Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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Investimento, Portos

Portonave investe na preservação da restinga em Navegantes

O novo plano de recuperação, aprovado pelos órgãos ambientais municipais e estaduais, é um investimento de R$ 504 mil. Cerca de 6,5 mil mudas nativas serão produzidas e plantadas 🌱

A Portonave inicia um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga das praias de Navegantes. Neste novo projeto, serão recuperados quatro trechos prioritários. A área total a ser restaurada é de 38.400 m². Foram considerados os pontos mais vulneráveis no bairro Meia Praia, onde em alguns pontos a restinga apresenta baixa densidade de vegetação arbustiva e herbácea, com maior exposição das dunas, presença de espécies exóticas invasoras e alto impacto das atividades humanas, como o descarte de resíduos.

As áreas a serem recuperadas foram indicadas pelo IAN, consistindo em aproximadamente 1.400 m², próximo ao ribeirão das Pedras; 20.000 m² entre as entradas 52 e 58 da praia; 11.600 m² entre os acessos 39 e 41; e 5.400 m² entre as entradas 34 e 36.

Além do plantio de 6,5 mil mudas nativas, o PRAD também prevê o controle de espécies exóticas invasoras – plantas que não são naturais da restinga – e que impedem o desenvolvimento das plantas nativas, além de reduzir a diversidade biológica do ecossistema. Nas áreas que serão recuperadas, as espécies exóticas invasoras já foram identificadas – 27 exemplares – e demarcadas para remoção por equipe técnica capacitada.

As áreas em recuperação serão protegidas com a instalação de cercas de contenção. O plano também contempla atividades de prevenção e controle do acesso de animais domésticos, adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes, bem como a manutenção e monitoramento das áreas recuperadas por um período de 3 anos.

A preservação da restinga é de extrema importância devido ao papel que esse ecossistema tem na proteção da praia, principalmente pela fixação das dunas, que impedem o avanço do mar. Além disso, a vegetação também é essencial para a manutenção e equilíbrio da biodiversidade, uma vez que serve de abrigo de diversas espécies da fauna. Esse já é o segundo investimento que o Terminal Portuário realiza com o objetivo de restaurar o ecossistema costeiro em pontos em que se encontra degradado.

Etapas
A proposta do projeto teve início em 2022, com o envio das ações a serem executadas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Em 2024, o órgão estadual aprovou a execução da compensação no formato proposto. A partir da aprovação iniciou-se o processo de contratação da empresa executora do PRAD, a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. O trabalho teve início em fevereiro, com a elaboração do plano e alinhamento junto ao Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).

Como explica a responsável técnica do PRAD, professora e mestre em Oceanografia, Débora Lugli-Bernardes, o trabalho nos pontos determinados consiste em restaurar a cobertura vegetal da restinga. As mudas necessárias para o replantio são de espécies típicas desse ecossistema, e não há produtores dessa vegetação na região. “Desde abril, estamos coletando sementes e estolões (planta específica da restinga) nas dunas da orla da praia de Navegantes e em praias vizinhas, e desenvolvendo, com todo cuidado e técnica, as mudas que serão replantadas”, complementa. Segundo a prof.ª Débora, o objetivo é recuperar os processos ecológicos das áreas, monitorar a regeneração por meio de indicadores ambientais e avaliar a efetividade das ações de recuperação.

Neste mês, serão instaladas placas, com informações técnicas e legais do processo, nas passarelas e acessos das quatro áreas a serem recuperadas. Na sequência, serão iniciadas as demais atividades previstas para o projeto, como a remoção da vegetação exótica, plantio das espécies nativas e a instalação das cercas de proteção. O acompanhamento e a manutenção desse novo PRAD serão realizados por 3 anos pela Acquaplan. Quando concluído, o monitoramento da área seguirá sendo realizado pelos órgãos ambientais competentes.

Compensação ambiental
O PRAD atual é uma medida de compensação ambiental pela obra de adequação do cais da Portonave, iniciada em 2024. Cerca de R$ 504 mil serão destinados para a iniciativa pela empresa. Em 2016, como medida compensatória pelas obras de ampliação do pátio, a companhia desenvolveu o projeto “Nossa Praia” que, na época, além da recuperação da vegetação nativa, também revitalizou a orla da Praia de Navegantes com a construção de deques e passarelas ao longo de 10 km. Esse primeiro PRAD previa a manutenção e monitoramento da área por cinco anos. Concluído esse período, a área recuperada voltou a ser de responsabilidade dos órgãos ambientais competentes.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para saber mais sobre o PRAD, assista ao vídeo:

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Investimento, Portos

Portonave investe R$ 709 mil em piscina no bairro São Paulo em Navegantes

Em parceria com o Projeto Nadar, o espaço vai atender cerca de 800 pessoas com aulas de natação e outras modalidades aquáticas

Mais do que movimentar contêineres, a Portonave apoia e realiza iniciativas para a transformação da comunidade em que está inserida. O Terminal Portuário apoiou a implantação da primeira piscina do Projeto Nadar, do Instituto Nadar, no bairro São Paulo, em Navegantes, inaugurada na cerimônia realizada nesta quarta-feira (9). Localizado na Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, o equipamento mede 15 metros de comprimento por 4,5 metros de largura e conta com sistema para água aquecida. O espaço possui estrutura completa, com vestiários femininos, masculinos e para pessoas com deficiência. No local, 800 pessoas serão atendidas, com prioridade para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, matriculados na rede pública de ensino, e idosos.

Com investimento de R$ 709.687,66 por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, a Portonave foi responsável pelo aporte de quase 96% do valor do projeto, que também contou com o financiamento da empresa ENGIE Brasil Energia. O terreno foi cedido pela Prefeitura Municipal de Navegantes.

O Instituto Portonave apoiará a manutenção da piscina por um ano, com recursos diretos. As atividades serão conduzidas por dois professores e dois auxiliares do Instituto Nadar, de segunda a sexta-feira. Os requisitos para inscrição e as datas para as matrículas serão divulgadas a partir da próxima semana, nos canais oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora.

Entre os objetivos da iniciativa, se destacam a integração de idosos com grupos de atividades físicas por meio da hidroginástica e a melhoria da qualidade de vida, saúde e segurança de crianças e adolescentes – estes, em certos casos, inclusive contam com acompanhamento de fisiologistas e nutricionistas. O projeto também incentiva o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças com deficiência, além de ensinar técnicas de prevenção de afogamentos.

A parceria da empresa com o Instituto Nadar começou em 2019 e, desde então, a Portonave apoia projetos de natação para a comunidade, tanto em Navegantes quanto em Itajaí. O Instituto Portonave e o Instituto Nadar ampliaram a parceria em 2023 e, em 2024, chegaram a atender 120 crianças, em espaços alugados em Navegantes, inclusive uma turma exclusiva para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

📌 Localização da piscina
• Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, no bairro São Paulo, em Navegantes, na rua João Manoel Gualberto, n° 398.

🔍 Sobre as inscrições
Em breve, mais informações serão divulgadas nas redes oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave. Siga para acompanhar.

• Instituto Nadar: instagram.com/institutonadar/

• Instituto Portonave: institutoportonave.org.br e instagram.com/institutoportonave/

Sobre o Instituto Nadar
O Instituto Nadar é mantido pelo Instituto César Cielo e teve início em 2002. Atualmente, possui quatro núcleos localizados em Itajaí, Navegantes e Camboriú e atende cerca de 6 mil famílias. As atividades oferecidas gratuitamente são: natação infantil e para bebês, hidroginástica, hidroterapia, natação com turmas especializadas para crianças com deficiência, natação competitiva, futebol, jiu-jítsu, judô, ginástica rítmica e pilates.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte do estado e iniciou as atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente são 1,2 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), é o mais eficiente em produtividade de navio e está entre os três portos que mais movimentam contêineres no país e o primeiro em Santa Catarina. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Sobre o Instituto Portonave
Há 10 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa mantenedora está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal.

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Investimento, Portos

Porto de São Francisco do Sul comemora 70 anos com R$ 600 milhões em investimentos

O Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos nesta terça-feira (01/07). Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello anunciou novas obras e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos portos catarinenses.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre colaboradores, autoridades e convidados. A tradicional Banda Guarani, patrimônio cultural da cidade, animou o público.

Anúncios de peso

No discurso, o governador destacou os avanços recentes. Além disso, revelou novos investimentos para fortalecer a infraestrutura portuária. Ao todo, serão mais R$ 41,5 milhões em obras:

Terceira faixa na BR-280: R$ 12,5 milhões
Recuperação do Berço 201: R$ 18 milhões
Sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação: R$ 11 milhões

Enquanto isso, o novo Parque Tecnológico do Porto já foi entregue. A obra recebeu R$ 10 milhões em recursos próprios. Com isso, a modernização do terminal avança em ritmo acelerado.

Distribuição de lucros

Por outro lado, os avanços não se limitam à infraestrutura. Jorginho Mello anunciou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O programa prevê a divisão dos lucros entre todos os colaboradores — de forma igualitária, da diretoria ao servidor com menor salário.

“O Porto vai muito bem. Antes estava largado. Agora tem outra cara”, afirmou o governador, sob aplausos. Portanto, a gestão atual busca valorizar tanto os investimentos quanto as pessoas.

Porto em alta

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, os últimos anos foram marcados por grandes conquistas. Ao fazer um balanço da gestão, ele afirmou que serão R$ 600 milhões em investimentos até o fim do mandato. São recursos públicos e privados que, segundo ele, “transformarão a história de São Francisco do Sul”.

Só em infraestrutura, o Porto já aplicou R$ 200 milhões nos últimos 30 meses. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga receberá R$ 324 milhões.

Com isso, o terminal se prepara para operar com mais profundidade e eficiência.

Destaque nacional

Atualmente, o Porto de São Francisco está entre os 10 maiores do Brasil em movimentação de carga. Além disso, lidera em Santa Catarina. Segundo Vieira, o complexo responde por 60% do volume de cargas do Estado.

Por consequência, o terminal se tornou referência em gestão pública. É um dos poucos portos públicos certificados pelas normas ISO 9001 e 14001 — que garantem qualidade e responsabilidade ambiental.

“Somos o porto público que mais cresceu no Brasil nos últimos dois anos. Aumentamos em 35% a movimentação de cargas”, afirmou o presidente.

Presença do governo

Vieira também agradeceu o apoio do governador. Segundo ele, Jorginho Mello visitou o terminal três vezes em dois anos e meio. Antes, fazia mais de uma década que um governador não pisava no cais.

Um porto com história

Embora tenha sido oficialmente inaugurado em 1955, o Porto de São Francisco tem raízes muito mais antigas. Desde os tempos coloniais, o local já era utilizado para comércio, primeiro pelos povos indígenas e, depois, por colonizadores.

Ao longo das décadas, o complexo evoluiu, tornando-se um símbolo do desenvolvimento do Norte catarinense. Hoje, é referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Fonte: Correio SC

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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Negócios, Sustentabilidade

Dona de uma Itaipu em geração renovável, Engie vai investir R$ 11,6 bi no Brasil

Nosso país ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Principal responsável pelo aumento no volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2025, com participação estimada em 40% do total e movimentação de R$ 120 bilhões, o setor de energia renovável torna-se cada vez mais estratégico para o país.

Uma das empresas atentas a isso é a Engie Brasil Energia. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 1,1 bilhão no país. Para o ciclo de 2025 a 2027, já estão empenhados mais R$ 11,6 bilhões em aportes, com os recursos destinados à implantação dos sistemas de transmissão e à expansão do parque de geração – como a finalização de projetos eólicos e fotovoltaicos e a conclusão de compras de ativos na área hidrelétrica.

Uma das principais marcas da Engie no Brasil é o Conjunto Eólico Trairi, localizado no litoral do Ceará. 

A reportagem da EXAME visitou o complexo, que fica a pouco mais de 2 horas da capital Fortaleza. Lançado em 2014, o parque conta com 50 turbinas da Siemens, cada uma medindo 80 metros de altura. Cada pá tem 49 metros de comprimento. Para se ter uma noção, a Torre Eiffel tem 324 metros de altura.

Em 2018, o complexo passou a ser operado remotamente a partir do Centro de Operação da Geração, localizado na sede da Engie em Florianópolis. A empresa tem autorização para explorar comercialmente o espaço até 2041. 

Somado aos conjuntos de Santa Mônica (também no Ceará), Santo Agostinho (no Rio Grande do Norte) e conjuntos eólicos na Bahia, a empresa tem possibilidade de gerar 2,3 GW em energia eólica. Em 116 usinas que possui pelo país, a Engie Brasil tem capacidade própria de 13 GW, o que representa algo em torno de 6% da capacidade nacional – praticamente uma Itaipu de energia limpa.

Fontes renováveis

É natural esse olhar para o país. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% da energia vinda de fontes renováveis. A aprovação de incentivos fiscais vem atraindo o interesse das empresas para, permitindo avanços importantes rumo à meta de 95% de energia renovável até 2030.

A energia eólica tem se consolidado como uma de nossas principais fontes renováveis, contribuindo para essa matriz limpa. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica onshore, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). O modo onshore é aquele em que a energia é gerada por turbinas instaladas em terra, utilizando o vento para movimentar as pás e gerar eletricidade.

Na semana passada, o Congresso aprovou a regulamentação da instalação de equipamentos para energia eólica em alto mar (offshore) no país. Ou seja, mais uma área de oportunidade que se abre.

O Brasil tem avançado de forma consistente na expansão da energia eólica. No ano passado, considerando apenas as novas instalações, o país também se posicionou em 5º lugar em capacidade adicionada, caindo duas posições em relação a 2023 – ficando atrás da Índia, Alemanha, Estados Unidos e China

Atualmente, as fontes eólica e solar representam 35% da capacidade energética nacional, um crescimento expressivo desde 2018, quando essa participação era de apenas 10%.

Mudanças ao longo dos anos

Esse mercado de energia chamou a atenção de grandes empresas. A Engie, por exemplo, chegou ao Brasil em 1996, quando abriu seu primeiro escritório no Rio de Janeiro para prospectar oportunidades nos setores elétrico e de gás.

Em 1998, conquistou o seu primeiro negócio por aqui, que foi a concessão para a construção e operação da hidrelétrica Cana Brava. No mesmo ano, venceu o leilão de venda da Gerasul.

“O grupo sempre acreditou no Brasil tomando decisões de longo prazo. Nossos melhores investimentos são nos momentos onde outros investidores internacionais não estavam acreditando no Brasil, estavam retraindo”, diz Maury Garrett, gerente de Comercialização de Energia da Engie Brasil Energia.

Ao longo dos anos, a Engie vem diversificando seu ramo de atividades por aqui, ingressando na área de comercialização, transmissão de energia e engenharia para empresas e cidades. Segundo informações da empresa, possui a mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil, com 4.500km que atravessam 10 estados.

Investimentos

De 2016 para cá, foram mais de R$ 20 bilhões investidos pela companhia em empreendimentos de energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão.

No ano passado, a Engie teve o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 9,7 bilhões, sendo a maior parte para usinas solares e eólicas, e sistemas de transmissão.

O Ebitda, ao considerar os efeitos do desinvestimento parcial da participação na Transportadora Associada de Gás S.A.– TAG, alcançou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 20,2% em comparação a 2023. Já o lucro líquido registrado em 2024 foi de R$ 4,3 bilhões, aumento de 25,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 100% renovável

Em 2023, a Engie se desfez da última operação a carvão que tinha no Brasil com a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, em Candiota, Rio Grande do Sul. Com isso, passou a ser uma geradora de energia elétrica 100% renovável.

“As tecnologias de energia renovável estão muito consolidadas – hidrelétrica, solar e eólica. E elas se complementam, porque uma gera quando tem vento, outra gera quando tem sol e a outra gera quando tem água. A grande diferença da hidrelétrica é que ela tem um reservatório, então não precisa necessariamente gerar energia quando está chovendo. O mundo agora está olhando para as baterias BEES (Battery Energy Storage System)”, explica Garrett, fazendo referência aos sistemas que armazenam energia elétrica em baterias para uso posterior, no caso de interrupções no fornecimento ou mesmo para otimizar o consumo. “Essa é uma grande vantagem competitiva para o Brasil: também aproveitar melhor suas hidrelétricas como bateria, trabalhando junto das energias eólicas e solar”, diz o executivo.

Desafios e infraestrutura

Apesar do crescimento acelerado, o setor de energia renovável enfrenta desafios estruturais. A capacidade de transmissão de energia no Nordeste, por exemplo, ainda é insuficiente para escoar toda a produção, levando à prática de “curtailment”, ou seja, a redução forçada da geração de energia. Em 2024, essa limitação resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar, segundo dados da Abeeólica, entidade que representa as empresas do setor. Além disso, a falta de planejamento adequado e a burocracia regulatória dificultam novos investimentos e a expansão da infraestrutura.

Esses cortes na geração de energia são decididos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Como as usinas não têm controle sobre isso, elas defendem na Justiça que sejam compensadas por meio do Encargo de Serviços do Sistema, que seria repassado aos consumidores via conta de luz.

Já o ONS argumenta não pode aumentar a geração de energia sem uma demanda correspondente. Com a expansão da capacidade geradora em fontes renováveis, as restrições acabam afetando mais usinas que não têm capacidade de armazenamento – caso das eólicas e solares.

Fonte: Exame

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Portos

Projeto pode gerar perda salarial de até R$ 4 bilhões por mês no Porto de Santos; entenda

Estudo sobre o reflexo do fim da exclusividade no cais santista foi apresentado em audiência pública

Um estudo de impacto do Projeto de Lei (PL) 733/2025, que tramita na Câmara Federal para revisar a Lei dos Portos (12.815/2013), projeta uma redução de massa salarial de até R$ 4,1 bilhões por mês na economia de Santos, com o fim da exclusividade na contratação do trabalhador portuário avulso (TPA), se a lei for aprovada como está hoje.

A análise foi apresentada nesta segunda (23), durante audiência pública na Câmara de Santos. O encontro foi conduzido pelo vereador Chico Nogueira (PT) e contou com as presenças de lideranças sindicais de categorias diversas ligadas à atividade portuária.

O estudo foi apresentado pelo advogado Marcílio Santos, especialista em Portos, Logística e Infraestrutura Portuária. “Essa pesquisa mostra o impacto do PL 733 nas economias das cidades portuárias, em especial Santos, com dados compilados por meio da Rais (Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego)”, afirmou.

O advogado explicou que foram simulados três cenários de redução da massa salarial, de 20%, 30% e 50%. “No pior cenário, com retração de 50%, deixariam de circular mais de R$ 4 bilhões, mensalmente, impactando diretamente a economia da Cidade – comércio, serviços, arrecadação e consumo – e indiretamente economias da região. No melhor cenário, perderíamos R$ 859 milhões”.

A análise apontou ainda que a taxa de desocupação em Santos é similar à média nacional, de 7%, indicada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Mesmo com expansão do Porto, o emprego formal portuário não cresceu proporcionalmente. O PL pode agravar o quadro, com aumento da rotatividade e informalidade”, disse o advogado.

Chico Nogueira disse que a ata da audiência pública será enviada à comissão especial que aprovará o PL, na Câmara Federal.

Sindicalistas

O presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport), Miro Machado, que também é membro do Conselho de Sindicatos dos Trabalhadores do Porto de Santos, criado pela Prefeitura, frisou que todos os trabalhadores portuários, autoridades municipais e deputados da região precisam se unir para evitar a aprovação do PL. “Se passar, vai todo mundo entrar na luta, se não for pelo amor, vai ser pela dor. Acabou a Cidade!”.

Sindicatos fazem críticas à revisão do marco legal

Coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Fábio Mello afirmou que o que está em jogo é a “transferência de renda e precarização do trabalho em nome de uma falácia de modernização do Porto”.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (FTTRESP), Valdir Pestana, disse que “o projeto é inconstitucional” e levará a questão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, com quem se reunirá na quinta-feira.

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga, Marco Sanches, disse que é preciso “fazer a Cidade entender o que nós estamos passando para abraçar a nossa causa”.

O coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Baixada Santista, Carlos Riesco, afirma que o PL “vai quebrar a Autoridade Portuária pública e estabelecer a privatização do Porto”.

O representante do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexandre Machado, disse que os caminhoneiros apoiam os portuários. “Se tiver que trancar rodovia, avenida, nós vamos trancar”.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Carga a Granel de Guarujá, Santos, Cubatão (Sindgran), José Cavalcante, declarou que se trata de um projeto “perverso para acabar com o cais público na Baixada Santista, prejudicando o trabalhador avulso e o vinculado”.

Fonte: A Tribuna

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Investimento, Portos

Maior investimento portuário do Brasil, Moegão alcança 52,5% de execução

A obra do Moegão alcançou a marca de 52,5% de execução. A informação foi divulgada pela Portos do Paraná nesta segunda-feira (16). Esta é a maior obra portuária pública em andamento no Brasil. O projeto, de grande complexidade em engenharia, irá conectar 11 terminais portuários por meio de galerias aéreas e reduzirá os cruzamentos de linhas férreas na cidade, passando de 16 para cinco.

O presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explicou que o equipamento logístico vai recepcionar trens com mais eficiência e agilidade. “Estamos investindo em um projeto revolucionário no transporte de grãos por ferrovia, que ampliará a produtividade dos portos paranaenses”, afirmou. A expectativa é aumentar em 60% a capacidade ferroviária a partir da conclusão.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está aplicando R$ 592 milhões na etapa das moegas e transportadores, e outros R$ 61 milhões na estrutura de acesso rodoferroviário. O projeto, financiado com recursos próprios e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), permitirá que o Cais Leste descarregue 24 milhões de toneladas anualmente.

“As obras do Moegão avançam em velocidade máxima e trarão benefícios não só para as empresas que operam no Porto de Paranaguá, mas para toda a economia do Estado”, complementou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

O novo complexo será formado por moegas ferroviárias, sistema de transporte vertical (elevadores de canecas), sistema de transporte horizontal (correias transportadoras), sistema de transferência de produto (torres de transferência), sistema de alimentação dos terminais (torres de alimentação), balanças (ferroviárias e integradoras), utilidades, prédio administrativo e prédio de manutenção.

A obra começou pelas fundações, concretagem de blocos, montagem dos pilares e vigas das torres, além das obras civis. Atualmente o Moegão avança com a instalação das estruturas que farão todo o complexo funcionar, como as galerias aéreas. Essas galerias são formadas por módulos. No interior de cada um estão sendo instaladas três esteiras transportadoras, cada uma com capacidade para levar até 2.000 toneladas por hora de grãos vegetais.

“Nós estamos avançados com a parte das galerias metálicas e seguimos no mesmo ritmo com a montagem dos equipamentos dentro das galerias. A parte crucial do nosso escopo está bem encaminhada”, afirmou o supervisor de planejamento da obra, Marcos Aurélio Magno Bonzato.

MOEGÃO – A nova estrutura vai dinamizar o processo de recebimento de cargas, que hoje são descarregadas separadamente em cada terminal. Neste sistema, apenas 550 vagões são descarregados diariamente. Com o Moegão, o descarregamento será padronizado em um único espaço, com capacidade para receber mercadorias de até 900 vagões por dia.

O Moegão é composto por três linhas férreas independentes, que, juntas, poderão receber 180 vagões simultaneamente. Como não haverá a necessidade de entrada nos terminais, as manobras hoje necessárias para o descarregamento deixarão de existir. Assim, as composições entram e saem do complexo reduzindo sensivelmente as interrupções no trânsito da cidade.

Assim que for posicionada, a carga cairá dos vagões por gravidade diretamente nos funis (moegas), que estão abaixo do nível do solo. Imediatamente, os grãos ou farelos serão transportados por correias até os elevadores, que por sua vez enviam os produtos para as galerias aéreas de transporte. As galerias serão ligadas aos terminais portuários, onde os produtos ficam armazenados até o momento do embarque nos navios.

“As correias farão o transporte conectando os terminais à faixa portuária. Serão 1,7 km de galerias transportadoras”, explicou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo. A previsão da entrega da obra é dezembro de 2025 com operação prevista para ser iniciada em 2026.

Fonte: Datamar News

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Investimento, Portos

Nova fábrica de e-metanol pretende investir R$ 2 bilhões no Porto de Suape

A governadora Raquel Lyra (PSD) assinou, nesta segunda (9), contrato com a GoVerde Holding S.A. para instalação de uma indústria de produção de e-metanol derivado de hidrogênio verde no Complexo Industrial Portuário de Suape, com um investimento de R$ 2 bilhões na primeira etapa. Inicialmente, a unidade ocupará uma área de 10 hectares (com previsão de crescimento de 20 hectares) e deve gerar 1.500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, que começa em 2026. A vice-governadora Priscila Krause (PSD) acompanhou a assinatura do contrato.

“Nós estamos assinando, hoje, contrato que autoriza a instalação de uma planta de e-metanol no Complexo de Suape, um investimento da ordem de R$ 2 bilhões que está sendo feito pela empresa GoVerde. Com essa novidade, nós garantimos que Pernambuco cresça de forma sustentável, por meio da economia verde. Ninguém faz nada sozinho, trabalhando juntos vamos fazer nosso Estado se desenvolver sem deixar ninguém para trás”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

O contrato para a instalação do empreendimento foi assinado após a homologação do certame público que teve a GoVerde como única proponente, assinado na última sexta (6) pelo diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto, e publicado na edição de sábado (7) do Diário Oficial do Estado.

Em razão da localização estratégica do Porto de Suape, a produção de e-metanol da GoVerde terá foco na exportação do combustível limpo para clientes europeus e norte-americanos da indústria naval e do setor aéreo. “Esse megaprojeto é fruto da proatividade do governo Raquel Lyra e do time de Suape, posicionando nosso complexo entre os primeiros da América Latina com projetos estruturados para e-metanol. É algo muito consistente, este é um grupo que já tem várias operações aqui em Pernambuco, principalmente na área da energia fotovoltaica. É muito bom ter um parceiro como eles aqui no nosso Estado”, observou Armando Monteiro Bisneto.

A planta industrial terá capacidade inicial de 300 toneladas por dia, com início de operação previsto entre 2027 e 2028 e plano de expansão escalonado para atingir 900 toneladas por dia até 2032. O contrato tem vigência de 12 anos, podendo ser prorrogado. O valor do arrendamento é de R$ 122 mil por mês.

“Trata-se de um projeto industrial transformador para Pernambuco e para o Brasil. O e-metanol é uma das soluções mais concretas para descarbonização imediata do transporte marítimo global. Estamos construindo uma cadeia completa, segura e sustentável para fornecimento do combustível verde. A planta em Suape representa um novo capítulo na inserção do país na rota global da descarbonização marítima e industrial. Estamos muito orgulhosos de implantar essa iniciativa em Suape”, contou o CEO da GoVerde, Ricardo Junqueira.

Descarbonização
O e-metanol é um tipo de metanol produzido de forma sustentável, usando energias renováveis e fontes de carbono (biogênico) de baixo impacto ambiental. É considerado uma alternativa promissora aos combustíveis fósseis, especialmente no transporte marítimo e em setores que buscam descarbonizar seus processos. A planta de Suape utilizará hidrogênio verde produzido via eletrolise da água com energia renovável, acrescido de carbono (CO2) biogênico.

O SAF (Sustainable Aviation Fuel, em inglês) é um tipo de combustível alternativo para aeronaves, produzido a partir de fontes renováveis e sustentáveis, como biomassa e óleos vegetais. É uma alternativa ao querosene de aviação tradicional, que é um combustível fóssil, podendo reduzir as emissões de carbono em até 80% e contribuindo para a redução do impacto ambiental da aviação.

Goverde
Com sede em São Paulo, o grupo empresarial é especializado na geração e distribuição de energia limpa e já está presente em Pernambuco por meio de um projeto para geração de energia fotovoltaica em Petrolina, no Sertão do São Francisco. Também desenvolve projetos em outros quatro estados brasileiros: Pará, Maranhão, Bahia e Ceará. A empresa planeja, executa, constrói e opera projetos ligados a energias limpas e novos combustíveis, com foco em geração distribuída (GD) e produção de energia própria no mercado livre de energia do país (GC), totalizando 500 projetos.

Fonte: Blog Cenário

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Investimento, Logística

Brasil redescobre seus rios e investe em hidrovias para logística eficiente

Enquanto isso, o transporte ferroviário enfrenta entraves que reforçam o papel estratégico das hidrovias. A operação da ferrovia Malha Oeste, para ligar Corumbá a Mairinque, em São Paulo, demandaria investimentos de 18 bilhões de reais, mas a concessionária Rumo já avisou que o baixo potencial de cargas em determinados trechos inviabiliza o projeto. É uma má notícia.

Investimentos privados podem, finalmente, destravar o modal, um dos transportes mais baratos e menos
poluentes — e ainda subutilizado no país.

O Brasil está redescobrindo seus rios. Com a iminente concessão de 600 quilômetros da Hidrovia do Paraguai, em Mato Grosso do Sul, o país dará um passo importante para destravar um dos modais de transporte mais eficientes e sustentáveis — e ainda subutilizado. O leilão, previsto para dezembro, marcará a estreia das concessões hidroviárias brasileiras e pode ser o impulso necessário para transformar a logística nacional. Hoje, enquanto 65% das cargas circulam por rodovias, apenas 5% seguem pelos rios, apesar de o país contar com 60.000 quilômetros de vias navegáveis, dos quais só um terço é realmente aproveitado.

Esse desequilíbrio poderá ser enfrentado a partir de iniciativas como a concessão do trecho entre Corumbá e Porto Murtinho. A extensão que será licitada — o Rio Paraguai entre a cidade de Corumbá e a foz do Rio Apa, em Porto Murtinho, mais o leito do Canal do Tamego — já é navegável. Em 2023, passaram pela hidrovia 8 milhões de toneladas de cargas. A partir de 2030, a movimentação poderá chegar a 30 milhões de toneladas com os investimentos do consórcio que assumir a concessão. Nos primeiros cinco anos, estão previstos 74 milhões de reais em investimentos na hidrovia, incluindo a construção de galpão industrial e a aquisição de draga, além de serviços de dragagem, balizamento, sinalização, gestão de tráfego e monitoramento hidrológico.

Para tornar viável esse avanço, a proposta de concessão passou por uma avaliação aberta. AAgência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) submeteu o modelo econômico a contribuições em duas audiências públicas, em fevereiro e abril. Nos próximos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos deve encaminhar o edital para análise do Tribunal de Contas da União. Esse processo servirá de base para outras concessões hidroviárias planejadas, como as dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, da Barra Norte (Amazonas) e da Lagoa Mirim (Rio Grande do Sul). Relator do processo e diretor da Antaq, Alber Vasconcelos diz que o grande ganho da concessão é a navegabilidade previsível. “A concessionária fará medições em tempo real do fluxo da água, e o usuário da hidrovia vai saber se poderá carregar uma barcaça com parte ou 100% da sua capacidade”, afirma Vasconcelos.

Enquanto isso, o transporte ferroviário enfrenta entraves que reforçam o papel estratégico das hidrovias. A operação da ferrovia Malha Oeste, para ligar Corumbá a Mairinque, em São Paulo, demandaria investimentos de 18 bilhões de reais, mas a concessionária Rumo já avisou que o baixo potencial de cargas em determinados trechos inviabiliza o projeto. É uma má notícia. Os trilhos seriam uma opção econômica ao transporte rodoviário do minério de ferro e do manganês extraídos da fronteira com a Bolívia. Cada vagão de trem tira três caminhões da estrada, segundo comparação da Antaq. Nesse cenário, a Hidrovia do Paraguai surge como alternativa viável, com um comboio típico carregando 48.000 toneladas — o equivalente a 430 vagões ou 1.200 caminhões.

Além dos benefícios logísticos, o modal hidroviário apresenta vantagens ambientais e econômicas. O estudo “Aspectos gerais da navegação interior no Brasil”, da Confederação Nacional do Transporte, mostra que o modal hidroviário emite 80% menos gás carbônico que o rodoviário e 14% menos que o ferroviário. Além disso, em média, o custo do frete hidroviário é 60% menor que o rodoviário e 30% inferior ao ferroviário. Ainda assim, especialistas defendem que a hidrovia deve ser vista como um elemento complementar, e não substituto, aos grandes eixos rodoferroviários de carga, como ressalta o consultor Frederico Bussinger, sócio da Pezco Economics.

Casos concretos reforçam essa perspectiva de sustentabilidade e eficiência. A operadora de serviços portuários e de logística Wilson Sons estima uma redução de 55% nas emissões com a operação do terminal hidroviário do Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, em comparação com o transporte rodoviário. O terminal Santa Clara está em um canal que acessa o Lago Guaíba e a Lagoa dos Patos em direção ao porto de Rio Grande. “Com o modal hidroviário, desenvolvemos projetos logísticos mais competitivos do ponto de vista de custos, que oferecem menor risco de acidentes e de avarias para as cargas dos clientes, além de contribuir para a diminuição da emissão de gases causadores do efeito estufa”, diz Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande, operado pela Wilson Sons.

Mesmo em situações climáticas extremas, a hidrovia demonstrou resiliência. Um levantamento feito por
empresas da região detectou a necessidade de dragar apenas quatro pontos da Hidrovia do Paraguai durante a maior seca da região, no ano passado. “Então, mesmo no pior momento climático, não se enfrentariam grandes problemas de navegação”, afirma Adalberto Tokarski, presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon). “Mas o Estado não consegue suprir essa infraestrutura e oferecer segurança para uma navegação fluida o ano inteiro.” A dragagem é bancada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), com recursos limitados, e condicionada ao prazo de licitações públicas, nem sempre tão ágeis quanto às movimentações de mercado.

O setor privado, por sua vez, tem dado sinais claros de confiança no potencial das hidrovias. Impulsionada pela aquisição por parte do grupo J&F, em 2022, a mineradora LHG Mining investiu na ampliação da produção de minérios de ferro e manganês em Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul, passando de 2 milhões para 12 milhões de toneladas anuais. “Esse crescimento só foi possível porque contamos com o escoamento de 80% da produção pela Hidrovia do Paraguai, fundamental para a logística de exportação com custos e emissões muito inferiores a qualquer outro modal”, diz Darlan Carvalho, diretor de logística da LHG.

Outro exemplo relevante na mesma região é a operação da Hidrovias do Brasil. Em 2023, a empresa
transportou 4 milhões de toneladas de minério de ferro, grãos e fertilizantes. Mesmo com a seca histórica do rio, que impede as embarcações de trafegar com carga total, o desempenho foi compensado com ajuda da frota de empurradores da Hidrovias do Brasil, aptos a navegar com calado de 6,5 pés (cerca de 2 metros), amenizando o impacto causado pela seca. A Hidrovias do Brasil também opera com transporte hidroviário no Pará. Em abril, a Ultrapar – maior acionista da empresa – injetou aproximadamente 1,2 bilhões de reais em outubro do ano passado.

Para entender o potencial do transporte hidroviário brasileiro, basta observar as referências globais. O Rio
Mississippi, onde circulam 669 milhões de toneladas de carga por ano nos Estados Unidos, é usado como
referência do potencial hidroviário. São 6.900 quilômetros de hidrovias de uso comercial, das quais se retiram cerca de 80 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao ano por meio de dragagem. Em comparação, o desafio brasileiro é irrisório. O volume no Rio Paraguai chega a cerca de 400.000 metros cúbicos, mero 0,5% da dragagem feita pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, que administra o sistema americano.

A Europa e a China também servem como modelos de eficiência e integração. Na Europa, a infraestrutura
hidroviária é reconhecida pela grandiosidade das obras de engenharia, como eclusas e elevadores de navios, e pela integração com outros meios de transporte. O custo do modal hidroviário europeu é, em média, 80% inferior ao do rodoviário, segundo relatório elaborado pelo Instituto de Engenharia. A única estrutura semelhante em águas brasileiras é a eclusa de Tucuruí, localizada no Rio Tocantins, no Pará, conforme afirma Moacir de Freitas Júnior, professor do Centro Paula Souza de São Paulo, que estuda a infraestrutura hidroviária da Europa. Assim mesmo, a eclusa permanece sem uso desde a sua inauguração, em 2010. Outro exemplo vem da China, onde metade da produção é escoada por hidrovias, complementa o relatório do instituto. Para um país de dimensões continentais como o Brasil, que pretende ser recordista na produção de commodities, o caminho para aumentar a eficiência passa necessariamente pelas águas.

(*) Leandro Steiw é Jornalista

Por Leandro Steiw.

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