Mercado de trabalho

LinkedIn revela habilidades em alta para 2026 no mercado de trabalho brasileiro

O LinkedIn divulgou a lista Habilidades em Alta 2026, apontando as competências que mais crescem e devem moldar o mercado de trabalho brasileiro nos próximos anos. O levantamento destaca o avanço do letramento em IA, da segurança digital e das habilidades de comunicação estratégica como tendências centrais.

O estudo considera dois critérios principais: o aumento de profissionais que adicionaram novas competências aos seus perfis e o índice de contratação de usuários que já possuíam essas habilidades.

Inteligência artificial lidera transformações

A inteligência artificial aparece como eixo transversal em praticamente todas as áreas analisadas. Entre as competências com maior crescimento estão:

  • Letramento em IA
  • Ferramentas de IA generativa
  • Large Language Models (LLM)
  • Uso de plataformas como ChatGPT
  • Tomada de decisões baseadas em dados

O avanço dessas tecnologias reforça a necessidade de profissionais capazes de aplicar soluções inteligentes de forma estratégica, ética e orientada a resultados.

Vendas e negócios: foco em dados e jornada do cliente

Na área de vendas, ganham espaço competências ligadas à expansão de mercados, gestão de pipeline, estatística aplicada e domínio de ferramentas de CRM, como GoldMine.

Já em desenvolvimento de negócios, destacam-se conhecimentos técnicos como XML, JSON, automação de testes e análise de dados, além da compreensão aprofundada da jornada do cliente para impulsionar parcerias e novos produtos.

Educação e saúde incorporam IA e análise de dados

No setor de educação, crescem habilidades como letramento em IA, escuta ativa, estatística e domínio de ferramentas digitais para integração de sistemas acadêmicos.

Em serviços de saúde, além de competências clínicas como ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e Suporte Básico de Vida (SBV), ganham relevância práticas de registros médicos eletrônicos (RME) e análise estatística para aprimorar a gestão hospitalar.

Engenharia e TI impulsionadas por LLM e nuvem

Nas áreas de engenharia e tecnologia da informação, o destaque vai para:

  • Garantia da informação
  • Engenharia de prompt
  • Plataformas como Microsoft Exchange
  • Ferramentas analíticas como Data Build Tool
  • Computação em nuvem
  • Modelo Software as a Service (SaaS)

A integração de modelos de linguagem (LLM) a sistemas corporativos reforça a busca por profissionais com domínio técnico e visão estratégica.

Gestão, RH e finanças valorizam habilidades comportamentais

Além da tecnologia, o estudo aponta forte crescimento de competências humanas, como:

  • Escuta ativa
  • Liderança estratégica
  • Resolução colaborativa de problemas
  • Pensamento sistêmico

Em recursos humanos, destacam-se ainda conformidade regulatória e uso de ferramentas como Microsoft 365.

Na área de finanças, ganham relevância automação de processos, segurança da informação e plataformas de gestão como Jira.

Marketing aposta em dados e storytelling digital

No marketing, as competências mais valorizadas envolvem:

  • Storytelling digital
  • Social Media Optimization (SMO)
  • Inteligência artificial aplicada a campanhas
  • Gestão de orçamento baseada em métricas

A combinação entre criatividade e análise de dados se consolida como diferencial competitivo.

Cinco grandes eixos estruturais para 2026

O levantamento também agrupou as transformações do mercado em cinco frentes principais:

  1. Estratégia de IA e sistemas inteligentes
  2. Marketing e comunicação estratégica
  3. Engenharia de software e APIs
  4. Gestão de projetos e operações
  5. Cibersegurança e conformidade técnica

O panorama indica que o profissional de 2026 precisará unir competências digitais avançadas a habilidades comportamentais e visão estratégica, acompanhando a transformação estrutural do mercado brasileiro.

FONTE: Época Negócios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Internacional

Índia adere à Declaração Pax Silica e reforça aliança estratégica em inteligência artificial

A Índia formalizou nesta sexta-feira (20) sua adesão à Declaração Pax Silica, durante o Global AI Impact Summit 2026, realizado em Nova Déli. A assinatura marca a entrada oficial do país na iniciativa liderada pelos Estados Unidos, voltada à inteligência artificial (IA) e à segurança das cadeias de suprimentos.

O anúncio ocorreu à margem da cúpula internacional, que reuniu autoridades públicas, empresários, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir governança responsável da IA e inovação tecnológica inclusiva.

Participaram do ato o embaixador dos EUA na Índia, Segio Gor, o subsecretário de Estado norte-americano para Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente, Jacob Helberg, e o ministro indiano de Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw.

O que é a Pax Silica e quais são seus objetivos

A Pax Silica é apresentada como a principal iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos na área de inteligência artificial e segurança econômica. A proposta busca consolidar um consenso entre aliados considerados estratégicos em torno de padrões tecnológicos e cadeias produtivas confiáveis.

Na prática, o projeto une dois eixos centrais do cenário global atual:

  • a corrida pela liderança em tecnologia de IA;
  • a disputa por minerais críticos, semicondutores e rotas logísticas estratégicas.

A declaração destaca que cadeias de suprimento resilientes são essenciais para a segurança econômica e que a IA deve ser tratada como infraestrutura estratégica, dependente de insumos industriais, energia e logística global.

A entrada da Índia ganha peso nesse contexto. O país se consolidou como polo relevante de serviços digitais e inovação, e agora passa a integrar formalmente um arranjo diplomático liderado por Washington.

Disputa geopolítica e narrativa sobre tecnologia

Durante a cerimônia, Segio Gor enquadrou a adesão indiana como uma escolha com implicações políticas e econômicas amplas. Em sua fala, ele defendeu que a iniciativa representa a defesa de “sociedades livres” no controle dos setores estratégicos da economia global.

Ao mencionar centros de inovação como Bangalore e o Vale do Silício, Gor reforçou a ideia de alinhamento entre polos tecnológicos democráticos diante do que classificou como “Estados de vigilância”.

Já Jacob Helberg conectou o debate sobre segurança econômica à segurança nacional, afirmando que a cooperação é uma resposta a práticas de coerção que, segundo ele, prejudicam o desenvolvimento e a prosperidade de países.

A retórica evidencia que a discussão sobre IA ultrapassa a inovação tecnológica e se insere no campo da competição geopolítica entre grandes potências.

Minerais críticos e cadeias de suprimento no centro da estratégia

A assinatura da declaração ocorre após aproximações recentes entre Nova Déli e Washington. No início de fevereiro, a Índia participou do Critical Minerals Ministerial, convocado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A ênfase em minerais críticos revela o elo entre inteligência artificial e infraestrutura física. Sistemas de IA dependem de data centers, chips avançados e equipamentos cuja produção envolve cadeias globais complexas.

Além disso, a transição digital e energética aumenta a demanda por insumos estratégicos, ampliando o peso de acordos que combinam tecnologia, indústria e diplomacia econômica.

Para a Índia, integrar esse arranjo pode significar:

  • maior acesso a cooperação tecnológica;
  • inserção em cadeias consideradas “confiáveis”;
  • protagonismo na definição de padrões globais.

Por outro lado, o movimento também intensifica o país nas disputas estratégicas entre blocos e potências.

Nova Déli e o papel do Sul Global na governança da IA

O Global AI Impact Summit 2026 foi apresentado como o primeiro grande encontro internacional sobre IA sediado no Sul Global. Ao organizar o evento em sua capital, a Índia sinaliza ambição de participar ativamente da formulação de regras globais para a tecnologia.

No entanto, a assinatura da Declaração Pax Silica demonstra que fóruns de debate sobre ética e inclusão tecnológica coexistem com acordos de natureza estratégica, voltados à reorganização de alianças e cadeias produtivas.

A adesão formal consolida mais um passo na aproximação entre Índia e Estados Unidos em temas de tecnologia, segurança econômica e soberania digital, ao mesmo tempo em que explicita a crescente politização da inteligência artificial no cenário internacional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Tecnologia

IA ultrapassará inteligência humana em poucos anos, afirma CEO da Anthropic

A inteligência artificial (IA) deve superar a capacidade cognitiva humana na maioria das atividades em um intervalo de poucos anos. A projeção foi feita por Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante a AI Impact Summit, realizada na Índia, na quinta-feira (19).

Segundo o executivo, o avanço da tecnologia segue um ritmo comparável a uma “Lei de Moore para a inteligência”, indicando crescimento acelerado e contínuo ao longo da última década.

“Um país de gênios em um data center”

Durante o evento, Amodei afirmou que o desenvolvimento da IA generativa e dos sistemas avançados está próximo de atingir um estágio que ele descreveu como “um país de gênios em um data center”.

A ideia, explicou, envolve a criação de agentes de IA capazes de desempenhar a maioria das tarefas melhor do que humanos, além de se coordenarem entre si em velocidades superiores às humanas. Esse cenário, segundo ele, pode transformar profundamente setores como tecnologia, ciência, educação e indústria.

Parceria com a Índia para segurança em IA

O CEO também destacou o interesse da Anthropic em estabelecer colaboração com a Índia para testar e avaliar modelos de inteligência artificial sob a ótica de riscos de segurança.

A proposta segue a linha de atuação de institutos nacionais e internacionais voltados à segurança em IA, que buscam criar parâmetros globais para desenvolvimento responsável da tecnologia.

As declarações ocorreram pouco depois de a empresa anunciar a abertura de um escritório em Bengaluru — o segundo na Ásia, após Tóquio — além de novas parcerias nos setores empresarial, educacional e agrícola indianos.

Índia é mercado estratégico para Claude.ai

A Anthropic, que conta com investimentos da Amazon e da Google, informou que a Índia já é o segundo maior mercado para o serviço Claude.ai.

De acordo com a companhia, quase metade do uso da plataforma no país está relacionada a tarefas computacionais e matemáticas, incluindo desenvolvimento de aplicativos e distribuição de software.

O movimento reforça a estratégia de expansão internacional da empresa em um momento de rápida evolução da inteligência artificial avançada e crescente debate global sobre seus impactos econômicos e sociais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DOORDASHAN via REUTERS

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Tecnologia

Robôs humanoides chineses brilham no Ano Novo Lunar e destacam avanço da robótica

As celebrações do Ano Novo Lunar na China ganharam um reforço tecnológico neste ano: um espetáculo protagonizado por robôs humanoides chineses chamou a atenção do público ao unir tradição cultural e inovação. As máquinas foram o centro de um show que combinou tecnologia, entretenimento e cultura, encantando espectadores com movimentos sincronizados e interações ao vivo.

Coreografias sincronizadas e interação com o público

Desenvolvidos por empresas de tecnologia do país, os robôs humanoides executaram coreografias complexas com alto grau de precisão. A performance evidenciou os avanços recentes em robótica e inteligência artificial, áreas que recebem investimentos contínuos da China.

Centenas de unidades participaram da apresentação, demonstrando capacidade de reproduzir gestos e movimentos humanos de forma coordenada. O espetáculo integrou a programação oficial das festividades, tradicionalmente acompanhadas por milhões de pessoas dentro e fora do país.

Tecnologia como vitrine nacional

O evento também funcionou como plataforma para destacar o crescimento do setor de automação e de tecnologias emergentes na China. Ao inserir os robôs em uma celebração de grande visibilidade, o país reforça sua estratégia de posicionamento como referência global em inovação.

Especialistas avaliam que iniciativas desse tipo ajudam a aproximar a população da robótica aplicada, mostrando possibilidades que vão além do entretenimento.

Aplicações futuras e integração entre tradição e modernidade

Além do impacto visual, o uso de robôs humanoides em um evento cultural reforça o potencial dessas tecnologias para atuação em diferentes áreas, como serviços, indústria, educação e atividades culturais.

A apresentação simboliza a fusão entre herança cultural e modernidade tecnológica, característica marcante das comemorações do Ano Novo Lunar, que todos os anos servem de palco para novidades e tendências.

FONTE: Portal Marcos Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Marcos Santos

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Tecnologia

Data centers para IA enfrentam resistência nos EUA e estados discutem moratória na construção

A expansão de data centers para IA nos EUA tem encontrado oposição crescente em diferentes estados americanos. O movimento mais recente veio de Nova York, onde parlamentares democratas apresentaram um projeto de lei que propõe suspender por três anos a emissão de licenças para novas instalações desse tipo.

Com isso, Nova York se torna o sexto estado a avaliar medidas semelhantes em poucas semanas, ampliando um debate que já ganhou dimensão nacional.

Nova York propõe pausa de três anos

A proposta foi apresentada pela senadora estadual Liz Krueger e pela deputada estadual Anna Kelles. O texto prevê uma moratória mínima de três anos para novos alvarás de construção de infraestrutura de inteligência artificial.

Durante o período, o Departamento de Conservação Ambiental e a Comissão de Serviços Públicos avaliariam os impactos ambientais, energéticos e sociais desses empreendimentos, com o objetivo de propor regras mais rígidas para o setor.

Atualmente, o estado já abriga mais de 130 data centers, e a demanda de energia associada a novos projetos chegou a 10 gigawatts — três vezes mais do que há um ano. Entre as obras em curso está uma instalação de 450 megawatts construída sobre o terreno de uma antiga usina a carvão.

Resistência bipartidária se espalha

A oposição não se restringe a um único partido. Em dezembro, o senador Bernie Sanders foi o primeiro político de alcance nacional a defender uma moratória ampla, argumentando que os benefícios da tecnologia devem ser distribuídos de forma mais equitativa.

Desde então, estados como Geórgia, Maryland, Oklahoma, Vermont e Virgínia também passaram a discutir suspensões temporárias para novos projetos de centros de dados. Em alguns casos, as propostas partiram de democratas; em outros, de republicanos.

Na Virgínia, considerada um dos principais polos de infraestrutura digital do país, mais de 60 projetos de lei relacionados ao tema foram apresentados neste ano, tornando o estado o epicentro legislativo do debate.

Impacto ambiental e pressão da sociedade

Segundo a revista Wired, mais de 200 organizações ambientais assinaram uma carta classificando a expansão acelerada dos data centers como uma das maiores ameaças ambientais e sociais da atual geração.

O principal argumento envolve o elevado consumo de energia e água dessas instalações. Comunidades locais temem que a expansão pressione ainda mais as redes elétricas e resulte em aumento nas contas de luz.

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul anunciou recentemente uma iniciativa para exigir que os data centers arquem com sua “parte justa” dos custos energéticos. Já o governador da Flórida, Ron DeSantis, criticou o impacto da expansão sobre os consumidores de energia.

Projetos bilionários travados

A resistência também vem da população. De acordo com o grupo Data Center Watch, entre março e junho de 2025, cerca de US$ 98 bilhões em projetos foram adiados ou cancelados.

Em Monterey Park, na Califórnia, uma mobilização de seis semanas levou à aprovação de uma moratória temporária de 45 dias e ao compromisso do conselho municipal de avaliar uma possível proibição permanente.

Levantamento da empresa de pesquisas Morning Consult indica que a maioria dos eleitores apoia restrições à construção de data centers próximos a áreas residenciais e associa esses empreendimentos ao aumento no preço da eletricidade.

Conflito entre avanço tecnológico e custo local

A expansão da inteligência artificial exige grande capacidade de processamento e, consequentemente, uma infraestrutura física robusta. No entanto, comunidades questionam os benefícios concretos desses projetos, que prometem geração de empregos na fase de construção, mas demandam pouca mão de obra após entrarem em operação.

Empresas do setor começaram a reagir. A Microsoft anunciou, com apoio da Casa Branca, compromissos para atuar como “boa vizinha” nas localidades onde instala novos centros.

Dan Diorio, vice-presidente de políticas estaduais da Data Center Coalition, afirmou à imprensa que a indústria reconhece a necessidade de ampliar o diálogo e esclarecer os impactos da atividade.

O embate evidencia um desafio crescente: equilibrar o avanço das operações de IA com a pressão da opinião pública, preocupada com custos energéticos, impactos ambientais e qualidade de vida. Até o momento, não há sinais de que essa distância entre setor tecnológico e comunidades esteja diminuindo.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Comércio Exterior

SIGRAWEB revoluciona o comércio exterior com automação e inteligência artificial no despacho aduaneiro

A transformação digital do comércio exterior brasileiro avança de forma consistente, impulsionada pela automação de processos, pela integração de sistemas e pelo uso crescente de inteligência artificial (IA). Nesse cenário, a Sigraweb se consolida como uma plataforma de referência em tecnologia para despacho aduaneiro, oferecendo soluções que automatizam e integram operações como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI, tornando os processos mais rápidos, precisos e seguros.

Agora, a empresa passa a integrar o grupo de parceiros do ReConecta News, fortalecendo o ecossistema de informação, inovação e inteligência aplicada ao comex, à logística e às aduanas.

O que é a Sigraweb e como surgiu

A SigraWeb é uma plataforma tecnológica especializada na automação do desembaraço aduaneiro, desenvolvida para atender principalmente despachantes aduaneiros, com foco na integração entre sistemas governamentais, redução de tarefas manuais e aumento da segurança operacional.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa nasceu a partir da vivência prática no setor e da identificação de gargalos operacionais ainda comuns no final dos anos 2000. “A Sigraweb surgiu de uma necessidade que a gente enxergou em 2009, quando os sistemas não tinham integração, eram bem arcaicos, tela preta muitas vezes.”

A proposta foi criar uma solução mais moderna, capaz de se conectar diretamente aos órgãos oficiais e simplificar o dia a dia das operações. “A gente viu a oportunidade de trazer uma ferramenta mais moderna, que pudesse ter uma integração com todos os órgãos, todos os sites governamentais para trazer celeridade e segurança no processo.”

Inicialmente desenvolvida para uso interno em uma comissária de despachos, a plataforma evoluiu de forma orgânica até ganhar escala comercial. “Fizemos um software para uma comissária e aos poucos outras foram descobrindo e começamos a ver o potencial comercial.”

Quais serviços e soluções a Sigraweb oferece

A SigraWeb oferece um ecossistema de soluções digitais para o despacho aduaneiro, com foco em automação, integração e inteligência de dados, entre elas:

  • Automação de processos aduaneiros como DI, DUIMP, DUE e para a Zona Franca de Manaus DCI, DCR, DAI e PLI.
  • Leitura, interpretação e preenchimento automático de documentos por meio de inteligência artificial.
  • Integração com sistemas governamentais, como SISCOMEX, Portal Único, Siscarga e Marinha Mercante.
  • Redução de erros operacionais e retrabalho, minimizando a manipulação manual de dados.
  • Aumento do controle e do gerenciamento de riscos nas operações de comércio exterior.
  • Otimização do tempo do analista, permitindo foco em atividades estratégicas
  • Módulo Financeiro 100% integrado, com operação completa que vai desde o lançamento e controle de custos, até a conciliação bancária e faturamento automatizado.

Essas soluções atendem principalmente despachantes aduaneiros, mas também podem ser utilizadas por importadores, de acordo com os produtos contratados.

Automação e inteligência artificial aplicadas ao despacho aduaneiro

Um dos principais diferenciais da Sigraweb é o uso intensivo de inteligência artificial no comércio exterior, aplicada diretamente à rotina operacional do despacho.

De acordo com Rodrigo de Souza Araújo, Head de Produtos, o objetivo central da tecnologia é transformar a forma como o trabalho é executado. “Nosso principal objetivo é fazer com que o analista foque no essencial.”

Com o avanço da IA, a plataforma é capaz de interpretar documentos e automatizar o preenchimento de dados com alto grau de precisão. “Com a evolução da IA somos capazes de ler, interpretar e preencher dados com até 95% de eficiência garantindo uma maior agilidade e precisão do processo.”

O resultado é uma operação mais ágil, com menos erros, menos retrabalho e maior produtividade.

Integração com sistemas governamentais e redução de riscos

A integração com sistemas oficiais é um dos pilares da Sigraweb. A plataforma conecta-se a bases governamentais estratégicas, garantindo fluidez, confiabilidade e rastreabilidade das informações. Essa abordagem reduz significativamente a intervenção manual nos processos e fortalece o controle operacional.  “Nosso foco é automação, nossas soluções têm como objetivo a integração entre sistemas. Isso permite minimizar manipulação de dados, por consequência disso uma maior assertividade, além do controle e do gerenciamento de risco da operação,” explica Rodrigo.

Estrutura da empresa e perfil dos clientes

Com sede em Curitiba (PR), a Sigraweb conta atualmente com 21 colaboradores, atuando em modelo híbrido e remoto. A empresa adota uma cultura organizacional voltada à flexibilidade, produtividade e qualidade de vida. “Fornecemos um ambiente flexível, com qualidade de vida e foco na produtividade, isso é cultura da empresa”, afirma Lucas.

O principal público da plataforma são os despachantes aduaneiros, público para o qual as soluções foram originalmente concebidas. “Nosso perfil de cliente são os despachantes aduaneiros, porque nosso foco é atuar no desembaraço aduaneiro.”

Desafios técnicos e inovação contínua

O desenvolvimento de integrações com sistemas oficiais sempre representou um desafio técnico relevante. Para Erick Brandão de Castro, Head de Desenvolvimento, esse cenário evoluiu ao longo dos anos. “Hoje é curioso que há alguns anos atrás, nosso maior desafio era a falta de APIs e estrutura que nos permitissem integrar de forma fácil, nos tomando muito tempo com o desenvolvimento de robôs e leituras de telas para captura dos dados. Enquanto hoje, com os sistemas mais abertos e APIs disponíveis, nosso desafio está em sempre estar acompanhando esses avanços para entregar aos nossos clientes cada vez mais agilidade”, explica.

Mesmo diante de limitações técnicas impostas por sistemas externos, a empresa mantém o foco em soluções que gerem valor real ao usuário. “A gente busca sempre desenvolver soluções que façam sentido para o cliente.”

E aposta na diferenciação tecnológica como estratégia permanente. “Sempre trabalhamos com o objetivo de adicionar uma camada a mais na integração, um diferencial.”

Sigraweb e ReConecta News: parceria para impulsionar a inovação no Comex

A chegada da Sigraweb como nova parceira do ReConecta News reforça o compromisso do portal em conectar o mercado às principais tendências em tecnologia para comércio exterior, automação aduaneira e inteligência artificial aplicada ao Comex.

A parceria amplia o debate sobre eficiência operacional, gestão de riscos e transformação digital, contribuindo para um ecossistema mais integrado, moderno e competitivo no comércio exterior brasileiro.

SAIBA MAIS EM https://sigraweb.com/ 

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Tecnologia

Inteligência Artificial aproxima empresas do Brasil e da China em busca de parcerias estratégicas

Empresas brasileiras e chinesas avançaram nas negociações para parcerias em Inteligência Artificial (IA) durante encontro realizado na semana passada, na sede do Serpro, em Brasília. A iniciativa foi articulada de forma conjunta pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Casa Civil da Presidência da República.

O diálogo ocorre no contexto da implementação de políticas públicas voltadas à soberania tecnológica, com foco no desenvolvimento e uso estratégico da IA no Brasil, a partir de um acordo de cooperação bilateral firmado entre os dois países.

Cooperação Brasil–China em IA ganha continuidade

Batizado de China-Brazil Application Cooperation Centre on Artificial Intelligence, o encontro deu sequência às tratativas iniciadas em 2024, durante a presidência brasileira do BRICS. A proposta é criar um ambiente permanente de cooperação para o desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, com benefícios mútuos e fortalecimento das capacidades nacionais.

Durante o evento, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou que o Brasil busca parcerias estratégicas capazes de impulsionar tecnologias ligadas à indústria 4.0, alinhadas às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), com destaque para a Missão 4 – Transformação Digital.

“Essas parcerias são fundamentais, desde que tragam ganhos concretos para o país”, afirmou.

Datacenters e sustentabilidade entram na agenda

O secretário também destacou a importância do programa Redata, voltado à instalação de datacenters no Brasil, com critérios de sustentabilidade, eficiência energética e estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais, fortalecendo a infraestrutura necessária para aplicações avançadas de IA.

Infraestrutura e modelos de IA no centro dos debates

As discussões do encontro se concentraram em dois eixos principais: infraestrutura computacional em Inteligência Artificial e modelos de IA. Empresas chinesas presentes, reconhecidas por estarem na vanguarda tecnológica global, apresentaram soluções com potencial de aplicação no mercado brasileiro.

As oportunidades mapeadas envolvem desde infraestrutura tecnológica e conectividade, até soluções de IA para eficiência operacional, melhoria de serviços e uso, gestão e compartilhamento de dados, incluindo o desenvolvimento de espaços de dados.

Rodadas de negócios reúnem grandes empresas

Participaram das rodadas de debates e negócios empresas como Huawei, iFlytek, Petrobras, Magalu, Ceia, Cimatec, Widelabs, CPQD, Eldorado, Positivo e SoberanIA, reforçando o interesse do setor produtivo em ampliar a cooperação internacional em tecnologias de Inteligência Artificial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Internacional

Boom dos semicondutores pode levar vendas globais de chips a US$ 1 trilhão em 2026

O mercado global de semicondutores vive um dos seus momentos mais aquecidos da história e pode atingir um marco inédito nos próximos anos. As vendas de chips, microprocessadores e semicondutores têm potencial para alcançar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionadas principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação de alto desempenho.

Crescimento acelerado do mercado de chips

De acordo com estimativas da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das empresas do setor nos Estados Unidos, o desempenho recente do mercado reforça essa tendência de alta.

Em 2025, as vendas globais de chips somaram US$ 791,7 bilhões (cerca de R$ 4,14 trilhões), registrando um crescimento expressivo de 25,6% em comparação com 2024. A projeção é de que esse ritmo se mantenha ou até se intensifique ao longo de 2026.

Chips de computação avançada lideram o avanço

Os chips de computação avançada foram o segmento com maior expansão no último ano. Fabricados por gigantes da tecnologia como Nvidia, AMD e Intel, esses semicondutores registraram alta de 39,9% nas vendas em 2025, movimentando aproximadamente US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

A forte demanda está diretamente relacionada ao crescimento de aplicações em inteligência artificial, data centers e processamento de alto desempenho.

Memórias também ganham destaque com a IA

Na sequência, o mercado de chips de memória apresentou o segundo maior crescimento do setor. Os preços desses componentes vêm subindo de forma significativa, impulsionados pela escassez de oferta e pelo aumento dos investimentos em projetos de IA.

As vendas de semicondutores de memória avançaram 34,8%, alcançando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão), consolidando o segmento como um dos pilares da atual expansão da indústria.

Perspectivas para 2026

Com a combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por IA, digitalização acelerada e investimentos em infraestrutura computacional, a expectativa do setor é que o mercado global de semicondutores continue em trajetória ascendente, aproximando-se do patamar histórico de US$ 1 trilhão em vendas anuais já em 2026.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES / Allisonsales/picture alliance via Getty Images

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Tecnologia

Robôs com inteligência artificial reforçam fiscalização de trânsito na China

Tecnologia transforma o policiamento urbano em cidades chinesas
Cidades da China começaram a testar robôs humanoides com inteligência artificial em atividades de orientação de pedestres e fiscalização de trânsito, em uma iniciativa que sinaliza mudanças no modelo de policiamento urbano. A experiência foi divulgada pela agência estatal Xinhua, que apelidou os novos equipamentos de “Robocop do trânsito”.

Robô humanoide atua em cruzamentos movimentados
Na cidade de Wuhu, na província de Anhui, um robô identificado como Intelligent Police Unit R001 já opera em cruzamentos de grande fluxo. Equipado com câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual baseados em IA, o humanoide consegue identificar infrações cometidas por pedestres, ciclistas e veículos não motorizados. O equipamento emite alertas sonoros e realiza gestos sincronizados com os semáforos, auxiliando na organização do tráfego.

IA permite monitoramento autônomo e em tempo real
Com o uso de algoritmos avançados de processamento de dados, o robô realiza a identificação automática de infrações, pode se deslocar para diferentes pontos da cidade, detectar estacionamentos irregulares e acompanhar o trânsito em tempo real. O sistema foi desenvolvido pela empresa AiMOGA Robotics e utiliza os chamados large models, capazes de analisar grandes volumes de dados visuais de forma contínua.

Segundo a fabricante, a tecnologia foi projetada para operar 24 horas por dia, sem interrupções, ampliando a capacidade de vigilância urbana.

Cães-robôs e plataformas autônomas ampliam os testes
Além dos humanoides, cidades como Chengdu e Hangzhou também testam cães-robôs e plataformas sobre rodas. Esses dispositivos são utilizados em patrulhamento, monitoramento remoto e apoio logístico, especialmente em áreas de difícil acesso. As máquinas conseguem transmitir imagens ao vivo e executar tarefas de forma autônoma ou supervisionada.

Estratégia nacional aposta na “inteligência incorporada”
A adoção dessas tecnologias faz parte da estratégia chinesa de desenvolvimento da chamada inteligência incorporada, que integra inteligência artificial, robótica e sistemas físicos. Projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China indicam que o mercado do setor pode alcançar 400 bilhões de yuans até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035.

Debate sobre privacidade e limites da automação
Especialistas destacam que, apesar dos ganhos em eficiência operacional e coleta de dados, o uso de robôs na segurança pública levanta discussões sobre privacidade, governança de dados e os limites da automação no policiamento. Por enquanto, as autoridades chinesas afirmam que os robôs atuam como ferramentas de apoio, sem substituir policiais humanos.

A tendência aponta para um cenário em que algoritmos, sensores e robôs devem dividir cada vez mais espaço com agentes fardados nas ruas, redefinindo o futuro do controle urbano.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Divulgação

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Informação

Davos 2026: o que esperar do Fórum Econômico Mundial e por que o encontro é decisivo para líderes globais

O encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, tem início nesta segunda-feira (19) e volta a reunir representantes de mais de 100 governos, executivos de grandes empresas, formuladores de políticas públicas e lideranças da mídia internacional. Há mais de cinco décadas, o evento se consolidou como um dos principais espaços de debate sobre os rumos da economia global.

Ao longo dos anos, os painéis e discussões do fórum passaram a antecipar transformações que impactam gerações, o mercado de trabalho e a dinâmica dos negócios. Em 2026, temas como inteligência artificial, transição energética e crescimento sustentável ocupam o centro da agenda e devem influenciar decisões que vão além do curto prazo.

Por que Davos 2026 vai além das manchetes

As discussões realizadas em Davos frequentemente servem de base para políticas públicas, estratégias corporativas e acordos internacionais. Em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas, o fórum surge como um termômetro das prioridades globais.

Entre os pontos de atenção deste ano está o avanço acelerado da IA, que evolui em ritmo superior ao da criação de marcos regulatórios. Paralelamente, o mercado de trabalho global passa por uma reconfiguração profunda, com funções sendo redefinidas e uma valorização crescente de certificações e habilidades práticas, em detrimento de diplomas tradicionais.

Os temas centrais do Fórum Econômico Mundial

Segundo o próprio Fórum Econômico Mundial, cinco grandes eixos devem orientar os debates em Davos 2026:

Cooperação em um mundo cada vez mais fragmentado
Geração de novas fontes de crescimento econômico
Investimento contínuo em pessoas e talentos
Implementação da inovação em escala e com responsabilidade
Desenvolvimento econômico respeitando os limites do planeta

Entre esses tópicos, dois ganham destaque especial: investir nas pessoas e implementar a inovação de forma responsável.

IA responsável e o futuro do trabalho

A discussão sobre IA responsável vai além de questões técnicas ou de segurança. Um dos focos centrais é entender como a tecnologia pode coexistir com a geração de empregos e a proteção da força de trabalho.

O Fórum Econômico Mundial projeta que cerca de 800 milhões de jovens entrarão no mercado de trabalho na próxima década. Para absorver esse contingente, a criação de empregos precisará se acelerar, especialmente em áreas ainda inexistentes ou em fase inicial de desenvolvimento.

Estudos da entidade indicam que 22% dos empregos atuais devem mudar nos próximos cinco anos, impulsionados principalmente pela adoção da inteligência artificial. Nesse contexto, investir em requalificação profissional (upskilling) e preparar profissionais para funções emergentes torna-se essencial.

Entre as propostas que podem ganhar força em Davos estão iniciativas de apoio a pequenos negócios, programas estruturados de capacitação para jovens e a inclusão de competências ligadas à IA responsável nos currículos educacionais.

Onde surgirão os novos empregos

Apesar da previsão de extinção de cerca de 92 milhões de postos de trabalho até 2030, o Fórum Econômico Mundial estima a criação de aproximadamente 170 milhões de novas funções, resultando em um saldo positivo no emprego global.

O desafio, no entanto, está em alinhar oferta e demanda por talentos. Sem políticas eficazes de capacitação, o risco é enfrentar demissões em massa ao mesmo tempo em que empresas sofrem com a escassez de profissionais qualificados.

Os debates devem abordar quais setores concentrarão essas novas oportunidades, como cargos tradicionais serão reformulados pela IA e quais regiões do mundo terão maior demanda por determinados perfis profissionais.

Governança da IA e os riscos da “IA sombra”

Outro ponto sensível da agenda é a governança da inteligência artificial. Embora governos e empresas tenham avançado em diretrizes e regulações, ainda há um descompasso entre a adoção acelerada da tecnologia e a implementação de controles eficazes.

A chamada “IA sombra”, caracterizada pelo uso de ferramentas não autorizadas dentro das empresas, já é vista como um risco relevante. Pesquisas indicam que uma parcela significativa das organizações pode sofrer falhas de segurança associadas a esse tipo de prática, muitas vezes sem sequer ter consciência do problema.

Estudos recentes mostram que a maioria dos líderes empresariais demonstra preocupação com o uso de soluções externas de IA sem validação dos departamentos de tecnologia, o que reforça a necessidade de regras claras e alinhamento estratégico.

Um chamado à responsabilidade de longo prazo

Davos 2026 reforça a urgência de equilibrar inovação, responsabilidade e proteção da força de trabalho. Mais do que acompanhar tendências, o encontro convida líderes a repensarem estratégias de talentos, modelos de negócio e a resiliência das organizações diante de transformações cada vez mais rápidas.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: makasana/Getty Images

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