Exportação

Brasil retoma sistema de pre-listing com a União Europeia e amplia exportações de ovos

O Brasil deu um passo importante nas relações comerciais com a União Europeia. Durante a 23ª Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou que o bloco europeu aprovou a retomada do sistema de pre-listing para exportação de ovos brasileiros.

O que muda com o pre-listing

Com a confirmação, todos os estabelecimentos brasileiros produtores de ovos que cumprirem as exigências sanitárias poderão ser habilitados para exportar diretamente à União Europeia, mediante indicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O pre-listing é o mecanismo que permite ao Mapa certificar e indicar empresas aptas a exportar, sem depender de auditorias prévias da União Europeia em cada estabelecimento.

Novas oportunidades para o setor de pescados

Além da retomada do sistema para ovos, as autoridades europeias também manifestaram interesse em auditar o sistema brasileiro de pescados em 2026. Segundo Fávaro, essa auditoria representa mais um avanço para a abertura do mercado europeu aos produtos pesqueiros do Brasil.
“Outra boa notícia é a confirmação de auditoria para pescados no começo do ano que vem, que poderá abrir o mercado brasileiro na Europa”, afirmou o ministro.

Próximos passos nas negociações comerciais

As tratativas avançam também para outros segmentos. No fim de outubro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa se reuniu, em São Paulo, com o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, para discutir a retomada do pre-listing das carnes de aves. A expectativa é que a medida seja oficializada dentro de um mês, juntamente com o sistema aplicado aos ovos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio

Pescadas no Nordeste do Brasil, lagostas viajam de avião, ficam em hotel e chegam vivas do outro lado do mundo

Imagine capturar uma lagosta na costa do Nordeste brasileiro e fazer com que ela chegue viva à China. Pois essa verdadeira operação de guerra foi desenhada para atender ao exigente mercado consumidor chinês, que torce o nariz para lagostas congeladas e se dispõe a pagar caro pelo transporte da iguaria.

“As vísceras, que ficam na cabeça da lagosta, escurecem no processo de abate e congelamento, e o chinês prefere tudo na cor original”, explica Rafael Barata, diretor de comércio exterior da Frescatto. Das 1000 toneladas de lagosta que a empresa pesqueira carioca comercializa por ano, 10% são vendidas vivas para o mercado asiático.

Do momento em que saem do mar ao desembarque no aeroporto chinês, a viagem pode durar mais de 15 dias. Para que cheguem saudáveis, o roteiro é feito em etapas e tem até escala em hotel. Confira o trajeto passo a passo.

Raras e melindrosas

Lagostas sempre foram sinônimo de comida cara, sofisticada, tanto pelo preço quanto pela perícia que exigem à mesa. Mesmo quem não assistiu à primeira versão da novela Vale Tudo já deve ter visto, no TikTok, a cena icônica da vilã Odete Roitman servindo lagostas inteiras no jantar, para humilhar a namorada do neto.

A cena é de 1988, mas comprar o crustáceo ainda é para poucos. Em lojas de pescados, filés chegam a custar R$ 400 o quilo. No restaurante A Bela Sintra, em São Paulo, um prato individual de lagosta gratinada ao thermidor, servida dentro da própria casca, sai por R$ 435. E são muitos os fatores que contribuem para que o preço do ingrediente seja tão alto.

Para começar, a parte nobre — a cauda — representa apenas 40% da lagosta. Pescá-la não é tarefa fácil. A lei determina que pescadores devem capturá-las e mantê-las vivas até a entrega às empresas pesqueiras. Para entender por quê, é preciso recorrer a uma aula básica de biologia.

Lagostas são animais detritívoros, ou seja, se alimentam de detritos acumulados no fundo do mar, e carregam nas vísceras bactérias do gênero Vibrio, que se espalham rapidamente pelo corpo todo assim que elas morrem. O único jeito de evitar a contaminação é cozinhar ou congelar a lagosta instantaneamente, assim que ela morre.

Nas dependências das indústrias, elas são mergulhadas em tanques com gelo, onde morrem naturalmente pelo contato com o frio, e enviadas imediatamente para o ultracongelamento. Na Frescatto, por exemplo, 90% dos crustáceos vão congelados para o mercado interno e para a exportação. Mas são os 10% de lagostas vendidas vivas que dão mais trabalho.

Operação de guerra

A operação começa nas praias, nas 18 bases que a empresa mantém no litoral, do Espírito Santo ao Pará. “Como não temos barcos próprios, dependemos do bom relacionamento com os pescadores. Senão, o cara pesca e vende para outra empresa”, conta o oceanógrafo Marcelo Lacerda, gestor comercial da filial da Frescatto em Alcobaça, na Bahia.

Os pescadores são altamente especializados. As duas espécies de lagostas que ocorrem em nossos mares — a vermelha (Panulirus argus), que responde por 70% da população, e a verde (Panulirus laevicauda) — podem ser encontradas em uma faixa extensa, que vai de 10 a 200 milhas da costa.

“As lagostas estão sempre em movimento, andam quilômetros. A grande magia é o pescador saber onde vai jogar as armadilhas. Depende de muita experiência, um saber que passa de geração em geração. As tripulações, de até sete pessoas, geralmente são famílias inteiras” Marcelo Lacerda

A armadilha de gravetos e tela, apelidada de manzuá, tem uma abertura em forma de funil, por onde a lagosta entra e não consegue sair. Pedacinhos de couro de boi são usados com isca — lembra que elas gostam de comer detritos?

A estrutura da gaiola deve ser delicada. Sensíveis, os crustáceos precisam chegar íntegros e saudáveis à praia. Os que desembarcam com antenas, patas ou chifres quebrados perdem valor de mercado e só os mais fortes podem ser transportados vivos.
Cartão de embarque

A primeira etapa da viagem acontece em alto mar. Os barcos de pesca artesanal partem de madrugada e demoram até 20 dias para voltar. Durante esse tempo, os animais capturados são mantidos nos porões das embarcações, transformados em tanques com água limpa, que circula para manter a oxigenação.

Esse cuidado é exigido por lei. No passado, os pescadores podiam capturar as lagostas, jogar fora as cabeças e armazenar apenas as caudas em gelo, nos porões dos barcos. Hoje, o Ministério da Pesca e Aquicultura determina que ao menos 70% delas cheguem vivas à costa — o que encareceu ainda mais o processo.

“Um barco, que antes pescava uma tonelada de lagostas, hoje não captura mais do que 600 quilos” Marcelo Lacerda

O desembarque acontece na madrugada, para que as lagostas não sejam expostas ao sol forte. Chega então o primeiro período de descanso. Transferidas para grandes viveiros, equipados com filtros e bombas que oxigenam a água, as lagostas selecionadas repousam por três dias — e não recebem mais qualquer tipo de alimento, desde o momento da captura.

Dia de check-in. No primeiro trecho da viagem, os crustáceos são levados até o aeroporto regional mais próximo, voam para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e são despachadas para Miami, nos Estados Unidos.

Viajam acondicionadas em grandes caixas de isopor, forradas com panos úmidos, tipo Perfex, e palha umedecida, para que não se machuquem. “Elas praticamente hibernam nessas embalagens”, diz Barata. A operação pode durar um dia inteiro — só o voo de Guarulhos a Miami dura 9 horas.

‘Hotel’ nos EUA

Em Miami, outra escala vip. As caixas são transportadas para o The Lobster Hotel, armazém alfandegado mantido pela Frescatto para que as lagostas possam descansar do voo. Elas são retiradas das caixas e transferidas para grandes tanques, onde relaxam por 24 horas.

De novo embaladas nas caixas, são despachadas para o trecho final até o Aeroporto Internacional de Shanghai-Pudong, onde desembarcam quase 30 horas depois. Quando chegam lá, o cliente vai buscá-las no aeroporto e, ali mesmo, abre as caixas para fazer a primeira verificação, na presença do auditor da companhia.

Ele só aceita a carga no preço combinado, 45 dólares por quilo, se houver um máximo de 10% de lagostas mortas — como cada lagosta pesa 1 quilo em média, cada unidade é arrematada pelo equivalente a R$ 245.

“Quando a perda é maior do que 10%, o cliente fica com todas, mas paga apenas 23 dólares pelo quilo daquelas que morreram, o preço da lagosta congelada”, conta o diretor de exportação.

Mais fresca impossível

O cliente chinês é comerciante de um grande entreposto pesqueiro, que revende as lagostas vivas para restaurantes que dispõem de grandes aquários à vista dos clientes. Eles escolhem o animal que pretendem comer, com a certeza de que não poderia estar mais fresco.

Os aquários de lagostas já foram moda também no Brasil. Lá pelos anos 1990, eram os grandes atrativos de restaurantes especializados em frutos do mar, como o espanhol Don Curro, em São Paulo, e o Satyricon, no Rio de Janeiro.

Bruno Tolpiakow, sócio do Satyricon, lembra que o aquário fazia sucesso na unidade de Búzios, que já foi extinta. Mas a operação tornou-se inviável.

O custo era muito alto pela logística, e ainda precisava manter um funcionário para cuidar do aquário. Não compensava, porque o consumidor brasileiro não valoriza tanto a lagosta viva quanto os estrangeiros”

O método clássico de abate, que parece medieval para os padrões atuais, também caiu em desuso. Professor da Escola Wilma Kovesi de Cozinha e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o chef Mauricio Lopes lembra que, nas escolas internacionais onde estudou, ele aprendeu a cortar e cozinhar as lagostas ainda vivas. “Elas morriam na água quente ou na tábua de corte”, conta.

Quem compra lagosta congelada é poupado desta cena, mas ainda assim deve estar atento ao frescor do crustáceo, principalmente se o animal estiver inteiro. “O congelamento não evita que as bactérias se espalhem e atinjam a cauda, que escurece e fica esfarelenta”, avisa o professor. É intoxicação alimentar na certa.

Sob vigilância

As normas brasileiras para pesca da lagosta estão entre as mais rígidas do mundo. O defeso, por exemplo, dura seis meses — a captura é proibida de novembro a abril. Os barcos maiores são equipados com rastreadores por satélite, que denunciam qualquer movimentação fora do permitido.

O Ministério da Pesca e Aquicultura ainda determina que, nos três últimos meses do defeso, ou seja, entre fevereiro a abril, toda a comercialização do crustáceo seja suspensa. Mesmo quem tem estoque congelado fica proibido de movimentá-lo ou vendê-lo.

O limite de pesca também é fixado por lei — desde 2024, o teto é de 6.192 toneladas por temporada —, assim como o tamanho mínimo que os animais devem ter na captura.

Na avaliação da Oceana, organização internacional focada na conservação dos oceanos, as medidas parecem estar dando resultado. Estudos anteriores a 2015 mostravam uma queda de 80% nos estoques de lagostas vermelhas, mas dados recentes são mais animadores.

“Com a redução da pressão pesqueira, os modelos apontam para quase 25% de probabilidade de a população da lagosta vermelha estar saudável” Martin Dias, diretor científico da Oceana

Mas ainda é cedo para comemorar. “Há 75% de probabilidade de que o processo de recuperação ainda não tenha sido plenamente concluído”, alerta Dias.

Preservar a abundância de lagostas em nossos mares não é importante apenas para o meio ambiente — são 3 mil embarcações registradas no MPA, o que significa 12 mil pescadores diretamente envolvidos e 20 mil famílias impactadas. “Sendo majoritariamente artesanal, é uma cadeia de grande importância socioeconômica para as regiões Norte e Nordeste.”

Fonte: UOL

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Comércio

Abipesca pede crédito emergencial para reduzir impacto do tarifaço

Estados Unidos são destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) protocolou nesta segunda-feira (21) um pedido formal ao governo federal para a criação de uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras do setor. O objetivo é reduzir os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. 

De acordo com a associação, o mercado norte-americano é o destino de cerca de 70% do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, o setor estima que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais. 

O pedido foi protocolado no Palácio do Planalto e se dirige ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta da Abipesca prevê crédito emergencial de R$ 900 milhões, com seis meses de carência e prazo de 24 meses para pagamento. 

De acordo com a Abipesca, a taxação levou o setor a enfrentar uma “grave crise de capital de giro”, uma vez que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno “que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação”.  

“Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações”, afirmou a associação. 

No documento protocolado, a associação também solicita que o governo brasileiro intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017. 

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Negociação 

No último dia 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula, em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer no dia 1º de agosto. Trump justifica a medida tarifária citando supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”. 

Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à Rádio CBN, que o Brasil não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos. Haddad disse, porém, que o governo vem trabalhando em planos de contingência para ajudar os setores mais prejudicados com o plano de Donald Trump.  

Fonte: Agência Brasil

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Comércio, Exportação

Receita de Exportação de Pescados do Paraná cresce 4.600% em Cinco Anos

O estado do Paraná apresentou um crescimento expressivo nas exportações de pescados, alcançando um faturamento de US$ 11,15 milhões nos primeiros quatro meses de 2025, um aumento de mais de 4.600% em comparação ao mesmo período de 2020, quando a receita foi de apenas US$ 233,2 mil. Esses dados constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Crescimento em Volume de Exportações
O volume de peixes exportados também apresentou um aumento significativo. No primeiro quadrimestre de 2025, o estado exportou 2,7 mil toneladas, o que representa uma alta de 1.300% em relação às 187 toneladas exportadas no mesmo período de 2020. Além disso, houve um crescimento de 43% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2024.

Participação Nacional do Paraná
O Paraná tem expandido sua participação nas exportações de pescados ao longo dos anos. Em 2020, o estado correspondia a pouco mais de 1% das exportações nacionais; em 2024, esse percentual subiu para 11,8%. O principal produto exportado é a tilápia, que representa quase 90% do volume exportado, com os Estados Unidos sendo o principal mercado, responsável por praticamente toda a demanda.

Fonte: Busão Curitiba

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações de pescados têm alta de 1.300% em cinco anos

Em cinco anos, as exportações de pescados, especialmente a tilápia, registraram crescimento de 1.300%. Ou seja, de 187 toneladas de peixes no primeiro quadrimestre de 2020 para 2,7 mil toneladas no mesmo período de 2025. A informação consta no mais recente boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de peixes. O gráfico foi elaborado com recursos do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Peixes | Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

O volume exportado neste primeiro quadrimestre de 2025 também é 43% maior que no mesmo período de 2024. “Com o crescimento das exportações de peixes pelo Estado observa-se um ganho de importância no cenário nacional. No ano de 2020 as exportações de pescados do Paraná representavam pouco mais de 1% do total nacional, já no ano de 2024 esta participação subiu para 11,8%”, diz o documento preparado pelos técnicos do Deral.

Em relação ao faturamento, nos primeiros quatro meses de 2020 a exportação de pescados no Paraná registrou US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025 a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos.

O principal item exportado é a carne de tilápia, que representa 88% do total. Já o principal destino é os Estados Unidos que compram 87% do total exportado.

Suínos
O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos, já que em 2016 ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.

Frango
Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (693,7 mil toneladas).

A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior (US$ 1,208 bilhão). Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada, que passou de US$ 1.741,45 em 2024 para US$ 1.855,35 em 2025, uma alta de 6,5%.

Fonte: O Maringá 

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Abertura de mercado na Austrália para exportação de pescados

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 357 aberturas de mercado em 63 destinos

O governo brasileiro saúda a autorização, pelas autoridades sanitárias da Austrália, para a exportação de pescado de origem extrativa do Brasil para aquele mercado.

A abertura do mercado australiano representa oportunidade estratégica para os exportadores nacionais, especialmente na comercialização de atum, pescada, lagosta e corvina, entre outras espécies de elevado valor agregado. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 400 milhões em pescados.

Com a autorização, o agronegócio brasileiro alcança a 57ª abertura de mercado em 2025, totalizando 357 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Essa abertura é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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China abre mercado para venda de pescados do Brasil

Abertura é só para a modalidade extrativista, em que os peixes são capturados na natureza e não em cativeiro

A China abriu seu mercado de pesca extrativista para o Brasil. O anúncio foi feito na 3ª feira (22.abr.2025) depois de uma reunião bilateral do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, com a vice-ministra da Gacc (sigla em inglês para Administração Geral de Alfândegas Chinesa), Lyu Weihong, em Brasília.

O mercado chinês de pescados é de cerca de US$ 17,9 bilhões. A partir da abertura, o Brasil poderá competir e abocanhar parte desse setor, mas os efeitos devem ser de médio a longo prazo. A expectativa do governo é que o país ganhe cerca de US$ 1 bilhão em receitas no médio prazo. O encontro entre Rua e Weihong abordou cerca de 50 temas.

A pesca extrativista é aquela na qual os peixes são capturados da natureza, diferente da modalidade de aquicultura, em que são cultivados em cativeiro.

O governo brasileiro costurava o acordo há mais de 1 ano e tinha a expectativa de concluir a negociação em novembro de 2024, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o presidente Xi Jinping no Brasil. Porém, as tratativas para o certificado sanitário que autoriza as exportações só foram finalizadas agora, na reunião bilateral.

No encontro do ano passado, o governo brasileiro fechou 37 acordos com a China. Destes, 6 envolveram o Ministério da Agricultura e Pecuária, com a abertura de mercado para:

  • uvas frescas;
  • gergelim;
  • sorgo;
  • farinha de peixe;
  • óleo de peixe;
  • outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

O encontro de Rua com Weihong faz parte da agenda de trabalhos do Brics –grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia.

O Brasil sediará a cúpula do bloco neste ano, que será realizada no Rio de Janeiro de 6 a 7 de julho.

Fonte: Poder 360

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