Finanças, Mercado Internacional

Como blindar seu fluxo de caixa cambial diante da volatilidade global

Em um cenário internacional cada vez mais imprevisível, as oscilações cambiais tornaram-se uma das maiores ameaças ao fluxo de caixa das empresas brasileiras. Com o “reset global” impulsionado pela nova cartilha geopolítica dos Estados Unidos e a divergência nas políticas monetárias das principais economias, a volatilidade das moedas voltou ao centro do radar corporativo. Para o economista-chefe da Advanced, Guacyro Filho, os riscos de 2025 vêm justamente de fatores inesperados — os chamados “cisnes negros”. “Todos os fatores que não estavam na balança de riscos para esse ano de 2025 são aqueles que sempre têm a maior capacidade de provocar volatilidade e surpresa na precificação das moedas”, explica.

Entre os vetores já identificáveis, Guacyro aponta cinco forças com potencial de impacto direto sobre o câmbio e o caixa das empresas brasileiras: a divergência entre políticas monetárias globais, novos conflitos geopolíticos, choques nos preços de commodities, desaceleração econômica na China e crises de dívida em economias periféricas. Cada um desses movimentos, isoladamente, pode afetar o custo de insumos importados, o valor de dívidas em moeda estrangeira e até a rentabilidade de exportações.

Clusters de risco: três frentes de impacto direto no caixa

  1. Insumos importados:

Empresas que dependem de componentes do exterior sentem o câmbio como uma “faca no preço de custo”. Um aumento do dólar de R$ 4,50 para R$ 5,50 representa alta imediata de 22% em produtos cotados em moeda estrangeira. Sem proteção cambial, margens de lucro e competitividade ficam à mercê da oscilação do mercado.

  • Dívidas em moeda estrangeira:

Para quem contrata financiamentos em dólar, a desvalorização do real é o maior pesadelo. “Sua dívida de US$ 1 milhão, que um dia valia R$ 4,5 milhões, pode rapidamente virar R$ 5,5 milhões ou mais”, alerta Guacyro. A variação compromete o capital de giro e pode até gerar desequilíbrios de liquidez.

  • Receitas externas:

Já os exportadores costumam se beneficiar do real mais fraco, recebendo mais em reais pelas vendas internacionais. Mas a volatilidade também cobra seu preço: “A imprevisibilidade impede um planejamento de longo prazo consistente”, observa o economista.

Estratégias de hedge: previsibilidade e flexibilidade na medida certa

Blindar o fluxo de caixa exige mais do que acompanhar o câmbio — é preciso estruturar uma estratégia de hedge personalizada, que combine previsibilidade e liquidez operacional.

Entre os instrumentos disponíveis, Guacyro destaca quatro principais:

  • NDF (Non-Deliverable Forward): ideal para empresas com exposição financeira sem fluxo físico em dólar. “É um contrato de diferença que garante a taxa futura e preserva a flexibilidade do capital”, explica.
  • Trava cambial (FX Forward): indicada para quem já tem uma invoice de importação ou exportação. “O cliente busca previsibilidade de caixa e ‘desdolarização’ do fluxo de caixa”, afirma.
  • Opções cambiais: funcionam como um seguro. Pagando um prêmio, a empresa tem o direito — mas não a obrigação — de operar a um câmbio pré-definido.
  • Hedge natural: quando receitas e despesas ocorrem na mesma moeda. “É o ideal inatingível”, diz Guacyro, já que poucas empresas conseguem manter esse equilíbrio de forma permanente.

A escolha da ferramenta certa depende do perfil e das necessidades específicas de cada negócio. Por isso, a análise personalizada de risco cambial é considerada a pedra angular de qualquer estratégia eficaz. “O que funciona para uma empresa pode ser desastroso para outra, mesmo que atuem no mesmo setor”, reforça o economista.

Advanced: consultoria sob medida em gestão de risco cambial

Com presença ativa no mercado financeiro, a Advanced oferece uma abordagem completa e personalizada para proteger o caixa das empresas da volatilidade cambial.

O processo começa com um diagnóstico detalhado da exposição ao risco, no qual especialistas mapeiam receitas, custos, dívidas e prazos de cada operação. A partir disso, são realizadas simulações de cenários — testando o impacto de diferentes taxas de câmbio sobre margens e resultados — e definida a combinação ideal de instrumentos de hedge.

Além da recomendação técnica, a Advanced também se destaca pela educação financeira e transparência nas operações, permitindo que o cliente compreenda o custo e o benefício de cada instrumento adotado.

O acompanhamento é contínuo:

  • Monitoramento de mercado e alertas sobre movimentos relevantes;
  • Reavaliação periódica das estratégias;
  • Ajustes dinâmicos conforme o perfil de risco e o comportamento cambial.

“A Advanced não oferece apenas um produto; oferecemos uma solução completa de gestão de risco cambial. Nosso objetivo é transformar a incerteza em previsibilidade e segurança para o fluxo de caixa do cliente”, conclui Guacyro Filho.

Proteção é planejamento

Em tempos de incerteza global, blindar o fluxo de caixa cambial é uma questão de sobrevivência corporativa. Mais do que reagir à oscilação do dólar, as empresas precisam antecipar cenários, calibrar riscos e tomar decisões embasadas em dados e estratégia.

Com uma consultoria sob medida como a da Advanced, é possível transformar o câmbio — de inimigo imprevisível — em um aliado estratégico para o crescimento sustentável.

FONTE: ADVANCED

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA/FREEPIK

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Finanças, Importação, Informação

Receita Federal transmitirá ao vivo a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac

A reunião será nesta sexta-feira, 12 de setembro, às 14h30, no canal da Receita Federal no Youtube.

Receita Federal transmitirá ao vivo, no dia 12 de setembro, sexta-feira, às 14h30, a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Conselho Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

O encontro será realizado pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube, neste link

A participação é aberta ao público, especialmente a profissionais, empresas e órgãos envolvidos nas operações de comércio exterior, que terão a oportunidade de acompanhar de perto as iniciativas voltadas à integração e ao aprimoramento dos processos aduaneiros.

📌 Informações sobre a live:

Evento: 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac
Data: 12/09 (sexta-feira)
Horário: 14h30
Local: Canal da Receita Federal no YouTube

Fonte: Receita Federal gov.br

Ler Mais
Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

Ler Mais
Economia, Exportação, Finanças, Informação, Tributação

Consumidor e empresas americanas reclamam de taxação contra o Brasil, diz economista

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria revela que setor terá queda nas exportações pela primeira vez em quase dois anos

Em entrevista, o economista Roberto Gianetti analisa os impactos da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil: “Ninguém sabe dizer o que vai acontecer amanhã”. O especialista destaca que pode ocorrer um efeito de acomodação dos fluxos de comércio, e dá ênfase a setores mais vulneráveis, como a indústria de peixe no Nordeste.

“O consumidor americano e as empresas americanas que importam nossos produtos estão reclamando com tanta veemência em Washington, que em algum momento eles vão ter que ceder. Essa é a nossa expectativa, o problema não é só nosso”, pontua ainda.

Após as tarifas, setores da economia buscam novos mercados para tentar substituir os parceiros comerciais. Apesar da estratégia, o cenário é pessimista — uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria revela que o setor terá queda nas exportações pela primeira vez em quase dois anos.

Fonte: R7

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças, Informação, Tributação

“Cenário não é bom”, alerta especialista sobre primeira semana do tarifaço dos EUA

Primeiros dados do impacto da taxação serão divulgados nesta segunda-feira (11)

O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor na última quarta-feira (6). A sobretaxa de 50% aplicada sobre os produtos brasileiros preocupa especialistas já nos primeiros dias. Os dados do governo sobre as exportações serão divulgados nesta segunda-feira (11). As informações são do g1.

Apreensão no mercado

O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou ao g1 que será possível ter uma noção do impacto assim que sair o balanço das exportações desses primeiros dias de taxação. Mesmo sem os dados oficiais, ele avaliou que o cenário “não é bom”.

A alíquota imposta pelos Estados Unidos atinge cerca de 36% das exportações brasileiras ao país, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Segundo Castro, na última semana de julho deste ano foi observada uma diminuição da média das exportações ao país norte-americano.

“Era um sintoma porque este ano, de março até o mês de julho, a média de exportação foi superior a R$ 1,4 bilhão, e, nessa última semana, chegou a R$ 1,4. Então, na verdade, já mostrou que o fôlego estava acabando e deve começar a cair o preço e a quantidade também”, projetou Castro na entrevista.

Os produtos mais exportados de SC aos EUA

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Obras de carpintaria para construções: 118,5 milhões de dólares (14%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Motores elétricos: 82 milhões de dólares (9,7%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes de motor: 72,3 milhões de dólares (8,5%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira serrada: 59,1 milhões de dólares (7%) (Foto: Aimex, Divulgação)

Madeira em forma: 58,7 milhões de dólares (6,9%) (Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Divulgação)

Outros móveis: 58 milhões de dólares (6,8%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira compensada: 54,5 milhões de dólares (6,4%) (Foto: Cadu Ristum, Divulgação)

Transformadores elétricos: 31,9 milhões de dólares (3,8%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes e acessórios para veículos: 30,8 milhões de dólares (3,6%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Devido à taxação, há uma preocupação imediata com produtos perecíveis, que devem ser priorizados no primeiro momento. Integrantes do governo brasileiro citam que há peixes já estocados, frutas prontas para serem colhidas, além de mel, que seria exportado para os Estados Unidos.

Plano de contingência

Para enfrentar a taxa de 50%, os diferentes setores do Brasil devem tomar medidas que amenizem as consequências, que podem ser imediatas e também de longo prazo. A alíquota sob cada produto exportado gera efeitos variados dentro de um mesmo setor e, por isso, as empresas podem lidar com medidas próprias em alguns casos.

Ainda de acordo com o g1, o governo federal trabalha em um plano de contingência que deve ser apresentado nesta semana. A ideia é apoiar pequenas e médias empresas — contemplar linhas de crédito, adiar cobranças de tributos e contribuições federais, além de compras públicas de mercadorias perecíveis.

A economista e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carla Beni, avalia que “o peso do problema será o peso do Estado para resolvê-lo”. Ela menciona a reportagem da revista britânica “The Economist” que afirmou que as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil “são mais ameaça do que impacto real”.

Continua depois da publicidade

Robson Gonçalves, também economista da FGV, defende que as medidas precisam ser suficientemente alinhadas para ajudar as empresas que realmente tenham impacto em virtude da elevação da tarifa. “A gente precisa de uma política de mais médio e longo prazos. Algo que não se improvisa, mas que precisa ser discutida o mais rapidamente possível, de maior intensificação da agenda de diversificação”, acrescentou em entrevista ao g1.

De acordo com o especialista, o Brasil não tem uma política de comércio exterior forte, como uma política agressiva e articulada, mas agora será preciso ter.

Fonte: G1

Ler Mais
Economia, Finanças, Informação, Negócios

Ouro fecha em alta, seguindo payroll enfraquecido e mudanças em cargos nos EUA

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda, 4, em uma sessão na qual as perspectivas para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) foram reforçadas, o que tende a apoiar os preços. O movimento segue a divulgação de dados de emprego abaixo do esperado no Estados Unidos, além das possíveis indicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para certos cargos, como a substituição da diretora do Fed, Adriana Kugler. No radar seguem ainda os desdobramentos das tensões geopolíticas.

O ouro com vencimento em outubro encerrou em alta de 0,78%, a US$ 3.399,50 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).

“A ameaça de tarifas secundárias e as tensões renovadas com a Rússia destacam a importância de se proteger contra a incerteza geopolítica”, aponta o UBS. “Observamos também que mudanças institucionais, como a recente da comissária do Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS, na sigla em inglês), e as mudanças na liderança do Fed, podem aumentar a sensibilidade do mercado em relação aos sinais de política monetária e à independência institucional”, aponta o banco.

“Acreditamos que uma alocação em ouro continua sendo uma proteção eficaz contra a incerteza geopolítica e política residual. Mantemos nossa meta de US$ 3.500 a onça-troy e não descartamos a possibilidade de os preços ultrapassarem esse nível se os riscos aumentarem”, conclui.

Na avaliação do Swissquote Bank, a “boa notícia” do payroll de julho é que reacendeu os temores de recessão, que turbinaram as expectativas de corte de juros, mas a “má notícia” é que a economia fraca não fazia parte da promessa de Trump. “Cortar juros no momento errado não salvará os mercados magicamente, e usar o BLS como bode expiatório para o resultado das políticas caóticas de seu governo corre o risco de prejudicar a credibilidade dos dados econômicos dos EUA”, avalia.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças

Alckmin: Governo trabalha pela diminuição da alíquota para todos

Vice-presidente relata avanço nas discussões com bigtechs sobre inovação tecnológica, segurança jurídica e regulação.

O governo está empenhado em evitar que os EUA apliquem uma tarifa totalmente injustificada de 50% sobre produtos brasileiros, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista coletiva concedida no fim da tarde desta terça-feira (29/7), em Brasília.

“Nós estamos trabalhando para que a diminuição da alíquota seja para todos. Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador. Você tem uma balança comercial superavitária”, afirmou.

Alckmin voltou a citar dados do comércio e dos interesses entre os dois países, afirmando que há muito mais convergência do que divergência. “Então, não há razão para ter essa questão tarifária. Isso parece totalmente equivocado”.

Durante o dia, o ministro teve mais três reuniões dentro da série de conversas que o MDIC e outros ministérios vêm realizando, no âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, desde que o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a possibilidade de impor tarifas de 50% os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Um dos encontros desta terça foi com representantes de grandes empresas do setor de tecnologia, como Meta, Google e Apple. Segundo Alckmin, o governo propôs uma mesa de trabalho para debater pautas de interesse das companhias, que incluem ambiente regulatório, inovação tecnológica, oportunidade econômica e segurança jurídica.

“Essa questão de regulamentação de bigtechs, de redes sociais, está em discussão no mundo. Então, vamos aprender. Onde é que já foi implementado?  O que deu certo? O que levou à crítica? Nós não devemos ter muita pressa nisso. Eu acho que a gente deve verificar a legislação comparada e ouvir, ouvir e dialogar”, afirmou o ministro.

O setor de data center foi apontado por Alckmin como oportunidade econômica para fortalecer parceria comercial entre os dois países.

“O Brasil vai ser campeão de data center. Nós temos energia mais barata, energia renovável, especialmente eólica e solar, e energia abundante. Você tem muitas oportunidades e segurança jurídica”, garantiu. A convite do governo brasileiro, a reunião também contou com a participação de representante da Secretaria de Comércio dos Estados Unidos.

Ceará e Rio de Janeiro

Alckmin também se reuniu com o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e empresários do estado; e com dirigentes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), entre eles o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano Alves.

Desde o anúncio da possível imposição de tarifas ao Brasil, o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais tem se reunido com representes de todos os setores produtivos potencialmente afetados pela medida. Foram 25 reuniões envolvendo mais de 120 empresas/entidades, com quase 200 representantes empresariais e dos trabalhadores.

Questionado na coletiva sobre eventual plano de contingência para apoiar empresas que possam ser atingidas pelo tarifaço, o vice-presidente reiterou que o Brasil continua trabalhando para evitar que a taxação seja consumada.

 “O Brasil tem estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. O plano de contingência, que está sendo bem trabalhado, só deve ser discutido se consumada a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer, vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra”, garantiu.

Fonte: MDIC.gov

Ler Mais
Economia, Finanças

Bancos centrais priorizam ouro sobre dólar para reservas, mostra pesquisa

Bancos centrais de todo o mundo esperam que suas reservas de ouro aumentem em proporção nos próximos cinco anos, ao mesmo tempo em que projetam que suas reservas em dólares serão menores, segundo uma pesquisa do World Gold Council (WGC).

A demanda de ouro por bancos centrais tem crescido significativamente nos últimos três anos, apesar de seu preço ter atingido recordes consecutivos. 

O ouro atingiu um recorde histórico de US$3.500,05 por onça em abril, um aumento de 95% desde fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Setenta e três bancos centrais responderam à pesquisa do WGC, realizada entre 25 de fevereiro e 20 de maio, e 76% deles esperam que suas reservas de ouro sejam maiores em cinco anos, em comparação com 69% no ano passado.

Quase 75% dos entrevistados esperam que as reservas denominadas em dólares sejam menores em cinco anos, em comparação com 62% no ano passado.

“O desempenho do ouro em tempos de crise, a diversificação de portfólio e a proteção contra a inflação são alguns dos principais temas que impulsionam os planos de acumular mais ouro no próximo ano”, disse o WGC em um comunicado.

Os bancos centrais acumularam mais de 1.000 toneladas métricas de ouro em cada um dos últimos três anos, disse o WGC, acrescentando que isso representou um aumento significativo em relação à média de 400-500 toneladas na década anterior.

“Essa aceleração acentuada no ritmo de acumulação ocorreu em um cenário de incerteza geopolítica e econômica”, disse o WGC.

Um recorde de 95% dos entrevistados acredita que as reservas de ouro dos bancos centrais aumentarão nos próximos 12 meses, em comparação com 81% no ano passado, de acordo com a pesquisa do WGC, que também mostrou que o Banco da Inglaterra continua sendo o local mais popular para reservas de ouro.

Conflitos comerciais e tarifas foram citados por 59% dos bancos centrais na pesquisa como relevantes para a gestão de suas reservas, segundo a pesquisa

“Uma porcentagem maior desses bancos centrais veio de mercados emergentes e economias em desenvolvimento – 69% – do que os entrevistados de economias avançadas – 40%”, disse o WGC.

Fonte: MSN

Ler Mais
Economia, Finanças

O dólar renova mínimas e já se aproxima dos R$ 5,50. Até onde vai a queda?

Tendência de dólar mais fraco por conta das políticas de Donald Trump é vento de cauda para a divisa brasileira, mas uma queda estrutural abaixo dos R$ 5,50 depende muito da situação fiscal, apontam especialistas

“Deus inventou o câmbio para humilhar os economistas”, diz um ditado do mercado, mostrando a imprevisibilidade das moedas.

Mas, com o dólar apontando para baixo e renovando mínima atrás de mínima nos últimos pregões para o menor patamar desde outubro, a pergunta é inevitável: até onde vai a queda?

Antes de mais nada, a ordem dos fatores importa: mais do que uma valorização do real, trata-se de um enfraquecimento do dólar.

É um movimento global, puxado por alguma perda de confiança na economia dos Estados Unidos em meio ao caos tarifário e as políticas erráticas do presidente, como pela própria vontade patente de Donald Trump de reduzir o que ele acredita que seja uma sobrevalorização da moeda americana, que prejudica a competitividade da indústria local.

Quando observada a conjuntura doméstica no Brasil, o único motivo para a apreciação do real foi uma correção da desvalorização extrema ao fim de 2024, quando foi apresentado o pacote de corte de gastos.

Com poucos cortes e o anúncio da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a percepção de risco disparou e a moeda ficou em níveis estressados.

“Mas hoje é consenso que foi uma reação um pouco exagerada, o dólar a R$ 7 seria uma possibilidade caso o Banco Central parasse de vender dólar [o que não ocorreu]. Aquele exagero no final do ano passado foi sendo compensado ao longo dos primeiros meses de 2025”, afirma Danillo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Para fins de comparação, o economista cita que o dólar estava em R$ 4,85 no começo de 2024. Agora, está acima de R$ 5,50 – ou seja, a divisa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir patamares de anos anteriores.

Outro fator para real mais forte é o petróleo, que sobe 7,6% em dólar. “Como somos exportadores de petróleo, essa somatória de dólar fraco e petróleo forte, me parece uma melhor explicação do real está sendo negociado próximo dos R$ 5,50”, comenta Álvaro Frasson, estrategista macro do BTG Pactual.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos bastante elevado também ajuda a atrair capital para cá, comenta Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

“Além disso, a gente está no fim ou muito próximo do fim do ciclo da alta de juros e, portanto, isso dá mais previsibilidade e maior apetite à renda variável”, afirma.

O interesse maior, no entanto, é no fiscal brasileiro, que pode mudar o jogo completamente. No atual cenário, a pauta em questão são as medidas do governo para substituir a revogação de parte do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Segundo Sung, se houver algum problema na discussão entre o executivo e o legislativo em relação à Medida Provisória (MP) que será apresentada, isso pode aumentar as incertezas fiscais e se refletir no câmbio.

“Mas se a gente aproveitar essa janela de oportunidade que temos agora no terceiro trimestre, antes das eleições, para discutir e conseguir aprovar medidas mais estruturais em relação ao fiscal, vai ser importante para reduzir o risco e até levar o dólar a uma cotação abaixo dos R$ 5,50.”E o que o mercado está mais de olho – e é um dos principais riscos – são as eleições em 2026.

“Podemos entrar em um momento em uma antecipação de um debate eleitoral, que pode começar a fazer algum preço na moeda. E aí não iremos conseguir explicar por fatores econômicos ou de mercado”, diz Frasson.

Guerra comercial desvaloriza o dólar

A aposta dos grandes gestores está dividida. Ao abrirem a carteira, grandes casas como Verde, Gauss e Kapitalo estão comprados em real – em nenhuma delas essa é uma das posições relevantes, mas a aposta na valorização do câmbio brasileiro está presente.

Do outro lado, Itaú Optimus, ASA e Armor Capital já veem uma possibilidade de depreciação da moeda e apostam em posições vendidas.

Um consenso maior é a desvalorização da moeda americana: Legacy, Ibiuna, Ace, Gauss, entre várias outras estão vendidos em dólar contra diversas moedas, especialmente as fortes, como o euro.

Fato é que a guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desagradou o mercado, que passou a não ver mais os ativos americanos como porto-seguro.

“Essa dificuldade de encontrar alguma resolução, algum equilíbrio, do choque de tarifas, vem trazendo um tipo de desconfiança. O fluxo não está correndo para os EUA por conta dessas políticas de má qualidade”, afirma Frasson.

Isso se reflete em um dólar mais fraco, não só quando você olha o desempenho do real, mas em relação às moedas de todos os emergentes, que se apreciaram no ano.

Índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas de seis países, incluindo euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço, se desvalorizou 9% em 2025. (Na mesma linha, o real acumula valorização de quase 10% no ano.)

Para lá ou para cá

O questionamento do dólar como moeda segura em termos de incerteza causada pelos próprios Estados Unidos faz os impactos da guerra comercial dividirem opiniões.

“A redução de tensões comerciais entre Estados Unidos e outros países aumenta a chance de continuidade do excepcionalismo americano, resultando em um dólar mais forte globalmente”, disse ontem o Itaú BBA em relatório, comentando as notícias de um ‘acordo de Genebra’ entre China e Estados Unidos.

O banco aponta para um dólar a R$ 5,75 em 2025 e 2026 – enquanto o BTG é mais otimista, apontando para R$ 5,60 em 2025.

“Em relação ao acordo fechado com a China, não vejo [que fortalece] o dólar dessa forma agora”, Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.

“A ideia da reindustrialização necessariamente permeia grandes investimento nos EUA, e para que eles se tornem competitivos, coisa que não acontece hoje, essas empresas precisam se instalar novamente lá, com um dólar alto, isso fica muito custoso e vão para outras alternativas.”

Fonte: Exame

Ler Mais
Economia, Finanças

Fluxo cambial total em 2025, até 6 de junho, é negativo em US$ 9,727 bilhões, diz BC

O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O fluxo cambial do Brasil ficou negativo em US$ 9,727 bilhões em 2025, até o dia 6 de junho, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 11. O canal financeiro acumulou saída líquida de US$ 32,089 bilhões. O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 246,114 bilhões e vendas de US$ 278,203 bilhões no período. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial teve importações de US$ 99,718 bilhões e exportações de US$ 122,080 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 14,108 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 32,966 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 75,005 bilhões em outras operações.

Mensal

Conforme os dados preliminares do BC, o fluxo cambial do Brasil foi positivo em US$ 437 milhões na primeira semana de junho. O canal financeiro teve entrada líquida de US$ 69 milhões. O canal comercial, de US$ 368 milhões.

Os dados dizem respeito ao período de 2 a 6 de junho, e também representam o acumulado do mês até a última sexta-feira.

O segmento financeiro teve compras de US$ 9,754 bilhões e vendas de US$ 9,675 bilhões.

O canal comercial teve importações de US$ 4,656 bilhões e exportações de US$ 5,024 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 1,038 bilhão em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,008 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,978 bilhões em outras operações.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook