Economia, Finanças, Internacional, Mercado Internacional

Endividamento chinês se iguala ao dos EUA e cria problema para o Brasil

Duas maiores economias têm trajetória explosiva para dívidas e pressionarão juros globais

Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, mantêm trajetórias explosivas para o aumento de suas dívidas públicas.

Os norte-americanos superam os 100% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e os chineses chegarão a esta marca no final deste ano. Em ambos, houve forte aceleração recente, com tendência de alta.

Para o resto do mundo e países muito endividados como o Brasil, haverá pressão para os bancos centrais manterem juros elevados a fim de atrair financiadores de suas dívidas –à medida em que os dois gigantes sugarão dinheiro do mundo para rolar débitos.

Em abril, a Fitch Ratings rebaixou de “A+” para “A” (numa escala até “AAA”) a classificação para dívidas chinesas em moeda estrangeira, o que deve encarecer o custo de rolagem dos débitos.

A China vem se endividando rapidamente. No primeiro quadrimestre, a dívida total dos emergentes (governos, empresas e famílias) aumentou US$ 3,5 trilhões. A China respondeu por US$ 2 trilhões, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais). Em 2019, a dívida pública chinesa equivalia a 60% do PIB –agora está em 93%.

Os débitos chineses ganharam ímpeto com a decisão há alguns anos de estimular a demanda doméstica. Isto foi reforçado com a guerra comercial deflagrada pelos EUA, que pode limitar o acesso da China aos EUA –destino de 15% das exportações. Outro fator foi o déficit crescente dos governos regionais.

Cerca de 80% das receitas das administrações locais vêm do aluguel de terrenos para empreendimentos imobiliários, que minguaram com uma superoferta de moradias. Para contornar, as autoridades permitiram que governos regionais emitissem títulos no mercado, ampliando o endividamento.

A China também tem déficit fiscal (receitas menos despesas) crescente. Deve chegar a 8,5% do PIB neste ano –acima dos 6,5% da média entre 2020 e 2024 e mais que o dobro dos 3% entre 2015 e 2019. Isto significa que o país, além de endividado, terá rombos maiores que ampliarão a dívida.

Nos EUA, a situação não é melhor. A promessa recém reafirmada de Donald Trump de estender cortes de impostos adotados em 2017 (em seu primeiro governo) pode elevar a dívida pública em 15 pontos percentuais nos próximos nove anos, segundo projeções do Congressional Budget Office –que calcula cenários até piores caso o presidente não consiga compensar a perda de arrecadação com mais tarifas e outras medidas.

Cálculos do IIF e da Tax Foundation sustentam que as estimativas do governo Trump para arrecadar mais com tarifas e gastar menos com o Doge (com Elon Musk à frente) são irrealistas para compensar a perda de arrecadação com os cortes de impostos.

Para financiar a perda de receitas, os EUA teriam que emitir cada vez mais títulos, elevando os juros ao redor do mundo –pois muitas economias têm de pagar um prêmio acima dos chamados T-Bonds americanos para atrair investidores a fim de rolar suas dívidas. Caso contrário, haveria preferência para os títulos americanos.

O crescimento dos EUA também está em xeque. Como o PIB é o denominador para o cálculo da relação dívida/PIB, o endividamento aumenta se o país não cresce, elevando o nível da dívida em relação ao tamanho da economia.

“Teremos sorte se os EUA chegarem ao final do ano melhores do que em uma recessão. Todos serão prejudicados pela guerra tarifária, mas os EUA são os maiores perdedores”, afirma Isabelle Mateos y Lago, economista-chefe do banco francês BNP Paribas.

Ela ressalta que o chamado “excepcionalismo americano” –o privilégio de se financiar a custo baixo no mundo e de ter a principal moeda reserva de valor, o dólar –também está ameaçado com as políticas de Trump para tarifas e a diplomacia internacional.

“Isso trará uma dinâmica mais desconfortável para os EUA, à medida que seus títulos serão cada vez mais questionados sobre se ainda são um porto seguro”, diz.

Ed Parker, diretor da Fitch Ratings, diz que o mundo está entrando em uma “nova era de endividamento global”, com pressões de gastos para defesa, aposentados e saúde. Já o crescimento americano será menor, em sua opinião, e a inflação, mais alta –com o impacto dos produtos importados tarifados.

“Isso deve levar a um aumento das taxas de juros que os EUA pagam para se financiar”, afirma. Como consequência, países como o Brasil (terceiro maior juro real do mundo) terão de manter taxas elevadas para atrair investidores que poderiam aplicar nos EUA, com risco menor.

Cathy Hepworth, diretora-geral da PGIM Fixed Income, que administra US$ 1,3 trilhão em investimentos ao redor do mundo, diz que a mudança em curso na economia global, com EUA e China à frente, trará mudanças significativas.

“Não se deve subestimar a importância crescente da China na economia mundial e as consequências do fim da excepcionalidade americana”, afirma.

Fonte: Folha de São Paulo

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Economia, Finanças, Internacional

Ministro Fernando Haddad cumpre agenda com a presidenta do México

Os compromissos internacionais do Ministério da Fazenda começaram no último domingo e se encerram nesta quarta-feira, 7/5

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cumpre agenda oficial nesta quarta-feira (7/5) na Cidade do México e será recebido pela presidenta do país, Claudia Sheinbaum, para tratar das relações econômicas entre os dois países. A agenda acontece no Palácio Nacional, onde o ministro terá ainda uma reunião com o secretário da Fazenda e do Crédito Público do México, Edgar Amador.

Nos compromissos da agenda estão previstos também café da manhã com o embaixador do Brasil no México, Nedilson Jorge, e encontro com empresários brasileiros, entre eles, os representantes das empresas Nu México, WEG, Marcopolo, Tramontina, Odontoprev, CocaCola, Eurofarma, BrasdesCard e Banco de Pagos Internacionales (BIS).

Ainda na pauta do dia, o ministro Fernando Haddad terá reunião com o chefe de gabinete da Presidência do México, Lázaro Cárdenas.

Os compromissos na Cidade do México encerram o ciclo de agendas internacionais do Ministério da Fazenda nessa semana. Ainda no cumprimento desta mesma agenda internacional, ministro passou antes pelas cidades de Los Angeles e Palo Alto, nos Estados Unidos, onde tratou de temas relacionados ao setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil, com foco no Plano Nacional de Data Centers.

Fonte: Ministério da Fazenda

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Comércio, Economia, Finanças

Brasil tem superávit comercial de US$ 8,153 bi em abril, recuo de 3,3% ante 2024

O saldo veio ligeiramente abaixo de expectativas de economistas, que previam superávit de US$8,296 bilhões para o mês

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$8,153 bilhões em abril, um recuo de 3,3% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, sob influência de uma importação mais forte, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quarta-feira.

O saldo veio ligeiramente abaixo das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$8,296 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$30,409 bilhões no mês, uma alta de 0,3% em relação a abril de 2024. As importações, por sua vez, cresceram 1,6%, totalizando US$22,256 bilhões. Tanto importações quanto exportações fecharam abril em nível recorde para meses equivalentes.

Segundo o Mdic, houve no mês um aumento de 0,8% no preço médio dos itens vendidos ao exterior em comparação com abril de 2024, enquanto os volumes exportados tiveram queda de 0,5%.

No recorte por setores, houve alta de 2,4% no valor das exportações da indústria de transformação, puxado pelas vendas de veículos e carne bovina. O valor dos embarques da agropecuária teve queda de 0,7%, com recuo na venda de soja, e as exportações da indústria extrativa caíram 3,8%, registrando perdas em óleos brutos de petróleo e minério de ferro.

No caso das importações, o preço médio dos produtos caiu 2,9%, mas o volume importado cresceu 4,4%.

“Observamos que a atividade econômica continuou crescendo no Brasil, com expansão da produção industrial e agrícola, demandando mais bens importados”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

Ele destacou que os bens de capital, como máquinas e equipamentos, puxaram a alta nas importações no mês, com crescimento de 7,6% na comparação com abril de 2024.

Tarifas

No primeiro mês de entrada em vigor das novas tarifas de importação dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, as exportações brasileiras para o país norte-americano cresceram 21,9% em abril contra o mesmo mês de 2024.

“Pode ter sido um movimento de antecipação de compra pelos importadores nos Estados Unidos dado o cenário de incerteza e possibilidade de aumentos (de tarifas) e retaliações… É natural que os agentes tentem se precaver e comprar mais, estocar”, disse Brandão.

No chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril, o presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais sobre a maioria das importações dos EUA, com alguns países recebendo taxas mais altas. O Brasil, assim como outros países da América do Sul, ficou com a tarifa mais baixa, de 10%.

Uma semana depois, o presidente dos EUA anunciou uma pausa de 90 dias das taxas mais altas para a maioria dos parceiros, mantendo em vigor a tarifa mínima de 10% e as taxas sobre a China, a fim de permitir negociações comerciais.

O técnico do Mdic avaliou que uma eventual perpetuação da queda de preços de commodities pode levar a uma revisão para baixo das projeções do governo para o valor a ser exportado pelo Brasil em 2025.

No início de abril, o Mdic projetou que o saldo comercial brasileiro fecharia 2025 em US$70,2 bilhões. A próxima revisão oficial da estimativa será apresentada em julho.

Os dados da pasta mostraram ainda que o saldo comercial do Brasil acumulado de janeiro a abril foi de US$17,729 bilhões, 34,2% menor que o observado no mesmo período de 2024.

O desempenho acumulado foi resultado de exportações de US$107,305 bilhões, que caíram 0,7%, e importações de US$89,576 bilhões, com alta de 10,4% em meio a uma atividade econômica que vem demonstrando resiliência, embora o dado também seja influenciado pela importação de uma plataforma de petróleo no valor de US$2,5 bilhões em fevereiro.

Fonte: InfoMoney


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Economia, Finanças

Dólar sobe e fecha a R$ 5,689 com anúncio da Opep e indicação de força da economia dos EUA

dólar encerrou a segunda-feira (5) com uma valorização de 0,62%, atingindo a cotação de R$ 5,689. Em contrapartida, a Bolsa de Valores registrou uma queda de 1,26%, fechando aos 133.430 pontos. Essa desvalorização do índice foi influenciada por informações sobre a Opep+, que decidiu acelerar o aumento na produção de petróleo, resultando em uma queda significativa nas ações da Petrobras, que recuaram 2,81% e 3,73%. A cautela dos investidores é evidente, especialmente em função das decisões que estão sendo tomadas por bancos centrais em diversas partes do mundo, como o Federal Reserve, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora do país, o que gerou incertezas em relação a acordos comerciais, principalmente com a China.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda do Brasil, revelou que está em conversações com os Estados Unidos sobre a política tarifária. A decisão da Opep+ de aumentar a produção de petróleo também teve um efeito negativo sobre o Ibovespa, com analistas sugerindo que essa medida está ligada à expectativa de queda nos preços do petróleo. Os mercados financeiros estão atentos às próximas decisões sobre as taxas de juros. A expectativa é de que o Federal Reserve mantenha a taxa atual, enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil deve elevar a Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, com uma projeção de aumento de 0,5 ponto percentual.

Essa é a primeira vez que economistas revisam para baixo a previsão da Selic para 2025, agora estimada em 14,75%. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, também trouxe novidades, indicando uma nova redução nas expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve encerrar o ano em 5,53%. Além disso, a previsão para o preço do dólar em 2025 foi ajustada, agora projetando-se que a moeda americana atinja R$ 5,86.

Fonte: Jovem Pan

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Economia, Finanças, Negócios

Haddad discute relações econômicas com secretário do Tesouro dos Estados Unidos

Ministro da Fazenda abordou vantagens do Brasil para atração de investimentos e destacou abertura de diálogo sobre tarifas no comércio internacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu neste domingo (4/5) com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Los Angeles, na Califórnia, para tratar das relações econômicas bilaterais entre os dois países. Ao final do encontro, Haddad avaliou a conversa como “excelente, de alto nível” e destacou a sinalização do americano pela abertura de diálogo sobre a questão das tarifas sobre o Brasil e outros países sul-americanos.

“Conversamos sobre todos os assuntos mais importantes, mais relevantes, desde a questão das vantagens comparativas que o Brasil tem de atração de investimentos na área de energia verde, de minerais críticos e assim por diante, passando pelas relações bilaterais”, relatou o ministro.

Sobre as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump, Haddad ressaltou que a América do Sul é deficitária na balança comercial em relação aos Estados Unidos. “Então, não faz muito sentido manter uma tarifação sobre não apenas o Brasil, mas sobre a região como um todo”, enfatizou.

Ele apontou que houve uma demonstração de abertura ao diálogo. “O mais importante neste momento é dizer que nós estamos numa mesa, negociando os termos de um entendimento. Mas eu acredito que a postura do secretário foi bastante frutífera e demonstrou uma abertura para o diálogo bastante importante”, comentou. 

Agenda internacional

Após o encontro com o secretário Scott Bessent, o ministro participou de um jantar privado com investidores internacionais, na abertura da 28ª Conferência Global Instituo Milken, também em Los Angeles.

A agenda internacional do ministro brasileiro prossegue nesta segunda-feira (5/5), iniciando com uma reunião bilateral com a CFO do Google, Ruth Porat. Ainda pela manhã, haverá uma sessão privada na Conferência Milken Institute sobre “Global Investors View: Brazil”, com a presença de Sergio Suchodolski, do Milken Institute, e uma sessão pública denominada “Uma conversa com o Ministro da Fazenda do Brasil”, com a participação de Laura Lacey, também do instituto.

À tarde, Fernando Haddad seguirá para São Francisco, também na Califórnia, onde terá uma reunião bilateral com o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, e depois fará uma visita às instalações da empresa.

Já na terça-feira, o ministro participará de uma mesa redonda organizada pela Amcham Brasil e, depois, terá uma reunião bilateral com executivos da Amazon, antes de viajar para a Cidade do México.

Na capital mexicana, na quarta-feira (6/5), o ministro Fernando Haddad participará de um café da manhã com atores econômicos brasileiros no país e terá uma reunião bilateral com o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Edgar Amador Zamorra.

A viagem aos Estados Unidos ao México tem o objetivo de atrair investimentos em data centers para o Brasil. O retorno do ministro Fernando Haddad está previsto para a tarde de quarta, com chegada a Brasília na madrugada de quinta-feira (7/5).

Fonte: Ministério da Fazenda

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Economia, Finanças, Logística, Negócios, Notícias

BC deve atuar com cautela em cenário de incerteza econômica global, diz Megale, da XP

Economista-chefe da XP deu declarações após evento com Diogo Guillen, diretor de política monetária da XP, em Washington

A cautela deve seguir como a tônica do Banco Central brasileiro diante de um cenário de alta incerteza na política econômica global, aponta Caio Megale, economista-chefe da XP.

O economista esteve nesta quinta-feira (24) em painel com o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, em evento promovido pela XP em Washington, EUA, à margem da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), e trouxe ao InfoMoney as principais impressões sobre o evento.

“A mensagem principal do diretor foi a mesma que outros formuladores de política econômica têm dado aqui em Washington: uma mensagem de cautela diante da alta incerteza na política econômica global, da alta incerteza com relação ao processo das tarifas de Donald Trump e do impacto disso sobre a economia global”, aponta Megale. No dia 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um conjunto de tarifas comerciais contra mais de 180 nações. Trump voltou parcialmente atrás no dia 9, suspendendo por 90 dias as chamadas tarifas recíprocas, com o objetivo de abrir espaço para negociações bilaterais. Ele ainda mencionou posteriormente a chance de um “acordo especial” com Pequim, o que tem levado a um ambiente de alta volatilidade nos mercados.

A parcimônia, desta forma, também se estende para a reação de política econômica aos desdobramentos da guerra comercial. Porém, no caso do Brasil, avalia Megale, isso não significa que o processo de alta de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) tenha se encerrado, uma vez que ainda há uma inflação resistente e longe da meta, com expectativas desancoradas, além de uma atividade econômica que ainda está forte.

“Não parece ser um final do ciclo de alta de juros. A minha avaliação é que ainda são necessárias altas adicionais da Selic, mas sem dúvida com muito mais cautela, talvez um passo mais gradual”, aponta o especialista. O cenário-base da XP é de que a taxa básica suba até 15,5%, encerrando o ano neste patamar. Já para 2026, a expectativa é de que a Selic feche o ano a 12,5%.

Megale vê sinais de desaceleração da economia doméstica, o que é consenso de mercado. Contudo, aponta que a intensidade da desaceleração é ainda muito incerta, em sinalização em linha com a apresentada com Guillen. Durante o evento, o diretor do BC avaliou que há sinais incipientes de moderação no crescimento da economia brasileira, mas ainda não há evidências concretas de desaceleração ampla e consolidada. Assim, há dificuldades para cravar sobre o grau de desaceleração da economia.

Neste cenário, Megale ressalta também uma incerteza sobre o impacto global na inflação no Brasil: altas tarifas poderiam causar desaceleração do mundo e, consequentemente, enfraquecer a economia brasileira. Os reflexos a serem sentidos, seja na importação de produtos mais baratos ou na taxa de câmbio, são essenciais para entender a tendência inflacionária. “A taxa de câmbio tem sido particularmente volátil nesse último mês – chegou a R$ 5,60, chegou a bater R$ 6,10, voltou agora para R$ 5,70. Guillen não mencionou isso, mas isso certamente faz parte desse processo de incerteza”, aponta o economista.


Outro fator levado em conta por Megale é o impacto dos novos empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado para o PIB. Em meados do mês, a XP destacou que esses empréstimos devem adicionar cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do PIB em termos anualizados.

Guillen, por sua vez, ressaltou que o BC ainda não incorpora consignado CLT na projeção do PIB. “Há muita incerteza sobre o timing e a magnitude da medida”, disse Guillen. Segundo ele, a autoridade monetária acompanha os dados em tempo real, mas ainda é difícil isolar o impacto direto do programa, dado que já existe uma oferta consolidada de consignado no país.

“Temos mais incerteza e temos que agir de forma cautelosa – isso é uma tendência da política econômica global – e seguir de olho ao longo do tempo como será o impacto do tarifaço no mundo, especialmente se esse processo global vai intensificar a desaceleração da economia brasileira”, aponta Megale.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Finanças, Internacional, Logística, Mercado Internacional, Negócios

Dólar hoje cai enquanto traders ponderam sobre política comercial dos EUA

Investidores operavam em meio à contínua incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos

O dólar à vista operava em baixa ante o real nas primeiras negociações desta quinta-feira (24), ampliando as perdas da véspera, à medida que os investidores operavam em meio à contínua incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, marcado por ameaças e recuos constantes do presidente Donald Trump.

Qual é a cotação do dólar hoje?

Às 10h35, o dólar à vista caía 0,90%, a R$ 5,666 na compra e R$ 5,667 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha baixa de 0,67%, a 5.671 pontos.

Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,17%, a R$ 5,7177.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,685
  • Venda: R$ 5,685

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,753
  • Venda: R$ 5,933

O que aconteceu com dólar hoje?

A moeda americana caía em mais um dia de aversão dos mercados globais ao dólar, uma vez que persistem incertezas sobre os planos tarifários de Trump, gerando perda de credibilidade nos anúncios do governo norte-americano sobre as taxas de importação.

Na véspera, o sentimento entre os agentes financeiros era de alívio, após Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, terem dito na terça que os EUA podiam entrar em negociações comerciais com a China, o que reduziria as altas tarifas impostas sobre o país asiático.

Bessent disse na quarta, por outro lado, que, apesar da situação tarifária com a China ser “insustentável”, não haverá uma redução unilateral das taxas comerciais para provocar o início de negociações.

Já o Ministério do Comércio chinês afirmou nesta quinta que os EUA deveriam suspender todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China se “realmente” quiser resolver a questão comercial.

Em meio ao vai e vem da política tarifária, investidores optavam por vender o dólar e buscar outras moedas neste pregão, movimento que beneficiava o real.

“A China afirmou que só aceitará negociar se todas as tarifas forem retiradas, o que voltou a esfriar o otimismo em torno de um possível acordo. Bessent reforçou que Trump não chegou a propor uma retirada unilateral das tarifas, adicionando incertezas ao cenário”, disse Bruno Botelho, especialista em câmbio da One Investimentos.

“O dólar recua no exterior, refletindo uma leve recuperação das principais moedas globais e alguma demanda por ativos de risco. Essa fraqueza do dólar lá fora contribui para o movimento de queda no câmbio local”, completou.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,36%, a 99,427.

Os agentes financeiros ainda seguem preocupados com os recentes ataques de Trump ao chair do Federal Reserve, Jerome Powell, temendo pela independência do banco central dos EUA.

Na cena doméstica, as atenções dos investidores estarão voltadas a comentários de diretores do Banco Central em uma série de eventos separados ao longo do dia.

Pela manhã, os diretores do BC Renato Gomes, de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, e Gilneu Vivan, de Regulação, apresentarão, em entrevista coletiva, a lista de prioridade regulatórias do autarquia para 2025 e 2026, às 10h.

Mais tarde, será a vez dos diretores Diogo Guillen, de Política Econômica, e Paulo Picchetti, de Assuntos Internacionais, participarem de eventos separados em Washington, às margens das reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Evento, Finanças, Informação, Inovação, Logística, Tecnologia

NAC Bank: soluções financeiras ágeis e personalizadas para o comércio internacional 

A NAC Bank chega à Intermodal South América com o propósito de apresentar ao mercado o primeiro banco do comércio exterior, oferecendo soluções financeiras personalizadas. Como parceira do RêConecta News, a NAC Bank reafirma seu compromisso em transformar a experiência financeira de empresas e profissionais que movimentam o comércio exterior e a logística no Brasil. 

A experiência como fio condutor 

Fundada por Gilliard Silva, conhecido como Gillis, a NAC nasceu com um DNA forte no agenciamento de cargas. Ao longo de mais de 20 anos de experiência no setor, Gillis percebeu uma falha estrutural: o comércio exterior precisava de mais inovação e soluções financeiras alinhadas à sua complexidade operacional. 

Em sua experiência, Gillis percebeu que um dos principais entraves estava na falta de opções de crédito, na burocracia e nas altas taxas impostas pelos grandes bancos, que atendem o mercado de forma generalizada, tornando o fluxo de caixa um dos maiores desafios dos importadores e exportadores. “Imagine um importador que precisa antecipar US$ 500 mil para a compra de mercadorias. Ele paga o fornecedor no exterior, aguarda 30 dias de produção, depois mais 60 dias de trânsito marítimo e, ao desembarcar no Brasil, precisa arcar com impostos, frete e nacionalização, além do tempo de produção, venda e recebimento. Um fluxo médio de 180 dias.   Nesse meio tempo, não tem acesso ao capital, afetando seu fluxo de caixa e a capacidade de reinvestir no negócio. Com as soluções da NAC, esse importador pode financiar a operação, onde a própria carga se autofinancia, sem comprometer outras linhas de crédito, mantendo sua operação rodando”, explica Gillis.  

Nesse contexto a NAC Bank, surge para suprir as necessidades, dores e desafios que as instituições tradicionais não identificaram, criando soluções financeiras para importadores, exportados, agentes de carga e todo segmento. “Costumamos dizer que somos uma boutique de crédito. Devido à nossa experiência no comex, fomos desenvolvendo produtos personalizados, customizados. Dentro de uma esteira de serviços, o cliente vai poder antecipar recebíveis, usar a carga dele como garantia de crédito, ter acesso a linhas de crédito de bancos europeus; além de uma novidade para agentes de cargas, que será lançada na Intermodal”, explica o founder na NAC Bank, Gilliard Silva. 

Atendimento personalizado 

A NAC nasce justamente para mudar esse jogo. Em vez de impor barreiras, a empresa cria soluções financeiras desenhadas para o fluxo operacional real do importador e exportador, garantindo liquidez e previsibilidade sem as burocracias e exigências excessivas dos modelos tradicionais. 

Uma das principais inovações da NAC é o Cargo Equity, uma linha de crédito que rompe com os modelos tradicionais. Diferente dos financiamentos convencionais, essa solução opera com um contrato em Reais (R$), eliminando custos com hedge cambial e protegendo empresas da volatilidade do dólar — que, no último ano, teve alta de 27%. 

Outros diferenciais da linha incluem: 

​​✅​ Isenção de IOF 

​​✅​ Sem endividamento no Banco Central 

​​✅​ Sem necessidade de garantias adicionais – a própria carga financia a operação 

A NAC é a primeira instituição que oferece linhas para financiamento de máquinas importadas, com prazos estendidos de até 24 meses para pagamento,  permitindo que a indústria antecipe o financiamento antes mesmo da nacionalização. Esse é um diferencial estratégico em relação aos bancos tradicionais, que normalmente exigem a regularização completa da carga antes de liberar o crédito. 

Além disso, a NAC disponibiliza outras soluções financeiras, como crédito com garantia em imóvel e antecipação de recebíveis, ampliando as possibilidades para empresas que buscam capital de giro e maior flexibilidade nas operações de comércio exterior. 

Nos encontramos no estande G100!  

SAIBA MAIS SOBRE A NAC: https://nacdigital.com.br/ 

PARTICIPE DA INTERMODAL: https://www.intermodal.com.br/pt/home.html 

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Comércio Exterior, Economia, Finanças, Negócios, Oportunidade de Mercado

Em meio a tarifaço, comércio entre Brasil e EUA bate recorde no 1º tri

A balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde e chegou, pela primeira vez, à marca de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de um ano.

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou US$ 9,7 bilhões para os EUA e importou US$ 10,3 bilhões, segundo relatório da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

O volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, a balança comercial brasileira com os Estados Unidos permaneceu deficitária.

As exportações da indústria brasileira atingiram US$ 7,8 bilhões – novo recorde para um primeiro trimestre -, elevando a participação dos EUA como destino das exportações industriais nacionais para 18,1%.

Seis dos dez principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA registraram crescimento, com destaque para:

  • Sucos (+74,4%)
  • Óleos combustíveis (+42,1%)
  • Café não torrado (+34%)
  • Aeronaves (+14,9%)
  • Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

Pelo lado das importações, houve alta em oito dos dez principais produtos americanos comprados pelo Brasil. Entre os aumentos, estão:

  • Óleos brutos de petróleo (+78,3%)
  • Medicamentos (+42,4%)
  • Motores e máquinas não elétricos (+42,3%)
  • Outros produtos farmacêuticos (+29,1%)
  • Óleos combustíveis (+9,4%)
  • Aeronaves (+8,1%)

Apesar do fortalecimento da relação comercial, a Amcham alerta para um cenário de incerteza provocado pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

“Apesar do desempenho positivo no início do ano, as tarifas anunciadas pelos EUA – como a sobretaxa de 10% sobre exportações brasileiras em geral e as tarifas de 25% sobre aço, alumínio e autopeças – criam um ambiente de incerteza para o comércio bilateral ao longo de 2025”, afirma o relatório.

A relação superavitária dos EUA com o Brasil é justamente o ponto utilizado pelo governo brasileiro nas negociações sobre as tarifas.

O principal objetivo dos técnicos, neste momento, é deixar claro que o Brasil não representa risco nem ameaça comercial aos Estados Unidos.

A reversão das tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio é considerada a medida mais viável pelo governo – por isso, tem sido o principal foco das negociações neste momento. A abertura de cotas seria uma alternativa.

Fonte: CNN Brasil
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/em-meio-a-tarifaco-comercio-entre-brasil-e-eua-bate-recorde-no-1o-tri/

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Economia, Exportação, Finanças, Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

URGENTE: União Europeia aprova tarifas retaliatórias contra os EUA com início em 15 de abril

A União Europeia (UE) acaba de aprovar seu primeiro conjunto de tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, marcando uma escalada nas tensões comerciais entre os dois blocos.

Segundo informações da CNBC, as medidas, que entram em vigor em 15 de abril de 2025, visam responder às tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre aço e alumínio europeus, implementadas em 12 de março deste ano. O pacote inicial da UE prevê taxações de até 25% sobre uma gama de produtos americanos, totalizando cerca de 26 bilhões de euros em mercadorias, como forma de proteger os interesses econômicos do bloco.

A decisão foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que classificou as tarifas americanas como um “grande golpe” para a economia global. Em declaração oficial, von der Leyen destacou que a UE está finalizando contramedidas adicionais, a serem implementadas caso as negociações com Washington não avancem. Produtos como bourbon, motocicletas e jeans estão entre os alvos iniciais, enquanto setores como serviços digitais podem ser incluídos em etapas futuras, segundo fontes do governo francês. A medida reflete a determinação da UE em retaliar, mas também a disposição para buscar um acordo que evite uma guerra comercial mais ampla.

A resposta europeia ocorre em um momento de crescente preocupação com o impacto do protecionismo no comércio internacional. Líderes como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, enfatizaram a necessidade de diálogo para evitar prejuízos mútuos, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, defende suas tarifas como uma forma de corrigir desequilíbrios comerciais. Com exportações da UE para os EUA avaliadas em 334 bilhões de euros em 2024, contra 532 bilhões na direção oposta, o bloco tem menos margem de manobra, mas promete uma reação “adequada”. A próxima reunião dos ministros do Comércio da UE, em Luxemburgo, deve detalhar os próximos passos dessa disputa que pode redefinir as relações transatlânticas.

FONTE: Diário do Brasil Noticia
URGENTE: União Europeia aprova tarifas retaliatórias contra os EUA com início em 15 de abril

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