” na fábrica da TSMC no Arizona.

A Apple não revelou detalhes do acordo com a TSMC, mas no passado usou o fundo para ajudar os parceiros a construírem infraestrutura necessária para fornecimento de produtos ou serviços para a empresa.

FONTE: CNN Brasil
Apple anuncia investimento de US$ 500 bi nos EUA em 4 anos | CNN Brasil

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Primeira Reunião de Sherpas do BRICS – Brasília, 25 e 26 de fevereiro

Será realizada, nos dias 25 e 26 de fevereiro, no Itamaraty, a primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do BRICS.

O encontro será oportunidade para o Brasil apresentar suas prioridades e seus objetivos aos demais membros do grupo. Os sherpas são enviados especiais dos chefes de estado/governo dos membros do BRICS, com a responsabilidade de conduzir as discussões rumo à Cúpula de Líderes, prevista para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

A reunião de sherpas será presidida pelo embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty e sherpa do Brasil no BRICS.

Ao longo dos dois dias de reunião, serão realizadas quatro sessões temáticas, além da sessão de abertura, que contará com a participação do Ministro Mauro Vieira, e da sessão especial, com a participação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nas sessões temáticas, serão abordados temas prioritários para a presidência de turno brasileira, entre os quais: (i) cooperação em saúde global; (ii) mudança do clima; (iii) comércio, investimento e finanças; (iv) governança da inteligência artificial; e (v) desenvolvimento institucional do BRICS.

Na sessão especial com o Presidente Lula, além dos representantes dos países-membros do BRICS (Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã), está prevista a participação dos embaixadores dos países parceiros (Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão).

FONTE: MRE
Primeira Reunião de Sherpas do BRICS – Brasília, 25 e 26 de fevereiro — Ministério das Relações Exteriores

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Na presença de Lula, empresa de Florianópolis assina contrato para construir 4 navios no RS

Criada em 2010, a Ecovix fecha contrato com a Transpetro no valor de R$ 1,7 bilhões para a construção de quatro navios no Estaleiro Rio Grande

 

A Ecovix, empresa de Florianópolis do setor de construção naval, assinará na manhã de segunda-feira (24) um contrato com a Transpetro para construir quatro navios no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O contrato prevê a aquisição de quatro navios da classe Handy, no valor US$ 69,5 milhões (R$ 398,27 milhões) por embarcação. A iniciativa faz parte do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras em Rio Grande (RS).

Os quatro navios serão usados para transporte de derivados de petróleo. Além do presidente Lula, o evento no Estaleiro Rio Grande contará com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Construção de quatro navios no Estaleiro Rio Grande deve gerar mil empregos

Construção no Estaleiro Rio GrandeA Ecovix é responsável pelo Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul – Foto: Divulgação/Ecovix/ND

A licitação da construção de quatro navios pela Ecovix faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer os estaleiros brasileiros. O investimento de cerca de R$ 1,7 bilhão deve gerar cerca de mil empregos diretos nos próximos três anos, beneficiando também polos navais de outros estados.

Os cascos serão construídos no Estaleiro Rio Grande e a produção ocorre em parceria com a Mac Laren, que comissionará os navios. Além disso, a Petrobras anunciou um aporte de R$ 58 bilhões no setor, com apoio do Fundo da Marinha Mercante.

FONTE: ND+
Empresa de Florianópolis construirá quatro navios no RS; Lula participa de evento

 

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Portonave é o terminal portuário mais eficiente do país em 2024, segundo a ANTAQ

Na produtividade de navio, o principal indicador de eficiência portuária, a Companhia liderou no ranking nacional, de acordo com o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Em uma operação ágil e eficiente, a Portonave, localizada em Navegantes, registrou a movimentação média de 118 contêineres por hora por navio no cais. Essa é a melhor produtividade de navio registrada entre todos os portos brasileiros, segundo o último monitoramento, de janeiro a novembro de 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Esse indicador alcançou o expressivo crescimento de 42% na comparação a 2023. A produtividade de navio consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

No ano de 2024, o Terminal movimentou 1.261.130 TEUs (unidade de medida equivalente a contêiner de 20 pés), uma redução de apenas 5% na comparação ao ano anterior em razão das obras em execução em metade do cais. Também registrou 12% de participação nacional na operação de contêineres cheios de longo curso, sendo o terceiro maior do Brasil no ranking desse tipo de embarque, de acordo com o Datamar, consultoria especializada no modal marítimo, de janeiro a novembro do ano passado.

Na exportação, os produtos mais despachados foram madeira, carne congelada e papel na Portonave. Na importação, os produtos com maior número de movimentações foram plástico, maquinário e têxtil. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelos Estados Unidos (segundo) e o México (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, aparecem os Estados Unidos e a Índia, no período de janeiro a novembro, segundo os dados da Datamar.

Durante esse período, a Portonave foi líder nacional na movimentação de diversos segmentos, como a exportação de carne suína, com 24 mil TEUs movimentados – 35% do mercado nacional – com principal destino a China. Na importação, o produto que se destacou foram os pneus, com 30 mil TEUs movimentados – 33% de toda importação nacional – com principal origem na China. Na comparação com 2023, a demanda pela exportação de celulose aumentou 21% em 2024. Foram 15.176 TEUs despachados no ano passado, principalmente para China. Na importação, a movimentação de maquinários subiu 20% no ano passado, com 55.663 TEUs recebidos. Mais uma vez, a origem principal foi a China.

Preparação para o futuro

Com seus 17 anos de operação, a Companhia já movimentou 13,6 milhões de TEUs e se prepara para receber navios maiores, de até 400m de comprimento. Iniciada em janeiro de 2024, a Obra do Cais é um investimento privado de cerca de R$ 1 bilhão. Pelo acompanhamento mais recente, de novembro de 2024, a primeira etapa da obra atingiu aproximadamente 70% de conclusão. Nessa fase, o lado leste da estrutura (450m) está em obras, enquanto as operações são realizadas na outra metade. Após a conclusão, a Portonave entrará na lista seleta de terminais de contêineres aptos a receber as maiores embarcações do mundo, desde que o canal de acesso ao complexo portuário do Rio Itajaí-Açu também passe por obras.

Recordes nos acessos de caminhões: 640 mil recebidos no ano

Uma média de 2 mil caminhoneiros foram atendidos diariamente no Gate da Portonave. Os motoristas permaneceram um tempo médio de cerca de apenas 31 minutos no Terminal. No dia de maior pico da história, foram registrados 3.308 acessos de caminhões. Com esse desempenho, o ano de 2024 encerrou com um recorde histórico, de 640.301 acessos, de janeiro a dezembro, tanto entradas quanto saídas de contêineres.

Movimentação de produtos frigorificados cresceu 10,5% na Iceport

Na Iceport, câmara frigorífica da Portonave, foram movimentadas 253.678 toneladas de produtos, o que representa um crescimento de 10,5% em relação a 2023. Entre os produtos movimentados, 64% foram aves e suínos, 27% vegetais e 9% bovinos. Em 2024, a Câmara renovou a Certificação de Sistema de Segurança de Alimentos (FSSC 22000, em inglês), um dos sistemas de normas mais rígidos reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Essa certificação atesta as boas práticas do sistema de gestão de segurança de alimentos e confiabilidade nas operações.

Participação ativa na comunidade

Engajado com o desenvolvimento sustentável local, por meio do Instituto Portonave, o Terminal realizou 50 iniciativas, entre ações e programas, com o foco na redução das desigualdades sociais.  Foram R$ 8,9 milhões destinados para as ações via as leis de incentivo fiscal, o dobro do ano passado. De modo direto, R$ 1,6 milhão foram investidos nas iniciativas. No Programa Embarca Aí, 66 jovens foram capacitados no segmento portuário. Desses, 31 realizarão o programa Jovem Aprendiz na empresa. Em construção ao longo de 2024, neste ano será inaugurada uma piscina para aulas de natação no bairro São Paulo, um projeto em parceria com o Instituto Nadar. As aulas também atenderão pessoas com deficiência ou comorbidade. Além de projetos sociais, R$1,1 milhão foram investidos na compensação ambiental do Parque Natural das Pedreiras, em dezembro. Localizado no bairro Pedreiras, em Navegantes, é o primeiro mirante turístico inaugurado no município.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, de janeiro a novembro de 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Confira os dados de movimentação:

 

 

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Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez

Pela primeira vez, o Brasil se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo. É um trabalho manual e cuidadoso pra desenvolver novas variedades de algodão que vão cobrir de branco terras do Brasil. Em Trindade, Goiás, fica uma das cinco empresas de pesquisa de melhoramento genético de sementes da pluma.

“A gente busca hoje materiais ou plantas que se adaptam às diversas regiões do nosso país, que sejam altamente produtivas, que também agreguem cada vez mais em qualidade de fibra, para atender não só o mercado interno nosso, como também o mercado externo”, diz Reginaldo Roberto Luders, gerente de Melhoramento de Algodão.

No campo, a produção vem batendo recordes sucessivos, o que tornou o Brasil o maior exportador de algodão do mundo, desbancando os Estados Unidos, que por mais de vinte anos liderava o ranking.

“Na realidade, o Brasil vem se posicionando no mercado já com muitas atividades e muitas estratégias para chegar a esse momento. Começa desde a seleção da variedade, preparo o solo, o manejo desse cultivo como um todo, depois o processo de colheita, beneficiamento, tudo isso impacta para ter um bom resultado da safra”, diz Warley Palota, gerente de Marketing de Cultivo do Algodão.

A qualidade do algodão produzido no nosso país tem despertado o interesse da indústria têxtil em várias partes do mundo. A fibra brasileira é considerada muito resistente. A espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado internacional.

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

É para ver de perto como funciona toda essa cadeia produtiva que os compradores estrangeiros estão desembarcando no Brasil.

“A qualidade do algodão, depois de ver pessoalmente, eu posso dizer que é de uma qualidade extremamente superior”, diz uma compradora de Bangladesh.

Um comprador paquistanês também se surpreendeu e disse estar “impressionado com a capacidade de plantio de algodão aqui e a quantidade de tecnologia usada”.

Cento e cinquenta países já compram o algodão brasileiro, mas a intenção é conquistar novos mercados. Para isso, a pluma é testada em laboratórios onde ganha um selo de qualidade.

“Aqui é o trabalho final, aqui a gente tá comprovando que aquele produto ele é de qualidade. O comprador, principalmente o comprador externo, ele quer ter essa certeza que essa análise tá sendo feita de forma correta e com equipamentos de última geração”, conta Rhudson Assolari, gerente do laboratório AGOPA.

Se depender de pesquisas e da disposição do agricultor, o Brasil promete seguir na liderança mundial de exportação por muitos anos.

“O algodão brasileiro tem qualidade e tem preço, então ele é bem demandado. Nos torna competitivo mundialmente”, diz o produtor rural Carlos Moresco.

FONTE: G1
Com produção recorde, Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez | Jornal Nacional | G1

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Governo do Estado anuncia mais 500 km de rede trifásica para o meio rural

Com investimento de R$ 70 milhões da Celesc, a primeira etapa do projeto já beneficiou milhares de produtores com mais energia – Foto: Roberto Zacarias / SECOM

O Governo do Estado de Santa Catarina e a Celesc anunciaram, nesta sexta-feira, 21, a expansão da rede trifásica em áreas rurais, com a implantação de mais 500 km de infraestrutura elétrica. O lançamento ocorreu durante a inauguração de um novo trecho de rede trifásica em Massaranduba, no Norte do estado, com a presença do governador Jorginho Mello e do presidente da Celesc, Tarcísio Rosa. A iniciativa dá continuidade ao programa de modernização da energia no campo e busca aumentar a confiabilidade do fornecimento, permitindo que os produtores tenham acesso a um sistema mais estável e eficiente.

O governador destacou a importância do investimento. “A entrega dos primeiros 500 km de rede trifásica já trouxe impactos positivos para milhares de produtores catarinenses. Agora, com mais 500 km, reforçamos nosso compromisso de modernizar a infraestrutura elétrica rural, garantindo mais eficiência, produtividade e desenvolvimento para o agronegócio do estado”, frisou ele.

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

Desde abril de 2023, o programa já entregou os primeiros 500 km de rede trifásica, beneficiando diretamente 12,3 mil propriedades rurais e impactando mais de 50 mil catarinenses. O investimento nessa fase foi de aproximadamente R$ 70 milhões. O primeiro trecho foi entregue em maio de 2023, em Ibiam, no Meio-Oeste, beneficiando produtores de frutas, leite e suínos.

Impacto no agronegócio

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

A substituição da rede monofásica pela trifásica representa um avanço significativo para a produção rural. Com um fornecimento de energia mais estável, os agricultores podem mecanizar e automatizar processos, reduzir perdas e ampliar suas atividades com segurança.

Um exemplo dos benefícios da nova infraestrutura é a propriedade do casal Mara e Alcirio Ronchi, em Massaranduba. Eles criam marrecos para revenda e antes da implantação da rede trifásica, a oscilação de energia afetava as incubadoras de filhotes. “As perdas chegavam a até 70% dos ovos. Agora, todos os problemas acabaram. Melhorou 100% e podemos trabalhar com tranquilidade e dobrar a produção até o próximo ano. Atualmente são 5.800 filhotes por semana, mas agora tem como aumentar bastante”, afirmou Alcirio Ronchi, que fornece as aves para frigoríficos da região e também do Rio de Janeiro.

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

Expansão estratégica

O presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, ressaltou que o novo investimento reforça o compromisso da companhia com a modernização da infraestrutura elétrica. “Com mais 500 km de rede trifásica, seguimos levando energia de qualidade para os produtores rurais do estado. Essa expansão é essencial para garantir suporte energético ao crescimento e inovação no campo”, afirmou.

Já o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, destacou que a melhoria no fornecimento de energia é um passo essencial para a modernização da produção agrícola. “A tecnologia e a automação são fundamentais para o aumento da produtividade no campo. Com a rede trifásica, o produtor tem mais segurança elétrica para investir em novos equipamentos e ampliar seus negócios”, explicou.

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

A seleção das obras segue critérios estratégicos, priorizando regiões com maior concentração de clientes rurais e atividades produtivas de alto consumo energético, como agroindústrias, produção leiteira e fruticultura. Além disso, são realizadas análises técnicas para avaliar a viabilidade e o impacto da expansão.

Participaram ainda do ato os secretários de Estado da Casa Civil, Kennedy Nunes e adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, além do deputado federal Carlos Chiodini e dos deputados estaduais Ivan Naatz, Antídio Lunelli, Vicente Caropreso e Maurício Peixer e o prefeito de Massaranduba, Moacir Kasmirski.

Foto: Roberto Zacarias / SECOM

FONTE: SECOM
Governo do Estado anuncia mais 500 km de rede trifásica para o meio rural – Agência de Notícias SECOM

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Porto de Itaguaí, no Rio, terá R$ 3,6 bilhões em investimentos

Terminal vai movimentar 20 milhões de toneladas por ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (21), da cerimônia de assinatura do contrato de concessão do terminal ITG02, em Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. Arrematado pela Cedro Participações S.A. em leilão em dezembro passado, o terminal receberá R$ 3,6 bilhões em investimentos iniciais da concessionária para construção e operação.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, é o maior valor já obtido em leilões do setor. Para o governo federal, a implantação do terminal é um marco para o setor portuário no estado do Rio e tem a previsão de gerar até cinco mil empregos diretos e indiretos durante as obras e operação.

Parceria

Em discurso, Lula destacou a importância da parceria do setor público e privado para o desenvolvimento do país e elogiou a visão empreendedora do presidente do conselho da Cedro Participações, Lucas Kallas.

“Desde que ele foi levado na minha sala, […] eu descobri na hora que estava conversando com o empresário sério, com o empresário com uma visão nacional muito interessante, com o empresário que antes de tudo ama o Brasil, acredita no Brasil e torce pelo crescimento do Brasil”, disse o presidente.

“Não é todo empresário que pensa assim. Tem empresário que vai no governo, conversa, pede as coisas e ainda sai falando mal do governo. Tem empresário que recebe bilhões de investimentos e, quando deixa a sala do presidente, a imprensa pergunta: ‘E daí, tudo bem?’, [ele responde:] ‘Foi suficiente’? Ou seja, nunca as pessoas agradecem aquilo que receberam. E o Lucas, ao anunciar esse investimento hoje aqui é uma demonstração que ele começou como pequeno, mas com vontade de ser grande”, acrescentou Lula.

Com 250 mil metros quadrados de área, o terminal da Cedro Participações terá capacidade para movimentar 20 milhões de toneladas por ano e deverá impulsionar a produção portuária local em um terço. As operações deverão se concentrar na movimentação, armazenagem e distribuição de minério de ferro.

Indústria naval

O governo também anunciou, hoje, a utilização dos recursos de 2024 e 2025 do Fundo da Marinha Mercante, destinado a prover financiamento para o desenvolvimento da Marinha Mercante e da indústria de construção naval.

Foram firmados contratos de R$ 5,49 bilhões, o maior valor desde 2012. Esses recursos serão destinados a 15 novos contratos que abrangem 565 obras para navegação interior, apoio marítimo, apoio portuário e cabotagem, além da reparação naval brasileira.

Saúde

Lula dormirá no Rio de Janeiro e, neste sábado (21), está prevista sua participação no evento de 45 anos do Partido dos Trabalhadores (PT). O presidente deve retornar a Brasília ainda no sábado.

Ontem (20), Lula esteve em São Paulo e passou por uma série de exames de rotina.

Eles já estavam programados, mas precisaram ser adiados em razão do procedimento cirúrgico na cabeça, em dezembro de 2024, após o acidente doméstico do presidente.

De acordo com o boletim médico, “todos os exames realizados estão dentro da normalidade, inclusive a tomografia de crânio para controle pós-operatório”. No evento de hoje, Lula falou sobre os resultados.

“Cinco horas e meia dentro do hospital. Fiz exame de tudo, exame da cabeça, do coração, de tudo que vocês possam imaginar. Quando terminei os exames, 11h30 da noite, os médicos falaram: ‘Lulinha, você tem 70, com saúde de 30 e com vontade política de 20’. […] Então, se alguém pensava que eu ia parar de fazer política por causa da cabeça, eu quero dizer…se preparem que o Lulinha está melhor aos 79 do que quando ele tinha 50”, disse o presidente.

FONTE: Agencia Brasil
Porto de Itaguaí, no Rio, terá R$ 3,6 bilhões em investimentos | Agência Brasil

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