Informação, Notícias

Brasil pode se declarar livre da gripe aviária em 14 dias, diz ministro

Fávaro afirma que país está na metade do vazio sanitário; MS não tem casos suspeitos em investigação

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (4) para atualizar a situação de emergência zoossanitária por gripe aviária no país. Segundo Fávaro, a “crise mostrou ao mundo a robustez do sistema brasileiro”, já que, até agora, houve apenas um caso confirmado da doença em ave de viveiro comercial.

O único caso registrado em granja comercial ocorreu no dia 15 de maio, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O ministro informou que, se nenhum outro caso em estabelecimento comercial for confirmado nos próximos 14 dias, o país poderá se declarar livre da gripe aviária.

De acordo com os protocolos internacionais, o período de vazio sanitário dura 28 dias, tempo em que uma área afetada pela doença deve permanecer sem atividade, para evitar a proliferação do vírus.

“Estamos, portanto, na metade do processo de vazio sanitário, sem que outras mortes ocorram nas granjas comerciais. Nossa expectativa é que, ao final desse período, possamos reduzir significativamente as restrições comerciais, até a volta completa à normalidade”, afirmou Fávaro.

Outros dois casos de gripe aviária foram confirmados no Zoológico de Brasília, no dia 28 de maio. No entanto, o ministro esclareceu que, por se tratarem de animais silvestres, esses casos não implicam em restrições comerciais.

O pombo e o marreco irerê, encontrados mortos no local, não faziam parte do plantel do zoológico. Eles foram recolhidos pela Seagri-DF (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal) e encaminhados ao Laboratório de Defesa do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) para análise.

“Há dois anos não tínhamos casos em animais silvestres. Ou seja, desde 15 de maio de 2023. De lá para cá, nunca foi registrado um caso. É tão natural que nem há protocolo prevendo restrição”, explicou o ministro.

Mato Grosso do Sul – No Estado, este ano, nove suspeitas de gripe aviária foram investigadas, todas com resultado negativo para a doença. De acordo com o diretor-presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold, esse tipo de apuração faz parte da rotina da agência. Em situações como a emergência sanitária no Rio Grande do Sul, onde houve confirmação da doença, é “esperado um aumento inicial no número de notificações e investigações”.

Em 2023, foram 28 suspeitas em Mato Grosso do Sul, sendo uma delas confirmada em Bonito, o último caso registrado da doença no Estado. Atualmente, não há nenhuma investigação em andamento no território sul-mato-grossense, enquanto o Brasil tem oito coletas de amostras em análise laboratorial.

Fonte: Campo Grande News

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Informação, Notícias

Navio com 3 mil carros é abandonado no meio do Oceano Pacífico

Incêndio afetou embarcação que transportava veículos, inclusive 800 elétricos, para o México. Seguradoras já alertaram para episódios de maior risco com cargueiros que transportam EVs

Um navio transportando cerca de 3.000 veículos para o México foi abandonado no meio do Oceano Pacífico após pegar fogo na terça-feira, destacando um risco crescente para o transporte de carros elétricos.

A fumaça foi vista pela primeira vez saindo de um dos conveses do Morning Midas, que transportava cerca de 800 veículos elétricos (EVs), informou a empresa que gerencia o navio, a Zodiac Maritime, em um comunicado. A tripulação iniciou os procedimentos de combate ao incêndio, mas as chamas não puderam ser controladas, acrescentou. 

A Guarda Costeira dos Estados Unidos retirou todos os 22 tripulantes da embarcação, transferindo-os para um navio mercante próximo. A Zodiac afirmou que equipes de resgate estão sendo mobilizadas para apoiar as operações de salvamento e combate ao incêndio. Um porta-voz da empresa se recusou a comentar sobre quem é o proprietário dos veículos.

O navio partiu do porto chinês de Yantai em 26 de maio, segundo dados de rastreamento de embarcações compilados pela Bloomberg. Antes disso, fez escala em outros dois portos do país: Nansha, no sul, e Xangai.

A demanda por baterias de íons de lítio, inclusive em EVs, está trazendo um novo risco para a indústria global de transporte marítimo, especialmente considerando o valor dos veículos a bordo dos maiores navios transportadores de automóveis, segundo um relatório divulgado no mês passado pela gigante de seguros Allianz.

Embora esses navios transportem milhares de veículos de uma só vez pelos oceanos do mundo, alguns incêndios significativos despertaram preocupações sobre esse tipo de transporte. Esses incidentes podem ter grandes repercussões para montadoras, proprietários de navios e empresas de seguros.

Incêndios envolvendo veículos elétricos costumam ser mais difíceis de apagar e mais perigosos de combater. As condições de um navio cargueiro lotado de carros oferecem ventilação limitada, o que pode intensificar rapidamente o calor. O ambiente confinado e revestido de aço torna a supressão do fogo e os resgates significativamente mais perigosos.

Além disso, quando um veículo elétrico pega fogo, o incêndio dura mais tempo e atinge temperaturas mais altas. As chamas podem acabar se espalhando rapidamente por meio de reações em cadeia e saírem do controle, em um processo conhecido como fuga térmica (thermal runaway). Incêndios em veículos elétricos podem exigir até 30.000 litros de água para resfriar as baterias de íons de lítio.

Em 2022, um navio transportando cerca de 4.000 veículos pegou fogo no Atlântico e acabou afundando, apesar dos esforços para rebocá-lo até um local seguro. Um ano depois, outro navio com quase 3.000 carros a bordo pegou fogo próximo à costa holandesa.

Os proprietários de navios têm tomado medidas para tentar gerenciar os riscos de segurança envolvidos no transporte de veículos elétricos. No ano passado, um importante grupo de segurança publicou diretrizes sobre como lidar com incêndios a bordo dessas embarcações.

Fonte: O Globo

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Comércio Exterior, Evento, Finanças, Informação, Networking

Divas do Comex&Log: networking, carreira e finanças em um encontro que transforma! 

No dia 14 de julho, o Divas do Comex&Log retorna com força total para mais uma edição transformadora. O evento, para mulheres que atuam no comércio exterior, logística, supply chain e áreas afins, acontecerá no Absolut Business & Hotel, em Itajaí (SC), e promete uma noite repleta de conhecimento, conexões estratégicas e crescimento pessoal e profissional. 

Carreira, networking e educação financeira 

Três pilares essenciais para a mulher moderna serão o foco dessa edição: desenvolvimento de carreira, ampliação de networking e gestão financeira inteligente. Tudo isso em um ambiente acolhedor, inspirador e feito por mulheres para mulheres. 

Segundo Renata Palmeira, idealizadora do movimento e CEO do portal RêConecta News, o evento foi pensado para atender às reais necessidades da mulher que busca protagonismo: “Precisamos estar constantemente alinhadas com nosso crescimento pessoal e profissional. Unir carreira, networking e finanças nos proporciona clareza e oportunidades reais de sucesso.” 

Conheça as palestrantes que vão inspirar você: 

Jaqueline Brenner 

Com mais de 35 anos de experiência em RH, é CEO da Jaque Brenner Soluções em Gestão de Pessoas. Atua como consultora, mentora e headhunter, especialista em desenvolvimento de talentos e liderança feminina. 

Renata Palmeira 

Profissional com mais de 15 anos no setor de vendas e logística, é especialista em Importação e Exportação, com sólida atuação em áreas alfandegadas. Renata é referência em gestão de equipes, networking, marketing digital e negociação estratégica. 

Patrícia Garbari 

Administradora com pós em Finanças e sócia da New Prime Comex, Patrícia ajuda mulheres a alcançarem autonomia financeira e investirem com sabedoria. 

A força feminina no Comex precisa de mais protagonismo 

Embora 58% dos profissionais no comércio exterior brasileiro sejam mulheres, os desafios ainda são grandes. Segundo o IBGE, mulheres recebem, em média, 28,4% menos que os homens e ocupam apenas 13% dos cargos de liderança no setor. 

O Encontro das Divas surge como uma resposta a esse cenário: um espaço seguro para troca de experiências, fortalecimento de competências e construção de lideranças femininas com propósito. 

Conectando Oportunidades: um evento que gera negócios de verdade! 

O Conectando Oportunidades é uma ação especial dentro do evento Divas do Comex&Log, pensada para impulsionar conexões estratégicas e gerar negócios de verdade. Durante a programação, as participantes vivenciam rodadas de apresentação, dinâmicas interativas que fortalecem a rede de contatos, acesso a estratégias práticas para organizar as finanças e crescer com equilíbrio, além de um ambiente exclusivo que favorece o surgimento de novas parcerias e oportunidades reais de crescimento profissional. 

Vamos juntas? 

Data: 14 de julho de 2025 
Horário: 19h 
Local: Absolut Business & Hotel – Itajaí/SC 
Investimento: R$ 69,90 
Inscreva-se agora: https://meuingresso.com.br/divas-conectando-oportunidades__14567/  

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Comércio Exterior, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Comércio exterior na mira do novo IOF: entenda os impactos e como se preparar 

Junho começou com uma mudança que já provoca ondas no setor de comércio exterior: a nova alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), regulamentada pelo Decreto nº 12.467/2025, que passou a valer oficialmente em 23 de maio, trazendo impactos diretos nas remessas internacionais, operações de câmbio e crédito para empresas. Para quem importa, exporta ou depende de transações internacionais para manter o fluxo dos negócios, a mudança exige atenção redobrada e estratégia financeira afinada. 

IOF mais caro: o que muda para quem atua com operações internacionais 

O novo decreto unifica e reajusta alíquotas que afetam diretamente o dia a dia de empresas que operam no comércio exterior. A principal mudança é na alíquota do câmbio, que agora é de 3,5% para uma série de operações — incluindo compras internacionais com cartões de crédito, remessas sem finalidade de investimento e aquisição de moeda estrangeira. Antes, as alíquotas variavam entre 1,1% e 3,38%. 

Além disso: 

  • Crédito para empresas: passou de 1,88% para 3,95% ao ano para pessoas jurídicas. Para optantes do Simples Nacional, o percentual dobrou, de 0,88% para 1,95%. 
  • Seguros de vida com cobertura por sobrevivência (ex: VGBL): alíquota de 5% para aportes mensais acima de R$ 50 mil. 

Custo mais alto, preço final inflacionado 

No cenário do comércio exterior, qualquer alteração cambial se propaga como um efeito dominó, influenciando desde o preço final dos produtos até a competitividade das empresas brasileiras. A nova alíquota pode: 

  • Encarecer as importações, já que operações de câmbio para pagamento de fornecedores internacionais agora estão mais custosas; 
  • Gerar insegurança nas exportações, pois, mesmo com isenção do IOF para exportadores, qualquer erro na documentação pode resultar na cobrança indevida do imposto. 

Reação do mercado e cenário político 

A repercussão foi imediata. Críticas partiram tanto do mercado financeiro quanto do Congresso Nacional, gerando instabilidade política e exigindo recuos parciais por parte do governo. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, já afirmou que busca um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado para evitar o avanço de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) que ameaçam revogar o novo IOF. 

Entre os pontos já revertidos, está a revogação da alíquota de 3,5% sobre transferências de fundos de investimentos para o exterior, preservando a isenção para essas operações. 

Por outro lado, a operação de risco sacado, muito utilizada por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores via bancos, passou a ser enquadrada como operação de crédito e tributada — o que gerou nova rodada de críticas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitou a suspensão imediata dessa cobrança, alertando para possíveis repasses ao consumidor final. 

Receita projetada e sinal do governo 

A elevação do IOF integra a estratégia do governo para reforçar a arrecadação e atingir as metas fiscais de 2025, com previsão de incremento de R$ 20,5 bilhões na receita. No entanto, Haddad enfatizou que prefere retomar reformas estruturais, em vez de depender de soluções paliativas que geram desgaste político. 

Enquanto o impasse político se desenrola, mais de 20 PDLs estão prontos para votação, com apoio expressivo no Congresso. Caso não haja acordo até o fim da próxima semana, o decreto pode ser derrubado parcialmente ou por completo. 

O que é o IOF, afinal? 

O IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio, Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) incide sobre transações financeiras nacionais e internacionais. É diferente dos juros bancários: ele não é receita da instituição financeira, mas um tributo federal repassado ao governo. É cobrado em situações como: 

  • Uso de cartão de crédito em compras internacionais; 
  • Operações de câmbio (inclusive compra de moeda estrangeira); 
  • Empréstimos, financiamentos e uso de cheque especial; 
  • Contratação de seguros; 
  • Resgate de investimentos ou aplicações. 

Dependendo da operação, o IOF pode ser cobrado à vista ou de forma proporcional ao tempo de uso do crédito. 

Como o comércio exterior deve reagir? 

Empresas que atuam com importação, exportação ou logística internacional devem: 

  • Revisar o planejamento financeiro considerando o novo custo cambial; 
  • Fortalecer a gestão documental, especialmente nas exportações, para garantir isenção de IOF; 
  • Negociar com fornecedores e parceiros estratégicos, buscando mitigar impactos e prorrogar prazos; 
  • Monitorar o cenário político, pois mudanças no decreto podem ocorrer nos próximos dias. 

Tempo de estratégia e adaptação 

Mais do que um ajuste técnico, a elevação do IOF representa uma mudança de rota na política econômica. Para quem atua no comércio exterior, é hora de navegar com atenção. Em um cenário globalizado, qualquer alteração tributária interna pode reposicionar empresas brasileiras no tabuleiro internacional — para o bem ou para o mal. 

Ficar por dentro das mudanças e adaptar-se com agilidade é o que diferencia negócios resilientes de negócios vulneráveis. 

FONTES: 

www2.camara.leg.br 

agenciabrasil.ebc.com.br 

cnnbrasil.com.br 

www12.senado.leg.br 

gazetadopovo.com.br 

valor.globo.com 

infomoney.com.br 

poder360.com.br 

reuters.com  

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Greve, Informação, Notícias

Em manifesto entregue a Barreirinhas, delegados da Receita Federal repudiam proposta salarial apresentada pelo governo à categoria

Durante a Reunião de Avaliação Estratégica (RAE), ocorrida na quinta-feira (29), em Brasília, os delegados da Receita Federal nas dez Regiões Fiscais do país entregaram ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, um manifesto assinado por 182 delegados titulares e adjuntos demonstrando o inconformismo com os termos propostos para a questão remuneratória da categoria.

“Mesmo na hipótese mais otimista de cumprimento integral das metas institucionais, o reajuste de apenas 7,56% e ainda restrito à última classe da carreira representa um flagrante desrespeito aos princípios da isonomia e da valorização do mérito. A proposta exclui as demais classes de qualquer recomposição remuneratória, estabelecendo um fosso salarial injustificável entre Auditores recém ingressos e os de classes intermediárias. Tal configuração desestimula o engajamento, fragiliza a coesão institucional e compromete a atratividade da carreira, especialmente em localidades de difícil provimento”, diz um dos trechos do documento.

Os signatários reforçaram a urgência da revogação imediata das Resoluções nº 7 e 8, do Comitê Gestor do Bônus, e exigiram a imediata apresentação de uma proposta séria, justa e compatível com a relevância da carreira.

Veja o manifesto aqui.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Informação, Portos

Comissão da Câmara aprova retomada do poder decisório dos Conselhos de Autoridade Portuária

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que devolve aos Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs) o poder de tomar decisões — competência que havia sido retirada pela Lei dos Portos de 2013, que transformou esses conselhos em instâncias apenas consultivas.

Os CAPs têm como principal papel apoiar e fiscalizar a gestão das autoridades portuárias. O texto aprovado detalha as atribuições, a composição e o funcionamento desses conselhos. Entre as competências previstas estão:

  • decidir sobre pedidos de habilitação de operadores portuários negados pela administração do porto;
  • indicar nomes para o conselho de administração da empresa concessionária do porto;
  • opinar, com poder de veto, sobre indicações para cargos de diretoria em portos sob controle estatal;
  • emitir pareceres sobre temas como horário de funcionamento dos portos organizados e mudanças na tarifa portuária.

A proposta também define uma composição plural para os CAPs, incluindo representantes de empresas, trabalhadores portuários, usuários dos serviços e integrantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal.

Descentralização das decisões

O relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um substitutivo que reúne o PL 3564/19, da deputada Rosana Valle (PL-SP), e outras duas propostas apensadas (PLs 1064/21 e 1455/23). Ele argumentou que a retirada da competência deliberativa dos conselhos levou à centralização excessiva das decisões no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, o que dificultou o desempenho de alguns portos.

“Embora a mudança de 2013 não tenha afetado todos os portos, alguns não conseguiram manter seu nível de desempenho devido à burocracia gerada pela centralização”, afirmou o parlamentar.

Próximas etapas

A proposta segue em tramitação conclusiva e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fotografia: divulgação Landseagroup.

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Informação, Notícias

Receita Federal apreende 500 comprimidos de ecstasy em transportadora na Grande Natal

Oriunda do Rio de Janeiro, a droga tinha como destino final um endereço na Zona Sul de Natal

Combate ao contrabando

A Receita Federal em Natal apreendeu, nesta quarta-feira (28), 500 comprimidos de ecstasy durante uma operação de fiscalização em uma transportadora localizada na Grande Natal. A encomenda, oriunda do Rio de Janeiro (RJ), tinha como destino final um endereço no bairro da zona sul da capital potiguar.

A droga sintética foi localizada com o auxílio de um cão de faro da equipe K9, utilizado na triagem de cargas suspeitas. O animal sinalizou a caixa durante a fiscalização de rotina, o que levou os servidores da Receita Federal a realizarem a abertura do volume. No interior, foram encontrados os comprimidos escondidos entre objetos de uso pessoal.

A atuação da Receita Federal se deu com base em análise de risco e reforça a eficiência do trabalho de inteligência realizado pelo órgão.

A Receita Federal reitera seu compromisso no combate ao tráfico de drogas e ao uso indevido de sistemas de transporte e remessa para fins ilícitos, especialmente no contexto das encomendas interestaduais. O uso de cães farejadores tem se mostrado uma ferramenta essencial nesse trabalho de fiscalização e repressão.

Fonte: Receita Federal

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Greve, Informação, Negócios

CDS: Direção Nacional destaca Assembleia histórica e reafirma importância da mobilização  

A participação histórica de 7.218 Auditores-Fiscais ativos e aposentados na Assembleia Nacional realizada na segunda-feira (26), com rejeição massiva à primeira proposta do governo para o reajuste do vencimento básico da categoria, foi destacada pelo presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, na tarde desta quarta-feira (28), durante os Informes da Direção Nacional, na Reunião Ordinária do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), encerrada nesta quinta-feira (29).  

Com 95,8% de rejeição à proposta, a categoria enviou uma importante mensagem ao governo: a greve, que já dura mais de seis meses, continuará forte, até que os pleitos sejam atendidos. “O princípio da solidariedade que nos move enquanto sindicato prevaleceu, e esse é um fato político muito importante, que demonstra unidade e coesão da categoria, e principalmente, uma disposição de lutar e de avançar mais”, afirmou Dão Real. 

O presidente da entidade reconheceu a importância da abertura das negociações, a partir da primeira reunião realizada com o MGI no dia 14, reafirmou o compromisso do Sindifisco Nacional com o diálogo institucional e alertou para a importância do acirramento da mobilização até que a greve seja resolvida. 

Ele também salientou que a luta do sindicato não se limita à mesa de negociação e que a entidade tem trabalhado intensamente na interlocução com parlamentares, representantes do Executivo e assessores ministeriais, em busca de apoio institucional. Na terça-feira (27), o Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que demonstrou preocupação com os impactos da greve na arrecadação e informou que fará nova reunião com o sindicato para tratar do assunto.  

Apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em reunião no último dia 22, a proposta prevê reajuste de 7,56% restrito à classe especial e um ajuste no teto do bônus, passando de R$ 7 mil para R$ 8,7 mil, no último trimestre de 2025, além de alteração na tabela do bônus, reduzindo a diferença da parcela variável entre ativos, aposentados e pensionistas. Logo após a Assembleia Nacional, o sindicato enviou ofício à Receita e aos ministérios da Gestão e da Fazenda informando o resultado e solicitando nova reunião para dar continuidade à negociação.   

“Se até agora nós conseguimos construir uma mobilização forte, sem grandes resistências explícitas, que possamos ser ainda mais fortes para enfrentar uma resistência explícita. Esse é um momento extremamente importante da categoria e não podemos recuar.” 

Um dos pontos centrais da divergência, explicou, é a premissa de comparabilidade adotada pelo governo, que toma como base a estrutura de subsídio da Polícia Federal, enquanto a referência mais apropriada seria a Procuradoria da Fazenda Nacional, por atuar no mesmo macroprocesso de trabalho e ter modelo remuneratório mais similar ao dos Auditores-Fiscais. 

O presidente do Sindifisco Nacional relatou, ainda, que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, manifestou publicamente, em reunião com os superintendentes, a disposição de criar um grupo de trabalho, com participação do sindicato, para analisar o uso de recursos do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ressarcimento do plano de saúde. O MGI, por sua vez, segundo Dão Real, comprometeu-se a provocar o Comitê Gestor para reavaliar os atos normativos 7 e 8. 

CNM 

Os representantes do Comando Nacional de Mobilização, Auditores-Fiscais Arthur Accorsi e Henrique Freitas, também participaram dos Informes sobre Mobilização e reafirmaram que a mobilização segue forte, com adesão intensificada após a publicação das resoluções 7 e 8 pelo Comitê Gestor e a apresentação da primeira proposta insuficiente pelo MGI.

Um dos pontos citados foi o engajamento das zonas primárias (portos, aeroportos, fronteiras) e de delegados e delegados-adjuntos, que devem entregar um documento à administração da Receita Federal, nesta quinta-feira (29), em Brasília durante a RAE, comprometendo-se a não assumir cargos estratégicos do novo Regimento Interno enquanto o impasse sobre o reajuste salarial não for resolvido.    

“A categoria está toda mobilizada, e os números já estão mostrando que a arrecadação caiu em função da nossa greve. Então, o momento político é muito propício para conseguirmos o que pretendemos, que nada mais é do que a equiparação do nosso vencimento básico, com o da PFN, que historicamente sempre foi o mesmo”, afirmou Arthur Accorsi.  

Fonte: Sindifisco

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Importação nº 048/2025

Adesão da DFPC ao Novo Processo de Importação

Comunicamos que, a partir de 30/05/2025, as importações dos produtos sujeitos à anuência prévia da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército (DFPC) classificados como “Faixa Verde” poderão ser registradas por meio da Declaração Única de Importação – Duimp.

Para tanto, deverá ser registrado previamente o LPCO de “Licença de Produtos da Faixa Verde – TA I1039, modelo I00073” a ser solicitado no módulo “Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO)” do Portal Único Siscomex.

As características dos Tratamentos Administrativos e os campos dos formulários LPCO de cada modelo serão disponibilizados na página de “Tratamento Administrativo de Importação > Tratamento Administrativo de Importação – Portal Único Siscomex”.

Ressaltamos que nos casos em que a operação for realizada por meio de Declaração de Importação (DI), será solicitada a Licença de Importação (LI) com anuência da DFPC.

Esta Notícia Siscomex está sendo publicada por solicitação da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército (DFPC), com base na Portaria nº 1.880, de 12 de novembro de 2019, e na Portaria nº 118 – COLOG, de 4 de outubro de 2019, e em atendimento ao disposto nos artigos 8º e 13 da Portaria Secex nº 65, de 26 de novembro de 2020.

Departamento de Operações de Comércio Exterior
Fonte: Siscomex

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Comércio, Informação

Balança comercial do Amazonas registra US$1,47 bilhão no mês de abril

Itacoatiara liderou o número de importações no mês

Em abril deste ano, o Amazonas alcançou US$1,47 bilhão na corrente de comércio, atingindo US$ 79,88 milhões em exportações, enquanto as importações somaram US$1,38 bilhão. A China foi o destino principal, cujo produto de destaque foi o ferronióbio, resultando em um total de US$ 10,54 milhões, que representou 85,43% das vendas do Amazonas para o país. A Argentina aparece em segundo lugar, com exportações de motocicletas e outros ciclos com motor de pistão alternativo no valor de US$ 4,03 milhões, correspondendo a 37,80% das exportações para o país.

Nas importações em abril, a China liderou como principal origem dos produtos adquiridos pelo Amazonas. O item mais importado foi outros suportes gravados, resultando em um total de US$ 123,51 milhões, representando 18,24% do total das importações. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos, com destaque para a venda de estireno, somando US$ 27,61 milhões (23,51% do número de importações provenientes daquele país).

Municípios do interior em destaque 

O município de Presidente Figueiredo destacou-se nas exportações durante o mês de abril, vendendo US$ 10,54 milhões de ferro-ligas para a China. Itacoatiara ficou em segundo lugar, exportando madeira serrada para os Estados Unidos no valor de US$ 395,67 mil.

Nas importações, Itacoatiara também se destacou ao trazer da Rússia US$ 17,07 milhões em óleos de petróleo. Rio Preto da Eva registrou atividade de US$ 228,60 mil importando máquinas de lavar louça, além de aparelhos para limpar ou secar garrafas, ambos vindos da China.

Monitoramento da economia

Os dados são analisados mensalmente pela Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), por meio do Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo) da Sedecti. O levantamento permite acompanhar o desempenho econômico do estado e entender as dinâmicas do comércio exterior.  A Sedecti disponibiliza o painel detalhado da Balança Comercial do Amazonas. Para mais informações, visite o site da Sedecti e clique na aba “Portal do Planejamento”.

Fonte: Portal do Lobão

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