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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Informação, Investimento, Sustentabilidade

Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho

Os portos privados do Arco Norte movimentaram 52,3 milhões de toneladas de soja e milho para exportação em 2024, segundo o Anuário Estatístico da ANTAQ.

O volume representou 47,4% das exportações nacionais de milho, com 18,4 milhões de toneladas, e 35,3% das exportações de soja, totalizando 34,4 milhões de toneladas. O desempenho superou corredores tradicionais como Santos, que escoou 16,7 milhões de toneladas de milho (42% do total) e 27,9 milhões de toneladas de soja (28,3%).

Mesmo com os desafios da seca extrema em 2024, os portos da região mantiveram operações eficientes, impulsionadas por investimentos contínuos em infraestrutura e medidas para garantir a competitividade. A modernização e a ampliação da capacidade de escoamento foram fatores determinantes para a superação das dificuldades climáticas.

A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade para minimizar os impactos das secas prolongadas. A dragagem de pontos críticos do Rio Tapajós, planejada pelo DNIT, é uma das ações consideradas essenciais para garantir a navegabilidade e evitar interrupções no transporte de cargas. Medidas como essa são vistas como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia regional.

Com uma capacidade atual de 52 milhões de toneladas, o setor já projeta um crescimento significativo. Investimentos em andamento devem dobrar essa capacidade nos próximos cinco anos, permitindo o embarque de até 100 milhões de toneladas de grãos. O cenário indica um futuro promissor para os portos do Arco Norte, que seguem se consolidando como peça-chave na logística de exportação brasileira.

Fonte: Agrolink
Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Negócios

Governo negocia aumento da cota de açúcar brasileiro nos EUA

Outras sugestões em análise são o aumento da cota para exportação de carne bovina e a abertura de mercado para o limão do Brasil

O governo brasileiro colocou na mesa de negociação com os Estados Unidos a ampliação da cota de exportação de açúcar para lá. O pleito antigo do setor nacional, maior produtor mundial, ganhou força em Brasília como uma possível moeda de troca diante da pressão do presidente Donald Trump por redução na tarifa de 18% cobrada pelo Brasil para a entrada do etanol americano aqui.

Outras sugestões em análise são o aumento da cota para exportação de carne bovina e a abertura de mercado para o limão do Brasil. Os temas serão negociados em bloco, não por setor, e em nível de governos, disseram pessoas a par do assunto. As discussões envolvem ainda o possível tarifaço contra o aço e o alumínio brasileiros e são coordenadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Atualmente, a cota preferencial de açúcar para acesso ao mercado americano pelo Brasil é de 146,6 mil toneladas isentas de impostos. Está dividida entre 39 empresas do Nordeste do país. Há alguns anos, o governo tenta ampliar essa quantidade para algo em torno de 300 mil e 400 mil toneladas, mas enfrenta resistências. Não há confirmação se o pedido foi mantido nesse patamar.

Em 2024, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram 876,7 mil toneladas, com uma receita de quase US$ 440 milhões. Acima da cota, o produto é taxado em cerca de 80%. Produzido em 26 dos 50 Estados americanos, o açúcar é considerado um produto “superprotegido” e de difícil negociação por pessoas que acompanham o assunto em Brasília. Os negócios são considerados irrisórios por fontes da indústria, em comparação com os embarques totais de mais de 33,4 milhões de toneladas de açúcar do Brasil no ano passado, com faturamento de US$ 15,9 bilhões.

A avaliação dos técnicos do governo é que o açúcar tem relação direta com o etanol, produto para o qual os americanos querem mais espaço no Brasil, o que pode justificar o atendimento ao pedido desta vez. “Etanol e açúcar para o Brasil são indissociáveis”, disse uma fonte. Isso porque a maior parte do biocombustível brasileiro é produzido a partir da cana-de-açúcar. Nos Estados Unidos, porém, o etanol é feito de milho, o que baliza argumentos do outro lado da mesa sobre efeitos em indústrias diferentes no caso da ampliação da cota.

O assunto já foi tratado na videoconferência do vice-presidente Geraldo Alckmin com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Na ocasião, o governo brasileiro propôs a criação de um grupo de trabalho para tratar das relações comerciais entre os dois países.

“A estratégia é tentar ter alguma moeda de troca na questão do etanol caso se encaminhe para ter uma redução de tarifa do lado brasileiro”, disse uma fonte do governo. A conquista de mais espaço para o açúcar seria uma forma de “compensação”, avaliou.

FONTE: Globo Rural News
Governo negocia aumento da cota de açúcar brasileiro nos EUA

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação, Negócios

Como a guerra comercial China x EUA pode afetar o agronegócio brasileiro

Especialistas avaliam que, no curto prazo, segmentos como grãos e carnes podem ser beneficiados, mas uma eventual escalada protecionista traz incerteza para o comércio global

Especialistas e representantes de segmentos do agronegócio brasileiro avaliam que a escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China pode beneficiar cadeias produtivas no Brasil, no curto prazo. No entanto, uma eventual escalada protecionista é motivo de preocupação, com riscos de gerar desequilíbrios no comércio agropecuário global.

O professor Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, está entre os que veem esse risco de uma escalada protecionista. Ele destaca que o momento atual é bem diferente do ambiente de guerra comercial no primeiro mandato de Trump, em 2017.

“Agora, há muito mais setores e países envolvidos. O Donald Trump ameaçou Europa, os Brics, impôs tarifas para México, Canadá e China. É uma dimensão muito mais complexa. Temos que ficar preparados para canalizar o que está acontecendo no mundo”, afirma.

Jank acrescenta que os Estados Unidos atuam no formato de “metralhadora giratória”, com ameaças a países, setores e empresas, o que ele vê como uma estratégia para mostrar força e levar a novas negociações. “O Brasil tem tarifas altas de importação. Amanhã ou depois, os Estados Unidos podem vir para cima do Brasil também.”

De outro lado, a China, em sua visão, atua de maneira mais pontual e “cirúrgica”, com reações nos segmentos de petróleo, gás e produtos agropecuários. “Quando a China aumenta a alíquota dos produtos americanos, atinge principalmente o Meio-Oeste, que apoiou muito Trump e já sofreu na primeira guerra comercial, em 2017”, avalia.

O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, avalia que a situação pode causar um desequilíbrio nas relações dos Estados Unidos com outras partes do mundo, com consequências que podem ser graves para o comércio global.

“O desequilíbrio abrupto nas relações comerciais entre EUA e o resto do mundo pode desequilibrar cadeias importantes de negócios e comprometer investimentos, pela insegurança gerada nas relações internacionais”, afirmou Nolasco.

Em sua avaliação, o momento atual requer cautela. Ele avalia que o diálogo e a negociação entre os países deveriam preceder o reordenamento do comércio mundial. E ainda é cedo para avaliar as consequências para o agronegócio do Brasil.

“Em uma análise mais simples, podemos vislumbrar uma grande oportunidade para commodities, grãos, fibras e proteína animal. Ao mesmo tempo, há risco de consequências sérias ao comércio mundial. Além disso, nós temos a China como nosso maior mercado e temos relações importantes com os EUA que podem sofrer consequências”, afirma Nolasco.

Estudo do Insper Agro Global, divulgado recentemente, apontou que, na primeira gestão de Trump, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos na exportação de produtos do agronegócio para a China, com um total de US$ 36,7 bilhões. Os americanos embarcaram US$ 23,7 bilhões. Isso aconteceu graças à imposição de tarifas aos produtos americanos pela China, em retaliação às tensões comerciais entre os países.

Em relação às exportações do complexo soja para a China, o Brasil registrou US$ 31,6 bilhões em embarques em 2024, com crescimento anual médio de 17,4% desde 2000. Já os Estados Unidos exportaram US$ 12,8 bilhões, um incremento anual de 10,5%, em média, no mesmo intervalo. Das exportações brasileiras do agronegócio de 2024, 33% ou US$ 45,3 bilhões tiveram os chineses como destino.

AAssociação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa as processadoras e exportadoras de soja e derivados, informa, em nota, que segue acompanhando os desdobramentos da situação. E espera que as relações comerciais dos dois países com o Brasil se mantenham equilibradas e construtivas.

“No momento, ainda é prematuro qualquer avaliação sobre os possíveis impactos das novas medidas tarifárias anunciadas. Ressaltamos que a China e os Estados Unidos são parceiros estratégicos do Brasil no comércio de produtos do agronegócio, e acreditamos na manutenção de relações comerciais equilibradas e construtivas”, afirma.

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, o Brasil pode ser beneficiado pela guerra comercial entre EUA e China. “Pelo menos inicialmente o Brasil pode acabar sendo beneficiado. Porque a China falou que vai restringir a importação de soja e de frango dos Estados Unidos, áreas em que o Brasil é um grande competidor”, afirma.

Preços de grãos

No curto prazo, a guerra tarifária pode refletir em uma queda nos preços internacionais de grãos, notadamente soja, milho e trigo – referenciados na bolsa de Chicago – e algodão – com preço de referência na bolsa de Nova York. A avaliação é do sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, que prevê um aumento de tensão entre os dois países. Uma consequência imediata é a elevação dos estoques desses produtos no território americano, nas fazendas, tradings e cerealistas.

“A menor exportação para a China pode resultar em maiores estoques internos, pressionando ainda mais os preços futuros. Com isso, espera-se uma volatilidade elevada com o mercado reagindo a novos desdobramentos políticos e possíveis negociações entre EUA e China”, explica. Se isso se confirmar, os preços de Chicago podem sofrer mais desvalorização”, acrescenta.

Para o milho, o impacto pode ser moderado, já que o país asiático não é dependente da produção norte-americana. Entretanto, isso gerará maior competição entre o milho do Brasil e da Argentina. “A China pode buscar diversificar suas compras, beneficiando os exportadores sul-americanos”, acrescenta o especialista.

No primeiro governo Trump, o país asiático também havia imposto tarifas às importações dos EUA. Atualmente, a China é o maior parceiro comercial da agricultura norte-americana. Cogo lembra que os suprimentos agrícolas dos EUA para a China caíram entre os anos comerciais de 2017/18 e 2018/19, antes de se recuperarem em 2019/2020 e 2020/2021.

“A guerra comercial entre EUA e China reduzirá a competitividade dos produtos norte-americanos em relação aos do Brasil. A China buscará obter o máximo possível do Brasil”, reforça. A China é um destino importante para os produtos agrícolas norte-americanos. Só em 2024, respondeu por 4,8% dos embarques de milho, 52,5% dos de soja e 10,9% dos de trigo, de acordo com Cogo.

A princípio, o Brasil pode ser beneficiado como principal parceiro no comércio com o país asiático, porém enfrentará desafios de concorrência com a Argentina. João Birkhan, CEO do Sim Consult, avalia que a situação deve promover, pelo menos a curto prazo, um rearranjo do mercado global de soja e milho, que pode beneficiar o produtor brasileiro. Ele destaca que os chineses terão que originar os grãos de outros países. E a primeira opção tende a ser o Brasil.

“A China não pode deixar de consumir milho e soja. Se deixar de comprar dos Estados Unidos, vai comprar da Argentina, do Paraguai, mas, principalmente, do Brasil. E o produtor brasileiro pode sair ganhando”, diz Birkhan, recomendando que o produtor faça uma programação das suas vendas de acordo com as condições do mercado.

Na visão do consultor, um movimento possível é o Brasil reduzir os embarques para outros destinos, priorizando a demanda chinesa. No entanto, é preciso que as variáveis de formação de preço proporcionem uma situação remuneradora para os produtores e exportadores.

Além das cotações na bolsa de Chicago, principais referências de preço internacional de grãos como soja e milho, o mercado leva em consideração o prêmio (chamado pelos americanos de basis), associado, geralmente, à oferta e demanda regional e às condições de logística. E como o preço é dolarizado, a taxa de câmbio também é fundamental para o resultado de quem vende o produto.

“Os Estados Unidos têm um custo logístico menor, portos mais eficientes. Mas uma situação dessas inverte a condição. Podemos até não ganhar com isso, mas, provavelmente, não vamos perder”, avalia.

De acordo com os levantamentos do Sim Consult, esses diferenciais estão positivos de US$ 0,30 a US$ 0,37 por bushel, a depender do prazo de entrega. Segundo Birkhan, os valores ainda não são “nada extraordinários” e tendem a sofrer variações à medida que os negócios com soja brasileira sejam retomadas depois do Carnaval.

“O dólar, neste momento, não tem papel tão relevante quanto o basis. Porque o consumidor terá que buscar outras origens. E deve se ajustar a partir de hoje”, diz Birkhan. “O produtor tem que pensar em dólar. Fixa o dólar, vende quando o preço em dólar estiver em alta e faz a troca por reais em momentos de alta da moeda”, recomenda.

Na avaliação do consultor, o principal fator de risco para o mercado global de grãos, com efeitos negativos mais relevantes sobre o Brasil, é a possibilidade de a China aplicar embargos contra operações de tradings americanas. O consultor lembra que várias dessas empresas são multinacionais.

“Se as empresas americanas que operam no Brasil forem embargadas, vai criar um transtorno, porque, se não puder escoar a produção, cria um problema também de logística. E é preciso saber se eventuais sanções valeriam só para compras futuras ou para os contratos já fechados”, questiona.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de frango e suínos, a guerra tarifária abre espaço para os exportadores brasileiros. Mas o presidente da entidade, Ricardo Santin, não deixa de lado a cautela. Lembra que no primeiro governo Trump o republicano acabou fazendo um acordo com a China que permitiu a normalização do comércio entre os países.

“Há oportunidade de aumento de volume de exportação, porque os importadores chineses já têm canais estabelecidos com o Brasil”, afirmou Santin. Mas o principal efeito das medidas chinesas, disse, deve ser a valorização dos preços na exportação pelas empresas brasileiras, já que as tarifas vão encarecer as carnes suína e de frango produzida nos EUA.

Hoje, a China compra mais de 150 mil toneladas de carne de frango e cerca de 200 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos. “A China é o segundo mercado para a carne suína brasileira, atrás das Filipinas. Se houver uma valorização, podemos redirecionar para o mercado chinês o que seria destinado às Filipinas”, exemplificou Santin.

O Brasil exportou 500 mil toneladas de carne suína à China no ano passado e cerca de 350 mil toneladas de carne de frango.

O presidente da ABPA observou ainda que outros países fornecedores podem ser favorecidos. “Países da Europa e o Canadá também são alternativas de fornecimento de carne suína à China”, diz. No caso do frango, países europeus também seriam opção de fornecimento.

Outro efeito , segundo Santin, é que os exportadores americanos podem direcionar seus produtos a outros mercados para fugir da taxação chinesa. Isso pode significar maior concorrência para as carnes suína e de frango brasileira no exterior.

Embora veja benefícios no curto prazo, Marcos Jank, do Insper, também adota uma postura cautelosa sobre as consequências dessa nova guerra comercial. “Pode gerar um benefício momentâneo para o Brasil. Não vai ser da mesma magnitude que 2017 porque a gente já cresceu muito em exportações de grãos para a China desde então. Mesmo no caso da carne bovina, os EUA já estão com problemas, até importando produto do Brasil”, observa.

Ele recomenda não cantar vitória antes do tempo. “Nos anos 1930 o mundo teve uma guerra comercial que durou anos e foi causadora da Segunda Grande Guerra. Acho que ninguém vai querer uma guerra nuclear agora”, diz.

Brasil na mira?

Em um relatório, Welber Barral apontou como risco aos exportadores brasileiros a decisão do governo dos Estados Unidos de abrir uma investigação para determinar se as importações de madeira, madeira serrada e seus derivados (como móveis e papel) representam uma ameaça à sua segurança nacional. A investigação será concluída em até 270 dias, com um relatório que será entregue ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Barral considera que, após a investigação, há risco do país impor tarifas mais altas sobre a madeira brasileira e seus derivados, como móveis. “Isso pode dificultar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA, um dos principais destinos de exportação para a indústria de móveis e madeira”, avalia.

Ele salienta que a imposição de tarifas ou cotas pode exigir dos exportadores brasileiros abrir novos mercados ou ajustar a estratégia de preço. “As empresas brasileiras devem se preparar para um cenário potencialmente mais complexo e buscar alternativas para garantir a continuidade das exportações e minimizar os impactos das políticas protecionistas”, pondera.

FONTE: Globo Rural
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Anec estima exportação de milho do Brasil em 6,29 milhões t em agosto

As exportações de milho do Brasil devem alcançar 6,29 milhões de toneladas em agosto, quase 3 milhões de toneladas abaixo das 9,25 milhões embarcadas no mesmo período do ano anterior, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgadas nesta quarta-feira (07).

Já para a soja, a entidade prevê exportações de 7,84 milhões de toneladas neste mês, contra 7,57 milhões de toneladas em igual mês de 2023. Para o farelo, são esperados embarques de 1,96 milhão de toneladas, um pouco abaixo do 1,97 milhão de toneladas registradas um ano antes.

Também, o Brasil deverá exportar mais farelo de soja do que o previsto em 2024, além de consumir também mais óleo de soja internamente do que o esperado, de acordo com novos números da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), divulgados nesta quarta-feira (07).

A Abiove não alterou suas estimativas mensais para a safra, exportações e processamento de soja do Brasil em 2024. A previsão de exportação de farelo de soja do Brasil aumentou em 100 mil toneladas, para 21,8 milhões de toneladas, mas ainda está abaixo do recorde visto em 2023 (22,47 milhões de toneladas), quando o Brasil colheu um volume histórico da oleaginosa. “As razões para o aumento da exportação de farelo são a reavaliação da demanda externa, especialmente na Ásia”, disse a Abiove.

A associação que representa tradings e indústrias ainda elevou a previsão de consumo de óleo de soja do Brasil em 200 mil toneladas, para 9,9 milhões de toneladas, ficando acima das 8,7 milhões de toneladas no ano passado, com uma maior demanda para a produção de biodiesel. Já que não mudou previsão de produção, a Abiove reduziu a projeção dos estoques finais de óleo de soja no mesmo volume da elevação do consumo, para 312 mil toneladas.

A Abiove manteve a estimativa de safra do Brasil em 153,2 milhões de toneladas. A colheita encerrada ao final do primeiro semestre ficou distante do recorde de 160,3 milhões de toneladas do ano passado, após problemas climáticos.

O gráfico a seguir usa dados derivados do DataLiner para mostrar a progressão mês a mês dos embarques de milho do Brasil entre janeiro de 2021 e junho de 2024. Demonstração disponível mediante solicitação por meio do link abaixo.

Volume de Exportação de Milho | Jan 2021 – Jun 2024 | WTMT

A previsão de exportação no ano foi mantida em 97,8 milhões de toneladas, versus 101,87 milhões no ano passado, e o processamento em 54,5 milhões de toneladas, alta de mais de 300 mil toneladas na comparação com a temporada passada.

Fonte: MSN
Anec estima exportação de milho do Brasil em 6,29 milhões t em agosto (msn.com)

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Com 392 mil toneladas exportadas em junho/24, embarques brasileiros de milho seguem atrasados

Analista destaca necessidade de exportar 7 milhões de toneladas por mês até final de janeiro/25 para equilibrar cenário de oferta/demanda no país.

Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume embarcado de milho não moído (exceto milho doce) alcançou 392.422,5 toneladas até a segunda semana de junho. O volume representa 37,94% do total exportado no mês de junho do ano passado, que ficou em 1.034.282 toneladas.

A média diária de embarques nestes 10 primeiros dias de junho/24 ficou em 39.242,2 toneladas, representando queda de 20,3% com relação a média diária embarcadas de junho do ano anterior, em ficou em 49.251,5 toneladas.

Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, aponta que, diante dos preços baixos nos portos, os produtores brasileiros estão evitando participar do mercado, o que está resultando no atraso do programa de exportação de milho brasileiro em 2024, com um line-up de apenas 1 milhões de toneladas pela frente.

“O que estamos vendo nesse momento é um atraso na comercialização, a comercialização para o mercado externo é pífia em relação aos anos anteriores. Temos preços hoje entre R$ 62,00 e R$ 64,00 e não tem interesse do produtor de muitas regiões. A gente precisaria ter de julho até janeiro uma exportação de 7 milhões de toneladas em média por mês para chegar em 50 milhões de toneladas”, afirma.

Nos cálculos de Rafael, seria necessário que o Brasil exportasse na casa de 50 milhões de toneladas nesta temporada, que se encerra em 31 de janeiro de 2025, para trazer um novo equilíbrio no cenário de oferta e demanda interna e poder vislumbrar alguma melhora nas cotações do cereal.

Com relação ao faturamento, o Brasil arrecadou um total de US$ 79,545 milhões até aqui, contra US$ 270,698 milhões de todo junho/23. O que na média diária deixa o atual mês com baixa de 38,3% ficando com US$ 7,954 milhões por dia útil contra US$ 12,890 milhões em junho do ano anterior.

O preço médio pago pela tonelada do milho brasileiro recuou 22,6% dos US$ 261,70 registrados em junho de 2023 para os US$ 202,70 contabilizados na primeira semana de junho de 2024.

Acesse Notícias Agricolas:
Com 392 mil toneladas exportadas em junho/24, embarques brasileiros de milho… – Notícias Agrícolas (noticiasagricolas.com.br)


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