Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: 16 países retiram embargo à exportação brasileira de carne de aves

Governos federal e estadual negociam liberação de outros países, como a China

Com o fim do estado de emergência devido ao caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio, ao menos 16 países retiraram as restrições de exportação da carne de aves brasileiras, disse o Ministério da Agricultura na terça. Entre os principais clientes, a China ainda mantém a suspensão total.

Entre os países que retiraram o embargo ao frango do Brasil estão: Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. O Japão limitou a suspensão às cidades de Montenegro (RS), onde teve o caso de gripe aviária, Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia também mantiveram embargo parcial, restrito às carnes de aves produzidas em Montenegro. Outras suspensões de compra foram limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, em medida adotada por 19 países, entre eles Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cuba, México, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.

O embargo total das exportações do Brasil segue mantido por 15 países. A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária.

A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta-feira passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária. 

“Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou à OMSA [Organização Mundial de Saúde Animal], recuperando novamente o status de livre da doença”, explicou o ministério. 

Governador pede retomada das exportações de frango de SC para a China

Em missão na Ásia com comitiva catarinense, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, Zhao Zenglian, para pedir a retomada das exportações de carne de frango do estado ao mercado chinês. O encontro foi na terça-feira.

Santa Catarina é o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para a China. O foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul fez o governo chinês, a exemplo de outros países, suspender temporariamente as compras de frango do Brasil, como medida preventiva. 

O governador citou o exemplo do Japão, reconhecido com um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, que decidiu manter as importações de carne de frango de Santa Catarina por entender que o foco da doença está restrito a uma única cidade do Rio Grande do Sul.

“Nós somos o estado que mais cuida da sanidade animal. Eu não tenho dúvida de que os chineses também entenderam o valor que damos ao sistema de defesa agropecuária de excelência que entregamos ao mundo com um trabalho sério de prevenção”, destacou Jorginho. 

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, que integra a comitiva catarinense. “Nosso compromisso é reforçar, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, que Santa Catarina oferece segurança para a retomada das exportações de carne de frango”, comentou. 

Há previsão de as autoridades chinesas visitarem o estado pro avanço das negociações. Para evitar travar exportações, o estado defende a regionalização diante de casos de focos sanitários. Com o critério adotado em países como o Japão, regiões do país não afetadas por foco de doença manteriam o comércio internacional de produtos de origem animal. 

Complexo de Itajaí

Os países asiáticos são grandes compradores de proteína animal brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a China importou 140 mil toneladas de carne de frango e outras 53,4 mil toneladas de carne suína. Santa Catarina é responsável por metade da produção de cortes suínos exportados pelo país e está entre os maiores na avicultura também. 

O complexo portuário de Itajaí é fundamental no escoamento das exportações brasileiras de frango e carne suína, com mais da metade das operações dos produtos saindo pelos portos de Itajaí e Navegantes. 

Conforme o governo do estado, não houve impactos significativos na exportação de carne de aves no balanço até maio. Os dados de junho ainda serão divulgados. “A Sobre os impactos no complexo, a Portonave explicou que acompanha atentamente o cenário da gripe aviária no país e seus impactos nas exportações. “Monitoramos os desdobramentos e aguardamos a normalização das operações no comércio exterior”. Já a JBS Terminais preferiu não comentar o assunto e a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou. 

Situação dos embargos ao frango brasileiro

Retirada da suspensão

Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã

Suspensão total do Brasil

Albânia, Argentina, Canadá, Chile, China, Filipinas, Índia, Macedônia do Norte, Malásia, Mauritânia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia e Uruguai 

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul 

África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Cuba, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia

Suspensão restrita à cidade de Montenegro (RS)

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia

Suspensão restrita a Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO) 

Japão

Suspensão limitada à zona sanitária específica 

Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Comércio Exterior, Mercado Internacional

Dezesseis países retiram restrições comerciais ao Brasil relacionadas à gripe aviária

Os países haviam adotado restrições à compra de carne de aves do Brasil em razão da detecção de um foco de gripe aviária em granja comercial no RS

Dezesseis países retiraram restrições para a compra de carne de aves do Brasil, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária em comunicado nesta terça-feira.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) ter considerado o caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul como encerrado.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, também havia se autodeclarado livre da doença após registrar um período de 28 dias sem novos surtos em granjas comerciais.

“O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”, disse a pasta na nota.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

Retiraram restrições Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã, segundo a pasta.

Fonte: InfoMoney


Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA pressionam países a apresentarem ofertas sobre tarifas até quarta-feira (4)

Documento obtido pela Reuters sugere uma urgência por parte do governo americano em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado

O governo dos Estados Unidos quer que os países forneçam sua melhor oferta em negociações comerciais até quarta-feira, já que as autoridades buscam acelerar as conversas com vários parceiros antes de um prazo autoimposto em apenas cinco semanas, de acordo com uma minuta de carta aos parceiros de negociação vista pela Reuters.

O esboço, do escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, oferece uma visão de como o presidente Donald Trump planeja encerrar as difíceis negociações que começaram em 9 de abril com dezenas de países, quando ele suspendeu suas tarifas do “Dia da Libertação” por 90 dias até 8 de julho, depois que os mercados de ações, títulos e moedas se revoltaram com a natureza abrangente dos impostos.

O documento sugere uma urgência por parte do governo em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado. Embora autoridades como o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, tenham prometido repetidamente que vários acordos estavam prestes a ser concluídos, até o momento apenas um foi firmado com um importante parceiro comercial dos EUA: o Reino Unido. E mesmo esse pacto é mais parecido com uma estrutura para as negociações em andamento do que com um acordo final.

Na carta, os EUA pedem aos países que listem suas melhores propostas em várias áreas importantes, incluindo ofertas de tarifas e cotas para a compra de produtos industriais e agrícolas dos EUA e planos para remediar quaisquer barreiras não tarifárias.
Outros itens solicitados incluem quaisquer compromissos sobre comércio digital e segurança econômica, juntamente com compromissos específicos de cada país, de acordo com a carta.

Os EUA avaliarão as respostas dentro de alguns dias e oferecerão “uma possível zona de aterrissagem” que poderá incluir uma taxa tarifária recíproca, de acordo com a carta.
Não ficou claro quais países receberiam a carta, mas ela foi direcionada àqueles com negociações ativas que incluíam reuniões e trocas de documentos. Washington está envolvido em tais negociações com a União Europeia, Japão, Vietnã e Índia, entre outros.

Um funcionário do Representante de Comércio disse que as negociações comerciais estão em andamento. “As negociações produtivas com muitos parceiros comerciais importantes continuam em um ritmo acelerado. É do interesse de todas as partes fazer um balanço do progresso e avaliar os próximos passos.”

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Importação, Internacional, Mercado Internacional

As Importações das Quais os EUA Mais Dependem de 140 Países, de Albânia a Zimbábue

As tarifas aplicadas (e retiradas) pelo presidente Trump criaram uma profunda incerteza sobre o custo dos produtos importados — e nem sempre está claro quais bens serão mais afetados em relação a cada país.

As maiores importações dos EUA de muitos países incluem petróleo e gás, eletrônicos, automóveis e produtos farmacêuticos. Mas há outra maneira de observar o que os americanos importam: tentar medir a contribuição específica de um país para as necessidades totais dos EUA.

Por exemplo, as maiores exportações da China para os EUA — em valor monetário — são eletrônicos. Mas os EUA também importam grandes quantidades de eletrônicos de outros lugares. No entanto, quase 100% dos carrinhos de bebê importados vêm da China.

A Suíça, por sua vez, é responsável por quase todos os relógios de metais preciosos importados pelos EUA. Já a Etiópia envia cerca de 2% das roupas de bebê em malha que os EUA importam — mas esse é o maior percentual entre todos os produtos que o país exporta para os EUA.

A tabela abaixo mostra o item do qual os EUA mais dependem em relação a cada um dos 140 parceiros comerciais. (Removemos da análise itens que os EUA também exportam em grandes quantidades, como petróleo.)

Do que os EUA mais dependem em relação a cada país

PaísProduto% das Importações dos EUA
CanadáSuínos vivos>99%
PeruFosfatos de cálcio>99%
África do SulMinério de cromo98%
SuíçaRelógios de metal precioso98%
ChinaCarrinhos de bebê97%
MéxicoTransporte ferroviário autopropelido94%
PortugalArtigos de cortiça natural93%
ÍndiaPedras de joalheria sintéticas reconstruídas89%
ItáliaVermute86%
IndonésiaÓleo de palma85%
MadagáscarBaunilha80%
TurquiaFios de filamento artificial para varejo79%
BrasilFerro semiacabado76%
VietnãCocos, castanhas-do-brasil e caju75%
AustráliaCarne de ovelha e cabra74%
Nova ZelândiaGorduras animais diversas73%
GabãoMinério de manganês71%
ChileCobre refinado71%
Países BaixosBulbos e raízes70%
EspanhaAzeite de oliva62%
TaiwanTapioca62%
ArgentinaÓleo de amendoim60%
ColômbiaFlores cortadas60%
BolíviaMinério de tungstênio59%
República DominicanaTabaco processado59%
Costa do MarfimPasta de cacau59%
AlemanhaMáquinas para feltro58%
FinlândiaÓxidos e hidróxidos de cobalto56%
JapãoPianos52%
IsraelFertilizantes fosfatados50%
FilipinasÓleo de coco50%
FrançaResinas de insetos50%
TailândiaAlimentos açucarados preservados47%
MalásiaVestuário de borracha46%
IrlandaSulfônamidas45%
PaquistãoAlgodão leve misto tecido43%
SingapuraVidro com acabamento de bordas39%
GuatemalaBananas38%
EquadorGrãos de cacau38%
Coreia do SulCâmaras de ar de borracha33%
JamaicaMinério de alumínio33%
BangladeshRoupas de bebê não tricotadas31%
ÁustriaArmas de fogo curtas29%
Reino UnidoAntiguidades28%
CambojaTecido têxtil revestido com goma25%
NicaráguaTabaco processado24%
GuianaMinério de alumínio24%
UcrâniaÓleos de sementes24%
BélgicaTecido de linho tecido22%
BahreinFio de alumínio trançado22%
Sri LankaFibras vegetais de coco e outras21%
MarrocosSulfato de bário20%
RomêniaLingotes de aço19%
NoruegaCarbonetos19%
SuéciaLingotes de aço inoxidável17%
Costa RicaBananas16%
HondurasMelaço16%
ParaguaiCarvão vegetal16%
DinamarcaCaseína15%
TunísiaAzeite de oliva puro15%
RússiaFertilizantes fosfatados15%
FijiÁgua15%
Hong KongPérolas13%
NepalTapetes de nós13%
PolôniaCogumelos processados12%
LíbanoFertilizantes fosfatados12%
CroáciaArmas de fogo curtas12%
BulgáriaFio de lã penteada não destinado ao varejo12%
LaosSulfato de bário12%
MoçambiqueMinério de titânio11%
GanaGrãos de cacau11%
BahamasCascalho e pedra britada10%
GréciaPeixe seco, salgado, defumado ou em conserva10%
JordâniaCasacos masculinos de malha10%
República TchecaMáquinas de laminação10%
El SalvadorMelaço10%
EgitoSementes condimentares10%
Emirados Árabes UnidosAlumínio bruto9%
UgandaBaunilha9%
NigériaChumbo bruto9%
UruguaiGordura bovina, ovina e caprina9%
LetôniaMáquinas para encadernação de livros9%
CazaquistãoLigas para siderurgia8%
CamarõesPasta de cacau8%
LituâniaGlúten de trigo8%
OmãSuprimentos metálicos para escritório8%
HungriaÓleos de sementes7%
BelizeMelaço7%
Ilhas FaroePeixe fresco sem filé6%
CatarPérolas6%
MianmarAcessórios diversos de roupa em malha5%
ZâmbiaPedras preciosas5%
EslovêniaMedicamentos embalados5%
SenegalMinério de titânio5%
ArgéliaCimento4%
HaitiCamisetas de malha4%
QuêniaMinério de titânio4%
LiechtensteinPregos de ferro4%
GeórgiaLigas para siderurgia4%
LibériaBorracha4%
SérviaCâmaras de ar de borracha4%
IslândiaFilés de peixe4%
República Democrática do CongoCobre refinado3%
BotsuanaDiamantes3%
ChadeResinas de insetos3%
ZimbábueCouro tratado após curtimento3%
LuxemburgoTecido de poliamida3%
PanamáPeixe fresco sem filé3%
AlbâniaLigas para siderurgia3%
EstôniaEquipamentos de pesca e caça2%
EtiópiaRoupas de bebê em malha2%
NamíbiaCarvão vegetal2%
VenezuelaCrustáceos processados2%
EslováquiaPneus de borracha2%
LesotoCamisas masculinas de malha2%
TanzâniaPedras preciosas2%
Papua-Nova GuinéBaunilha1%
MaurícioPeixe processado1%
Arábia SauditaPregos de ferro1%
MoldáviaVinho<1%
SurinamePeixe fresco sem filé<1%
AngolaFerro gusa<1%
ArmêniaDiamantes<1%
Trinidad e TobagoPeixe fresco sem filé<1%
MacauChapéus de malha<1%
Macedônia do NorteGuias de calçada<1%
TogoCabelos artificiais<1%
Bósnia e HerzegovinaCasacos femininos não tricotados<1%
República do CongoAntiguidades<1%
AzerbaijãoLigas para siderurgia<1%
IraqueAntiguidades<1%
LíbiaProdutos vegetais diversos<1%
ChipreAzeite de oliva<1%
KuwaitLigas para siderurgia<1%
MaltaAparelhos de ar-condicionado<1%
Ilhas Virgens BritânicasDiamantes<1%
BruneiCamisetas de malha<1%
Ilhas CaymanTelefones<1%
Guiné EquatorialChapéus de malha<1%
Sint MaartenBebidas alcoólicas destiladas<1%

Fonte: The New York Times

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Importação

Veja países que suspenderam importação de frango do Brasil após caso de gripe aviária

Medidas foram adotadas após caso registrado em granja na cidade de Montenegro (RS)

Depois da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma série de países tomaram medidas em relação as importações do frango brasileiro. A China, um dos principais compradores de frango produzido no país, foi o primeiro a anunciar a medida.

Em seguida, a União Europeia e a Argentina adotaram restrições semelhantes. Outros países como Uruguai, Chile e México deixaram de comprar a produção brasileira por precaução.

Neste domingo, a Coreia do Sul se juntou a essa lista. Com isso, chega a 32 o número de países que anunciaram o bloqueio da compra de frango produzido no Brasil.

Confira a lista completa de países

  • China
  • União Europeia
  • Argentina
  • Uruguai
  • Chile
  • México
  • Arábia Saudita
  • Japão, apenas para aves de Montenegro (RS)
  • África do Sul
  • Canadá
  • Coreia do Sul
  • Emirados Árabes Unidos, apenas aves provenientes da área afetada
  • Filipinas, apenas aves provenientes da área afetada

Frango ou ovos não transmitem gripe aviária, afirma ministério

O Ministério da Agricultura afirma que o consumo da carne de frango ou dos ovos não traz risco ao consumidor.

— Não é o consumo humano que está em risco, e sim a contaminação sanitária dos plantéis comerciais. Você exportar uma carne contaminada com aquele vírus e ele contaminar os plantéis comerciais — disse o ministro Carlos Fávaro.

O Brasil é o maior exportador de frango no mundo e o terceiro maior produtor. A China é a maior compradora, seguida dos Emirados Árabes e do Japão, segundo a associação de produtores, a ABPA.

Como funciona a suspensão por conta da gripe aviária

Segundo o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, as exportações de todos os estados do Brasil estão suspensas para a China e União Europeia.

Esses países possuem acordos que preveem bloqueios automáticos em caso de doenças em granjas, suspensões que são feitas pelo próprio Brasil. Já os demais compradores, como Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Filipinas, Arábia Saudita, Japão e África do Sul, possuem acordos regionalizados.

Em alguns casos, são suspensas as vendas somente do que é produzido no local de foco da doença. Em outros, ela se estende ao município ou ao estado afetado.

Próximos passos após caso de gripe aviária

Depois de 28 dias após a desinfecção da granja de Montenegro (RS), o país poderá se autodeclarar livre de gripe aviária em granjas comerciais, se não houver nenhum outro foco, conforme regra da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Caso o Brasil não tenha novos focos depois desse períodos, reaberturas de mercado para o frango nacional poderão ser negociadas.

De acordo com o governo federal, o foco em Montenegro é o primeiro de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) detectado na avicultura comercial do país.

As cerca de 17 mil aves da granja morreram em decorrência da doença. No sábado (17), foram instaladas barreiras de contenção para a doença em um raio de 10 km da granja afetada.

Anteriormente, o Brasil registrou casos de gripe aviária em aves silvestres, ou seja, que vivem soltas na natureza, e em criações para subsistência, que não são comerciais.

O Ministério da Agricultura chegou a declarar emergência zoossanitária no país em 2023 por conta desses focos. Desde 2006, o vírus da gripe aviária, H5N1, circula especialmente na Ásia, na África e no Norte da Europa

Fonte: NSC

Ler Mais
Informação, Mercado Internacional, Notícias, Oportunidade de Mercado

Porta-aviões dos EUA irá à Argentina para exercícios militares conjuntos

Atividades acontecem entre quinta (30) e sexta-feira (31) no Mar Argentino; destróieres do país sul-americano devem participar

A Marinha da Argentina realizará exercícios militares nesta semana com a Marinha dos Estados Unidos e o porta-aviões USS George Washington.

O Ministério da Defesa do país sul-americano confirmou em sua conta no X que os destróieres ARA La Argentina e ARA Sarandí e as corvetas ARA Espora e Ara Rosales zarparam no domingo (26) para participar de atividades militares denominadas “Passex Gringo-Gaucho II” junto com a Marinha dos EUA.

As manobras militares entre os dois países acontecerão entre quinta (30) e sexta-feira (31) no Mar Argentino.

É esperada a chegada do porta-aviões USS George Washington, o sexto porta-aviões do tipo e da classe Nimitz com propulsão nuclear.

Este tipo de navio de guerra é o maior do mundo e tem como principal função apoiar e viabilizar operações aéreas, flutuantes e terrestres de aeronaves de combate, além de participar de atividades de segurança marítima para interceptar ameaças à marinha mercante e prevenir o terrorismo e pirataria.Os porta-aviões também oferecem capacidades únicas para resposta a desastres e assistência humanitária.

Saiba mais em: CNN Brasil
Porta-aviões dos EUA irá à Argentina para exercícios militares conjuntos | CNN Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook