Portos

Portonave aumenta presença de mulheres na liderança e setores operacionais 👷🏾‍♀️

O Terminal Portuário registrou crescimento de 50% no número de gestoras, 13% na manutenção e engenharia, e 10% na área operacional no último ano, em relação a 2024 🚢

No contexto do setor portuário nacional, a presença feminina chega a 17%. Essa representatividade ainda é baixa, mas, aos poucos, esse é um cenário que está em transformação. Na Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a participação da mulher chega a 20%, de um total de 1,3 mil profissionais. Para ampliar essa proporção, a empresa realiza busca ativa por mulheres e desenvolve iniciativas e benefícios voltados à permanência delas. Como resultado desses esforços, em 2025 a participação feminina avançou em diferentes áreas.

A busca ativa ocorre principalmente na operação e manutenção, historicamente masculinizadas e que já registram maior participação feminina. Em comparação com 2024, houve crescimento de 13% nos setores de manutenção, manutenção civil e engenharia, além de aumento de 10% na operação. Esses departamentos, juntos, contam com aproximadamente 120 mulheres.

Para as profissionais, o segmento portuário oferece importantes perspectivas de desenvolvimento. Meiriele Schneider, Operadora de Armazém na Iceport – câmara frigorífica da Portonave – destaca que vê muitas oportunidades para as mulheres na área. “Acredito que, em breve, poderei alcançar um cargo melhor pelas oportunidades que possuo no setor”, afirma ela que está há cinco meses na empresa.

Maria de Araújo, Operadora de Gate, complementa que, também na área, as oportunidades de crescimento para as mulheres são muitas. “Nosso Gate, local de entrada e saída de caminhões, é formado por 64% de mulheres, sendo 35 mulheres e 19 homens, e espero evoluir ainda mais”, diz.

A presença delas também está no cais e no pátio de contêineres. Tereza Maria, Auxiliar de Movimentação Portuária, ressalta o significado dessa inclusão: “representa muito para mim, algo que antes parecia inimaginável”. Maria de Oliveira, Operadora de Veículo Portuário, reforça o compromisso diário delas com a excelência. “A cada dia busco aprimorar o que faço, que é movimentar contêineres por meio da Terminal Tractor, carreta utilizada nas operações”, completa.

Um recorte dos últimos cinco anos demonstra que, de apenas quatro gestoras, a companhia passou para 16. Apenas no último ano, na comparação com 2024, o quadro de gestoras aumentou 50%. A presença feminina em posições estratégicas é fundamental para consolidar essa evolução. Recém-promovida a Supervisora Administrativa, Andreza de Oliveira destaca os desafios. “Trabalhar no ambiente portuário é desafiador, e é essencial que tenham oportunidades para que mulheres ocupem cargos de liderança, com políticas e iniciativas inclusivas”, afirma.

Além disso, a empresa também tem ampliado a inclusão de pessoas com deficiência. Carla Macena, Massoterapeuta com deficiência visual, foi capacitada e contratada pelo Terminal Portuário. “Estar neste ambiente me trouxe dignidade e valorização, com respeito às pessoas”, afirma. Atualmente, integra a equipe de massoterapeutas e oferece quick massages aos profissionais, como parte do Programa Saúde em Equilíbrio.

Para sustentar esses avanços e promover um segmento mais inclusivo, a companhia desenvolve diversas ações por meio do Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Entre as iniciativas, está o Programa de Apoio à Maternidade, que oferece suporte às gestantes desde a confirmação da gravidez até o período após o retorno ao trabalho – com o acompanhamento dessa nova fase da vida profissional da mulher, nos papéis de profissional e mãe, assim como na adaptação da criança – a adesão ao Programa Empresa Cidadã, com licença-maternidade para seis meses e licença-paternidade de 20 dias, auxílio-creche e palestras e rodas de conversa sobre temas relevantes, como assédio, no ambiente de trabalho.

Para a liderança feminina, há oportunidades de treinamentos internacionais, como o Programa LIFE, realizado no Panamá com o foco em lideranças femininas no setor, e a formação APEC pela Autoridade Portuária na Antuérpia, na Bélgica.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. A companhia figura como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW) 2025.

FONTE E IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

Ler Mais
Portos

Portonave habilita Câmara Frigorífica para o mercado da Coreia do Sul

A nova habilitação evidencia a qualidade e a conformidade dos processos da Iceport e abre novas oportunidades estratégicas para a empresa, que no último ano registrou um crescimento de 12% no volume de cargas com temperatura controlada 🏅

A Iceport, primeira e única câmara frigorífica localizada em um terminal portuário no país, obteve a habilitação para armazenar cargas de origem animal da Coreia do Sul. Para essa conquista, a empresa passou por um processo rigoroso de auditorias de qualidade e conformidade conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência de Quarentena Animal e Vegetal da Coreia do Sul (APQA). O reconhecimento demonstra o compromisso com padrões internacionais e possibilita novos negócios.

No último ano, a câmara teve aumento de 12% no volume de cargas com temperatura controlada, na comparação com 2024 – resultado da eficiência operacional, integração logística e certificações e habilitações que atestam a qualidade das operações.

A empresa já é habilitada para armazenar produtos de diversos mercados internacionais, como África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, Federação da Rússia, Hong Kong, Israel, Japão, México, Paraguai, Reino Unido, União Europeia, Uruguai, entre outros países sem exigências específicas. Também está autorizada a operar com medicamentos, com espaço exclusivamente projetado para esse mercado, e produtos Halal – em conformidade com os preceitos islâmicos.

Como diferencial estratégico, o centro logístico especializado na armazenagem de produtos sob temperatura controlada atua em sinergia com a Portonave, garantindo maior eficiência em operações integradas. A infraestrutura da Iceport conta com capacidade de 280 movimentos por hora em seu sistema totalmente automatizado de armazenagem de pallets.

A integridade das cargas é um compromisso constante nas operações. Mantém a certificação FSSC 22000, um dos padrões internacionais mais rigorosos em segurança de alimentos, reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Além disso, possui o Programa de Garantia da Qualidade (PGQ), responsável por fortalecer a cultura de segurança de alimentos e assegurar as boas práticas.

Produtos recebidos em 2025 🇧🇷

Em 2025, os frangos representaram 60% da movimentação, seguidos por vegetais (25%), carnes bovinas (8%) e suínos (7%). No último trimestre de 2025, a Iceport foi habilitada para o recebimento de carne bovina e suína dos Estados Unidos e carne bovina do Chile devido à confiabilidade das operações.

Serviços oferecidos 👨‍💻

Seu portfólio de serviços inclui armazenagem automatizada e convencional, cross docking para maior agilidade logística, estufagem e unitização de contêineres, gestão e controle de estoques, romaneio com inventário detalhado, depot para monitoramento e plugagem de contêineres reefer (com temperatura controlada), operações de picking conforme demanda dos clientes, serviços de recuperação de frio para restabelecimento da temperatura ideal das cargas, entre outros.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. A empresa é certificada pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) como a que possui os clientes mais satisfeitos do Brasil no segmento de carga refrigerada. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá conquista o 1º lugar entre os portos privados do Brasil em excelência ambiental

O Porto Itapoá foi um dos terminais brasileiros premiados durante a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, entregue esta semana em Brasília. O terminal recebeu o primeiro lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental – Porto Privado”. O reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indica as boas práticas voltadas à melhoria dos serviços prestados à sociedade. 

Representando o Porto Itapoá na premiação, estavam o CEO, Ricardo Arten, e o diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia, Sergni Pessoa Rosa Jr.

Com o tema “Soluções para a Mudança do Clima”, a edição deste ano destacou iniciativas que contribuem efetivamente para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de uma infraestrutura logística mais resiliente e sustentável. 

Ao longo de suas dez edições, o Prêmio ANTAQ consolidou-se como um dos principais instrumentos de estímulo à produção técnico-científica, à inovação e à disseminação de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor aquaviário brasileiro.

Mais do que um reconhecimento institucional, a conquista reforça o papel estratégico do Porto Itapoá na agenda ambiental do país, evidenciando que competitividade e responsabilidade caminham juntas. 

Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ESG, o terminal demonstra que investir em sustentabilidade não é apenas uma escolha ética, mas uma decisão estratégica que fortalece a reputação, atrai parceiros e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia logística nacional.

Este prêmio para o Porto Itapoá simboliza o esforço contínuo de equipes técnicas e lideranças comprometidas com a excelência operacional e com a construção de um modelo portuário alinhado às demandas contemporâneas de eficiência, transparência e responsabilidade ambiental.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

Ler Mais
Comércio Exterior, Sem Categoria

Itajaí lidera ranking nacional de importações em 2025 e movimenta US$ 16,3 bilhões

Itajaí confirmou, em 2025, sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao ocupar o 1º lugar no ranking nacional de importações, consolidando-se como a cidade que mais importou no país ao longo do ano. De acordo com dados do Comex Stat (MDIC), o município catarinense movimentou US$ 16,3 bilhões em importações, crescimento de 2,5% em relação a 2024.

O desempenho reforça o protagonismo logístico de Itajaí, que concentra operações portuárias de grande porte e mantém forte conexão com os principais mercados internacionais.

No total, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 22,4 bilhões, avanço de 5,6% na comparação anual. Apesar do volume expressivo, o município registrou déficit na balança comercial de US$ 10,2 bilhões, reflexo do alto volume de compras externas.

Produtos que mais impulsionaram as importações

A pauta de importações de Itajaí em 2025 foi fortemente concentrada em bens industriais, tecnológicos e insumos produtivos, com destaque para:

  • Díodos, transistores e dispositivos semicondutores (incluindo células fotovoltaicas)
  • Empilhadeiras e veículos para movimentação de carga
  • Rolamentos de esferas e de roletes
  • Aparelhos elétricos para telefonia e telecomunicações
  • Transformadores elétricos e conversores estáticos
  • Motores a diesel
  • Máquinas automáticas para processamento de dados (computadores)

Também tiveram participação relevante itens como fios e cabos elétricos, bombas industriais, válvulas, acumuladores elétricos, fertilizantes, medicamentos, polímeros plásticos, cobre, alumínio, pneus, autopeças e produtos químicos diversos.

O perfil evidencia que Itajaí atua como importante porta de entrada de tecnologia, maquinário e insumos industriais, abastecendo cadeias produtivas em Santa Catarina e em outras regiões do Brasil.

No cenário estadual, o município representou 48% das importações catarinenses em 2025, mantendo a liderança no ranking estadual. No contexto nacional, respondeu por 5,8% de todas as importações brasileiras, assegurando a primeira posição entre os municípios.

Exportações também avançam e mantêm Itajaí no topo estadual

Embora o destaque de 2025 tenha sido o volume de importações, Itajaí também apresentou desempenho relevante nas exportações. O município exportou US$ 6,1 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024

A cidade liderou o ranking estadual de exportações, respondendo por 41% das vendas externas de Santa Catarina, além de ocupar a 5ª posição no ranking nacional entre os municípios exportadores

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Carnes de aves (54,7% da pauta exportadora)
  • Carnes suínas (23,7%)
  • Carnes bovinas e miudezas
  • Preparações alimentícias à base de carne
  • Extratos e concentrados de café
  • Tabaco não manufaturado

A pauta confirma a força do setor agroindustrial catarinense, especialmente nas cadeias de proteína animal.

Principais parceiros comerciais reforçam a presença global de Itajaí

No recorte por parceiros comerciais, a China aparece como o principal país de origem das importações que chegam por Itajaí, consolidando-se como maior fornecedor do município em 2025. Também se destacam como importantes origens de mercadorias os Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Países Baixos (Holanda), refletindo o perfil industrial e tecnológico das compras externas. Já no fluxo de exportações, os principais destinos dos produtos embarcados por Itajaí incluem China, Estados Unidos, México, Países Baixos, Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mercados estratégicos especialmente para proteínas animais e produtos do agronegócio, que lideram a pauta exportadora do município.

Polo estratégico do comércio exterior brasileiro

Os números de 2025 consolidam Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A liderança nacional em importações e o protagonismo nas exportações estaduais demonstram a capacidade da cidade de operar em grande escala e atender às demandas do mercado interno e externo.

Com infraestrutura portuária estratégica e forte integração com o setor industrial, Itajaí segue como peça-chave na dinâmica do comércio exterior brasileiro.

FONTE: COMEX STAT

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: JBS TERMINAIS

Ler Mais
Portos

ReConecta visita JBS Terminais e conhece planos de investimento no Porto de Itajaí

A CEO do ReConecta, Renata Palmeira, e a jornalista Daiana Brocardo estiveram, na manhã desta sexta-feira (16), em uma visita institucional à JBS Terminais, em Itajaí (SC).

Recebidas pelo especialista em Comunicação, Bruno Barradas, elas puderam conhecer de perto a estrutura do terminal e conversar sobre os planos de investimento da empresa para o Porto de Itajaí.

O encontro abordou temas como modernização da infraestrutura, eficiência logística e a importância estratégica do terminal para o desenvolvimento do complexo portuário catarinense. A visita também reforçou o valor de uma comunicação próxima do setor e de iniciativas que conectam empresas, pessoas e o ecossistema logístico.

Ler Mais
Portos

Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí firma convênio com a CODEBA e avança na transição da autoridade portuária

A Superintendência do Porto de Itajaí foi palco da assinatura do convênio com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), que passa a atuar como autoridade portuária do terminal catarinense. A assinatura foi na manhã desta quarta-feira (07). A medida é transitória e permanece válida até a criação da Companhia Docas de Santa Catarina, empresa federal que assumirá definitivamente a gestão portuária no Estado. Antes da CODEBA, a Autoridade Portuária de Santos (APS) é quem estava à frente do Complexo Portuário em 2025. 

O ato marca mais um capítulo do processo de federalização do Porto de Itajaí, iniciado há um ano. Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, a decisão do Governo Federal foi estratégica para proteger empregos, garantir a continuidade das operações e preservar o papel econômico do porto para a cidade e a região. “Hoje o Porto de Itajaí vive um cenário de estabilidade, previsibilidade e retomada da confiança”, destacou o superintendente ao apresentar os resultados do primeiro ano de gestão federalizada. 

Recuperação

Em um ano o comando da APS, o Porto registrou faturamento recorde de R$ 180 milhões, com a movimentação de cargas e contêineres retornando à normalidade. Outro dado relevante foi a arrecadação de mais de R$ 4,5 milhões em ISS para o município — uma receita inexistente antes da federalização.  Ainda na área financeira, a atual gestão quitou uma dívida histórica de R$ 102 milhões, reorganizando as contas do Porto, mantendo a folha de pagamento em dia e recuperando a credibilidade institucional. 

O superintendente também anunciou a contratação para a continuidade da dragagem do canal de acessos ao Complexo Portuário de Itajaí, considerada uma das missões mais importantes da administração, além da entrega de equipamentos para a guarda portuária, reforçando a segurança das operações. Ele reafirmou que a federalização não retira a identidade do Porto nem da cidade, que segue sendo administrada por servidores locais. “A CODEBA nos dá suporte administrativo, tecnológico nas rotinas, nas contratações, mas isso tudo passa a ser feito com a mão de oba de Itajaí”, explica. 

O diretor da CODEBA, Antonio Boggo, destacou o espírito de colaboração entre as equipes da Bahia e de Itajaí e classificou o convênio como o início de uma grande parceria. Ele apresentou um panorama da atuação da CODEBA, que administra os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, responsáveis por uma movimentação total de cerca de 5,4 milhões de toneladas e faturamento consolidado de R$ 284,5 milhões no último ano. Boggo ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura, dragagem e atualização tecnológica, com apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos, para elevar os portos brasileiros a padrões internacionais de eficiência.

Projetos futuros

Durante o encontro, o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávila, ressaltou a importância da união entre as instituições e do apoio da Receita Federal, empresários e trabalhadores portuários. “As pessoas são o maior ativo do Porto de Itajaí”, afirmou. Ávila apresentou os três projetos considerados prioritários pelo governo federal: a concessão do canal de acesso, o arrendamento definitivo do terminal de contêineres e a criação da Companhia Docas de Santa Catarina.

O canal de acesso, segundo o secretário, encontra-se em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU), com expectativa de aprovação entre fevereiro e março, e leilão previsto para 2026. Já o arrendamento definitivo do terminal de contêineres teve os estudos técnicos aprovados no final de 2025 e segue agora para validação da ANTAQ e posterior análise do TCU, também com previsão de leilão em 2026. A criação da Docas de Santa Catarina, por sua vez, já conta com projeto formalizado e depende de apoio legislativo para avançar. 

Parceria municipal

Representando o município, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Gabriela Kelm, reforçou o compromisso da prefeitura com o Porto de Itajaí. Segundo ela, o prefeito Robison Coelho garante parceria institucional e prioriza a finalização da Rua do Porto, obra estratégica que permitirá a ampliação da área primária portuária. Gabriela destacou ainda medidas de incentivo fiscal, como a redução do imposto para o comércio de 5% para 3% e o aumento do orçamento da lei de benefícios fiscais de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões, com o objetivo de atrair novos investimentos e ampliar a movimentação de cargas.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: RECONECTA NEWS

Ler Mais
Portos

Portonave bate recorde de movimento de contêineres em um único navio

Foram cerca de 6,1 mil unidades embarcadas e descarregadas na operação do CMA CGM Bahia 🚢

O Terminal Portuário encerra 2025 celebrando mais um marco de excelência e eficiência. Entre os dias 29 e 31 de dezembro, na operação do navio CMA CGM Bahia, foram movimentados 6.180 contêineres em 42 horas, o maior volume já registrado em uma única embarcação na história da Portonave. A produtividade média de navio foi de 149 movimentos de contêineres por hora (MPH), o que demonstra o compromisso com a agilidade e a qualidade das operações. Esse desempenho superou o recorde anterior de 5.661 movimentos, alcançado em março de 2024 durante a operação do navio Kota Pelangi.

O Bahia pertence à frota do armador francês CMA CGM e integra o serviço SEAS2, que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com escalas na costa brasileira e nos portos de Colombo (Sri Lanka), Tianjin, Qingdao, Ningbo, Xangai, Shekou, Singapura e Hong Kong. Pelo serviço são recebidos produtos como pneus, tecidos, eletrônicos e plásticos, entre outros.

A embarcação possui 336 metros de comprimento, 51 metros de boca (largura), capacidade para 13.264 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e 2.400 tomadas reefers para cargas com temperatura controlada. O navio, que começou a operar em 2023, faz parte da nova geração de embarcações sustentáveis do armador, tendo o Gás Natural Liquefeito (GNL) como principal fonte de energia, e foi o primeiro navio movido a GNL a atracar na costa brasileira, em fevereiro de 2024.

As embarcações bicombustíveis movidas a GNL contribuem para a redução de emissões, evitando até 99% das emissões de enxofre, 92% de óxidos de nitrogênio e 91% de partículas. Além disso, estão preparadas para utilizar combustíveis neutros em carbono assim que a infraestrutura de abastecimento estiver disponível no Brasil.

De janeiro a novembro, o Terminal Portuário movimentou 1 milhão de TEUs, com a melhor produtividade do país, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), 114 MPH, consolidando-se como referência nacional no segmento. Ao longo de 18 anos de operação, a Portonave encerra 2025 com a marca de 10 mil escalas de navios recebidas e 14 milhões de TEUs movimentados.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, em 2024, a Portonave esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar.

Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade. Por isso, foi reconhecida, em 2025, com o Selo Diamante de Sustentabilidade pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e como a 8ª melhor empresa de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina, segundo o Great Place to Work (GPTW).

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

Ler Mais
Logística

Fundo da Marinha Mercante aprova projetos com R$ 5 bilhões em investimentos para o setor naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou novos projetos que somam R$ 5 bilhões em investimentos, reforçando a retomada da indústria naval brasileira e da navegação interior. As decisões foram tomadas durante a 61ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor do Fundo (CDFMM), realizada nesta quarta-feira (17), sob coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Projetos aprovados impulsionam emprego e logística

Ao todo, o colegiado autorizou 25 novos projetos, que totalizam R$ 3,8 bilhões, além da reapresentação de nove propostas, no valor adicional de R$ 1,2 bilhão. Somadas, as iniciativas têm potencial para gerar 9.662 empregos diretos e ampliar a capacidade logística em diferentes regiões do país.

Com os novos aportes, o volume de projetos aprovados pelo FMM em 2025 alcança R$ 32,1 bilhões, o maior já registrado desde a criação do Fundo, em 1958.

Destaques incluem Arco Norte e frota da Transpetro

Entre os principais projetos está o da Mobile Port Logística e Navegação Ltda., que prevê a construção de 93 embarcações, entre balsas, rebocadores, empurradores e uma estação de transbordo flutuante. O investimento estimado é de R$ 1,07 bilhão, com impacto direto na logística do Arco Norte.

Também foi aprovado o projeto da Transpetro, que contempla a construção de 36 embarcações — 18 barcaças e 18 empurradores — com investimento de R$ 616 milhões. A iniciativa encontra-se atualmente em fase de licitação.

Governo reforça estratégia para a indústria naval

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam a prioridade dada pelo Governo Federal ao setor. Segundo ele, o Fundo da Marinha Mercante é um instrumento essencial para modernizar a frota nacional, ampliar a eficiência logística e estimular o desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda.

O secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, destacou que os projetos aprovados estão alinhados às demandas estruturantes do setor. De acordo com ele, o Fundo garante previsibilidade aos investimentos e apoia desde a renovação da frota até melhorias na infraestrutura portuária.

Contratações atingem maior volume em 13 anos

Durante a reunião, também foram apresentados os resultados do FMM em 2025. Até o momento, R$ 7,3 bilhões já foram contratados, o maior montante dos últimos 13 anos. Até novembro, os recursos de crescimento somaram R$ 1,5 bilhão, consolidando a recuperação da indústria naval.

Recursos do Fundo Clima fortalecem agenda ambiental

O FMM destinou ainda R$ 4,2 bilhões ao Fundo Clima (EcoInvest), voltados à modernização de hidrovias e portos, ao apoio a comunidades ribeirinhas e à redução de emissões de carbono no transporte aquaviário.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a iniciativa reforça o compromisso ambiental do setor. Ele destacou que a descarbonização da navegação e da infraestrutura aquaviária é um dos eixos centrais da política pública, especialmente com foco na Amazônia e na integração com a bioeconomia.

Próxima rodada de projetos já tem data definida

A próxima análise de propostas pelo CDFMM está prevista para a 62ª Reunião Ordinária, marcada para 19 de março de 2026. Os projetos poderão ser apresentados até 19 de janeiro de 2026.

Após a aprovação, os empreendimentos terão prazo de até 450 dias para formalizar a contratação do financiamento, podendo ser reduzido para 180 dias em casos de prorrogação.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

Ler Mais
Comércio Exterior

Infraestrutura e desempenho portuário permanecem como desafios centrais para o comércio exterior brasileiro

Um conjunto de levantamentos divulgados por entidades do setor produtivo aponta que o custo de transporte e a ineficiência portuária continuam entre os principais entraves para a competitividade das exportações brasileiras. Os dados mostram que o país enfrenta limitações históricas em infraestrutura, que afetam diretamente o desempenho das empresas que atuam no comércio internacional.

O estudo mais recente da Confederação Nacional da Indústria indica que os custos logísticos representam, em média, 12,4% do faturamento das empresas voltadas ao mercado externo. O percentual é mais que o dobro do observado em países que lideram o comércio global, onde o indicador costuma permanecer entre 6% e 8%.

Outro ponto identificado é o tempo de permanência das cargas nos portos. Informações reunidas pelo Banco Mundial no Índice de Desempenho Logístico mostram que o Brasil ainda figura abaixo de economias emergentes da América Latina no quesito agilidade portuária. O tempo médio entre chegada, inspeção, carregamento e liberação da carga pode ser até três vezes maior que o observado em terminais da Ásia e da Europa.

A combinação entre alto custo de transporte terrestre e limitação operacional nos portos afeta tanto exportadores quanto importadores. No caso das exportações, os produtos chegam ao mercado externo com menor margem competitiva. Já nas importações, o impacto aparece no preço final, no prazo de entrega e na capacidade de abastecimento das cadeias internas.

Estrutura logística e gargalos operacionais

O Instituto de Logística e Supply Chain aponta que o transporte rodoviário concentra cerca de 65% do deslocamento de cargas no país, o que aumenta a dependência de combustíveis, pedágios e manutenção de frota. Em regiões em que as rotas passam por estradas com pavimentação irregular, o tempo de transporte pode dobrar em comparação a trajetos equivalentes em países com matriz logística mais diversificada.

Nos portos, a limitação de calado, a baixa automação de pátios e o uso reduzido de sistemas integrados de gestão continuam entre os principais fatores que ampliam o tempo de espera para atracação. Dados recentes da Antaq mostram que o tempo médio de fila para navios de container variou acima da média global em diversos terminais ao longo de 2024.

Os setores mais impactados são o agronegócio, a indústria de transformação e os embarcadores de produtos de alto valor agregado. Em períodos de safra, a combinação de picos de demanda e gargalos estruturais afeta a fluidez das operações, ampliando custos de armazenagem e estendendo prazos logísticos.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil também registrou aumento no custo logístico para exportadores de grãos. O deslocamento de cargas do Centro-Oeste até os portos do Sudeste pode representar até 30% do valor do produto em determinadas rotas, o que limita a competitividade frente a países que possuem corredores ferroviários ou hidrovias mais consolidados.

Impactos diretos na cadeia importadora e exportadora

O cenário atual aponta que a ineficiência logística não atinge apenas quem envia produtos ao exterior. Importadores também enfrentam custos adicionais com armazenagem, demurrage e variações de prazos decorrentes da lentidão operacional. Relatórios recentes do setor marítimo indicam que atrasos recorrentes influenciam diretamente a formação de preços e a previsibilidade das cadeias internas de suprimento.

A falta de integração entre transporte terrestre, terminais portuários e sistemas aduaneiros aparece como um dos fatores centrais. Empresas que dependem de insumos importados relatam que a instabilidade logística interfere na produção e na capacidade de atender à demanda interna. O problema se intensifica em segmentos que operam com estoques reduzidos.

A discussão sobre infraestrutura volta ao centro do debate econômico com os dados apresentados este ano. Enquanto investimentos em corredores logísticos avançam em países concorrentes, o Brasil mantém gargalos que repercutem em toda a cadeia importadora e exportadora. A capacidade de reduzir esses custos e ampliar a eficiência portuária será determinante para posicionar o país de forma mais competitiva no comércio global.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS CERTIFICAÇÕES

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook