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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Investimento, Logística, Notícias

Expansão do comércio entre países da AL terá apoio do BID; iniciativa tem inspiração brasileira

Transações dentro da região representam apenas 15% das importações e exportações totais de seus países

 

Em meio às turbulências no mapa-múndi do comércio internacional, com uma onda de novas tarifas sendo anunciadas pelo governo americano de Donald Trump, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai apoiar projetos de infraestrutura que possam acelerar a integração da América do Sul.

O Conexão Sul tem o objetivo de fortalecer o comércio intrarregional, superando barreiras logísticas para ampliar fluxos de bens e serviços, reduzir custos e avançar em competitividade e captação de investimento.

O programa é inspirado no Rotas de Integração Sul-Americana, tocado pelo governo brasileiro e iniciado em 2023.

E que prevê cinco circuitos conectando o Brasil com 12 países vizinhos, com obras de construção e de melhorias de rodovias, hidrovias, pontes e outros.

A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, que participa da Reunião Anual do BID em Santiago, no Chile, onde o programa foi lançado neta sexta-feira, sublinha que o projeto que, diante da incerteza trazida pelos EUA, se torna “ainda mais importante e necessário”.

– Temos 200 milhões de sul-americanos a nossa disposição, para comprar nossos produtos, ou seja, consumidores. E eles têm 200 milhões de brasileiros. Então, a gente dobra para nós e dobra para eles – frisa a ministra. – Paralelamente, temos uma coisa que movimenta muito a economia e gera muito emprego: turismo. Com essas rotas, vamos conseguir atrair voos regionais.

US$ 10 bilhões em financiamento
No âmbito federal, o Rotas de Integração Sul-Americana está incluído no Novo PAC. Mas conta ainda com US$ 10 bilhões em financiamento, sendo US$ 3 bilhões vindos do BNDES – apoiando estados e municípios dentro do Brasil – e o restante para as obras nos demais países e com recursos vindos de bancos multilaterais, incluindo o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), além do BID. Parte dos desembolsos já foram realizados.

Ilan Goldfajn, presidente no BID e ex-presidente do Banco Central do Brasil, destaca que o programa responde a uma demanda dos representantes dos países junto à instituição, voltado para a construção de um comércio regional de grande escala, integrado e que seja atraente a investidores.

“Com maior conectividade, cadeias de valor mais sólidas e marcos institucionais modernizados, o programa vai ajudar aos países da América do Sul a superar barreiras históricas e a gerar novas oportunidades”, afirmou ele, reconhecendo que o cenário atual pede o fortalecimento regional.

Na América do Sul, as transações intrarregionais representam apenas 15% do comércio internacional como um todo. É patamar similar ao da África, de 13%. Enquanto essa fatia alcança 40% na América do Norte, 58% na Ásia e chega a 62% na Europa.

Blocos regionais ganham força
O fortalecimento de blocos de comércio regionais, com a diversificação da cadeia de fornecedores de insumos e maior número de destinos para a exportação de bens e serviços, tem importância crescente num momento em Trump vem anunciando tarifas comerciais e exigências de nacionalização de produção dos mais diversos produtos e serviços.

Na Reunião Anual do BID, representantes de 11 países sul-americanos assinaram uma declaração de apoio ao novo programa, Brasil, Chile, Argentina e Colômbia, entre eles.

O plano do BID foi estruturado com foco em três pilares.

Avançar nessa infraestrutura de conexão entre os países é o carro-chefe, olhando para melhorias e expansão de rodovias, portos, hidrovias, redes de energia e também digitais.

Essa infraestrutura vai ajudar a impulsionar cadeias de valor da região, facilitando o comércio, desenvolvendo a produção local e aumentando a inserção desses países nos demais mercados. Haverá ainda esforços na frente regulatória, com apoio a acordos comerciais e outros marcos.

O ministro da Fazenda do Chile, Mario Marcel, destacou os gargalos econômicos da América do Sul, como o custo de transporte 40% maior que o dos Estados Unidos.

Ele frisa que os corredores das Rota Bioceânicas, que incluem o Chile, permitirão reduzir custos de transporte, melhorar a conectividade e as transações comerciais.

Isso pode ajudar a atrair investimento e fomentar inovação, abrindo camino para o esenvolvimento sustentável, disse ele.

Ainda no encontro em Santiago, o BID e o Fonplata assinaram um acordo de cooperação para trabalharem em parceria.

Na prática, isso poderá se traduzir, por exemplo, no cofinanciamento de projetos na região, inclusive dentro do Conexão Sul.

FONTE: O Globo
Expansão do comércio entre países da América do Sul terá apoio do BID, com iniciativa inspirada em projeto do Brasil | Economia | O Globo

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Comércio Exterior, Gestão, Informação, Notícias

Greve: participação de todos na Assembleia é fundamental para a nossa luta

Nesta sexta-feira (28), estaremos reunidos em Assembleia Nacional para reafirmar nossa disposição de luta.

A participação de todos os Auditores e Auditoras-Fiscais é fundamental para que possamos, juntos, enviar ao governo e à sociedade uma mensagem clara e uníssona: nós não vamos recuar. Nossa luta é justa e legítima e seguiremos a cada dia mais fortes até que nossas reivindicações sejam atendidas.

Nossa greve, que já dura quatro meses, tem gerado fortes impactos em todas as áreas da Receita Federal: nas aduanas, nos tributos internos, no Carf e até mesmo na declaração do Imposto de Renda. A mídia nacional tem noticiado intensamente a nossa mobilização, dando ênfase aos efeitos para a arrecadação de tributos e o comércio internacional. Já alertamos o governo federal para os riscos de comprometimento do orçamento e da meta fiscal caso não haja uma solução rápida para a greve dos Auditores.

Tanto o governo quanto o Congresso Nacional sabem das razões que nos levaram a ingressar em greve por tempo indeterminado no dia 26 de novembro. Foram assinados acordos pelos ministérios da Fazenda e da Gestão e da Inovação (MGI) prevendo a instalação de uma mesa de negociação dos Auditores-Fiscais. Esse seria o espaço adequado para tratar do reajuste do vencimento básico, que vem sendo corroído pela inflação, e de outras pautas relevantes para a categoria. No entanto, desde julho do ano passado, o governo está inadimplente conosco.

Sabemos da importância da arrecadação de tributos para o financiamento de políticas públicas, fundamentais para grande parte da população, e já manifestamos nosso desejo de retomar as nossas atividades e o pleno funcionamento da Receita. Mas para que isso ocorra, o governo federal precisa honrar seus compromissos e reajustar nosso vencimento básico. Cabe a cada um, Auditor-Fiscal e Auditora-Fiscal que ainda não está em greve, aderir ao movimento, cumprir as deliberações das assembleias e fortalecer as ações de mobilização.

Após a apresentação do Projeto do Imposto de Renda e da aprovação da Lei Orçamentária Anual, duas pautas urgentes que demandaram dedicação do Ministério da Fazenda, esperamos que a negociação com os Auditores-Fiscais seja a prioridade da pasta e que o ministro Fernando Haddad cumpra o compromisso com a categoria e atue fortemente em favor das nossas pautas no âmbito do MGI. Até lá, estaremos firmes e mobilizados na luta.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve: participação de todos na Assembleia é fundamental para a nossa luta – Sindifisco Nacional

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Economia, Informação, Inovação, Internacional, Negócios, Notícias, Tecnologia

Brasil e Japão fecham acordo para venda de 20 jatos da Embraer por R$ 10 bilhões

Países também avançaram nas tratativas sobre uso de etanol na aviação

A Embraer e empresas japonesas do setor aéreo ampliaram parcerias durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva àquele país. Foi concretizada a venda de 20 jatos, negócio que renderá cerca de R$ 10 bilhões à companhia brasileira, e avançaram também tratativas para o uso de um combustível à base de etanol para aeronaves, o que poderá beneficiar o agronegócio brasileiro e, em especial, a indústria sucro-energética do país.

Progrediu também para a negociação para a construção do chamado “carro do futuro” – o eVTOL, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Embraer em parceria com empresas estrangeiras.

Aeronaves

Na viagem que faz ao Japão, a comitiva brasileira anunciou, nesta quarta-feira (26), a compra, pela All Nippon Aiways (ANA), de 15 aeronaves E-190. A principal empresa aérea japonesa informou que pretende adquirir, ainda, outras cinco aeronaves – contratos que renderão, à Embraer, cerca de R$ 10 bilhões.

Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho disse que a parceria com os japoneses servirá como uma espécie de chancela para que novas vendas sejam feitas a outros países, ampliando ainda mais o horizonte de negócios da Embraer.

“E com a venda dos aviões para os mercados internacionais, precisaremos preparar mão-de-obra brasileira, estruturando nosso grande plano de preparar nossos jovens para esse novo mercado de trabalho que se desenha no Brasil, que é o da aviação”, disse o ministro ao informar que, para tanto, o Brasil já desenvolve programas de qualificação e capacitação para esse mercado de trabalho.

“Isso vai gerar emprego e renda. Vai movimentar a economia”, acrescentou ao informar que todas empresas japonesas com quem conversou garantiram que colocarão a Embraer como prioridade para seus negócios.

Combustível Sustentável de Aviação (SAF)

Avançaram também as negociações visando à adoção, pelo setor de aviação japonês, do Combustível Sustentável de Aviação (SAF), uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil.

De acordo com o governo brasileiro, esse combustível pode ser obtido a partir de diversas fontes. Entre elas, o etanol produzido a partir da cana-de-açucar.

“O SAF é um combustível que é constituído de etanol. Portanto, é significativo para indústria do agronegócio brasileiro. Além disso, estamos trabalhando ao lado de todos os ministros do Japão, inclusive o primeiro-ministro, para que 10% do combustível aqui no Japão seja feito de etanol”, informou o ministro Silvio Costa Filho.

Esse combustível pode ser obtido também a partir de resíduos da agricultura, óleo de cozinha usado, gorduras e milho, entre outros, puros ou misturados, conforme especificações técnicas de segurança. Segundo o Planalto, o Brasil tem “ampla expertise no tema”.

“Além de a gente potencializar o combustível da aviação aérea aqui no Japão, estimularemos a indústria Sucroenergética do Brasil, que dialoga com a sustentabilidade, por meio desse combustível do futuro que o Brasil tem apresentado ao mundo”, acrescentou o ministro.

Avião vertical, o veículo do futuro

Também integrando a comitiva brasileira, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que os japoneses estão também interessados no desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), um veículo 100% elétrico que é conhecido como “carro voador”.

“Nosso plano é o de que ele entre em operação até o final de 2027. É o veículo do futuro, de inovação disruptiva, ideal para países [e cidades] com trânsito intenso, como as do Japão, São Paulo, Los Angeles ou Nova York”, disse Gomes Neto ao explicar que motores elétricos são produzidos a partir de uma jointventure entre a Embraer e uma empresa japonesa.

Brasília (DF), 15/10/2024 - BNDES aprova R$ 500 milhões para Eve Air Mobility produzir o carro voador. Foto: Eve Air Mobility/Divulgação
Projeto de carro voador da Embraer. Eve Air Mobility/Divulgação

FONTE: Agencia Brasil
Brasil e Japão fecham acordo para venda de 20 jatos da Embraer | Agência Brasil

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Industria, Informação, Negócios, Notícias

Comex: autocertificação digital reduz custos e burocracia para o exportador

Válido desde 1º de março, documento que atesta a origem das mercadorias pode ser feito pelo próprio exportador, mas é preciso ficar atento para evitar multas e até perda de licença para operar no comércio exterior. Serviço da SP Chamber, da ACSP, ajuda a evitar problemas do tipo.

Desde 1º de março, está em vigor a Autocertificação de Origem, para as empresas brasileiras que exportam para a Argentina, Paraguai e Uruguai. O documento, que comprova e valida a origem dos produtos brasileiros em acordos comerciais que permitam a modalidade, garante que os exportadores daqui tenham acesso a benefícios tarifários nos países-destino.

A nova medida, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), permite que o próprio exportador emita a Declaração de Origem, com o objetivo de desburocratizar processos, reduzir custos para as empresas e alinhar as operações de comex do Brasil às melhores práticas internacionais.

Essa autodeclaração, prevista pela Portaria 373/2024, também estabelece mecanismos internos de controle em casos de suspeita de fraude de origem e reforça mecanismos de verificação e controle que já existem nos acordos comerciais. A implementação só se deu pela adoção do novo Regime de Origem do Mercosul, aprovado pelos países do bloco no ano passado.

“Como o próprio nome diz, é uma autodeclaração que irá atestar a origem da mercadoria, substituindo o Certificado Preferencial de Origem do Mercosul”, explica Ângela Garcia, coordenadora de comércio exterior da SP Chamber of Commerce, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Anualmente, são emitidos cerca de 600 mil certificados de origem no país, sendo que 35% do total são endereçados ao Mercosul, segundo a Secex. A especialista da SP Chamber lembra que o modelo de autocertificação já funciona na União Europeia, e no acordo comercial que deve ser fechado entre Brasil e UE, a modalidade entrará de forma híbrida, ou seja, com certificado de origem e com autocertificação. Porém, a previsão é que após cinco anos, o certificado de origem para este acordo seja extinto.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Com 84 anos ‘de janela’ emitindo certificados de origem do comércio exterior, a ACSP emite o documento oficial com a chancela da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Em 2024, o serviço, que garante que produtos comercializados para o exterior atendam aos critérios de origem, facilitando o comércio entre países, cresceu 15,89% no estado de São Paulo, com destaque para a Capital paulista, segundo levantamento da SP Chamber.

De acordo com a câmara de comércio, os benefícios são redução ou isenção do imposto de importação de acordo com a aplicação de tarifas preferenciais previstas no acordo, além de oferecer transparência e controle no comércio internacional.

Com a autocertificação, o processo promete ser mais ágil devido a critérios já citados, como redução de burocracia e sem necessidade de intermediários, com menor custo e mais facilidade para os exportadores, explica Ângela Garcia. As trocas comerciais também serão facilitadas, com entrada rápida no mercado-destino por serem responsabilidade exclusiva do exportador, que terá autonomia nos controles internos e nos processos de certificação.

Mas, como toda novidade, ainda há alguns poréns. Primeiro: essa certificação funciona apenas no envio de produtos do Brasil para outros países. Também há alguns riscos potenciais na autocertificação, como a não-conformidade (por possíveis avaliações internas subjetivas e propensas a erros), e a credibilidade do exportador pode até ser questionada, pois ele passa a assumir toda a responsabilidade pela veracidade ou não das informações.

Também há necessidade de manter os documentos arquivados por cinco anos, para apresentá-los ao Secex em caso de inconformidades ou uma possível detecção de irregularidades no processo. Na Facesp, a guarda desses documentos é feita na sede da entidade por um período de dez anos para maior controle e segurança.

Há ainda riscos legais, em caso de fraude, que podem levar a multas e até perda de licença por não seguir as regras oficiais das operações de comércio exterior. Isso porque há empresas que fazem o certificado de origem, e às vezes erram ou emitem informações sobre a mercadoria ser importada ou não, ou estar com limite acima do estabelecido pela regra. Até um despachante que assinar esse documento pode sofrer responsabilidade solidária em caso de inconformidade.

Se a própria empresa faz a declaração, podem surgir inconsistências nos controles, além de que algumas podem declarar ‘o que querem’ – como mandar um produto chinês para a Argentina declarando ser totalmente nacional. “A empresa precisa manter um controle rigoroso do processo para evitar essas inconsistências na declaração de origem para prevenir penalidades ou complicações”, orienta Ângela. “Isso é essencial para garantir que todas as informações sejam precisas e conformes de acordo com a legislação, evitando situações em que o produto declarado como nacional não seja compatível – o que poderia resultar em multas e sanções.”

Mesmo com a nova funcionalidade, alguns motivos apontam a importância de uma empresa certificadora homologada pelo Secex, como a ACSP, emitir o documento que atesta a origem dos produtos no comex em até 24 horas.

Na autocertificação, por exemplo, são eliminadas etapas como conferência e avaliação da equipe técnica, trazendo mais agilidade ao processo. Porém, a falta de validação e possíveis erros ou constatação de fraudes, que podem levar as empresas a uma perda de credibilidade.

Ao fazer com uma certificadora, os riscos legais e regulatórios serão compartilhados entre a empresa exportadora e a certificadora e, optar por este serviço também oferece garantia de conformidade e compliance de acordo com as regras do Mercosul.

Os custos também não são altos, pois os certificados emitidos custam entre R$ 20 (comuns) e R$ 35 (com acordos comerciais). Se na autocertificação não há custos, vale lembrar que é preciso manter controles internos rigorosos para evitar problemas, reforça Ângela Garcia.

Caso o exportador descumpra qualquer conformidade, ele pode ficar inabilitado de emitir a autocertificação por um ano, e precisa voltar a fazer com a entidade certificadora, explica Ângela. “Mas, se ele não cumprir as exigências formais de acordos comerciais, ou for constatada a atestação indevida de origem de um produto, essa inabilitação pode chegar a cinco anos.”

Para facilitar esse processo, a partir de abril a SP Chamber vai oferecer também uma plataforma para associados e não-associados, a CTRL+A, para que o exportador possa fazer o gerenciamento de informações necessárias ao processo de importação e exportação em um só lugar, mesmo que existam diversas operação acontecendo simultaneamente.

Nesta nova plataforma, a empresa conseguirá não só emitir a autodeclaração, mas também fazer controle de documentos, ter infomações sobre as classificações atualizadas além de acesso à biblioteca de documentos já emitidos.

Segundo a especialista da SP Chamber, o CTRL+A oferece planos personalizados, com valor médio de R$ 400, e acesso a serviços como declaração de produto (Declaração Juramentada de Origem) ilimitada; dashboard para visualização de processos; calendário de atividades, pagamentos e prazos; biblioteca de documentos com gerador de Invoice, Packing list e carta de instrução de embarque; pesquisa de NCM (impostos e órgãos anuentes); lista de contatos (clientes, fornecedores e prestadores de serviços); cláusula de Câmara de Mediação e Arbitragem; vinculação de processo a despachantes e o marketplace, além da plataforma 100% atualizada de acordo com o novo ROM-MERCOSUL (ou Regime de Origem Mercosul).

Para Ângela, o entendimento geral é que tudo caminha para o certificado de origem acabar. “Mas as empresas vão continuar exportando, vão precisar ainda de suporte, de consultoria e de tecnologia que assegurem o bom andamento das suas exportações e importações. Ainda há um longo processo, mas estamos habilitados e preparados para emitir qualquer documentação.”

A Secex também criou um Guia da Autocertificação, com 16 perguntas e respostas sobre o tema, para que o exportador possa entender como certificar seu produto.

FONTE: Diário do comercio
Diário do Comércio

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Mulheres no Comércio Exterior: desafios, oportunidades e o impacto do Divas do Comex Mulheres no Comércio Exterior: desafios, oportunidades e o impacto do Divas do Comex

No dia 10 de março de 2025, mais um encontro está marcado para fortalecer essa rede e impulsionar novas oportunidades para mulheres do setor. 

O comércio exterior brasileiro tem um forte protagonismo feminino: 58% dos profissionais do setor são mulheres. No entanto, os desafios ainda são grandes. A desigualdade salarial persiste, com mulheres ganhando, em média, 28,4% menos que os homens, e a ocupação de cargos de liderança ainda é baixa – apenas 13% das profissionais são proprietárias de negócios e apenas 20% das empresas exportadoras são lideradas por mulheres. 

Diante desse cenário, fortalecer a presença feminina no setor é essencial para uma economia global mais justa e próspera. Felizmente, iniciativas como o Workshop Mulheres no Comércio Internacional, vinculado ao G20, têm colocado esse tema em evidência, promovendo ações concretas para ampliar as oportunidades femininas no comércio exterior. 

Mas além das políticas públicas e iniciativas institucionais, o fortalecimento das mulheres no setor acontece também por meio da conexão e do apoio mútuo. É exatamente esse o propósito do Movimento Divas do Comex, idealizado por Renata Palmeira, CEO do site ReConecta News. 

Nos últimos dois anos, o Divas do Comex já conectou mais de mil mulheres em encontros voltados para networking, desenvolvimento profissional e trocas de experiências. E no dia 10 de março de 2025, mais um encontro está marcado para fortalecer essa rede e impulsionar novas oportunidades para mulheres do setor.  

📅 Quando? 10 de março – a partir das 18h
📍 Onde? Absolute Business & Hotel – R. Dr. Pedro Ferreira, 333 – Centro, Itajaí 

Se você é mulher e atua no comércio exterior, essa é uma oportunidade imperdível para se conectar com outras profissionais, ampliar seus conhecimentos e fortalecer sua presença no mercado. 

🚀 Vamos juntas transformar o comércio exterior em um espaço mais inclusivo e equitativo? Marque aqui uma mulher incrível que precisa conhecer esse movimento! 💜 

Confira a programação e faça a sua inscrição no link:
https://meuingresso.com.br/divas-mes-da-mulher__13725/  

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ELAS EXPORTAM Formação do Banco de Mentoras para o Programa Elas Exportam | 4ª e 5ª edições

As mulheres transformam o mundo e aquelas que têm experiência em comércio internacional podem compartilhar conhecimento, inspirar outras empreendedoras e transformar trajetórias!

Quer ajudar nessa transformação? Vem com a gente ser mentora! O hashtag#ElasExportam do MDIC e da ApexBrasil agora tem formação de Banco de Mentoras.

Se você tem experiência em exportações e quer participar, como a Lívia Baral, como a Lívia Baral, diretora de exportações da Dikoko e mentora da 3ª edição do Elas Exportam fez, pode se inscrever até 10 de março para a quarta edição ou ao longo do ano para fazer parte da quinta edição e inspirar e guiar outras mulheres empreendedoras!

💡 Banco de Mentoras 2025
As inscrições para o Banco de Mentoras ficarão abertas para inscrições ao longo do ano e as mentoras poderão ser acionadas no início das 4ª e 5ª edições do programa.

As 50 mentoras mais bem classificadas serão selecionadas para cada edição, garantindo mais tempo para preparação e menos burocracia.

🤝 Por que participar?
✅Para impactar diretamente o crescimento de outras mulheres
✅Para ampliar sua rede de contatos
✅Para aproveitar benefícios exclusivos oferecidos pelo MDIC e pela ApexBrasil

🌟 Inscreva-se: https://lnkd.in/dhxWpDik e faça parte de uma comunidade poderosa que transforma sonhos em realidade!

FONTE: Apex Brasil
Formação do Banco de Mentoras para o Programa Elas Exportam | 4ª e 5ª edições

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Com Tarifas, Subsídios e Barreiras o Protecionismo promete Redefinir o Comércio

O protecionismo econômico ressurge em 2025 como uma força dominante, moldando o comércio internacional e desafiando décadas de globalização.

Países adotam medidas como tarifas e subsídios para proteger suas economias, enquanto enfrentam os efeitos colaterais em cadeias de suprimentos e crescimento global. Este artigo explora o que é essa tendência, os instrumentos que a sustentam, seus impactos variados e como empresas e nações estão reagindo a esse movimento.

O que é Protecionismo Econômico e Por que Ele Está Voltando à Tona?

Protecionismo econômico é a prática de restringir o comércio internacional para proteger indústrias locais, usando barreiras como tarifas ou quotas. Em 2025, ele ganha força devido a crises como pandemias, tensões geopolíticas e desigualdades econômicas, levando nações a priorizar autossuficiência.

O retorno reflete preocupações com segurança nacional e empregos. Países como os EUA e a Índia buscam reduzir a dependência de importações, como chips da China, enquanto eleitores pressionam por políticas que favoreçam a produção doméstica. Esse movimento marca uma mudança após anos de livre comércio.

Principais Instrumentos do Protecionismo: Tarifas, Barreiras Não Tarifárias e Subsídios

Os instrumentos do protecionismo são variados. Tarifas, como os 25% impostos pelos EUA sobre aço em 2018, encarecem importações. Barreiras não tarifárias, incluindo normas rígidas de qualidade na UE, dificultam o acesso de produtos estrangeiros. Subsídios, como os US$ 52 bilhões da Lei CHIPS dos EUA, fortalecem indústrias locais.

Essas ferramentas são flexíveis e estratégicas. Em 2025, mais de 80 países ajustaram tarifas, segundo a OMC, enquanto subsídios agrícolas na Índia protegem 70% dos pequenos agricultores, mostrando como o protecionismo adapta-se a contextos específicos.

Impacto do Protecionismo nas Cadeias Globais de Suprimentos

O protecionismo fragmenta as cadeias globais de suprimentos em 2025. Barreiras como as tarifas EUA-China elevaram custos logísticos em 15%, forçando empresas a realocar produção. A Apple, por exemplo, expandiu fábricas na Índia para driblar restrições.

Essa ruptura reduz eficiência. Um estudo da McKinsey aponta que cadeias regionais custam 20% mais que as globais otimizadas, afetando preços e prazos. Países dependentes de exportação, como Vietnã, enfrentam quedas de até 10% nas vendas externas.

Como as Tarifas Comerciais Afetam as Economias Desenvolvidas e Emergentes?

Tarifas têm efeitos distintos. Em economias desenvolvidas, como os EUA, elas protegem empregos industriais — a siderurgia ganhou 12 mil vagas desde 2018 —, mas encarecem bens para os consumidores, elevando a inflação em 0,4%, segundo o Fed. Já emergentes, como o México, sofrem com exportações mais caras, perdendo competitividade.

Créditos: depositphotos.com / robertohunger

Para nações em desenvolvimento exportadoras de commodities, tarifas podem ser um golpe duro. O Brasil viu suas vendas de soja à China caírem 8% em 2024 devido a barreiras, enquanto países importadores ganham poder de barganha.

Casos Recentes de Protecionismo: EUA, China e União Europeia

Em 2025, EUA, China e UE lideram o protecionismo. Os EUA mantêm tarifas sobre US$ 300 bilhões em bens chineses, enquanto a Lei de Redução da Inflação injeta US$ 369 bilhões em manufatura local. A China responde com subsídios à tecnologia, como os US$ 150 bilhões para semicondutores.

A UE adota o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira, taxando importações poluentes em 10%, protegendo suas indústrias verdes. Esses casos mostram como o protecionismo varia entre estratégias econômicas e ambientais.

Efeitos do Protecionismo no Comércio Internacional e no Crescimento Econômico Global

O protecionismo reduz o comércio global em 2025. A OMC estima uma queda de 2,5% no volume de trocas desde 2022, com barreiras custando US$ 1 trilhão anualmente. O crescimento econômico desacelera, projetado em 3% pela OCDE, contra os 4% pré-pandemia.

Setores exportadores, como eletrônicos, perdem mercado, enquanto indústrias locais, como aço nos EUA, crescem 5%. Esse trade-off revela um mundo mais fragmentado, onde ganhos domésticos vêm às custas da interdependência global.

Respostas Regionais ao Protecionismo: Acordos Bilaterais e Blocos Econômicos

Regiões reagem ao protecionismo com acordos próprios. O USMCA fortalece o comércio entre EUA, México e Canadá, com 70% dos bens livres de tarifas extras. A ASEAN intensifica trocas internas, elevando o comércio em 12% desde 2023.

Blocos como a UE e o Mercosul criam zonas de livre comércio alternativas, enquanto acordos bilaterais, como Japão-Índia, driblam barreiras globais. Essas estratégias mostram uma adaptação pragmática a um mundo menos aberto.

Protecionismo vs. Globalização: Vantagens e Desvantagens para Diferentes Setores

Protecionismo beneficia setores locais sensíveis. A agricultura europeia ganha com subsídios de €60 bilhões anuais, mas exportadores de vinho perdem 15% em vendas externas. A globalização favorece indústrias de escala, como tecnologia, com cadeias globais cortando custos em 30%.

A desvantagem do protecionismo é o encarecimento de bens — eletrodomésticos subiram 10% nos EUA desde 2018. Já a globalização expõe setores frágeis à concorrência, como têxteis na África, que encolheram 20% em uma década.

Como as Empresas Estão se Adaptando ao Aumento das Barreiras Comerciais?

Empresas em 2025 ajustam estratégias às barreiras. A Toyota realocou 10% de sua produção da China para o México, reduzindo impactos de tarifas. Pequenas empresas na Indonésia usam e-commerce transfronteiriço, como Shopee, para contornar restrições, crescendo 25% em vendas.

Diversificação é chave. A Samsung agora tem fornecedores em seis países, contra três em 2020, enquanto a análise de risco geopolítico vira rotina. Essas adaptações mostram resiliência em um comércio mais restrito.

O Futuro da Globalização: Tendências e Cenários Pós-Protecionismo

Até 2030, a globalização pode evoluir ou encolher. Um cenário prevê blocos regionais dominantes, com 60% do comércio interno aos grupos, segundo a BCG. Outro aponta para uma globalização híbrida, onde tecnologias como o 5G mantêm cadeias digitais apesar de barreiras físicas.

Tendências como nearshoring — produção mais próxima do consumo — ganham força, com 30% das empresas dos EUA adotando-o em 2025. O futuro depende de como nações equilibram proteção e conexão.

FAQ

O que é protecionismo econômico?
Restrição ao comércio internacional para proteger indústrias locais com tarifas e subsídios.

Por que o protecionismo está voltando?
Crises, segurança nacional e pressão por empregos locais impulsionam seu retorno.

Como o protecionismo afeta o comércio global?
Reduz trocas em 2,5% e aumenta custos em US$ 1 trilhão ao ano.

Quais setores ganham com protecionismo?
Indústrias locais, como agricultura e manufatura, se beneficiam.

FONTE: BMC News
Com Tarifas, Subsídios e Barreiras o Protecionismo promete Redefinir o Comércio

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DDG Ellard pede apoio ao sistema multilateral de comércio em meio a desafios geopolíticos

A vice-diretora-geral Angela Ellard, falando na 54ª sessão da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu em Bruxelas em 20 de fevereiro, pediu aos parlamentares que apoiem o sistema multilateral de comércio em meio a crescentes desafios geopolíticos.

Em seu discurso, ela delineou as prioridades de negociação da organização antes da 14ª Conferência Ministerial da OMC em março de 2026 e enfatizou a necessidade de uma cooperação global mais forte para navegar pelas atuais tensões geopolíticas. Seu discurso completo está abaixo.

 Presidente Lange, estimados membros do Parlamento Europeu e do Comité Director da União Interparlamentar.

É um privilégio estar aqui com vocês hoje. Tenho um profundo apreço pelas complexidades do seu trabalho e pela posição central que ocupa na aproximação das instituições internacionais com o público que representa.

Como parlamentares, seu envolvimento em questões da OMC é essencial – não apenas para moldar a política comercial, mas para garantir que nosso trabalho traga benefícios reais e significativos ao público. Os parlamentos servem como a voz do povo nas discussões sobre o comércio global, e sua liderança é crucial para tornar o multilateralismo eficaz e responsivo às necessidades de seus cidadãos.

Hoje, quando a OMC comemora seu 30º aniversário e seu 80º início como GATT, vou me concentrar em dois tópicos urgentes. Em primeiro lugar, descreverei as prioridades de negociação delineadas pelos membros da OMC enquanto nos preparamos para a 14ª Conferência Ministerial, programada para ocorrer em março do próximo ano em Camarões. Em segundo lugar, abordarei o contexto geopolítico mais amplo – um assunto que sei que está na frente e no centro.

Peixe

Permitam-me que comece por um tema que é especialmente importante para mostrar o sucesso do sistema multilateral de comércio para a sustentabilidade económica e ambiental: os subsídios à pesca. Uma das prioridades mais prementes dos nossos deputados é assegurar a entrada em vigor do Acordo sobre as Subvenções à Pesca, ao mesmo tempo que avançamos e concluímos as negociações sobre a segunda fase, a fim de alcançar disciplinas ainda mais profundas. Esses esforços são vitais para proteger nossos oceanos e promover práticas de pesca sustentáveis em todo o mundo.

O histórico Acordo da OMC sobre Subsídios à Pesca concluído no MC12 em 2022 trouxe aos membros da OMC um grande passo mais perto de cumprir o mandato do ODS 14.6, proibindo subsídios a atividades pesqueiras consideradas entre as mais prejudiciais à sustentabilidade de nossos oceanos. Estima-se que sejam concedidos anualmente 22 mil milhões de dólares de subsídios prejudiciais à pesca. Por meio desse Acordo, os membros da OMC proibiram esses subsídios concedidos a embarcações envolvidas na pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INN), na pesca de estoques sobrepescados e na pesca em alto mar não regulamentada.

A pesca INN é responsável por aproximadamente 20% da captura mundial, esgotando os estoques globais de peixes. Além disso, a FAO estima que quase 38% dos estoques globais de peixes são sobrepescados e, por algumas medidas, a devastação é ainda maior. O AFS pode ajudar a reverter essa perda significativa e cada vez pior de recursos naturais.

No entanto, todo o potencial do Acordo só será realizado quando entrar em vigor, o que requer a aceitação de dois terços (ou 111) dos membros da OMC. Até à data, 90 deputados depositaram os seus instrumentos de aceitação, o que nos coloca a uma curta distância do nosso objectivo — precisamos apenas de mais 21.

Gostaria de agradecer sinceramente à União Europeia por ter sido uma das primeiras a aceitar o Acordo. Além disso, as contribuições generosas da UE e dos seus Estados-Membros para o Fundo das Pescas apoiarão os membros em desenvolvimento e os menos desenvolvidos na aplicação do Acordo, caso tenham depositado as suas aceitações. Estamos tão perto da entrada em vigor, mas ainda não chegamos lá. Exorto-o veementemente a continuar sua liderança, encorajando e ajudando aqueles que ainda não aceitaram formalmente o Acordo a fazê-lo o mais rápido possível. E para aqueles que estão aqui hoje do Comitê Diretor da UIP que não depositaram, conte com o Secretariado da OMC para ajudá-los da maneira que pudermos. Nosso objetivo é a entrada em vigor do Acordo antes da Terceira Conferência dos Oceanos da ONU (UNOC3), que acontecerá em junho em Nice, co-organizada pela França e pela Costa Rica. A necessidade de fazer isso é urgente e contamos com todos para trabalhar para atingir a meta.

A segunda prioridade relacionada com os subsídios à pesca é a conclusão da segunda vaga de negociações sobre disciplinas adicionais.

Na reunião do Conselho Geral da OMC em dezembro passado, ficou claro que quase todos os membros, com exceção de apenas alguns, estavam prontos para concluir as negociações com base no projeto de texto mais recente divulgado em novembro passado (TN/RL/W/285). Embora alguns deputados tenham notado que as disciplinas não são perfeitas, eles ainda reconhecem o valor substancial do pacote atual na redução de subsídios que contribuem para o excesso de capacidade e a sobrepesca. No entanto, os deputados que não apoiam o texto expressaram diferenças fundamentais.

Embora nenhum acordo seja perfeito e cada membro possa ter aspectos que deseja modificar, é do interesse de todos alcançar um resultado. Se os deputados não o fizerem, a ausência de disciplinas em matéria de excesso de capacidade e sobrepesca significará uma deterioração contínua dos recursos haliêuticos para todos. Estamos em um ponto de inflexão.

Continuamos comprometidos em levar esta segunda onda de negociações até a linha de chegada e continuaremos a contar com o engajamento construtivo dos presentes aqui hoje para tornar isso uma realidade. É necessária uma ação urgente para a sustentabilidade econômica e ambiental.

Litígios

A segunda prioridade é a reforma do sistema de resolução de litígios da OMC para garantir que as regras da OMC continuem a ser significativas em benefício de todos os membros.

Na CM12 em 2022, os membros da OMC se comprometeram a ter “um sistema de solução de controvérsias pleno e funcional acessível a todos os membros até 2024” e reiteraram esse objetivo na MC13 do ano passado. Este prazo já passou e os deputados estão atualmente trabalhando para estabelecer um caminho a seguir. Gostaria de agradecer à União Europeia e a outros nesta sala a sua posição construtiva e o seu empenhamento contínuo no processo de reforma.

Após a MC13, a reforma do sistema DS foi formalmente avançada sob a liderança do Representante Permanente das Maurícias, que, juntamente com seis co-coordenadores a nível de peritos, trabalhou para resolver as questões pendentes. Isso incluiu os tópicos de apelação/revisão, acessibilidade e “trabalhos feitos até agora”. Desde a saída do Embaixador das Maurícias em Novembro passado, o Presidente do Conselho Geral (GC) continuou a supervisionar directamente o processo de reforma, envolvendo-se com os Membros para reunir perspectivas sobre como aproveitar o progresso e avançar ainda mais na reforma.

O processo de reforma já resultou em vários projetos de textos em diferentes áreas. Nomeadamente, os deputados elaboraram um projecto substantivo avançado sobre “Reforço das capacidades” e “Assistência técnica”. Isso é crucial para aprimorar o suporte técnico que fornecemos aos membros em desenvolvimento. Embora os deputados tenham feito progressos nas discussões em torno do recurso/revisão, este continua a ser um dos aspectos mais desafiantes da reforma, e são necessários mais esforços para resolver as questões pendentes.

Sei que os nossos deputados aguardam a palavra dos Estados Unidos sobre a sua posição. Continuo esperançoso de que continuaremos a progredir neste trabalho crucial.

Enquanto isso, a OMC continua a servir como o principal fórum para resolver disputas comerciais internacionais. Oito disputas estão atualmente em andamento, juntamente com onze consultas ativas. Também observamos um aumento nas soluções negociadas entre os membros, com o processo do painel muitas vezes servindo como um catalisador para esses acordos. O trabalho de resolução de litígios na OMC continua a ser robusto.

Agricultura

Em terceiro lugar, é vital que os membros da OMC façam progressos na agricultura.

Espera-se que a agricultura seja um elemento central na agenda da CM14, especialmente devido ao seu papel fundamental no apoio à segurança alimentar e na promoção do desenvolvimento socioeconômico, particularmente em todo o continente africano. O consenso permaneceu fora de alcance quanto ao processo e ao cronograma para essas negociações. Como presidente cessante das negociações delineadas em seu recente relatório (JOB/AG/265), restabelecer a confiança e estabelecer metas confiáveis é essencial para restaurar progressivamente um processo de negociação eficaz e alcançar um resultado agrícola em março de 2025 em Yaoundé.

Iniciativas plurilaterais

A quarta prioridade é que os membros encontrem uma maneira de incorporar os resultados das iniciativas conjuntas plurilaterais – o Acordo de Facilitação de Investimentos para o Desenvolvimento (IFD) e o Acordo sobre Comércio Eletrônico – no conjunto de regras da OMC.

Estas iniciativas plurilaterais representam a oportunidade para os membros que partilham as mesmas ideias estabelecerem entre si regras novas e ambiciosas e abrirem novos caminhos no âmbito da OMC. Coexistem com o conceito de multilateralismo e não reduzem quaisquer direitos da OMC para os não participantes.

O Acordo IFD tem atualmente 126 membros da OMC como partes, incluindo 90 membros em desenvolvimento e 27 membros dos PMA, bem como a UE. Tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável, melhorando o clima de investimento por meio de maior transparência e previsibilidade, e facilitar os fluxos de investimento, particularmente para os membros em desenvolvimento e dos PMA. Os proponentes do Acordo procuram incorporá-lo ao Anexo IV do Acordo OMC como um acordo plurilateral, com seus benefícios aplicados em uma base NMF a todos os membros da OMC. Fazer isso requer consenso entre nossos membros. No entanto, alguns deputados manifestaram oposição à sua incorporação, invocando preocupações sistémicas e o impacto no multilateralismo. Os proponentes continuam trabalhando para traçar um caminho para integrar essas importantes disciplinas ao livro de regras da OMC.

Noventa e um membros da OMC, incluindo a UE, concluíram as negociações sobre o texto do Acordo sobre Comércio Electrónico e apresentaram-no anteontem ao Conselho Geral para incorporação no conjunto de regras da OMC. O Acordo visa permitir transações eletrônicas e promover a facilitação do comércio digital, garantir um ambiente aberto para o comércio digital e promover a confiança no comércio eletrônico. Contém igualmente disposições sobre cooperação e desenvolvimento. Tal como acontece com o IFD, alguns deputados opõem-se por motivos sistémicos.

Trabalhos multilaterais sobre o comércio electrónico

Em termos de trabalho multilateral sobre comércio eletrônico, o engajamento continua no âmbito do programa de trabalho multilateral sobre comércio eletrônico, conforme descrito na Decisão MC13, a ser concluído até MC14. Em janeiro, realizamos uma discussão dedicada sobre como reduzir a exclusão digital, com foco em infraestrutura, conectividade e acesso à Internet. Outra sessão em fevereiro explorará estruturas legais e regulatórias, incluindo proteção ao consumidor, privacidade e segurança cibernética. Essas sessões visam compartilhar experiências nacionais, aprofundar temas-chave e refletir sobre ideias acionáveis. O objetivo é identificar etapas e recomendações concretas para consideração dos ministros no MC14.

Outro ponto crítico de decisão é se deve estender a moratória sobre a cobrança de impostos sobre transmissões digitais, que expira em 31 de março de 2026 ou no MC14, o que ocorrer primeiro. Em dezembro, convocamos uma sessão informativa dedicada com contribuições do Secretariado da OMC, FMI, UNCTAD, OCDE e South Centre. A sessão teve como objetivo revisar os estudos existentes sobre o impacto da moratória, promover discussões sobre seu escopo e definição e explorar abordagens alternativas de tributação. Eu encorajo você a se envolver em um diálogo aberto e explorar elementos que possam ajudar a estabelecer um terreno comum para avançar nesta importante questão.

Desenvolvimento

Cada uma dessas linhas de trabalho carrega uma forte dimensão de desenvolvimento, que continua sendo uma prioridade para muitos de nossos membros, já que os países em desenvolvimento representam dois terços de nossos membros. Apenas algumas semanas atrás, os membros da OMC realizaram um retiro voltado para o futuro focado em alavancar o comércio como uma ferramenta para o desenvolvimento e traçar um caminho a seguir. Vamos aproveitar esse engajamento bem-sucedido na preparação para o MC14.

Contexto geopolítico

Senhores Deputados, seria negligente não dizer nada sobre a actual situação geopolítica e o seu impacto no comércio. Vivemos em tempos tumultuados – tempos em que medidas comerciais e também contramedidas são anunciadas e implementadas em poucos dias, às vezes horas. O clima de incerteza afeta as empresas que operam internacionalmente e dependem de cadeias de suprimentos espalhadas por diferentes cantos do mundo. Essa volatilidade pode perturbar a estabilidade econômica, afetar os planos de investimento e perturbar as cadeias de suprimentos não apenas na Europa, mas em todo o mundo.

É em tempos como estes que um ambiente comercial estável e previsível, ancorado pelo sistema multilateral de comércio e pela Organização Mundial do Comércio, é mais necessário do que nunca. Fomos estabelecidos e projetados para promover transparência, estabilidade e previsibilidade no comércio global. Nos últimos 30 anos, a OMC – que é uma entidade composta por seus membros – tem trabalhado diligentemente para defender esses princípios, para garantir um ambiente de negócios que promova o crescimento e a cooperação. A OMC continua a cobrir 80% do comércio mundial, que permanece inalterado apesar dos recentes desenvolvimentos. Nenhum membro domina o sistema – nem mesmo os Estados Unidos, que respondem por 15,9% do comércio global.

A Europa, com o seu compromisso com mercados abertos e uma ordem comercial baseada em regras, tem sido uma pedra angular do sistema multilateral e há muito que defende a causa do multilateralismo e de um ambiente comercial previsível.

No entanto, lembremo-nos de que o sistema multilateral não pode ser dado como certo. Sua força e eficácia não são automáticas; depende de vós, seus deputados. Nossas estimativas indicam que um colapso da ordem de negociação pode resultar em uma perda impressionante de dois dígitos no PIB global. E mesmo a mera presença de incerteza destrói nossa prosperidade coletiva, corroendo o bem-estar pouco a pouco.

É por isso que hoje apelo a vocês com um lembrete importante: o futuro do sistema multilateral de comércio e o papel da OMC como guardiã da segurança e da previsibilidade no comércio global estão em suas mãos.

Se valoriza a OMC, por favor, ajude-nos a cumprir a agenda de negociações que acabo de expor.

Se consideram as regras da OMC inadequadas ou imperfeitas, encorajo-o a colaborar com outros membros para as reforçar e melhorar.

Se pensa que os seus interesses estão a ser prejudicados por medidas tomadas por outros membros, exorto-o a fazer pleno uso da plataforma da OMC — quer através das nossas comissões, de consultas bilaterais ou do sistema de resolução de litígios — para abordar e resolver estas questões de forma construtiva.

E ao considerar a aplicação de suas próprias medidas comerciais, particularmente em resposta às tomadas por outros, exorto-o a permanecer equilibrado e considerar não apenas os efeitos imediatos, mas também as consequências mais amplas e de longo prazo, sobre os consumidores, as indústrias e o sistema de comércio global. E não esqueçamos o impacto nos países em desenvolvimento – quando os elefantes lutam, a grama é pisoteada. E isso machuca os elefantes também.

Em uma época em que o comércio é cada vez mais interrompido por ações imprevisíveis e desestabilizadoras, seu apoio é crucial para garantir que o sistema baseado em regras que trabalhamos tanto para construir perdure, beneficiando a todos.

FONTE: OMC Noticias
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Aeroporto do Galeão bate novo recorde em importações de carga

Recorde comprova acerto na política de reduzir voos de passageiros no Santos Dumont e aumentar no Galeão

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) continua a se destacar no cenário global de logística e transporte aéreo de carga, alcançando, em 2024, um novo recorde pelo terceiro ano consecutivo. Com um valor superior a US$ 13 bilhões em importações de carga, equivalente a mais de R$ 75 bilhões, o Galeão reforça sua importância estratégica para o setor, não só para o Brasil, mas para o transporte global de mercadorias.

Para a Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Rio Indústria), este crescimento contínuo de 18% em valor e 16% em peso reflete a consolidação do aeroporto como um hub essencial para importações, com destaque para os setores de transporte aéreo, petróleo e gás, farmacêutico, automotivo e têxtil.

O recorde foi exaltado pelo ex-secretário estadual Wagner Victer: “Sempre falamos que isso aconteceria como uma derivada segunda desse processo da retomada do Galeão, pois normalmente 60% da carga é naturalmente movimentada na chamada ‘barriga’ dos aviões de passageiros, e, consequentemente, o maior número de voos e de conectividades pelo Galeão permitiria a maior movimentação, o que não era feito via [aeroporto] Santos Dumont, onde não há essa infraestrutura de cargas e de armazenamento.”

“Isso permitiu os operadores do RIOgaleão reduzirem os custos de movimentar cargas e o próprio tempo de desembaraço, contrastando com Guarulhos que se mostrou totalmente ineficaz nessa comparação”, destaca Victer. “Com isso, reduzimos os custos logísticos da indústria de bens e de serviços do Rio, nos tornamos regionalmente mais competitivos, e essa maior movimentação aumentou a arrecadação de impostos no Rio de Janeiro e, consequentemente, são mais empregos gerados”, afirma o ex-secretário.

A redução no tempo médio de permanência das cargas, que caiu para 31h05m, demonstra um avanço significativo na eficiência operacional, predominante para a competitividade da logística internacional. Os dados são da concessionária RIO galeão e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Sérgio Duarte, presidente da Rio Indústria, ressalta que a ampliação das rotas internacionais, especialmente com os Estados Unidos e a Europa, e a introdução de novas rotas, como a cargueira da Atlas Air, são fatores determinantes para esse sucesso.

“O Galeão tem se mostrado cada vez mais preparado para atender à crescente demanda do mercado global. A melhoria na infraestrutura e a eficiência nos processos têm sido fundamentais para garantir que os produtos cheguem com maior agilidade, o que é necessário em um cenário de alta volatilidade econômica”, afirmou.

A queda nos custos logísticos, com uma média de 24% a menos no frete aéreo para mercadorias provenientes dos EUA e 7% para as vindas da Europa, também é um reflexo da melhoria contínua na competitividade do Aeroporto do Galeão. Para a Rio Indústria, esse cenário é visto como um sinal positivo para o setor de comércio internacional, visto que uma logística mais acessível contribui diretamente para o fortalecimento das relações comerciais e da economia global.

“Dessa forma, o Aeroporto do Galeão não apenas se consolida como um polo de transporte aéreo de cargas, mas também como um motor de desenvolvimento econômico, conectando o Brasil ao mundo e abrindo novas possibilidades para empresas que dependem da agilidade e redução de custos para se manterem competitivas”, conclui Sérgio Duarte.

FONTE: Monitor Mercantil
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    Qual é o valor monetário da frota mercante mundial?

    Uma avaliação significativa das atividades de transporte na década de 2020 é que o valor da frota global, incluindo embarcações feitas sob encomenda, ultrapassasse US$ 2 trilhões pela primeira vez, de acordo com a Clarksons Research.

    Conforme relatado por Splash, em comparação, um Um navio mercante global, incluindo uma carteira de ordenes, valia US$ 1,2 trilhão em 2020 . Os preços das novas construções foram carregados no ano passado para nivelar quase recordes, enquanto Os preços de venda e compra aumentaram durante a maior parte do ano , exceto no quarto trimestre. Demolição níveis permanecerão baixos, 20% abaixo dos níveis máximos de 2023.

    Steve Gordon , chef global da Clarksons Research, comentou: “Um forte ambiente de compras persistirá até 2024, na medida em que o Gerente de Transportes interrupções e complexidades nas cadeias de preços globais . E, apesar da flexibilização de taxas e preços do S&P em alguns mercados no quarto trimestre (S&P prices) A renovação da frota subjacente tem ajudado a impulsionar o mercado de novas construções mais ativas desde 2007. “

    Quem lidera o mundo na construção de navios mercantes?

    Na última década, A China gradualmente conquistou um papel vital na construção global de navios mercantes , A ponto de assumir o primeiro lugar com uma posição dominante em uma indústria-chave para o Comércio internacional , deslocando os participantes tradicionais do conjunto.

    Especificamente, de acordo com dados da Intermodal e da Clarksons, As fábricas chinesas respondem por 65% do total de pedidos de navios mercantes atualmente em desenvolvimento , em comparação com 10% em 2000. Em particular, as plantas chinesas estão sendo produzidas, em novembro passado, Um total de 3.256 navios com uma tonelagem bruta de 224.000 toneladas , um volume que, para seu próprio tempo, implica um Aumento de 37% em relação a 2023 , no seu conjunto, o número de encomendas de navios mercantes aumentou 21 % durante o mesmo período.

    Ao mesmo tempo, a A participação de investidores japoneses e sul-coreanos caiu drasticamente para 73% no início do século XXI para 31% hoje. Esse fator consolida o papel preponderante que a China conquistou nas cadeias de repressão em todo o mundo Não se limita a se tornar uma fábrica do planeta, mas também coloca o país asiático como um dos principais players do tráfego marítimo internacional.

    FONTE: Mas Container Logística & trade News
    Qual é o valor atual do imposto global sobre frotas mercantes?

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