Economia

Celulose lidera exportações e consolida Mato Grosso do Sul como 2º maior produtor do Brasil

A celulose assumiu a liderança das exportações de Mato Grosso do Sul em 2025, ultrapassando commodities tradicionais como soja e carne bovina. O avanço reflete a expansão de grandes indústrias instaladas no estado, especialmente em áreas antes dedicadas à agricultura e à pecuária.

Exportações de celulose ultrapassam 5,8 milhões de toneladas

De janeiro a outubro, Mato Grosso do Sul enviou 5,8 milhões de toneladas de celulose ao mercado externo, volume que representa pouco mais de 29% de tudo o que o estado exportou no período. O desempenho coloca o MS não só como o segundo maior produtor de celulose do país, mas também como líder nacional em exportações do setor.

Expansão do eucalipto e distribuição da produção

Segundo a Famasul, o estado soma 1,79 milhão de hectares de eucalipto plantados, distribuídos em 74 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, com forte concentração na região leste.
Entre os principais polos produtivos, Ribas do Rio Pardo responde por 26,8% da produção, seguido por Três Lagoas e Água Clara, reforçando o protagonismo do chamado “corredor da celulose”.

Novas fábricas impulsionam o crescimento do setor

Atualmente, o Mato Grosso do Sul conta com quatro fábricas de celulose em operação no leste do estado. Uma quinta unidade está em construção, enquanto outras duas fábricas estão em fase de negociação para instalação — movimento que deve ampliar ainda mais a capacidade industrial nos próximos anos.

Diversificação produtiva e fortalecimento da cadeia florestal

Representantes do setor destacam que a expansão do cultivo de eucalipto trouxe maior diversificação econômica ao estado. A ampliação das áreas de floresta plantada impulsionou atividades complementares, como a produção de mudas.
Um dos destaques é um viveiro instalado há cerca de um ano e meio na região de Campo Grande, com capacidade para produzir até 500 mil mudas por mês, reforçando a cadeia florestal sul-mato-grossense.

Com informações de fontes oficiais do setor.
texto: Redação

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Comércio

Comércio regional deve crescer em 2025, projeta Cepal

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) prevê que o comércio regional voltará a ganhar força em 2025, mesmo diante dos altos aranceles dos Estados Unidos. Segundo o organismo, o impacto dessas tarifas foi mais brando do que o estimado inicialmente, como aponta seu relatório mais recente.

Exportações devem subir 5%

A Cepal estima que o valor das exportações da região avançará 5% em 2025, superando a expansão de 4,5% registrada em 2024. O crescimento virá principalmente de um aumento de 4% no volume exportado, além de um acréscimo de 1% nos preços.

O documento destaca ainda que o México, maior exportador latino-americano, deverá registrar expansão similar, com alta de 5% em seus embarques neste ano.

A menor influência dos aranceles norte-americanos se deve, segundo a Cepal, à aceleração das importações dos EUA e à formação de estoques por parte de empresas do país no primeiro trimestre. O fortalecimento do comércio entre as economias asiáticas também ajudou a amortecer os efeitos das tarifas.

Serviços mantêm ritmo forte

Embora a perspectiva para 2026 seja menos favorável, a Cepal aponta que as exportações de serviços da região devem crescer 8% em 2025, ainda que em ritmo ligeiramente inferior ao do ano anterior.

Entre janeiro e junho de 2025, o comércio total da América Latina e do Caribe registrou altas interanuais de 4% nas exportações e de 7% nas importações. Nesse período, os preços dos produtos vendidos pela região aumentaram 1,7%, revertendo a queda de 2,1% vista em 2024.

Aranceles seguem baixos em comparação global

A região enfrenta hoje uma tarifa efetiva média de 10% nos Estados Unidos — sete pontos abaixo da média global. A Cepal, porém, alerta que esse cenário pode mudar conforme o balanço comercial e outros fatores externos.

O relatório recomenda que os países latino-americanos ampliem a diversificação comercial e aprofundem a integração regional para reduzir vulnerabilidades diante de choques externos.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Economia

Dólar fecha em leve baixa com mercado à espera de dados dos EUA

Sessão marcada por cautela e menor volume

O dólar encerrou a terça-feira em leve queda no mercado brasileiro, em meio a uma sessão esvaziada de indicadores econômicos e marcada pela expectativa por dados relevantes nos Estados Unidos ao longo da semana. A divisa norte-americana refletiu sinais mistos no exterior e a postura mais cautelosa dos investidores.

O dólar à vista recuou 0,26%, fechando a R$ 5,3186 na venda. No acumulado do ano, a moeda registra baixa de 13,92%. O dólar futuro para dezembro, o contrato mais negociado na B3, também caiu, perdendo 0,19%, para R$ 5,3300.

Caso Banco Master entra no radar, mas não afeta câmbio

Durante o dia, o mercado acompanhou as notícias sobre a prisão de Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, acusado de uma possível fraude de R$ 12 bilhões. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição e suspendeu suas operações. Apesar da gravidade, o episódio não gerou impacto direto na cotação da moeda.

Oscilações limitadas e falta de direção externa

A terça-feira foi marcada por volatilidade restrita. O dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,3471 (+0,27%) às 9h26 e a mínima de R$ 5,3155 (-0,32%) às 16h19, mantendo margens estreitas de negociação.

No cenário internacional, o desempenho da moeda americana continuou heterogêneo: subia frente ao peso chileno, mas caía em relação ao peso colombiano e ao peso mexicano. O índice DXY, que mede a força do dólar contra seis moedas fortes, mostrava estabilidade em 99,551 no fim da tarde.

Expectativas por dados e eventos dos EUA

O foco dos investidores permanece voltado para uma série de divulgações nos EUA:

Balanço da Nvidia

O mercado aguarda, nesta quarta-feira, o relatório da Nvidia, que pode influenciar a percepção sobre o valor das ações de tecnologia em meio ao avanço da inteligência artificial.

Ata do Federal Reserve

Também nesta quarta, será divulgada a ata do Fed, documento crucial para entender os próximos passos da política monetária norte-americana.

Payroll na quinta-feira

Na quinta, sai o novo payroll, primeiro após o fim da paralisação parcial do governo dos EUA. O dado pode oferecer pistas sobre a possibilidade de corte de juros em dezembro.

No fim da tarde, o mercado atribuía 51,1% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,75% a 4,00%, contra 48,9% de chance de redução de 0,25 ponto percentual, segundo o CME FedWatch.


Cenário favorece entrada de capital no Brasil

A combinação entre possíveis cortes de juros nos EUA e a manutenção da Selic em 15% continua sendo vista como atrativa para investidores estrangeiros, contribuindo para manter o dólar mais baixo frente ao real.

Pela manhã, o Banco Central realizou a venda de 45 mil contratos de swap cambial, referentes à rolagem do vencimento de 1º de dezembro.


Com informações de agências de mercado.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Brasil alcança corrente de comércio de US$ 12,5 bi na segunda semana de novembro

Comércio exterior mantém ritmo estável em novembro
O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões na segunda semana de novembro de 2025. Segundo dados da Secex/MDIC, o período fechou com superávit de US$ 0,5 bilhão, resultado de exportações que somaram US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Desempenho do mês
No acumulado de novembro, as exportações alcançam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões. Com isso, o saldo comercial permanece positivo em US$ 2,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 26,4 bilhões.

Resultados no ano
Entre janeiro e 17 de novembro de 2025, o país já exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 54,677 bilhões, com corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões, reforçando o desempenho robusto do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.

Médias diárias mostram variações importantes
As exportações médias diárias até a segunda semana de novembro ficaram em US$ 1,432 bilhão, uma leve queda de 2,3% frente ao mesmo mês de 2024. Já as importações médias diárias cresceram 8,3%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio diária atingiu US$ 2.635,47 milhões, alta de 2,3% na comparação anual.

Setores exportadores: agro puxa alta, indústria extrativa recua
No recorte por setor, considerando as médias diárias até a segunda semana de novembro de 2025, o desempenho das exportações mostra:

  • Agropecuária: crescimento de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
  • Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
  • Indústria de Transformação: leve recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)

Setores importadores também avançam
Nas importações, a comparação anual revela:

  • Agropecuária: avanço de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
  • Indústria Extrativa: aumento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
  • Indústria de Transformação: crescimento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

SC lidera PIB industrial per capita na América do Sul

Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando todos os estados brasileiros e até economias nacionais como a Argentina. O resultado é atribuído à diversidade produtiva e ao alto nível de complexidade industrial do estado, impulsionados pela capacidade de inovação das empresas catarinenses.

Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, o economista Paulo Gala destacou que SC possui a menor proporção entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família no país, reflexo de uma economia baseada na indústria de transformação e em produtos de alto valor agregado. Para ele, o modelo catarinense deveria servir de referência ao restante do Brasil.

Crescimento sustentável exige inovação
Gala reforçou que, embora programas de transferência de renda sejam relevantes, o desenvolvimento econômico não pode depender exclusivamente do assistencialismo. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o crescimento nacional foi impulsionado por programas que somaram R$ 1,3 trilhão, efeito que não se traduz em ganhos permanentes de produtividade.

Segundo o economista, o país seria mais eficiente se direcionasse parte desses recursos para áreas que estimulam inovação, aumento de salários médios e expansão de setores industrializados. A renda, afirma, deve aumentar como consequência da sofisticação produtiva e do fortalecimento regional.

Diversificação garante fôlego à economia catarinense
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que, mesmo com uma leve desaceleração, Santa Catarina continua entre as economias que mais crescem no Brasil. A diversificação industrial é um dos principais fatores para esse desempenho.

Bittencourt destacou que essa variedade de setores ajudou SC a driblar os efeitos da queda das vendas aos Estados Unidos. O estado ampliou exportações para mercados já consolidados e abriu novos destinos, especialmente nos itens que lideram sua pauta exportadora. O resultado aparece na alta de 5,1% das exportações entre janeiro e outubro, mesmo diante do tarifaço.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de retomada em setores importantes na geração de empregos, impulsionada pelo possível recuo da taxa de juros. No entanto, Bittencourt projeta que, no segundo semestre, a economia pode perder ritmo. Segundo ele, o aumento da renda disponível — com a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda — e juros mais baixos podem levar a um avanço do endividamento, o que tende a frear o consumo.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Indústria

Indústria do aço na América Latina se une contra o avanço do aço chinês

O calor intenso da América Latina reflete o clima na indústria siderúrgica, que vive um momento de tensão e união diante de um inimigo comum: o aço chinês. Durante o Alacero Summit, evento que reuniu os principais executivos do setor na região, o tom foi de alerta e mobilização.

“O que está em jogo não é apenas o setor, mas o futuro industrial da América Latina”, afirmou Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Brasil e presidente da Alacero (Associação Latino-Americana do Aço). A conferência, que em outros anos abordava temas como inovação e sustentabilidade, se transformou em um palco de resistência ao avanço da China no mercado global de aço.

Exportações chinesas disparam e derrubam preços

Nos últimos dois anos, as exportações de aço da China para a América Latina cresceram 54%, pressionando os preços internacionais. O valor médio da tonelada caiu de US$ 580 em 2023 para US$ 460 em 2024, segundo dados da Alacero.

A China produz cerca de 1,2 bilhão de toneladas de aço por ano, mas consome apenas 800 milhões. “Em 11 horas, a China produz o que a Colômbia faz em um ano. Em 12 dias, chega ao total do Brasil”, comparou Ezequiel Tavernelli, copresidente da Alacero.

Atualmente, quatro em cada dez quilos de aço consumidos na América Latina são importados, e a maior parte tem origem chinesa. Essa enxurrada de produtos começou em 2021, após o estouro da bolha imobiliária na China, que levou o governo de Pequim a inundar o mercado global para manter sua economia ativa.

Política industrial chinesa intensifica a disputa

De acordo com Margaret Myers, diretora do Johns Hopkins Institute, o 15º Plano Quinquenal chinês consolidou a estratégia de exportar o excesso de produção e redirecionar políticas industriais para fora do país. Programas como o Made in China 2025 e a política de “new infrastructure” ampliaram o uso de aço em setores como carros elétricos e energia renovável, aumentando ainda mais a oferta global.

Em 2023, a América Latina recebeu 12% das exportações chinesas de aço, ficando atrás apenas do Sudeste Asiático (30%), Oriente Médio (18%) e África (16%). O resultado foi uma combinação de queda de preços, redução de mercado e desaceleração produtiva nas siderúrgicas locais, que agora enfrentam capacidade ociosa e risco de desindustrialização.

Efeitos econômicos e pressão por medidas urgentes

O impacto já é visível. A produção industrial da Argentina caiu 10% em 2023, enquanto Brasil e Colômbia enfrentam estagnação. Para o setor, sem medidas coordenadas, a pressão chinesa pode ampliar o desemprego e provocar o fechamento de fábricas.

A ArcelorMittal avalia, inclusive, se manterá seu plano de investimentos de até R$ 12 bilhões no Brasil entre 2026 e 2030. “Temos apetite para continuar investindo, mas isso depende do ambiente. Se o governo adotar cotas de importação e tarifas mais altas, o cenário pode ser favorável”, disse Jorge Oliveira.

O consenso entre os executivos é claro: as ações precisam ser rápidas e profundas. Tavernelli defende tarifas de até 50% sobre o aço chinês, a exemplo dos Estados Unidos. “Não há tempo a perder”, alertou.

União entre setores e defesa da competitividade

A preocupação com a concorrência chinesa também atinge outras indústrias. Martin Rappallini, presidente da União Industrial Argentina, destacou que “a China quer avançar em todas as cadeias produtivas, do aço ao plástico”. Ele defende que os países da região imponham limites para proteger o emprego e a geração de valor local.

Na mesma linha, o CEO da Ford América do Sul, Martin Galdeano, defendeu uma parceria mais estreita entre governos e iniciativa privada. Para ele, o desafio vai além de tarifas: é preciso criar regras equivalentes de competição. “Não sou a favor de fechar o mercado, mas queremos jogar uma Copa do Mundo com as mesmas condições, não com uma mochila de chumbo nas costas”, afirmou.

A mensagem do setor é clara: a sobrevivência da indústria latino-americana depende de reação conjunta e políticas firmes contra o aço chinês.

FONTE: Brazil Journal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Journal

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Portos

BNDES libera R$ 848 milhões para ampliar o Porto de Salvador

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 848 milhões para a Tecon Salvador, subsidiária da Wilson Sons, com o objetivo de modernizar e expandir o terminal de contêineres do Porto de Salvador, na Bahia. O aporte prevê a ampliação do pátio de armazenagem e a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, elevando a eficiência logística e a capacidade operacional do porto.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e integram a estratégia do banco de reforçar a infraestrutura logística nacional. A fase de implantação deve gerar cerca de 1.400 empregos diretos e indiretos, estimulando a economia baiana e impulsionando o setor portuário do Nordeste.

Porto de Salvador dobrará capacidade de movimentação

Com a conclusão das obras, o Tecon Salvador passará a movimentar mais de 1 milhão de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), mais que o dobro da capacidade atual, de 553 mil TEUs. A expansão consolida o porto como um polo logístico estratégico para o escoamento de exportações e importações brasileiras.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o impacto nacional do projeto. “A ampliação do terminal de Salvador vai reduzir gargalos logísticos, ampliar a integração comercial entre estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Norte e fortalecer a competitividade das exportações nacionais”, afirmou.

Mercadante destacou ainda que a iniciativa está alinhada à política do governo federal, que busca estimular exportações de produtos com maior valor agregado e fomentar o desenvolvimento regional.

Desenvolvimento regional e compromisso com o futuro

Para o diretor financeiro da Wilson Sons, Michael Connell, o investimento reforça o compromisso da companhia com o crescimento sustentável da infraestrutura portuária brasileira. “O contrato firmado com o BNDES reflete nossa visão de longo prazo. Os investimentos no Tecon Salvador aumentarão a capacidade operacional, gerarão empregos e impulsionarão o desenvolvimento econômico da Bahia”, declarou.

A ampliação do Porto de Salvador é considerada essencial para o futuro da logística nacional, fortalecendo a competitividade do Nordeste e promovendo eficiência nas operações portuárias, com impacto direto na cadeia produtiva regional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABr

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Portos

Porto de Itajaí registra crescimento de 127% e governo define cronograma de arrendamento definitivo

O Porto de Itajaí (SC) registrou um salto de 127% na movimentação de cargas entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com todo o volume movimentado em 2023. O crescimento reflete as medidas implementadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar e reestruturar a operação portuária na região.

Durante esta semana, o MPor apresentou o cronograma para o arrendamento definitivo do porto, um passo considerado essencial para consolidar a retomada do terminal. A previsão é que a modelagem técnica seja encaminhada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ainda em novembro, e posteriormente ao Tribunal de Contas da União (TCU) para aprovação final.

Porto de Itajaí supera movimentação de todo 2023 em apenas oito meses

Dados da Antaq mostram que, de janeiro a agosto de 2025, o porto catarinense movimentou 2,5 milhões de toneladas, mais que o dobro das 1,1 milhão de toneladas registradas em todo o ano anterior.

O avanço foi impulsionado, sobretudo, pela expansão da movimentação de contêineres, especialmente no segundo semestre. A expectativa é que o desempenho continue em alta com os novos investimentos previstos no modelo de arrendamento.

Arrendamento e novos projetos reforçam papel estratégico de Itajaí

Além do contrato de arrendamento definitivo, o MPor prepara a concessão do canal de acesso do porto, programada para 2026, inspirada no modelo de sucesso adotado no leilão do Porto de Paranaguá (PR) — que deve gerar R$ 1,2 bilhão em investimentos privados.

O ministério também iniciou o processo de criação da Companhia Docas de Santa Catarina, reforçando a importância de Itajaí para o desenvolvimento econômico regional e para a logística nacional.

Governo aposta em modernização e eficiência logística

“Em maio, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciamos a criação da nova autoridade portuária de Itajaí, que trará mais segurança, eficiência logística e capacidade operacional, atuando como vetor de desenvolvimento econômico e social”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

O diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, destacou que, após o período de paralisação em 2023, a agência adotou medidas emergenciais para retomar as operações por meio de um contrato transitório. “Agora é o momento de avançar para o leilão do contrato definitivo, garantindo novos investimentos e resgatando o potencial competitivo do Porto de Itajaí”, disse.

Retomada coloca Itajaí novamente no mapa dos grandes portos brasileiros

O secretário nacional de Portos, Alex Ávilla, lembrou que o terminal teve papel de destaque no passado, especialmente na exportação de proteína animal, e ressaltou a importância da nova etapa: “O porto ficou um ano e meio sem operar, mas voltou a apresentar bons resultados. O leilão definitivo é fundamental para recolocar Itajaí entre os principais portos do país.”

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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