Agricultura, Comércio Exterior, Internacional

Brasil e Senegal discutem cooperação agrícola para promoção da segurança alimentar

Comitiva senegalesa foi recebida no Mapa para ampliação da cooperação técnica entre os países

O secretário-Executivo Adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, reuniu-se nesta quinta-feira (15) com o ministro da Agricultura, Soberania Alimentar e Pecuária do Senegal, Mabouba Diagne, para tratar do fortalecimento da cooperação bilateral no setor agropecuário.

Durante o encontro, o secretário apresentou um panorama do desenvolvimento agropecuário brasileiro nas últimas cinco décadas. Destacou a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a tropicalização dos sistemas de produção, os avanços no melhoramento genético animal e vegetal, além da adaptação dos solos do Cerrado e da expansão dos sistemas irrigados no semiárido brasileiro como pilares da transformação do Brasil.

O ministro Mabouba Diagne reconheceu os avanços do Brasil como referência internacional e manifestou interesse em adaptar e aplicar parte dessas soluções ao contexto senegalês, com foco na transformação da agricultura local e na garantia da segurança alimentar no país.

Entre os temas discutidos, os representantes dos dois países destacaram a intenção de ampliar a cooperação técnica e estabelecer um memorando de entendimento com foco em ações conjuntas.

Apoio ao desenvolvimento do sistema de cooperativas no Senegal, acesso a material genético brasileiro, implementação de sistemas de produção integrados; além de soluções para mecanização agrícola, com acesso a máquinas e equipamentos, e melhorias na infraestrutura de armazenamento de alimentos são algumas das iniciativas em análise.

A proposta inclui ainda a possibilidade de o Brasil colaborar com o fornecimento de alimentos seguros, de qualidade e com preços competitivos ao Senegal.

“O Brasil está à disposição para cooperar com Senegal em temas estruturantes como o desenvolvimento de sistemas produtivos, políticas públicas agrícolas e o acesso a tecnologias que contribuam com a segurança alimentar e a inclusão produtiva”, afirmou o secretário Cléber Soares.

O ministro senegalês está em visita ao Brasil no contexto do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, que será realizado na próxima semana e reunirá autoridades de diversos países africanos para discutir parcerias e soluções conjuntas para a segurança alimentar no continente.

A comitiva do Senegal foi composta pelo ministro Mabouba Diagne; pelo diretor da Agricultura, Moctar Ndiaye; pelo diretor da Modernização e do Equipamento Rural, Bounama Dieye; pelo diretor da Pecuária, Mamadou Diagne; pelo encarregado de negócios, Alioune Badara Ndiaye; e pelo primeiro-secretário, Robert Emmanuel Dioh.

Pelo lado brasileiro, participaram da reunião o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira; o diretor substituto de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo; e o assessor da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Jean Manfredini.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Importação

Veja países que suspenderam importação de frango do Brasil após caso de gripe aviária

Medidas foram adotadas após caso registrado em granja na cidade de Montenegro (RS)

Depois da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, no Rio Grande do Sul, uma série de países tomaram medidas em relação as importações do frango brasileiro. A China, um dos principais compradores de frango produzido no país, foi o primeiro a anunciar a medida.

Em seguida, a União Europeia e a Argentina adotaram restrições semelhantes. Outros países como Uruguai, Chile e México deixaram de comprar a produção brasileira por precaução.

Neste domingo, a Coreia do Sul se juntou a essa lista. Com isso, chega a 32 o número de países que anunciaram o bloqueio da compra de frango produzido no Brasil.

Confira a lista completa de países

  • China
  • União Europeia
  • Argentina
  • Uruguai
  • Chile
  • México
  • Arábia Saudita
  • Japão, apenas para aves de Montenegro (RS)
  • África do Sul
  • Canadá
  • Coreia do Sul
  • Emirados Árabes Unidos, apenas aves provenientes da área afetada
  • Filipinas, apenas aves provenientes da área afetada

Frango ou ovos não transmitem gripe aviária, afirma ministério

O Ministério da Agricultura afirma que o consumo da carne de frango ou dos ovos não traz risco ao consumidor.

— Não é o consumo humano que está em risco, e sim a contaminação sanitária dos plantéis comerciais. Você exportar uma carne contaminada com aquele vírus e ele contaminar os plantéis comerciais — disse o ministro Carlos Fávaro.

O Brasil é o maior exportador de frango no mundo e o terceiro maior produtor. A China é a maior compradora, seguida dos Emirados Árabes e do Japão, segundo a associação de produtores, a ABPA.

Como funciona a suspensão por conta da gripe aviária

Segundo o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, as exportações de todos os estados do Brasil estão suspensas para a China e União Europeia.

Esses países possuem acordos que preveem bloqueios automáticos em caso de doenças em granjas, suspensões que são feitas pelo próprio Brasil. Já os demais compradores, como Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Filipinas, Arábia Saudita, Japão e África do Sul, possuem acordos regionalizados.

Em alguns casos, são suspensas as vendas somente do que é produzido no local de foco da doença. Em outros, ela se estende ao município ou ao estado afetado.

Próximos passos após caso de gripe aviária

Depois de 28 dias após a desinfecção da granja de Montenegro (RS), o país poderá se autodeclarar livre de gripe aviária em granjas comerciais, se não houver nenhum outro foco, conforme regra da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Caso o Brasil não tenha novos focos depois desse períodos, reaberturas de mercado para o frango nacional poderão ser negociadas.

De acordo com o governo federal, o foco em Montenegro é o primeiro de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) detectado na avicultura comercial do país.

As cerca de 17 mil aves da granja morreram em decorrência da doença. No sábado (17), foram instaladas barreiras de contenção para a doença em um raio de 10 km da granja afetada.

Anteriormente, o Brasil registrou casos de gripe aviária em aves silvestres, ou seja, que vivem soltas na natureza, e em criações para subsistência, que não são comerciais.

O Ministério da Agricultura chegou a declarar emergência zoossanitária no país em 2023 por conta desses focos. Desde 2006, o vírus da gripe aviária, H5N1, circula especialmente na Ásia, na África e no Norte da Europa

Fonte: NSC

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

Parcerias que movem o Comércio Exterior: saiba quem estará no Global Trade Summit 2025 

O Global Trade Summit 2025 é mais do que um evento — é o ponto de convergência para quem molda o futuro do comércio exterior no Brasil. De 21 a 23 de maio, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), líderes, especialistas e profissionais se reúnem para discutir as transformações que estão redefinindo as operações internacionais do país. 

Realizado pelo Núcleo de Comércio Exterior da ACII – Associação Empresarial de Itajaí, é o principal congresso nacional voltado ao comércio exterior, reunindo mais de 40 palestrantes de referência e centenas de participantes em busca de insights práticos, networking estratégico e debates de alto nível. Com foco em temas como reforma tributária, tecnologia, logística, compliance, ESG e integração público-privada, o evento oferece uma experiência imersiva para quem vive o dia a dia das importações, exportações e operações logísticas.  

Parceiros que tornam tudo possível 

O sucesso do Global Trade Summit 2025 é resultado da colaboração com parceiros estratégicos que compartilham a visão de um comércio exterior mais eficiente e inovador. A presença e o apoio desses parceiros são fundamentais para proporcionar uma experiência enriquecedora a todos os participantes. 

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) é uma das maiores instituições de ensino superior de Santa Catarina, com mais de 25 mil alunos, ampla oferta de cursos presenciais e a distância, incluindo graduação, especializações, mestrados e doutorados. Conta com estrutura robusta de salas, laboratórios, bibliotecas, além de rádio e TV universitária. Destaca-se na pesquisa com mais de 100 grupos ativos e forte atuação em projetos de extensão. Está presente em sete municípios do litoral Centro-Norte catarinense, organizando-se em cinco grandes escolas do conhecimento e atuando com foco em ensino, pesquisa, inovação e internacionalização.. Considerada pelo Ministério da Educação a melhor Universidade não estatal de Santa Catarina, o estande da Univali terá várias atividades, entre elas o sorteio de uma bolsa de estudos de 50% de desconto.  

Localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, a Portonave iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG com ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais, sociais e de governança.  

Com duas décadas de atuação, o Trust Group é uma empresa referência em Comércio Exterior e Logística, atuando em nível nacional e internacional. Com sede em Itajaí (SC) e presença em Santa Catarina, São Paulo, Rondônia, Espírito Santo, Minas Gerais e em Miami (EUA), também conta com armazéns logísticos estrategicamente localizados em Itajaí/SC, Garuva/SC, Sumaré/SP e Cabo de Santo Agostinho/PE. 

Seu portfólio completo de soluções atende diversos segmentos — como metal mecânico, químico, farmacêutico, agronegócio, alimentos e aeronaves — sempre com foco em oferecer comodidade, segurança e excelência operacional. O Trust Group está entre os 30 maiores importadores de produtos químicos do Brasil, é líder em importação de suplementos alimentares e figura entre os cinco principais players na importação de resinas.  

O Porto Itapoá se destaca pela eficiência, modernidade, tecnologia e sustentabilidade em suas operações. Ele é considerado um dos maiores e mais importantes terminais portuários do Brasil, especialmente na movimentação de cargas conteinerizadas. Além disso, o porto tem se mostrado inovador e preocupado com o meio ambiente, conquistando diversos prêmios por suas práticas sustentáveis. 

A Zurich Airport Brasil, responsável pela operação dos aeroportos de Florianópolis, Vitória, Macaé e Natal, integra o grupo suíço Zurich Airport, reconhecido mundialmente pela excelência na gestão aeroportuária. A empresa adota uma visão inovadora, transformando aeroportos em espaços multifuncionais que vão além da aviação, com foco em lazer, compras, serviços e desenvolvimento sustentável, sempre respeitando a cultura local. O destaque do grupo é o Aeroporto de Zurique, na Suíça, eleito 20 vezes o melhor da Europa. Com três terminais e o complexo The Circle, recebe cerca de 30 milhões de passageiros por ano. Além disso A Zurich Airport Brasil sempre acreditou no potencial logístico de seus Terminais de Cargas, investindo continuamente para transformá-los em importantes polos de conexão e desenvolvimento regional.​ 

Floripa Airport é o nome comercial dado ao Aeroporto Internacional de Florianópolis-Hercílio Luz, localizado em Florianópolis, no Brasil. É operado pela Zurich Airport Brasil. O nome “Floripa” é uma referência carinhosa à cidade e visa fortalecer a identidade do aeroporto com a região. O aeroporto é um importante hub de viagens, tanto para destinos nacionais como internacionais, e oferece diversos serviços aos passageiros. Recentemente, foi reconhecido como um dos principais aeroportos do país em termos de movimento de passageiros internacionais. Além da movimentação de passageiros, o Floripa Airport também opera como um terminal de cargas, o Floripa Airport Cargo, que atende a região Sul do Brasil. 

Com mais de 30 anos de experiência em Comércio Exterior, a empresa é uma consultoria especializada e referência nacional em soluções personalizadas para Certificação OEA. Liderada pelo Advogado Maritimista Dr. Fábio Gentil, atua como parceira estratégica no sucesso de negócios internacionais, oferecendo um atendimento próximo e especializado. Já contribuiu com o crescimento de mais de 50 empresas, sempre com foco em excelência, confiança e resultados. 

Fundada nos anos 2000, a Interseas é pioneira em soluções integradas para o comércio exterior, oferecendo gestão global e personalizada de processos com foco em estratégia, inteligência e segurança. Com uma equipe altamente qualificada e proativa, a empresa atua como extensão do departamento de comércio exterior de seus clientes, garantindo tranquilidade para que se concentrem em seu core business. A Interseas preza por parcerias próximas, atendimento premium e excelência em cada serviço, analisando individualmente cada processo para aplicar a melhor solução, sempre com ética e atenção aos detalhes. Referência no setor, conecta todos os intervenientes da cadeia logística, agregando valor do início ao fim da operação e mantendo-se atualizada frente às constantes mudanças da legislação. 

A SC Portos é uma referência em operações portuárias de carga geral no Complexo Portuário de Itajaí. Resultado da união entre a SOIN, de São Francisco do Sul, e a SIMETRIA, de Imbituba, a empresa foi fundada em 2021 e reúne mais de 20 anos de experiência de seus sócios no setor. Especializada no manuseio de cargas break-bulk, madeira, celulose, aço, veículos (roll-on roll-off) e também em operações com navios de cruzeiro, a SC Portos conta com uma equipe altamente qualificada, oferecendo soluções eficientes, seguras e personalizadas. Com foco em produtividade, excelência operacional e relacionamento estratégico com parceiros, a SC Portos fortalece a logística regional e atende com qualidade empresas nacionais e internacionais. 

Com mais de 30 anos de experiência no comércio exterior, o despachante aduaneiro Daywson Meirinho fundou em Itajaí — polo estratégico do setor — as empresas Mex Log e Mex Trade, especializadas em despacho aduaneiro, assessoria aduaneira, importação por conta e ordem e por encomenda. 

Em 2023, para oferecer uma solução ainda mais completa, foi criada a Mex Agenciamento de Cargas, voltada ao frete internacional. Com essa expansão, nasceu o Grupo Mex, que reúne expertise, atendimento personalizado e serviços integrados em todas as etapas da importação e exportação. Com uma equipe experiente e comprometida, o Grupo Mex atua com foco na excelência, oferecendo assessoria especializada e soluções alinhadas às necessidades de cada cliente, sempre buscando ir além das expectativas. 

O Sinditrade é o Sindicato das Empresas de Comércio Exterior de Santa Catarina, atuando como uma entidade representativa que conecta o estado ao mercado internacional. Com forte proximidade com seus afiliados, o Sinditrade oferece suporte jurídico, consultoria regulatória e fiscal, além de promover cursos e eventos que capacitam profissionais e incentivam o networking no setor. Comprometido com o fortalecimento do comércio exterior catarinense, o sindicato atua na defesa de interesses junto a órgãos públicos e instituições regulatórias, buscando um ambiente mais competitivo e favorável para as empresas. Com foco na representatividade e colaboração, o Sinditrade é um parceiro estratégico para quem atua no comércio internacional em Santa Catarina. 

Com mais de 30 anos de atuação no Brasil, o Sicoob é uma das maiores cooperativas de crédito, oferecendo soluções financeiras inovadoras para o comércio exterior. Sua parceria agrega ainda mais valor ao nosso evento, proporcionando insights essenciais para o desenvolvimento econômico do setor. 

A Logcomex vai além de soluções tecnológicas e ferramentas de insights: oferece ao ecossistema do comércio exterior operações mais práticas, seguras, integradas e eficientes. Desde 2016, com origem em Paranaguá/PR, nasceu da visão de transformar o comércio global no Brasil, unindo expertise portuária e conhecimento em negócios. Com forte cultura organizacional e valorização de parceiros, a empresa conquistou liderança no setor de Comex Tech no Brasil e na América Latina, consolidando-se como referência em inovação e excelência no atendimento a todos os players do comércio exterior. 

Fundada em agosto de 2016, a Wolff Cargo nasceu com o propósito de se tornar referência no Comércio Internacional, oferecendo um atendimento diferenciado e de excelência, focado nas necessidades de exportadores e importadores. Com valores firmados na transparência, ética e idoneidade, a empresa busca constantemente conquistar e fidelizar seus clientes. Conta com representantes em todos os portos e aeroportos do Brasil e uma ampla rede de agentes de carga presente em todos os continentes, possibilitando atendimento em mais de 350 portos e aeroportos em mais de 150 países. Sua equipe é altamente qualificada e está em constante atualização para garantir soluções ágeis, econômicas e seguras, com suporte completo em todas as etapas da operação. 

A AGESBEC (Armazéns Gerais Entrepostos São Bernardo do Campo LTDA) foi o primeiro Entreposto Aduaneiro do Brasil, transformando os métodos de importação e exportação no país. Fundada em 1971 como armazém alfandegado, foi pioneira na prestação de serviços de Entreposto Aduaneiro e Depósito Alfandegado Certificado, conquistando expertise e excelência na área. Em 1999, foi adquirida pelo Grupo Drago, com atuação desde 1964 nos setores industrial e logístico. Hoje, a AGESBEC é uma das maiores empresas do segmento, com infraestrutura completa para atender plenamente às demandas da logística e do comércio exterior.

O escritório Macedo & Winter Advogados Associados atua há mais de uma década com foco em tornar as operações de comércio exterior mais seguras e eficientes. Com perfil técnico e conservador, é referência em direito aduaneiro, tributário, portuário, regulatório, cível e societário. Atende empresas de diversos segmentos e presta consultoria jurídica especializada junto a órgãos como Receita Federal e agências reguladoras, além de oferecer suporte em contratos, compliance, obrigações marítimas e operações societárias. *não está no instagram da Global 

Fundada em 2017 e sediada em São Paulo, a STM Trading é uma empresa especializada em operações de Comércio Exterior, oferecendo soluções completas em importação, exportação e consultoria internacional. Com foco na simplificação e inovação dos negócios internacionais, a STM Trading busca reduzir custos operacionais, logísticos, financeiros e tributários para seus clientes. Sua parceria fortalece ainda mais o nosso evento! 

A JBS Terminais faz parte da JBS S.A., multinacional brasileira com mais de 70 anos, considerada uma das líderes globais da indústria de alimentos. Com sede em São Paulo e presença em mais de 20 países, a empresa conta com mais de 270 mil colaboradores comprometidos com práticas sustentáveis, inovação, qualidade e segurança alimentar. Seu portfólio inclui desde carnes in natura até pratos prontos, com marcas reconhecidas no Brasil e no exterior, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, entre outras. 


Parceiros da Global Trade Summit 2025 reforçam o compromisso em proporcionar um evento enriquecedor e alinhado com as necessidades do comércio exterior brasileiro. 

Conheça todos os parceiros presencialmente nos dias 21, 22 e 23 de Maio.

Para quem é o evento? 

Se você atua com comércio exterior, logística, aduana, tecnologia, sustentabilidade ou gestão pública, o Global Trade Summit é para você. É uma oportunidade única para se atualizar com as tendências que impactam diretamente o seu negócio, aprender com especialistas renomados e estabelecer conexões valiosas que podem impulsionar sua carreira e empresa. 

Por que você não pode ficar de fora? 

  • Conteúdo de Alto Nível: Aprenda com especialistas que estão na linha de frente das transformações no comércio exterior. 
  • Networking Estratégico: Conecte-se com profissionais e empresas em momentos criados para gerar trocas, parcerias e novas oportunidades reais. 
  • Experiência Imersiva: Participe de painéis, bate-papos interativos, podcasts ao vivo e ativações especiais oferecidas pelos patrocinadores. 

Garanta sua vaga e faça parte deste movimento que está moldando o futuro do comércio exterior no Brasil. 

📅 Data: 21 a 23 de maio de 2025 
📍 Local: Expocentro Júlio Tedesco, Balneário Camboriú, SC 

Inscrição com desconto, usando nosso cupom RECONECTA15
 https://www.sympla.com.br/evento/global-trade-summit-2025/2767934?referrer=l.instagram.com&fbclid=PAQ0xDSwKUZlhleHRuA2FlbQIxMQABp88RI9MXAh_vqx-c1ljuoCn7S6Qs1sd83i54iv09pyI6qKC3EDVgrR_ODyzz_aem_Wr_bPF34sp9csb3CjVkiwQ&referrer=l.instagram.com

Para mais informações e inscrições acesse o site oficial: globaltradesummit.com.br 

Ler Mais
Comércio Exterior, Mercado Internacional, Negócios

Trump pede a presidente da Apple que desista de fabricar produtos na Índia

As declarações de Trump ocorrem após o Cook confirmar, na semana anterior, que as fábricas instaladas na Índia devem fornecer a maior parte dos iPhones comercializados nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que solicitou ao presidente da Apple, Tim Cook, a suspensão da construção de fábricas na Índia voltadas à produção de dispositivos destinados ao mercado americano, pressionando a fabricante do iPhone a expandir sua presença industrial dentro do país enquanto a companhia busca transferir sua produção da China.

“Tive uma pequena divergência com Tim Cook ontem”, afirmou Trump sobre a conversa que teve com o executivo da Apple no Catar, onde cumpre agenda oficial. “Ele está construindo (fábricas) em toda a Índia. Eu disse: ‘Não quero que você construa na Índia.’” Segundo o presidente, após a conversa, a Apple se comprometeu a “ampliar sua produção nos Estados Unidos”.

As declarações de Trump ocorrem após o Cook confirmar, na semana anterior, que as fábricas instaladas na Índia devem fornecer a maior parte dos iPhones comercializados nos EUA até o fim do próximo ano, o que complica os planos da empresa de acelerar o deslocamento da produção da China como forma de reduzir riscos ligados a tarifas e tensões geopolíticas.

Atualmente, a Apple fabrica a maior parte de seus iPhones em território chinês e não possui produção de smartphones nos Estados Unidos. Apesar de ter prometido, em fevereiro deste ano, ampliar sua força de trabalho no país e investir US$ 500 bilhões na economia doméstica ao longo dos próximos quatro anos, a empresa enfrenta obstáculos significativos para reproduzir em solo americano a complexa rede de fornecimento e as instalações industriais que mantém na China, que contam com mão de obra altamente especializada em manufatura tecnológica.

As falas de Trump sinalizam mais um capítulo do distanciamento em sua relação com a Apple, uma das companhias mais valiosas do país, e dá sequência às críticas do governo americano ao suposto plano da Amazon de detalhar para seus clientes o impacto das tarifas comerciais impostas por Donald Trump, classificando a iniciativa como um ato político “hostil”.

“Vale lembrar que o presidente Donald Trump chegou à Casa Branca com o apoio de big techs, inclusive contanto com a presença dos presidentes dessas empresas na posse presidencial. A relação de Trump com essas empresas é tão próxima que o empresário Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e da Tesla, chegou a fazer parte da atual gestão.”

Fonte: Valor Investe


Ler Mais
Comércio Exterior, Mercado Internacional

Presidente da WEG fala sobre estratégia da empresa diante das tarifas de Trump

Alberto Kuba afirma que o cenário atual, de volatilidade, será ajustado com o tempo

Desde quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o tarifaço de importações, o mundo empresarial, em especial a indústria, enfrenta incertezas sobre quanto, quando e onde investir, entre outros desafios. Mas esse não é o caso da gigante WEG, de Santa Catarina. O presidente da companhia, Alberto Kuba, afirmou em entrevista para a coluna que no plano estratégico da empresa nada mudou. Ela segue investindo em diversos mercados.

A WEG adquiriu há poucos dias uma tradicional fábrica de tintas no país, a Heresite $ Protective Coatings, e está consolidando a integração da maior aquisição da sua história, da Regal Rexnord, concluída em maio de 2024. Sobre mais investimentos nos EUA, Kuba disse que a empresa está avaliando oportunidades.

Fonte: NSC

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Logística, Networking

Trust Group é destaque no Global Trade Summit 2025 

Em um ano simbólico, celebrando duas décadas de atuação no mercado nacional e internacional, o Trust Group confirma sua participação no Global Trade Summit 2025, que acontecerá entre os dias 21 a 23 de maio, em Balneário Camboriú (SC). O evento reunirá os principais nomes do setor de comércio exterior e logística, e será o palco ideal para a empresa apresentar sua trajetória de sucesso, soluções inovadoras — como a plataforma Trinity — e reforçar sua posição como um dos grandes players do Brasil no cenário global, com negócios realizados em mais de 50 países. 

Destaques da Participação 

O Global Trade Summit será uma oportunidade para o Trust Group reafirmar seu posicionamento como referência em soluções completas de comércio exterior e logística, fortalecer conexões com empresas e profissionais do setor, ampliando oportunidades de negócios e atrair novos talentos, com a presença do time de Recursos Humanos compartilhando a cultura e os valores do grupo. 

A empresa contará com um espaço exclusivo de networking, com ativações interativas e brindes personalizados. Além disso, terá a participação de Grazieli Paulo, Diretora Administrativa e Comercial do Trust Group em um dos painéis programados para às 16h do dia 22 de maio. O tema do debate é o uso de dados na evolução do comércio exterior.  

Além disso o Trust Group participará de um podcast sobre tecnologia no comércio exterior, com mediação de Renata Palmeira, Ceo do RêConecta News. A gravação ao vivo será no dia 22 de maio, às 14h.  

Inovação em destaque: a plataforma Trinity 

Uma das inovações apresentadas no evento será a Trinity – plataforma desenvolvida pelo Trust Group para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e monitoramento centralizado das etapas do processo. A ferramenta possibilita maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. 

“O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada para a integração e visibilidade do Supply Chain, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário, agregando valor real aos nossos clientes”, afirma Regis Paim Dias, Gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade, complementa.” 

Sobre o Global Trade Summit 

A realização do Global Trade Summit em Balneário Camboriú reforça o protagonismo da região no cenário logístico nacional. Cidades como Itajaí e Navegantes são hubs estratégicos para o comércio exterior, e Itajaí foi responsável por quase 6% de todas as importações brasileiras em 2023, movimentando cerca de US$ 30 bilhões, segundo o Comex Stat. 

Projeções da FIESC indicam que, nos próximos três anos, Santa Catarina deve superar o Porto de Santos na movimentação de contêineres, impulsionada por fortes investimentos em infraestrutura logística. 

“Participar do Global Trade Summit é uma oportunidade de reafirmarmos nosso compromisso com a inovação, a excelência e a segurança no comércio exterior, contribuindo para o crescimento de nossos parceiros. Estamos empolgados em compartilhar nossa jornada de 20 anos de sucesso e nossas recentes realizações em tecnologia com todos os participantes”, afirma Grazieli Paulo, Diretora Corporativa e Comercial do Trust Group. 

Sobre o Trust Group 

Com duas décadas de atuação, o Trust Group fundada pelo empresário Juliano Victorino, é uma empresa referência em Comércio Exterior e Logística, atuando em nível nacional e internacional. Com sede em Itajaí (SC) e presença em Santa Catarina, São Paulo, Rondônia, Espírito Santo, Minas Gerais e em Miami (EUA), também conta com armazéns logísticos estrategicamente localizados em Itajaí/SC, Garuva/SC, Sumaré/SP e Cabo de Santo Agostinho/PE. 

Seu portfólio completo de soluções atende diversos segmentos — como metal mecânico, químico, farmacêutico, agronegócio, alimentos e aeronaves — sempre com foco em oferecer comodidade, segurança e excelência operacional. O Trust Group está entre os 30 maiores importadores de produtos químicos do Brasil, é líder em importação de suplementos alimentares e figura entre os cinco principais players na importação de resinas. Com olhar atento ao sucesso dos seus parceiros, posiciona-se como um verdadeiro aliado no desenvolvimento de soluções logísticas e de comércio exterior ponta a ponta. 

SAIBA MAIS SOBRE O TRUST GROUP: CLIQUE AQUI 

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO GLOBAL TRADE SUMMIT: CLIQUE AQUI

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Crusoé: Lula assume que quer importar censura chinesa

O presidente Lula afirmou na China nesta quarta, 14, que o ditador Xi Jinping enviará, a seu pedido, um representante ao Brasil para conversar sobre a regulamentação das redes sociais.

A China é o país que mais promove a censura em todo o mundo.

Além de controlar tudo o que é publicado nas redes em tempo real, o regime chinês usa as novas tecnologias para fazer vigilância em massa e promover os seus cidadãos que seguem comportamentos considerados desejáveis pelo Partido Comunista.

Conteúdo nocivo
Em uma coletiva de imprensa, Lula foi questionado sobre uma notícia dizendo que a primeira-dama Janja teria reclamado do “conteúdo nocivo” de extrema-direita publicado na rede Tik Tok.

O petista se mostrou irritado com o vazamento do conteúdo da reunião pela imprensa e disse que, a seu pedido, o ditador Xi Jinping enviará ao Brasil uma pessoa de sua confiança para “conversar conosco sobre o que que a gente pode fazer, sabe, nesse mundo digital“.

A primeira coisa que eu acho estranho é que como é que essa pergunta chegou à imprensa porque estavam só meus ministros, o Alcolumbre e o Elmar [Nascimento]. Então alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que teve num jantar em que era uma coisa muito confidencial e uma coisa muito pessoal. E, depois, [fui] eu que fiz a pergunta, não foi a Janja. Eu que fiz a pergunta“, disse Lula

Fonte: O Antagonista

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional

Brasil tem espaço limitado para ganhos na guerra comercial entre EUA e China

Dos 1.832 produtos que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos exportam para a China, apenas 17 — ou 0,9% — apresentam sobreposição significativa e concorrência direta entre os dois países. Em um portfólio comercial dominado por commodities, oito desses 17 itens estão relacionados a alimentos.

Entre os 20 países que mais exportaram para a China em 2024, o Japão lidera em número de produtos que competem diretamente com os EUA, com 391 itens. A Alemanha vem em seguida, com 373, e a Coreia do Sul com 222. O Brasil ocupa a 15ª posição, atrás de países como França, Malásia, Tailândia, Suíça, Rússia e Canadá. Entre os países sul-americanos, apenas o Brasil e o Chile (17ª posição) aparecem na lista.

Segundo economistas, os dados indicam que, devido à atual composição da pauta exportadora brasileira, o potencial de ganho de mercado na China em meio ao acirramento das tensões entre as duas maiores economias do mundo é limitado, especialmente em comparação a outros países.

A análise do Valor começou identificando todos os produtos que os 20 maiores exportadores para a China têm em comum com os Estados Unidos. Desse universo, o estudo filtrou os produtos cujas importações chinesas superaram US$ 100 milhões em 2024, abrangendo 96,5% do total importado pela China no ano passado. Dentro desse grupo filtrado, considerou-se que havia “concorrência com os EUA” quando ambos os países detinham pelo menos 5% do mercado de importações da China para aquele item.

Para o Brasil, houve sobreposição de 1.832 produtos exportados para a China em 2024. Destes, 730 tiveram importações chinesas superiores a US$ 100 milhões, mas apenas 17 produtos contavam com participação de mercado superior a 5% tanto para o Brasil quanto para os EUA.

A classificação utilizada foi no nível de oito dígitos, o que proporciona alta especificidade. Para referência, a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC) permite buscas por códigos de dois, quatro, seis ou oito dígitos — quanto mais dígitos, mais detalhada a classificação.

O Japão teve 4.943 produtos em comum com os EUA, dos quais 1.131 superaram o limiar de US$ 100 milhões em importações. Desses, 391 produtos apresentaram participação de mercado de pelo menos 5% tanto para o Japão quanto para os EUA, indicando que 34,6% dos produtos japoneses qualificados competiam com os americanos. As taxas foram de 33% para a Alemanha, 20,6% para a Coreia do Sul e apenas 2,3% para o Brasil.

“Esses números mostram que, embora o Brasil tenha algumas oportunidades, elas são muito mais limitadas em comparação a outros fornecedores que competem diretamente com os EUA”, afirmou Livio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre. “O que os dados revelam é que se trata majoritariamente de comércio intraindústria — peças, bens intermediários e de capital circulando entre países com cadeias de produção complexas”, acrescentou.

O comércio do Brasil com os EUA também apresenta elementos de comércio intraindústria, especialmente em setores como o de aço. “Mas, com a China, estamos posicionados de maneira diferente na cadeia de valor, atuando majoritariamente como fornecedores de produtos básicos. Portanto, qualquer argumento de que o Brasil poderia ganhar mercado em um cenário de desacoplamento entre EUA e China é mais aplicável às commodities do que a produtos manufaturados ou processados. Nesses setores, a concorrência é mais acirrada e muitos players já estão muito à frente do Brasil”, explicou Ribeiro.

Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, destacou que a relação comercial entre Alemanha e China está fortemente atrelada ao setor automotivo, com empresas como BMW, Mercedes-Benz e Audi operando fábricas em território chinês. “Isso confere às exportações alemãs um valor agregado maior, diferente do Brasil, cuja competição com os EUA é mais voltada ao agronegócio”, disse.

Segundo Ribeiro, Japão e Alemanha possuem bases exportadoras muito mais diversificadas. “Isso lhes dá mais opções de atuação, facilitando a busca por nichos de mercado, embora isso não garanta sucesso.” Ele alertou, no entanto, que nos segmentos de manufatura de alto valor agregado, predominam cadeias de fornecimento longas e complexas.

“Se você olha apenas para as exportações finais, perde de vista todos os componentes envolvidos na fabricação do produto. Pegue o iPhone como exemplo: o microprocessador vem de um país, a tela de outro, o invólucro, o giroscópio e o acelerômetro de outros diferentes. Esse tipo de montagem global conecta países como Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China e EUA de uma forma que os números brutos do comércio não captam”, explicou Ribeiro.

Leal acrescentou que o Sudeste Asiático está fortemente integrado à economia chinesa. Malásia, Tailândia e Singapura ocupam, respectivamente, a sexta, sétima e oitava posições no índice de competição. Vietnã e Indonésia aparecem mais abaixo, na 12ª e 14ª posições. “Isso é natural, dado a proximidade geográfica e cultural, e também reflete a migração da produção da China para países com custos mais baixos”, explicou.

O Vietnã, destacou ele, chama atenção. “Foi um dos países mais afetados pelas tarifas de Trump, devido ao seu terceiro maior superávit comercial com os EUA, atrás apenas de China e México.” O Vietnã tornou-se um polo de exportação para os EUA de produtos cuja cadeia de suprimentos começa na China. Donald Trump impôs uma tarifa de 46% sobre as importações vietnamitas.

De acordo com Ribeiro, uma intensificação da guerra comercial entre EUA e China provavelmente levaria Pequim a aprofundar seus laços não apenas no Pacífico, mas também via a chamada Iniciativa Cinturão e Rota, estendendo-se à Ásia Central e gerando efeitos indiretos na Europa e na África. “Os EUA estão tentando isolar a China”, disse. “Mas em alguns mercados, especialmente no Sudeste Asiático, isso dificilmente terá sucesso. O mesmo se aplica à África e, em certa medida, à Ásia Central. É improvável que os EUA consigam substituir a presença chinesa, que já é dominante nessas regiões.”

Ribeiro lembrou ainda que, no final do ano passado, a China anunciou tarifas zero para produtos de países que reconhece como “Menos Desenvolvidos” (LDCs, na sigla em inglês) e com os quais mantém relações diplomáticas. Seguindo a definição da ONU, são países com renda nacional bruta per capita de US$ 1.088 ou menos. Dos 44 LDCs, 32 estão na África.

“A realocação dos mercados exportadores americanos para a China ocorreria majoritariamente no Pacífico, entre economias avançadas como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Singapura”, explicou Ribeiro. “Em menor escala, pode envolver também Canadá, México, partes da Europa e da América Latina.”

Entre os 17 produtos em que Brasil e EUA concorrem diretamente na China, a soja lidera a lista. Atualmente, a soja é o principal produto exportado pelo Brasil para a China. Outros itens relevantes incluem carne bovina congelada sem osso e algodão. Segundo dados da alfândega chinesa, o Brasil respondeu por 70% das importações de soja da China em 2024, contra 23% dos EUA. Para Leal, o Brasil ainda pode ganhar um pouco mais de participação, “mas a maior parte do que poderíamos conquistar já ocorreu no primeiro mandato de Trump”.

Confira a seguir um histórico das exportações de carne bovina à China nos últimos quatro anos. Os dados são do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne Bovina à China| Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

Em 2016, antes da primeira administração de Trump, o Brasil já era o principal fornecedor de soja para a China, com 45,8% de participação, enquanto os EUA detinham 40,5%. As mudanças no mercado desde 2019 impulsionaram fortemente a produção brasileira. Segundo dados da SECEX/MDIC, o Brasil exportou US$ 14,4 bilhões em soja para a China em 2016. No ano passado, esse número saltou para US$ 31,5 bilhões.

Esse boom da soja também aumentou a dependência do Brasil em relação à China. Em 2016, a China representava 19,6% das exportações brasileiras. Em 2019, esse percentual chegou a 28,7%, atingiu o pico de 30,7% em 2023 e recuou levemente para 28% em 2024.

O Brasil também tem forte participação na carne bovina congelada sem osso, detendo 53% do mercado chinês. Já os EUA possuem apenas 8%. No algodão, o Brasil detém 42% enquanto os EUA têm 35%, indicando espaço para ganhos adicionais. O milho é o quarto item da lista, e o Brasil também tem ampliado sua presença nessa categoria, com 51% das importações chinesas contra 15% dos EUA.

Ribeiro observou que os ganhos brasileiros nas exportações de milho também estão ligados às políticas comerciais de Trump. “A maior parte dos ganhos agrícolas já ocorreu. A próxima oportunidade pode vir de novas culturas”, afirmou, citando o sorgo como uma possível nova aposta que ainda não integra a lista de 17 itens compartilhados.

Barral acredita que o Brasil poderia encontrar mais oportunidades em produtos onde os EUA ainda são dominantes. Um exemplo é o caulim, no qual o Brasil detém 9% do mercado chinês e os EUA 62%. Contudo, as importações de caulim pela China somaram apenas US$ 150,5 milhões em 2024, muito menos que os US$ 52,2 bilhões da soja.

Leal ressaltou que eventuais ganhos com a substituição das exportações americanas também dependem da demanda interna chinesa. “No final das contas, o que mais importa é se o consumo na China cresce. Caso contrário, corremos o risco de aumentar nossa fatia em um mercado em retração, sem avançar de fato.”

No ano passado, Leal destacou que 30% do crescimento econômico da China veio das exportações. A guerra comercial entre EUA e China deve acelerar os planos de Pequim de estimular o consumo interno. “A China não pode continuar dependendo tanto das exportações ou do mercado americano. Todo mundo está atento a isso”, acrescentou.

Fonte: Valor International

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

EUA e China chegam a acordo para reduzir tarifas por 90 dias

Os Estados Unidos e a China anunciaram na segunda-feira que chegaram a um acordo para reduzir as tarifas recíprocas. Em declarações após conversas com autoridades chinesas em Genebra, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que os dois lados concordaram com uma pausa de 90 dias nas medidas.

Os Estados Unidos estão reduzindo as tarifas extras impostas à China este ano, levando a alíquota de 145% para 30%. Enquanto isso, a China está reduzindo as tarifas sobre produtos americanos de 125% para 10%.

“Ambos os países representaram muito bem seus interesses nacionais”, disse Bessent. “Ambos temos interesse em um comércio equilibrado, e os Estados Unidos continuarão caminhando nessa direção.”

Bessent discursou ao lado do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, após as negociações do fim de semana, nas quais ambos os lados elogiaram o progresso na redução das diferenças.

“O consenso de ambas as delegações neste fim de semana é que nenhum dos lados quer uma desaclopamento”, acrescentou Bessent. “O que ocorreu com essas tarifas altíssimas foi o equivalente a um embargo, e nenhum dos lados quer isso. Nós queremos comércio.”

A China afirmou que também “suspenderia ou cancelaria” medidas não tarifárias adotadas contra os EUA.

As reuniões em Genebra foram as primeiras interações presenciais entre autoridades econômicas do alto escalão dos Estados Unidos e da China desde que o presidente americano, Donald Trump, retornou ao poder e lançou uma ofensiva tarifária global, impondo tarifas particularmente pesadas à China.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou as tarifas pagas por importadores americanos sobre produtos da China para 145%, além daquelas que impôs a muitos produtos chineses durante seu primeiro mandato e às tarifas cobradas pelo governo de Joe Biden.

A China reagiu impondo restrições à exportação de alguns elementos de terras raras, vitais para os fabricantes americanos de armas e bens de consumo eletrônicos, e elevando as tarifas sobre produtos americanos para 125%.

A disputa tarifária paralisou quase US$ 600 bilhões em comércio bilateral, interrompendo as cadeias de suprimentos, gerando temores de estagflação e desencadeando algumas demissões.

Os mercados financeiros estavam atentos a sinais de redução nas tensões da guerra comercial, e os futuros de ações de Wall Street subiram e o dólar se firmou em relação a pares considerados ativos seguros na segunda-feira, com as negociações aumentando as esperanças de que uma recessão global possa ser evitada.

A consultoria Capital Economics calculou que, devido às tarifas que antecederam o retorno de Trump ao poder neste ano, as tarifas totais dos EUA sobre a China cairão para cerca de 40% após o acordo, enquanto as tarifas chinesas sobre os EUA seriam de cerca de 25%, de acordo com o “Financial Times”.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional, Sustentabilidade

Combustível sustentável, carros elétricos e delivery: China vai investir R$ 27 bilhões no Brasil

Investimentos são para a área de infraestrutura, tecnologia e educação

A China anunciou, nesta segunda-feira (12), que deve investir cerca de R$ 27 bilhões em diversas áreas no Brasil, como de infraestrutura, tecnologia e educação. A confirmação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, fazer o anúncio durante o Fórum Empresarial Brasil-China.

Os investimentos principais já anunciados estão relacionados ao ramo de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) a partir da cana-de-açúcar, com a construção do primeiro Parque Industrial Net-Zero. O foco também será a produção de hidrogênio verde e amônia verde. Nesta área, serão investidos R$ 5 bilhões pela empresa Envision.

Foram mais de 400 oportunidades encontradas pela ApexBrasil para ampliação da parceria entre o Brasil e China, com especial atenção para o agronegócio.

Investimentos em carros elétricos e delivery

Cerca de R$ 6 bilhões devem ser investidos pela montadora chinesa Great Wall Motors, com a expansão da marca no Brasil. Além disso, a Meituan, plataforma de delivery de alimentos, deve investir R$ 5 bilhões, com a geração de até 4 mil empregos diretos e 100 mil indiretos.

O setor de delivery também deve ganhar mais um concorrente com a empresa DiDi, que opera no Brasil pela 99. A empresa pretende ampliar o serviço no país e criar mais de 10 mil pontos de recarga para veículos elétricos.

A estatal chinesa China General Nuclear Power Group (GCN), a maior operadora de energia nuclear na China e a terceira maior do mundo, também investirá no país, mais especificamente para construir um hub de energia renovável no Piauí.

Outros tipos de materiais também devem ampliar a capacidade de produção no Brasil, como o ramo de semicondutores, que deve levar mais de R$ 650 milhões em investimentos da Longsys em São Paulo e Amazonas.

Sorvetes, bebidas, mineração e farmácia

A rede de bebidas e sorvetes Mixue também é mais uma novidade no Brasil, com investimentos de R$ 3,2 bilhões, que devem gerar mais de 25 mil empregos no país até 2030. O Brasil também terá parcerias para a promoção do café brasileiro com a Lickin Coffe, mais filmes no cinema com a Huaxia Film, e mais produtos nacionais no varejo com a Hotmaxx.

A mina de cobre Serrote, em Alagoas, também faz parte dos investimentos chineses, comprado por R$ 2,4 bilhões pelo grupo minerador Baiyin Nonferrous. Uma plataforma de Insumos Farmacêuticos Ativos também será criada no Brasil, com a Nortec Química em parceria com a Acebright, Aurisco e Goto Biopharm. Para isso, serão utilizados R$ 350 milhões.

5° maior investidor direto no Brasil

No discurso do presidente Lula durante o fórum, ele apontou o crescimento da China no ranking de investimento direto no Brasil. Segundo o presidente, “na última década, a China saltou da 14ª para a 5ª posição no ranking”.  

Conexões aéreas entre os países para “elevar o intercâmbio de turistas” também foram citadas.

— A China tem sido tratada, muitas vezes, como se fosse uma inimiga do comércio mundial quando, na verdade, a China está se comportando como um exemplo de país que está tentando fazer negócios com os países que foram esquecidos nos últimos 30 anos por muitos outros países. É importante a gente lembrar — destacou o presidente.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook