Importação, Internacional, Mercado Internacional, Tributação

UE vai impor tarifas para importações de baixo custo

A União Europeia (UE) pretende cobrar uma tarifa de 2 euros sobre bilhões de importações de baixo custo que entram anualmente no mercado interno do bloco. A medida afeta principalmente a China, e representa um duro golpe para varejistas online do país asiático, como Temu e Shein.

A informação foi dada pelo “Financial Times”. O comissário de Comércio, Maroš Šefčovič, disse ao Parlamento Europeu que propôs nesta terça-feira (20) uma taxa de manuseio para lidar com os desafios representados pelos 4,6 bilhões de itens importados anualmente pela UE.

A proposta preliminar da Comissão Europeia prevê a cobrança de uma taxa de 2 euros sobre as vendas diretas. Itens enviados para armazéns serão tributados em 0,50 euros.

Parte da receita gerada serviria para cobrir custos de verificações alfandegárias extras, enquanto o restante deve ser repassado ao orçamento da UE.

Šefčovič prometeu enfrentar o aumento no volume dessas mercadorias, o que, segundo ele, levou a um crescimento de “produtos perigosos e fora das normas”, além de reclamações de varejistas da UE sobre concorrência desleal.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Câmara dos EUA aprova projeto de lei de Trump de corte de impostos e gastos

Projeto agora será encaminhado ao Senado, onde os republicanos devem fazer modificações

Câmara dos Estados Unidos aprovou na manhã desta quinta-feira (22), por 215 a 214, o abrangente pacote de cortes de impostos e gastos do presidente Donald Trump.

Trata-se de uma grande vitória para Trump e para o presidente da Câmara, Mike Johnson, depois que os líderes republicanos venceram os principais opositores.

A legislação ainda enfrenta grandes desafios pela frente. Será encaminhada ao Senado, onde os republicanos na Câmara sinalizaram que planejam fazer suas próprias alterações.

A pressão para aprovar o projeto de lei na Câmara representou um teste à influência de Trump e Johnson.

Líderes republicanos se envolveram em negociações intensas sobre o projeto, e Trump fez apelos apaixonados aos membros do seu partido na Casa Baixa para que se juntassem a ele, em um esforço para abrir caminho para a aprovação.

Os líderes republicanos tiveram que encontrar cuidadosamente o equilíbrio entre as demandas conflitantes dos conservadores linha-dura e dos membros centristas de sua conferência — um delicado ato de equilíbrio, já que o presidente Johnson só pode se dar ao luxo de contar com algumas deserções.

O pacote inclui medidas que cortariam profundamente dois dos principais programas de segurança social do país: Medicaid e vale-alimentação.

Ao mesmo tempo, tornariam permanentes praticamente todos os trilhões de dólares em isenções de imposto de renda individuais contidos na Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017 do Partido Republicano.

A legislação, que os republicanos chamaram de “One Big Beautiful Bill Act”, visa cumprir muitas das promessas de campanha de Trump e aborda uma ampla gama de questões políticas.

Antes da votação no plenário, os republicanos da Câmara divulgaram um pacote de mudanças no projeto de lei que refletia dias de negociações dos líderes do partido em um esforço para conquistar os resistentes.

Além das disposições que afetam os requisitos de trabalho do Medicaid e os créditos fiscais de energia da era Biden, o pacote de mudanças formaliza um dos maiores acordos de Johnson nesta semana: o chamado “teto SALT”.

Ele permite que as pessoas deduzam impostos de renda estaduais e locais de até US$ 40.000 para determinadas faixas de renda.

Líderes republicanos propuseram inicialmente um teto de US$ 30.000, mas importantes membros do partido em Nova York, Nova Jersey e Califórnia se recusaram a apoiá-lo.

Antes da divulgação das mudanças, Johnson esteve envolvido em reuniões com vários grupos para finalizar um acordo que conquistaria tanto os linha-dura do Partido Republicano, que ameaçavam bloquear o projeto de lei de cortes de impostos e gastos, quanto os membros centristas que estavam cautelosos com algumas das mudanças propostas pela direita.

Pouco depois da meia-noite de quinta-feira, o presidente Johnson projetou confiança de que o projeto de lei seria aprovado com sucesso na Câmara, apesar dos desafios.

“Nunca se sabe até a apuração final dos votos, mas estou convencido de que vamos aprovar este projeto hoje à noite”, disse ele.

“Esta é uma legislação enorme, com muitas partes em movimento. Então, vamos ver o que acontece. Mas acho que vamos concluir este trabalho e vamos fazê-lo até o Memorial Day, que é o que previmos desde o início.”

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

China e países do Sudeste asiático concluem negociação sobre acordo de livre comércio

A Asean, composta por 10 países do Sudeste asiático, é o maior parceiro comercial da China

A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) concluíram as negociações para refinar ainda mais sua área de livre comércio para incluir economia digital e verde e outros novos setores, informou o Ministério do Comércio da China nesta quarta-feira.

A Asean, composta por 10 países do Sudeste asiático, é o maior parceiro comercial da China, com o valor do comércio total atingindo US$234 bilhões no primeiro trimestre de 2025, de acordo com dados da alfândega chinesa.

A chamada versão 3.0 da área de livre comércio “injetará maior certeza no comércio regional e global e desempenhará um papel de liderança e exemplar para que os países adiram à abertura, inclusão e cooperação em que todos ganham”, disse o comunicado.

As negociações começaram em novembro de 2022, e o acordo abrange áreas como economia digital, economia verde e conectividade da cadeia de ofertas, segundo o comunicado.

O pacto “promoverá a profunda integração das cadeias de produção e fornecimento de ambos os lados”, acrescentou.

A China intensificou o engajamento com a Asean desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou pesadas tarifas de importação para países de todo o mundo e direcionou à China taxas ainda mais pesadas. Desde então, alguns dos impostos foram adiados, enquanto a China e os EUA concordaram este mês em suspender algumas de suas tarifas.

O presidente chinês, Xi Jinping, fez uma viagem por três países do Sudeste Asiático em abril para consolidar os laços com alguns dos vizinhos mais próximos da China, conclamando as nações asiáticas a se unirem contra o que ele chamou de confronto geopolítico, unilateralismo e protecionismo.

A assinatura formal do acordo comercial deve acontecer antes do final do ano. A Área de Livre Comércio Asean-China foi assinada pela primeira vez em 2002 e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2010.

Fonte: InfoMoney


Ler Mais
Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional, Tributação

Brasil cogita aumento de tarifas para conter possível aumento nas importações da China

Aumentar impostos de importação é visto como alternativa mais simples às cotas em meio a tensões comerciais globais.

O governo brasileiro acredita que tem margem suficiente para aumentar tarifas de importação em vez de adotar medidas mais agressivas, como a implementação de cotas, caso uma enxurrada de produtos industrializados da China comece a invadir o mercado nacional. O risco de uma redireção de exportações chinesas para o Brasil aumentou com a escalada tarifária global iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde o início dessas tensões comerciais, o Brasil vem monitorando de perto um possível aumento no fluxo de produtos chineses para o mercado interno, numa tentativa de “separar o joio do trigo”.

“É fundamental que nossas ações se baseiem em dados claros: precisamos saber se há de fato uma enxurrada de produtos ou não”, afirmou um representante do governo brasileiro, ressaltando que, até o momento, não foi observada nenhuma alta significativa.

De acordo com avaliações técnicas, os efeitos dos aumentos tarifários de Trump costumam levar cerca de três meses para se manifestar, dado que mudanças nas cadeias globais de suprimentos são complexas e não ocorrem de forma imediata. A imprevisibilidade da política dos EUA torna o cenário ainda mais incerto. Inicialmente, o governo Trump impôs tarifas generalizadas de até 145% sobre exportações chinesas. No entanto, os dois países chegaram a uma trégua temporária, reduzindo as tarifas para 30% por um período de 90 dias.

“Uma tarifa de 145% é proibitiva — equivale a um embargo. Mas 30% não é”, explicou o mesmo representante.

Caso os produtos chineses realmente comecem a ser redirecionados ao Brasil em grande volume, autoridades veem o aumento das tarifas de importação como uma ferramenta mais simples de aplicar. A fonte ressaltou que há margem legal, tanto nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto nas do Mercosul, para implementar tais medidas.

“Ajustes tarifários, se considerados apropriados, podem ser feitos rapidamente, pois não exigem investigações, contestações legais ou compensações à parte afetada”, explicou.

Embora o uso de cotas seja tecnicamente possível, é um instrumento raramente utilizado no Brasil — ou mesmo globalmente — a menos que haja evidência clara de práticas comerciais desleais entre os países envolvidos.

Um exemplo de prática desleal é o dumping, quando uma empresa exporta produtos a preços inferiores aos praticados em seu mercado interno. Se o Brasil adotasse cotas apenas como reação a uma mudança comercial provocada pelas tarifas dos EUA, teria de oferecer medidas compensatórias a todos os parceiros afetados. “Seria como usar um canhão para matar um mosquito”, disse o representante.

Em relação ao comércio com os Estados Unidos, autoridades brasileiras receberam sinais de que empresas americanas, buscando diversificar fornecedores, já começaram a olhar para setores industriais do Brasil, diante de uma possível escalada da guerra tarifária com a China.

“O Brasil não está mal posicionado, relativamente falando”, observou a fonte, apontando que o país foi alvo de tarifas recíprocas de apenas 10% — uma das menores impostas por Trump.

Fonte: Valor International




Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Internacional, Mercado Internacional

“Corrida das exportações” toma conta da China e empresas aproveitam trégua

EUA e país asiático acordaram em uma pausa de 90 dias no início desta semana

Um avanço surpreendente nas tensões comerciais entre os EUA e a China desencadeou uma enxurrada de atividades nas fábricas e nos portos chineses, já que as empresas de ambos os países correm para aproveitar ao máximo a reversão de 90 dias das pesadas tarifas anunciadas no início desta semana.

Para Niki Ye, uma vendedora do sul da China que adquire brinquedos para venda na Amazon, um aumento de 30% nos pedidos desde o anúncio significou que sua empresa está se equipando para atender à demanda.

“E esta é apenas a primeira semana”, disse ela.

Liu Changhai, gerente de vendas de uma agência voltada para a exportação no leste da China, especializada em móveis para casa, disse que as vendas agora são iguais às de uma típica temporada de pico — mas haverá um atraso no envio das mercadorias.

“Os novos pedidos ainda não foram fabricados e não estão prontos para envio”, disse ele à CNN.

Enquanto isso, os portos estão prestes a começar a se movimentar, pois as empresas correm para enviar os estoques que foram retidos durante as semanas de tensão comercial.

As reservas de contêineres de transporte da China para os Estados Unidos aumentaram quase 300% nos sete dias que terminaram em 13 de maio, em comparação com a semana que terminou em 5 de maio, de acordo com o fornecedor de software de rastreamento de contêineres Vizion.

Essa é uma mudança radical em relação ao mês passado, quando uma rápida escalada de tarifas entre os EUA e a China, iniciada pelo presidente Donald Trump, elevou as tarifas a um nível tão alto que o comércio entre as duas economias, antes profundamente interligadas, foi praticamente interrompido.

O acordo, que entrou em vigor na quarta-feira (14), reduz as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas para o país para 30%, sem incluir as medidas pré-existentes impostas durante o primeiro mandato de Trump.

Enquanto isso, as tarifas da China sobre todas as importações dos EUA aumentadas no mês passado caíram de 125% sobre a maioria das importações dos EUA para 10% — embora as tarifas anteriores sobre produtos selecionados também permaneçam em vigor, disseram as autoridades. Espera-se que as negociações continuem nas próximas semanas.

“Independentemente do resultado das negociações futuras, as empresas devem aproveitar essa janela de 90 dias”, disse Ge Jizhong, presidente da principal empresa de declaração alfandegária Shanghai Xinhai Customs Brokerage, ao veículo financeiro estatal Securities Times no início desta semana.

“As empresas americanas correrão para reabastecer seus estoques dentro de 90 dias, e as empresas chinesas também correrão para enviar mercadorias e limpar seus estoques de armazém”.

De volta para a China

Entre as pessoas que estão ajudando as empresas a enfrentar essa corrida está Ben Schwall, cuja companhia de gerenciamento da cadeia de suprimentos STG Consultants, sediada na China, ajuda com o fornecimento de produtos e suas estratégias para a China e a Ásia.

Ele diz que passou esta semana respondendo a perguntas de clientes.

Alguns deles receberam a notícia quando estavam redirecionando as cadeias de suprimentos e a produção da China para outros países asiáticos a fim de evitar as tarifas, disse ele.

“Temos pedidos que foram feitos no Vietnã e na Indonésia e agora estamos perguntando: ‘Vocês podem transferir (os pedidos) de volta para a China?’” disse Schwall.

Em seguida, há uma corrida para reiniciar pedidos cancelados ou enviar mercadorias retidas da China, acrescentou ele, embora as tarifas continuem mais altas do que eram antes do segundo mandato de Trump.

“É uma situação do tipo ‘por favor, continuem os pedidos que foram cancelados’”, disse ele sobre as comunicações com os fabricantes chineses, alguns dos quais, segundo Schwall, já haviam dispensado trabalhadores, enquanto pelo menos duas fábricas com as quais eles trabalham fecharam as portas na esteira das tarifas.

Do outro lado dessa equação estão os fabricantes chineses, como Vivi Tong, na província de Zhejiang, no leste do país, que está se preparando para enviar mercadorias de seu depósito e para um aumento nos pedidos.

Sua fábrica produz carros com controle remoto vendidos por grandes varejistas nos EUA.

“Como fábrica, esperamos receber o maior número possível de pedidos nesses três meses e concluir a produção e o envio o mais rápido possível”, disse Tong, acrescentando que “não pode estimar” o que acontecerá após esse período.

De acordo com a mídia estatal chinesa, os fornecedores estão trabalhando horas extras e até mesmo durante a noite para atender a um aumento na demanda das empresas norte-americanas que clamam para que os pedidos paralisados sejam enviados dentro do prazo de 90 dias.

Greg Mazza, proprietário de uma empresa de iluminação com sede em Danbury, Connecticut, disse que estava entre os que “agiram rapidamente” para receber o estoque que havia sido produzido na China anteriormente, mas que não havia sido enviado, pois estava preocupado com o aumento dos custos de envio, já que muitas empresas fizeram o mesmo.

“Liberamos muitos contêineres agora, ou eles estão sendo liberados, e estamos fazendo pedidos”, disse Mazza, que observou que estava em uma posição melhor do que a de algumas empresas por ter se preparado para as tarifas ao aumentar seu estoque nos EUA no ano passado.

No entanto, Mazza disse que seus pedidos sob o novo acordo ainda enfrentariam tarifas significativamente mais altas do que no ano passado.

“Se eu tiver que sustentar as tarifas de 55%, posso fazer isso com um pequeno aumento de preço no momento em que (as mercadorias) desembarcarem e com algumas mudanças no programa interno”, disse ele, referindo-se ao total de tarifas que deverão ser impostas ao seu produto.

Ele teria como objetivo “manter a linha” o máximo possível em vez de aumentar os preços, acrescentou.

Mas não são apenas as tarifas que ameaçam aumentar os preços para os americanos.

Tong, em Zhejiang, disse que observou um aumento nos custos de remessa esta semana em meio à luta mais ampla para reiniciar o comércio.

O custo de envio de um contêiner, que antes era de US$ 4 mil para a viagem até os EUA, agora subiu cerca de 50%, um aumento que, segundo ela, foi suportado pelo comprador americano. Em última análise, é provável que o custo adicional seja pago pelos compradores americanos.

Enquanto isso, as empresas de transporte também estão relatando um aumento na demanda.

A transportadora dinamarquesa Maersk, que havia registrado uma queda de 30% a 40% no volume marítimo China-EUA no final de abril, agora está aumentando a capacidade de seus serviços transpacíficos depois de um aumento nas reservas após o acordo, disse um porta-voz à CNN.

Ben Tracy, vice-presidente de desenvolvimento de negócios estratégicos da Vizion, a empresa de rastreamento de contêineres que observou um aumento de 277% nas reservas nos sete dias que terminaram na terça-feira, disse que a “corrida de exportação de contêineres” poderia interferir no que normalmente seria uma temporada de pico de remessas no verão.

“A questão é: quanto tempo isso (a corrida) vai durar? Quanto de acúmulo está sendo aguardado para reservas e partidas — e isso vai durar três semanas, seis semanas?”, disse ele.

“De qualquer forma, não vejo como haverá tempo suficiente para que esses contêineres retornem à China para a próxima viagem na alta temporada”.

A incerteza se aproxima

A corrida desenfreada para reiniciar, aumentar ou enviar pedidos da China é ainda mais complexa para as empresas devido à incerteza generalizada, não apenas em relação ao destino final das tarifas entre os EUA e a China, mas também em relação às tarifas dos EUA sobre outros países da região.

No mês passado, Trump anunciou e, em seguida, suspendeu em grande parte uma série de tarifas recíprocas sobre a maioria dos países. Essas incluíam altas taxas sobre produtos de países do sudeste asiático, como Vietnã e Camboja, que se tornaram um destino para empresas que mudaram a produção da China durante a primeira guerra comercial de Trump.

Agora, as empresas que dependem das exportações da região estão olhando para dois relógios, um contando a pausa de 90 dias nas tarifas de países como o Vietnã e o outro nas da China, enquanto decidem se vão abandonar relações comerciais de anos na China.

Mazza, em Connecticut, disse que estava explorando a possibilidade de transferir parte da fabricação para o Vietnã, onde o processo de instalação provavelmente levará cerca de um ano e a produção acabará custando cerca de 10% a 15% a mais por unidade do que a fabricação na China.

Mas ele disse que não estava pronto para desistir totalmente da China.

“Farei tudo o que puder para não sair da China, porque minhas fábricas chinesas me apoiaram, eu as apoiei. Valorizo as parcerias e os relacionamentos e, veja bem, elas tornam meu produto muito bom”, disse ele. “Portanto, vou lutar até o fim”.

E para muitas fábricas na China que enfrentam a mesma incerteza, a questão de como sobreviver, aconteça o que acontecer, é a principal prioridade.

“Também estamos trabalhando duro para expandir outros novos mercados… especialmente a Europa, (onde nossos pedidos) aumentaram em quase 20%”, disse Tong. “Precisamos nos expandir”.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Industria, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Nissan considera fechamento de fábricas na Argentina e outros países, dizem fontes

A Nissan está considerando planos para fechar fábricas no Japão e no exterior, incluindo na Argentina e México, disseram fontes no sábado, como parte de um plano de corte de custos que a empresa sinalizou no início da semana passada.

A montadora está pensando em fechar a fábrica japonesa de Oppama, onde a Nissan iniciou a produção em 1961, e a fábrica de Shonan, operada pela Nissan Shatai, na qual a Nissan tem 50% de participação, disseram as fontes, o que a deixaria a companhia com apenas três instalações de fabris no Japão.

No exterior, além de Argentina e México, a Nissan está considerando encerrar a produção em fábricas na África do Sul e Índia, disse uma das fontes.

A terceira maior montadora do Japão revelou amplos cortes de custos na terça-feira, dizendo que reduzirá sua força de trabalho em cerca de 15% e cortará as fábricas de 17 para 10 em todo o mundo.

O jornal Yomiuri, que noticiou pela primeira vez o possível fechamento de fábricas no Japão e no exterior, disse que duas instalações no México estão sendo consideradas.

“Neste momento, não faremos mais comentários sobre esse assunto”, disse a Nissan em comunicado à imprensa. “Estamos comprometidos em manter a transparência com nossas partes interessadas e comunicaremos quaisquer atualizações relevantes, conforme necessário.”

Em declaração no sábado, a Nissan disse que havia anunciado anteriormente que consolidaria a produção das picapes Nissan Frontier e Navara do México e da Argentina em um único centro de produção centralizado em torno da fábrica de Civac, no México.

O fechamento de fábricas no Japão marca a primeira ação do tipo pela montadora japonesa desde o encerramento da fábrica de Murayama em 2001.

A fábrica de Oppama tem capacidade anual de cerca de 240 mil carros por ano e empregava cerca de 3.900 trabalhadores no final de outubro. Em 2010, ela se tornou a primeira fábrica da Nissan a começar a produzir o Leaf, amplamente considerado o primeiro veículo elétrico do mercado de massa do mundo.

A fábrica de Shonan, que produz vans comerciais, tem uma capacidade anual de cerca de 150 mil unidades e emprega cerca de 1.200 pessoas.

Fonte: MSN

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Aurora inaugura representação em Xangai

Unidade aberta nesta segunda tem estrutura de escritório comercial; em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações nacionais de carne suína

A Aurora Coop, sediada em Chapecó, inaugura nesta segunda-feira (19/05) sua primeira unidade na China. Sediado em Xangai, o escritório comercial estará focado, inicialmente, nos negócios envolvendo carne de suínos e de aves com a China. Em segundo momento, ampliará o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Segundo a empresa, o primeiro objetivo é qualificar as vendas, por estar mais próximo aos clientes, dando atendimento diferenciado para, com o passar do tempo, poder incrementar os volumes.

Mesmo respondendo por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das de carne de frango, a Aurora teve em 2024 apenas 36,4% de suas receitas vindas do mercado externo.

“Crescer no mercado mundial é prioridade de nossa planificação estratégica”, enfatiza o presidente da cooperativa, Neivor Canton. Um primeiro movimento nesta direção foi a inauguração da unidade corporativa comercial de exportação, na cidade portuária de Itajaí.

Tarifas

O mercado chinês é atendido por muitos exportadores, como Estados Unidos, Espanha, Alemanha e França. Os EUA são grandes exportadores e competidores no cenário das exportações de carnes de suínos e de aves para a China, mas a empresa ressalta que este protagonismo pode mudar em razão da nova política de tarifa imposta pelo presidente Donald Trump, gerando boas oportunidades para os exportadores brasileiros.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Comércio, Evento, Mercado Internacional

“Não estamos no olho do furacão”, diz Tatiana Prazeres em evento na FIESC

Secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços participou de encontro nesta sexta (16), em Florianópolis

A secretária de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Prazeres, disse nesta sexta (16) que o Brasil está relativamente protegido no mercado global atual, marcado por incertezas e tensões desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

“Não estamos no olho do furacão”, afirmou durante evento promovido em Florianópolis pela Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), presidida por Maria Teresa Bustamante.

Segundo Tatiana, o comércio global vive uma “nova ordem”, com revisão profunda na forma como os países se relacionam. Neste “cenário desafiador”, disse, a “resiliência das cadeias de produção ganha muita importância”.

A secretária destacou que o ambiente internacional atravessa uma fase de rupturas e transformações, impulsionada por seis vetores interligados:

1. Aumento do protecionismo (sozinho, não explica tudo);
2. Tensões geopolíticas crescentes (reconfiguram as cadeiras produtivas);
3. Crise do multilateralismo, da governança do comércio internacional (movimentos globais afetam inclusive os mercados mais conservadores);
4. Retorno das políticas industriais (é um reconhecimento da importância da indústria e dos empregos);
5. Aceleração da transformação digital (muda a competitividade dos países e amplia o comércio de serviços);
6. Interseção entre comércio e sustentabilidade (gera pressão por práticas empresariais mais sustentáveis; é algo que veio para ficar);

NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS

Em relação aos acordos com outros países e blocos econômicos, Tatiana destacou que o Brasil tem ampliado sua agenda de negociações em 2025. Entre os avanços, citou tratativas com os Emirados Árabes Unidos e com a EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Na América Latina, afirmou, há negociações em andamento com Panamá e El Salvador, além de discussões com o México. Também estão em curso iniciativas para aprofundar acordos com Colômbia, Chile e Bolívia, e modernizar o Mercosul. “Nossa proposta é priorizar e concluir, em vez de manter muitas agendas abertas”, disse.

EXPORTAÇÕES

Em relação às exportações, afirmou que ampliar a base exportadora é uma das prioridades para o Brasil. Hoje, apenas 1% das empresas brasileiras exporta, e a chance de uma companhia começar a exportar nos seus primeiros 10 anos de atividade também é de apenas 1%.

De acordo com o MDIC, Santa Catarina é o décimo estado que mais exporta. Os principais destinos são Estados Unidos, China, México, Argentina e Japão. Entre os produtos mais exportados estão carnes, motores elétricos, partes de máquinas e produtos de madeira.

A secretária elogiou a indústria catarinense, classificando-a como “sofisticada e diversificada”. “Quando vejo o perfil exportador de Santa Catarina em relação a outros estados, é diferenciado. Há diversidade setorial e valor agregado. Acima da média, claramente.”

RELEMBRE A ORIGEM DA CRISE

Em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump tem reconfigurado o comércio global e causado incertezas mundo afora com um novo pacote de tarifas. Ele retomou uma política protecionalista, com aumento de tarifas de importação, especialmente contra produtos chineses. Segundo o governo dos EUA, o objetivo é proteger a indústria americana de concorrência desleal e reduzir a dependência da China em setores considerados estratégicos.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Comércio Exterior, Mercado Internacional, Negócios

Trump pede a presidente da Apple que desista de fabricar produtos na Índia

As declarações de Trump ocorrem após o Cook confirmar, na semana anterior, que as fábricas instaladas na Índia devem fornecer a maior parte dos iPhones comercializados nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que solicitou ao presidente da Apple, Tim Cook, a suspensão da construção de fábricas na Índia voltadas à produção de dispositivos destinados ao mercado americano, pressionando a fabricante do iPhone a expandir sua presença industrial dentro do país enquanto a companhia busca transferir sua produção da China.

“Tive uma pequena divergência com Tim Cook ontem”, afirmou Trump sobre a conversa que teve com o executivo da Apple no Catar, onde cumpre agenda oficial. “Ele está construindo (fábricas) em toda a Índia. Eu disse: ‘Não quero que você construa na Índia.’” Segundo o presidente, após a conversa, a Apple se comprometeu a “ampliar sua produção nos Estados Unidos”.

As declarações de Trump ocorrem após o Cook confirmar, na semana anterior, que as fábricas instaladas na Índia devem fornecer a maior parte dos iPhones comercializados nos EUA até o fim do próximo ano, o que complica os planos da empresa de acelerar o deslocamento da produção da China como forma de reduzir riscos ligados a tarifas e tensões geopolíticas.

Atualmente, a Apple fabrica a maior parte de seus iPhones em território chinês e não possui produção de smartphones nos Estados Unidos. Apesar de ter prometido, em fevereiro deste ano, ampliar sua força de trabalho no país e investir US$ 500 bilhões na economia doméstica ao longo dos próximos quatro anos, a empresa enfrenta obstáculos significativos para reproduzir em solo americano a complexa rede de fornecimento e as instalações industriais que mantém na China, que contam com mão de obra altamente especializada em manufatura tecnológica.

As falas de Trump sinalizam mais um capítulo do distanciamento em sua relação com a Apple, uma das companhias mais valiosas do país, e dá sequência às críticas do governo americano ao suposto plano da Amazon de detalhar para seus clientes o impacto das tarifas comerciais impostas por Donald Trump, classificando a iniciativa como um ato político “hostil”.

“Vale lembrar que o presidente Donald Trump chegou à Casa Branca com o apoio de big techs, inclusive contanto com a presença dos presidentes dessas empresas na posse presidencial. A relação de Trump com essas empresas é tão próxima que o empresário Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e da Tesla, chegou a fazer parte da atual gestão.”

Fonte: Valor Investe


Ler Mais
Comércio Exterior, Mercado Internacional

Presidente da WEG fala sobre estratégia da empresa diante das tarifas de Trump

Alberto Kuba afirma que o cenário atual, de volatilidade, será ajustado com o tempo

Desde quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o tarifaço de importações, o mundo empresarial, em especial a indústria, enfrenta incertezas sobre quanto, quando e onde investir, entre outros desafios. Mas esse não é o caso da gigante WEG, de Santa Catarina. O presidente da companhia, Alberto Kuba, afirmou em entrevista para a coluna que no plano estratégico da empresa nada mudou. Ela segue investindo em diversos mercados.

A WEG adquiriu há poucos dias uma tradicional fábrica de tintas no país, a Heresite $ Protective Coatings, e está consolidando a integração da maior aquisição da sua história, da Regal Rexnord, concluída em maio de 2024. Sobre mais investimentos nos EUA, Kuba disse que a empresa está avaliando oportunidades.

Fonte: NSC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook