Portos

Porto de Itaguaí no Rio de Janeiro ganha 13º terminal alfandegado

Alfândega da Receita Federal tem papel decisivo no alfandegamento da KPS, importante para segurança energética e desenvolvimento regional.

A Superintendência da 7ª Região Fiscal do Rio de Janeiro, por meio do Ato Declaratório Executivo SRRF07 nº 7, de 17 de setembro de 2025, alfandegou a instalação flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) Karmol Asia, operada pela Karpowership Brasil Energia Ltda (KPS), contribuindo para o Porto de Itaguaí atingir um novo marco em sua trajetória de desenvolvimento logístico e energético.

Com isso, a Alfândega do Porto de Itaguaí (ALF/IGI) passa a contar com seu 13º terminal alfandegado, consolidando-se como um dos mais estratégicos hubs logísticos do País. A ALF/IGI teve papel central na viabilização do processo de alfandegamento, assegurando o cumprimento de todas as exigências legais e operacionais para permitir o início das operações aduaneiras do terminal da KPS sob sua jurisdição – agora apto a importar gás natural liquefeito (GNL) pela Unidade, para posterior armazenamento e regaseificação.

A operação, baseada no conceito LNG-to-Power, transforma o GNL, importado em estado líquido a -160ºC, em gás natural pronto para geração de energia. O gás é armazenado no navio FSRU e, quando acionado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), alimenta quatro usinas termoelétricas flutuantes (Powerships) capazes de gerar até 560 MW de energia, abastecendo o sistema interligado nacional por meio da infraestrutura de Furnas.

Essa energia tem papel crucial nos períodos de baixa nos reservatórios hidrelétricos, com a KPS sendo reconhecida como a usina que mais rapidamente atende à demanda do ONS, geralmente no fim da tarde, momento de pico no consumo de eletricidade e de diminuição da geração solar.

Segundo o delegado da ALF/IGI, auditor-fiscal José Antônio da Veiga Calado Filho, o alfandegamento da unidade representa um ganho importante de eficiência para o país: “Com a instalação alfandegada, o desembaraço do GNL ocorre de forma mais célere, reduzindo custos operacionais e aumentando a previsibilidade e a segurança no abastecimento energético”, destacou um dos auditores-fiscais responsáveis pelo processo.

O projeto da KPS não só representa um dos maiores investimentos estrangeiros recentes no setor energético brasileiro, como também é o maior investimento bilateral de um grupo turco no Brasil, gerando empregos qualificados e impactando positivamente a economia do estado, especialmente em Itaguaí.

Além da operação com GNL, a empresa investiu também em energia solar no município, reafirmando seu compromisso com fontes limpas e sustentáveis. Toda a operação é acompanhada por monitoramento ambiental constante, assegurando que não haja contaminação do ar ou da Baía de Sepetiba, um dos ecossistemas mais sensíveis do estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal, por meio da Alfândega de Itaguaí, mostra-se preparada para os desafios impostos por inovações tecnológicas, atuando para conciliar a celeridade dos processos com a segurança e a legalidade nas operações de comércio exterior.

O novo terminal reforça não apenas a importância estratégica do Porto de Itaguaí para a matriz energética nacional, mas também o papel essencial da Receita Federal como facilitadora do desenvolvimento econômico e sustentável do país.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Portos

Cade se manifesta sobre riscos de concentração em novo terminal do Porto de Santos

Conselho emitiu um parecer técnico sobre a licitação do Tecon Santos 10 afirmando que haveria riscos concorrenciais em eventual concessão do novo terminal a agentes que já atuam no Porto de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu um parecer nesta quarta (24) em favor das decisões da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o processo licitatório do novo terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos.

A Antaq restringiu a participação de operadores que já atuam no porto no edital do novo terminal, que deverá ser o maior do país e terá contrato de arrendamento de até 70 anos. 

Essa decisão foi questionada na Justiça por uma operadora do Porto de Santos, a Maersk Brasil. Nesta semana, a Justiça negou um mandado de segurança impetrado pela empresa. A Maersk afirmava que inclusão das restrições no edital deveria ter sido submetida à nova audiência e consulta públicas, mas a Justiça entendeu que o tema foi contemplado nas audiências anteriores. 

Chamado a se pronunciar sobre as questões concorrenciais no âmbito da licitação, o Cade afirmou que as definições da Antaq são cabíveis dentro da legislação e regulação vigentes e que os riscos concorrenciais vão depender diretamente do player que vencer o processo competitivo.

Segundo o conselho, a “eventual concessão do Tecon Santos 10 a agentes econômicos que já atuam no mesmo mercado relevante ou a ainda agentes econômicos que atuam em outros elos da cadeia” possuem “riscos de natureza concorrencial”.

Um dos riscos caso o vencedor da concessão já detenha participação significativa em outros terminais de contêineres no Porto de Santos, diz o Cade, é a possibilidade de  concentração de capacidade de movimentação de carga e armazenagem alfandegada. Isso poderia resultar, segundo o órgão, “menor pressão por redução de preços ou melhoria na qualidade dos serviços”. 

Outro ponto relevante, segundo o parecer técnico, diz respeito às barreiras de entrada. 

“A concessão para exploração de um terminal exige investimentos elevados, cumprimento de exigências regulatórias e infraestrutura complexa, fatores que poderiam dificultar o ingresso de novos competidores no curto prazo”, afirma o Cade. “Todos esses fatores podem repercutir diretamente nos preços e na qualidade do serviço oferecido ao usuário final, de modo que importadores, exportadores e demais clientes dos serviços portuários podem enfrentar tarifas mais elevadas, menor variedade de serviços e queda no nível de qualidade.”

O Conselho afirma, no entanto, que seu parecer técnico é apenas uma análise em linhas gerais e que não pode confirmar, neste momento, “efeitos líquidos negativos à concorrência da participação dos atuais incumbentes do Porto de Santos.” Segundo o Cade, uma “avaliação definitiva sobre os impactos concorrenciais” só seria possível com um exame detalhado em um contexto de uma análise de concentração econômica — e o caso em questão não constitui um ato de concentração econômica de notificação obrigatória. A licitação do terminal é um ato de concessão outorgado pelo Poder Público, não uma das hipóteses que obrigatoriamente provocam a atuação do Cade, como fusões entre empresas anteriormente independentes, incorporações, aquisição de controle ou de partes de empresa etc. 

No entanto, o Cade concluiu que cabem à “Antaq e ao poder concedente a definição do modelo de concessão que melhor atenda aos interesses públicos setoriais” e que a decisão tomada pela agência regulatória de restringir a participação de atuais incumbentes no processo licitatório é totalmente cabível “dentro do framework legal e regulatório vigente”. 

O novo terminal

O leilão do novo terminal, o Tecon Santos 10, tem gerado expectativa em todo o setor portuário. Terá um investimento estimado de R$ 6,45 bilhões, o maior investimento portuário da história do Brasil, e um contrato com prazo inicial de 25 anos, podendo ser aumentado para 70 anos.

A necessidade de um novo terminal para evitar a saturação do porto, que é o maior da América Latina, é considerada urgente pelo governo. Sem a obra, o Porto de Santos deve esgotar sua capacidade de receber cargas até 2028.

A realização de uma nova audiência arrastaria o processo licitatório do novo terminal — que tem a previsão de aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto. E a possibilidade de concentração de mercado na mão de grandes conglomerados é uma preocupação das autoridades portuárias e de observadores do setor.

Fonte: Jota

Ler Mais
Investimento

Terminal na mira de operação receberia meio bilhão em investimento

Operação de órgãos de segurança mira aquisição e movimentação no PAR50, no Porto de Paranaguá

A operação de órgãos de segurança deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), que investiga fraudes no setor de combustíveis, investiga a aquisição do terminal portuário PAR50, do Porto de Paranaguá (PR).

A operação dos órgãos de segurança investiga fundos de investimentos envolvidos na aquisição do terminal. Entre eles está o Atena Fundo de Investimento em Participações — que é o único cotista da Stronghold, que adquiriu a Liquipar e venceu o leilão do terminal em 2023.

Liquipar arrematou o terminal por R$ 1 milhão num leilão realizado em 2023. O PAR50 tem cerca de 85 mil m² e capacidade para armazenar 70 mil m³ de combustíveis e outros granéis líquidos — o equivalente a 28 piscinas olímpicas.

No ano passado, a empresa que administra o terminal anunciou planos ambiciosos para expandir a movimentação do terminal. A promessa era de investir R$ 572 milhões para triplicar a capacidade de escoamento de líquidos pelo terminal, passando para 205 mil m³.

Em nota à CNN, a Liquipar disse que o investimento “tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais”.

A empresa ainda afirma que “jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá”. “Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento”, indicou.

“A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período”, completou.

Veja abaixo a nota completa:

A Liquipar Operações Portuárias esclarece que jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá. Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento.

A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período.

É importante ressaltar que o licenciamento concedido pelo órgão ambiental IAT, não contempla a movimentação de metanol, limitando-se apenas a diesel, biodiesel e etanol;

Essas informações podem ser facilmente comprovadas:
– Pelas guias de importação, que não registram qualquer operação realizada pela Liquipar;
– Pelas estatísticas oficiais disponíveis no site da Portos do Paraná;
– Pelo ofício expedido pela Autoridade Portuária (PROTOCOLO nº: 24.368.330-0) em 6 de agosto de 2025 no qual solicita explicações pela ausência de movimentação junto ao terminal da Liquipar, o que comprova de forma inequívoca e incontroversa, que até o presente momento, não há qualquer movimentação de produtos no PAR 50, área arrendada cujo arrendatário é a Liquipar;
Além disso, destaca que:
– Todas as operações portuárias são controladas e fiscalizadas pela ANTAQ, Receita Federal, Portos do Paraná e demais autoridades competentes;

O investimento de R$ 572 milhões anunciado pela empresa tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais.

A Liquipar é por definição um terminal portuário destinado ao armazenamento de líquidos em tanques fixos, ela não realiza transporte de mercadorias ou tampouco formula combustíveis.

A Liquipar atua com absoluta transparência e está à disposição das autoridades para cooperar com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários, em coerência com seu compromisso com a legalidade, a segurança e o desenvolvimento do Porto de Paranaguá.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Portos

Leilão de terminal no porto de Santos deve ocorrer em dezembro, diz ministro

A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro

O leilão do novo terminal do porto de Santos, chamado de Tecon 10, deve ocorrer em dezembro e será o maior da história portuária do país, disse nesta quarta-feira o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


Ele declarou que ainda aguarda um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as diretrizes do certame. A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro para ser votado ainda no mesmo mês na corte.


“Nossa posição é que trabalhamos para seguir a orientação do TCU, e fazer algo democrático e que logicamente não haja concentração de mercado e possamos democratizar. Concentração de mercado é algo muito arriscado para o setor portuário e outros setores”, disse o ministro em evento virtual promovido pela Associação da Imprensa Estrangeira (AIE).

Em tese, atuais operadores do terminal e companhias de navegação poderiam ser vetadas de participar do leilão. O ministro prevê investimentos a partir do leilão de ao menos R$5 bilhões ou R$6 bilhões.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Portos

Projeto de requalificação do terminal do Porto do Recife recebe aval do TCU

Obra de R$ 10 milhões vai ampliar capacidade para 50 mil passageiros por ano e oferecer mais conforto

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o projeto de modernização do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto do Recife, em Pernambuco, avaliado em R$ 10 milhões. A previsão é que o edital para o leilão seja lançado ainda no segundo semestre deste ano.

O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o ministro do TCU, Augusto Nardes, na última sexta-feira (8). A modernização tem como objetivo transformar o terminal em um espaço mais confortável, acessível e seguro para turistas e trabalhadores do setor portuário e turístico.

“O terminal de passageiros do Porto do Recife é uma das principais portas de entrada do Turismo internacional do nosso Estado. Com a requalificação, vamos potencializar a movimentação de cruzeiros, atraindo mais turistas estrangeiros e nacionais, fortalecendo a economia e a cadeia produtiva do Turismo”Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

A intervenção deverá elevar a capacidade anual do terminal de 30 mil para 50 mil passageiros, um crescimento superior a 60%.

O ministro do TCU, Augusto Nardes, destacou a relevância da requalificação para o desenvolvimento regional. “Essa obra vai ter um impacto positivo para Recife e Pernambuco. Vejo nessa requalificação uma grande oportunidade para aumentar a movimentação de passageiros, dinamizar a economia e gerar emprego e renda para a região.”

O projeto prevê uma reforma ampla, com atualização do mobiliário e equipamentos. As melhorias incluem a renovação das áreas de espera e atendimento, criação de espaços administrativos adequados, atualização dos sistemas de segurança e reforço na climatização para maior conforto térmico.

A infraestrutura de embarque e desembarque será adaptada para acessibilidade universal, com ambientes mais funcionais. A intervenção abrangerá uma área total de 15.325,87 metros quadrados, incluindo o Armazém 7, a Sala Pernambuco e o estacionamento.

O contrato de arrendamento terá duração de 25 anos (2025–2049), definido pelo maior valor de outorga e remuneração 100% fixa, paga em seis parcelas. Além disso, o arrendatário será responsável por investimentos adicionais para manter e aprimorar a infraestrutura do terminal ao longo do período.

Movimentação e projeções

O Porto do Recife registrou pico histórico de 50.729 passageiros na temporada 2013/2014 e, entre 2015 e 2023, manteve uma média anual entre 25 mil e 30 mil visitantes. Para a temporada 2023/2024, a previsão é de 24 embarcações e 39.072 passageiros, sendo 75% em trânsito e 25% em embarque ou desembarque.

Com a conclusão da requalificação, é esperado que a movimentação anual alcance até 50 mil passageiros, retornando a níveis recordes e impulsionando o turismo e a economia local.

Fonte: Panrotas

Ler Mais
Logística

Suape começa dragagem para viabilizar novo terminal de contêineres

O porto de Suape (PE) iniciará na próxima semana, a partir de 21 de agosto, a dragagem para ampliar o canal interno do porto, informou o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Bisneto. O projeto prevê aprofundamento para 16,2 metros. As obras são estimadas na casa dos R$ 200 milhões, cujos custos são dividos entre os governos federal e de Pernambuco. 

Durante sua participação no painel “Investir para Crescer”, realizado no Seminário Esfera Infra no último sábado (9), em Recife (PE), Bisneto afirmou que a dragagem do canal interno “vai viabilizar não só o futuro processo de expansão de Suape, como também a operação do novo terminal de contêineres da APM Terminals”, subsidiária da Maersk, uma das maiores operadoras de navios de contêineres do mundo.

A APM Terminals adquiriu parte do Estaleiro Atlântico Sul e está fazendo investimentos estimados na casa de R$ 1,6 bilhão para criar um novo terminal de contêineres no porto pernambucano com capacidade para movimentação de 400 mil TEUs (unidades de contêineres).

Segundo o presidente da autoridade portuária, além dos contêineres, o porto quer seguir investimentos em outros setores, como granéis líquidos, minério (o que segundo ele depende de investimentos na Ferrovia Transnordestina) e até mesmo granéis vegetais da região do Matopiba.

“A gente já tem estudos de que a atração de grãos no Matopiba, que é aquela região de cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ela é viável em Suape até pelo ramal rodoviário”, explicou o diretor, lembrando que a velocidade de operação de recepção dos caminhões é um atrativo para o porto.   

Ampliação
Também presente ao painel, Daniel Belisário, diretor comercial da JBS Terminals, lembrou números de crescimento do setor de contêineres no país citados pelo ministro Silvio Costa Filho de mais de 18% no ano passado e disse que isso torna mais que necessária a ampliação dos investimentos nesse tipo de infraestrutura.

“Isso é impossível de se sustentar sem investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou o diretor da companhia que passou a operar o terminal do porto de Itajaí (SC) e é apontada como uma das interessadas na disputa do Tecon10, que será o maior terminal portuário de contêineres do país, em Santos (SP).

O diretor-presidente da APS (Autoridade Portuária de Santos), Anderson Pomini, lembrou em sua participação no encontro que o porto de Santos (SP), além do Tecon10, tem um plano de investimentos de R$ 20 bilhões para os próximos 20 anos.

“O momento é único para a infraestrutura brasileira. Em três a quatro anos todas as obras serão entregues”, disse Pomini, citando entre elas o túnel ligando as cidades de Santos e Guarujá.

Fonte: Agência Infra

Ler Mais
Comércio Exterior

TERMINAL DE CONTÊINERES DOIS (TC2) ENCERRA O PRIMEIRO SEMESTRE COM UM CRESCIMENTO DE 41% EM SUAS OPERAÇÕES

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerra o primeiro semestre de 2025 com um aumento de 41% no volume de operações (em comparação com o mesmo período do ano anterior), alcançando um total de 5.492 TEUs movimentados. Esse crescimento na carga é acompanhado por um aumento nas exportações, maior frequência de viagens e também de movimentações por via terrestre.

Durante os seis primeiros meses do ano, a TC2 avançou em diversas frentes: fortaleceu sua conectividade comercial, diversificou sua matriz exportadora e melhorou sua infraestrutura e eficiência operacional.

Nesse sentido, a companhia marítima CMA CGM anunciou que, como parte do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil), passará a operar semanalmente, em vez de quinzenalmente; enquanto a Maersk manterá operações frequentes no porto, consolidando seu papel fundamental na conectividade do Atlântico Sul. Por sua vez, os navios frigoríficos que vinham operando recentemente com carga a granel ampliarão a diversidade de serviços logísticos.

Em linha com essas novidades, destaca-se que a terminal operou — simultaneamente — dois navios de comércio exterior, algo que não acontecia há mais de 15 anos (o Artemis da CMA CGM no cais 2 e o MV Prince of the Seas no cais 3).

Enquanto essas iniciativas refletem o dinamismo crescente do porto e os esforços voltados à valorização de sua função logística e exportadora, no campo da infraestrutura, a TC2 incorporou novos equipamentos operacionais e painéis elétricos destinados a contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar até 1.000 conexões simultâneas no curto prazo. Também foram realizadas obras de reparo e renovação de cabeamento, melhorando a eficiência e segurança no manuseio de cargas reefer.

Para Emilio Bustamante, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.
“Junto com meu sócio, Alberto Ovejero, e toda a nossa equipe, continuamos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico estratégico, que favoreça as exportações regionais, incentive investimentos e apoie o desenvolvimento da produção local, consolidando o crescimento da nossa cidade.”

Fonte: Todo Logistica News

Ler Mais
Portos

Justiça multa terminal por reter contêineres indevidamente; juiz afirma que não são embalagens

A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, multou o terminal alfandegado Eudmarco S/A em R$ 15 mil pelo atraso na devolução de dois contêineres que ficaram retidos no local por quase um ano devido a irregularidades nas cargas transportadas. O Judiciário considerou que a unidade de transporte (contêiner) não tem relação jurídica com a mercadoria transportada.

A decisão foi tomada na última quinta-feira (31), e o juiz Frederico dos Santos Messias, do Núcleo Especializado de Direito Marítimo, considerou que a retenção dos equipamentos ocorreu de forma irregular pelo terminal. Ainda cabe recurso.

De acordo com o pedido feito pela empresa proprietária dos contêineres, as mercadorias chegaram ao terminal em julho e agosto de 2024, e não foram liberadas pelo terminal após a empresa alegar que elas se encontravam em situação de perdimento — acontece quando a carga é apreendida pela Receita Federal por alguma irregularidade prevista na legislação aduaneira.

“O contêiner é um instrumento de transporte, um equipamento logístico, e não uma embalagem ou um bem acessório à mercadoria […] A situação de “perdimento” ou abandono da mercadoria, ainda que sob fiscalização da Receita Federal, não confere ao terminal alfandegado o direito de reter a unidade de carga”, disse o magistrado.

O terminal foi notificado sobre a obrigatoriedade em restituir os contêineres em 27 de junho, sendo que a ação deveria ocorrer dentro de 48 horas, sob pena de R$ 5 mi a R$ 15 mil. A devolução, no entanto, só ocorreu em 1 de julho.

Contêineres
Segundo a dona dos contêineres, as cargas chegaram ao Brasil e foram levadas ao terminal para passar pelos trâmites da Receita Federal. No entanto, os importadores não deram sequência aos procedimentos exigidos para liberar a mercadoria e trazê-la legalmente para o país (nacionalização), fazendo com que ela permanecesse retida no terminal.

Apesar das tentativas extrajudiciais e da autorização da Receita Federal para a desunitização (retirada) das cargas e liberação dos contêineres à requerente, eles permaneceram retidos.

Em março de 2025, a empresa entrou com uma ação judicial. No processo, a Justiça ainda considerou que “cabe aos recintos alfandegados disponibilizar instalações exclusivas para guarda de mercadorias apreendidas, além de áreas para contêineres, nos termos da Portaria RFB nº 143/2022”.

“É essencial fazer a distinção jurídica entre a unidade de carga (o contêiner) e a mercadoria (a carga) que ela contém. Esta distinção é fundamental e encontra respaldo expresso na legislação pátria”, disse Messias.

Fonte: G1

Ler Mais
Portos

Porto de Açu quer expandir atuação e planeja terminal exclusivo de grãos até 2028

O Porto de Açu, no Rio de Janeiro, conhecido como maior exportador de petróleo e gás do Brasil, quer começar uma nova fase de olho no agronegócio, aumentando a participação no embarque de fertilizantes e grãos.

Inaugurado em 2015 e atuando no agro desde 2020, em 2024 o porto transportou cerca de 550 mil toneladas de grãos, incluindo soja, milho, café e trigo. A expectativa para 2025 é atingir 1 milhão de toneladas.

Para isso, o porto está com uma estratégia que envolve um acordo de intenções com o governo de Goiás e a inauguração de um terminal exclusivo para grãos até 2028. Com investimento de R$ 500 milhões, a expectativa é que ele movimente 1,8 milhão de toneladas no primeiro ano e tenha potencial para atingir 3 milhões de toneladas usando apenas o modal rodoviário.

O diretor comercial e de terminais do Porto de Açu, João Braz, falou com a reportagem sobre as estratégias do porto para ganhar terreno no agronegócio.

Tudo começou com os fertilizantes
Inicialmente, a estratégia do Porto focou na importação de fertilizantes, buscando ser uma alternativa ao Porto de Vitória, que historicamente sofre com longas filas de navios e custos de demurrage, que se refere às taxas cobradas pelo atraso na devolução de contêineres após o período de tempo livre estabelecido no contrato de transporte marítimo. O Açu se posicionou como uma solução para esses períodos de gargalo.

“Para viabilizar o frete rodoviário dos fertilizantes, que se tornava muito oneroso se fosse apenas importação, buscamos a exportação de grãos como contrapartida. O grão é o produto que melhor ‘casa’ com o fertilizante para otimizar os custos logísticos”, afirmou Braz.

Atualmente todas as saídas de grãos e de fertilizantes do porto partem do chamado TMult.

Foco em milho GMO Free
Um dos principais produtos exportados no porto é o milho GMO-Free, que não é geneticamente modificado e feito para consumo humano, utilizado na produção de cereais matinais, por exemplo. Braz explica que Açu se destaca nessa movimentação porque ele não pode ter contato com outros milhos.

“Esse milho não é geneticamente modificado, então ele é movimentado no porto porque exige uma separação. Ele não vai tocar na ferrovia, por exemplo, porque não pode ter risco de contaminação com outro milho. Ele precisa ser movimentado via rodovias mesmo”, explicou, reforçando que esse milho vem 100% de Goiás.

Confira os produtos do agro mais transportados pelo porto de 2023 até agora (em toneladas)

Soja – 242.939
Milho – 134.037
Trigo – 32.546
Café- 15.549

O terminal tem capacidade para receber os navios Panamax, que são embarcações de 60.000 toneladas, e são considerados o lote padrão para a movimentação de soja. Em 2023, o TMult movimentou 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao mesmo período em 2022.

Expectativa pela ferrovia
O projeto da ferrovia EF 118, que vai ligar Vitória (ES) ao Rio de Janeiro (RJ) é a grande aposta de Açu para se consolidar no transporte de grãos. O projeto da ferrovia está na fase final de estudo. O estudo de engenharia foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no final de julho.

A expectativa é que a ferrovia esteja em pleno funcionamento até 2033. Com isso, Braz conta que Açu pode atingir o volume de 8 milhões de toneladas de grãos por ano.

“A meta é que o agronegócio atinja entre 8 a 9 milhões de toneladas de movimentação no porto em 10 anos”, encerrou.

Porto é projeto ‘faraônico’ de Eike Batista
O Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi concebido pelo empresário Eike Batista em 2007. Inicialmente, o projeto era ambicioso, visando o maior porto do país, o maior estaleiro das Américas e um polo industrial. Atualmente, ele é o maior complexo portuário industrial da América Latina, abrigando 28 empresas e 11 terminais de classe mundial.

As obras foram iniciadas em novembro de 2007, e as operações portuárias começaram em outubro de 2014, com o primeiro carregamento de minério de ferro. O custo total da obra até a entrada em operação foi de R$ 9 bilhões, superando a previsão inicial em R$ 1,4 bilhão e com um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original.

O controle do porto foi assumido pela gestora americana EIG em dezembro de 2013, que fez um aporte de R$ 1,1 bilhão e obteve 53% da então LLX, rebatizada para Prumo Logística. Atualmente, a Prumo Logística Global S.A. é controlada pela EIG Management Company LLC (80,2%) e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company (6,9%).

Fonte: Isto é Dinheiro

Ler Mais
Portos

O TC2 cresce 41% em operações

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerrou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 41% no volume de operações, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, foram movimentados 5.492 TEUs, impulsionados por um aumento nas exportações, maior frequência de serviços marítimos e mais operações por via terrestre.

Avanços em conectividade e novos serviços
Entre os destaques, a companhia marítima CMA CGM anunciou a frequência semanal do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil). Por sua vez, a Maersk continuará com operações regulares, consolidando a conectividade do Atlântico Sul.

A diversidade de serviços também foi ampliada com a operação de navios frigoríficos transportando carga a granel. Além disso, pela primeira vez em mais de 15 anos, a terminal operou dois navios de comércio exterior simultaneamente: o Artemis da CMA CGM (no cais 2) e o MV Prince of the Seas (no cais 3).

Melhorias em infraestrutura e eficiência
Em termos operacionais, a TC2 incorporou novos equipamentos e painéis elétricos para contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar 1.000 posições de conexão simultânea. Também foram realizadas obras de renovação da fiação elétrica, aumentando a eficiência e segurança no manuseio de cargas refrigeradas (reefer).

Compromisso com o desenvolvimento sustentável
Para Emilio Bustamante, referência da TC2, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.

“Junto com meu sócio Alberto Ovejero e toda a nossa equipe, seguimos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico chave que impulsione as exportações e o desenvolvimento regional”, afirmou.

Fonte: Todo Logistica News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook