Informação, Tecnologia

Indústria 4.0: Como o Big Data impacta o chão de fábrica

Quando o assunto é uso de dados, se a Tecnologia da Informação e a Tecnologia Operacional não estiverem alinhadas e integradas, sua empresa não terá destaque, correndo o risco de ficar para trás.

Big Data é um dos termos mais utilizados no mundo corporativo hoje em dia. E não é para menos: a coleta e análise de dados é algo fundamental para uma empresa operar com o máximo de sua capacidade produtiva.

O conceito na prática prevê a utilização de tecnologias que automatizem o processamento de grandes quantidades de informações, sempre com alto desempenho.

Esses dados podem vir de várias fontes: cadastros de clientes, análises de mercado, redes sociais, dados compartilhados por smartphones e até as boas e velhas pesquisas.

Com isso em mãos, uma empresa pode criar processos internos mais eficazes, reduzir custos, repensar estratégias e criar novos produtos e soluções para oferecer a seus clientes, se necessário. Além disso tudo, a big data pode ser uma das maiores aliadas da análise preditiva: ao identificar certos padrões em seus dados, uma companhia pode se antecipar às mudanças de mercado, driblando possíveis crises e tendo uma vantagem estratégica sobre suas concorrentes.

Como o volume de informações é muito grande, e o próprio setor industrial está o tempo todo mudando e evoluindo, é importante que haja uma convergência entre TI (Tecnologia da Informação) e OT (Operational technology ou Tecnologia Operacional em português) dentro das empresas.

COMO FAZER A CONVERGÊNCIA ENTRE TI E OT

Este talvez seja o cerne da Indústria 4.0: como a Tecnologia da informação e a Tecnologia Operacional passam a trabalhar juntas, por meio de uma interface que possibilite a integração entre elas.

Antigamente, a OT era controlada de forma local, pelos operadores de máquinas. Eles tinham o conhecimento técnico e algumas ferramentas para extrair dados de maquinários e linhas de produção, mas tudo era muito compartimentalizado: não havia uma nuvem conectada à internet para unificar os dados e permitir uma análise à distância.

A convergência de TI e OT chega justamente para, por meio de sistemas inteligentes, permitir que a OT seja monitorada e controlada pela TI. Algumas empresas já perceberam essa movimentação e começaram a criar estratégias e ferramentas para auxiliar nesse cenário, como é o caso de muitas startups, com as quais já trabalhei e que estão revolucionando o setor de dados industriais.

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA INDÚSTRIA

A grande sacada dessas empresas é levar o conceito de Big Data para o “chão de fábrica” por meio da convergência de tecnologias que expliquei acima. Elas desenvolveram uma plataforma de inteligência artificial exclusiva para o ambiente industrial, que coleta e analisa dados de diversas fontes e permite que gestores e especialistas possam acompanhar, em tempo real, as condições de produção de suas máquinas, linhas de montagem e fábricas.

Utilizando uma combinação de sensores com um software próprio (normalmente plataformas SaaS), podem ser mensurados, por exemplo, índices de temperatura, pressão, umidade, vibração e outros elementos que podem estar comprometendo a produtividade de maquinários e linhas de produção.

Os dados coletados passam pelo Data Pipeline, onde conteúdos não estruturados e desordenados são convertidos em dados contextualizados em tempo real. Este processo otimiza a obtenção de insights que podem ser colocados em prática com agilidade.

E não para por aí: a própria plataforma aplica algoritmos de machine learning e análise avançada de dados para identificar problemas e anormalidades dentro do processo, podendo sugerir ações operacionais estratégicas sob medida para o problema identificado.

QUEM SE BENEFICIA COM ESSA TECNOLOGIA?

Por meio dos dados obtidos, diversos profissionais podem ter mais assertividade em suas funções. O Diretor Industrial, por exemplo, pode acompanhar KPIs e métricas padronizadas para comparar plantas e divisões, o que ajuda a implementar melhores práticas.

Já o Gerente de Planta é capaz de ver, em tempo real, as condições de todas as máquinas do chão de fábrica, podendo resolver problemas, antecipar ações e tomar decisões imediatas melhor embasadas.

O Operador de Máquina, por sua vez, trabalha com mais segurança, pois consegue avaliar em tempo real as condições do equipamento que está operando. Por fim, os gestores e analistas de dados contam com dados limpos e confiáveis para executarem planejamentos e traçarem objetivos estratégicos.

Entendeu agora porque a Big Data e os conceitos tecnológicos da Indústria 4.0 são tão importantes até mesmo no “chão de fábrica”? Se as empresas e gestores olharem de outra forma para essa questão, terão resultados ainda mais positivos.

O que você acha que ainda impede as empresas de fazer essa convergência?

Fonte: StartSe

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Oportunidade de Mercado, Tecnologia

Vagas abertas! Mercado Livre quer contratar 4 mil funcionários no Brasil

As vagas são para diversas áreas da companhia; confira a lista completa

Tem o sonho de trabalhar em uma grande empresa de tecnologia? Agora, você pode se candidatar para uma das 4 mil vagas do Mercado Livre. A companhia espera alcançar 16 mil funcionários no país ainda este ano – um crescimento de 31% em comparação a 2021.

As contratações são para o marketplace e Mercado Pago, braço financeiro da companhia. As vagas fazem parte do plano da empresa de investir R$ 17 bilhões na operação brasileira neste ano.

Mas a aposta não é apenas no Brasil: a expectativa da empresa é de atingir 44 mil funcionários em toda a região. Confira todas as vagas disponíveis.

TRABALHO FLEXÍVEL

Desde o início da pandemia, muitas empresas não retornaram ao trabalho 100% presencial – e o Mercado Livre é uma delas. As vagas administrativas são aptas ao trabalho flexível (ou seja, que une o remoto e presencial).

“Trabalhamos de maneira remota, com opção de estar no escritório, mas também estabelecemos momentos para que os times se encontrem e co-criem o melhor lugar para trabalharem”, disse Patrícia Monteiro de Araújo, diretora do setor de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, no anúncio.

DA TECNOLOGIA À LOGÍSTICA E CRIPTOMOEDAS

Há posições abertas no setor de prevenção à fraude, logística, tecnologia, relacionamento com o cliente, novos negócios, vendas, administração, jurídica, entre outros. Algumas vagas contemplam pessoas com deficiência. Acesse a lista completa de vagas no Brasil.

OS PLANOS DO MERCADO LIVRE

O Mercado Livre não é uma empresa nova: ele foi criado em 1999, mas segue em pleno crescimento. A companhia foi considerada a mais valiosa da América Latina em 2021, desbancando a Vale. Conheça a história e estratégia de sucesso.

Além do investimento no varejo, através do live commerce, a empresa está apostando em finanças e logística. Em novembro do ano passado, ela anunciou que irá oferecer a compra, venda e armazenamento de Bitcoins para alguns clientes no país (pois ainda está em fase de testes). 

Mais recentemente, em abril deste ano, o anúncio foi de uma parceria com a Gol para utilizar aviões em suas entregas. O objetivo é se diferenciar da crescente concorrência ao acelerar as entregas, mesmo em locais mais distantes dos centros de distribuição, como o norte e nordeste do Brasil.

Fonte: StartSe

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Tecnologia

10 profissões que podem sumir no Brasil por causa da tecnologia

Segundo pesquisadores, cerca de 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação. Saiba quais profissões estão em risco e quais são as mais protegidas!

Será que a sua profissão está com os dias contados no Brasil? Talvez. Isso porque, segundo pesquisadores brasileiros, 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação.

Mas calma. O objetivo do estudo não é criar uma onda de pânico, mas servir de alerta ao indicar que novas tecnologias podem substituir grande parte dos empregos brasileiros.

Segundo os pesquisadores, é “por meio de políticas efetivas” que o país pode aliviar ou “até mesmo evitar, a perda maciça de empregos devido à automação, nas próximas décadas.”

Outro dado da pesquisa é que o setor de trabalho informal tem maior probabilidade de ver seus empregos serem substituídos por máquinas do que os que têm carteira assinada. Mas afinal, será que o seu está na lista? Confira abaixo:

10 profissões que podem acabar 

Diante do levantamento, a BBC News Brasil, pediu aos pesquisadores da ISE Business School e Consultoria IDados que levantassem as 10 áreas com maiores chances de acabar e as 10 com menor probabilidade de sumir por causa da tecnologia. Confira:

1 – Operadores de entrada de dados (digitador) – 99%

2 – Profissionais de nível médio de direito e afins (assistente) – 99%

3 – Agentes de seguros – 99%

4 – Operadores de máquinas para fabricar equipamentos fotográficos – 99%

5 – Vendedores por telefone – 99%

6 – Despachantes aduaneiros – 99%

7 – Contabilistas e guarda livros – 98%

8 – Secretários jurídicos – 98%

9 – Condutores de automóveis, táxis e caminhonetes – 98%

10 – Balconistas e vendedores de lojas – 98%

Profissões com menor chance de automação

1 – Dietistas e nutricionistas – 0.4%

2 – Gerentes de hotéis – 0.4%

3 – Especialistas em métodos pedagógicos – 0.4%

4 – Médicos especialistas – 0.4%

5 – Médicos gerais – 0.4%

6 – Fonoaudiólogos e logopedistas – 0.5%

7 – Trabalhadores do sexo – 0.6%

8 – Dirigentes de serviços de bem estar social – 0.7%

9 – Psicólogos – 0.7%

10 – Dirigentes de serviços de educação – 0.7%

POR QUE IMPORTA?

É importante ficar de olho nas áreas que têm maiores chances de serem automatizadas para que você possa ficar um passo à frente. Por exemplo, se a sua profissão está na lista, você precisa buscar formas de se atualizar na sua área. Afinal, por mais que as automações substituam profissões, será necessário pessoas que desenvolvam e utilizem as tecnologias.

Com tantas profissões desaparecendo: sua carreira está em risco?

Se você não fizer alguma coisa, a resposta é SIM. Hoje em dia, um profissional não pode depender da empresa na qual atua, nem deixar de se atualizar, se o seu objetivo for uma carreira competitiva de sucesso.

Fonte: StartSe

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Economia, Internacional, Notícias, Tecnologia

Google retoma ferramenta de cotação do dólar 4 meses após erros e suspensão

O Google reativou nesta quinta-feira (24) sua ferramenta de cotação do dólar e outras moedas. O recurso havia sido suspenso em dezembro, após casos em que a plataforma mostrou o valor errado de negociação da moeda norte-americana.

Em nota, o Google afirmou que o recurso “está voltando a ficar disponível” depois de “ajustes significativos e salvaguardas adicionais, incluindo o bloqueio de atualizações de dados de conversão aos finais de semana e feriados e a exibição da fonte dos dados.”

“O Google está comprometido em oferecer informações precisas e confiáveis. Em dezembro do ano passado, removemos da Busca o nosso painel de conversão de moedas para o Real por conta de dificuldades com nosso provedor de dados terceirizado”, acrescentou a empresa.

Relembre o caso

A companhia suspendeu sua ferramenta de cotação do dólar no dia 26 de dezembro, após a plataforma apresentar, um dia antes, o valor errado da moeda.

O recurso do Google informou que o valor de negociação da moeda norte-americana estava em R$ 6,36 no dia 25 de dezembro, data em que os mercados ficaram fechados para negociação por conta do feriado do Natal.

Porém, a moeda havia encerrado a R$ 6,18 no último dia de negociações antes do feriado. Com isso, a ferramenta apresentou uma cotação R$ 0,18 mais alta em relação ao dado correto.

O erro levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a pedir informações ao Banco Central do Brasil (BC) para que pudesse basear a apuração sobre as informações erradas.

Outros erros

Esse não tinha sido o primeiro registro de equívoco na plataforma. No início de novembro, o Google já havia mostrado o valor errado da moeda norte-americana em relação ao real, indicando que a divisa estaria em R$ 6,17 — quando, na verdade, havia encerrado em R$ 5,67.

À época, o Google afirmou ao g1 que os recursos de busca, como o de câmbio, são baseados em dados de terceiros. “Em caso de imprecisões, nós removemos as informações da busca e trabalhamos com o provedor dos dados para ajustá-las o mais breve possível”, disse.

Os erros ocorreram em um momento em que o dólar disparou e atingiu valores recordes.

O movimento foi consequência, principalmente, da insatisfação do mercado financeiro com o pacote de cortes de gastos detalhado em novembro pelo governo federal, além do anúncio da proposta do governo de isenção do Imposto de Renda (IR).

Diante da preocupação dos investidores com o quadro fiscal brasileiro, a moeda disparou e chegou a R$ 6,26 em 18 de dezembro, dias depois de alcançar pela primeira vez a marca de R$ 6.

Fonte: Diário do Brasil


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Comércio, Logística, Notícias, Tecnologia

GWM vai produzir picape Poer a diesel no Brasil

Modelo será produzido em Iracemápolis, em São Paulo, e irá receber motorização híbrida

As picapes serão montadas na fábrica da GWM em Iracemápolis, em São Paulo. Duas opções de motorizações serão produzidas: uma a diesel, provavelmente com o novo motor 2.4 turbo da companhia, e outra híbrida plug-in com motor a combustão movido a gasolina.

Apesar de ambas as motorizações já estarem confirmadas, ainda não há confirmação de que chegarão ao mesmo tempo no mercado nacional. Há a possibilidade; segundo a empresa, de que apenas uma opção seja lançada neste ano.

“Somos líderes na China vendendo picapes a diesel. Isso já está no nosso DNA. Sempre tivemos o diesel no radar para o Brasil [.] Não queremos um produto de nicho. Queremos cobrir o mercado.”, disse Ricardo Bastos, diretor para assuntos institucionais da GWM Brasil.

Será a primeira experiência da GWM no país vendendo carros com motores puramente a combustão. A marca chegou com o status de ‘autotech’, apenas com opções híbridas e totalmente elétricas no catálogo.

Perguntado se o lançamento de um modelo a diesel era um passo atrás para a companhia, o diretor institucional diz: “acho que é um passo para frente. Ao invés de insistir com uma coisa que eu acho que talvez vá bater na parede [não ter sucesso], vou com o veículo certo. Hoje, sabemos que o mercado de diesel, para trabalho, é o mais relevante”.

A escolha de trazer a motorização a diesel acontece depois das baixas vendas da picape Shark, da BYD, uma das principais concorrentes da GWM no mercado nacional.

A chegada da concorrente foi citada pela GWM como um dos fatores que influenciaram na decisão de vender a picape a diesel no país.

A BYD Shark foi lançada com motorização híbrida, preço de R$ 379.800. Em fevereiro deste ano, a picape recebeu um desconto de R$ 40 mil para impulsionar as vendas.

A fábrica da GWM deve ser inaugurada na metade deste ano.

Entre os meses de junho e julho, três modelos serão fabricados localmente: o Haval h6 (em todas as versões), que hoje é importado pela companhia, as novas picapes da linha Poer e também, no futuro, um novo SUV (da linha Haval ou Tank), que será feito com a base das picapes e vai usar a mesma motorização (2.4 turbo diesel ou híbrido plug-in a gasolina).

A data para a chegada no novo SUV não foi confirmada.

Fonte: CNN Brasil


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Inovação, Logística, Portos, Tecnologia

Portonave investe R$ 1,5 bilhão em equipamentos 100% elétricos e obra de adequação do cais

Para manter a eficiência na produtividade e atender ao crescimento do volume de cargas movimentadas, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, localizado em Navegantes, Santa Catarina, investe R$ 439 milhões em novos equipamentos. A aquisição contempla dois guindastes Ship-to-Shore (STS) destinados a fazer o embarque e
desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio, uma Reach Stacker, empilhadeira de grande porte, e dois modernos Scanners.

Os equipamentos 100% elétricos reforçam o compromisso da Portonave com a descarbonização, uma vez que contribuirão na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Terminal. A previsão é que os Scanners estejam disponíveis para uso até junho deste ano, e os demais equipamentos entrem em operação em 2026.

O investimento nos equipamentos foi realizado dentro do regime tributário chamado Reporto, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II),
a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Guindastes de cais vão atender os maiores navios
Adquiridos junto à fabricante chinesa Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPMC), os guindastes movimentam cargas de até 100 toneladas a uma altura de 55 metros e têm capacidade para operar nos maiores navios em circulação atualmente no mundo, com 400 metros de comprimento e 61 metros de boca (largura), e possuem alcance de lança de até 25 fileiras de contêineres. Os novos STSs serão os primeiros desse porte no Brasil.

Outros recursos dos equipamentos vão tornar a operação mais eficiente. Entre eles, câmeras distribuídas pela estrutura para auxiliar a visão do operador, sensores de segurança que rastreiam eventuais obstáculos para evitar colisão durante o empilhamento das unidades e um sistema por laser que indica o local onde as carretas devem ficar posicionadas sob o equipamento, o que torna o ambiente de elevação das cargas mais seguro, porque dispensa
a circulação de pessoas no solo.

Equipamentos de pátio elétricos e mais seguros
Os 14 novos RTGs podem movimentar 41 toneladas e empilhar até sete unidades de contêineres de altura. Os equipamentos são elétricos e alimentados por baterias que trabalharão em conjunto com o sistema de eletrificação presente no pátio do Terminal e que atendem os demais RTGs existentes, que foram eletrificados em 2016.

Os equipamentos vêm com recursos modernos e eficientes para facilitar o manuseio, oferecem segurança e mais rapidez na manutenção. Ao levantar o contêiner, o operador é informado por meio de uma tela sobre o peso da unidade. Além disso, há sensores de segurança que evitam colisão durante o empilhamento e traslado, frenagem de emergência na elevação e controle eletrônico de balanço de carga. Outro avanço é a lubrificação que ocorre de forma automática. Assim o sistema evita o excesso de exposição de profissionais na operação, o que dá mais segurança e economia de tempo. Os RTGs são da marca Konecranes, fabricados na Finlândia e montados na China.

Outro equipamento de pátio adquirido é a Reach Stacker e também será a primeira 100% elétrica a operar no Brasil. A nova máquina tem capacidade de empilhar seis contêineres de até 45 toneladas. A bateria opera por até oito horas ininterruptas, com 75 minutos de carregamento, e é equipada com sistema eficiente que oferece segurança sem comprometer a produtividade. As Reach Stackers usam câmeras que acusam presença de pedestres, radar
que identifica obstáculos para evitar colisão e até bafômetro que o operador precisa fazern para que o equipamento possa ser ligado.

Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia já tem 318 placas solares espalhadas pela empresa.

Mais eficiência para vistoria de cargas
Os dois novos Scanners, aparelhos usados para inspecionar contêineres previamente designados pela Receita Federal, são fabricados pela empresa brasileira VMI Security e operam integrados ao sistema aduaneiro do Terminal.

Com a aquisição, os procedimentos serão otimizados e darão mais segurança aos processos de análise e vistoria de cargas feitos pela Receita. O órgão conta também com uso de inteligência artificial na avaliação de mercadorias e laudo de inspeção.

Além dos equipamentos, uma moderna estrutura está em construção para que os aparelhos possam ser instalados de forma que fiquem protegidos de condições climáticas adversas e que facilite a manutenção.

Com as novas aquisições, a Portonave terá no total 8 STSs, 32 RTGs, 7 Reach Stackers e 4 Scanners para inspeção de cargas, 4 empilhadeiras de contêineres vazios e 45 Terminal Tractors.

Obra de Adequação do Cais
Em janeiro de 2024, a Portonave iniciou a Obra de Adequação do Cais, um investimento de cerca de R$ 1 bilhão para o recebimento de navios maiores – 400m de comprimento e 17m de profundidade do rio – e a instalação de equipamento modernos, que atendam a essa nova classe de embarcação. A intervenção está dividida em duas fases.

Enquanto um lado do cais está em obras (450m), no outro as operações são realizadas normalmente, sem interrupções das atividades.

Após a conclusão, o cais também estará apto para instalação do “shore power”, sistema capaz de alimentar os navios por meio da energia elétrica – o que contribuirá significativamente para a descarbonização nas operações. A conclusão da primeira fase está prevista para julho deste ano, enquanto a obra total está prevista para o primeiro semestre de 2026.

Com a aquisição de novos equipamentos e a obra, são cerca de R$ 1,5 bilhão investidos.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

RêBot conquista a Intermodal e conecta o Brasil ao futuro! 

O primeiro dia da Intermodal South America 2025 foi marcado por conexões estratégicas, alta circulação de visitantes e um elemento inesperado que parou a feira: RêBot, o humanoide do futuro, desembarcou direto no estande do RêConecta News para encantar, provocar reflexões e mostrar que o amanhã já começou. 

Com 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia de ponta e muito carisma, RêBot não apenas interagiu com os visitantes – ele representou um elo simbólico entre o Brasil e o que está acontecendo de mais avançado no mundo da tecnologia, especialmente na Canton Fair, na China, onde os humanoides são os grandes destaques de 2025. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Enquanto a Canton Fair apresenta ao mundo o que há de mais disruptivo em Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Realidade Virtual, cibersegurança, IoT, automação e robótica, o RêConecta News dá um passo à frente e traz esse futuro para o presente no maior evento de logística, transporte e comércio exterior das Américas. 

Renata Palmeira, CEO do RêConectaNews, foi quem apresentou RêBot ao público da Intermodal. Para ela, essa ação vai além da inovação visual. “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora”, destaca Renata. 

O RêBot estará no estande G100, durante os três dias da Intermodal.   

Networking e negócios em alta no estande do RêConecta News – G100 

O estande G100 foi palco de muito mais do que selfies com RêBot,  o espaço reúne mais de 10 empresas de diferentes segmentos do comércio exterior e logística, promovendo conexões estratégicas, apresentações de produtos e serviços, e um ambiente de muita troca e colaboração. Um verdadeiro hub de inteligência coletiva.  

Reconhecida como a maior feira das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, a Intermodal atrai players do mundo inteiro. São três dias de evento, entre os dias 22 a 24 de abril, onde empresas, especialistas e entusiastas exploram tendências, fecham negócios e se preparam para os próximos passos do setor.  

Vem ser um conectado 

O RêConecta News é um portal digital dedicado a informar, conectar e fortalecer o ecossistema do Comércio Exterior e da Logística no Brasil. Mais do que um canal de notícias, é uma plataforma de conexões reais, que promove visibilidade, networking e desenvolvimento para profissionais, empresas e instituições do setor. 

Com conteúdos que abrangem importação, exportação, tributos, operações logísticas e tendências globais, o RêConecta impulsiona o setor por meio de eventos exclusivos, parcerias estratégicas e ações de valorização profissional. Entre suas iniciativas de destaque está o projeto Divas do Comex & Log, que promove o protagonismo feminino no setor, e a marcante participação na Intermodal South America, ao lado de parceiros estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional. 

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Notícias, Tecnologia

Robôs humanoides: o futuro tem rosto humano? 

Muito além da ficção, os robôs humanoides são projetados para imitar a forma, os gestos e até as emoções humanas. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas em diversos contextos, e foram os grandes destaques da Canton Fair, na China. E o RêConectaNews, que sempre apresenta tendências de mercado, trouxe para a Intermodal South America na sua versão mais atualizada simultaneamente.

Antes que robôs humanoides começassem a ganhar espaço no mundo real, eles marcaram o imaginário de gerações inteiras — especialmente através da cultura pop. Um dos exemplos mais marcantes foi Small Wonder, conhecido no Brasil como Super Vicki. O seriado exibido originalmente entre 1985 e 1989 pelo canal ABC, apresentava Vicky, uma androide com aparência de uma menina de 10 anos, criada por um engenheiro de robótica para viver com sua família como se fosse uma filha. Com 96 episódios a série encantou, com humor e afeto, a curiosa convivência entre humanos e máquinas.  

Muito além da ficção, a ideia de robôs com traços humanos hoje deixa de ser apenas entretenimento para se tornar uma realidade cada vez mais próxima — e surpreendentemente possível. Chamados de robôs humanoides, essas máquinas são projetadas para se assemelhar ao corpo humano em forma e comportamento. Eles podem ter braços, pernas, tronco, cabeça e até expressões faciais. Seu objetivo é facilitar a interação com pessoas, imitando gestos, falas e até emoções. 

Os humanoides foram as grandes novidades e são o que há de mais moderno em tecnologia. Eles foram destaque na Canton Fair também conhecida como Feira de Importação e Exportação da China, considerada a maior feira multissetorial do mundo, realizada duas vezes por ano na cidade de Guangzhou. É um evento de grande importância para empresas e investidores que buscam expandir seus negócios e se conectar com o mercado global. 

Como surgiram os robôs humanoides? 

O conceito de máquinas com forma humana é antigo e surgiu no século XVIII. No entanto, os robôs humanoides modernos começaram a ganhar forma no século XX, com o avanço da robótica e da inteligência artificial. 

O primeiro robô humanoide funcional, chamado WABOT-1, foi desenvolvido no Japão em 1973. Ele podia andar, conversar em japonês básico e até pegar objetos com as mãos. Desde então, a evolução tecnológica permitiu o surgimento de humanoides cada vez mais sofisticados — como a famosa Sophia, que ganhou cidadania na Arábia Saudita em 2017. 

Por que estão sendo cada vez mais usados? 

Recentemente, a China deu mais um passo significativo nessa direção. Segundo matéria publicada pela Exame, a China está investindo fortemente em pesquisas e aplicações de humanoides em setores como: 

  • Fabricação inteligente: robôs operando lado a lado com humanos em linhas de produção; 
  • Serviços: humanoides atuando como recepcionistas, garçons ou assistentes em hotéis e restaurantes; 
  • Educação e saúde: robôs que auxiliam no cuidado de idosos ou ajudam no ensino de crianças; 
  • Entretenimento e varejo: presença em lojas, feiras tecnológicas e eventos interativos. 

IMAGEM: Reprodução Internet 

Como prova desse avanço tecnológico, a China recentemente celebrou o Ano Novo Chinês com uma apresentação impressionante que viralizou nas redes e na mídia tradicional. Na noite do dia 28 de janeiro, cerca de 16 robôs humanoides da Unitree subiram ao palco para dançar em um espetáculo transmitido pela rede estatal CCTV

A performance teve direção artística de Zhang Yimou, cineasta aclamado pelo premiado “Lanternas Vermelhas”, e contou com a participação de engenheiras da fábrica de Hangzhou, referência em tecnologia robótica no país. 

Cada robô — modelo H1, apelidado de Fu Xi (em homenagem a um imperador lendário da China) — utilizou inteligência artificial para seguir o ritmo da música com precisão. Para garantir a interação segura com as dançarinas humanas, os robôs estavam equipados com tecnologia LiDAR, permitindo um mapeamento de 360 graus do espaço ao redor. 

Durante a apresentação, os humanoides surpreenderam ao manipular com exatidão lenços coloridos, fazendo movimentos complexos e sincronizados. As dançarinas humanas também imitaram os gestos das máquinas, criando um espetáculo que simbolizou a harmonia entre tecnologia e humanidade. 

Tendência mundial 

Mas não é apenas a China que se destaca nesse “novidade”. A Mercedes-Benz, por exemplo, já anunciou que nos próximos cinco anos o robô Apollo entrará oficialmente em ação nas fábricas da montadora. Durante uma demonstração em Berlim, o Apollo cumprimentou jornalistas, realizou tarefas simples e mostrou como é treinado remotamente por humanos até que sua inteligência artificial aprenda a executá-las de forma autônoma. Segundo Jörg Burzer, chefe de produção da Mercedes, até 2030 veremos pelo menos alguns desses robôs em operação nas linhas de montagem, executando tarefas pesadas e perigosas.  

IMAGEM: Reprodução Internet 

Segundo reportagem publicada no site Motor1.com, para a diretora de informações da Mercedes, Katrin Lehmann, a IA permitirá que os humanos se concentrem em atividades mais criativas e de maior valor. E a Mercedes não está sozinha nessa corrida tecnológica: Tesla, BMW, Magna, Chery, BYD, Geely, Nio, Volvo e Xpeng Motors também estão investindo pesado em robôs humanoides como Optimus, Figure 01, Phoenix, Mornine, Argos, Walker S1 e Iron.  

Um futuro cada vez mais robótico? 

Embora o uso de robôs humanoides ainda enfrente desafios — como altos custos, limitações técnicas e questões éticas — seu crescimento é inevitável. Com os avanços em inteligência artificial, visão computacional e redes 6G, é provável que os humanoides estejam cada vez mais presentes no nosso cotidiano. 

De acordo com a Goldman Sachs Research, o mercado de robôs humanoides está projetado para atingir cerca de US$ 38 bilhões até 2035, um crescimento expressivo em comparação à estimativa anterior de US$ 6 bilhões. Esse avanço de seis vezes reflete tanto os rápidos progressos tecnológicos quanto a crescente aceitação do uso desses robôs em diversos setores. A estimativa é que 1,4 milhão de unidades sejam entregues até 2035. Essa expansão é impulsionada, em parte, pela significativa redução nos custos de produção, que caíram de uma faixa entre US$ 50 mil e US$ 250 mil por unidade em 2023 para valores entre US$ 30 mil e US$ 150 mil, em 2024.  

Se antes eles habitavam apenas o imaginário da ficção, agora caminham — literalmente — ao nosso lado, prontos para transformar a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. 

RêBot visitando a Intermodal South America

Batizado de RêBot, o humanoide de 1,40m de altura e com mais de 60Kg, chama atenção de comunidade de comércio exterior e logística, na maior feira das américas. A intenção é de CONECTAR o Brasil com as tendências de mercado que estão acontecendo lá na China durante a Canton Fair, simultaneamente. As principais tendências tecnológicas para o futuro incluem a Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA), Realidade Virtual (RV), cibersegurança, Internet das Coisa (IoT) automação e Robótica.

Por Daiana Brocardo.

FONTES de Pesquisa:
https://exame.com/tecnologia/china-impulsiona-uso-de-robos-humanoides-em-diversos-setores/ 

https://www.tudocelular.com/seguranca/noticias/n231238/china-ano-novo-chines-evento-robos-dancantes.html

https://www.universal-robots.com/br/blog/rob%C3%B4s-humanoides-na-ind%C3%BAstria-uma-realidade-imposs%C3%ADvel-ou-pr%C3%B3xima

https://pt.wikipedia.org/wiki/Small_Wonderhttps://motor1.uol.com.br/news/754408/robos-humanoides-fabrica-mercedes

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Inovação, Logística, Tecnologia

Arquitetando soluções: como a tecnologia redefine a logística e impulsiona o e-commerce no Brasil

A transformação digital no setor logístico vem se consolidando como um dos principais fatores para o crescimento e a eficiência do e-commerce e do varejo no Brasil e no mundo. A necessidade de entregas mais rápidas, integração omnichannel e personalização da experiência do consumidor tem levado empresas a investirem fortemente em automação, inteligência artificial e análise de dados para otimizar suas operações.

Apostar em soluções inovadoras para impulsionar essa evolução é essencial. Iniciativas que aprimoram processos e criam um ecossistema digital integrado contribuem para melhorar a previsibilidade da demanda, reduzir custos operacionais e garantir maior agilidade nas entregas.

A automação e o uso de inteligência artificial (IA) têm permitido avanços significativos no gerenciamento de estoques, previsão de demanda e eficiência das operações de fulfillment. Sistemas automatizados de gestão de armazéns (WMS) possibilitam uma organização mais eficaz dos estoques, reduzindo o tempo de separação e expedição dos pedidos.

Além disso, ferramentas baseadas em IA analisam padrões de consumo e comportamento dos clientes para prever picos de demanda e evitar rupturas no estoque. Assim, é possível integrar diferentes bases de informação para antecipar tendências e otimizar a cadeia de suprimentos. Essa análise preditiva é essencial para a logística moderna.

Já a digitalização das operações logísticas passa pela implementação de soluções omnichannel, como a vitrine infinita, que conecta estoques físicos e digitais, permitindo que clientes comprem um produto online e escolham entre retirar na loja ou receber em casa. Esse modelo tem se mostrado essencial para marcas de luxo e grandes varejistas que buscam oferecer conveniência sem perder a exclusividade do atendimento presencial.

Outro avanço é a aplicação do rastreamento inteligente de pedidos, que garante maior transparência para os consumidores. A tecnologia permite o monitoramento em tempo real da entrega, reduzindo incertezas e aumentando a satisfação do cliente.

Apesar dos avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como a necessidade de maior infraestrutura digital, segurança da informação e sustentabilidade logística. Empresas que lidam com um alto volume de pedidos precisam equilibrar eficiência operacional com responsabilidade ambiental, otimizando rotas de entrega e reduzindo desperdícios.

Com investimentos contínuos e a adoção de novas tecnologias, o setor logístico no Brasil segue em ritmo acelerado de inovação. Empresas que souberem integrar inteligência de dados, automação e personalização da experiência do cliente estarão mais preparadas para os desafios do e-commerce nos próximos anos.

Fonte: Mercado & Consumo

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Robôs de serviço atraem atenção de industriais de SC em missão na China

Participantes da comitiva da FIESC visitaram a Canton Fair e também fizeram visita técnica ao Lesso Group, de construção

Robôs que limpam painéis solares, servem mesas em restaurantes, fazem café, patrulham e inspecionam zonas de combate. Essas são apenas algumas das novas tecnologias que os industriais de SC observaram na visita à área totalmente dedicada à exposição de robôs de serviço na Canton Fair, durante a missão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) à China.

A zona chamou bastante atenção dos compradores por apresentar robôs com movimentos altamente precisos e flexíveis, demonstrando seu funcionamento em situações reais e destacando o valor prático dessas tecnologias.

Além de dois dias de visita à maior feira multissetorial do mundo, a missão da FIESC incluiu ainda um encontro com o embaixador Alan Coelho de Séllos, cônsul-geral do Brasil em Cantão, que fez uma apresentação abrangente sobre a China. Ele abordou aspectos históricos, dados econômicos e estatísticos, além de destacar as particularidades das principais províncias do país.

Os participantes também realizaram uma visita técnica ao Lesso Group, uma das maiores empresas de material de construção da China. Os industriais puderam visitar o showroom de produtos e fazer um tour pelo chão de fábrica, onde conheceram processos altamente automatizados e uso intensivo de robótica na produção.

A missão conta com 13 empresários, representando os estados do Paraná, Santa Catarina, Alagoas e Ceará. A 137ª edição da feira contou com mais de 74 mil estandes e cerca de 31 mil empresas participantes, distribuídas em uma área total de 1,55 milhão de metros quadrados.

Fonte: FIESC

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