Economia

Déficit das contas externas do Brasil recua 31% em 12 meses, aponta Banco Central

O Banco Central informou que as contas externas brasileiras encerraram outubro com déficit de US$ 5,1 bilhões, resultado melhor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o rombo havia alcançado US$ 7,4 bilhões. O desempenho mais sólido da balança comercial ajudou a amenizar o resultado negativo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes totalizou US$ 76,7 bilhões, equivalente a 3,48% do PIB, ligeiramente abaixo dos 3,61% observados em setembro.

Balança comercial sustenta melhora do resultado
A balança comercial — que reúne exportações e importações — foi novamente o principal fator que evitou um déficit maior. O saldo ficou positivo em US$ 6,2 bilhões, quase o dobro dos US$ 3,2 bilhões registrados um ano antes.

Os dados mostram:

  • Exportações: US$ 32,1 bilhões (+8,9%)
  • Importações: US$ 25,9 bilhões (–1,3%)

O avanço das vendas externas e a queda das compras de produtos importados compensaram fraquezas em outras contas do balanço.

Serviços seguem pressionados por turismo e tecnologia
A conta de serviços manteve déficit de US$ 4,4 bilhões, repetindo o nível de outubro de 2024. Alguns segmentos mostraram melhora, como transporte, cujo déficit caiu 18,5% e ficou em US$ 1,3 bilhão.

Outras áreas, porém, tiveram alta expressiva:

  • Viagens internacionais: déficit de US$ 1,3 bilhão (+14,5%)
    • gastos de brasileiros no exterior: US$ 1,9 bilhão
    • receitas com estrangeiros no Brasil: US$ 573 milhões
  • Serviços de propriedade intelectual: déficit de US$ 995 milhões (+35,6%)
  • Serviços de TI, telecomunicação e informação: déficit de US$ 591 milhões (+142%)

O desempenho desses segmentos anulou as reduções registradas em outras subcontas e manteve o setor no vermelho.

Renda primária tem piora com remessa de lucros e juros mais altos
A conta de renda primária foi o componente de maior pressão negativa em outubro. O déficit chegou a US$ 7,4 bilhões, alta de 12,7% na comparação anual.

Veja os destaques:

  • Juros pagos ao exterior: US$ 2,2 bilhões (+31,7%)
  • Lucros e dividendos remetidos: US$ 5,3 bilhões (ante US$ 5,0 bilhões em 2024)

O aumento das saídas de recursos amenizou os efeitos do forte superávit comercial.

Investimento estrangeiro direto permanece robusto
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,9 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

Composição dos investimentos:

  • Participação no capital: US$ 10,1 bilhões
    • novos aportes: US$ 6,6 bilhões
    • lucros reinvestidos: US$ 3,5 bilhões
  • Operações intercompanhia: US$ 855 milhões

Em 12 meses, o IDP acumulado atingiu US$ 80,1 bilhões (3,63% do PIB).
Já os investimentos em carteira registraram ingresso líquido de US$ 3,2 bilhões, puxados por compras de títulos de dívida.

Reservas internacionais sobem para US$ 357,1 bilhões
As reservas internacionais encerraram outubro em US$ 357,1 bilhões, aumento de US$ 521 milhões em relação ao mês anterior.

O avanço foi impulsionado por:

  • receita de juros: US$ 809 milhões
  • ganhos de preços: US$ 736 milhões

Vendas de US$ 1 bilhão no mercado à vista e efeitos cambiais atenuaram parte da alta.

BC atualiza metodologia e passa a separar tipos de criptoativos
O Banco Central também revisou a forma de registrar operações com criptoativos. Agora, as estatísticas diferenciam ativos sem emissor (como Bitcoin) — classificados como ativos não financeiros — e criptoativos com emissor, como stablecoins, que passam a ser registrados como ativos financeiros.

A mudança segue orientações atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

Ler Mais
Internacional

Déficit comercial dos EUA atinge o maior valor em quatro meses devido à corrida por importações

Aumento de 5,9% nas importações em julho reflete uma antecipação de novos impostos sobre o comércio global, impactando a balança comercial americana

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou significativamente em julho, atingindo o maior valor em quatro meses, à medida que as empresas se apressaram para importar mercadorias e materiais antes do anúncio de novos impostos do presidente Donald Trump sobre parceiros comerciais globais. De acordo com dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a diferença entre exportações e importações no setor de bens e serviços cresceu quase 33% em comparação ao mês anterior, totalizando US$ 78,3 bilhões. A estimativa média de economistas consultados pela Bloomberg previa um déficit de quase US$ 78 bilhões.

As importações registraram um aumento de 5,9% em julho, o maior desde o início do ano, enquanto as exportações tiveram um crescimento mais modesto. Os números apresentados não foram ajustados pela inflação. A alta nas importações foi impulsionada pelo aumento das remessas de suprimentos industriais, que alcançaram o maior nível em quatro meses. As importações de bens de consumo também cresceram, e as remessas de equipamentos de capital, exceto automóveis, avançaram mais do que em qualquer outro momento desde o início de 2025.

Esse aumento nas importações reflete uma corrida das empresas americanas para garantir mais produtos antes da aplicação de tarifas recíprocas, que eram esperadas para afetar uma série de países com os quais os Estados Unidos ainda não haviam formalizado acordos comerciais. Vale lembrar que, após uma grande alta nas importações no primeiro trimestre, motivada pela tentativa das empresas de antecipar a implementação de tarifas anunciadas por Trump em abril, as importações haviam caído por três meses consecutivos.

A volatilidade nas importações e exportações tem causado flutuações consideráveis nas medições do governo sobre a atividade econômica, como o Produto Interno Bruto (PIB). Essas oscilações no comércio internacional têm gerado incertezas sobre o impacto das novas tarifas e a direção futura das relações comerciais dos Estados Unidos no cenário global.

Fonte: Brasil 247

Ler Mais
Comércio Exterior

Déficit da balança comercial entre Brasil e EUA sobe 1.338% em julho

O déficit da balança comercial entre Brasil e Estados Unidos subiu 1.338,6% em julho, na comparação com o mesmo período de 2024. No mês passado, o déficit com o país comandado por Donald Trump foi de cerca de US$ 560 milhões ante US$ 38,9 milhões de julho de 2024. No acumulado do ano, a balança comercial entre os dois países registrou déficit de US$ 2,26 bilhões para o Brasil.

A balança comercial foi listada por Trump como um dos fatores que motivaram a implementação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente norte-americano afirma que as barreiras tarifárias brasileiras causaram déficits “insustentáveis” aos EUA. “Entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos.

Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, diz a carta. Somente em julho de 2025, a importação de produtos americanos subiu 18,2%, totalizando US$ 4,27 bilhões. Já as exportações brasileiras aos EUA cresceram 3,8%, totalizando US$ 3,71 bilhões. A corrente de comércio com os EUA também cresceu em julho. Subiu em 11%, chegando a US$ 7,98 bilhões.

Balança comercial do Brasil

Ao considerar as importações e exportações para todos os países, balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O resultado representa uma queda 6,3% frente ao registrado no ano passado, quando o saldo foi de US$ 7,6 bilhões. No mês, exportações somaram US$ 32,3 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio totalizou US$ 57,5 bilhões no mês, com crescimento de 6,3% na comparação com julho de 2024.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Economia

Brasil tem déficit em conta corrente abaixo do esperado em abril, e investimento estrangeiro cresce

 O Brasil registrou um déficit em transações correntes menor do que o esperado em abril, enquanto os investimentos estrangeiros no país superaram as expectativas, voltando a acumular ingressos em 12 meses suficientes para cobrir o rombo das contas externas, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

Os dados do BC mostraram que, no mês, o déficit em transações correntes atingiu US$1,347 bilhão, melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava saldo negativo de US$2,0 bilhões. Em abril de 2024, houve déficit de US$1,723 bilhão.

No mês passado, os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$5,491 bilhões, acima dos US$4,0 bilhões projetados na pesquisa e contra US$3,866 bilhões em abril de 2024.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explicou que o crescimento do fluxo de IDP foi resultado de novos investimentos de empresas estrangeiras que compraram companhias no Brasil ou fizeram maior capitalização em suas subsidiárias brasileiras.

O desempenho de abril fez o resultado acumulado em 12 meses para o IDP atingir US$69,838 bilhões, equivalente a 3,29% do Produto Interno Bruto (PIB). O patamar é suficiente para compensar o saldo negativo acumulado em 12 meses nas transações correntes, que ficou em 3,22% do PIB.

Nessa base de comparação, o mês de abril marca um retorno do IDP a um desempenho mais forte do que o total do déficit nas contas externas, já que o fluxo acumulado em março não havia sido suficiente para cobrir o valor do rombo.

“Em geral, o resultado é positivo por conta da participação de capital que tende a ser mais permanente e indica formação de capital fixo por parte dos estrangeiros”, apontou o banco Inter em relatório.

Em abril, a conta de renda primária, com menores envios de lucros e dividendos ao exterior, deu a maior colaboração para o recuo do déficit nas transações correntes, apresentando saldo negativo de US$4,993 bilhões, ante rombo de US$5,543 bilhões no mesmo período do ano anterior.

A balança comercial teve superávit de US$7,447 bilhões, resultado mais fraco do que o saldo positivo de US$7,798 bilhões no mesmo mês de 2024.

Já o rombo de serviços ficou em US$4,203 bilhões, ligeiramente menor do que o déficit de US$4,301 bilhões de abril do ano anterior.

BETS

Na conta de serviços, houve forte redução da saída de recursos relacionada a empresas de apostas online, as chamadas “bets”. A conta de “serviços culturais, pessoais e recreativos”, que engloba esse setor, teve saldo negativo de US$141 milhões de janeiro a abril deste ano, contra US$1,445 bilhão no mesmo período de 2024. Em abril apenas, o fluxo foi positivo em US$26 milhões, ante um déficit de US$410 milhões no mesmo mês do ano passado.

De acordo com Rocha, a regulamentação do setor pelo governo, que obrigou empresas a possuírem sede no país, explica a redução das saídas de recursos.

A conta capital, por sua vez, mostra que operações cambiais relacionadas à compra de criptoativos tiveram uma redução de fluxo. Os números mostram que o envio de recursos ao exterior para essa finalidade ficou em US$1,003 bilhão em abril, ante US$1,610 bilhão no mesmo mês de 2024.

“Apesar de um apetite menor pela especulação em criptomoedas nos meses recentes, a medida recente do governo de aumentar o IOF para remessas ao exterior pode acelerar as saídas de divisas nessa categoria”, avaliou o Inter.

Fonte: Investing

Ler Mais
Economia, Investimento, Negócios

Déficit externo supera investimento estrangeiro direto pela primeira vez em 5 anos

O desequilíbrio vem se acelerando desde o segundo trimestre de 2024 em meio ao forte crescimento doméstico

O déficit nas contas externas nos 12 meses até março superou o valor do investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, a fonte mais estável de financiamento do déficit, no mesmo período. Historicamente, os valores de IED têm sido superiores aos déficits, e essa reversão não ocorria desde fevereiro de 2020, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, dia 28.

O déficit nas contas externas acumulado nos 12 meses encerrados em março foi de US$ 68,5 bilhões (3,21% do PIB), enquanto o investimento estrangeiro direto (IED) no mesmo período foi de US$ 68,2 bilhões (3,19% do PIB). Apesar da diferença numérica, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que, em termos macroeconômicos, os dois indicadores apresentam a mesma magnitude.

“Embora numericamente o déficit em transações correntes seja maior, a forma macroeconomicamente correta de se referir a esse resultado é dizer que ambos apresentam a mesma magnitude e, portanto, os investimentos diretos no país continuam financiando integralmente o déficit em conta corrente”, afirmou.

O déficit em conta corrente vem crescendo desde o segundo trimestre do ano passado em ritmo mais acelerado que o IED. Em março de 2024, o déficit em 12 meses estava em US$ 26,3 bilhões (1,17% do PIB), enquanto o IED era de US$ 64,1 bilhões (2,85% do PIB). No entanto, esse aumento não continuou em março: tanto o déficit quanto o IED caíram no mês. Segundo Rocha, ainda é cedo para afirmar se a redução do déficit representa uma tendência.

O diretor de pesquisa econômica do Pine Bank, Cristiano Oliveira, explicou que o aumento do déficit se deve aos estímulos fiscais e monetários aplicados entre o fim de 2022 e o início do ano passado.

Segundo o economista, nesse período a demanda agregada cresceu mais rápido que a oferta. Contudo, ele acredita que esse cenário “já não está mais ocorrendo” e, portanto, o déficit deve se estabilizar entre 2,5% e 3% do PIB nos próximos anos. “Um nível que consideramos bastante saudável”, observou.

O aumento do déficit acompanha a elevação das importações, impulsionada pela expansão da economia. Com o aumento da atividade, é natural que cresçam as importações de bens de consumo, intermediários e de capital, o que impacta a balança comercial — um dos principais componentes do balanço de pagamentos.

Comparando o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2024, houve uma redução no superávit da balança comercial de US$ 16,3 bilhões para US$ 7,9 bilhões.

No mesmo intervalo, o déficit na conta de serviços aumentou de US$ 11,3 bilhões para US$ 12,8 bilhões. Já o déficit de renda primária caiu de US$ 18 bilhões para US$ 15,5 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC também destacou os resultados mensais do balanço de pagamentos, que indicaram uma redução do déficit de US$ 4,1 bilhões para US$ 2,2 bilhões entre março de 2024 e março de 2025. Rocha observou que essa é a primeira redução na comparação interanual em 12 meses e reforçou que ainda é cedo para dizer se isso representa uma tendência.

A estimativa do Pine é que o IED chegue a US$ 73 bilhões (3,3% do PIB) este ano, enquanto o déficit em conta corrente deve encerrar 2025 em US$ 56,9 bilhões. O IED representa investimentos de longo prazo no país, com participação societária e operações entre empresas como seus principais componentes.

O economista da CM Capital, Matheus Pizzani, afirmou que ver o IED e o déficit no mesmo patamar ou com uma diferença marginal é “relativamente indiferente” do ponto de vista contábil, já que o IED “tende a se igualar efetivamente ao balanço de pagamentos”. Para ele, o importante é analisar a composição do IED.

Pizzani destacou que aumentou a participação de investimentos em participação societária, indicando que “embora menor em volume, a composição do IED deste ano tem se mostrado mais benigna do que a observada um ano atrás”.

Oliveira, do Pine Bank, observou ainda que o atual cenário de incerteza global pode levar a um IED inferior ao estimado em mercados emergentes como o Brasil.

“No entanto, esse não é o nosso cenário base. Julgamos que o cenário econômico e geopolítico global favorece as contas externas do país, entre outros fatores, pelo perfil das nossas exportações e importações. Por isso, mantemos a avaliação de que a robustez das contas externas favorece o comportamento do real.”

Fonte: Valor International


Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Investimento, Negócios, Tributação

Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 8,8 bilhões

O resultado é quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024

As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 8,8 bilhões em fevereiro de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de US$ 3,9 bilhões.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central (BC), refletem a diferença entre as exportações e importações de bens, serviços contratados e despesas de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para o exterior.

O superávit da balança comercial – que registra as exportações menos as importações – diminuiu US$ 5,4 bilhões em relação ao ano passado. O déficit em serviços manteve-se estável, enquanto o déficit em renda primária apresentou uma redução de US$ 526 milhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes atingiu US$ 70,2 bilhões, o equivalente a 3,28% do PIB, mostrando um aumento em relação aos US$ 65,3 bilhões (3,03% do PIB) registrados em janeiro. Em comparação com fevereiro de 2024, o déficit foi de US$ 23,9 bilhões (1,07% do PIB).

Em fevereiro de 2025, a balança comercial de bens registrou um déficit de US$ 979 milhões, em contraste com o superávit de US$ 4,4 bilhões observado no mesmo mês de 2024. As exportações de bens somaram US$ 23,2 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 24,1 bilhões, impulsionadas pela compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,7 bilhões. As exportações tiveram uma queda de 1,8%, enquanto as importações aumentaram 25,7%.

Quanto aos investimentos diretos no Brasil (IDP), o país recebeu US$ 9,3 bilhões em fevereiro de 2025, representando um crescimento de 75% em relação aos US$ 5,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o valor de IDP chegou a US$ 72,5 bilhões (3,38% do PIB), superando os US$ 68,5 bilhões (3,18% do PIB) de janeiro.

As reservas internacionais também tiveram um aumento, somando US$ 332,5 bilhões em fevereiro de 2025, um crescimento de US$ 4,2 bilhões em relação ao mês anterior. Esse aumento foi impulsionado por variações de preços, desembolsos de organismos internacionais e receitas de juros.

FONTE: Meon
Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 8,8 bilhões

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Gestão, Industria, Informação, Internacional, Investimento, Negócios, Notícias, Tributação

Com compra de plataforma de petróleo da China, balança comercial fica negativa em US$ 324 milhões em fevereiro

Déficit se deveu à compra de uma plataforma de petróleo da China

A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 324 milhões, ante um superávit de US$ 5,1 bilhões no mesmo mês de 2024. O saldo negativo se deveu à importação de uma plataforma de petróleo de China.

O último déficit mensal ocorreu em janeiro de 2022, quando houve déficit de US$ 59 milhões. Também é o pior resultado para meses de fevereiro desde 2015, quando foi contabilizado um saldo negativo de US$ 3,05 bilhões.

O resultado mensal é a diferença entre US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações. Enquanto as vendas ao exterior caíram 1,8% em relação a fevereiro de 2024, as compras externas subiram 27,6%.

Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, um dos destaques foi o ingresso de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com um aumento de 16.220,6% e valor de US$ 2,66 bilhões. As compras de automóveis se destacaram em fevereiro, com um acréscimo de 84%.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, disse que a compra da plataforma é algo “esporádico”. Não fosse isso, a balança teria ficado positiva.

— São investimentos de grande vulto e esporádicos — afirmou.

Ele ressaltou não acreditar que a redução de tarifas de importações de alimentos, anunciada na quinta-feira pelo governo, fará com que o saldo comercial fique negativo. Disse, ainda, que só será possível saber se o aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos em meados deste ano.

Já as exportações apresentaram redução de itens importantes da pauta, como minério de ferro (36,6%) e petróleo (21,6%). Houve alta de 1,8% de produtos agropecuários e um acréscimo de 8,1% em bens da indústria de transformação.

Em fevereiro, as exportações para a Argentina cresceram 54% e das vendas para os EUA aumentaram 22,9%. Já os embarques para China, Hong Kong e Macau caíram 21,1%.

FONTE: O Globo
Com compra de plataforma de petróleo da China, balança comercial fica negativa em US$ 324 milhões em fevereiro

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Tributação

Déficit comercial dos EUA aumenta em novembro

O déficit comercial subiu 6,2%, para US$ 78,2 bilhões, ante US$ 73,6 bilhões revisados para cima em outubro

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em novembro, provavelmente porque empresas preocupadas com as ameaças do presidente eleito Donald Trump de elevar as tarifas sobre produtos estrangeiros anteciparam importações, mais do que compensando a alta das exportações, que atingiram um recorde.

O déficit comercial subiu 6,2%, para US$ 78,2 bilhões, ante US$ 73,6 bilhões revisados para cima em outubro, informou o Departamento de Comércio nesta terça-feira (7).

Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial aumentaria para US$ 78,0 bilhões, em comparação com os US$ 73,8 bilhões informados anteriormente em outubro.

As importações aumentaram 3,4%, chegando a US$ 351,6 bilhões.

As importações de mercadorias cresceram 4,3%, chegando a US$ 280,9 bilhões. Trump disse que imporá uma tarifa de 25% sobre todos os produtos de México e Canadá e uma tarifa adicional de 10% sobre os produtos da China.

Na segunda-feira (6), ele refutou uma reportagem que dizia que seus assessores estavam explorando planos tarifários que cobririam apenas importações críticas.

As exportações avançaram 2,7%, chegando a US$ 273,4 bilhões, um recorde histórico. As exportações de mercadorias aumentaram 3,6%, chegando a US$ 177,6 bilhões.

FONTE: CNN Brasil
Déficit comercial dos EUA aumenta em novembro | CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Informação

Déficit comercial com EUA evitará sanções de Trump, diz Mdic

País pretende aprofundar vínculos comerciais, afirma secretária

O déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos deverá contribuir para que o país fique fora do foco da elevação de tarifas prometida pelo presidente eleito, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (6) a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Tatiana Prazeres. Segundo Tatiana, o governo brasileiro pretende trabalhar para manter e aprofundar os vínculos econômicos com a maior economia do planeta.

Conforme as estatísticas do Mdic, em 2024, o Brasil teve pequeno déficit comercial de US$ 253 milhões com os Estados Unidos. O país exportou US$ 40,330 bilhões e importou US$ 40,583 bilhões no ano passado, o que torna os Estados Unidos o segundo maior parceiro comercial do Brasil, o segundo maior destino das mercadorias brasileiras e a terceira maior fonte de importações.

“O Brasil, na contabilidade do próprio governo americano, somando-se bens e serviços, responde pelo sexto superávit comercial dos Estados Unidos. A questão do superávit ou déficit comercial é algo que parece chamar a atenção do próximo governo dos Estados Unidos e, nesse quesito, o fato de que os americanos acumulam superávit com o Brasil deveria ser levado em conta”, disse a secretária na apresentação dos dados da balança comercial de 2024.

Segundo Tatiana Prazeres, as discussões do Diálogo Comercial Brasil–Estados Unidos, canal direto de diálogo entre o Mdic, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DOC) e a Administração de Comércio Internacional (ITA), contribuirão para fortalecer as relações comerciais e os vínculos econômicos entre os dois países. O encontro mais recente ocorreu em setembro do ano passado.

Outro fator que deverá contribuir para o fortalecimento das relações econômicas são os fortes vínculos entre as empresas brasileiras e norte-americanas e as companhias empresas dos Estados Unidos com filiais no Brasil. “O fluxo intercompanhia significativo entre o Brasil e os Estados Unidos deve fazer com que a relação comercial não seja apenas poupada, mas privilegiada”, destacou a secretária.

Recordes

Tatiana ressaltou que, em 2024, o Brasil registrou recorde de exportações para cerca de 50 países, entre os quais Estados Unidos, Espanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. De acordo com a secretária, as vendas de automóveis, aeronaves, compressores e bombas de ar, carnes bovina e suína, minério de ferro, celulose e sucos de fruta subiram fortemente no ano passado.

As exportações para a China, no entanto, caíram 9,3% no ano passado, tanto por causa da queda no preço internacional das commodities (bens primários com cotação internacional) quanto por causa da desaceleração do país asiático, maior parceiro comercial do Brasil. Apenas em dezembro, o valor exportado para a China desabou 40,2% na comparação com o mesmo mês de 2023.

Importações

Quanto às importações, que subiram 9% no ano passado e fizeram o superávit da balança comercial cair para US$ 74,552 bilhões em 2024, a secretária afirmou que boa parte da alta se concentrou em bens de capital (máquinas e bens usados na produção). Em 2024, a compra desse tipo de bem atingiu o maior nível em dez anos, o que indica o uso das importações para investimentos produtivos no Brasil.

No ano passado, as importações de bens de capital aumentaram 20,6% em valores. O volume comprado cresceu 25,6%, com os preços médios caindo 4,7%. As importações de bens de consumo subiram 23,4%, com alta de 19,1% no volume e queda de 1,3% no preço médio. As compras de bens intermediários subiram 7%, com alta de 15,9% no volume e recuo de 9,3% nos preços.

FONTE: Agencia Brasil
Déficit comercial com EUA evitará sanções de Trump, diz Mdic | Agência Brasil

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Investimento, Notícias, Tributação

Brasil registra déficit em conta corrente de US$3,060 bi em novembro, diz BC

O Brasil registrou déficit em transações correntes um pouco menor do que o esperado em novembro enquanto o investimento direto superou a expectativa, informou o Banco Central nesta segunda-feira.

Os dados mostram que o déficit em transações correntes no mês passado ficou em 3,060 bilhões de dólares, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,37% do Produto Interno Bruto.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de 3,344 bilhões de dólares em novembro, depois de déficit de apenas 3 milhões de dólares no mesmo mês de 2023.

Já os investimentos diretos no país alcançaram 6,956 bilhões de dólares, contra 6,5 bilhões de dólares projetados na pesquisa e 6,668 bilhões no ano anterior. No mês, a conta de renda primária apresentou déficit de 4,974 bilhões de dólares ante rombo de 4,371 bilhões de dólares no mesmo período de 2023.

Em novembro, a balança comercial teve superávit 6,327 bilhões de dólares, contra 7,999 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado.

Por sua vez, o rombo na conta de serviços ficou em 4,664 bilhões de dólares, contra saldo negativo de 3,742 bilhões de dólares em novembro do ano anterior

Quer saber qual ação comprar agora?

Com a disparada do mercado em 2024, muitas pessoas têm medo de colocar mais dinheiro em ações. Se você está em dúvida sobre onde investir, nossas estratégias comprovadas mostram as oportunidades mais promissoras.

Em 2024, o ProPicks IA identificou 2 ações que já subiram mais de 150%, outras 4 que saltaram mais de 30% e mais 3 que se valorizam mais de 25%. É um histórico impressionante.

Com portfólios personalizados com ações do Dow, S&P, setor de tecnologia e empresas em crescimento, você pode explorar diversas estratégias para construir seu patrimônio.

(Por Camila Moreira)
FONTE: Investing.com
https://br.investing.com/news/economic-indicators/brasil-registra-deficit-em-conta-corrente-de-us3060-bi-em-novembro-diz-bc-1425080

 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook