Industria

Indústria catarinense busca ampliar exportações em missão empresarial na Argentina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lidera, nos dias 10 e 11 de novembro, uma missão empresarial à Argentina com foco em fortalecer o comércio exterior e abrir novas oportunidades de exportação. O evento, realizado em Buenos Aires, reunirá 23 indústrias catarinenses no Encontro de Negócios BR/SC, sendo 10 delas micro e pequenas empresas apoiadas pelo SEBRAE/SC.

Expansão do setor moveleiro e novos mercados

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a iniciativa busca consolidar a imagem da indústria catarinense e ampliar a presença de produtos do setor moveleiro no mercado argentino.

“É um esforço concreto para fomentar novos mercados e diversificar os destinos das nossas exportações”, destacou Seleme.

A missão tem como meta gerar novos negócios internacionais, fortalecendo as relações entre empresas de Santa Catarina e compradores argentinos.

Encontros institucionais e rodada de negócios

A programação inclui uma agenda institucional com a presença do Embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, e de representantes da União Industrial Argentina (UIA) e da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME).
Durante o encontro, o governador Jorginho Mello apresentará os diferenciais competitivos de Santa Catarina, a convite da FIESC.

O evento também contará com uma rodada de negócios, que busca aproximar empresários catarinenses de potenciais clientes e parceiros argentinos. As reuniões estão sendo organizadas de acordo com o perfil e os objetivos de cada indústria exportadora, com foco em intensificar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Turismo de Buenos Aires

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Industria

Indústria varia -0,4% em setembro e mostra perda de ritmo

O setor industrial variou -0,4% em setembro, na comparação com agosto, eliminando parte do avanço de 0,7% registrado em agosto. Com esse resultado, a produção industrial se encontra 2,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com setembro de 2024, a produção industrial cresceu 2,0%.

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial avançou 1,0%, e, em 12 meses, 1,5%, assinalando perda de ritmo frente aos resultados de agosto (1,6%), julho (1,9%), junho (2,4%) e maio de 2025 (2,8%). A média móvel trimestral variou 0,1% no trimestre encerrado em setembro, frente ao nível do mês anterior, após também avançar em agosto de 2025 (0,2%), quando interrompeu dois meses consecutivos de queda: julho (-0,2%) e junho (-0,4%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (4) pelo IBGE.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, nos meses entre abril e julho, “o total da indústria teve um comportamento predominantemente negativo e acumulou nesse período perda de 1,3%. No resultado de setembro, o setor industrial voltou a registrar perda, influenciada, principalmente, por segmentos de peso na estrutura industrial que apresentaram recuos relevantes na produção: indústria farmacêutica (medicamentos), setor extrativo (óleos brutos de petróleo) e indústria automobilística (automóveis e autopeças), que, em conjunto, respondem por aproximadamente 23% do total da indústria geral”.

Houve redução na produção em 12 das 25 atividades industriais, na passagem de agosto para setembro de 2025. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes foram dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), indústrias extrativas (-1,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,5%), com a primeira interrompendo quatro meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou expansão de 28,2%; a segunda intensificando a queda de 0,4% verificada no mês anterior; e a terceira eliminando parte do crescimento de 3,7% acumulado no período junho-agosto de 2025.

Entre as treze atividades que mostraram avanço na produção, a de produtos alimentícios (1,9%) exerceu o principal impacto na média da indústria, marcando, dessa forma, o terceiro resultado positivo consecutivo, período em que acumulou expansão de 4,4%. Outras influências positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos do fumo (19,5%), de produtos de madeira (5,5%), de produtos de borracha e de material plástico (1,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,7%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (2,0%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (2,3%), de bebidas (1,1%) e de metalurgia (0,5%).

Por outro lado, entre as treze atividades que mostraram avanço na produção, a de produtos alimentícios (1,9%) exerceu o principal impacto na média da indústria, marcando, dessa forma, o terceiro resultado positivo consecutivo, período em que acumulou expansão de 4,4%. Outras influências positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos do fumo (19,5%), de produtos de madeira (5,5%), de produtos de borracha e de material plástico (1,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,7%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (2,0%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (2,3%), de bebidas (1,1%) e de metalurgia (0,5%).

Produção industrial sobe 2,0% na comparação com setembro de 2024

Na comparação com setembro de 2024, o setor industrial assinalou expansão de 2,0%, com resultados positivos em 2 das 4 grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 45 dos 80 grupos e 53,0% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que setembro de 2025 (22 dias) teve 1 dia útil a mais que igual mês do ano anterior (21).

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (7,1%) e indústrias extrativas (5,2%) impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, açúcar cristal e VHP e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, na primeira; e óleos brutos de petróleo, minérios de ferro em bruto ou beneficiados e gás natural, na segunda.

“No setor de produtos alimentícios, 70% dos produtos investigados registraram aumento na produção, evidenciando um perfil disseminado de expansão. Esse comportamento contribuiu positivamente para o crescimento mais intenso verificado no setor – que registrou o avanço mais elevado desde abril de 2024 (14,4%). Vale destacar também para essa atividade, a baixa base de comparação, uma vez que o setor de alimentos recuou -1,1% em setembro de 2024”, explica o gerente da pesquisa.

Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (10,2%), de celulose, papel e produtos de papel (5,9%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (12,0%), de impressão e reprodução de gravações (26,0%), de máquinas e equipamentos (4,7%), de produtos têxteis (11,8%), de produtos do fumo (35,0%), de outros equipamentos de transporte (8,6%) e de produtos de borracha e de material plástico (3,1%).

Por outro lado, ainda na comparação com setembro de 2024, entre as nove atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,2%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção dos itens álcool etílico, gasolina automotiva e betume de petróleo. Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos de metal (-4,0%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,4%) e de produtos de madeira (-9,5%).

“Para a atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, o principal impacto negativo, em termos de produto, fica com o álcool etílico. Destaco que o recuo observado nesse item pode estar associado à estratégia de alocação do processamento da cana-de-açúcar, que ao longo desse ano foi direcionado em maior proporção para a produção de açúcar, em detrimento da produção de álcool. Esse movimento reflete, em parte, as condições do mercado, o que estimulou as usinas a privilegiarem esse produto”, explicou o gerente da pesquisa.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de março de 2023, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes; atualização do ano base de referência da pesquisa; e a incorporação de novas unidades da federação na divulgação dos resultados regionais da pesquisa. Essas alterações metodológicas são necessárias e buscam incorporar as mudanças econômicas da sociedade.

Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PIM Brasil, referente a outubro de 2025, será em 2 de dezembro.

FONTE: Agência de Notícias IBGE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Industria

Indústria ganha espaço e agora responde por mais de 20% dos bens exportados à China

A China está demandando mais bens da indústria de transformação brasileira, com destaque para alimentos industrializados e celulose, com esses produtos passando a representar 20,8% do total exportado pelo Brasil para o gigante asiático entre janeiro e setembro deste ano.

No mesmo período do ano passado, esse peso era de 17,2%, mostram dados reunidos pelo CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China) com base em números do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Enquanto isso, a agropecuária manteve sua participação nas vendas brasileiras à China, com 39,7%, e a indústria extrativa reduziu sua fatia de 43% para 39,4%.

“Boa parte dos bens que o Brasil exporta para a China na indústria de transformação são produtos do agronegócio que são industrializados, como carne bovina processada e celulose, e que tiveram alta na demanda”, afirma Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC.

Além do aumento de vendas em si, essa alta no peso da indústria de transformação se deveu à queda nas exportações de minério de ferro e petróleo para o país asiático no período, que restringiram a participação da indústria extrativa nas vendas a compradores chineses.

“Não há queda na demanda chinesa por produtos da indústria extrativa brasileira, estão até comprando mais em volume, mas tem a questão dos preços”, diz Cariello. “No caso do minério, por exemplo, houve alta de 4% no volume vendido, mas como o preço caiu, o faturamento se reduziu em 11%.”

Por produto, um dos destaques no levantamento do CEBC é a queda da China como destino da carne de frango brasileira. O país, que liderava as exportações desses alimentos no ano passado, caiu para o quarto lugar neste ano, atrás de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Japão.

“O Brasil tem focado bastante o Oriente Médio, que é um grande mercado para a carne de frango brasileira”, diz Cariello.

Nas exportações de carne suína, a China saiu do topo do pódio para o terceiro lugar, perdendo para Filipinas e Japão.

As exportações de ferroligas para a China, como ferroníquel e ferronióbio, também foram destaque no período ao crescerem 49% no acumulado do ano. “Vemos uma alta de demanda chinesa por minerais específicos, voltados para a alta tecnologia ou transição energética”, diz o diretor do CEBC.

Os dados mostram que as exportações totais do Brasil para a China somaram US$ 75,5 bilhões no acumulado do ano, uma queda de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O país foi o principal destino das exportações brasileiras, com uma participação de 29,3%, quase o triplo dos Estados Unidos, que ficaram em segundo lugar, com 11,3% -as vendas ao país foram prejudicadas pelas tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil.

Já as importações da China cresceram 15,4% no período, com o país asiático se mantendo como a principal origem das compras nacionais, com 25%, seguido pelos EUA, com 25%.

FONTE: Folha de São Paulo
IMAGEM: Reprodução/Folha de São Paulo

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Indústrias de Santa Catarina exploram novas oportunidades comerciais com o Paraguai

Com o objetivo de ampliar oportunidades de exportação e estreitar relações com o país vizinho, cerca de 70 indústrias de Santa Catarina participaram, no último dia 20, de um evento promovido pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e pela Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, com apoio da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O encontro foi realizado na sede dos Institutos SENAI de Inovação, em Joinville.

Paraguai destaca vantagens para investimentos e produção industrial

A comitiva paraguaia foi liderada por Javier Viveros, vice-ministro da Rede de Investimento e Exportação (Rediex), que apresentou as vantagens competitivas do Paraguai como destino de investimentos estrangeiros. Entre os principais atrativos citados estão o baixo custo da energia, proveniente de fontes renováveis, o sistema tributário competitivo e os incentivos à instalação de indústrias voltadas à exportação.

“Nosso objetivo é fortalecer a cooperação com o setor industrial brasileiro e mostrar que o Paraguai oferece um ambiente favorável para negócios sustentáveis e produtivos”, afirmou Viveros.

Indústria catarinense vê o país vizinho como parceiro estratégico

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, destacou o interesse crescente das indústrias catarinenses em expandir suas operações no exterior.

“A presença expressiva de empresários de Santa Catarina mostra a disposição do setor em diversificar mercados e buscar alternativas estratégicas para exportações. O Paraguai se apresenta como um parceiro de grande potencial”, afirmou.

Missão inclui visitas técnicas e aproximação com empresas locais

A delegação paraguaia contou ainda com a presença de Fábio Fustagno, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, da embaixadora María Amarilla, cônsul-geral do Paraguai em Curitiba, do especialista em exportação da Rediex Jimmy Kim, do adido comercial Jhonny Ojeda e de Carolina Vergara, gerente-geral da Câmara.

Durante a missão em Santa Catarina, o grupo visitou a planta industrial da Döhler, em Joinville, que estuda a possibilidade de instalar parte da produção no Paraguai. A convite da FIESC, os representantes também conheceram o Ágora Tech Park e a plataforma de dados do Observatório FIESC, voltada à inovação e competitividade industrial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Indústria brasileira visita Grupo Alibaba e Porto de Shenzhen em missão liderada pela FIESC

Uma comitiva de empresários brasileiros, liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está em missão à China para estreitar laços comerciais e conhecer alguns dos principais centros de tecnologia e comércio do país asiático. Entre as visitas realizadas estão a sede do Grupo Alibaba, gigante mundial do e-commerce, e o Porto de Shenzhen, o quarto maior do mundo em movimentação de contêineres.

Participam da missão representantes de indústrias de seis estados brasileiros, atuantes nos setores de ferramentas, pavimentação, tecnologia da informação, máquinas e equipamentos, software e educação. A cidade de Shenzhen, no sul da China, é reconhecida como o “Vale do Silício chinês”, referência global em inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Canton Fair reúne mais de 1 milhão de novos produtos

Além da agenda em Shenzhen, o grupo participou da Canton Fair, considerada a maior feira comercial da China, sediada em Guangzhou. A edição atual reúne mais de um milhão de novos produtos e 1,1 milhão de itens com propriedade intelectual independente.

Das 175 seções de exposição, 18 são dedicadas às tecnologias inteligentes, apresentando mais de 350 mil produtos inovadores. O evento também oferece fóruns sobre inteligência artificial, comércio digital e automação industrial, com foco na modernização e competitividade das empresas — temas de grande interesse para a indústria brasileira.

Cooperação institucional e oportunidades de negócios

Durante a missão, a delegação participou de uma reunião com Laís Solano, segunda-secretária do Consulado-Geral do Brasil em Cantão, e Arthur Guimarães, gerente da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil. O encontro abordou aspectos da geografia e economia chinesa, com destaque para o PIB, as principais cidades industriais e as oportunidades de negócios bilaterais entre Brasil e China.

Retorno da comitiva

A missão empresarial encerra suas atividades nesta terça-feira, 21 de outubro, com o retorno da comitiva ao Brasil após uma semana de visitas técnicas e rodadas de networking.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Produção industrial brasileira cresce 0,8% em agosto e interrompe quatro meses de queda

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço, o primeiro após quatro meses sem crescimento, superou a expectativa do mercado, que projetava aumento de 0,3%.

Indústria volta ao campo positivo

De acordo com o IBGE, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram expansão no período, com destaque para os segmentos de farmoquímicos e farmacêuticos (+13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,8%) e alimentos (+1,3%).

“O setor industrial volta a mostrar crescimento mais relevante. Ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas, mas interrompe um ciclo de resultados predominantemente negativos desde abril”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial acumula queda de 1,2% em 2025.

Impacto do tarifaço dos EUA

O resultado também refletiu os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que tem pressionado setores voltados à exportação. Segundo o IBGE, empresas de madeira (-8,6%), extrativas (-0,3%) e móveis (+0,1%) já relataram impactos diretos das sobretaxas implementadas pelo governo Donald Trump.

“Esses efeitos ainda são pontuais, mas aparecem com mais clareza nos ramos exportadores”, destacou Macedo.

Perspectivas para 2025

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que, apesar da alta em agosto, o setor deve enfrentar um cenário desafiador nos próximos meses, marcado por juros elevados, incertezas externas e a continuidade das sobretaxas americanas. A entidade projeta crescimento de 0,9% da indústria em 2025.

Para a analista Camila Saito, da consultoria Tendências, alguns fatores domésticos podem ajudar a sustentar a demanda, como o mercado de trabalho aquecido, a menor pressão cambial, a retomada da atividade extrativa, a criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e a liberação de precatórios.

Essas medidas, segundo ela, tendem a beneficiar setores ligados ao consumo, como automóveis, eletrodomésticos de linha branca e materiais de construção. No entanto, Saito alerta que as condições gerais ainda limitam uma recuperação mais robusta: “As incertezas externas, os juros altos e as sobretaxas dos EUA devem restringir maiores avanços da produção”.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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CEO da Ford alerta que EUA estão atrás da China na indústria e cobra mais investimentos

O CEO da Ford, Jim Farley, fez um alerta contundente sobre a competitividade americana ao afirmar que os Estados Unidos estão “muito atrás da China” em setores industriais e de tecnologia. O executivo participou do Ford Pro Accelerate Summit, em Detroit, onde reuniu centenas de líderes de manufatura, logística e construção para discutir a chamada “economia essencial”.

China avança, EUA perdem espaço

Farley destacou que a falta de investimentos consistentes nos EUA contrasta com a estratégia de países asiáticos como China, Coreia do Sul e Japão, que direcionam recursos massivos para treinamento, inovação e apoio político. “Estamos muito atrás… É humilhante olhar onde estamos em relação à economia essencial e ao reconhecimento da importância desses empregos”, afirmou.

Segundo ele, a escassez de mão de obra qualificada e a queda da produtividade já comprometem a indústria americana. O executivo criticou a desvalorização de trabalhadores essenciais — como técnicos, construtores e transportadores — e pediu novas políticas públicas e parcerias privadas para reduzir burocracias e apoiar pequenos negócios.

Lições da Ásia para o mercado de trabalho

Na avaliação de Farley, o sucesso asiático está no fortalecimento de sistemas robustos, que valorizam socialmente a mão de obra técnica e garantem sua renovação por meio de programas de aprendizagem e capacitação profissional. Ele lembrou que a Ford enfrenta carência de técnicos em todo o mundo e defendeu maior engajamento das empresas com escolas técnicas, sindicatos e organizações comunitárias.

O papel da política industrial

O executivo também comentou sobre a política econômica e comercial americana. Para ele, medidas como tarifas e barreiras regulatórias podem agravar a escassez de trabalhadores, caso não venham acompanhadas de investimentos sólidos em educação técnica e produtividade.

A governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, presente no evento, reforçou a preocupação e disse que, sem ação imediata, a China pode dominar setores estratégicos. Ela citou a presença maciça de montadoras chinesas no Salão de Munique como exemplo da velocidade com que o país asiático avança sobre mercados globais.

Caminhos para o futuro

Tanto Farley quanto Whitmer defenderam uma expansão da educação profissional nos EUA, inspirada em modelos da Alemanha e do Leste Asiático. Eles pediram mais oportunidades de formação técnica e vocacional, redução de barreiras de entrada e maior reconhecimento social de empregos essenciais, que muitas vezes oferecem alta remuneração e possibilidade de empreendedorismo.

Para Whitmer, setores como encanamento, transporte e serviços essenciais precisam voltar a ser valorizados. “Esses empregos tornam nossa vida possível e não podem ser substituídos por tecnologia”, afirmou.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Indústria de máquinas cresce 10,6% em 2025, mas ritmo desacelera

Receita do setor ultrapassa R$ 200 bilhões até agosto

A indústria de máquinas e equipamentos registrou R$ 200,8 bilhões em receita entre janeiro e agosto de 2025, alta de 10,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Apesar do resultado positivo, o setor mostra desaceleração no crescimento. Até julho, o avanço acumulado era de 13,6%.

Impacto do tarifaço e queda em agosto

Em agosto, com o início do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, a receita de vendas recuou 5,6% frente ao mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 26,5 bilhões.

Segundo a Abimaq, o desempenho estava dentro das expectativas. A entidade prevê que os próximos meses mantenham o ritmo mais lento, reflexo da política monetária contracionista e das barreiras comerciais impostas pelo governo norte-americano.

Mercado interno em alta, exportações estáveis

De janeiro a agosto, as vendas internas somaram R$ 153,2 bilhões, crescimento de 12,7% ante 2024. Já as exportações alcançaram US$ 8,3 bilhões, praticamente estáveis, com leve queda de 0,1%.

Entre os destaques positivos, cresceram as vendas de máquinas agrícolas, de bens de consumo não duráveis e de componentes industriais. O maior impulso veio da América do Sul, especialmente Argentina, Chile e Peru.

Mudança nos destinos das exportações

O desempenho internacional mostrou realocação de mercados em 2025:

  • América do Norte: queda de 9% nas compras;
  • Europa: crescimento de 11,6%;
  • América do Sul: avanço de 17,2%.

Na região sul-americana, a Argentina se destacou com salto de 47,2% nas aquisições, puxado pelo aumento nas compras de máquinas agrícolas (+82,8%) e para construção civil (+80,1%).

Nos Estados Unidos, que ainda representam 25,9% das exportações brasileiras, houve retração de 7,5%, principalmente devido à menor demanda por máquinas para construção civil (-14,9%). Em 2024, a participação norte-americana era de 26,9%.

Importações sobem com força, China lidera

As importações de máquinas e equipamentos somaram US$ 21,1 bilhões até agosto, alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A China segue como principal fornecedora, responsável por 31,8% do total importado no acumulado do ano. Apenas em agosto, o país respondeu por 30,6% das compras, com aumento mensal de 12,9%. No comparativo anual, o crescimento das importações vindas da China foi de 18%.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Industria

Alckmin destaca avanços nas negociações com os EUA e ressalta parceria com a indústria

Em reunião na CNI, ministro do MDIC destacou reversão de taxação para 8% das exportações impactadas e agradeceu o empenho do setor privado na defesa comercial brasileira

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou nesta terça-feira (30/09) a importância do trabalho conjunto entre o governo federal e o setor produtivo na defesa dos interesses comerciais brasileiros frente ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Convidado a participar da reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alckmin disse que o encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos EUA, Donald Trump, na ONU, foi um passo importante que terá desdobramentos para resolver o impasse tarifário.

Em sua fala, o ministro do MDIC destacou resultados positivos já alcançados nas negociações. “Se pegar essas últimas quatro semanas, foram 8% das exportações brasileiras afetadas pelo tarifaço que saíram. 4% na celulose. Agora mais 4% de madeira e móveis”, explicou.

O vice-presidente ressaltou, ainda, o papel do setor produtivo nas negociações, mencionando a missão empresarial coordenada pela CNI a Washington, no início de setembro. “Foi muito importante a ida da CNI e da delegação de empresários aos Estados Unidos. A Amcham e a US Chambers também têm ajudado, então essa parceria é muito importante para nos ajudar a resolver essa questão,” disse Alckmin, agradecendo o presidente da CNI, Ricardo Alban, pelo “empenho do setor privado brasileiro e americano”.

Coordenando o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo governo federal para fazer frente à tarifa imposta pelos EUA, o vice-presidente realizou dezenas de reuniões com representantes de empresas brasileiras e norte-americanas para buscar soluções para o tarifaço.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a preocupação com a defesa comercial brasileira em um momento em que diversos países estão aplicando políticas protecionistas e se reposicionando globalmente. Ele também ressaltou o diálogo entre os setores públicos e privado.

“Se falamos tanto em complementariedade entre o setor público e o privado, eles têm e precisam se complementar para serem eficientes e mitigar os hiatos. Queremos transformar os desafios em oportunidades e chegarmos a discussões construtivas. A possibilidade do encontro entre os dois presidentes demostra a força dessa convergência”, disse Alban.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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