Portos

Porto de Porto Alegre deve receber cinco navios de longo curso até o fim de fevereiro

Após a retomada das operações de navegação de longo curso, o porto de Porto Alegre tem previsão de receber mais cinco navios internacionais até o final de fevereiro. A informação foi confirmada pela Portos RS, após a chegada da embarcação Equinox Eagle nesta semana.

Primeiro grande navio chega após enchentes de 2024

O Equinox Eagle, com bandeira das Ilhas Cayman, foi o primeiro navio de grande porte a atracar na capital gaúcha desde as enchentes de 2024. A embarcação, com cerca de 200 metros de comprimento, veio de São Petersburgo, na Rússia, transportando 11 mil toneladas de nitrato de potássio.

O navio iniciou a operação de descarga na segunda-feira e deve deixar o porto ainda nesta quarta-feira. Segundo o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Gonçalves Almeida, antes das inundações o terminal operava, em média, entre oito e dez navios de longo curso por mês, com foco na movimentação de fertilizantes e cevada.

Retomada reduz custos e alivia indústrias

De acordo com Almeida, o retorno dos navios de grande porte representa um impacto logístico positivo para empresas que utilizam o porto. “Havia uma expectativa grande da comunidade portuária. Muitas indústrias foram bastante afetadas e a chegada dos insumos traz um alívio importante”, afirmou.

A retomada das operações na capital pode gerar uma economia estimada em R$ 1 milhão por navio, quando comparada ao descarregamento em outros estados, como Santa Catarina, além de reduzir custos com transporte rodoviário.

Navegação noturna avança em fase gradual

Embora tecnicamente liberada, a navegação noturna no porto de Porto Alegre ainda deve entrar em operação nos próximos meses. Quando totalmente implementada, permitirá, de forma inédita no Rio Grande do Sul, o acesso de navios com mais de 111 metros durante a noite.

Segundo o diretor da Portos RS, o processo segue em fase de ramp-up, com liberação gradual. “Esse avanço beneficia não apenas os navios de longo curso, mas também a navegação interior, já que anteriormente apenas embarcações menores podiam operar à noite”, explicou. A mudança pode representar uma redução de até dois dias de viagem, impactando diretamente no custo do frete.

Dragagem concluída em canais estratégicos

Paralelamente, foram finalizadas as obras de dragagem em canais considerados críticos, como Itapuã, Pedras Brancas, Leitão e Furadinho. O canal da Feitoria segue em obras.

Com o retorno do longo curso, a Portos RS também planeja avançar em projetos de restauração de armazéns, incluindo o POA11, que teve o telhado destruído durante as enchentes.

Investimentos aguardam formalização

O armazém POA11 deverá receber R$ 5 milhões em investimentos da Unifertil, vencedora da licitação realizada em 2023. No entanto, o contrato ainda aguarda assinatura com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Apesar de a liberação total ainda depender da navegação noturna, Almeida avalia o momento como positivo. “A sensação é de dever cumprido. Priorizamos a segurança técnica e evitamos liberações precipitadas, especialmente no que diz respeito à dragagem”, destacou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Importação

China libera importação de carne de frango do RS e encerra embargo após mais de um ano

O governo da China anunciou o fim do embargo à carne de frango do Rio Grande do Sul, encerrando uma restrição que durava mais de um ano. A decisão revoga a suspensão aplicada em razão de um surto da Doença de Newcastle.

Decisão oficial encerra restrição específica ao estado

A liberação foi formalizada pela Administração Geral das Alfândegas da China e pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais do país asiático. O novo comunicado anula uma determinação de 2024 que barrava as exportações gaúchas com base em uma análise de risco sanitário.

Embora o Brasil tenha se declarado livre da gripe aviária em 18 de junho de 2025, após 28 dias sem novos registros em granjas, o Rio Grande do Sul permaneceu com restrições. Em novembro do mesmo ano, a China já havia retirado o embargo para os demais estados brasileiros, mantendo a proibição apenas para o território gaúcho.

Setor avícola aguarda confirmação do Mapa

Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, a informação chegou ao setor por meio de importadores e exportadores que atuam no mercado internacional. Ele afirmou que ainda aguarda uma comunicação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmando os termos da liberação.

Impacto do embargo nas exportações do RS

A ausência do mercado chinês teve reflexos diretos nas exportações de carne de frango do RS em 2024. No ano passado, o estado registrou uma queda de 1% no volume exportado. Antes da restrição, a China respondia por cerca de 6% das exportações de frango gaúchas, sendo um dos destinos relevantes do produto.

A expectativa do setor é que a retomada das vendas contribua para a recuperação dos embarques e para o fortalecimento da presença do frango gaúcho no mercado asiático.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Agência Brasil

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Aeroportos

Florianópolis ganha rota aérea direta com Porto Alegre

Representantes do Governo de SC, Latam, Florianópolis e Aeroporto de Florianópolis celebram a abertura da nova rota aérea. Foto: Mauro Jorge/LATAM

Florianópolis passa a contar com uma rota aérea direta com Porto Alegre, fortalecendo novas oportunidades de negócios e turismo. A rota Florianópolis-Porto Alegre foi inaugurada nesta segunda-feira, 1º de setembro pela LATAM Brasil. Para a companhia, a operação reforça o compromisso em ampliar a conectividade entre as principais cidades da região Sul do Brasil, e a sua parceria estratégica com o Floripa Airport.

A cerimônia de inauguração contou com a presença dos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins; e de Turismo (SETUR), Catiane Seif. A solenidade contou ainda com as presenças de Eduardo Macedo, Head de Assuntos Públicos da LATAM Brasil; Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil; Juliano Pires, Secretário Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis.

“Os aeroportos de Santa Catarina vem batendo recorde em cima de recorde todo os meses. O Aeroporto de Florianópolis está entre os que mais crescem no Brasil e isso se deve à ampliação de conexões internacionais e nacionais, como esta ligando ao nosso estado vizinho, o Rio Grande do Sul. Temos acelerado mais que o Brasil e vamos seguir crescendo”, comenta o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.

O secretário da SPAF, Beto Martins, pontua que os catarinenses ganham mais uma conexão aérea, reforçando a ligação entre duas importantes capitais do Sul do Brasil. “Vamos ter mais oportunidades para fomentar negócios, turismo, e movimentar a economia. É mais um reconhecimento que a LATAM dedica ao nosso estado”afirma.

“Esse voo é fruto de um trabalho integrado e união de esforços em torno do interesse dos catarinenses. Essa conexão entra Florianópolis e com Porto Alegre fomenta o turismo, os negócios e fortalece os nossos laços”, acrescenta a secretária de Turismo, Catiane Seif.

O Head de Assuntos Públicos da LATAM Brasil, Eduardo Macedo também reforça que a nova rota da LATAM facilita o fluxo de passageiros entre essas importantes capitais do Sul do país. “São centenas de pessoas que viajam diariamente para trabalho, estudo ou lazer, e agora contam com uma viagem mais rápida e confortável”, afirma Eduardo Macedo.

A rota é operada com aeronaves da família Airbus A320, com capacidade para até 176 passageiros. Os voos são diários, saindo de Florianópolis às 22h50min, com 1h de duração. No sentido inverso, sai de Porto Alegre às 4h50min da manhã. Aos fins de semana, decola de Porto Alegre às 6h10min.

“Porto Alegre é um destino muito procurado pelos passageiros, por isso estamos satisfeitos com o início dessa operação diária. A nova rota reforça o papel da LATAM em ampliar a conectividade do Floripa Airport”, comenta Ricardo Gesse.

Santa Catarina e a LATAM

Com este lançamento, a LATAM fortalece sua presença em Santa Catarina, oferecendo cerca de 250 voos semanais nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes, Jaguaruna, Chapecó e Joinville. Especificamente na capital catarinense, a companhia opera voos para São Paulo/Congonhas, São Paulo/Guarulhos e Brasília, conectando a cidade a mais 52 destinos nacionais e 90 internacionais por meio de conexões.

A nova rota também contribui para o desenvolvimento econômico e turístico de Santa Catarina, ampliando o acesso aéreo a Porto Alegre, um dos principais polos do Sul do país.

No mercado internacional, a LATAM oferece a rota direta Florianópolis–Santiago, conectando o passageiro catarinense a toda a América do Sul, Caribe, América do Norte, Oceania e Europa por meio do hub chileno. A companhia também anunciou para dezembro a rota Florianópolis–Lima, com três voos semanais, fortalecendo a conectividade da capital catarinense com a capital do Peru; e a rota Florianópolis-Buenos Aires-Ezeiza, com voos diários para a capital da Argentina a partir de 1º de janeiro de 2026.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Rio Grande do Sul é o estado mais atingido pelo tarifaço dos EUA

Estudo da Fiergs aponta que 85,7% das exportações industriais gaúchas para os EUA estariam sujeitas à nova taxa de 50%

De acordo com levantamento da Unidade de Estudos Econômicos e da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs (Federação da Indústria do Estado do Rio Grande do Sul), 85,7% das exportações industriais gaúchas para os Estados Unidos estão incluídas na tarifa de 50%.

Caso a medida estivesse em vigor em 2024, o valor sujeito à nova taxa alcançaria US$ 1,58 bilhão, de um total de US$ 1,85 bilhão embarcado. As 1.100 indústrias gaúchas exportadoras para os EUA representam 10% do total brasileiro.

Em seguida, os Estados mais expostos são Minas Gerais (63,4%), São Paulo (57,8%), Espírito Santo (53,5%) e Rio de Janeiro (32,8%). A forte exposição do Rio Grande do Sul se deve ao fato de que poucos produtos da pauta de exportação industrial do Estado foram incluídos na lista de exceções publicada pela Casa Branca.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou a relevância do mercado norte-americano e a necessidade de mediação para evitar impactos mais graves. “Exportamos tabaco, madeira, calçados, celulose. Essas tarifas nos atingem diretamente. Por isso, nossa posição é pela mediação para a solução do impasse comercial”, afirmou.

O estudo ressalta ainda que o Rio Grande do Sul tem maior dependência do mercado externo em comparação à média nacional, com 18,9% do faturamento de suas indústrias vindo de exportações, contra 16,4% do país.

O impacto no emprego também preocupa. O setor de calçados de couro, que emprega 31.500 trabalhadores no Estado, tem 47,5% das exportações destinadas aos EUA. Algumas empresas já implementaram férias coletivas para reduzir a produção.

Entre os setores mais dependentes do mercado norte-americano estão produtos de metal (46%), minerais não metálicos (44,4%), máquinas e materiais elétricos (42,5%) e madeira (30,1%). Entre os ramos industriais específicos, armas de fogo (85,9%) e transformadores (79,3%) apresentam a maior exposição.

Fonte: RD Planalto/Poder 360

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Comércio Exterior

Arábia Saudita vai reabrir exportação à carne de aves do Rio Grande do Sul

A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), na quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Parceiro estratégico

Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Hoje os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o Estado se enquadra nesse número porque somos o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Retomada do comércio exterior

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e que o país têm dado à proteína animal, em especial à avicultura”, destacou o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena.

Fonte: Governo do Estado do RS

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Aeroportos

Salgado Filho lidera alta na movimentação e região Sul registra 2,1 milhões de passageiros em junho

Porto Alegre lidera retomada da aviação regional e supera desempenho de 2024, com mais de 600 mil passageiros

Mais de 2,1 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos da Região Sul no mês de junho, um aumento de 36,5% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total registrado foi de cerca de 1,5 milhão. Os números fazem parte do relatório de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e demonstram a retomada da aviação regional, especialmente após a recuperação das operações no Aeroporto Internacional Salgado Filho (SBPA), em Porto Alegre (RS), que teve suas atividades interrompidas em maio de 2024 devido às enchentes.

Porto Alegre (RS) liderou o movimento regional, com mais de 600 mil passageiros, o que representa 28,53% do total de viajantes da Região Sul. Na sequência, São José dos Pinhais (PR) respondeu por 23,66%, Florianópolis (SC) por 15,98%, Navegantes (SC) por 8,39% e Foz do Iguaçu (PR) por 7,82% de participação.

Para o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho demonstra a importância da aviação para o desenvolvimento regional. “O avanço expressivo da aviação na Região Sul, especialmente com a plena retomada do Salgado Filho, demonstra o papel fundamental do setor ao conectar pessoas, impulsionar o turismo local e gerar emprego e renda para a região”, destacou.

A diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Júlia Lopes, afirma que os resultados recentes são fruto direto dos investimentos em infraestrutura. “Os investimentos feitos pelo Governo Federal na região se refletem nos recentes números positivos da movimentação de passageiros. Fizemos entregas importantes em aeroportos como os de Foz do Iguaçu, Londrina, Bagé, Pelotas, Paranavaí e Joinville, fortalecendo a malha regional e conectando o Sul do país também com destinos internacionais, o que contribui para que mais brasileiros e estrangeiros estejam voando pela região”, concluiu.

Os terminais de Londrina (PR), Pelotas (RS) e Joinville (SC) também contribuíram para o crescimento do setor na Região Sul. Em junho, Londrina registrou 56,9 mil passageiros (2,71%), Pelotas 8,4 mil (0,40%) e Joinville 43,4 mil (2,07%), reforçando a retomada da aviação regional.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento, Portos

Terminal Marítimo Luíz Fogliatto (RS) recebe R$ 93 milhões em investimentos privado

Ampliação do Terminal deve gerar mais de 10 mil empregos e reforçar competitividade logística

O Terminal Marítimo Luiz Fogliato (Termasa), na cidade de Rio Grande (RS), será ampliado com um investimento de R$ 93 milhões da iniciativa privada. As obras, que envolvem as fases de construção e operação, devem gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A iniciativa faz parte de um pacote de R$ 4,7 bilhões, anunciado pelo ministro Silvio Costa Filho, e destinado à implantação e ampliação de nove terminais privados em seis estados brasileiros, em parceria com o setor produtivo.

Para Silvio Costa Filho, a ampliação consolida a importância do terminal para o desenvolvimento da região. “Esse investimento fortalece a infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul, amplia a capacidade operacional da unidade e contribui diretamente para o crescimento econômico da região, com geração de emprego e renda”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância da parceria entre setor público e privado na modernização do setor. “Investimentos como este são fundamentais para ampliar a eficiência logística do país e garantir que o Brasil continue competitivo no comércio global, além de gerar oportunidades reais de emprego e desenvolvimento regional.”

Portos privados em crescimento
Em 2024, os portos privados brasileiros movimentaram 846,9 milhões de toneladas de cargas, impulsionados principalmente pelo minério de ferro, petróleo e derivados, além dos grãos, com destaque para a soja. Entre janeiro e maio de 2025, a movimentação alcançou 341,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em maio deste ano, o aumento foi ainda mais expressivo, com salto de 8% na movimentação, totalizando 76,1 milhões de toneladas ante 70,4 milhões em maio de 2024. O minério de ferro, petróleo, derivados e soja permanecem como os principais vetores desse avanço.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Logística, Negócios

Governador Jorginho Mello lidera criação da Ferrosul: ligação ferroviária entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul

O governador Jorginho Mello recebeu nesta terça-feira, 8, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, para debater a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul. O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

“Foi decidido que nós vamos criar uma comissão técnica agora, formada pelos quatro estados, de forma legalizada. Baseada em uma carta, dizendo a intenção dos quatro governadores em trabalhar esse assunto de forma conjunta. Só assim nós entendemos que vamos de uma vez por todas fazer o assunto andar. Entendemos que isso é vital para a nossa economia. Por isso tomamos essa iniciativa”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

“Nós temos que dar relevância aqui por esse espaço importante que o governador Jorginho conseguiu construir, sem dúvida alguma, foi o convite dele para que esses estados estivessem aqui que tornou esse momento possível. A união desses quatro estados vai mudar totalmente a nossa capacidade de negociação. Eu tenho certeza que muitos atores do setor trabalhavam com a nossa divisão e agora todos vão saber que nós temos quatro estados que são muito importantes para o país, estados que têm uma grande capacidade de desenvolvimento econômico e que vão estar unidos para discutir a malha ferroviária. A verdade é que os nossos estados não têm recebido há décadas a atenção que merece no que diz respeito a sua eficiência logística”, avaliou Beto Martins.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou a situação da malha ferroviária gaúcha e os benefícios da união em torno do tema. “Promovemos uma integração de visões entre os nossos estados, os três estados que integram a região Sul, somado o Mato Grosso do Sul. Porque infraestrutura e logística é crítico para a gente poder sustentar o desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul assistiu ao longo das últimas décadas desativações de trechos da rede ferroviária, que significaram reduzir a funcionalidade desses trechos a 25% da malha originalmente estabelecida, de quase 4 mil quilômetros de rede ferroviária, menos de 900 quilômetros ali estão com capacidade operacional”, disse Leite.

Os governadores do Paraná Ratinho Junior e do Mato Grosso do Sul Eduardo Ridel estavam em viagens, por isso foram representados pelos respectivos secretários de Estado.

Também participaram da reunião o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) Topázio Neto, os secretários de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, da Comunicação, Bruno Oliveira, o adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, o adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a secretária executiva de Articulação Nacional, Vânia Franco e o presidente da Invest SC, Renato Lacerda.

Fonte: Jornal do Comércio

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Informação, Pessoas, Social

Campanha arrecada agasalhos e itens de higiene para famílias do Rio Grande do Sul 

A solidariedade segue sendo essencial para reerguer o Rio Grande do Sul após as históricas enchentes que atingiram o estado, há um ano atrás – em maio 2024. Atenta a essa necessidade, a 3S Corp, empresa com atuação nacional, com sede em Novo Hamburgo (RS) e filial em Itajaí (SC), lançou uma campanha do agasalho com foco no acolhimento de famílias atingidas pelas enchentes – muitas delas ligadas diretamente aos colaboradores da empresa, especialmente na unidade de Novo Hamburgo. O RêConecta News é parceiro na divulgação da ação. “A participação em projetos sociais contribui para a melhoria da vida das comunidades, ao mesmo tempo que proporciona desenvolvimento pessoal, satisfação e uma sensação de propósito de ajudar ao próximo. Ao apoiar essas ações sociais, estamos a promover um ciclo virtuoso de bem-estar individual e coletivo,” enfatiza Renata Palmeira, CEO do RÊConecta News. 

Segundo Giselia Souza (Port Management e LCL Product), o objetivo é arrecadar roupas de inverno, cobertores e outros itens que possam aliviar o impacto do inverno nessa época do ano. “Temos colaboradores e suas famílias que ainda estão se recuperando das perdas causadas pelas enchentes do ano passado. A chegada do frio torna tudo ainda mais difícil. Por isso, decidimos nos unir para fazer a diferença”, destaca. 

Como ajudar

As doações podem ser entregues em dois pontos de coleta, localizados nas unidades da empresa em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul:

📍 Itajaí (SC)
ZenTower Business Center
Rua Manoel Viêira Garção, 120 – Centro
16º andar – Aos cuidados de Débora Dias

📍 Novo Hamburgo (RS)
Edifício La Bradbury
Av. Nicolau Becker, 762 – Sala 11 – Bairro Guarani
Aos cuidados de Amanda Pereira

O que doar

  • Roupas de inverno (calças e casacos adulto e infantil)
  • Camisetas manga longa
  • Mantas e Cobertores
  • Meias e calçados
  • Toucas e luvas
  • Itens de higiene pessoal

A campanha de arrecadação segue até o dia 30 de junho.  

Foto: Décio Marques/DIVULGAÇÃO/CIDADES

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