Economia, Portos

Movimentação de cargas cresce 6,3% nos Portos do Paraná

As operações de cargas nos portos paranaenses estão alcançando marcas expressivas em 2025. No primeiro trimestre, houve crescimento na movimentação de cargas, que totalizou 17.420.779 toneladas — número 6,3% maior que o registrado em 2024, quando foram movimentadas 16.384.054 toneladas.

Esse desempenho tem gerado bons frutos para o Paraná. De janeiro a março deste ano, os portos paranaenses já conquistaram quatro marcos nunca antes registrados na história da empresa, em comparação ao mesmo período.

“A soja e os fertilizantes foram os maiores volumes que movimentamos no primeiro trimestre, uma tendência que deve se manter nos próximos meses, devido à grande safra”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A exportação de grãos de soja alcançou a marca de 4.177.143 toneladas — 13% a mais que no ano passado, quando foram exportadas 3.694.168 toneladas. Já os fertilizantes lideraram as importações, com 2.739.120 toneladas neste ano, ante 2.653.354 toneladas nos três primeiros meses de 2024.

“Os fertilizantes são nossa principal commodity de importação, e temos investido em inteligência estratégica para operá-los com cada vez mais eficiência”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Março

O maior salto na movimentação de cargas ocorreu em março, impulsionado principalmente pela soja em grãos, que totalizou 2.073.092 toneladas exportadas. Outro destaque foi o terminal de contêineres, com 804.939 toneladas embarcadas. Já o carregamento de navios com farelo de soja alcançou 769.619 toneladas.

Nas importações, os destaques foram os fertilizantes (899.073 toneladas), os contêineres (580.469 toneladas) e os derivados de petróleo (403.863 toneladas).

Moegão

Para atender ao crescente volume comercial, a empresa pública segue com as obras do Moegão — um investimento de R$ 600 milhões que centralizará as linhas férreas que chegam ao Porto de Paranaguá. A nova estrutura aumentará em mais de 60% a capacidade de recepção de granéis sólidos vegetais vindos do interior do Paraná e de outros estados.

“Com 35% das obras concluídas, a previsão de entrega é para o final deste ano. O Moegão visa atender às demandas atuais e futuras, especialmente após a implantação da nova Ferroeste”, afirmou Garcia.

Leilões

Outro caminho para suprir o aumento da movimentação são as áreas arrendadas. No próximo dia 30, mais três áreas estarão em disputa na B3. Em 2019, a Portos do Paraná foi a primeira do país a receber delegação do governo federal para conduzir licitações de áreas portuárias e, até o momento, cinco já foram arrematadas.

Com isso, Paranaguá será o primeiro porto brasileiro com 100% dos espaços de arrendamentos regularizados, somando R$ 3,8 bilhões em investimentos.

Fonte: Portos do Paraná

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Comércio Exterior, Economia, Finanças, Negócios, Oportunidade de Mercado

Em meio a tarifaço, comércio entre Brasil e EUA bate recorde no 1º tri

A balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde e chegou, pela primeira vez, à marca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de um ano.

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 9,7 bilhões para os EUA e importou US$ 10,3 bilhões, segundo relatório da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária.

As exportações da indústria brasileira atingiram US$ 7,8 bilhões – novo recorde para um primeiro trimestre -, elevando a participação dos EUA como destino das exportações industriais nacionais para 18,1%.

Seis dos dez principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA registraram crescimento, com destaque para:

  • Sucos (+74,4%)
  • Óleos combustíveis (+42,1%)
  • Café não torrado (+34%)
  • Aeronaves (+14,9%)
  • Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

Pelo lado das importações, houve alta em oito dos dez principais produtos americanos comprados pelo Brasil. Entre os aumentos, estão:

  • Óleos brutos de petróleo (+78,3%)
  • Medicamentos (+42,4%)
  • Motores e máquinas não elétricos (+42,3%)
  • Outros produtos farmacêuticos (+29,1%)
  • Óleos combustíveis (+9,4%)
  • Aeronaves (+8,1%)

Apesar do fortalecimento da relação comercial, a Amcham alerta para um cenário de incerteza provocado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

“Apesar do desempenho positivo no início do ano, as tarifas anunciadas pelos EUA – como a sobretaxa de 10% sobre exportações brasileiras em geral e as tarifas de 25% sobre aço, alumínio e autopeças – criam um ambiente de incerteza para o comércio bilateral ao longo de 2025”, afirma o relatório.

A relação superavitária dos EUA com o Brasil é justamente o ponto utilizado pelo governo brasileiro nas negociações sobre as tarifas.

O principal objetivo dos técnicos, neste momento, é deixar claro que o Brasil não representa risco nem ameaça comercial aos Estados Unidos.

A reversão das tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio é considerada a medida mais viável pelo governo – por isso, tem sido o principal foco das negociações neste momento. A abertura de cotas seria uma alternativa.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/em-meio-a-tarifaco-comercio-entre-brasil-e-eua-bate-recorde-no-1o-tri/

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Economia, Negócios, Notícias

EMASFI Group e RêConecta News: impulsionando a inovação e eficiência no setor logístico na Intermodal 2025

É com grande entusiasmo que o RêConecta News anuncia mais uma parceria de peso para a Intermodal South America 2025! O EMASFI Group, referência em soluções estratégicas para o setor logístico, se une a nós nesta jornada para levar inovação, eficiência e inteligência de negócios ao maior evento de logística, transporte de cargas e comércio exterior das Américas.

Com uma trajetória consolidada no setor contábil, o EMASFI Group se destaca como líder de mercado no atendimento a mais de 400 transportadoras, oferecendo soluções para contabilidade, gestão fiscal/tributária, financeira e auditoria. Com uma abordagem estratégica e tecnologia de ponta, a EMASFI auxilia transportadoras a otimizar processos, reduzir custos e garantir total conformidade com as exigências regulatórias, proporcionando maior segurança e eficiência operacional. Essa expertise faz da empresa uma referência no setor, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e crescimento do segmento logístico.

Uma história de sucesso

Ao longo de 25 anos de trajetória, o EMASFI Group evoluiu de uma empresa familiar, fundada por José Eduardo Ferreira Camargo, para uma multinacional de referência no setor contábil. Hoje, com mais de 1.000 clientes atendidos e uma equipe de 120 funcionários, a empresa se destaca por oferecer soluções integradas e personalizadas. Em 2020, passou por uma grande transformação ao se associar a uma empresa holandesa de contabilidade e, em seguida, ao realizar uma fusão com uma empresa chilena do mesmo segmento, ampliando sua presença para mais de 50 países. No Brasil os escritórios estão localizados em Vinhedo (SP), São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 

Segundo o CEO Eduardo Camargo, esse crescimento foi impulsionado pela necessidade de unificar serviços e atender a uma demanda crescente de clientes que buscavam uma gestão mais eficiente e menos fragmentada. “Eu via muitas empresas insatisfeitas com a fragmentação do serviço contábil em países diferentes e foi quando percebemos que poderíamos oferecer essa solução”, explica. 

Diferenciais e cultura empresarial

O EMASFI Group se diferencia pela abordagem consultiva e pelo uso de tecnologia de ponta para otimizar processos, reduzir riscos e maximizar a eficiência das operações de seus clientes. Com um time altamente qualificado e um portfólio de serviços completos, a empresa se posiciona como parceira estratégica para organizações que buscam crescimento sustentável e compliance com as melhores práticas do mercado. “Nosso compromisso é com a gestão fiscal e tributária dos clientes, atuando de forma personalizada para otimizar a carga tributária e melhorar o fluxo de caixa. O nosso time veste a camisa do cliente para garantir soluções estratégicas e eficazes”, ressalta Eduardo Camargo, CEO do EMASFI Group. 

Expectativas para a Intermodal 2025

A união entre o ReConecta News e o EMASFI Group reforça o compromisso de ambas as empresas em impulsionar o desenvolvimento do setor logístico, promovendo conhecimento, networking e soluções inovadoras para o mercado. Durante a Intermodal 2025, essa parceria se traduzirá em conteúdos exclusivos, insights estratégicos e oportunidades de conexão para profissionais e empresas que buscam evolução no segmento. “Nossa participação na Intermodal busca ampliar a visibilidade da marca, promover networking e acompanhar tendências de mercado, agregando diferentes tipos de serviços ao setor”, finaliza Eduardo. 

Venha conhecer ser um conectado: nos dias 22 a 24 de abril, te esperamos no Estande G100. 

Saiba mais sobre o EMASFI Group: https://www.emasfi.com.br/
Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/pt/credenciamento.html

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Notícias, Oportunidade de Mercado, Portos

Porto de Santos: tratativas para reparo do píer danificado em acidente avançam com sinergia entre atores públicos e privados

A Autoridade Portuária de Santos (APS) promoveu, na manhã da última sexta-feira (11), uma reunião com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e representantes do setor privado para discutir o andamento dos trabalhos de recuperação do píer danificado pela colisão do navio Olavo Bilac, ocorrida no dia 12 de março.

A inspeção subaquática detalhada no local do sinistro foi concluída na última quinta-feira (10) e a perspectiva é de que a empresa responsável finalize, em cerca de 30 dias, o projeto de recuperação estrutural das avarias.

“Há uma grande disposição de todos os envolvidos; da Autoridade Portuária, da Marinha e das empresas envolvidas para buscar soluções e mitigar eventuais prejuízos à operação portuária”, relata Beto Mendes, diretor de Operações da APS.

“Finalizamos a fase diagnóstica dos danos causados, e todos estão empenhados para avançarmos para as próximas etapas e solucionar o problema da forma mais rápida possível, sempre prezando pela segurança das instalações e dos usuários”, assegura Orlando Razões, diretor de Infraestrutura da APS.

Encaminhamentos

Para avaliação da estrutura e elaboração de projeto de recuperação, foi contratada a Exe Engenharia, empresa responsável pelo projeto do cais, ponto avaliado como positivo pelos presentes na reunião.

O comandante da Capitania dos Portos, capitão de Mar e Guerra Marcus André de Souza e Silva, informou que a Marinha acompanha de perto os trabalhos e ressaltou que a instituição está comprometida com uma resolução ágil do incidente.

Representantes de empresas que operam celulose nos berços de atracação próximos ao local do abalroamento também participaram. A Autoridade Portuária de Santos mantém diálogo estreito com os terminais para assegurar que a programação das operações portuárias não seja afetada pela interdição parcial do cais.

Pela APS, também estiveram presentes o gerente de Fiscalização Ricardo Moreira, o superintendente de Operações Portuárias Márcio Kanashiro, e a assessora Cristina Rodrigues, da Diretoria de Infraestrutura.

Fonte: APS

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Exportadores agrícolas, Internacional, Mercado de trabalho

Falta de armazenamento refrigerado no Brasil afeta exportações de mamão e manga

As exportações de frutas brasileiras estão enfrentando diversos desafios, incluindo a falta de infraestrutura refrigerada, altos custos logísticos internos e atrasos na emissão de certificações, fatores que impactam diretamente tanto a qualidade quanto a competitividade dos produtos.

A empresa Hevile, sediada no Brasil e com mais de 27 anos de experiência em logística internacional, se posicionou como operadora logística especializada no transporte de produtos perecíveis. Embora não exporte diretamente, a empresa desempenha um papel fundamental como operadora logística, permitindo que frutas brasileiras cheguem a destinos internacionais como a Europa. “Cuidamos de toda a logística marítima e aérea, desde a fazenda até o aeroporto ou porto, incluindo o desembaraço aduaneiro,” afirma Vinicius Wanderley Campos, diretor executivo da empresa.

A Hevile movimenta cerca de 1.000 toneladas por mês, sendo o mamão e a manga os principais volumes em seu portfólio. A empresa também trabalha com frutas mais delicadas, como figo, atemoia, abacate, pitaya e lichia, embora em quantidades menores. “O figo é provavelmente a fruta mais delicada com a qual trabalhamos, mas os maiores volumes, sem dúvida, são de mamão e manga,” diz Vinicius.

“Em um país tão extenso quanto o Brasil, a concentração de voos internacionais no eixo Rio-São Paulo representa um grande desafio logístico. Grande parte da produção de frutas está localizada no Nordeste, o que exige longas viagens rodoviárias. São necessários três dias de transporte por estrada até aeroportos como Guarulhos ou Campinas, o que aumenta os custos e o tempo de entrega, além do risco de perda de qualidade. Além disso, a infraestrutura refrigerada precária em diversos dos principais aeroportos do país dificulta ainda mais a manutenção da cadeia do frio,” ele destaca.

Outro ponto crítico é a escassez de fiscais do Ministério da Agricultura, o que atrasa a emissão de certificados fitossanitários e impacta diretamente o agendamento das cargas. No caso do transporte aéreo, a Hevile possui contratos com as principais companhias aéreas, o que permite garantir espaço e obter tarifas preferenciais para os exportadores de frutas. Quanto à logística marítima, o cenário é semelhante ao global, com atrasos nas escalas e omissões de portos. “Apesar dessas dificuldades, conseguimos manter um crescimento constante, graças a um serviço personalizado e a uma equipe que opera 24 horas por dia, sete dias por semana,” diz ele.

A empresa aposta na tecnologia como ferramenta de melhoria, investindo em sistemas de rastreabilidade e visibilidade em tempo real. “Nosso portal permite que os clientes consultem documentos e acompanhem seus embarques sem necessidade de troca de e-mails. Além disso, integramos ferramentas do Power BI para que possam analisar seus dados de forma estratégica,” afirma.

Entre as recomendações feitas aos exportadores, a Hevile destaca a importância do planejamento. “O ideal é ter um cronograma anual ou mensal de embarques. Isso nos permite negociar melhores janelas e tarifas com companhias aéreas e armadores,” comenta Vinicius.

Olhando para o futuro, ele menciona uma grande oportunidade: a recente abertura do mercado chinês para a uva brasileira. “Estamos preparando a logística para atender às exigências desse mercado. Nossa experiência com embarques de manga para a Coreia será essencial nesse novo projeto,” conclui.

Fonte: Fresh Plaza

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Argentinos, diante de um novo mundo

Nesta segunda-feira veremos se os sintomas de retirada da moeda americana são maiores que a confiança no governo de Javier Milei ou se, em vez disso, ocorrerá o contrário e o preço do dólar se manterá nos níveis de sexta-feira, como preveem vários economistas.

Nesta segunda-feira, os argentinos acordarão sem restrições para comprar dólares. Veremos então se os sintomas de abstinência da moeda americana (o bem mais precioso de qualquer argentino que se preze) serão maiores que a confiança no governo de Javier Milei , ou se, pelo contrário, ocorrerá o contrário e o preço do dólar se manterá nos níveis de sexta-feira, como preveem vários economistas.

No momento em que o presidente lutava contra o infortúnio e a fragilidade (a criação de uma comissão legislativa para investigar o escândalo da criptomoeda LIBRA e um aumento significativo na inflação), o Fundo Monetário Internacional o resgatou do atoleiro perigoso em que ele estava se debatendo.

A situação mudou tanto em tão poucas horas queUm economista objetivo ousou dizer que a Argentina é atualmente mais previsível do que o mundo volátil que Donald Trump construiu.. De fato, o presidente americano perdeu o valor de sua palavra — que sempre foi o principal trunfo político do líder de Washington — e está prestes a perder o valor de sua assinatura, como um observador astuto apontou. Seja como for, as últimas pesquisas nos Estados Unidos concluíram que a imagem de Trump entre seus concidadãos desmoronou, que a confiança do consumidor caiu e que as expectativas sociais de inflação só aumentaram.

Aqui e agora, nos últimos 14 anos, desde a reeleição de Cristina Kirchner em 2011, os argentinos têm vivido com o dólar atrelado, e isso permaneceu assim por aproximadamente 10 anos. Somente autorizações soviéticas permitiram a compra de moeda americana durante o segundo mandato da Sra. Kirchner, durante a administração de Alberto Fernández e durante os 16 meses da administração de Javier Milei. Mauricio Macri a retirou assim que assumiu o cargo, e essa decisão durou quase todo o seu mandato, até setembro de 2019, três meses antes de ele retornar para casa.

A vitória do peronismo kirchnerista um mês antes, nas primárias de agosto de 2019, desmantelou definitivamente a economia de Macri. Cristina Kirchner recorreu a esse recurso, o estoque, quando seu marido já havia falecido; Nem mesmo Roberto Lavagna fechou o acesso ao dólar em meio à grande crise de 2001 e 2002.

Ninguém pode negar a audácia da ex-presidente, embora ela quase sempre a use para causas ignóbeis. Alberto Fernández, então um ferrenho oponente de seu antigo e futuro chefe, acusou-a de negar a liberdade aos argentinos ao implementar controles cambiais e de aprisionar o país em um mundo sem investimentos. Alberto Fernández tem um problema de consistência porque depois ele reforçou as restrições quando era presidente; criou um labirinto indecifrável para acessar o dólar. Pior que a armadilha da Cristina que ela tanto criticou. Milei deve levar toda essa experiência em conta ao decidir a estratégia eleitoral para as eleições legislativas deste ano e, inversamente, não deve questionar a própria geometria do poder.

A decisão do Fundo foi tomada no mesmo dia em que um aumento significativo na inflação foi relatado em março. Alguns economistas, como Fausto Spotorno , descreveram-no como“inflação precoce”porque os formadores de preços sabiam que, após o acordo com o Fundo, uma mudança na taxa de câmbio viria eEles aumentaram os preços só por precaução. A verdade é que o acordo foi bem recebido por amplos setores da sociedade. Varejistas de eletrodomésticos no interior do país anunciaram que venderam quase tanto na sexta-feira do anúncio quanto nos últimos meses.

Acontece também queÉ provável que o valor do dólar não se valorize muito, em relação ao que valia o dólar MEP, porque os importadores estão com excesso de estoque.(eles aproveitaram recentemente o dólar oficial) eOs exportadores estão determinados a vender seus produtos para o exterior porque a partir de segunda-feira haverá apenas um dólar.. Há também uma superabundância de soja no mundo e seu preço pode cair ainda mais; A soja sairá rapidamente dos silo-bolsas para exportação nos próximos dias, de acordo com vários economistas.

Se as acrobacias financeiras destes dias tiverem um final feliz, provavelmente ajudarão Milei nas eleições, embora tudo dependa da projeção dessas mudanças cambiais sobre a inflação.A inflação é o fator que mais influencia um domingo de eleição.Alguns políticos, que não são inimigos de Milei, consideram inevitável outra alta do dólar e, portanto, da inflação. De qualquer forma, o apoio de Trump ao governo de Milei é inconfundível.

Na mesma segunda-feira em que o país abandonará uma década de controles cambiais, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent , uma das cinco pessoas mais influentes da economia mundial, chegará a Buenos Aires. Talvez a visita de Bessent seja mais importante, simbolicamente daqui para frente, do que o acordo com o Fundo Monetário Internacional. Bassent se encontrará aqui com Milei; com o ministro da Economia, Luis Caputo , e com empresários. Bessent deve ter esquecido o discurso de Milei em Davos, que ele fez apenas dez dias depois de Bessent assumir como czar econômico de Trump.

O discurso de Milei atacou pessoalmente Bessent por seu conteúdo discriminatório e ofensivo. É improvável que o Secretário do Tesouro não soubesse o que Milei disse nos Alpes Suíços, porque foi um discurso proferido em um cenário internacional que foi altamente atraente para todos aqueles que tomam decisões sobre a economia global, incluindo Bessent. Ele esqueceu, que é o que a política faz quando há outras coisas em jogo. Mas o presidente argentino também deveria tomar nota dessa experiência, ser menos provocador e estar mais bem informado sempre que falar em público.

A propósito, Bessent virá a Buenos Aires só para aplaudir? Difícil, embora o secretário de Estado Marco Rubio já tivesse destacado publicamente que os principais aliados de Trump nas Américas são Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele , e a corajosa e estoica venezuelana María Corina Machado , embora a ditadura de Nicolás Maduro negue seu acesso ao poder.É provável — ou certo — que Bessent também exija que o governo argentino se distancie da China., uma potência com a qual Milei acaba de estender uma troca de 5 bilhões de dólares. A decisão dos Estados Unidos de competir com a China para vencer ou morrer é a única política de estado imutável da principal potência mundial. Barack Obama , Trump e Joe Biden abraçaram essa competição feroz . Democratas e republicanos, como vemos. Vários presidentes argentinos atestam essa competição e a consequente pressão norte-americana, especialmente sobre os países latino-americanos.

Tais eventos econômicos necessariamente terão consequências eleitorais em um ano de mudanças legislativas.As próximas eleições também serão decididas em uma esfera diferente da política: o judiciário.Acontece que a principal líder do peronismo, Cristina Kirchner , provável candidata na província de Buenos Aires a deputada nacional ou provincial, aguarda decisão da Suprema Corte de Justiça . Essa decisão pode tirá-la do campo eleitoral, não por causa dos juízes, mas — é preciso dizer — por sua própria culpa. O Tribunal deve decidir se aceita o recurso da ex-presidente porque o Tribunal de Cassação negou seu recurso ao Tribunal no caso Roads; Dois tribunais, o tribunal oral e público e o Tribunal de Cassação, já a condenaram a seis anos de prisão e inabilitação perpétua para exercer cargos públicos por administração fraudulenta de recursos estatais.

Se o Supremo Tribunal Federal acatasse as decisões desses tribunais, Cristina Kirchner nunca mais poderia exercer qualquer cargo público, seja no Executivo ou no Legislativo. Quase 20 juízes e promotores participaram da investigação, inquéritos, coleta de evidências e depoimentos por quase 10 anos, culminando na condenação mantida por dois tribunais. Não se trata de uma proibição, como afirma o kirchnerismo, mas de uma decisão definitiva. De fato, para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, considera-se sentença definitiva quando há o que no jargão jurídico se conhece como dupla conformidade. Ou seja, quando dois tribunais de alto escalão concordam com o veredito e a sentença, que foi o que aconteceu com a Sra. Kirchner, entre vários outros ex-funcionários, no caso do Departamento de Estradas de Rodagem.

A visão do Senado argentino de que só existe sentença final quando a Suprema Corte emite sua decisão é mera conjectura. Não tem respaldo na lei nem no Pacto de San José da Costa Rica, cuja aplicação é de responsabilidade da Corte Interamericana; Em 1994, esse Pacto foi incorporado à Constituição Argentina. Além disso, a Suprema Corte argentina não é um tribunal de apelações, mas sim um recurso extraordinário que os juízes da mais alta corte podem aceitar ou rejeitar. Isso depende unicamente de os juízes perceberem que houve — ou não — uma violação dos direitos constitucionais do condenado.

Nas duas últimas reuniões, os desembargadores analisaram o cronograma para a emissão dessa decisão, que deverá ser proferida antes do próximo prazo eleitoral.A sociedade tem o direito de saber antecipadamente se potenciais candidatos foram privados de seus direitos e garantias ou, inversamente, condenados por atos de corrupção após um julgamento justo.

Seria devastador para o prestígio da Corte se Cristina Kirchner se tornasse candidata e depois deputada nacional ou provincial, apenas para a Suprema Corte manter sua condenação, mesmo ela tendo imunidade.A decisão do Tribunal não poderia, em tal caso, ser aplicada ao acusado.

É verdade que há dois recursos: um de Cristina Kirchner e seus ex-funcionários, de um lado, e, de outro, o do procurador do Supremo Tribunal Federal, Mario Villar , que pediu que a pena da ex-presidente fosse aumentada e que ela também fosse condenada por associação criminosa a mais anos de prisão. A alegação de Villar deve ser encaminhada ao procurador-geral da República, Eduardo Casal , chefe de todos os procuradores, para que ele possa acolher — ou não — o pedido do procurador do Supremo Tribunal Federal. Casal é um eficiente funcionário público que certamente não perderá tempo analisando sua declaração.

O caso do Departamento de Estradas já foi levado à Suprema Corte três vezes. Não é um caso que os ministros do Supremo Tribunal de Justiça desconheçam. Eles sempre rejeitaram os pedidos de Cristina Kirchner. Eles só precisam analisar a fase final dessa investigação e as sentenças correspondentes. Conforme ouvido nos elegantes salões do Tribunal, os três juízes ( Horácio Rosatti , Carlos Rosenkrantz e Ricardo Lorenzetti )Eles concordariam com a necessidade de pôr fim a esse interminável processo judicial o mais rápido possível.. Lorenzetti abriu o debate sobre a urgência de resolução do caso de Cristina Kirchner, e o presidente do tribunal, Rosatti, que concorda com a posição subjacente, assim como Rosenkrantz, estaria especialmente interessado em garantir que a gestão do Tribunal não possa ser posteriormente questionada sob nenhuma perspectiva.

O Tribunal deve revisar cuidadosamente cada uma de suas ações e decisões, diz Rosatti entre os juízes. “Eu analisaria esse arquivo como se fosse da minha mãe”, disse o ex-juiz da Suprema Corte Manuel García-Mansilla entre seus pares . A perfeição não é inimiga da velocidade. A partir de amanhã, apesar de tudo, o público político estará mais preocupado com o que acontecerá em um país sem restrições do que com as questões jurídicas passadas da Sra. Kirchner. Observar a economia em um mundo errático e confuso não é incompatível com a demanda social de que a prisão seja o destino inevitável dos corruptos.

Por Joaquín Morales Solá
Revista LA NACION
https://www.lanacion.com.ar/opinion/los-argentinos-ante-un-mundo-nuevo-nid13042025/

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QR code: como essa invenção saiu de uma fábrica do Japão para deixar o acesso à informação mais prático

Seja na hora de pagar uma conta, ver o cardápio de um restaurante ou saber mais sobre uma empresa, ele está lá: o QR code, um tipo de código de barras bidimensional que mais parece um labirinto. Seu funcionamento é simples: basta apontar a câmera do celular para o código para acessar informações de forma rápida e prática.

O que muitos podem não saber é que, antes de chegar a praticamente todos os cantos, a história do Quick Response Code (ou Código de Resposta Rápida) começou em uma fábrica no Japão, da empresa Denso Wave, especializada no desenvolvimento e fabricação de dispositivos de captura automática de dados, robôs industriais e controladores programáveis.

Fonte: Revista Época
https://epocanegocios.globo.com/invencoes/noticia/2025/04/qr-code-como-essa-invencao-saiu-de-uma-fabrica-do-japao-para-deixar-o-acesso-a-informacao-mais-pratico.ghtml?utm_campaign=gecorrp__newsletter_fiesc_14042025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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Preço do café salta 77% em um ano na inflação de março, mostra IBGE


Produto acompanha a alta no preço dos alimentos, que seguem pressionando a inflação no Brasil

O preço do café moído saltou 77,8% nos últimos 12 meses até março, como mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (11).

Em 2025, a alta do produto soma 30,04%. Somente no mês de março, a variação foi de 8,14% nos preços.

A alta dos preços tem sido impulsionada principalmente por:

Questões climáticas | Queda da oferta mundial | Problemas com a safra no Vietnã

O café acompanha a alta no preço dos alimentos, que seguem pressionando a inflação no Brasil. O IPCA, que mede a inflação oficial, desacelerou a 0,56% em março, frente a alta de 1,31% em fevereiro. Ainda assim, este foi o maior IPCA para um mês de março desde 2003 (0,71%).

As altas temperaturas têm afetado a produção do café, cultura habituada a temperaturas médias. Tanto no Brasil quanto em outros países produtores de café, como o Vietnã, a produção foi afetada pela diminuição da oferta.

“O café é um dos produtos com maior resistência à baixa de preço, porque tem um grande problema de natureza ambiental que atinge a lavoura cafeeira. O café passou quatro anos sofrendo com geadas e secas, falta de água e, agora, o café também sofreu com quebras no exterior”, afirmou o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, em entrevista à CNN.

A baixa produção, combinada com o aumento na demanda global e o fortalecimento do dólar, fez com que um maior volume fosse escoado para o mercado internacional, com menor disponibilidade para o mercado interno.

Apesar do cenário inflacionário, o consumo de café torrado e moído no Brasil cresceu 1,1% entre 2023 e 2024. Ao todo, foram 21,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2024, equivalente a 40,4% da safra do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás dos Estados Unidos em volumes absolutos, segundo a Abic, citando que o total consumido pelos norte-americanos superou o nacional em 4,1 milhões de sacas.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/preco-do-cafe-salta-77-em-um-ano-na-inflacao-de-marco-mostra-ibge/?utm_campaign=gecorrp__newsletter_fiesc_14042025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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China pede que EUA ‘eliminem completamente’ tarifas

O governo da China pediu neste domingo, 13, que os Estados Unidos eliminem por completo as tarifas impostas a produtos chineses. Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio chinês classificou como insuficiente a recente decisão do governo Donald Trump de isentar celulares, laptops e outros eletrônicos das chamadas tarifas recíprocas.

O que vimos foi apenas um pequeno passo para corrigir um erro, afirmou o ministério, acrescentando que Washington deveria “abolir completamente essa prática equivocada e retornar ao caminho do diálogo baseado no respeito mútuo”.

O ministério chinês também reforçou sua crítica ao que chama de tarifas unilaterais e pediu que os EUA “ouçam as vozes racionais da comunidade internacional” e promovam ajustes mais amplos. 

A pasta citou uma decisão anterior, de 10 de abril, em que Washington suspendeu provisoriamente tarifas elevadas contra outros parceiros comerciais.

Isenção de eletrônicos

A medida dos EUA, anunciada na sexta-feira, 11, pelo governo Donald Trump, exclui produtos eletrônicos de consumo de tarifas que chegavam a 145% sobre importações da China — principal polo de fabricação de itens como iPhones e notebooks. 

Segundo dados do US Census Bureau, os smartphones foram os produtos mais importados da China em 2024, somando US$ 41,7 bilhões, seguidos pelos laptops, com US$ 33,1 bilhões.

A decisão beneficia gigantes da tecnologia como Apple, Nvidia e Dell, e abrange 20 categorias de produtos, incluindo semicondutores, chips de memória e monitores de tela plana. De acordo com a Bloomberg, esses itens têm produção limitada nos EUA, e a substituição por fabricantes locais exigiria anos de investimentos.

Apesar do alívio para o setor, autoridades americanas afirmaram que a isenção pode ser temporária. A suspensão das tarifas, segundo estimativas do Rand China Research Center, envolve cerca de US$ 390 bilhões em importações, sendo mais de US$ 100 bilhões provenientes da China.

Tarifas de 145%

Na quinta-feira, 10, o presidente Donald Trump havia anunciado uma tarifa de 145% sobre produtos importados da China. Para países que, segundo ele, “não retaliaram de forma alguma”, o governo aplicou uma alíquota reduzida de 10%, válida por 90 dias.

A decisão de isentar eletrônicos busca evitar um aumento imediato de preços. 

De acordo com a consultoria TechInsights, transferir a produção de iPhones da China para os EUA levaria anos e elevaria o custo de cada unidade para até US$ 3.500 (R$ 20,5 mil). Com as tarifas vigentes, o preço do iPhone poderia subir cerca de 70% no mercado americano.

Desde março, a Apple tem fretado aviões cargueiros para trazer iPhones da Índia aos EUA como forma de contornar as tarifas. Ao todo, foram transportadas cerca de 600 toneladas — ou 1,5 milhão de unidades do smartphone.

Entre os produtos isentos também estão células solares, cartões de memória e semicondutores. A decisão favorece especialmente a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., que anunciou novos investimentos em território americano.

Ainda que represente um alívio imediato, a exclusão não elimina a possibilidade de novas tarifas sobre o setor. A Casa Branca já sinalizou que pretende estabelecer uma política específica para componentes estratégicos como os chips, seguindo promessas anteriores de Trump.

Fonte: O Antagonista
https://diariodobrasilnoticias.com.br/noticia/china-pede-que-eua-eliminem-completamente-tarifas-67fbeca74501d

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Seguro Internacional

Da gestão ao seguro: como a Bwin Tech protege cada etapa da logística

A Bwin Tech Seguros, referência em seguros de transporte nacional e internacional, confirma sua presença na Intermodal 2025 ao lado do RêConecta, fortalecendo uma parceria que vem crescendo a cada ano. Após um impacto significativo na edição de 2024, a empresa retorna ao evento com novas soluções para o setor logístico.

A Intermodal South América é o maior evento da América Latina para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, reunindo empresas e especialistas para troca de conhecimento e geração de negócios. Para a Bwin Tech, participar como expositora pela segunda vez ao lado do RêConecta reforça sua missão de oferecer proteção financeira e suporte estratégico ao mercado.

Além do seguro

Com mais de 14 anos de atuação e experiência de mais de 25 anos no setor, a Bwin Tech Seguros se destaca por sua abordagem inovadora em seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras voltadas à logística. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas do comércio exterior.

De acordo com Anderson Lemos,  CEO da Bwin Tech Seguros, o seguro deve estar alinhado à realidade do cliente: “O que tem no armazém, tem que estar na apólice. O seguro precisa acompanhar a volatilidade das operações de armazenagem e transporte, garantindo que a verba esteja sempre atualizada.”

Para Anderson, o grande diferencial da Bwin Tech Seguros está na combinação de segurança patrimonial com consultoria estratégica. “Também atuamos como consultores de logística para compreender as dores do cliente e caminhar ao lado dele, ajudando no crescimento de suas operações. Quando o cliente cresce, nós crescemos juntos,” enfatiza.

Estar na Intermodal pelo segundo ano consecutivo é uma oportunidade de mostrar todos os serviços da Bwin Tech seguros e também conscientizar as empresas sobre a necessidade de um seguro adequado. “O seguro protege a recuperação da empresa e minimiza perdas. Sem seguro, uma empresa pode nem conseguir voltar ao mercado após um incêndio ou outro sinistro de grande impacto. A edição da Intermodal de 2024 foi um marco para a Bwin Tech, consolidando nossa marca no setor. Agora, a expectativa para 2025 é ainda maior,” conclui Anderson.

A Intermodal 2025 promete ser mais um passo importante para a Bwin Tech e o RêConecta, reforçando seu compromisso com a inovação e a segurança no setor de transporte e logística.

Venha conhecer tudo o que a BWin Tech tem a oferecer na Intermodal 2025! Te esperamos no estande G100.

Saiba mais sobre a BWin Tech: https://bwintech.com.br/ 

Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/pt/credenciamento.html

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