Economia

Ibovespa renova fôlego e se aproxima de recorde histórico com alta de 1,35%

O Ibovespa retomou o movimento de valorização nesta quinta-feira (19) e avançou 1,35%, encerrando o pregão aos 188.534,42 pontos — ganho de 2.518,11 pontos após três sessões consecutivas de queda. O resultado mantém o principal índice da bolsa brasileira muito próximo do maior fechamento da história, registrado em 11 de fevereiro, quando atingiu 189.699,12 pontos.

O desempenho reforça a percepção de mercado doméstico aquecido, sustentado por fundamentos e por fluxo consistente de capital estrangeiro.

O giro financeiro do dia somou R$ 29,10 bilhões, com máxima de 188.687,12 pontos e mínima de 185.927,99 pontos.

Dólar cai e juros futuros avançam

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,25%, fechando cotado a R$ 5,227. Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo discussões sobre o custo do crédito e seus impactos na atividade econômica.

O cenário misto indica que, apesar do otimismo na renda variável, o mercado segue atento às condições financeiras e à política monetária.

Petrobras e petróleo impulsionam o índice

Entre os destaques do pregão, o avanço superior a 2% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu as ações do setor de energia.

A Petrobras acompanhou a alta da commodity e contribuiu para sustentar o índice. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,67%. Já a PRIO (PRIO3) avançou 2,14%.

O peso relevante das petroleiras na carteira teórica do Ibovespa ampliou o impacto positivo da valorização do petróleo sobre o desempenho geral da bolsa.

Bancos sobem e fluxo estrangeiro fortalece a bolsa

As ações dos grandes bancos também registraram ganhos expressivos, reforçando o movimento de alta das chamadas blue chips.

O Banco do Brasil avançou 2,48%, o Bradesco subiu 2,01%, o Itaú Unibanco ganhou 1,17% e o Santander Brasil encerrou com valorização de 1,28%. A B3 também teve desempenho positivo, com alta de 0,80%.

Analistas apontam que o fluxo estrangeiro segue como um dos principais vetores de sustentação do mercado brasileiro, direcionando recursos especialmente para empresas de grande liquidez e relevância no índice.

A Vale, que havia recuado com força na sessão anterior, conseguiu reverter perdas e fechou com leve alta de 0,20%, reforçando o caráter disseminado da valorização.

IBC-Br sinaliza economia resiliente

No campo doméstico, investidores repercutiram o resultado do IBC-Br de dezembro, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice apontou retração de 0,2% na comparação mensal, desempenho melhor do que o esperado por parte do mercado. A leitura predominante foi de que a economia brasileira mantém resiliência, mesmo em ambiente de condições financeiras mais restritivas.

A composição dos dados, segundo economistas, sugere desaceleração em setores ligados a consumo e renda, mas sem comprometer de forma significativa o ritmo geral da atividade.

Exterior cauteloso e atenção ao PCE

Enquanto a bolsa brasileira operou em alta, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, pressionados pelo risco geopolítico e pela expectativa em torno do PCE (índice de preços de consumo pessoal), referência para o Federal Reserve na definição da política monetária.

Mesmo diante do ambiente externo mais volátil, o mercado brasileiro demonstrou apetite por risco, apoiado na combinação de petróleo em alta, bancos fortes, dólar em queda e indicadores domésticos relativamente favoráveis.

O fechamento mantém o Ibovespa próximo das máximas históricas e reforça a narrativa de início de ano positivo para a bolsa brasileira.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasil 247

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Informação

Petrobras reduz preço do gás natural em 7,8% a partir de fevereiro de 2026

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) uma redução média de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. O novo valor passa a vigorar em 1º de fevereiro de 2026 e segue as regras previstas nos contratos firmados com as empresas do setor.

Redução segue contratos e indicadores internacionais

De acordo com a estatal, o reajuste reflete a atualização trimestral baseada em indicadores internacionais de energia e na variação cambial. A queda incide exclusivamente sobre a chamada parcela molécula, que corresponde ao valor do gás natural antes da aplicação de custos adicionais.

Esses custos incluem transporte, margens das distribuidoras, impostos e tarifas reguladas, o que significa que a redução anunciada não implica, necessariamente, queda imediata na conta final do consumidor.

Como funciona o reajuste do gás natural

Os contratos da Petrobras preveem ajustes trimestrais calculados, principalmente, a partir de três fatores:

  • Cotação do petróleo Brent
  • Taxa de câmbio real-dólar
  • Henry Hub, referência do mercado de gás natural dos Estados Unidos, incluída nos contratos desde o início de 2026

Essa nova indexação vale para as distribuidoras que optaram por esse modelo contratual. Para o trimestre iniciado em fevereiro, a combinação desses indicadores, somada à ponderação dos volumes contratados, resultou na redução média de 7,8% no preço da molécula do gás natural.

Impacto varia entre distribuidoras

A Petrobras ressalta que o impacto do reajuste pode variar conforme a distribuidora, já que fatores como tipo de produto contratado e volume efetivamente consumido influenciam o preço final.

Desde 2024, a companhia também adota mecanismos que permitem descontos adicionais, como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, concedidos a clientes que atingem metas específicas de consumo.

Segundo a estatal, considerando a redução prevista para fevereiro de 2026, o preço médio da molécula do gás natural acumula uma queda aproximada de 38% desde dezembro de 2022.

Reajuste não vale para o gás de cozinha

O reajuste anunciado não se aplica ao GLP, conhecido como gás de cozinha, comercializado em botijões ou a granel. A medida é restrita exclusivamente ao mercado de gás natural canalizado.

Diferença entre gás natural e GLP

O gás natural é extraído diretamente de poços, assim como o petróleo, e tem o metano como principal componente. Ele é distribuído por gasodutos e utilizado em residências, indústrias e veículos, sendo considerado uma fonte mais limpa por emitir menos poluentes na queima.

Já o GLP (gás liquefeito de petróleo) é obtido por processos industriais, composto por propano e butano. Armazenado em botijões ou tanques, é amplamente usado em cozinhas e sistemas de aquecimento, especialmente em regiões sem acesso à rede de gás natural.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Transporte

Novas embarcações da Petrobras ampliam e triplicam a capacidade de transporte de GLP

A Petrobras, em parceria com a subsidiária Transpetro, anunciou um investimento de R$ 2,9 bilhões para a aquisição de novas embarcações destinadas ao transporte de combustíveis. O pacote inclui cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, ampliando de forma significativa a estrutura logística da companhia.

Com a incorporação dos novos navios, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 unidades, o que permitirá triplicar a capacidade de transporte de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e de outros derivados, segundo a estatal.

Eficiência energética e redução de emissões

De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros foram projetados para operar com maior eficiência energética, consumindo até 20% menos energia. As embarcações também devem reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas ambientais da companhia.

A ampliação da frota própria tem como objetivo principal diminuir a dependência de embarcações afretadas, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência no escoamento de GLP e outros produtos estratégicos.

Entrada na navegação interior amplia alcance logístico

A aquisição das barcaças e empurradores marca a entrada da Transpetro na navegação interior, que envolve operações em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais e baías. Com essa estrutura, a empresa passará a contar com frota própria para abastecimento em polos considerados estratégicos, como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Programa Mar Aberto impulsiona renovação da frota

As novas embarcações integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos de construção foram assinados na terça-feira (20), durante cerimônia realizada em Rio Grande (RS), com a presença de autoridades federais.

O programa prevê investimentos estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 32 bilhões. O plano inclui a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores, e o afretamento de 40 embarcações de apoio para dar suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Construção distribuída em três estados

As embarcações contratadas serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados em três estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças. Já em Santa Catarina, a Indústria Naval Catarinense será encarregada da construção dos empurradores.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Especialistas analisam o comércio internacional e o cenário econômico da Venezuela

O Conselho Empresarial de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) promoveu um encontro voltado à discussão de temas estratégicos da agenda econômica brasileira e do comércio exterior. O convidado foi o economista Márcio Sette Fortes, que apresentou a palestra “As perspectivas econômicas e políticas da Venezuela no comércio internacional”.

Durante a exposição, o especialista abordou questões relacionadas a acordos internacionais, financiamento ao comércio e o contexto econômico da América do Sul, com foco nos reflexos para o Brasil e para o Estado do Rio de Janeiro.

Política de preços da Petrobras e impactos no mercado

Ao analisar o setor energético, Márcio Sette destacou a mudança na política de preços da Petrobras, que em 2023 deixou de adotar a Paridade de Preços de Importação (PPI). Segundo ele, embora a medida tenha reduzido a dependência direta da cotação internacional do barril Brent, o país ainda permanece sensível às oscilações globais, especialmente no mercado de diesel.

“O Brasil continua exposto aos preços internacionais, mesmo com ajustes na política interna”, observou o economista.

Indústria petrolífera da Venezuela e reflexos no Rio de Janeiro

O economista também chamou atenção para a situação da indústria de petróleo da Venezuela, que, de acordo com sua análise, enfrenta um quadro de sucateamento após duas décadas de baixo investimento. Esse cenário inviabiliza uma retomada rápida da produção, apesar de o país deter as maiores reservas de petróleo do mundo.

No caso do Rio de Janeiro, o alerta recai sobre os possíveis efeitos de uma eventual ampliação da produção venezuelana sob influência dos Estados Unidos. Uma maior oferta de petróleo no mercado global poderia pressionar os preços internacionais. “O petróleo responde por cerca de 40% do PIB total e 80% do PIB industrial fluminense. Uma queda expressiva nos preços teria impacto direto nas exportações da Petrobras, na arrecadação estadual e na economia do Rio”, afirmou.

Acordos comerciais e integração regional

Outro ponto abordado foi o papel dos acordos de comércio internacional, como o Acordo de Complementação Econômica nº 59 (ACE 59) e o Acordo Mercosul–União Europeia. Márcio Sette também comentou a suspensão temporária — posteriormente revogada — do Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE 69), que permite a entrada de produtos brasileiros na Venezuela com tarifa zero, desde que cumpridas as exigências de certificação de origem.

Crise política e desafios econômicos na Venezuela

A reunião contou ainda com uma análise política apresentada pelo vice-presidente do Conselho Empresarial de Comércio Exterior, Pedro Rafael. Ele traçou um panorama da crise venezuelana, combinando aspectos históricos com as recentes mudanças políticas e econômicas.

Segundo Pedro Rafael, a Venezuela enfrenta atualmente um cenário de insegurança jurídica, no qual a recuperação econômica depende da reabertura ao mercado internacional e da regularização de dívidas acumuladas. “A reconstrução econômica e política do país é urgente e passa, necessariamente, pela retomada da confiança institucional”, avaliou.

FONTE: ACRJ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ACRJ

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Informação

Vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas é confirmado pela Petrobras

A Petrobras confirmou que identificou no último domingo um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda que conecta ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

Em nota, a estatal afirmou que a perda do fluido foi contida rapidamente e que as linhas afetadas serão retiradas do mar para avaliação e reparo. Segundo o Ibama, o incidente não é considerado grave e não apresenta risco ambiental, já que o fluido liberado é biodegradável e possui baixa toxicidade.

A empresa reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem em total segurança e que a operação de perfuração não sofre impactos de segurança com o episódio.

Medidas de controle e licenciamento ambiental

A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e aplicou todas as medidas de controle exigidas. O fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população, segundo a companhia.

O Ibama concedeu licença à Petrobras para perfuração do primeiro poço na região em 20 de outubro, após o início do processo em 2020. O poço Morpho possui profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade da água.

Localizado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, o empreendimento em águas profundas tem gerado críticas de ambientalistas. A região abriga grande diversidade de fauna e flora marinha, manguezais e comunidades indígenas.

Potencial de reservas e histórico de vazamentos

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode conter até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Para comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Fontes da empresa indicam que o reparo das linhas afetadas deve levar de 10 a 15 dias. Vazamentos desse tipo são relativamente comuns nas atividades de exploração da estatal, ocorrendo em metade das últimas seis perfurações.

Especialistas do setor ressaltam que, por ser biodegradável e não conter petróleo, o fluido não causa impactos ambientais e está dentro das normas do Ibama. Porém, ambientalistas continuam preocupados. O Instituto Internacional Arayara alertou que incidentes como este evidenciam os riscos da exploração em uma região de alta biodiversidade, com forte dependência de comunidades costeiras e tradicionais.

“Assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, incluindo o Instituto Arayara, entraram com ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse o instituto em nota. Para a entidade, o vazamento confirma os riscos que essas comunidades vêm alertando há anos.

Etapas da perfuração e expansão da Petrobras

A Petrobras estima que a perfuração do poço Morpho dure cerca de cinco meses, dentro da fase exploratória. Nessa etapa, o objetivo é obter informações geológicas e avaliar o potencial de petróleo e gás na região; ainda não há produção comercial.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa mantém operações exploratórias na Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde perfurou dois poços sem comprovação de reservas. A Petrobras planeja iniciar em breve a perfuração de um terceiro poço na região.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Sustentabilidade

Brasil avança na produção de combustível sustentável de aviação e mira atendimento da demanda até 2029

O Brasil encerra o ano com avanços significativos na consolidação do combustível sustentável de aviação (SAF), fortalecendo sua posição na agenda global de descarbonização do transporte aéreo. O país já reúne condições técnicas, produtivas e regulatórias para atender, até 2029, a demanda nacional por esse tipo de combustível, considerado essencial para a redução das emissões do setor.

Um dos principais marcos desse processo foi o anúncio da Petrobras sobre as primeiras entregas de SAF 100% produzido no Brasil, resultado de investimentos voltados ao desenvolvimento de novos biocombustíveis. A iniciativa integra as políticas públicas conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para estruturar uma cadeia produtiva nacional voltada à aviação sustentável.

Estratégia nacional fortalece a transição energética

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o avanço do SAF é estratégico para posicionar o Brasil como referência internacional na transição energética do setor aéreo. “Estamos estruturando um novo mercado com planejamento, segurança regulatória e investimentos que geram previsibilidade. A produção nacional de SAF impulsiona a indústria, cria oportunidades econômicas e permite o crescimento sustentável da aviação”, afirmou.

O MPor atua como articulador da política pública voltada ao tema, promovendo a integração entre governo, setor produtivo e investidores. A estratégia está alinhada à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para estimular a produção e o uso de combustíveis sustentáveis no país.

Fórum impulsiona políticas para o SAF

Como parte desse esforço, foi criado o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea), em parceria com o Ministério de Minas e Energia. O colegiado reúne representantes do governo e do setor produtivo com a missão de propor políticas públicas, coordenar ações e acompanhar a implementação do programa nacional de SAF.

A atuação integrada busca garantir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e estímulo aos investimentos necessários para consolidar o novo mercado.

Combustível sustentável é peça-chave da descarbonização

O SAF é considerado um dos principais vetores para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil. Sua utilização permite diminuir significativamente a pegada de carbono dos voos, sem a necessidade de alterações na infraestrutura aeronáutica existente.

No Brasil, o avanço desse mercado é favorecido pela capacidade instalada do parque de refino, pela experiência consolidada em biocombustíveis e pela ampla oferta de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais. Esses fatores colocam o país em posição estratégica para atender às exigências ambientais internacionais.

Segundo a Petrobras, a fração renovável presente no SAF pode reduzir em até 87% as emissões líquidas de CO₂, quando comparada ao querosene de aviação tradicional.

Caminho aberto para uma aviação de baixo carbono

O desenvolvimento do SAF está alinhado ao Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, que busca ampliar a capacidade produtiva, atrair investimentos e garantir estabilidade regulatória. A atuação coordenada entre governo e empresas do setor cria um ambiente favorável à consolidação dessa nova cadeia produtiva.

Com políticas públicas estruturadas, investimentos estratégicos e fortalecimento do marco regulatório, o Brasil avança de forma consistente rumo a uma aviação mais limpa, competitiva e sustentável, contribuindo para a transição energética e para uma economia de baixo carbono.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Petrobras inicia produção nacional de SAF e realiza primeira entrega do biocombustível de aviação

A Petrobras realizou, na sexta-feira (5), a primeira entrega de combustível sustentável de aviação (SAF) totalmente produzido no Brasil. Foram enviados 3 mil m³ do biocombustível às distribuidoras que atuam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão (RJ) — volume equivalente a aproximadamente um dia de consumo dos aeroportos fluminenses.

Brasil entra na rota mundial de produção de SAF

A companhia tornou-se a primeira do país a fabricar o produto integralmente em território nacional, atendendo às normas de sustentabilidade definidas pela ICAO (International Civil Aviation Organization). O SAF, capaz de substituir o querosene de aviação (QAV) sem ajustes nas aeronaves ou no sistema de abastecimento, é considerado uma alternativa imediata para reduzir as emissões de carbono do setor aéreo.

SAF da Petrobras reforça metas de descarbonização

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o biocombustível obtido por coprocessamento no parque de refino atende rigorosos padrões internacionais e fortalece o compromisso da aviação com a descarbonização.

Ela afirmou que o produto é competitivo e contribui para que o mercado nacional avance no cumprimento do CORSIA, programa global de redução de emissões em voos internacionais. Segundo ela, o movimento antecipa demandas que em breve serão obrigatórias para o setor.

Setor aéreo terá obrigação de usar SAF a partir de 2027

De acordo com a Petrobras, a produção antecipada do combustível sustentável de aviação é estratégica diante das futuras exigências regulatórias. A partir de 2027, companhias aéreas brasileiras deverão utilizar o SAF em voos internacionais conforme as regras do CORSIA e, gradualmente, incorporá-lo também às operações domésticas pela Lei do Combustível do Futuro.

O biocombustível possui menor intensidade de carbono, já que combina matéria-prima de origem vegetal ao querosene mineral durante o processamento.

Matérias-primas e certificações ampliam competitividade

Atualmente, a Petrobras está certificada para usar óleo técnico de milho (TCO) — um resíduo industrial — ou óleo de soja como insumos renováveis. A parcela vegetal pode reduzir em até 87% as emissões líquidas de CO₂. O resultado final é quimicamente igual ao combustível tradicional, porém com parte sustentável.

Expansão da produção em refinarias pelo país

A primeira remessa foi produzida na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, já autorizada pela ANP a empregar até 1,2% de matéria-prima renovável na rota de coprocessamento.

A Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP), também já concluiu testes para produzir o biocombustível. A expectativa é que, até 2026, a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, e a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, iniciem a produção e comercialização do SAF.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ueslei Marcelino

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Portos

Governo Federal suspende leilão do terminal STS08 no Porto de Santos

O Governo Federal decidiu suspender o leilão do terminal STS08, localizado no Porto de Santos, que seria destinado ao armazenamento e movimentação de granéis líquidos, incluindo combustíveis. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Decisão prioriza fortalecimento da infraestrutura existente

Segundo o ministro, a medida foi tomada em conjunto com a Casa Civil e tem como objetivo consolidar as operações já instaladas na região, especialmente na área STS08A, sob administração da Petrobras.

A estatal é responsável pelo terminal desde 2021 e mantém um contrato de 25 anos, com previsão de investimentos de R$ 678 milhões. O governo optou por direcionar novos recursos para a ampliação e modernização dessa estrutura, em vez de realizar uma nova licitação.

Aval presidencial e novos investimentos da Petrobras

Durante o programa “Bom Dia, Ministro!”, nesta terça-feira (4), Costa Filho destacou que a decisão teve aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da Casa Civil. Ele adiantou ainda que a Petrobras deve apresentar, nos próximos dias, um plano de investimentos voltado à expansão das atividades na área, com início das operações ampliadas previsto para 2026.

Leilão já havia enfrentado falta de interessados

Antes da suspensão, a Autoridade Portuária de Santos (APS) planejava realizar o leilão ainda em novembro. Uma tentativa anterior, em 2021, terminou sem interessados, o que reforçou a atual decisão do governo de concentrar esforços em um projeto já em andamento e com maior retorno estratégico.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Antaq

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Portos

Petrobras vence leilão e assume terminal no Porto do Rio com outorga de R$ 104 milhões

A Petrobras venceu o leilão de concessão do terminal RDJ07, localizado no Porto do Rio de Janeiro, com um lance de R$ 104 milhões de outorga. O certame foi realizado na B3, em São Paulo, e teve lance mínimo simbólico de R$ 1. O ativo faz parte do segundo bloco da carteira de concessões portuárias de 2025, promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Terminal voltado à logística offshore

Com contrato de 25 anos, o terminal RDJ07 será dedicado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às operações de exploração e produção de petróleo e gás natural. Estão previstos investimentos de R$ 99,4 milhões para adequações estruturais e melhorias operacionais.

De acordo com Fernando Vidal, gerente geral de Logística Portuária da Petrobras, “o Porto do Rio é estratégico para a companhia e teve papel decisivo no desenvolvimento do Pré-Sal, por sua localização privilegiada, próxima a grandes rodovias e polos industriais importantes”.

Disputa com apenas um concorrente

Na disputa, a Petrobras superou o Consórcio Sul Real GMBL 2025A, que apresentou lance de R$ 1 milhão. A rodada chegou a ser levada ao viva-voz, mas a diferença expressiva de propostas levou a concorrente a não seguir ofertando.

Leilão também contemplou Maceió

No mesmo evento, o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) de Maceió, situado no Porto Organizado de Maceió, também foi arrematado. O vencedor foi o Consórcio Britto Mavelog, com lance de outorga de R$ 50 mil e previsão de investimento de R$ 3,75 milhões para modernização da estrutura. O grupo alagoano venceu sem concorrentes.

Investimentos nacionais ultrapassam R$ 1,22 bilhão

Somando as concessões do Porto do Rio, do Terminal de Maceió e do Canal de Acesso do Porto de Paranaguá (PR) — que também teve seu leilão concluído —, os investimentos totais ultrapassam R$ 1,22 bilhão. O modelo adotado em Paranaguá é inédito no país, sendo o primeiro canal de acesso portuário concedido à iniciativa privada, com previsão de R$ 1,2 bilhão em melhorias ao longo de 25 anos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a iniciativa “inaugura um novo formato de concessão, aumentando a eficiência dos portos e a competitividade na movimentação de cargas”. O modelo será replicado em futuros processos para os portos de Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Atualmente, o Porto de Paranaguá movimenta cerca de 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. Com as concessões recentes, o governo estima maior eficiência operacional e expansão da capacidade de exportação, especialmente no agronegócio.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Rio

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